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Revista CEFAC

On-line version ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC vol.14 no.6 São Paulo Oct./Dec. 2012  Epub Nov 06, 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-18462012005000099 

Métodos quantitativos para avaliação da força de língua

 

Quantitative methods for assessing tongue force

 

 

Renata Maria Moreira Moraes FurlanI; Amanda Freitas ValentimII; Andréa Rodrigues MottaIII; Márcio Falcão Santos BarrosoIV; Cláudio Gomes da CostaV; Estevam Barbosa de Las CasasVI

IFonoaudióloga; Doutoranda em Engenharia Biomecânica pelo Departamento de Engenharia de Estruturas da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil; Mestre em Bioengenharia pelo Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Minas Gerais
IIFonoaudióloga; Mestranda em Bioengenharia pelo Programa de Pós Graduação em Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil
IIIFonoaudióloga; Professora Adjunto do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil; Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana pela Universidade Federal de São Paulo
IVEngenheiro; Professor Adjunto do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de São João del-Rei – UFSJ, São João del-Rei, Minas Gerais, Brasil; Doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais
VEngenheiro; Pesquisador em Ciência e Tecnologia da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais – CETEC, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil; Mestre em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Minas Gerais
VIEngenheiro; Professor Titular do Departamento de Engenharia de Estruturas da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil; Doutor em Engenharia de Estruturas pela Purdue University, EUA

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Por muitos anos, pesquisadores têm procurado métodos para quantificar a força da língua e muitos instrumentos foram construídos para este fim. O objetivo deste trabalho é apresentar uma revisão crítica da literatura sobre instrumentos para quantificar a força de língua. Os 30 aparelhos encontrados foram agrupados em quatro diferentes categorias: bocal contendo sensores (n=9), sensores fixados nos dentes, palato ou em placas palatais (n=8), bulbos preenchidos com fluidos e conectados a sensores de pressão (n=7) e outras tecnologias (n=8). Esses instrumentos podem, potencialmente, auxiliar o fonoaudiólogo na avaliação miofuncional orofacial, fazendo com que o diagnóstico de força da língua seja mais preciso. Alguns aparelhos apresentam desvantagens, tais como não serem sensíveis a pequenas mudanças de força, dificuldades na reprodutibilidade do posicionamento e outros pontos específicos. A grande variação de valores de força/pressão máxima e média encontrados relaciona-se à grande diversidade dos métodos, que empregam diferentes tecnologias.

Descritores: Língua; Força Muscular; Avaliação


ABSTRACT

For several years, researchers have been looking for methods to quantify tongue force and a lot of devices were constructed for this purpose. The purpose of this study is to present a critical literature review about the devices to quantify tongue strength. Thirty devices were found. They were grouped into four different categories: mouthpiece containing sensors (n=9), sensors attached on teeth surface or on palatal plates (n=8), bulbs filled with some fluid and connected to a pressure sensor (n=7) and other technologies (n=8). These methods can, potentially, help speech-language pathologists in the orofacial myology evaluation, making the diagnosis of tongue force more reliable. Some of them present disadvantages such as not being sensitive enough to small changes in force, difficulties in positioning reproducibility and other specific points. The large variation in maximum and average strength/pressure values are related to the large diversity of the methods, which use different technologies.

Keywords: Tongue; Muscle Strength; Evaluation


 

 

INTRODUÇÃO

Durante muitos anos, pesquisadores têm procurado métodos para quantificar a força ou pressão exercida pela língua. Uma força adequada é essencial para que a língua possa desempenhar corretamente as funções de mastigação, deglutição, sucção, respiração e articulação da fala, além de manter os dentes em posição adequada, já que a força exercida pela língua nos dentes se equilibra com as forças exercidas por lábios e bochechas1.

A força de língua pode ser avaliada por métodos qualitativos ou quantitativos. A avaliação qualitativa é mais utilizada na prática clínica dos fonoaudiólogos. Este tipo de avaliação depende da experiência do profissional e apresenta controvérsias. Neste procedimento, o tônus/tensão da língua é geralmente testado solicitando-se que o paciente protrua a língua contra o dedo enluvado do avaliador, ou contra uma espátula, enquanto o fonoaudiólogo mantém uma resistência2. Já a avaliação quantitativa é realizada utilizando instrumentos que mostram o valor de força exercido pelo sujeito, o que permite que o diagnóstico de força da língua seja mais preciso.

Sendo assim, o objetivo deste trabalho é apresentar uma revisão crítica da literatura sobre os instrumentos para quantificar a força da língua.

 

MÉTODO

Realizou-se revisão crítica da literatura sobre os instrumentos para quantificar força de língua em bibliotecas e bases de dados como Medline, Lilacs e banco de patentes. Foram considerados os artigos escritos em português e inglês, publicados entre 1980 e 2011. Os termos utilizados na pesquisa foram "língua", "força", "pressão", ou em inglês "tongue", "force", "strength", "pressure". Foi realizada uma pesquisa adicional nas referências bibliográficas dos artigos selecionados.

A análise do material foi realizada em três etapas: na primeira, os artigos que não contemplavam os objetivos estabelecidos foram excluídos; na segunda, as referências duplicadas nas bases de dados consultadas foram eliminadas; e, na terceira, os trabalhos que descreviam o mesmo instrumento foram excluídos.

Foram localizadas, inicialmente, 93 referências, sendo que após a terceira fase, permaneceram no presente estudo 32 trabalhos. Realizou-se uma breve descrição de cada artigo, contendo informações como amostra, métodos e resultados obtidos, sendo apresentados apenas os resultados de indivíduos saudáveis. Para documentos de patente, foram descritos somente o instrumento e a metodologia.

 

REVISÃO DA LITERATURA

Diversos métodos para quantificar a força/pressão da língua foram encontrados. Os instrumentos foram agrupados em quatro categorias, de acordo com a tecnologia utilizada: bocal contendo sensores (n=9) apresentados na Figura 1; sensores fixados nos dentes, palato ou em placas palatais (n=8) que se encontram na Figura 2; bulbos preenchidos com fluidos e conectados a sensores de pressão (n=7) demonstrados na Figura 3 e outras tecnologias (n=8) que são apresentadas na Figura 4.

Muitos pesquisadores desenvolveram métodos para quantificar força/pressão exercida pela língua utilizando diferentes tecnologias. Observou-se uma tendência dos primeiros instrumentos desenvolvidos a empregarem extensômetros. Recentemente, o número de pesquisadores que utilizaram bulbos e placas palatais com sensores de pressão aumentou. Cada categoria apresenta aspectos positivos e negativos.

Os instrumentos que utilizam extensômetros3-9 geralmente apresentam uma estrutura mecânica pesada, necessária para seu funcionamento e também possuem estruturas dos sensores pouco flexíveis, o que pode causar feridas ou desconforto ao paciente. Outro problema específico, já ocorrido na literatura3 é a falta de uma peça que faça a interface entre a língua e o transdutor, sendo então possível medir apenas a pressão de contato da língua e não a pressão total da língua.

Placas palatais12-14,16-18 precisam ser personalizadas, pois cada indivíduo tem um tamanho e formato de palato diferente. Além disso, só permitem a avaliação da força na direção cranial. Entretanto, são eficientes para medir força de língua durante as funções, já que permitem que o paciente feche a boca e desempenhe as funções quase normalmente. Outro método alternativo é fixar os sensores diretamente no palato19 ou nos dentes15. Este método apresenta duas desvantagens. A primeira é a dificuldade de se acomodar os sensores em um ponto estabelecido, para que seja possível a comparação com reavaliações, como por exemplo, antes e depois da terapia miofuncional orofacial. A segunda desvantagem é que os sensores são difíceis de serem desinfectados adequadamente e, por isso, não podem ser utilizados em diferentes pacientes. Entretanto, este método é melhor do que as placas palatais para medir força durante as funções, por ser menos espesso.

O problema dos bulbos2,20-25 é a dificuldade na reprodutibilidade do posicionamento na cavidade oral. Bulbos preenchidos por ar são difíceis de serem ajustados devido a estes escorregarem facilmente na superfície da língua e o tubo conector não ter marcações para indicar a posição do mesmo depois do fechamento dos lábios. Além disso, este tipo de instrumento deveria conter um sistema de pressurização como proposto na literatura25, para manter o bulbo inflado com ar à mesma pressão antes de cada medição.

Alguns instrumentos apresentaram características específicas que não permitiram o agrupamento em nenhuma das categorias definidas26-33. Observa-se também instrumentos com utilização restrita em pacientes com dificuldade de deglutição, devido ao risco de aspiração de água28. A desvantagem de se utilizar dinamômetros26,33 é que eles não são tão sensíveis a pequenas mudanças de força e, em alguns casos, as medidas não são tão confiáveis, já que a força pode ter sido gerada pelo sujeito, ou pela mão do avaliador em direção à boca do paciente e não necessariamente pela língua.

O aparelho criado pelo Grupo de Engenharia Biomecânica da Universidade Federal de Minas Gerais29, denominado FORLING, é o primeiro instrumento de medição de força de língua desenvolvido no Brasil. A principal limitação deste foi a dificuldade no desenvolvimento de um atuador com baixo atrito e isento de vazamentos. Devido aos vazamentos, a água contida no interior do aparelho tinha que ser completada após cada medição, o que tornava o procedimento trabalhoso. O instrumento também era grande, o que dificultava o transporte. Além disso, alguns componentes eram de vidro, o que fazia com que o sistema se tornasse mais frágil, com consequente risco de quebra. E finalmente, o sensor era capaz de medir forças de 0 a 40 N e alguns pacientes conseguiram exercer forças maiores em tarefas de protrusão, o que gerava saturação do sistema. O sistema já foi aperfeiçoado11 e encontra-se em fase de testes.

Em geral, a maior parte dos instrumentos mede força de língua em apenas uma direção. Contudo, a atividade lingual durante as funções envolve uma combinação de forças estáticas e dinâmicas, já que a língua é orientada em diferentes posições. As medições geralmente ocorrem enquanto o indivíduo está desempenhando uma tarefa voluntária, o que requer um nível alto de cognição, enquanto que as funções são mais instintivas do que cognitivas, e podem ser coordenadas em diferentes níveis cerebrais 5. Alguns instrumentos, por apresentarem tamanho grande, são difíceis de serem transportados 9,29 e a falta de reprodutibilidade no posicionamento do sensor dentro da cavidade oral dificulta comparações com avaliações subsequentes.

A grande variação de valores de força e de pressão máxima e média encontrados relaciona-se à grande diversidade dos aparelhos, que empregam diferentes tecnologias. Diferenças metodológicas dificultam a comparação entre os estudos, já que os valores dependem de um número grande de fatores, como grau de protrusão da língua, direção do movimento, distância entre mandíbula e maxila, região da língua em contato com o sensor e área na qual a pressão é exercida. A falta de reprodutibilidade em algum destes parâmetros pode levar à variação significante nos resultados obtidos5.

Alguns trabalhos descreveram o uso da eletromiografia para estimar a força muscular34, já que a amplitude do sinal eletromiográfico normalmente cresce à medida que a força muscular aumenta, promovendo uma indicação qualitativa da relação entre estas variáveis. Tanto eletrodos intraorais não-invasivos6,7, como eletrodos intramusculares35,36 foram utilizados na língua. Eletrodos de superfície apresentam algumas vantagens em relação aos intramusculares, pois os primeiros são mais fáceis de utilizar e apresentam maior aceitação por parte dos pacientes. Entretanto, para medir a atividade eletromiográfica da musculatura intrínseca da língua, são necessários eletrodos intramusculares37.

O uso de métodos quantitativos para medir força de língua ajuda o profissional na avaliação de motricidade orofacial, principalmente nos sujeitos com diminuição de força discreta, que é difícil de ser notada na avaliação clínica. Outra vantagem da avaliação quantitativa é a possibilidade de acompanhar a evolução da terapia e facilitar a comunicação entre os profissionais envolvidos no tratamento dos pacientes, melhorando a compreensão durante a discussão de casos clínicos. O prognóstico do tratamento pode ser definido com mais precisão se baseado nos valores de força obtidos. Assim, a avaliação quantitativa tem um importante papel como instrumento complementar de análise, em associação à avaliação qualitativa, já que a experiência profissional é fundamental para se perceber as reais necessidades do paciente.

 

CONCLUSÃO

Foram encontrados diversos métodos de avaliação instrumental da língua, sendo que a grande maioria dos trabalhos apresentou seus resultados de força, em newtons, e de pressão, em quilopascal, de forma proporcional entre os dois parâmetros. Todos os métodos podem, potencialmente, auxiliar o profissional na avaliação miofuncional orofacial, fazendo com que o diagnóstico de força da língua seja mais preciso. De acordo com o modelo de cada aparelho, pode-se considerar que cada um seja mais indicado para um tipo de avaliação da força lingual, já que vários músculos estão envolvidos na movimentação desse órgão.

 

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Endereço para correspondência:
Renata Maria Moreira Moraes Furlan
Laboratório MecBio. Avenida Antônio Carlos, 6627
Escola de Engenharia, Bloco I, sala 4205
Belo Horizonte – MG
CEP: 31210-000
E-mail: renatamfurlan@yahoo.com.br

Recebido em: 04/11/2011
Aceito em: 29/02/2011

 

 

Conflito de interesses: inexistente

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