SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.15 número1Aquisição da coda simples e complexa com /S/ em crianças com desvio fonológicoDesempenho de escolares com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em tarefas metalinguisticas e de leitura índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Artigo

Indicadores

Links relacionados

  • Não possue artigos similaresSimilares em SciELO

Compartilhar


Revista CEFAC

versão On-line ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC vol.15 no.1 São Paulo jan./fev. 2013 Epub 31-Jan-2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-18462012005000004 

Concepções de professores de IES sobre o desempenho comunicacional e expressivo articuladas à avaliação de discentes sobre esta performance

 

Conceptions of teacher of IES for articulated communicative and expressive development on evaluation of students on this performance

 

 

Brunella Rezende Netto

Fonoaudióloga Clínica graduada pela Faculdade Redentor, Itaperuna, Rio de Janeiro, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: investigar e analisar se professores/oradores possuem conhecimento sobre a importância da comunicação e da expressividade em seu ambiente de trabalho e sua relação com a Fonoaudiologia. De modo específico, objetivou-se ainda articular esse conhecimento com a opinião de alunos acerca da performance comunicativa e expressiva destes professores/oradores, em atividade de palestra.
MÉTODO:
foi realizada uma pesquisa com professores/oradores em um Congresso de Iniciação Científica promovido pela Faculdade Redentor por meio da aplicação de questionários simples, contendo perguntas relacionadas à comunicação e à expressividade. Participaram do estudo seis professores/oradores e 30 alunos/ouvintes.
RESULTADOS: obtiveram-se dados que demonstraram que o conhecimento dos professores/oradores, referentes à comunicação e expressividade estava um pouco aquém do esperado. Porém, houve aprovação por parte dos alunos/ouvintes em relação à produção e apresentação das palestras.
CONCLUSÃO: conclui-se que professores/oradores precisam se integrar mais de questões a respeito da comunicação e à expressividade, durante as palestras, com o intuito de ampliar seus conhecimentos para essa prática. Ao responder o questionário, os professores/oradores se mostraram dispostos em melhorar naquilo que eles descobriram serem falhos. Foi por meio desta pesquisa que, a maioria deles percebeu então, que a Fonoaudiologia é a Ciência capaz de auxiliá-los, apresentando técnicas e métodos facilitadores para aperfeiçoar suas apresentações.

Palavras-chave: Comunicação; Fonoaudiologia; Docentes; Conhecimento


ABSTRACT

PURPOSE: to investigate and analyze whether teachers/speakers have the knowledge on communication and express importance at their workplace and their relationship with the Speech Therapy. In a specific way, this study aimed to further articulate this knowledge with the view of students about the performance communicative and expressive of these teachers/speakers, in activity of lecture.
METHOD: a research was held with teachers/speakers in a Scientific Initiation Congress at College Redentor through simple questionnaires, they got questions related to communication and expressivity. Six teachers/ speakers and thirty students/listeners took part in the research.
RESULTS: data demonstrating that the knowledge of teachers/speakers, relating to communication and expressivity, was a little lower than the expected. On other hand, parts of the students/listeners have allowed the production of lectures.
CONCLUSION:
we may conclude that teachers/speakers need to be more aware about the communication and expressivity issues, during the lectures, wiling to improve their knowledge. In answer to the questionnaire, the teachers/speakers showed interest in getting better in what they found out to be flawed. Through this research, the majority realized that the Speech Therapy is, in fact, the Science being able to help them, showing helpful techniques and methods in order improve their presentations.

Key words: Communication; Speech, Language and Hearing Sciences; Faculty; Knowledge


 

 

INTRODUÇÃO

Atualmente, o mundo está carecendo de profissionais cada vez mais habilidosos na tarefa que desempenham. O mercado de trabalho, cada vez mais exigente, tem esperado por qualificação e competência comunicativa. A capacidade de se comunicar de maneira eficaz e excelente tem ganhado posição de destaque dentro do parâmetro de qualificação de diversos profissionais. Por isso, falar com naturalidade, fluentemente, expressando de forma clara, coerente e concisa o que se quer transmitir ao outro, torna-se cada vez mais imprescindível1, 2.

A comunicação é um fenômeno social, um instrumento de integração entre as pessoas e a sociedade, de modo geral, que permite a um indivíduo transmitir uma mensagem ao outro, desencadeando sempre uma resposta, ou seja, a comunicação é uma cadeia cíclica de informações3.

Todos que desempenham suas funções, utilizando a comunicação como ferramenta primordial de trabalho, deve se aperfeiçoar a cada dia. O profissional habilitado para avaliar e ampliar o nível de aptidão comunicativo destes é o fonoaudiólogo (Lei 6965/81). Cabe a ele, dentre suas áreas de atuação, a função de aperfeiçoar a comunicação humana, seja pelo aprimoramento da linguagem oral e escrita, das funções cognitivas, da motricidade orofacial e cervical, seja pelo aperfeiçoamento da comunicação em público, da comunicação ocupacional, ou profissional4.

Dentre os profissionais que utilizam a comunicação como forma de trabalho, enfatizam-se aqueles que são importantes na vida dos acadêmicos de modo geral, ou seja, o professor, que é capaz de transmitir seu saber de maneira extraordinária, através da comunicação5. Ao falar, seja ministrando aulas, seja palestrando, o professor tem de ser capaz de unir a vontade de ensinar aos recursos que irá utilizar, com o objetivo de centrar-se nas atividades de aprendizagem, sem se esquecer da sua responsabilidade social e dedicação às dimensões pessoais de sua profissão6.

Atualmente, o trabalho realizado pela Fonoaudiologia com professores inicia-se quase sempre com a problemática da voz, mas isso não é o suficiente. Além da voz, o professor deve ser capaz de manifestar outras habilidades, pertinentes ao campo da Fonoaudiologia, habilidades estas, diretamente ligadas á linguagem e à comunicação. Este tipo de estudo vem ganhando destaque nos últimos anos. Barbosa et al9 e Chieepe8 são exemplos de autoras que abordaram muito sobre esse assunto em seus artigos7.

A partir disso, pode-se ampliar o olhar fonoaudiológico sobre o professor/orador, deixando de abordar a voz como um parâmetro isolado, para se tornar parte do processo comunicativo8. Segundo Barbosa, et al9 ao se comunicar, o professor/orador deve ter conhecimento de como ocorre o processo comunicativo e os parâmetros que o seguem, como: linguagem verbal e linguagem não-verbal. Entretanto, a sabedoria não é a única referência de uma boa comunicação, comunicar-se bem, é utilizar-se de todos os elementos responsáveis pelo seu processo. O homem não precisa apenas de palavras para descrever, convencer ou transmitir algo a alguém, ele pode utilizar-se de outros meios para se comunicar. Meios que são um centro de grandes informações, como: gestos, sorrisos e movimentos10. Assim, para haver excelência ao se comunicar, é necessário mais do que palavras ou conhecimento, ou seja, o "todo" da comunicação depende das partes que o compõe, e estas, não podem ser vistas de maneira isolada.

Desta forma, se faz relevante o estudo sobre o nível de conhecimento dos professores/oradores em relação à importância da natureza comunicativa e suas características peculiares. Ter conhecimento e saber expressá-lo de maneira adequada, hoje é essencial num mercado de trabalho tão competitivo. Unir o saber dos professores/oradores ao que a Fonoaudiologia pode oferecer para aperfeiçoar a sua comunicação e expressividade pode se tornar um caminho para o sucesso profissional.

O objetivo deste trabalho consistiu da investigação e da análise do conhecimento de professores/oradores sobre a importância da comunicação e da expressividade em seu ambiente de trabalho e sua relação com a Fonoaudiologia. De modo específico, objetivou-se ainda articular esse conhecimento com a opinião de alunos acerca da performance comunicativa e expressiva destes professores/oradores, em atividade de palestra.

 

MÉTODO

Para este trabalho foi realizada uma pesquisa bibliográfica com as seguintes fontes: livros, revistas (artigos científicos), panfletos e materiais extraídos de sites de procedência. Os assuntos abordados referem-se ao processo e parâmetros de comunicação; processo de ensino-aprendizagem e seus modelos; auditório e apresentações e; à relação e contribuição da Fonoaudiologia para os professores/oradores.

O desenvolvimento deste trabalho ainda contou com uma pesquisa de campo, aprovada pelo Comitê de Ética da Faculdade Redentor e desenvolvida dentro do proposto no protocolo de pesquisa nº 026/2010, sendo regido sob os termos de resolução nº196 de 10 de Outubro de 1996 do CNS.

Esta pesquisa foi realizada com 6 professores/oradores e 30 alunos/ouvintes em um Congresso de Iniciação Cientifica organizada pela Instituição de Ensino Superior (IES): Faculdade Redentor, em Itaperuna – RJ, em Outubro de 2010, utilizando-se questionários simples, semi-estruturados: O primeiro questionário foi aplicado aos professores/oradores e continha perguntas referentes à comunicação e à expressividade, bem como uma análise de figuras que representavam as seis expressões faciais básicas dos seres humanos9 .O segundo questionário foi aplicado aos alunos/ouvintes e continha perguntas sobre o desempenho dos professores oradores durante suas apresentações.

Estes questionários foram elaborados com base na literatura estudada9 e foram adaptados para responder a questão problema deste estudo e para a realidade da pesquisa.

A seleção dos professores/oradores foi aleatória, pois precisava-se criar uma amostra heterogênea, demonstrando as capacidades comunicativas e expressivas de todos, independente de área de especialização, idade, sexo ou locais de trabalho. A única preocupação durante a formação da amostra dos professores foi em relação à necessidade deles estarem inscritos nos ciclos de palestras do Congresso acima citado. Os alunos também foram selecionados aleatoriamente para não favorecer um ou outro professor no momento da avaliação do seu desempenho.

Considerou-se o critério de inclusão, professores/oradores que quiseram participar, de maneira voluntária, da análise sobre comunicação e expressividade e que iriam palestrar durante o Congresso de Iniciação Científica. Do mesmo modo, alunos/ouvintes que quiseram participar da pesquisa avaliando professores/oradores e que estavam participando das palestras.

Logo após a coleta de dados, todos os resultados foram analisados e computados, de modo que representaram a resposta à questão problema deste trabalho: "professores/oradores possuem conhecimento sobre a importância da comunicação e da expressividade em seu ambiente de trabalho e sua relação com a Fonoaudiologia". Realizou-se uma análise estatística descritiva dos dados considerando a variável média de respostas obtidas, sem a aplicação de testes específicos. Em seguida, observou-se as alternativas predominantes na seleção dos professores, quanto ao critério de perguntas e respostas. Dentre estas, eram consideradas as respostas de maior frequência, ou seja, se na questão um (1) 5 dos 6 professores/oradores marcassem a primeira preposição, considerando-a como correta à pergunta realizada, esta era considerada de maior relevância para o estudo. Assim também ocorreu na análise das respostas dadas pelos alunos. Estas foram categorizadas por temas para facilitar a comparação entre as alternativas assinaladas pelos professores/oradores e a avaliação dos alunos/ouvintes.

Todos os dados obtidos foram apresentados por meio de figuras (gráficos de percentuais e tabelas).

 

RESULTADOS

1) Perfil da amostra

Inicialmente serão indicados os dados de caracterização da amostra alvo da pesquisa, ou seja: os professores/oradores. Estes resultados podem ser visualizados na Tabela 1 que, posteriormente, será descrita, destacando-se os dados mais relevantes.

Foram entrevistados 6 professores/oradores, sendo 50% da amostra do sexo masculino e 50% do sexo feminino, com idades entre 31 anos e 61 anos com uma média de 41 anos e meio de idade. Destes 6 professores/oradores entrevistados, 3 são mestres, 1 é especialista, 1 é mestrando e 1 é doutor. Referente ao curso no qual ministram aulas, criou-se uma amostra heterogênea, com 2 (dois) que dão aulas para o curso de Fonoaudiologia, 1 (um), para o curso de Enfermagem, 1 (um) para o curso de Serviço Social, 1 (um) para o curso de Fisioterapia, 1 (um) para o curso de Sistemas de Informação, 1 (um) para o curso de Administração e 1 (um) que ministra aulas no setor de Pós-Graduação. É importante destacar que aproximadamente 33% dos profissionais pesquisados, ministram aulas em mais de um curso. Quanto ao tempo de atuação, a média permaneceu em torno de 9 anos nesta profissão. E, 83% de todos entrevistados trabalham também em outros locais.

Tabela 1

2) Conhecimentos dos professores/oradores em relação à expressividade e comunicação eficaz

A Figura 1, a seguir, apresenta os dados acerca do conhecimento dos professores/oradores em relação à expressividade e comunicação eficaz.

Observa-se, na Figura 1, que 66,5% dos professores/oradores admitem como expressividade a capacidade de realizar movimentos corporais que complementem a mensagem dita. Quanto ao conhecimento referente à comunicação eficaz, 50% deles referem que se trata de dialogar com o outro.

Sobre a avaliação dos alunos, quanto a estes aspectos, estes opinaram sobre a performance comunicativa e expressiva dos palestrantes e, 76,5% dos alunos aprovaram a palestra, dizendo que ela foi ótima gerando, desta forma, conhecimentos. Os alunos referiram ainda que, com certeza, a nota que dariam aos palestrantes se concentraria entre 9 e 10.

3) Características que um "bom" professor deve apresentar para favorecer a comunicação e expressividade

Nesta seção serão apresentados os dados sobre as características que um "bom" professor deve apresentar para favorecer a comunicação e expressividade, segundo as concepções dos participantes. A Figura 2, a seguir, apresenta as respostas referentes a estes dados.

Analisando os dados da Figura 2, observa-se que 100% da amostra acreditam que é necessário ser dinâmico e organizado e 83,3% acreditam que o são.

Novamente, os alunos/ouvintes aprovaram estas características nos professores, pois mostraram que além do dinamismo e da organização apresentados por eles, a maneira clara e objetiva de falar e se expressar conquistaram 76,5% deles. Os professores/oradores se expressaram de maneira adequada, pois 100% da amostra de alunos/ouvintes disseram perceber que os professores demonstravam gostar do que estavam falando.

4) Reconhecimento dos professores/oradores acerca das seis expressões faciais básicas do ser humano

Na Figura 3, exposta a seguir, foi representado o nível de reconhecimento, por parte dos professores/oradores, das seis expressões faciais básicas do ser humano9.

Pode-se dizer que houve um nível muito baixo de reconhecimento das expressões, sendo considerados 41,5% o percentual de acertos dos professores.

Sobre a avaliação dos alunos, em relação a esse aspecto, para 100% deles, os professores se expressaram muito bem, não apenas facialmente, mas por todo o conjunto corporal. O humor, fácil de ser detectado pelas pessoas também foi facilmente percebido por 73,3% dos alunos durante as palestras.

5) Parâmetros que compõem a comunicação, e que são conhecidos pelos professores/oradores

Neste item, foram representados, por meio da Figura 4, o reconhecimento dos professores acerca dos parâmetros que compõem a comunicação.

Observa-se, nos dados apresentados na Figura 4 que 83,3% dos professores disseram conhecer o significado de oratória, linguagem verbal e linguagem não verbal. Além disso, souberam da importância destes parâmetros no momento que ocorre a comunicação, porém, 83,3% disseram utilizar apenas a linguagem verbal, no momento que se comunicam.

Para avaliar se os professores/oradores tinham ciência do modo como utilizam esses parâmetros comunicacionais, os alunos/ouvintes observaram durante as apresentações se os professore/oradores cometeram muitos erros e se eles apresentavam "tiques" ou vícios de linguagem que pudessem até mesmo incomodar o ouvinte. Após essa avaliação, 70% dos alunos/ouvintes disseram que o professor/orador "não pecou" em nada, o que pressupõe que os parâmetros comunicacionais deles estavam em harmonia. Ademais, 83,3% dos alunos/ouvintes não perceberam nenhum "tique" ou vício de linguagem presentes nos professores observados.

6) Recursos mais utilizados pelos professores/oradores nas suas apresentações

Nesta seção, a Figura 5 traz uma representação de quais recursos são mais utilizados pelos professores/oradores nas suas apresentações.

Observa-se que 100% dos professores/oradores preferem utilizar o Power Point/Data-show. Sobre isso, 60% dos alunos/ouvintes disseram que o recurso utilizado na apresentação pôde ajudar na assimilação do conteúdo, os demais disseram que o recurso fez a apresentação ficar ótima.

7) Conhecimento dos professores/oradores sobre a utilização dos três princípios básicos para desenvolver e produzir uma boa apresentação

A seguir, a Figura 6 representa o conhecimento dos professores/oradores sobre a importância de se utilizar os três princípios básicos para desenvolver e produzir uma boa apresentação.

Nesta figura, observa-se que 50% dos professores disseram ter apenas escutado sobre o assunto e 50% disseram que além de já terem escutado, praticam estes princípios.

Sobre a avaliação dos alunos acerca da presença destes princípios na apresentação dos professores, para 66,6% dos alunos/ouvintes o tempo de apresentação das palestras foi ideal e 93,3% dos alunos/ouvintes disseram que permaneceriam do início ao fim, pois nada, referente à palestra, os fariam sair dela. Esses dados demonstram que mesmo não tendo conhecimento sobre os princípios básicos de uma boa palestra, os professores/oradores tiveram um ótimo desempenho.

8) Comparação entre os dados fornecidas pelos professores/oradores e pelos alunos/ouvintes

Como os professores/oradores opinaram sobre suas performances comunicativas, houve uma comparação entre as respostas dadas pelos alunos/ouvintes para que estes professores pudessem, em seguida, observar se realmente conseguiram atingir seus objetivos na palestra.

É importante ressaltar que os resultados obtidos pelos alunos/ouvintes nada mais foram do que uma percentagem de suas respostas. As perguntas realizadas, tanto para professores/oradores quanto para alunos/ouvintes, podem ser visualizadas por meio das Figuras 7, 8 e 9.

 

DISCUSSÃO

Nesta pesquisa notou-se que, nos questionários aplicados, as primeiras perguntas estavam relacionadas ao conhecimento básico dos professores/oradores sobre a comunicação e a expressividade e a análise dos alunos/ouvintes em relação a este conhecimento.

Através destas questões foi comprovado que os professores/oradores ainda não conseguem distinguir o verdadeiro sentido da expressividade, pois 66,5% deles expuseram que a expressividade é apenas a movimentação do corpo em complemento com a mensagem dita. Sabe-se que expressões faciais, gestos cotidianos, vestimenta são recursos que também podem dar ênfase a expressividade, desde que sejam utilizados de forma correta. Segundo Barbosa et al9 é indiscutível que a expressividade está diretamente relacionada às emoções, pensamentos, sentimentos e atitudes de quem fala. A expressão que se consegue dar àquilo que se quer dizer, refletirá na nossa atitude em relação ao assunto em questão, o que, por sua vez, produzirá nossas emoções, fruto de nossos pensamentos e sentimentos.

Ao falar da comunicação efetiva, 50% deles referiram que ela significa dialogar com o outro, enquanto que a resposta esperada e correta a essa questão ("Transmissão de informação ao outro com significado igual a ambos") foi dada por apenas por 1 deles. Para Carrasco1 comunicar eficazmente pode ser comparada a uma transmissão de informações, situação na quais ambas as partes conseguem compreender o conteúdo da mensagem, por meio da harmonia entre comunicação verbal e não-verbal.

Apesar dos professores/oradores não acertarem as questões que demonstravam seu conhecimento sobre expressividade e comunicação efetiva, 76,6% dos alunos entrevistados disseram que a palestra foi ótima e gerou conhecimentos, enquanto que os demais (23,4%) disseram que faltou algo na palestra ou que esperavam que ela fosse melhor. Isso demonstra que apesar de não conhecer profundamente os temas voltados para a comunicação e expressividade durante as palestras, eles apresentam prática satisfatória, no que tange estes temas.

Em análise posterior, pôde-se observar quais características do professor favorecem a comunicação e a expressividade e a percepção dos alunos em relação às mesmas. Os dados referentes a esta análise, foram vislumbrados na Figura 2.

Por meio destas questões foi comprovado que os professores/oradores julgam que as características mais importantes de um bom professor/orador são a organização e o dinamismo, sendo estas citadas por 100% deles. Por outro lado, 50% deles citaram ser organizados e 83,3% deles disseram ser dinâmicos.

Barbosa et al9 em sua pesquisa mostrou que infelizmente a grande maioria do corpo docente hoje, tem se preocupado em ser um bom pesquisador com excelência ministrando aulas, porém pouca importância tem sido atribuída à maneira como irá ministrar suas aulas e, principalmente, ao que o seu público-alvo de fato quer aprender e como aprender.

Grandes autores já têm mostrado a importância do professor/orador ser muito mais que um pesquisador ou dinâmico. A forma como o processo de ensino-aprendizagem ocorre, o comportamento e as expectativas do adulto aprendiz, o modelo andragógico de ensino, a comunicação eficaz e tantos outros assuntos mais, é o que o professor/orador precisa conhecer para promover de maneira adequada o processo de ensino-aprendizagem. Isso vem justificar o fato de que ele não deve abster-se apenas da função de investigador do conhecimento1.

Nóvoa6 vem tratar de assuntos em sua pesquisa capaz de demonstrar as dificuldades que o professor/orador encontra em seu ambiente de trabalho, como: as incertezas sofridas pela educação, o despreparo frente às modificações da universidade, o modo de ensino preocupado apenas com o lecionar de forma arcaica (saber-fazer, é suficiente), dificuldades com a comunicação e expressividade empregadas durante o seu discurso e tantos mais. Todas essas dificuldades impedem o professor/orador de se expressar e entender o outro. Afinal ser bom professor/orador é saber lidar com essas dificuldades, além de ter conhecimento, cultura profissional, tato pedagógico, trabalho em equipe e compromisso social6.

Os alunos/ouvintes entrevistados demonstraram pelas suas respostas que os professores/oradores possuem qualidades importantes para uma boa apresentação, pois a fala clara e objetiva foi observada por 76,5% dos alunos/ouvintes entrevistados; o emprego do humor e a organização do discurso também predominaram como idéia de ponto positivo durante a palestra. Além disso, 100% dos alunos/ouvintes concordam que os professores/oradores transmitem ideia de gostar do que estão falando.

Assim, pode-se dizer que os professores/oradores não são apenas dinâmicos, mas também possuem outras características que são de suma importância para a realização eficaz da expressividade e da comunicação.

Na seção que abordou os conhecimentos dos professores/oradores em relação à expressividade, focando a expressão facial, foi proposto que estes analisassem 6 expressões faciais, que segundo a pesquisa de Barbosa et al9 são consideradas básicas do ser humano e os alunos/ouvintes realizaram uma análise perceptiva dos professores, referente à expressividade. Os dados desta análise foram contemplados na Figura 3.

As expressões faciais aqui representadas estão enumeradas de 1 a 6 e cada uma representa uma emoção: 1 – alegria, 2 – medo, 3 – nojo, 4 – raiva, 5 – surpresa e 6 – tristeza, conforme pode ser visualizado na Figura 8 . Assim, cada professor/orador ao analisar as figuras, deveria dizer que emoção ele era capaz de identificar. Quando acertava recebia um "A" e isso contava como 1 (um) ponto, quando aproximava a resposta, por exemplo, quando dizia "feliz" no lugar de "alegria", ele recebia um "B" e isso contava como 0,5 (meio) ponto, quando errava a emoção ele recebia um "C" que significava 0 (zero) ponto.

Dos 6 professores/oradores entrevistados, obteve-se um escore de 15 (41,5%) acertos em relação às emoções expressas pelas pessoas. A expressão referente à raiva foi a mais reconhecida pelos professores/oradores. Obteve-se 13 (36%) respostas que se aproximaram da emoção expressa nas figuras e 8 (22,5%) respostas que comprovaram erro nestas identificações. Lembrando que o número máximo de acertos era de 36.

Infelizmente, os professores/oradores demonstraram pouco conhecimento em relação às expressões faciais e emoções constantes nas figuras. Pode-se dizer que em escala, houve 1 (um) professor que acertou todas as emoções e 1 (um) professor que não acertou nenhuma emoção, apenas por aproximação.

Em contrapartida, 100 % dos alunos/ouvintes disseram que o professor foi capaz de se expressar muito bem com uma linguagem adequada e de fácil entendimento. 73,3% dos alunos/ouvintes disseram perceber humor e descontração por parte dos professores e isso contribuiu para a aprendizagem durante a apresentação.

Assim, pode-se dizer que, apesar de, em teoria, os professores/oradores não acertarem as expressões básicas constantes nas figuras, os alunos/ouvintes concluíram que os professores/oradores se expressam bem e que, independentemente do emprego do humor, isso contribuiu para a aprendizagem. Sabe-se que o emprego do humor, por vezes, ajuda a manter a atenção dos ouvintes, especialmente durante o início da fala, mas deve ser feito no momento certo, pois piada fora de hora, sem graça, pretensiosa, ou vulgar pode gerar desconforto na platéia. Então, é importante que o emissor tenha sempre um plano "B" caso o humor não tenha surtido bons resultados11.

Segundo Lemos10 muitas pesquisas têm sido realizadas para provar que muitas das vezes a comunicação não-verbal pode produzir mais informações que as palavras, e que o homem, sendo bastante perceptivo, é o único indivíduo capaz de observar tais movimentações e expressões. Porém, quando esses elementos não são passivos de observação, como um sorriso ou um gesto, aí não houve comunicação. Deste modo, é preciso melhorar as condições para reconhecer esta linguagem não-verbal no outro.

Por meio da Figura 4, pôde-se observar o conhecimento dos professores/oradores sobre os parâmetros que compõem a comunicação e a opinião dos alunos/ouvintes sobre como os professores utilizam estes parâmetros.

Pode-se perceber que, 83,3% dos professores/oradores referiram conhecer os parâmetros e recursos ligados à comunicação – relacionados à linguagem verbal, não-verbal e oratória, mas 83,3% disseram que utilizam apenas a linguagem verbal, durante suas palestras.

Todos os recursos comunicacionais juntos, apresentados aos professores/oradores, produzidos com harmonia geram a comunicação eficaz, exceto a Disfluência. Sabe-se que o mercado de trabalho hoje, tem exigido mais que qualificação profissional, e sim o diferencial entre os demais. A comunicação realizada de maneira eficaz é este diferencial que as empresas têm procurado e investido com precisão1,2.

Mas, apesar desse desentendimento entre as respostas dadas pelos professores/oradores, é importante relevar que 70% da amostra que envolve os alunos/ouvintes disseram que os professores/oradores entrevistados não pecaram em nada, em suas palestras, ou seja, nem mesmo a falta de conhecimento sobre a utilização da linguagem não-verbal, interferiu de modo negativo na apresentação de suas palestras. Esse dado é imprescindível para pontuar que há muitos aspectos subjetivos que complexificam e particularizam a comunicação humana e que independem do conhecimento adquirido sobre essa comunicação e a expressividade. Os 9 (nove) alunos/ouvintes que disseram que os professores pecaram em alguma coisa, referiram-se a apenas 3 (três) dos professores/oradores. É fato também que 83,3% dos alunos/ouvintes não observaram nenhum "tique" apresentado pelos professores/oradores.

A procura por conhecimentos além do que é pedido na vida acadêmica destes profissionais, pode melhorar sua forma de inserir a aprendizagem em seu ambiente de trabalho com mais facilidade. E estes recursos apresentados, se usados de maneira adequada, serão a ponte para iniciar este processo.

Ainda, analisando o questionário aplicado, puderam-se observar através da Figura 5 os recursos mais utilizados pelos professore/oradores para facilitar o processo comunicacional e a opinião dos alunos sobre a utilização destes recursos.

Os dados apresentados referem-se à maior utilização de inúmeros recursos no momento das apresentações. Dentre aqueles mais utilizados pelos palestrantes, esteve o Data Show, utilizado por 100% da amostra, que segundo 60% dos alunos/ouvintes é um dos que permite ajudar na assimilação do conteúdo apresentado durante as palestras.

Pode-se dizer que os professores/oradores utilizam muitos recursos que podem melhorar e ampliar os conhecimentos dos alunos/ouvintes, todos são usados de maneira adequada, respeitando-se o desenvolvimento de cada um e suas peculiaridades, a respeito do canal sensorial que melhor é capaz de receber e processar a informação.

Existem diversos recursos instrucionais que, utilizados em palestras, podem exemplificar e ajudar na apresentação destas, de maneira fácil e clara, de modo que se tornem memoráveis. O professor/orador pode-se valer de diversos recursos audiovisuais, que inclusive, são aceitos pelo Ministério da Educação no que tange auxiliar no processo de ensino-aprendizagem12.

Sabe-se que cada indivíduo tem uma forma, um tempo e um canal sensorial mais desenvolvido para a aprendizagem, daí importância dessa flexibilidade sobre estes aspectos, para promover o processo de ensino-aprendizagem, explorando de todas as maneiras os sentidos envolvidos na aprendizagem: audição, visão, tato e outros possíveis a este processo11.

As últimas questões referiam-se ao modo como os professores/oradores se preocuparam em desenvolver e produzir suas palestras e como foi a aceitação destas pelos alunos/ouvintes.

Pode-se dizer que os professores/oradores entrevistados se mostraram organizados em relação à preparação e apresentação das palestras, embora apenas 3 (três) deles tenham realizado os princípios básicos de uma boa palestra.

Faria et al13 em seus estudos desperta para um lado pouco conhecido no antes, durante e após uma apresentação: a organização, que pode ser dividida em três princípios básicos: o planejamento que refere-se à criação daquilo que será apresentado; a apresentação, que consiste na exposição oral daquilo que se preparou no planejamento e a avaliação, momento que o interlocutor é capaz de realizar o feedback da apresentação, que pode revelar o seu triunfo ou não.

Os alunos/ouvintes concordam, em maioria (66,5%), que o tempo de apresentação foi bom e 93,3% deles disseram que eles não tiveram vontade de sair da palestra, por nenhum motivo.

Para Hatje11 o tempo estimado de uma boa apresentação é aquele em que, o indivíduo presente na palestra não demonstre sinais de cansaço e estima-se que esse tempo seja de aproximadamente 45 minutos.

Por fim, os professores/oradores foram questionados sobre como a Fonoaudiologia poderia auxiliá-los em suas apresentações, a fim de realizar o processo de ensino-aprendizagem adequadamente: 4 (quatro) mencionaram que a Fonoaudiologia poderia ajudar "Através de aprimoramento das técnicas de dicção e oratória para professores/oradores", 2 (dois) deles disseram que "Através de assessoria fonoaudiológica nas IES", 4 (quatro) através da "Realização de palestras, e/ou work shops para trabalhar motivação, concentração, reação e organização dos ouvintes para se prepararem para o processo de ensino-aprendizagem" e 1 (um) através da "Realização de terapia fonoaudiológica com ouvintes de palestras"

Carrasco1 em seu livro deixa claro que a sociedade se encontra na era da comunicação, e ela será imprescindível em qualquer área de atuação. Deste modo o papel do fonoaudiólogo daqui pra frente servirá de subsídio para muitos outros profissionais, como é caso dos professores/oradores. A universidade que quiser melhorar e ampliar seu universo poderá contar com o trabalho de assessoria, treinamento e consultoria fonoaudiológica, constituindo como uma atuação fundamental dentro da área de Fonoaudiologia Educacional.

Sabe-se que é vetada a participação do fonoaudiólogo nas escolas desempenhando função clínica. A Fonoaudiologia na escola deve ter um caráter voltado para a promoção de saúde, desenvolvendo ações voltadas para a assessoria e a consultoria, com programas de capacitação e saúde vocal do corpo docente e comunidade escolar, em geral. Além disso, podem ser realizadas triagens, com objetivo de caracterizar o perfil epidemiológico da escola, auxiliando no processo de desenvolvimento das habilidades linguísticas, bem como, na participação direta da equipe pedagógica com objetivo de minimizar as alterações relacionadas à comunicação oral e aprendizado da leitura e escrita14.

Para Luzardo e Nerm15, existe uma diferença entre a fonoaudiologia clínica e a fonoaudiologia escolar, pois a primeira refere-se aos atendimentos dos distúrbios fonoaudiológicos e a segunda refere-se à atuação voltada para a facilitação do processo de ensino-aprendizagem, criando condições favoráveis para que as capacidades de cada um sejam exploradas de maneira eficaz.

De modo a contribuir e fornecer uma devolutiva, quanto aos resultados obtidos na pesquisa, ora apresentada, os professores foram questionados sobre a possibilidade de participarem de palestras e oficinas oferecidas pela Faculdade e sobre a importância e o modo de se comunicar e se expressar de maneira eficiente. Todos os professores/oradores emitiram resposta afirmativa (Sim).

É sempre de interesse da IES querer melhorar o perfil de seus profissionais, e como a sociedade se encontra na era da comunicação, será esta Instituição, que deverá estar atenta às habilidades comunicativas de seus profissionais. A Fonoaudiologia, por sua vez, tem e terá a função de auxiliar e transformar as habilidades comunicativas dos professore/oradores que estão inseridos nestas IES.

 

CONCLUSÃO

Após analisar os dados coletados, concluiu-se que os professores/oradores precisam se integrar mais de questões relacionadas à comunicação e à expressividade, durante as palestras, com o intuito de ampliar seus conhecimentos.

A partir das respostas fornecidas pela amostra, pôde-se perceber que, em teoria, eles têm conhecimento sobre comunicação e expressividade um pouco aquém do esperado. Porém, com a análise dos alunos/ouvintes observou-se que os professores/oradores tiveram um excelente desempenho durante suas apresentações, contraditório aos seus conhecimentos. Talvez esta prática tenha sido alcançada devido ao tempo ministrando aulas, ao modo como eles observavam seus professores e palestrantes durante sua vida acadêmica, ou ainda as suas experiências em outros locais de trabalho. Portanto, é importante reafirmar-se aqui o caráter complexo e de subjetividade que complexificam e particularizam a comunicação humana e que podem não depender do conhecimento adquirido sobre essa comunicação e a expressividade

Por fim, ao responder o questionário, os professores/oradores se mostraram dispostos a melhorar aquilo que eles descobriram ser falho. Foi por meio desta pesquisa que a maioria deles percebeu então, que a Fonoaudiologia é a Ciência capaz de auxiliá-los, apresentando técnicas e métodos facilitadores para aperfeiçoar suas apresentações.

 

AGRADECIMENTOS

Aos professores/oradores e alunos/ouvintes que contribuíram para que essa pesquisa se tornasse uma realidade.

 

REFERÊNCIAS

1. Carrasco MCO. Fonoaudiologia Empresarial: Perspectiva de Consultoria, Assessoria e Treinamento, Manual Teórico-Prático. São Paulo: Lovise, 2001, 187p.         [ Links ]

2. Medeiros R. A Importância da Comunicação Eficaz no Século XXI. 2008. [Acesso em 09 de Março de 2011]. Disponível em: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/importancia-da-comunicacao-eficaz-no-seculo-xxi/23132/         [ Links ]

3. Pagliuca LMF, Fiúza NLG, Rebouças CBA. Aspectos da Comunicação da Enfermeira com o Deficiente Auditivo. Rev. Esc. Enferm. USP. 2007; 41(3): 411-8.         [ Links ]

4. Sales-Peres A, Silva RHA Oliveira AN, Lima JP, Foekel TP. Panorama a Disciplina de Orientação Profissional no Estado de São Paulo e sua Importância no Ensino de Fonoaudiologia. Revista do Instituto de Ciências da Saúde. 2008; 27(2): 144-7.         [ Links ]

5. Valsecchi EASS, Nogueira MS. Comunicação Professor-Aluno: Aspectos Relacionados ao Estágio Supervisionado. Revista Ciência, Cuidado e Saúde. 2002; 1(1): 137-43.         [ Links ]

6. Nóvoa A. Para una Formación de Profesores Construida Dentro de La Profesión. Revista de Educación. 2009; (350): 203-18.         [ Links ]

7. Chieppe DC, Ferreira LP. A interlocução entre a fonoaudiologia e a docência. Disturb. Comum. 2007; 19(2): 247-56.         [ Links ]

8. Chieppe DC. A fonoaudiologia na formação do professor: estudo sobre a expressividade em sala de aula. Rev. Soc. Bras. Fonoaudiologia. 2004; 9(3):197.         [ Links ]

9. Barbosa N, Cavalcanti ES, Neves EAL, Chaves TA, Coutinho FA, Mortimer EFA. Expressividade do Professor Universitário Como Fator Cognitivo no Ensino-Aprendizagem. Ciências & Cognição, 2009; 14(1): 75-102.         [ Links ]

10. Lemos ISde. A Comunicação Não-Verbal: Um Estudo de Caso. PUC: UNIrevista, 2006; 3(1): 1-12.         [ Links ]

11. Hatje V. Como Preparar uma Boa Apresentação Científica? Revista E.T.C. 2009. [Acesso em 09 de Março de 2011]. Disponível em: http://www.goat.fis.ufba.br/uploads/userfiles/259.pdf         [ Links ]

12. Ferreira JM, Baratter MA, Costa MC, Engelbert R. A Institucionalização do Uso de Recursos Audiovisuais em Sala de Aula. Universidade Federal do Paraná. Revista de Contabilidade e Controladora. 2010; 2(3): 81-94.         [ Links ]

13. Faria MFG, Fernandes GS, Pirolo SM, Silva MJPda. Falar em Público: Visão do Mestrando de Enfermagem. Revista da Escola de Enfermagem da USP. 1998; 1(32): 59-66.         [ Links ]

14. Charone A, Negrão A. A Fonoaudiologia e a Escola. Revista Lato & Sensu. 2001; 2(4): 7-9.         [ Links ]

15. Luzardo R, Nerm K. Instrumentalização Fonoaudiológica Para Professores da Educação Infantil. Revista CEFAC. 2006; 8(3): 289-300.         [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência:
Brunella Rezende Netto
Rua Maria Apolinária da Costa, nº 03, Centro
Divino de São Lourenço – ES
CEP: 29590-000
E-mail: brunellarn@hotmail.com

Recebido em: 06/01/2011
Aceito em: 17/07/2011

 

 

Conflito de interesses: inexistente