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Revista CEFAC

On-line version ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC vol.15 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2013 Epub May 22, 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-18462012005000040 

Aspectos temporais auditivos em adolescentes do 6º ano do ensino fundamental

 

Temporal aspects of hearing in adolescents from the 6th year of elementary education

 

 

Sulamita da Silva Marcelino TertoI; Stela Maris Aguiar LemosII

IAcadêmica do curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil
IIFonoaudióloga; Professora Adjunto do Curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil; Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana (Fonoaudiologia) pela Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: esclarecer a relação entre desempenho escolar e aspectos temporais auditivos.
MÉTODO: estudo descritivo-transversal com amostra de conveniência, composta por 82 estudantes, na faixa etária de 11 a 13 anos, sendo 43 do sexo feminino e 38 do sexo masculino do 6º ano de uma escola de financiamento privado na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Cada estudante respondeu a um formulário de caracterização da amostra, realizou o Teste de Desempenho Escolar e foi submetido aos testes que avaliam os aspectos temporais auditivos: Teste Padrão de Duração, Teste Padrão de Frequência e Teste Gap-in-Noise.
RESULTADOS: os testes que avaliam os aspectos temporais auditivos não sofreram influência relacionada às variáveis sexo, idade, realização de atividades de musicalização e preferência manual. Com exceção da variável "acompanhamento fonoaudiológico" que apresentou significância estatística no teste Gap-in-Noise. Os subtestes do Teste de Desempenho Escolar que exerceram maior influencia no desempenho nos testes Padrão de Duração e Padrão de Frequência foram Escrita, seguida de Leitura e Aritmética.
CONCLUSÃO: a análise dos dados revelou que há correlação entre desempenho escolar e aspectos temporais auditivos. Cabe ressaltar que os testes que avaliam a ordenação temporal complexa (Teste Padrão de Frequência e Teste Padrão de Duração) são influenciados pelo desempenho no Teste de Desempenho Escolar. Porém o mesmo não ocorre com o teste que avalia resolução temporal (Gap-in-Noise).

Descritores: Audição; Percepção Auditiva; Testes Auditivos; Estudantes


ABSTRACT

PURPOSE: to elucidate the relationship between school performance and temporal aspects of hearing.
METHOD: a descriptive cross-sectional convenience sample composed of 82 students, aged 11-13 years, 43 females, and 38 males in the 6th grade at a private funding school in the Metropolitan Region of Belo Horizonte. Each student responded to one form of sample characterization, performed the Academic Performance Test and was submitted to tests that evaluated the temporal auditory aspects (Duration Pattern Sequence, Pitch Pattern Sequence and Gap-in-Noise).
RESULTS: the tests that assess auditory temporal aspects were not affected by the variables gender, age, music activity performance and, hand preference. The speech therapy variable was statistically significant on Gap in Noise Test. The subtests of the Educational Achievements' Test had the greatest influence on the Duration and Frequency Pattern Sequence performance were writing followed by reading and arithmetic.
CONCLUSION: data analysis revealed a correlation between school performance and temporal aspects of hearing. It should be noted that the tests that evaluate the temporal ordering tasks (Frequency Pattern Sequence and Duration Pattern Sequence) are influenced by the Academic Achievement Test performance. However this does not occur with the test that evaluates the temporal resolution (Gap-in-Noise).

Keywords: Hearing; Auditory Perception; Hearing Tests; Students


 

 

INTRODUÇÃO

A integridade auditiva é um pré-requisito para um efetivo processo de ensino-aprendizagem. Isso porque, a audição desempenha importante papel na aquisição e desenvolvimento da linguagem, além da contribuição decisiva e preponderante na comunicação. Sabe-se que para um satisfatório desempenho, é necessário a integridade do sistema auditivo nos níveis periférico e central. Evidências sugerem que um elemento subjacente a inúmeras capacidades do processamento auditivo, são as habilidades do processamento temporal, uma vez que muitas das características que englobam a informação auditiva são de alguma forma, influenciadas pelo tempo1-4 .

O interesse pelo papel dos aspectos temporais auditivos foi originado pela constatação de sua atribuição fundamental na habilidade da comunicação humana. Os aspectos temporais auditivos estão relacionados intimamente na capacidade do indivíduo em reconhecer, discernir e perceber os aspectos segmentais e suprassegmentais da fala5,6. Além disso, sabe-se que a integridade desses aspectos é um pré-requisito para que o sistema auditivo defina a duração dos sons, o intervalo que os separa e a sequência em que ocorrem, habilidades essas, imprescindíveis para o processamento da música e da fala3,7,8.

Os aspectos temporais podem ser divididos em categorias que auxiliam no entendimento de alguns dos mecanismos e processos do sistema nervoso central. A ordenação e a resolução temporal, duas dessas categorias6, de acordo com a literatura8,9 exercem funções essenciais na percepção da fala contínua e de suas partes isoladas, no aprendizado e na compreensão da linguagem, logo se constituem em condição para habilidades linguísticas, bem como na aquisição da leitura e escrita6.

A identificação das dificuldades escolares apresentadas pelos estudantes está aumentando. De acordo com os dados da UNESCO, "dos 41 países que compõem a região da América Latina e Caribe, o Brasil possui a maior taxa de repetência na educação básica: 18,7%" 10. Nessa educação básica, a maioria dos estudantes encontram-se na adolescência, que corresponde a fase de maior vulnerabilidade do indivíduo, determinada pelo processo de crescimento e desenvolvimento, colocando-o frágil nas mais diferentes situações, como as dificuldades escolares, por exemplo. Portanto, lidar com o insucesso escolar, baixo rendimento e as implicações para auto-avaliação do estudante, familiares e professores aponta para necessidade da busca de alternativas que minimizem tal situação.

Dessa forma, o presente estudo pretende contribuir para esclarecer a relação entre desempenho escolar e aspectos temporais auditivos, visando a ampliação da literatura acerca da avaliação do processamento temporal em adolescentes com dificuldades escolares. A faixa etária referida foi escolhida uma vez que, instrumentos para avaliação das habilidades auditivas são dependentes da função neural e devem ser interpretados dentro de um contexto neuromaturacional. Além disso a literatura11 acredita que por volta dos 11 a 12 anos, início da adolescência, o desempenho nos testes comportamentais auditivos centrais alcancem valores obtidos em adultos.

Sendo assim, o objetivo desse estudo foi investigar a relação entre aspectos temporais auditivos e desenvolvimento escolar em adolescentes do 6º ano do Ensino Fundamental.

 

MÉTODO

Trata-se de estudo descritivo-transversal com amostra de conveniência, composta por 82 estudantes do 6º ano de uma escola de financiamento privado na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A faixa etária dos sujeitos variou de 11 anos e dois meses a 13 anos e dois meses, sendo 44 do sexo feminino e 38 do sexo masculino. Vale ressaltar que a amostra inicial era composta por 85 estudantes, porém foram excluídos três escolares da pesquisa, uma vez que após o período de férias os mesmos não retornaram, porque trocaram de escola.

Após análise e aprovação da pesquisa pela coordenação da escola, obteve-se autorização para realização dos procedimentos na própria escola de origem da amostra.

Foram considerados como critérios de inclusão para constituir o grupo de estudo, os estudantes sem evidências ou histórico de alterações cognitivas, neurológicas ou motoras que concordaram em participar da pesquisa e tiveram o Termo Livre e Esclarecido assinado por eles próprios e pelos responsáveis.

Foram excluídos da pesquisa aqueles que não conseguiram realizar os testes propostos, desistiram durante a aplicação das avaliações, apresentaram diagnóstico prévio de alteração auditiva, não responderam adequadamente ao formulário e apresentaram histórico de alterações cognitivas, neurológicas ou motoras.

Na primeira etapa da avaliação, todos os indivíduos foram submetidos a um formulário da caracterização da amostra, composto por nove perguntas, elaborado pelas pesquisadoras (Figura 1). O formulário foi preenchido pelos sujeitos de pesquisa em uma sala de aula com duração aproximada de 10 minutos, cujo objetivo foi conhecer o perfil dos adolescentes que fizeram parte da pesquisa, além da percepção dos mesmos sobre suas possíveis dificuldades dentro da sala de aula.

Ainda na primeira etapa foi aplicado o Teste de Desempenho Escolar (TDE) em todos os sujeitos da pesquisa. O TDE é composto por três subtestes: Escrita, Aritmética e Leitura. Cada um dos subtestes apresenta uma escala de itens em ordem de dificuldade, que foram propostos ao estudante. O teste é apresentado sob forma de um caderno contendo os três subtestes. A aplicação foi realizada em grupo de quatro estudantes, com duração máxima de 40 minutos, sempre iniciando pelo subteste de Escrita, seguido pelo de Aritmética e por fim, o subteste de Leitura. O padrão utilizado como critério de referência para classificar as respostas dos estudantes foi a padronização indicada no Manual de Aplicação e Interpretação do TDE12.

Cabe ressaltar que o resultado do Teste de Desempenho Escolar supracitado foi utilizado para a distribuição da amostra em três grupos de análise de acordo com a classificação do TDE, a saber:

- Grupo 1: indivíduos com desempenho inferior,

- Grupo 2: indivíduos com desempenho médio,

- Grupo 3: indivíduos com desempenho superior.

A segunda etapa da avaliação foi composta pelos testes que avaliam o Processamento Auditivo. Essa etapa iniciou-se pela aplicação individual dos Testes de Padrão Tonal de Duração (TPD) e Padrão Tonal de Frequência (TPF) propostos pela literatura13, utilizando-se como referência estudo com escolares14. Ambos os testes foram apresentados por meio de uma gravação (estímulos sonoros do tipo flauta) em CD, utilizando-se um netbook acoplado em um fone TDH-39 (padrão ANSI, 1969), com intensidade fixa de 65 dBNA aferida por meio de um decibelímetro. Tais cuidados visavam à padronização da apresentação do estímulo.

No Teste de Padrão Tonal de Frequência (TPF) foram apresentadas dez sequências compostas por três estímulos e dez sequências compostas por quatro estímulos com combinações de frequência baixa (440Hz) e alta (493Hz) com duração fixa. Já o Teste de Padrão Tonal de Duração (TPD) seguiu procedimento semelhante ao TPF, porém com diferenças quanto à duração do estímulo sonoro, sendo constituído de dez tons de duração longa (161ms) e dez tons de duração curta (59ms), ambas com frequência fixa. A avaliação dos testes foi realizada individualmente. Cada teste foi realizado duas vezes, no qual o estudante recebia uma folha de resposta no início da aplicação dos testes e era instruído em um primeiro momento marcar suas respostas com símbolos. Os símbolos adotados para os estímulos longo e curto no TPD eram representados por um traço (____) e um asterisco (*) respectivamente, e os símbolos adotados para os estímulos alto e baixo no TPF eram representados por um xis (X) e um círculo (O) respectivamente. A segunda marcação das respostas dos testes era realizada pela aplicadora, por meio da nomeação dos estímulos pelo estudante. Nessa, o adolescente expressava oralmente sua resposta (curto ou longo) no TPD ou (alto ou baixo) no TPF e a aplicadora anotava na mesma folha de resposta utilizada anteriormente pelo adolescente as iniciais do estímulo (C para estímulo curto e L para estímulo longo) no TPD ou (A para estímulo alto e B para estímulo baixo) no TPF.

Vale ressaltar que, neste estudo, os estímulos do TPF e TPD foram aplicados binauralmente, tendo em vista que estudos na literatura não relataram diferença com significância estatística quando comparados os desempenhos das orelhas esquerda e direita, tanto para o Teste Padrão de Frequência (TPF), quanto para o Teste Padrão de Duração (TPD). De acordo com a literatura 15, tais podem ser aplicados também em campo livre. Como critério de análise, nesse estudo foram utilizados os valores propostos pela literatura 16.

Para terminar a segunda e última etapa da avaliação, foi realizado o Teste GIN, proposto pela literatura17, utilizando-se com referência a literatura nacional18.

Nesse teste, os estímulos do tipo white noise estão distribuídos em quatro faixas-testes e uma faixa-treino. Consiste em estímulos de seis segundos de ruído branco intercalados com intervalos de silêncio (gaps). Os gaps são aleatórios e possuem durações variadas (2, 3, 4, 5, 6, 8, 10, 12, 15 e 20ms). Os estímulos poderão conter número de gaps diferentes: um, dois, três ou nenhum. A aplicação do teste, na presente pesquisa, utilizou somente a faixa-treino e uma faixa-teste. Os estímulos foram apresentados na intensidade de 60 dBNA, em uma gravação do teste em CD, utilizando-se um equipamento PAC-2000 da marca Acústica Orlandi conectado a um CD Player e fones TDH-39 (padrão ANSI, 1969).

Antes de se iniciar a aplicação da faixa-teste, durante a execução da faixa-treino, os estudantes foram instruídos a levantar o dedo indicador ao escutarem os gaps embutidos no ruído. A orientação para execução do teste foi repetida quando o adolescente não compreendeu a tarefa. A aplicadora anotou em uma folha de registro as respostas presentes utilizando um círculo (O), as respostas ausentes utilizando um traço (____) e os falso-positivos utilizando um asterisco (*). Os falso-positivos consistiam em respostas dadas pelos estudantes na ausência de gaps. É importante ressaltar que, cada adolescente poderia apresentar no máximo duas respostas falso-positivas. A partir de então as mesmas foram consideradas como respostas ausentes, sendo descontadas do total de acertos na realização do cálculo do teste.

A distribuição da amostra ocorreu baseada no desempenho de cada indivíduo no Teste de Desempenho Escolar. Levou-se em consideração a pontuação obtida em cada escore dos subtestes Escrita, Aritmética e Leitura. A classificação dos grupos foi estimada somando-se os escores de todos os subtestes e os indivíduos foram assim distribuídos: Grupo I: correspondem aos estudantes que obtiveram desempenho superior, 54,3% (N=44) da amostra total; Grupo II: correspondem aos estudantes que obtiveram desempenho médio, 38,3% (N=31) da amostra total e Grupo III: correspondem aos estudantes que obtiveram desempenho inferior, 7,4% (N=6) da amostra total. O desempenho dos Grupos I, II e III foram comparados quanto a realização dos testes Padrão Tonal de Frequência, Padrão Tonal de Duração e Teste GIN.

Essa pesquisa foi aprovada pelo COEP da Universidade Federal de Minas Gerais sob o parecer nº ETIC 590/09.

As informações coletadas foram digitadas em um banco de dados desenvolvido no Excel®. Os resultados descritivos foram obtidos utilizando frequências e porcentagens para as características das diversas variáveis categóricas e da obtenção de medidas de tendência central (média e mediana) e medidas de dispersão (desvio-padrão) para as quantitativas.

Para verificar a associação entre as variáveis categóricas utilizou-se o teste Qui-Quadrado de Pearson. Para utilização deste teste era necessário que pelo menos 80% das caselas não tivessem valor esperado menor que 5. Caso esta condição não fosse satisfeita utilizou-se o teste Exato de Fisher. No caso em que uma das duas variáveis tinha categorias ordenáveis utilizou-se o teste Qui-quadrado de tendência, que é sensível à tendência linear entre as variáveis estudadas. Para a comparação das variáveis contínuas ou discretas (Grau de desempenho) utilizou o teste não paramétrico de Kruskal Wallis (equivalente à análise de variância para um fator), uma vez que há mais de dois grupos de comparação. Foram consideradas associações estatisticamente significantes, os resultados que apresentaram um nível de significância de 95% (p-valor < 0,05).

Para o processamento e análise dos dados foi utilizado o programa SPSS versão 12.

 

RESULTADOS

Na análise dos dados, observa-se que a idade dos escolares variou entre 11 e 13 anos, com uma média de 11,1 anos e desvio padrão de 0,4 anos. Observa-se um maior percentual de adolescentes do sexo feminino 53,1% (N=43), em comparação com percentual do sexo masculino 46,9% (N=38). No que se refere à auto-percepção da audição, foi observado que 14,8% (N=12) dos escolares pesquisados referiram possuir dificuldade em ouvir. Em relação ao uso de medicamentos, 23,5% (N=19) relataram utilizar constantemente algum remédio, a causa mais recorrente foi tratamento para alergia. Os resultados referentes aos testes que avaliaram o desempenho escolar e o processamento auditivo, juntamente com as respostas do questionário de caracterização da amostra encontram-se nas tabelas 1 a 5.

Durante a análise dos dados, pode-se observar que, a média dos limiares de gap foi de 4,87 ms, enquanto a média das porcentagens de acertos de gap foi de 71,86% para a amostra total.

A tabela 1 mostra os resultados do teste GIN por grupos do TDE e a correlação com as questões do formulário.

Destaca-se que todos os testes não sofreram influência com significância estatística nos itens "Escuta bem em ambiente ruidoso ou silencioso" e "Toma algum medicamento".

Foram observados que os valores no Teste Padrão de Duração no tipo de resposta "símbolo" variaram entre 7 e 10 acertos para 3 sons. Já no tipo de resposta "nomeação", os valores variaram entre 4 e 10 acertos. O valor da mediana foi 10 tanto para o tipo de resposta "nomeação" quanto para o "símbolo".

A tabela 2 mostra os resultados do teste Padrão de Duração com 3 Sons (TPDS3) por grupos do TDE e a correlação com as questões do formulário.

No mesmo teste, porém com 4 sons, observou-se que os valores no tipo de resposta "símbolo" variaram entre 6 e 10 acertos. Enquanto que no tipo de resposta "nomeação", os valores variaram entre 3 e 10 acertos. Os valores da mediana foram 10 e 9 para o tipo de resposta "símbolo" e para a "nomeação", respectivamente.

A tabela 3 mostra os resultados do teste Padrão de Duração com 4 Sons (TPDS4) por grupos do TDE e a correlação com as questões do formulário.

Os valores no Teste Padrão de Frequência tanto no tipo de resposta "símbolo", quanto no tipo de resposta "nomeação" variaram entre 0 e 10 acertos para 3 sons. O valor da mediana encontrado para ambos os tipos de resposta foi de 5.

A tabela 4 mostra os resultados do teste Padrão de Duração com 3 Sons (TPFS3) por grupos do TDE e a correlação com as questões do formulário.

Nos valores no Teste Padrão de Frequência para 4 sons também foram encontrados resultados semelhantes aos estímulos com 3 sons, uma vez que tanto no tipo de resposta "símbolo", quanto no tipo de resposta "nomeação" o número de acertos variou entre 0 e 10 e os valores da mediana foram 6 e 4 para o tipo de resposta "símbolo" e para a "nomeação", respectivamente.

A tabela 5 mostra os resultados do teste Padrão de Duração com 4 Sons (TPFS4) por grupos do TDE e a correlação com as questões do formulário.

 

DISCUSSÃO

De acordo com a literatura19, as dificuldades escolares tem sido objeto de estudos, pois afetam um número cada vez maior de estudantes brasileiros, sendo que, o estudo da audição e sua correlação com o desenvolvimento educacional é um campo de imensa importância na busca de explicações e intervenções nas dificuldades escolares.

Ao considerar que o processamento temporal está intimamente relacionado ao desenvolvimento adequado da linguagem4, o presente estudo corrobora a literatura7, quando indica a necessidade da inclusão de procedimentos que avaliem os aspectos temporais durante a avalição do Processamento Auditivo4,20,21, uma vez que conhecer as habilidades de resolução e ordenação temporais pode auxiliar na construção de programas de intervenção15,22. Dentre os procedimentos utilizados para avaliação da resolução temporal, existe o teste GIN (Gaps in noise). De acordo com a literatura23, esse foi publicado em 2005 e foi utilizado somente em crianças normais, visando o estabelecimento de critérios de normalidade4 e em adultos, para comparação de desempenho das orelhas direita e esquerda1.

Nesse estudo, tanto a média dos limiares de gap, quanto a média das porcentagens de acertos do gap evidenciaram que os limiares encontrados foram semelhantes aos encontrados na literatura, em indivíduos normais, tanto crianças23, quanto adultos1,3.

Ao analisar os dados referentes à associação entre os testes GIN e TDE (Tabela 1), pode-se observar que não houve evidência de significância estatística ao se comparar o desempenho no teste com a classificação dos grupos do TDE. De acordo com a literatura23, um indivíduo, em que o sistema auditivo central não está sendo capaz de detectar intervalos breves de silêncio (características de certas consoantes) e perceber as informações corretamente, pode apresentar suas habilidades de leitura e de linguagem prejudicadas. Porém, o presente estudo não corroborou com tal afirmação, pois foi observado que a maioria dos adolescentes classificados no grupo III, com desempenho inferior nos subtestes de leitura (100%) e escrita (86,7%) do TDE obtiveram desempenho normal no GIN.

Em relação às variáveis preferência manual, dificuldade de audição, repetência escolar e aprendizado de uma segunda língua (Tabela 1) não houve significância estatística. Vale ressaltar que na literatura, não foram encontrados estudos que realizassem essas associações. Além disso, observou-se no presente estudo que, as habilidades de resolução temporal da população não foram influenciadas, mesmo que indiretamente, pelo aprendizado musical. Não foi encontrada diferença com significância estatística no desempenho dos indivíduos que realizaram atividade de musicalização se comparados aos que não realizaram. Este dado não corrobora a literatura3, uma vez que nesta sugeriu-se a hipótese de que a habilidade de resolução temporal encontra-se mais desenvolvida em músicos, ou seja, trabalhar com a musicalização pode requerer uma percepção auditiva mais refinada. Cabe ressaltar que, em nosso estudo não foram avaliados o tempo ou o grau de experiência musical dos indivíduos. A variável musicalização foi elencada apenas a partir de uma pergunta do questionário de caracterização da amostra.

Já em relação à variável sexo, os achados não corroboram parte dos estudos descritos na literatura5,24, uma vez que referenciam diferença com significância estatística entre os gêneros masculino e feminino, no qual o sexo masculino apresenta limiares inferiores, ou seja, pior desempenho. Porém corrobora outras pesquisas que relatam não haver diferença de desempenho com significância estatística, quando comparados os gêneros1,4,23.

É importante ressaltar que, de acordo com a literatura1,3,21, não há diferença com significância estatística nas respostas do GIN quando comparadas às orelhas direita e esquerda. Assim como, não há diferença com significância estatística entre as faixas-teste do GIN. Tal afirmação justifica a escolha pela aplicação de somente uma faixa-teste durante a realização deste estudo3,21,24. No entanto, vale ressaltar que, em um estudo da literatura4 foi observado que a primeira faixa-teste apresentou porcentagem maior de identificações de gap com significância estatística em relação a segunda faixa-teste.

Durante a análise dos resultados observou-se que a variável "acompanhamento com fonoaudiólogo" apresentou evidência de significância estatística, em que estudantes que realizaram ou realizam fonoterapia apresentaram desempenho inferior no Teste GIN. Tal achado pode ser justificado pelo fato de que os sujeitos que realizam acompanhamento com fonoaudiólogo possuem alterações ou constituem grupo de risco para alterações da comunicação humana, incluindo o Processamento Auditivo. Visto que, de acordo com a literatura23, problemas no desenvolvimento da fala, linguagem, aprendizagem e socialização podem ser acarretadas por alterações no Processamento Auditivo.

A literatura especializada9 afirma que a percepção dos aspectos temporais do som desempenha papel crucial na aquisição da leitura e da escrita.

Além da resolução temporal, sabe-se que a ordenação temporal (capacidade de reconhecer, identificar e ordenar estímulos acústicos, de acordo com sua ordem de apresentação) também é considerada uma das funções mais importantes do sistema nervoso central, uma vez que a fala e a compreensão da linguagem, são dependentes da capacidade de se trabalhar com a sequência sonora25.

A literatura descreve diversos estudos que utilizaram os Testes Tonais de Padrão de Frequência - Pitch Pattern Test (TPF)8,9,25-31 e os Testes Tonais de Padrão de Duração do Som - Duration Pattern Test (TPD)9,15,25,26,28,31,32-39 para avaliação da ordenação temporal. A aplicação de ambos os testes, de acordo com a literatura25, é benéfica para avaliação dos sujeitos, pois, embora esses testes possuam construção similar, eles avaliam diferentes processos. Nesse estudo, ao se comparar o desempenho dos adolescentes nos TPF e TPD (Tabelas 2 a 5), pode-se observar que, a média de acertos no Teste Padrão de Duração com 3 ou 4 sons (9,3 acertos), foi melhor se comparada a média no Teste Padrão de Frequência (5,1 acertos). Isso porque, de acordo com a literatura pesquisada26, existe a hipótese de que a fonética da língua portuguesa possibilite melhor desempenho na resolução de duração se comparada a resolução de frequência, uma vez que os fonemas no português possuem uma distância (em termos de acústica) maiores que outras línguas estrangeiras.

Ainda durante a aplicação do TPD, os escolares relataram que o parâmetro tempo é mais fácil de ser percebido, assim como os conceitos de longo e curto. O desempenho melhor apresentado pelos sujeitos, na presente pesquisa, não corrobora outro estudo da literatura26 em que foram observados desempenhos semelhantes entre TPD e TPF para o grupo de brasileiros.

A análise estatística correlacionou os limiares auditivos dos Testes Padrão de Frequência e Padrão de Duração, considerando as variáveis: sexo, idade, preferência manual, dificuldade de audição, repetência escolar e utilização de medicamentos (Tabelas 2 a 5). Não foram observadas associações com significância estatística relacionadas às variáveis supracitadas. No que diz respeito ao sexo e idade, foram encontrados registros na literatura consultada15,25,28 corroborando a ausência de significância estatística, visto que o desenvolvimento e a maturação das estruturas responsáveis para realização das tarefas solicitadas nos testes igualam-se ao desempenho de um adulto a partir dos 9 anos de idade, não alterando após os 11 anos.

Foi observado também no presente estudo, que a variável musicalização não exerce influência com significância estatística no desempenho tanto do TPF e do TPD (Tabelas 2 a 5). Tal achado corrobora um estudo da literatura26 em que os autores verificaram que somente a discriminação de frequência é influenciada pelo aprendizado da música, tal fato não é verificado na discriminação da duração dos sons. Em relação à variável "aprendizado de uma língua estrangeira" a literatura26 aponta para mudanças anatômicas, morfológicas e comportamentais do cérebro durante o processo. Porém, tal aprendizado não influenciou o desempenho em ambos os testes.

Não foram encontradas, na literatura científica, pesquisas que relacionassem o desempenho de adolescentes nos Testes de Padrão de Frequência e Duração com o resultado do Teste de Desempenho Escolar. Porém, durante a análise dos dados, observou-se que os integrantes classificados no grupo III no subteste de Aritmética e no escore global do TDE, apresentaram desempenho inferior com significância estatística no Teste Padrão de Duração com 3 sons (símbolos). Tal fato também foi observado nos indivíduos pertencentes ao grupo III no subteste de Escrita. Esses apresentaram desempenho baixo com significância estatística no Teste Padrão de Frequência com 3 sons (nomeação) e com 4 sons (nomeação e símbolos). Ainda em relação aos adolescentes classificados no grupo III no escore global do TDE, observou-se respostas inferiores com significância estatística, se comparados aos integrantes dos outros dois grupos no Teste Padrão de Frequência com 4 sons (nomeação).

Foi observado também que na modalidade "nomeação" tanto no Teste Padrão de Duração, quanto no Teste Padrão de Frequência os alunos apresentaram maior dificuldade. Essa dificuldade pode ser explicada, de acordo com a literatura8, pela necessidade de integração inter-hemisférica dos estímulos na resposta verbal, o que não acontece na resposta não-verbal (símbolo). Essa afirmação nos permite sugerir que esses indivíduos podem apresentar dificuldade em outra habilidade do processamento temporal, a integração auditiva. Outra possibilidade encontrada na literatura6 para justificar esse achado, está no fato das respostas verbais parecerem mais difíceis em crianças com problemas de linguagem, uma vez que a nomeação envolve processos cognitivos mais elaborados, como atenção, definição do conceito para representação do estímulo percebido e movimentos articulatórios adequados para pronúncia da palavra selecionada.

Além disso, nesses testes os indivíduos classificados como "desempenho médio" nos subtestes de leitura ou escrita do TDE demonstraram resultados inferiores com significância estatística ao serem comparados com os indivíduos classificados como "desempenho superior". Esse achado corrobora a literatura especializada6 no que diz respeito ao consenso de que alterações nos aspectos temporais são observadas em sujeitos com problemas na aquisição da leitura e escrita.

Ainda de acordo com a literatura35,36, alterações no Processamento Auditivo podem apresentar diversos sintomas que interferem na aprendizagem, dentre eles, dificuldade de leitura e escrita e inabilidades para matemática. Este estudo corrobora tal afirmação, uma vez que adolescentes classificados como "desempenho médio" no subteste de Aritmética do TDE apresentaram diferença estatisticamente significante quando o tipo de resposta solicitado no Teste Padrão de Duração com 3 sons foi "símbolo". Em outra literatura37, foi observada a associação entre o desempenho em aritmética e as dificuldades atencionais. Dentre diversos estudos citados, foi relatada uma pesquisa38 realizada com estudantes do primeiro ano de alfabetização em que foi encontrada diferença com significância estatística entre os alunos com e sem dificuldades atencionais no subteste de Aritmética do TDE.

Por último, foi encontrado um estudo39 que destacou a influência do desenvolvimento biológico sobre o processo de ensino-aprendizagem. Nesse artigo foi citada uma pesquisa40 em que, ao estudar a aprendizagem em matemática, observou-se a influência do aspecto comportamental no desempenho dos estudantes, ou seja, quando as atitudes dos estudantes são favoráveis em relação a um conteúdo, o aumento da motivação permite maior concentração durante o processo de aprendizagem.

Sabe-se que atualmente no Brasil existem avaliações comportamentais que diagnosticam as habilidades auditivas temporais. No entanto, apesar dos diversos testes diagnósticos, não há disponível nenhum programa sistemático de avaliação do Processamento Auditivo em escolares. A falta de divulgação nas escolas desse tipo de abordagem, assim como os diagnósticos equivocados em crianças com dificuldades acadêmicas são as consequências diretas ocasionadas pela falta desse tipo de instrumento41.

Este estudo ao relacionar o desempenho escolar com os testes que avaliam o processamento auditivo temporal buscou ressaltar a importância de um diagnóstico precoce de alterações do Processamento Auditivo. Esse poderia proporcionar aos profissionais envolvidos com a aprendizagem escolar um meio de minimizar as dificuldades enfrentadas pelos escolares, por meio de uma terapêutica mais efetiva, evitando a repetência escolar. Os resultados apresentados nesse estudo sugerem a necessidade de estimulação das habilidades auditivas de Processamento Temporal no ambiente escolar.

Apesar das contribuições do presente estudo, vale ressaltar as limitações encontradas durante a realização do mesmo. Pode-se citar a utilização da amostra de conveniência em lugar da amostra populacional, o número desigual de estudantes dos dois gêneros e por último e não menos importante, a ausência de uma avaliação audiológica periférica formal para detectar alterações auditivas leves. Vale ressaltar que, apesar de se ter conhecimento sobre a importância da avaliação da audição periférica formal, a mesma não foi realizada, pois como se sabe, nem sempre é possível a realização desse tipo de avaliação no ambiente escolar, sendo a aplicação de testes em campo livre uma alternativa para avaliação de estudantes em seu ambiente de aprendizagem.

 

CONCLUSÃO

A análise dos dados revelou que há correlação entre desempenho escolar e aspectos temporais auditivos. Cabe ressaltar que os resultados dos testes que avaliam a ordenação temporal complexa (Teste Padrão de Frequência e Teste Padrão de Duração) apresentaram relação com o desempenho do TDE. Porém o mesmo não ocorre com o teste que avalia resolução temporal (GIN), o qual, não foi influenciado pelo desempenho escolar (TDE). A maior correlação encontrada ocorreu entre o subteste Escrita do TDE e o Teste Padrão de Frequência (TPF). Novos estudos deverão ser realizados para que, dessa forma, possa melhor se compreender a relação entre as dificuldades escolares e o Processamento Auditivo Temporal.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Sulamita da Silva Marcelino Terto
Rua Itaguara, 196 - apto 302 - Floresta
Belo Horizonte - MG CEP: 31110-240
E-mail: sulamitamarcelino@yahoo.com.br

Recebido em: 26/04/2011
Aceito em: 01/11/2011
Conflito de interesses: inexistente