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Revista CEFAC

Print version ISSN 1516-1846

Rev. CEFAC vol.15 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2013  Epub July 31, 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-18462012005000066 

Análise acústica em brinquedos ruidosos

 

 

 

Carla Linhares TaxiniI; Sérgio Kodi KinoshitaII; Heraldo Lorena GuidaIII

IFonoaudióloga; Discente do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual PaulistaFFC/UNESP, Marília, SP
IIEngenheiro Elétrico; Professor da Universidade de Marília, Marília, SP, Brasil; Doutor em Engenharia Elétrica pela EESC da Universidade de São Paulo
– USP
IIIFonoaudiólogo; Professor assistente doutor da Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista
– UNESP, Marília, SP, Brasil; Doutor em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual Paulista – UNESP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO 

OBJETIVO: analisar os níveis de ruídos emitidos por brinquedos nacionalmente comercializados, utilizados por crianças de 1 a 5 anos; comparar os valores entre os brinquedos com e sem selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) e analisar o espectro acústico dos brinquedos, com o intuito de identificar a área da cóclea que pode ser mais afetada por esses ruídos.
MÉTODO:
as medições foram realizadas em 20 brinquedos sonoros (10 com o selo do Inmetro e 10 sem o selo) com o uso do decibelímetro digital em sala acusticamente tratada, e a análise dos sons emitidos pelos brinquedos foi realizada por meio do programa Praat.
RESULTADOS:
a intensidade do ruído dos brinquedos com o selo do Inmetro posicionados a 2,5 cm do equipamento variou de 61,50 a 91,55 dB(A) e 69,75 a 95,05 dB(C) e a referente à distância de 25 cm variou entre 58,30 a 79,85 dB(A) e 62,50 a 83,65 dB(C). A intensidade do ruído dos brinquedos sem o selo do Inmetro a 2,5 cm variou entre 67,45 a 94,30 dB(A) e 65,4 a 99,50 dB(C) e na distância de 25 cm registrou desde 61,30 a 87,45 dB(A) e 63,75 a 97,60 dB(C), portanto os achados demonstraram que existem brinquedos ruidosos que ultrapassam os valores recomendados pela legislação vigente em ambos os grupos, com e sem selo do Inmetro.
CONCLUSÃO:
os brinquedos sem o selo do Inmetro apresentaram valores de intensidade significantemente maior em relação ao outro grupo, oferecendo maior risco à saúde auditiva das crianças. 

Descritores: Jogos e Brinquedos; Ruídos; Crianças; Perda Auditiva


ABSTRACT 

PURPOSE: to analyze the levels of noise emitted by nationally-sold toys for use by children from 1 to 5 year old; to compare the values among the toys with and without the seal of Inmetro (National Institute of Metrology, Standardization and Industrial Quality) and to analyze the sound spectrum of toys, in order to identify the area of the cochlea that may be more affected by these noises.
METHOD:
measurements were performed on 20 sound toys (10 with the seal of the Inmetro and 10 without the seal) with the use of digital sound level meter in an acoustically treated room, and the sound analysis was performed using the Praat program.
RESULTS:
toys placed at 2.5 cm from the equipment with the seal of the Inmetro had an intensity ranging from 61.50 to 91.55 dB (A) and from 69.75 to 95.05 dB (C), positioned at 25 cm ranged from 58.3 to 79.85 dB (A) and from 62.50 to 83.65 dB (C). The results of the toys without warranty stamps placed at 2.5 cm ranged from 67.45 to 94.30 dB (A) and 65.4 to 99.50 dB (C) and the distance of 25 cm recorded from 61. 30 to 87.45 dB (A) and 63.75 to 97.60 dB (C), so that the findings demonstrated that there are noisy toys that go beyond the values recommended by the current legislation in both groups, with and without warranty stamps .
CONCLUSION: the toys without the seal of Inmetro showed intensities values significantly higher than the other group, offering more risk to the children
s hearing health. 

Keywords: Play and Playthings; Noise; Children; Hearing Loss


 

 

INTRODUÇÃO

Ruído é uma palavra derivada do latim rugitu, que significa estrondo. Acusticamente, o ruído é constituído por várias ondas sonoras com relação de amplitude e fase, distribuídas anarquicamente provocando sensação desagradável1. Embora comumente apenas o ruído ocupacional seja tratado como lesivo, qualquer fonte de som com níveis de pressão sonora superiores a 85 dB(A) pode ser prejudicial à audição e ao indivíduo, inclusive esse é o limite máximo de exposição para uma jornada de 8 horas de trabalho2, 3.

Recentemente novos estudos foram realizados para avaliar o risco de perda auditiva no caso de exposição à música em elevados níveis de pressão sonora4. Sons de alta intensidade acarretam comprometimentos não auditivos: problemas emocionais, como o estresse; alteração do sono e ansiedade; prejuízos na comunicação oral e distúrbio no aprendizado da linguagem, o que pode provocar um retardo da aquisição de linguagem oral e distúrbios de compreensão de leitura 5-7.

A literatura apresenta poucas pesquisas relacionadas à análise acústica de sons não verbais. A análise acústica específica de ruídos emitidos por brinquedos, bem como a posterior comparação é também rara. Um estudo da Universidade de Aveiro realizou a análise espectral e temporal de sons verbais e não verbais utilizando o programa Praat, versão 4.3.11, e, como resultado, observou que o espectro dos sons não verbais apresentam características de um sinal de ruído, apresentando a configuração de um som com energia em toda a gama de frequências8.

Atualmente, com o fácil acesso a brinquedos, a maioria das crianças tem pelo menos um brinquedo sonoro, que estão cada vez mais ruidosos. Pesquisadores estudaram os danos na orelha interna em 53 crianças que ficaram expostas a ruídos de brinquedos que reproduzem armas de fogo e a fogos de artifício, eles obtiveram o seguinte resultado: 39 crianças (74%) apresentaram uma grande perda auditiva unilateral neurosenssorial enquanto 14 (26%) tiveram uma perda auditiva bilateral. Dessas 14 crianças, 8 tiveram uma perda simétrica e 6, assimétricas.9

Há vários estudos sobre perda auditiva devido ao nível lesivo de ruídos de brinquedos, pois muitos ultrapassam os limites da tolerância da orelha interna. Pesquisadores realizaram análise dos níveis de ruídos em brinquedos disponíveis comercialmente e obtiveram resultados entre 95 e 122 dB(A) em 2,5 cm de distância e entre 86 e 110 dB (A) em 25cm de distância da fonte sonora10. Ao analisarem acusticamente brinquedos, pesquisadores obtiveram resultados de intensidades entre 82 e 130 dB(A), e alertaram sobre uma possível hiperestimulação que pode ocorrer na orelha interna caso haja um grande tempo de exposição a esse tipo de ruído11.

Os fatores de risco modificáveis relacionados à PAIR incluem exposição voluntária ao ruído alto e o não uso do protetor auditivo. Esses fatores provocam ou potencializam o prejuízo da audição de crianças e adolescentes 12. Crianças e jovens são dois grupos considerados particularmente vulneráveis à perda de audição induzida pelo ruído e inúmeros outros efeitos sistêmicos adversos da exposição ao ruído. As principais fontes de exposição de crianças e adolecentes ao ruído incluem incubadoras de recém-nascido, brinquedos sonoros (como chocalhos, brinquedos musicais e pistolas); fogos de artifício; shows; academias e estéreos pessoais13. Nessa linha de pesquisa, em um estudo foram identificados níveis de pressão sonora entre 70 a 94 dB em brinquedos sonoros14.

Os brinquedos atualmente comercializados têm de possuir o selo do Inmetro, este certifica que os produtos, tanto nacionais quanto importados, foram submetidos a vários testes, entre eles a verificação do nível de ruído do brinquedo. Esses produtos devem estar dentro dos limites estabelecidos pela legislação, que está baseada na norma brasileira NBR 11786/92Segurança do Brinquedo, publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que determina que o ruído gerado por brinquedos, independentemente da faixa etária a que são destinados, não deve ser maior que 85 decibéis, no caso de ruído contínuo, e 100 decibéis, no caso de ruído instantâneo15.

O objetivo do presente estudo foi analisar os níveis de ruídos emitidos por brinquedos nacionalmente comercializados, utilizados por crianças de 1 a 5 anos; comparar os valores entres os brinquedos com e sem selo do Inmetro e analisar o espectro acústico dos brinquedos, com o intuito de identificar a área da cóclea que pode ser mais afetada por esses ruídos.

 

MÉTODO

No presente estudo, foram selecionados 20 brinquedos sonoros (10 com o selo do Inmetro e 10 sem o selo), os brinquedos sem o selo do Inmetro foram escolhidos por serem comprados em lojas do mercado paralelo e apresentarem menor preço, mas não estão sujeitos à fiscalização. E os com selo são os mais utilizados na clínica escola de uma Universidade Pública, durante terapia fonoaudiológica. Todos os brinquedos emitem ruído contínuo, não apresentam referência em relação à intensidade do som emitido e são indicados para crianças de 1 a 5 anos. Os brinquedos que possuem o selo do Inmetro são: Bi-bi Fon-fon®, Tomy Pinguim®, Guitarra Elétrica®, Hipopótamo®, Carrinho Musical®, Celular®, Passarinho Chocalho®, Estrela Musical®, Um Dia No Parque® e Arca Musical®.

Já os brinquedos sem o selo do Inmetro são: Celular #2, Ratinho, Tambor, Guitarra, My First Sound Book, Volante Musical, Cart Mail, Pianinho, Policia e Trenzinho.

As mensurações das intensidades foram realizadas em sala acusticamente tratada, sendo utilizado o decibelímetro digital MINIPA, modelo MSL-1350. Utilizou-se o circuito de ponderação – “A (que apresenta as maiores atenuações para frequências inferiores a 1000 Hz) e “C” (apresentando as menores atenuações); circuito de resposta – “lenta – slow”, nível de 65 a 130 dB devidamente calibrado. Os níveis de ruídos foram medidos em duas distâncias, sendo uma delas a da superfície do brinquedo à orelha (2,5 cm) e a outra a da superfície do brinquedo ao braço da criança (25 cm)10.

Para a pesquisa do espectro acústico, utilizou-se o gravador portátil DAT acoplado ao microfone stereo Sennheiser. As gravações foram digitalizadas numa taxa de amostragem de 44.000 Hz com o uso do CSL da Kay Elemetrics e foram analisadas utilizando-se o programa Praat, a partir do ícone view spectral slice, obtendo-se os espectros de frequências de cada brinquedo.

Em seguida foi realizada a análise do cocleograma (projeção psicoacústica da sensação auditiva), também presente no mesmo programa. Tal análise mostra como o som chega à orelha dessas crianças, permitindo assim uma melhor visualização do impacto do ruído na área que pode ser acometida. Os resultados do cocleograma foram convertidos da escala Bark para Hertz16.

A análise dos dados seguiu duas direções: a análise acústica e a psicoacústica. A análise acústica mostra os valores de intensidade especificadas nos resultados e a análise psicoacústica leva em consideração as frequências que normalmente são mais sensíveis e acometidas por perdas auditivas (3000Hz, 4000Hz, 6000Hz).

Após a coleta dos valores das intensidades emitidas pelos brinquedos, conforme metodologia descrita acima, foram realizadas as análises comparativas para identificar as possíveis diferenças entre os brinquedos que exibem o selo do Inmetro e os que não possuem tal selo. Para tanto foi aplicado o teste estatístico não paramétrico Mann-Whitney, com nível de significância de 5% (p<0,05) e intervalo de confiança construído com 95% de confiança estatística.

 

RESULTADOS

Nas medidas feitas na distância de 2,5 cm, utilizando o circuito de ponderação A, oito brinquedos tiveram a média de intensidade maior que 85 dB, dentre eles, apenas um apresenta o selo do Inmetro (Guitarra Elétrica 91,55 dB) e sete, não apresentam o mesmo (Ratinho 93,25 dB, Tambor 94,3 dB, My First Sound Book 91,7 dB, Volante Musical 91,65 dB, Cart Mail 90,55dB, Polícia 85,55 dB e Trenzinho 93,35 dB). Na distância de 25 cm, apenas três brinquedos excederam o limite de intensidade, todos sem o selo do Inmetro (Ratinho 87,45 dB, Tambor 86,75 dB e Trenzinho 85,7 dB), (Figura 1)
(Figura 2).

Já nas medidas feitas nas distâncias de 2,5 com ponderação em frequência C, nove brinquedos registraram a média de intensidade maior que os limites estabelecidos pela legislação; dois deles possuem o selo do Inmetro (Guitarra Elétrica
95,05 dB e Um Dia No Parque 85,85 dB) e sete, não apresentam o mesmo (Ratinho 94,45 dB, Tambor 99,95 dB, My First Sound Book 92, 55 dB, Cart Mail 90,55 dB, Volante Musical 91,2 dB, Polícia 87,85 dB e Trenzinho 97,6 dB). Na distância de 25 cm, apenas quatro brinquedos ultrapassaram 85 dB, eles não apresentam o selo do Inmetro (Ratinho 85,9 dB, Tambor 97,6 dB, Cart Mail 85,2 dB e Trenzinho
86,1 dB), (Figura 3) (Figura 4).

O espectro de frequência dos ruídos registrou picos de frequências de graves a agudas (345 a 4640,98), sendo que a maior parte das medições não ultrapassaram a frequência de 3000 Hz. Apesar disso, quando é levada em consideração a análise psicoacústica, realizada por meio do programa Praat, observa-se, na maioria dos brinquedos, uma concentração de energia na faixa entre 3150 e
5300 Hz.

Nas tabelas abaixo (Tabela 1) (Tabela 2), pode-se observar os picos de frequências bem como os resultados da análise psicoacústica. O mesmo mostra que os brinquedos cujas intensidades ultrapassam 85 dB podem danificar áreas da cóclea responsáveis pela captura de médias e altas frequências. 

 

 

 

 

As figuras [Figura 5] [Figura 6] mostram respectivamente o espectro de frequência e análise psicoacústica do brinquedo Cart Mail, que não contém o selo do Inmetro, e registrou nível de pressão sonora, na distância de 2,5 cm, acima do esperado em ambas as ponderações, como também em 25 cm de distância. 

 

 

 

 

A estatística das médias entre os brinquedos que possuem o selo do Inmetro e os que não o possuem [Tabela 3], nas distâncias de 2,5 cm e 25 cm em ambas ponderações (A e C) demonstra que houve diferença significante em todas as modalidades medidas, evidenciando-se a maior intensidade sonora dos brinquedos sem selo, em comparação aos com selo do Inmetro.

 

DISCUSSÃO

Os brinquedos sonoros e jogos eletrônicos atraem mais a atenção das crianças, por isso estão substituindo os brinquedos mais tradicionais, como bonecas e carrinhos, o que gera grande preocupação, já que as investigações mostraram que muitos brinquedos ruidosos estão fora do padrão exigido pela legislação brasileira.

Vários desses brinquedos são contrabandeados e não contam com o selo de certificação do Inmetro, refletindo um problema relacionado à ausência de fiscalização competente.

Com base nas recomendações da NR 15, do Ministério do Trabalho, quanto maior a intensidade do ruído, menor deve ser a exposição a ele. Essas recomendações valem também para o ruído gerado por brinquedos, uma vez que ruídos de alta intensidade podem ocasionar danos físicos e psíquicos à saúde, e consequentemente prejudicam não só a audição das crianças como também o desenvolvimento da linguagem e da fala5-7.

Assim como outros estudos,10,11,14 nossos resultados também excederam o proposto pela legislação brasileira. Com isso é possível dizer que há grande possibilidade de que os brinquedos possam causar em crianças deficiência auditiva induzida pelo ruído. Fato comprovado por pesquisas quanto ao limiar auditivo de criança e adolescentes expostos ao ruído de brinquedos9.

É importante ressaltar que, a partir da análise psicoacústica, foi possível identificar que os locais de possível lesão na cóclea encontram-se entre 3150 e 5300 Hz, muito semelhante à faixa de frequência acometida nos casos de perda auditiva ocupacional. É interessante observar que essa é a faixa de frequência com maior susceptibilidade para perda de audição nos casos de perda auditiva ocupacional.

Em uma pesquisa com policiais militares, foi possível inclusive comprovar a relação de causa e efeito entre o ruído emitido pelo disparo das armas de fogo e as áreas com maior perda auditiva nas audiometrias (4 e 6 kHz)17.

Pelos motivos supracitados, são necessárias algumas atitudes preventivas ao comprar brinquedos sonoros, tais como: verificar a intensidade do som; evitar brinquedos com a proteção auditiva, porque a criança pode se esquecer de usá-las; substituir instrumentos musicais e armas de brinquedos, que podem ser prejudiciais ou causar irritação, por outros menos ruidosos6.

O presente estudo mostra também que quanto mais perto a criança estiver da fonte sonora, maior o desconforto auditivo e maiores são os risco de uma lesão coclear, portanto, como medida preventiva, é importante que a criança mantenha uma distância maior do brinquedo, evitando colocá-lo perto da orelha. O aumento da intensidade sonora em relação à proximidade da fonte sonora, foi descrito também por outro trabalho com brinquedos10.

Portanto a prevenção é o melhor tratamento porque evita que as crianças fiquem expostas continuamente a ruídos de forte intensidade, para isso é de extrema importância a conscientização de pais e adultos em contato com a população infantil sobre efeitos da exposição excessiva ao ruído. Cabe também às autoridades uma melhor fiscalização dos brinquedos comercializados no país, fazendo a verificação da existência do selo de certificação do Inmetro, órgão que deve definir em suas embalagens não só a faixa etária a que se destina o brinquedo mas também o nível de intensidade sonora.

 

CONCLUSÃO

O presente estudo constatou que os brinquedos sem selo do Inmetro possuem níveis de ruído mais elevados, quando comparados aos com selo. Além disso, foi observado que o ruído dos brinquedos afeta predominantemente a área das altas frequências na cóclea. Sendo assim, sua ação apenas insidiosa num primeiro momento, posteriormente pode causar danos irreversíveis à audição.

 

AGRADECIMENTOS

À Doutora Larissa Cristina Berti pelo auxílio na coleta dos dados.

 

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Endereço para correspondência:
Carla Linhares Taxini
Avenida Campos Salles, 2432
Vila Guarani
Matão/SP
CEP: 15997-066
E-mail: carlataxini@gmail.com

Recebido Em: 01/08/2011
Aceito em: 29/11/2011
Conflito de interesses: inexistente

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