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Revista CEFAC

Print version ISSN 1516-1846

Rev. CEFAC vol.15 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2013  Epub July 09, 2013

https://doi.org/10.1590/S1516-18462013005000038 

Processamento temporal em idosos: o efeito da habilidade de resolução temporal em tarefas de ordenação de série de sons

 

 

Loriane Gratão de MesquitaI; Liliane Desgualdo PereiraII

IFonoaudióloga formada pela Universidade Federal de São Paulo- UNIFESP
IIFonoaudióloga; Livre-Docente pela Disciplina dos Distúrbios da Audição do Departamento de Fonoaudiologia da UNIFESP; Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana pela Universidade Federal de São Paulo

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: verificar o efeito da habilidade de resolução temporal na ordenação temporal de uma serie de sons com tempo de estímulo e de intervalo inter-estímulo variado em uma população de idosos com ou sem perda auditiva.
MÉTODO: 10 (dez) indivíduos idosos com perda auditiva de grau leve a moderado que faziam ou não uso de AASI e cinco idosos sem perda auditiva, com idade entre 60 e 80 anos foram submetidos aos testes de ordenação temporal de serie de sons com tom puro, denominado Teste padrão de Duração, e com tom musical, denominado teste de padrão de duração melódico, e o teste de resolução temporal Gaps-in-Noise ou teste GIN.
RESULTADOS: a análise do teste de resolução temporal quanto à porcentagem de identificação correta mostra que o grupo sem perda possui maior porcentagem de identificação de gaps do que o grupo com perda. Assim, os indivíduos com perda auditiva tiveram piores limiares de detecção de Gaps (médias de 11,4 milissegundos) do que os indivíduos sem perda auditiva (4,6 milissegundos). Na analise de cada um dos testes de ordenação de serie de sons não ocorreram diferenças estatisticamente significantes entre os grupos. Não houve correlação significante entre o desempenho dos idosos sem e com perda auditiva entre os testes de processamento temporal.
CONCLUSÃO: a habilidade de resolução temporal não interfere na habilidade de ordenação temporal de uma série de sons com tempos de duração de estímulos e intervalos inter-estimulos variados em idosos com ou sem perda auditiva.

Descritores: Percepção Auditiva; Idosos; Fonoaudiologia


 

 

INTRODUÇÃO

A perda auditiva é uma das condições crônicas que mais atinge os idosos 1,2. A presbiacusia é o declínio progressivo da audição relacionado à idade, sua prevalência é estimada em torno de 30% nessa população3. A perda auditiva associada ao envelhecimento atinge cerca de 60% das pessoas com idade maior que 65 anos, tem causas multifatoriais como degeneração fisiológica, agentes ototóxicos e prejuízos causados por disfunções orgânicas decorrentes do envelhecimento. Além de prejuízo no funcionamento do sistema auditivo periférico, também ocorre falhas na audição central4.

Imprescindível para o bom desempenho da comunicação humana, a audição é fundamental na percepção da fala e contribui com a inserção do sujeito na sociedade1, por esse motivo, é considerado um dos sistemas sensoriais mais importantes2.

Queixa de dificuldade de compreensão de fala em ambientes ruidosos são frequentes em idosos. A dificuldade parece ser maior do que a esperada para o grau da perda auditiva encontrada. Assim, além de prejuízo no funcionamento do sistema auditivo periférico, idosos precisam de maior tempo para processar as informações verbais que recebem 5,6 o que sugere um comprometimento funcional do processamento neurológico via o sentido da audição 4.

Para a aquisição e compreensão dos componentes simbólicos da linguagem lidar com o processamento temporal, especificamente habilidades de ordenação e resolução temporal é um dos requisitos 7,8. A percepção da ordem de ocorrência de sons que se sucedem em um evento acústico auxilia a compreensão do significado da mensagem. E ainda, perceber o silencio que ocorre entre os segmentos linguísticos (resolução temporal) auxilia a discriminar a fala 9.

Ao utilizar o conjunto de testes auditivos disponível para avaliar o processamento temporal torna-se necessário conhecer o quanto um teste de resolução temporal e um teste de ordenação temporal se correlacionam e assim melhor reconhecer os limites e benefícios da seleção realizada para esta avaliação.

Especificamente há a necessidade de saber se falhas na resolução temporal em segmentos de ruído mensurada pelo teste auditivo Gaps-In-Noise irão interferir na habilidade de ordenação temporal mensurada pelos testes auditivos de reconhecimento de padrão de duração tonal e melódico.

Este estudo teve por objetivo verificar o efeito da habilidade de resolução temporal na ordenação temporal de uma serie de sons com tempo de estímulo e de intervalo inter-estímulo variado em uma população de idosos com ou sem perda auditiva.

 

MÉTODO

Participaram 15 idosos, do sexo masculino e feminino, com faixa etária superior a 60 anos de idade. Esses idosos foram reunidos em dois grupos: um com sensibilidade auditiva normal, abreviado GISP composto por cinco idosos e outro com sensibilidade auditiva alterada, abreviado GIP constituído por 10 idosos.

Os critérios de inclusão para ambos os grupos de idoso foi apresentar ausência de história clínica de doenças neurológicas e/ou psiquiátricas observadas por meio da anamnese. Para o grupo com sensibilidade auditiva normal o critério de inclusão foi mostrar na audiometria tonal limiares auditivos em todas as frequências avaliadas de até 25dBNA. Para o grupo com sensibilidade auditiva alterada o critério de inclusão foi mostrar limiares auditivos maiores do que 25dBNA e menores do que 70dBNA em todas as frequências avaliadas na audiometria tonal. Desta forma o critério de exclusão para o grupo com sensibilidade auditiva alterada foi presença de perda auditiva de grau severo ou profundo.

Os idosos voluntários com sensibilidade auditiva alterada que foram convidados a participar da amostra faziam parte dos pacientes atendidos no Núcleo Integrado de Assistência, Pesquisa e Ensino em Audição (NIAPEA) do Departamento de Fonoaudiologia da Escola Paulista de Medicina da UNIFESP. Esses voluntários constituíram a amostra de idosos com sensibilidade auditiva alterada com ou sem uso de prótese auditiva. (AASI) Além destes, outros idosos voluntários também foram convidados a participarem deste estudo. Esses voluntários constituíram a amostra de idosos com sensibilidade auditiva normal.

A anamnese e a audiometria tonal liminar foram realizadas para selecionar os idosos participantes quanto a sua história clinica e sensibilidade auditiva seguindo-se os critérios de inclusão e exclusão.

Em todos os idosos selecionados foram aplicados os testes auditivos para avaliar a resolução temporal, teste GAPS- IN- NOISE, abreviado teste GIN, e para avaliar a ordenação temporal os testes de reconhecimento de PADRÃO DE DURAÇÃO, TPD, em duas versões: uma com tom puro (TPD tonal) conforme Musiek, 2004, e outra com flauta (TPD melódico) conforme Pereira e Schochat, 2011.

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo- CEP/UNIFESP pelo número 1018/09.

O método estatístico foi feito por meio de estatística descritiva e de testes ANOVA para comparar os achados das idades (em anos) e dos testes auditivos selecionados, quanto à porcentagem de identificação de gaps no teste GIN, limiares de resolução temporal, acertos no TPD tonal e melódico observados nos grupos com e sem perda auditiva. Foi utilizada a Correlação de Pearson para medir o grau de relação entre as variáveis analisadas, mas separadamente em cada grupo. O nível de significância adotado foi de 0,05.

 

RESULTADOS

A Tabela 1 mostra a porcentagem de identificação de gaps no teste GIN, limiares de resolução temporal em milissegundos, porcentagem de acertos no TPD tonal e melódico observados nos grupos com (GIP) e sem perda auditiva (GISP).

A faixa etária (em anos) do grupo sem perda, GISP é menor do que a do grupo com perda, GIP, com diferenças de idade estatisticamente significantes. Ainda, o GIN_% em acertos do GISP é maior do que o do GIP, bem como o limiar de acuidade temporal, isto é, GIN_LI, cujas diferenças foram estatisticamente significantes. (Tabela 1).

Os testes de padrão de duração tonal e melódico não mostraram resultados estatísticos significantes entre os grupos.

Os dados obtidos pelo Teste de Correlação são mostrados na Tabela 2 para o GISP e tabela 3 para o GIP.

Em ambos os grupos existe correlação positiva significante entre os acertos por orelha quanto à porcentagem de identificação de gaps no teste GIN. Uma correlação negativa estatisticamente significante foi verificada entre a porcentagem de acertos por orelha direita e esquerda e limiar de Gap do GIN no GIP. Os valores sendo negativos indicam que quanto maior a porcentagem de identificação de gaps menor será o limiar de GAP e vice versa.

A significância destas relações no GIP foi vista devido ao tamanho amostral alto. O GISP mostra um valor de correlação alto, mas ainda não considerado significante, provavelmente devido ao tamanho amostral baixo.

Não foram observadas correlações significantes entre os testes auditivos GIN e TPD tonal e melódico.

 

DISCUSSÃO

O envelhecimento é consequência natural do processo de desenvolvimento de uma sociedade10. A porcentagem da população que apresenta dificuldades de comunicação aumenta progressivamente com a idade, associada à deficiência auditiva e a degeneração de fatores cognitivos, sendo a deficiência auditiva a privação sensorial de maior prevalência nesta população 4.

Alterações auditivas na população idosa vão desde a diminuição nos limiares de audibilidade até dificuldades importantes na compreensão da fala. Com relação ao grau da perda auditiva baseado na média das frequências de 500, 1000 e 2000 Hz, um estudo11 mostrou que dentre 211 idosos avaliados, com idade entre 60 e 99 anos, 32,2% dos indivíduos apresentaram audição normal, 28% perda leve, 25,6% perda auditiva de grau moderado, 6,2% moderadamente severo, 5,7% severo e 2,4% profundo.

Assim, a ocorrência de idosos sem perda auditiva é pequena, e a maioria dos idosos apresenta perda auditiva, geralmente de grau leve a moderado. Isso pode explicar a dificuldade que ocorreu nesse estudo de selecionarem-se idosos sem perda auditiva.

Os critérios de normalidade para o teste GIN em adultos brasileiros com audição normal foram estabelecidos em 200812. Um estudo 11 encontrou que as mulheres apresentaram limiares melhores que o esperado e dentro da normalidade. Neste estudo a variável sexo não foi estudada devido ao baixo numero da casuística.

Neste estudo (Tabela 1) os indivíduos do grupo com perda, GIP, apresentavam faixas etárias maiores e limiares de acuidade temporal menores do que o grupo sem perda, GISP, o que pode ter influenciado os resultados observados no teste GIN. Em cada grupo o desempenho por orelha foi semelhante, no entanto foram diferentes intergrupos. A perda auditiva associada a faixa etária pode ter comprometido a função de resolução temporal neste estudo.

Em um estudo13 sobre resolução temporal mensurada por meio do teste GIN em idosos saudáveis e sem perda auditiva, mostrou limiar de detecção de gap e porcentagem de reconhecimento do estímulo, em valores médios, à orelha direita de 10,2 ms e 39,1 %, e à orelha esquerda de 9,1ms e 42,6 % respectivamente. Não houve significância estatística entre as médias dos limiares nas duas orelhas, bem como na porcentagem de reconhecimento do estimulo.

Alguns estudos12,14 já demonstraram simetria de respostas entre as orelhas no teste GIN. Assim, os achados deste estudo quanto ao desempenho por orelha estão de acordo com esses trabalhos que não encontraram vantagem da orelha direita sobre a esquerda, e vice versa nas faixas testes do GIN. Ainda, os limiares de gap tanto para a orelha direita quanto para a orelha esquerda para o grupo Sem Perda foram semelhantes aos da literatura para indivíduos jovens normais 12-15.

Uma indicação de que o fator idade interfere na habilidade de resolução temporal verificada neste estudo foi o estudo da correlação (Tabela 2). Observou-se uma correlação negativa que indica que quanto maior a idade pior o desempenho dos indivíduos , embora sem significância estatística.

O GIP, grupo com perda auditiva mostrou que quanto maior a idade o número de acertos também foi maior apesar de baixos comparados com os acertos do GISP, isto é, grupo Sem Perda (Tabelas 1 e 3).

Um dos limites deste trabalho foi o não estudo em idosos segundo o grau da perda auditiva bem como tempo de reabilitação com o uso da prótese auditiva, dois importantes fatores que poderiam explicar os achados.

Assim, considera-se interessante que outros estudos pesquisem o limiar de acuidade temporal por grau de perda auditiva e por experienciação auditiva oferecida pelo uso de prótese auditiva ou privação auditiva naqueles idosos com perda e que não usam prótese auditiva.

A habilidade de ordenação no TPD melódico envolve a discriminação e ordenação de uma serie de quatro sons que se diferenciam por ser curto com duração de 500ms ou longos com duração de 2000ms, com intervalo inter-estímulo de 500ms. Essas durações são mais fáceis de serem percebidas do que aquelas do TPD tonal 16.

Para os testes de Padrão de Duração tonal e melódico não houve interferência da presença de perda auditiva na resposta dos dois testes, sendo os dois grupos com desempenho equivalentes (Tabela 3). Assim, a idade dos participantes do estudo não influenciou no desempenho em cada um dos diferentes testes auditivos, TPD tonal e melódico.

A comparação do desempenho para o grupo sem perda auditiva (Tabela 2) mostrou melhor desempenho no TPD tonal do que no TPD melódico, esses achados não tiveram correlação estatística significante e esses resultados podem ser explicados pela possível falta de atenção dos indivíduos durante o teste.

Em um estudo17 também foi encontrado o fator atenção para um possível prejuízo na resposta do TPD tonal que por se tratar de tarefa psicoacústica requer uma resposta comportamental consciente do indivíduo, que pode sofrer efeito de muitos fatores, como a atenção.

No grupo de idosos com perda auditiva não houve diferença entre os dois testes, embora a tarefa do TPD melódico tenha se mostrado mais fácil isto é, com melhor desempenho do que o TPD tonal (Tabela 3).

Os achados deste trabalho para o TPD concordam com os achados de um estudo da literatura especializada17 em que os idosos com perda auditiva até o grau moderado mostraram desempenho no teste TPD semelhantes ao dos idosos com audição normal.

Desta forma as respostas do teste TPD não se modificaram na presença de perdas auditivas cocleares de grau leve a moderado.

Não houve correlação estatisticamente significante entre os resultados de cada teste (Tabelas 2 e 3), isto é, a habilidade de resolução temporal medida pelo teste auditivo GIN não se correlacionou com a habilidade de ordenação temporal medida pelos testes de padrão tonal e melódico.

Cabe destacar que nesta comparação do teste GIN com os dois testes TPD foi visto que quanto maior o numero de acertos por orelha no teste GIN e quanto menor o limiar de acuidade auditiva, avaliado pelo mesmo teste, melhor o resultado encontrado nos dois testes de TPD em ambos os grupos, embora não tenha significância estatística, o que mostra que o numero reduzido da amostra tenha limitado o estudo.

Não foi possível compulsar na literatura especializada estudos semelhantes a este, até o encerramento deste trabalho.

 

CONCLUSÃO

Na comparação do teste GIN com os dois testes TPD foi visto que quanto maior o numero de acertos por orelha no teste GIN e quanto menor o limiar de acuidade auditiva, avaliado pelo mesmo teste, melhor o resultado encontrado nos dois testes de TPD em ambos os grupos de idosos com e sem perda auditiva, sem significância estatística.

Desta forma, pode-se concluir que a habilidade de resolução temporal não interfere na habilidade de ordenação temporal de uma série de sons com tempos de duração de estímulos e intervalos inter-estimulos variados como os observados nos testes de padrão de duração tonal e melódico estudados.

 

REFERENCIAS

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Endereço para correspondência:
Loriane Grat ão de Mesquita
Rua São Paulo da Cruz, 483
Osasco – SP – CEP: 06130-060
E-mail: lorianegratao@hotmail.com

Recebido em: 08/12/2011
Aceito em: 12/06/2012

 

 

Auxilio CNPq- PIBIC 2009/2010
Conflito de interesses: inexistente

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