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Revista CEFAC

On-line version ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC vol.16 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2014

https://doi.org/10.1590/1982-0216201414212 

ORIGINAL ARTICLES

Variabilidade da frequência cardíaca em recém-nascidos de alto risco na presença de ruído

Micheline Miranda Sousa 1  

Bruna Lima da Silveira 2  

Lívia Cândida de Sá Machado 3  

Maria da Conceição Carneiro Pessoa de Santana 4  

Nayyara Glícia Calheiros Flores 5  

1 Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas – UNCISAL, Maceió , AL , Brasil .

2 Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas – UNCISAL, Maceió , AL , Brasil .

3 Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas – UNCISAL, Maceió , AL , Brasil .

4 Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas – UNCISAL, Maceió , AL , Brasil .

5 Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas – UNCISAL, Maceió , AL , Brasil .


RESUMO

Objetivo

: verificar mudanças na frequência cardíaca dos bebês de risco em uma unidade de tratamento intensivo na presença de ruído.

Métodos

: pesquisa quali-quantitativa. Analisou-se a variação da frequência cardíaca nos bebês expostos a diversas fontes geradores de ruído. As medições ocorreram, separadamente, em três áreas denominadas boxes, observadas em três intervalos de cinco minutos cada. As frequências cardíacas dos bebês foram verificadas pela leitura de monitores acoplados a aparelhos de oximetria de pulso. A medição do ruído foi feita ao lado posterior de cada box durante dois períodos/dias, entre oito e nove horas, com distância aproximada de 30cm da fonte ruidosa, utilizando-se decibelímetro digital IP-130, ponderação “C”, frequência de 31.5Hz ~8Khz. Os boxes eram equipados com saída de oxigênio, bomba de infusão, aspirador a vácuo, ar comprimido, aspiradores manuais, lavatório de inox e presença de, pelo menos, dois funcionários.

Resultados

: registrou-se, durante a pesquisa, níveis de ruído acima do recomendado pela American Academy of Pediatrics, Associação Brasileira de Normas Técnicas e Organização Mundial de Saúde. Ocorreu variação nas frequências cardíacas durante a medição, havendo variação de frequência cardíaca em todas as exposições de nível elevado de ruído. Os bebês do Box um apresentaram onze batimentos por minuto, no Box dois quatro batimentos por minuto e no Box três treze

Conclusão

: observaram-se variações de pico das frequências cardíacas em níveis elevados de ruído, não sendo relacionado que quanto maior o ruído maior a variação de frequência cardíaca.

Palavras-Chave: Unidades de Terapia Intensiva; Frequência Cardíaca; Ruído

INTRODUÇÃO

A audição humana pode ser prejudicada devido a exposição prolongada a ruídos de alta intensidade. Os ruídos não possuem uma expressão matemática no tempo que os definam, não podendo ser preditos no tempo, nem mesmo depois de detectados. O nível de influência de um ruído é apresentado de várias formas. Uma das mais importantes é a razão entre a potência do sinal desejado e potência do ruído ou, simplesmente, razão sinal/ruído (SNR) 1 .

O ruído intenso e contínuo a que os recém-nascidos internados estão expostos pode levar a distúrbios sensoriais e motores, bem como alterações fisiológicas e comportamentais. Além da interrupção do repouso e sono com consequente alteração no ciclo circadiano destes bebês, tem-se o aumento do estresse, fadiga e irritabilidade. Essas alterações comportamentais, consequentemente, podem levar a um aumento do consumo de oxigênio e da frequência cardíaca, resultando assim em um maior consumo calórico e retardo no ganho ponderal desses bebês, prolongando o período de internação em UTIN 2 , 3 .

Outras alterações fisiológicas que podem estar presentes são hipóxia; aumento da pressão sanguínea e da pressão intracraniana, fatores que predispõem à hipertensão craniana intraventricular em recém-nascidos pré-termos; apnéia; bradicardia e distúrbios na interação social desses bebês 3,4.

Em 1980, a Organização Pan-Americana de saúde e a Organização Mundial de Saúde reconheceram que o ruído pode perturbar o descanso, o sono, e provenientes desses fatores pode advir ainda déficits de comunicação humana, bem como causar reações psicológicas, fisiológicas e até patológicas. O nível de ruído recomendado é de 40dBA 1 . A American Academy of Pediatrics sugere a intensidade de 50 dBNPS como o limite de exposição de ruído ao recém-nascido 5 .

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) recomenda o nível de critérios para avaliação em ambientes por meio da Norma Brasileira de Regulamentação no. 10151/87 – NBR 10151 em hospitais hospitalares (berçários), seja de 50dB durante o dia e 45dBA à noite. A ABNT na Norma Brasileira de Regulamentação no. 1052/87 – NBR 10152/87, recomenda que o nível de ruído para conforto acústico em ambientes como hospitais, seja de 35dB diurno e 45dB no período noturno 5 - 7 .

Assim, a população de recém-nascidos prematuros e de baixo peso é mais susceptível aos estímulos do ambiente, já que estes ainda estão em processo de desenvolvimento e amadurecimento cerebral, inexistindo controles inibitórios no processamento das informações sensoriais. Quanto menor a idade gestacional, maior será o risco de maturação cerebral anormal 2 - 8 .

Dessa forma, o manejo do ambiente de cuidados intensivos priorizando a minimização de ruídos e luminosidade e prevenindo iatrogenias a essa população é de fundamental importância para a recuperação desses bebês, promovendo um adequado crescimento e desenvolvimento desses. Diante disso, é necessária uma mudança de postura profissional no sentido de ajustamento de comportamentos menos ruidosos, bem como a adequação da acústica do ambiente hospitalar 3 , 8 .

O objetivo deste trabalho foi verificar mudanças na frequência cardíaca dos bebês de alto risco internados em UTI neonatal de uma maternidade pública estadual, em Maceió-AL, na presença de elevado nível de ruído.

MÉTODOS

Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Ciências da Saúde Alagoas – UNCISAL, protocolo nº1735. Todos os responsáveis pelos indivíduos da amostra assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para a participação voluntária neste estudo.

O presente trabalho tratou-se de uma pesquisa transversal descritiva de natureza quali-quantitativa realizada em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de uma maternidade pública estadual de Alagoas.

Os critérios de elegibilidade para a seleção dos pacientes foram: bebês com idade gestacional entre 27 a 30 semanas de gestação com normo aparência e bom estado geral de saúde referido em evoluções diárias. Foram excluídos os bebês que apresentaram distúrbios neurológicos e doenças/síndromes congênitas.

Participaram da pesquisa 10 bebês que se encontravam na UTI Neonatal. A pesquisa foi realizada no período diurno nos horários de 08h00min às 9h00min, sendo escolhido este horário devido à troca de plantão dos funcionários, visitas dos pais e de outros profissionais, bem como limpeza do local. A medição ocorreu em uma área denominada box de 3,20 x 4,20m, que contém capacidade máxima de oito leitos, onde cada um possui saída de oxigênio, bomba de infusão, aspirador a vácuo, ar comprimido, aspiradores manuais, um lavatório de inox e constante presença de, pelo menos, dois funcionários.

Foram analisados os ruídos gerados por diversos fatores incluindo o manuseio da incubadora, ventilação mecânica, bomba de infusão, aspiradores de secreção, saídas de oxigênio e ar comprimido, telefone, abertura da lixeira, água caindo na pia e conversa dos profissionais.

Vale ressaltar que, durante a realização da pesquisa, não houve interferência dos funcionários. A investigação foi realizada em sigilo, sendo comunicada à enfermeira chefe.

A medição foi realizada em tempo variando de 5min a 10min a uma distância aproximada de 30cm da fonte ruidosa com decibelímetro digital da marca IP-130, microfone destacável, condensado de ½ polegada, operando no circuito de compensação “C” e circuito de resposta lenta (slow), com um tempo de ponderação lento de 15seg, com nível de medição entre 60 e 130dB. Concomitante à medição do ruído no ambiente, foi observada a frequência cardíaca dos recém-nascidos participantes. A unidade analisada mantém rotineiramente todos os bebês internados sob monitorização contínua por oximetria de pulso. A análise, então, ocorreu por meio da leitura de monitores conectados aos aparelhos de oximetria de pulso, sem haver qualquer tipo de manipulação nos recém-nascidos envolvidos.

Após ser detectado o adequado funcionamento dos aparelhos, o monitor foi observado, por três vezes, durante um período de cinco minutos. Foram utilizados o primeiro, terceiro e quinto minutos do intervalo de tempo para análise. Assim, foi registrada a faixa de oscilações da frequência cardíaca durante o período. Após a etapa de coleta dos níveis de ruído e frequência cardíaca nas diversas ocasiões observadas, os dados obtidos foram reunidos e analisados de forma associada.

Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição de origem, protocolo nº1735. Todos os responsáveis pelos indivíduos da amostra assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para a participação voluntária neste estudo.

Para realização da estatística descritiva, utilizou-se o Software SPSS ® (versão 15.0).

Os resultados obtidos nas medições foram comparados por meio de tabelas, de acordo com a normatização vigente da American Academy of Pediatrics , ABNT-NBR 10151 e NBR 10152/1987 e Organização Mundial de Saúde, para verificação dos pontos com maiores ruído.

RESULTADOS

Registrou-se durante a pesquisa níveis de ruído acima do recomendado pelas órgãos/normas (American Academy of Pediatrics, ABNT-NBR 10151 e NBR 10152/1987 e Organização Mundial de Saúde), para verificação dos pontos com maiores ruído.

Observou-se variações de pico no ruído, bem como na frequência cardíaca dos bebês avaliados, ocorrendo variação da frequência cardíaca dos bebês com o nível de ruído a que estão expostos. Média dos níveis de ruído de aparelhos/equipamentos/pessoas existente nos ambiente.

Diante da observação da frequência cardíaca (FC) durante o período proposto tem-se no Box 1 uma variação mínima durante a observação, variação esta de 11 batimentos por minuto (bpm). Ocorreram variação cardíaca de 153bpm, 144bpm e 155bpm na exposição do ruído de 80,1dB, 80,8dB e 73,6dB respectivamente( Tabela 1 ).Durante o estudo, o registro de maior FC (3º momento com FC= 155 bpm) foi percebido no menor pico de ruído (73.6 dB), porém ruído de alto nível, acima de valores recomendados ( Tabela 1 ).

Tabela 1 - Média do ruído X frequência cardíaca: Box 1 

Risco Box 1
Tempo FREQUÊNCIA CARDÍACA RUÍDO
1º MOMENTO 153bpm 80.1dB
2º MOMENTO 144bpm 80.8 dB
3º MOMENTO 155bpm 73.6 dB

Tabela 2 - Média do ruído X frequência cardíaca: Box 2 

Risco Box 2
Tempo FREQUÊNCIA CARDÍACA RUÍDO
1º MOMENTO 169bpm 72.4dB
2º MOMENTO 173bpm 61.6 dB
3º MOMENTO 171bpm 63.6 dB

Tabela 3 - Média do ruído X frequência cardíaca: Box 3 

Risco Box 3
Tempo FREQUÊNCIA CARDÍACA RUÍDO
1º MOMENTO 173bpm 65.9dB
2º MOMENTO 178bpm 73.1 dB
3º MOMENTO 186bpm 77.2 dB

No Box 2 , foram observados nos três momentos de análise, frequências cardíacas de 169bpm no ruído de 72,4dB, 173bpm em 61,6dB e 171bpm em 63,6Db.

Já no Box 3 , observou-se frequências cardíacas de 173bpm em 65,9dB, 178bpm em 73,1dB e 186bpm em 77,2dB de ruído. Houve variação maior, ocorrendo aumento progressivo da frequência cardíaca, porém também não significante, esta de 13 bpm. Foi encontrado frequência cardíaca além dos valores de normalidade. O pico de FC ocorreu no terceiro momento (FC=186 bpm) em consonância com o maior pico de ruído (77,2 dB), nível este muito maior do que os recomendados.

DISCUSSÃO

O presente estudo evidenciou altos níveis de ruído, com pressão sonora elevada, de acordo com as normas vigentes. A American Academy of Pediatrics sugere 45dBNPS para exposição do recém-nascido. De acordo com a NBR 10151 (nível de ruído para conforto acústico em ambientes: enfermarias, berçários, centro cirúrgicos), devem ser de 50dB no turno da manhã e 45dB no turno da noite 6,7.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT 1997/1999), por meio da NBR 10152/1987, concorda ao sugerir 35dB a 45dB como níveis aceitáveis para ambientes hospitalares, sendo o primeiro, o nível desejável e o segundo limite aceitáve 6 , 8 .

Os resultados encontrados mostram elevados níveis de ruído com variação e alteração na frequência cardíaca dos bebês avaliados.

As frequências cardíacas (FC) dos bebês no Box 1 e 2 não apresentaram alteração considerável, apesar da variação nos três momentos, porém o nível de ruído encontrado foi o mais elevado 9

Estudos apontam que, no ambiente neonatal, têm sido encontrados índices bem mais intensos que o estipulado pela norma, principalmente durante o manuseio de incubadoras, alarmes, conversas e manuseio de equipamentos locais. Ressalta-se que esses bebês ficam expostos tanto ao ruído do motor (ruído continuo), quanto ao de sua manipulação (ruído de impacto) 4 , 7 - 14 .

Um estudo realizado por Topf (1996) citado por Souza (2010) observou que a média durante as 24 horas excede os 45 dB, tendo picos de até mais de 70dB ocorrendo a cada 9 minutos. Esse estudo relata ainda que as máscaras de oxigênio, ventiladores e sugadores produzem, cada um, 50dB a 70dB.Os alarmes dos equipamentos produzem níveis que atingem 80 dB 12 .

No mesmo estudo foi encontrado durante a pesquisa, níveis de ruído acima do recomendado pelos órgãos. As maiores fontes de ruído foram encontradas nos alarmes (71,4dB “M” e 72dB “I”), bomba de infusão (74,2dB “M” e 72,1dB “I”), conversas entre 4 profissionais ( 73dB “M” e 66dB “I”), abertura da lixeira (73dB “M” e 72dB “I”), telefone ( 75,3dB “M” e 74,1dB “I”), água caindo na pia ( 74,5dB “M” e 72,6dB “I”) 10 .

Aurélio, 2009, encontrou ruído variando de 43,3 a 114,9dB, com uma média variando em torno de 60 a 65 dB, portanto níveis elevados segundo normas brasileiras e internacionais 13 .

Em outro estudo, foram encontrados níveis de ruídos semelhantes de 48,3 a 82,6 dB 14 . Foram encontrados valores acima dos aceitáveis pelos órgãos em todas as fontes pesquisadas Os recursos tecnológicos fazem-se necessários para melhor recuperação dos recém nascidos – RN, porém os mesmos apresentam um elevado Nível de Pressão Sonora (NPS) tornando o ambiente ruidoso, contribuindo para o desenvolvimento de possíveis alterações fisiológicas e comportamentais 15 .

Os resultados encontrados mostram elevados níveis de ruído com variação na frequência cardíaca dos bebês avaliados. A variação da frequência cardíaca ocorreu em todos os momentos de medição, porém não foi significante 16 .

Durante a análise dos Box 2 e 3 houve incremento da média observada, estando a frequência cardíaca acima dos níveis de normalidade durante todo o período estudado. No Box 1 a variação dos níveis cardíacos ocorreu, entretanto de forma mínima. Diante das médias obtidas neste box, percebe-se que todas as medições da frequência cardíaca estavam dentro da faixa de normalidade.

Vale ressaltar que os parâmetros observados foram registrados em momentos pontuais sem conhecer, assim, os efeitos do ruído no comportamento da frequência cardíaca em longo prazo, desconhecendo também as condições clínicas dos bebês observados.

Em outra pesquisa também não foi encontrada relação significante entre a exposição ao ruído e a variação da frequência cardíaca, encontrando, porém, alterações comportamentais e clínicas significantes diante do ruído cotidiano da unidade neonatal 17 .

Entretanto outro estudo semelhante demonstrou que o aumento brusco de ruído de 70 dB com alcance de frequência máxima em poucos segundos, gera nos bebês prematuros um significante aumento da frequência cardíaca como reação defensiva ao estímulo inesperado 18 .

Apesar de não ter havido oscilação significante durante a observação, as alterações ocorridas podem ser clinicamente importantes para a população estudada diante da imaturidade orgânica vivenciada, dos diversos agentes estressores associados e da maior susceptibilidade aos estímulos ambientais a que estão expostos 2 , 4 , 7 , 14 , 19 .

Assim, é relevante prevenir o ruído como uma estratégia fundamental no cuidado neonatal na busca de minimizar os distúrbios neurodesenvolvimentais nos bebês expostos a níveis inadequados de pressão sonora. É necessária, para isso, a conscientização dos profissionais envolvidos na assistência direta a esses bebês por meio de atividades de educação permanente em serviço, além da adequação do ambiente hospitalar a população assistida.

CONCLUSÃO

Verificou-se presença de ruído elevados acima dos recomendados; não havendo relação entre o nível de pressão sonora com as variações da frequência cardíaca.

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Recebido: 15 de Junho de 2012; Aceito: 20 de Fevereiro de 2013

Endereço para correspondência : Micheline Miranda Sousa. Quadra 73 – Casa 04 – Parque. Teresina – PI. CEP: 64025-160. E-mail: michelimiranda@yahoo.com.br

Conflito de interesses: inexistente


Heart rate variability in high-risk newborns in the presence of noise

Micheline Miranda Sousa 1  

Bruna Lima da Silveira 2  

Lívia Cândida de Sá Machado 3  

Maria da Conceição Carneiro Pessoa de Santana 4  

Nayyara Glícia Calheiros Flores 5  

1 Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas – UNCISAL, Maceió , AL , Brazil .

2 Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas – UNCISAL, Maceió , AL , Brazil .

3 Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas – UNCISAL, Maceió , AL , Brazil .

4 Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas – UNCISAL, Maceió , AL , Brazil .

5 Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas – UNCISAL, Maceió , AL , Brazil .

ABSTRACT

Purpose

: to assess changes in heart rate of babies at risk in an intensive care unit in the presence of noise.

Methods

: the Research quali-quantitative. It examined the variation in heart rate in babies exposed to various sources generating noise. The measurements were separately in three areas known as ‘boxes, observed in three intervals of five minutes each. The heart rates of babies were verified by reading of monitors coupled the apparatus to pulse oximetry. The measurement of noise was made at the back of each box during two periods/days, between eight and nine hours, with a distance of approximately 30 cm from the source boisterous, using decibelimeter digital IP-130, weighting “C”, frequency of 31.5Hz ~ 8Khz. the pits were equipped with oxygen outlet, infusion pump, a vacuum aspirator, compressed air, vacuum cleaners manuals, washbasin, stainless steel and the presence of at least two employees.

Results

: it was recorded, during the research, noise levels above the recommended by the American Academy of Pediatrics, Brazilian Association of Technical Standards and the World Health Organization. There was a significant variation in heart rate during the measurement: The babies in the Box a presented 11 beats per minute, in Box two four beats per minute and in Box three thirteen.

Conclusion

: we observed variations in peak in noise, as well as the heart rates of evaluated babies. Considering the harmful effects that noise can cause in neonates, the results show the importance of an intervention aimed at suggestions for improvement of the environment and awareness of the multidisciplinary team.

Key words: Intensive Care Units; Heart Rate; Noise

INTRODUCTION

Human hearing may be impaired due to prolonged exposure to high intensity noise. The noise does not have a mathematical expression defining the time and cannot be predicted in time, even after detection. The level of influence of a noise can be presented in several ways. One of the most important is the ratio between the of the desired signal power and the noise power, or simply, the signal-to-noise ratio (SNR) 1 .

The intense and continuous noise that hospitalized newborns are exposed to can lead to sensory and motor disorders, as well as physiological and behavioral changes. Besides, the interruption of rest and sleep, there is a concurrent disturbance of the circadian cycle of these infants. As a result, there is an increase in stress, fatigue and irritability. Consequently, these behavioral alterations may lead to an increase of the oxygen consumption and heart rate, thus resulting in increased caloric intake and retarded weight gain of these babies, prolonging the period of stay in Neonatal Intensive Care Unit (NICU).

Other physiological changes that may be present are: hypoxia, increased blood pressure and intracranial pressure. These are factors that predispose preterm newborns to intraventricular cranial hypertension, apnea, bradycardia and disturbances in the social interaction of these babies.

In 1980, the Pan American Health Organization and the World health Organization recognized that noise can disturb rest and sleep, and these factors may also contribute to deficits in human communication, as well as cause psychological, physiological and even pathological reactions. The recommended noise level is 40dBA 1 . The American Academy of Pediatrics suggests the intensity of 50 dBNPS as the limit of noise exposure to the newborns.

The Brazilian Technical Standards Association (Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT) recommends the level of criteria for evaluating noise in environments by means of Brazilian Standard Rules no. 10151/87 – NBR 10151 in hospitals, and hospital (nursery), should be 50dB during the day and 45dBA at night. The Brazilian Standard Rule no. 1052/87 – NBR 10152/87 recommends that the noise level for acoustic comfort in environments such hospitals, should be 35dB during the day and 45dB at night 2 - 4 .

Therefore, the population of premature and low birth weight neonates is more susceptible to environmental stimuli since they are still in process of brain development and maturation. There are no existing inhibitory controls in the processing of sensorial information. The lower the gestational age, the greater the risk of abnormal brain development 2 - 7 .

Thus, the management of the intensive care environment should be the minimization of noise and light, thus preventing an iatrogenic effect in this population. It is essential for the healthy growth of these babies. In order to promote their adequate growth and development, a change of professional attitude is necessary. There is a need to insure there are adjustments made toward less noisy behavior, as well as adequate acoustic baffling in rooms in a hospital environment 3 , 8 .

The purpose of this research was to assess changes in heart rate of high-risk infants admitted in a NICU of a public state maternity in Maceió – AL, Brazil, in the presence of high noise levels.

METHODS

This research was approved by the Ethics Committee in Research of the Universidade Estadual de Ciências da Saúde Alagoas – UNCISAL, protocol no.1735. All individuals responsible for the newborns in the study signed the Informed Consent Form indicating voluntary participation in this study.

This research was a cross-sectional and descriptive study of a qualitative and quantitative nature, performed in an Intensive Care Unit (ICU) of a public maternity hospital in the state of Alagoas, Brazil.

Eligibility criteria for the selection of patients were newborns with a gestational age between 27-30 weeks, with normal appearance and good general state of health referred in daily upgrades. Babies who had neurological disorders and diseases/congenital syndromes were excluded.

Study participants were 10 babies from the NICU. The study was conducted during daytime hours between 8 a.m. and 9 a.m. This time of day was chosen because of the rotation of employees on duty, visits from parents and other professionals, as well as the presence of the cleaning staff. Measurements took place in an area called a Box, a room that measured 3,20 x 4,20 meters, containing a maximum capacity of eight beds. Each of these was equipped with an oxygen outlet, infusion pump, vacuum aspirator, compressed air, manual aspirator, a stainless steel washbasin and the constant presence of at least two employees.

Noise was generated from a number of sources. These included: the handling of the incubator, ventilator, infusion pump, secretion aspirators, oxygen and compressed air outputs, the telephone, the opening and closing noise of the trash bin, running water in the sink, and the conversations of the professional staff members. All of these sources were included in the analysis.

It is noteworthy that during the research there was no interference from hospital officials. The investigation was performed in secret, and all communication was limited to the head nurse.

The times for each measurement ranged from five to ten minutes at an approximate distance of 30 cm from the source of the noise. Measurements were made with an IP-130 digital decibel meter, detachable microphone, condensed ½ inch, operating in the compensation circuit “C” and slow response circuit, with a slow time weighting 15sec, with the measuring level between 60 and 130dB.

Concomitant to environmental noise measurement, the heart rate of the participating newborns was monitored. The babies admitted to the analysis unit are routinely kept under continuous monitoring by pulse oximetry. The analysis was done by reading the monitors connected to the pulse oximetry apparatus without involving any sort of extra handling of the newborns.

After the apparatus was tested and determined to be properly functioning, the measurements recorded on the monitor were observed three times over a five-minute period. The first, third and fifth minute time intervals were used for analysis.

As a result, it was possible to record the fluctuation range of heart rates during the period. After the initial step of collecting the noise levels and heart rate during several observation sessions, the collected data was gathered and analyzed in the aggregate form.

SPSS ® software (version 15.0) was used to calculate the descriptive statistics.

The results obtained from the measurements were compared by means of tables, according to the prevailing norms of the American Academy of Pediatrics ABNT-NBR 10151 and NBR 10152/1987 and World Heath Organization to verify the points with higher noise.

RESULTS

Noise levels above the recommended by agencies/standards (AAP, ANBT– NBR 10151 and NBR 10152/1987 and WHO) were registered during the study, for verification of points of higher noise.

Variations of peak noise, of heart rate of the assessed infants were observed, occurring variations of heart rate in the babies together with the noise level that they were exposed to. Average of noise levels of apparatus/ equipment / people existing in the environment.

Front of the observation of heart rate (HR) during the period proposed, the Box 1 presented a minimum variation during the observation: 11 beats per minute (bpm). The variability of heart rate in the exposure of noise level of 80,1dB, 80,8dB e 73,6dB were respectively ( Table 1 ): 153bpm, 144bpm e 155bpm. During the study, the record of higher HR (3º moment with HR = 155 bpm) was realized in the lowest peak noise (73.6 dB), but still in a high noise level, above to the recommended ( Table 1 ).

Table 1 – Noise Level Average X Heart Rate Average : Box 1 

Risk Box 1
Time HEART RATE NOISE
1º MOMENT 153bpm 80.1dB
2º MOMENT 144bpm 80.8 dB
3º MOMENT 155bpm 73.6 dB

Table 2 - Noise Level Average X Heart Rate Average: Box 2 

Risk Box 2
Time HEART RATE NOISE
1º MOMENT 169bpm 72.4dB
2º MOMENT 173bpm 61.6 dB
3º MOMENT 171bpm 63.6 dB

Table 3 – Noise Level Average X Heart Rate Average: Box 3 

Risk Box 3
Time HEART RATE NOISE
1º MOMENT 173bpm 65.9dB
2º MOMENT 178bpm 73.1 dB
3º MOMENT 186bpm 77.2 dB

In Box 2 , three different moments of analysis were observed: heart rate of 169bpm in the noise level of 72,4dB; 173bpm in 61,6dB and 171bpm in 63,6Db.

In Box 3 , heart rate of 173bpm in the noise level of 65,9dB, 178bpm in 73,1dB and 186bpm in 77,2dB were recorded. There was a greater variation, occurring, a progressive increasing of the heart rate, but not significant: 13 bpm. Heart rates beyond the normal range were recorded. The HR peak occurred in the third moment (HR= 186 bpm) in line with the higher peak noise level (77,2 dB – that is much higher than the recommended).

DISCUSSION

The present study evidenced high noise levels, with high sound pressure, according to current rules (standards). The American Academy of Pediatrics suggests 45dBNPS for the newborn’s exposure. According to 10151 (noise level for acoustic comfort in environments: wards, nurseries, surgical centers), should be of 50dB during the day shift and 45dB during the night shift 6 , 7 .

The Brazilian Technical Standards Association (ABNT 1997/1999), by NBR 10152/1987, agree, and suggests noise levels between 35dB and 45dB. These are acceptable levels for the hospital environment, the first being the desirable level and the second the acceptable limit 6 , 8 .

The observed results show high noise levels with variation and alteration in the heart rate of the assessed babies.

The Heart Rates (HR) of the babies in the Box 1 and Box 2 did not show considerable change, despite the variation in the three moments, but the noise level was found to be the highest 9 .

Research studies indicate that intense index (rates) higher than those stipulated by standards set for the neonatal environment have been found. These occur especially when there are alarms, conversations, during the handling of incubators and noise from nearby equipment. It is emphasized that these infants are exposed to both: the engine noise (continuous noise) and the handling noise(impact noise) 4 , 7 - 14 .

A study conducted by Topf (1996) and cited by Souza (2010), observed that during 24 hours the average noise level exceeds 45 dB, with peaks over 70dB occurring every 9 minutes. This study also reported that the oxygen masks, ventilators and the suction devices produce, each one, between 50dB and 70dB. The alarms and equipment produce noise levels up to 80 dB 10 .

In the same study, noise levels above those recommended by agencies were found. The major noise sources were found to be alarms (71,4dB “M” and 72dB “I”), infusion pumps (74,2dB “M” and 72,1dB “I”), conversations between four professionals ( 73dB “M” and 66dB “I”), opening and closing the trash receptacles (73dB “M” and 72dB “I”), the telephone ( 75,3dB “M” and 74,1dB “I”), and running water in the sink (74,5dB “M” and 72,6dB “I”) 10 .

Aurélio, 2009, found noise ranging from 43,3 to 114,9 dB, with a varying approximately from 60 to 65 dB on average. These are high levels according to Brazilian and international standards 11 - 13 .

In another study, similar noise levels were found from 48,3 to 82,6 dB 14 . Values above those considered acceptable by the agencies were found in all studies researched. Technological resources are needed to improve the growth and development of the newborns – (NB), however, the equipment in the rooms creates a high Sound Pressure Level (SPL), making the environment noisy, contributing to the development of possible physiological and behavioral changes 15 .

The observed results showed high noise levels along with variationsin the heart rates of the assessed babies. The change in the heart rate occurred during all times of measurement, but it was not significant.

During the analyzes of Boxes 2 and 3, heart rates above the normal levels were observed throughout the study period.Overall, there was an increase in the observed average. In Box 1 variations of the cardiac levels occurred, however, they were minimal. Given the average obtained in this box, it was noticed that all measurements of heart rates were within the normal range.

It is worth mentioning that the observed heart rates were recorded during individual moments.However, without knowing the clinical status of the observed infants, it is not possible to know the long term effects of the noise on the heart rate.

In another research study, no significant relation between the exposure to the noise and the variation of heart rate was found. However, behavioral and relevant clinical changes on the everyday noise in the neonatal unit were observed 16 , 17 .

Nevertheless, another similar study demonstrated that the sudden increase of noise of 70 dB at maximum frequency range over a few seconds generates a significant increase of the heart rate in premature infants as a defensive reaction to the unexpected stimulus 18 .

Although there was no significant oscillation during the observation, those changes may be clinically important to the evaluated population because ofthe gestational immaturity of the infants combined with the associated stressing agents and the increased susceptibility to the environmental stimuli which they are exposed to 2 , 4 , 7 , 14 , 18 , 19 .

Thus, it is important to prevent the noise as a fundamental strategy in neonatal care, and seek to minimize neurodevelopmental disorders in infants exposed to inappropriate levels of sound pressure. To this end, it is necessary, to increase the awareness of professionals involved in the direct care of these babies, through continuing in-service education programs, in addition to insuring adequate noise level protection to the assisted population in the hospital environment

CONCLUSION

It was noticed the presence of high noise levels, above those recommended; It was not found relation between the Sound Pressure Level and Heart Rate variations.

Mailing address : Micheline Miranda Sousa. Quadra 73 – Casa 04 – Parque. Teresina – PI. CEP: 64025-160. Email: michelimiranda@yahoo.com.br

Conflict of interest: non-existent

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