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Revista CEFAC

versão impressa ISSN 1516-1846versão On-line ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC vol.16 no.5 São Paulo set./out. 2014

http://dx.doi.org/10.1590/1982-0216201410813 

Artigos Originais

Incidência e prevalência de perda auditiva induzida por ruído em trabalhadores de uma indústria metalúrgica, Manaus - AM, Brasil

Ana Cristina Furtado de Carvalho Régis 1  

Karla Geovanna Moraes Crispim 2  

Aldo Pacheco Ferreira 3  

1Universidade do Estado do Amazonas - UEA, Manaus, AM, Brasil.

2Universidade do Estado do Amazonas - UEA, Manaus, AM, Brasil.

3Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca - Ensp/Fiocruz, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

RESUMO

OBJETIVO:

estimar a incidência e a prevalência de déficit auditivo sugestivo de Perda Auditiva Induzida por Ruído e sua associação com idade e tempo de serviço em trabalhadores de uma indústria metalúrgica do pólo industrial de Manaus.

MÉTODOS:

estudo transversal descritivo em trabalhadores que se submeteram a exame audiométrico periódico no ano de 2012, totalizando 1499 sujeitos. Para estimativa da incidência foram selecionadas audiometrias de 763 trabalhadores com audição dentro da normalidade no exame de referência e comparados com exame atual. Realizou-se análise estatística por meio de medidas de tendência central, dispersão e distribuições de frequência. Para verificação de diferenças estatisticamente significantes utilizou-se o teste qui-quadrado, com nível de significância (p≤0,05).

RESULTADOS:

a prevalência de perda auditiva foi de 44,23% sendo 28,89% sugestivo de PAIR. Houve maior prevalência de perda auditiva nos trabalhadores com faixa etária acima de 45 anos e com tempo de serviço superior a 21 anos. Apenas 11,1% dos trabalhadores acima dos 21 anos de serviço apresentaram audição normal, e 61,9% perda auditiva sugestiva de Perda Auditiva Induzida por Ruído. A classificação de Não Sugestivo de Perda Auditiva Induzida por Ruído permanece estável nos indivíduos abaixo de 20 anos de exposição laboral (14,9%) e nas pessoas expostas com mais de 20 anos aumenta para 27%. A incidência de perda auditiva foi de 28% e desse total 19,7% sugestiva de Perda Auditiva Induzida por Ruído. Houve maior prevalência de perda auditiva grau leve.

Conclusão:

a prevalência e a incidência de perda auditiva aumentaram com a idade e tempo de serviço. As empresas devem se empenhar na implementação do Programa de Conservação Auditiva a fim de minimizar essas perdas.

Palavras-Chave: Audição; Perda Auditiva Provocada por Ruído; Exposição Ocupacional

Introdução

A poluição sonora presente na vida moderna é considerada um dos grandes males deste último século, sendo uma das ameaças ao habitat humano 1. Ao Iongo dos anos, a tecnologia trouxe inúmeras vantagens, permitindo que as atividades se tornassem mais rápidas e práticas. Em contrapartida algumas desvantagens observadas interferem na qualidade de vida do ser humano. O ruído, subproduto desse desenvolvimento, contribuiu muito para aumentar a perda de audição dos indivíduos 2 , 3.

Nos locais de trabalho onde o nível de exposição ao ruído é elevado e não existe proteção adequada, pode-se observar perdas auditivas, muitas vezes graves e irreversíveis 4 , 5. A presença do ruído em um ambiente de trabalho pode lesionar o sistema auditivo dos trabalhadores e causar perda da audição, quando os níveis são excessivos 1 , 3 , 5. O limite de tolerância para o ruído durante uma jornada de trabalho de 8 horas é de 85 dBA 6, porém o risco de perda auditiva varia de pessoa para pessoa e, ações que busquem a prevenção de perda auditiva devem iniciar a partir do momento que o trabalhador é submetido continuamente a um nível de exposição diária ao ruído superior a 80 dBA considerando jornada de 8 horas 7.

A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) é uma doença de alta prevalência nos países industrializados 8, incluindo o Brasil. Caracteriza-se por ser neurossensorial, predominantemente coclear; irreversível; progressiva, desenvolvida num período de 6 a 10 anos; iniciada em altas frequências; frequentemente bilateral; simétrica; estabilizada na ausência da exposição 5 , 8 , 9. E, apesar de ser uma doença que pode afetar varias funções no homem, os estudos sobre ela ainda são relativamente escassos, principalmente no que diz respeito ao Brasil.

Fisicamente, o ruído é um sinal acústico, originado da superposição de vários movimentos de vibração com diferentes frequências, as quais não apresentam relações entre si 3. O ruído expõe diariamente milhares de pessoas, afetando o bem estar físico e mental destas 10. Nas cidades grandes, mesmo durante o sono, milhares de pessoas estão imersas numa atmosfera de ruído, as quais parecem estar habituadas 11. A sociedade moderna incorporou em sem cotidiano diferentes equipamentos, tanto individuais (fones de ouvido, brinquedos sonoros) quanto coletivos, que vem potencializando o poder desse fenômeno 12.

A medição do ruído permite análises mais precisas aos componentes de frequência, amplitude e duração, que são indispensáveis para determinar sua nocividade. Ele é importante para saber a quantidade de energia sonora que um indivíduo acumula durante sua jornada de trabalho em ambientes ruidosos 3. Para determinar a causalidade entre exposição laboral a ruído e perda auditiva, os diagnósticos conclusivo e diferencial ficam a cargo do médico, que estabelecerá o nexo. Considera-se na análise, além do traçado audiométrico ou da evolução sequencial, outros fatores como: história clínica e ocupacional do trabalhador, idade; o tempo de exposição pregressa e atual a níveis de pressão sonora elevados; os níveis de pressão sonora a que o trabalhador está ou esteve exposto no exercício do trabalho; a exposição não ocupacional a níveis de pressão sonora elevados; a exposição ocupacional e não ocupacional a outros agentes de risco ao sistema auditivo 8 , 9 , 12.

Infelizmente, embora a doença atinja proporções endêmicas no meio industrial, os estudos são relativamente escassos e, os avanços legislativos nacionais acompanham inercialmente o desestímulo científico, de conhecimentos e prevenção da lesão nos trabalhadores brasileiros.

Considerando que o pólo industrial de Manaus emprega um grande número de trabalhadores da região norte, esse estudo tem como objetivo estimar a incidência e prevalência de perda auditiva induzida por ruído dos trabalhadores em uma indústria metalúrgica dessa região do país e sua associação com idade e tempo de serviço.

Métodos

Este trabalho teve a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, de acordo com o CAAE: 0170.0.031.000-11, Parecer Nº 156/11.

Trata-se de um estudo transversal descritivo, realizado no período de janeiro a julho de 2012, que estimou a incidência e prevalência de PAIR e sua associação com idade e tempo de serviço de trabalhadores de uma indústria metalúrgica do pólo industrial de Manaus.

A estratificação dos sujeitos por faixa etária correspondeu a 15 a 34, 35 a 45 e 46 anos ou mais. O tempo de serviço foi estratificado de 0 a 10, 11 a 20 e 21 anos ou mais trabalhados dentro da empresa estudada.

A amostra foi constituída por 1499 exames audiométricos de trabalhadores expostos ocupacionalmente a ruído. Essa amostra representa o universo dos operários dessa indústria atendidos no primeiro semestre de 2012. Nesse caso não houve critério de exclusão.

Para estimativa da incidência foram selecionadas audiometrias de 763 trabalhadores com audição dentro da normalidade no exame de referência e comparados com exame atual (2012).

Os exames audiométricos foram realizados em cabina acústica, com o audiômetro de dois canais da marca Interacoustics, modelo AC 33, com fones TDH 39P e audiômetro da marca Kamplex, modelo AD229, devidamente calibrados de acordo com o padrão ISO/DIS.

Os limiares auditivos para análise foram os obtidos por via aérea, testados nas frequências de 0.5, 1, 2, 3, 4, 6, e 8 kHz. Para avaliação dos resultados da audiometria, baseou-se nas médias dos limiares auditivos das frequências de 3KHz, 4KHz, 6KHz, por serem estas as mais afetadas pela PAIR, e usadas também para separar os traçados em sugestivos e não sugestivos de PAIR. Além da história clínica e ocupacional, o critério adotado para a caracterização dos traçados audiométricos em normais ou sugestivos de PAIR foi o seguinte: (a) curva audiométrica compatível com a normalidade: indivíduos que apresentaram todos os limiares auditivos com valores iguais ou inferiores a 25 dB(NA) - NA = nível de audição e (b) curva audiométrica sugestiva de PAIR: indivíduos que apresentaram entalhe com limiares audiométricos superiores a 25 dB(NA) nas frequências de 3Khz, 4Khz e/ou 6Khz, na via aérea e via óssea (perda do tipo sensorioneural). Perfis audiométricos que não se enquadram nesse padrão foram classificados como não sugestivos de PAIR 13.

Para a classificação da perda auditiva de acordo com o grau adotou-se a de Silman & Silverman (1991) 14, e assim, ≤ 25 dBNA audição normal; entre 26 e 40 dBNA perda auditiva grau leve; entre 41 e 55 dBNA perda auditiva grau moderado; entre 56 e 70 dBNA perda auditiva grau moderadamente severo; entre 71 e 90 dBNA perda auditiva grau severo; ≥ 91dBNA perda auditiva grau profundo.

Para estimar a incidência e a prevalência de déficit auditivo sugestivo por PAIR e sua associação com idade e tempo de serviço em trabalhadores foi aplicado medidas de tendência central, dispersão e distribuições de frequência. O nível de significância utilizado foi de p< 0,05 e o valor significante foi assinalado com *. Na análise dos dados utilizou-se o software EPI INFO(r) versão 3.5.3.

Resultados

A população de estudo constituiu-se de 1499 trabalhadores, sendo 52(3,47%) do sexo feminino e 1447 (96,53%) do sexo masculino. Predominou a faixa etária entre 15 e 34 anos. A prevalência de perda auditiva estimada foi de 44,23% sendo 28,89% de PAIR. Se considerarmos o total de alterados, 65,3% desses são sugestivos de PAIR.

Na Tabela 1 encontra-se a distribuição da condição de audição da população de estudo segundo faixa etária e tempo de serviço. Verificou-se que a prevalência de perda auditiva aumentou de acordo com a idade e tempo de serviço. Pode-se observar maior prevalência de perda auditiva nos trabalhadores com faixa etária a partir dos 45 anos e com tempo de serviço superior a 21 anos. Nota-se que, apenas 11,1% dos trabalhadores acima dos 21 anos de serviço têm audição normal e 61,9% apresenta perda sugestiva de PAIR. A classificação de Não Sugestivo de PAIR permanece estável nos indivíduos abaixo de 20 anos de exposição laboral 14,9% e nas pessoas expostas com mais de 20 anos aumenta para 27%.

Tabela 1: Distribuição da população de estudo por condição de audição, segundo faixa etária e tempo de serviço 

*p=0,0000

**p=0,0000

Teste Qui-quadrado

A Tabela 2 demonstra a incidência de PAIR. Do total de 793 trabalhadores com exame de referencia normal, 19,7% evoluíram para perda auditiva sugestiva de PAIR.

Tabela 2: Incidência de perda auditiva induzida por ruído. 

A relação entre incidência de PAIR com faixa etária e tempo de serviço está demonstrada na Tabela 3. Na faixa etária acima de 45 anos houve maior incidência (54,4%). Nos trabalhadores com tempo de serviço superior a 20 anos observou-se incidência de 51,9%.

Tabela 3: Incidência de Perda auditiva na população de estudo por faixa etária e tempo de serviço 

* p=0,0000

Teste Qui-quadrado

Quanto a avaliação da orelha afetada, vimos que prevalece a perda auditiva bilateral, seguida pela perda auditiva em orelha esquerda, conforme apresenta a Tabela 4.

Tabela 4: Prevalência de perda auditiva por orelha 

Na Tabela 5 observa-se que quanto ao grau, a maior prevalência de perdas auditivas foi leve: Não PAIR (59,6%) e PAIR (88,5%)

Tabela 5: Distribuição quanto ao grau de perda auditiva 

Legenda: mod = moderada, mod-sev = moderada-severa

Discussão

Nesse estudo, a prevalência de perda auditiva estimada foi de 44,23% sendo 28,89% de PAIR. Em estudo de efeitos do ruído em trabalhadores de marmorarias do Distrito Federal a prevalência de dano auditivo encontrada foi de 48% da amostra avaliada, sendo a frequência de 6000 Hz mais afetada, particularmente em orelha esquerda 15. No que se refere a essa assimetria, a orelha esquerda é mais suscetível à lesão por ruído, contudo, não se apresentam, na pesquisa em questão, evidências para esta afirmação.

Em estudo comparativo da prevalência de PAIR em profissionais do som (técnicos de som, sonoplastas, operadores de áudio, operadores e editores de VT e operadores de microfone) e não-profissionais do som encontrou-se nos primeiros uma prevalência de perda auditiva de 57,3% e nos demais 15,8% 16.

Em uma pesquisa sobre condições da saúde auditiva de trabalhadores expostos ao ruído ocupacional 17, os resultados evidenciaram 50% com audição 'normal', 31,25% classificadas em ´normal com entalhe', o que sugere desencadeamento de PAIR, 13,5% de prevalência de perdas auditivas sugestivas de PAIR' e 6,25% classificadas como 'outras alterações audiométricas'.

A história natural da perda auditiva ocupacional provocada por ruído revelou que os trabalhadores que têm até 10 anos de exposição ao ruído poderão apresentar perda auditiva instalada. Apesar de nesse grupo a lesão se encontrar em estágio inicial, os danos já são irreversíveis e facilmente detectados por meio do exame audiométrico 18. No presente estudo, os trabalhadores na faixa etária acima de 45 anos e com tempo de serviço superior a 21 anos foram os mais suscetíveis ao dano auditivo decorrente da exposição contínua a ruído ocupacional.

Outro estudo encontrou evidencias de que a audição de adultos do sexo masculino é cerca de 4 dB(NA) mais baixa à esquerda em relação à orelha direita19. Segundo Leme isso também tem sido observado na prática clínica, sendo possível perceber, durante a realização da audiometria, uma melhor resposta da orelha direita em relação à esquerda, porém os possíveis mecanismos fisiológicos para essa diferença parecem ser desconhecidos20.

Em pesquisa realizada em uma indústria têxtil a prevalência de PAIR foi 28,3% PAIR. A faixa etária mais acometida foi de 50 a 64 anos. Os trabalhadores com mais de 20 anos de empresa foram os mais afetados (42,9%)21. Outra pesquisa com uma população de trabalhadores industriais da região metropolitana de Salvador, a prevalência de perda auditiva foi 45,9% e de PAIR de 35,7% 22.

Quanto ao grau, a presente pesquisa encontrou um percentual maior de perdas leves (88,5%), achado semelhante a outros estudos epidemiológicos, comparáveis, segundo os critérios estabelecidos para definição de perda auditiva induzida por ruído e em relação à prevalência destas em trabalhadores da indústria. Fundamenta-se assim, com alguns dados que corroboram os achados na evolução do conhecimento científico sobre o tema.

Estudos sobre incidência de PAIR são escassos na literatura brasileira, pois implica num acompanhamento longitudinal de anos de registro dos exames audiométricos dos trabalhadores. Num estudo que acompanhou 80 trabalhadores metalúrgicos durante três anos, verificou-se prevalência final de 63,75% de Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE), e incidência de 23,75% 23.

Conclusão

Esse estudo revelou o perfil audiológico dessa população com maior prevalência de perdas auditivas do tipo sensorioneural, bilateral e grau leve. A incidência de perda auditiva do tipo sugestiva de PAIR foi 19,70% e a prevalência de 48,89%. Verificou-se ainda que a perda auditiva apresentou associação com a idade e tempo de serviço.

O termo PAIR sugere que somente o ruído seja responsável pela perda auditiva de origem ocupacional, desconsiderando a nocividade de outros agentes presentes no ambiente de trabalho, como vibração, radiação e produtos químicos, que podem mostrar-se tão ou mais agressivos a saúde auditiva do trabalhador. Além disso, fatores individuais, por vezes negligenciados, como doenças metabólicas e uso de medicações ototóxicas, também podem potencializar os danos auditivos.

Há necessidade de ampliar os estudos na área da Saúde do Trabalhador considerando a influência desses outros agentes agressores à saúde auditiva, de forma a minimizar ou eliminar esses riscos do ambiente de trabalho.

Agradecimentos

Agradecemos à direção da indústria pesquisada pelo consentirem o estudo e pela disponibilização dos dados.

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Recebido: 24 de Junho de 2013; Aceito: 25 de Novembro de 2013

Endereço para correspondência: Ana Cristina Furtado de Carvalho Régis, Av. Torquato Tapajós, 6437 casa 236 - Cond. Resid. Tarumã - Tarumã, Manaus - Amazonas - Brasil, CEP: 69041-025, E-mail: fonofurtado@yahoo.com.br

Conflito de interesses: inexistente

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