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Revista CEFAC

Print version ISSN 1516-1846On-line version ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC vol.17 no.4 São Paulo July/Aug. 2015

https://doi.org/10.1590/1982-0216201517419314 

ARTIGOS ORIGINAIS

O copinho oferecido pelos cuidadores aos recém-nascidos prematuros hospitalizados

Alana Débora de Castro Pereira1 

Daniele de Oliveira Brito1 

Lidiane Cristina Barraviera Rodrigues1 

Viviane Castro de Araújo1 

1Faculdade São Lucas, FSL, Porto Velho, Rondônia, Brasil.


Resumo:

OBJETIVO:

verificar se o conhecimento da técnica de oferta da dieta pelo copo, o recebimento de treinamento e o tempo de trabalho influenciam a postura do técnico de enfermagem, a postura do recém-nascido e o posicionamento do copo.

MÉTODOS:

trata-se de um estudo observacional, descritivo, transversal, do qual participaram 15 profissionais, técnicos de enfermagem responsáveis pela administração da dieta às crianças, no momento do oferecimento do leite pelo copo, na ausência da genitora. Foi definido nível de significância estatística de 0,05.

RESULTADOS:

apenas nove indivíduos foram treinados (p=0,273) e 11 referiram não ter conhecimento da técnica (p=0,011). O oferecimento da dieta ocorreu em pé (p=0,001), com o derramamento do leite na boca da criança (p=0,010), sendo posicionada com as regiões occipital e cervical apoiadas (p-valor = 0,001). Não houve associação entre o conhecimento da técnica, recebimento de treinamento, tempo de trabalho às variáveis postura do técnico de enfermagem, postura do recém-nascido e posicionamento do copo.

CONCLUSÃO:

a postura de oferta da alimentação é realizada em pé, há derramamento da dieta na cavidade oral do bebê e não há influência das posturas do neonato, do técnico ou do copo por conta do conhecimento da técnica, realização de treinamento e tempo de trabalho.

Descritores: Recém-Nascido; Aleitamento Materno; Prematuro; Leite Humano; Métodos de Alimentação

Abstract:

PURPOSE:

to verify if knowing the technique of offering the diet in a cup, the training and the working time have influence on the nursing technician posture, the newborn posture and the cup position.

METHODS:

it was an observational, descriptive, transversal study, in which participated 15 professionals - nursing technicians responsible for diet administration in children, offering milk in a cup, during mother's absence. The statistical significance level was 0.05.

RESULTS:

only nine individuals were trained (p = 0.273) and 11 technicians declared had no knowledge about the technique (p = 0.011). The diet was offered with technicians standing (p = 0.001), pouring milk into child's mouth (p = 0.010) positioned with the occipital and cervical regions supported (p = 0.001). There was no association between technique knowledge, receiving training and working time to the different nursing technician's posture, newborn's posture and cup position.

CONCLUSION:

the posture of offering the diet is standing, milk is poured into babies' oral cavity and there is no influence in newborn, technician or cup position, caused by technical knowledge, training and working time.

Keywords: Infant, Newborn; Breast Feeding; Infant, Premature; Milk, Human; Feeding Methods

Introdução

O aleitamento materno devido as suas vantagens nutricionais, imunológicas e psicológicas é a melhor maneira de alimentar o neonato, contribuindo de uma forma global para a saúde da criança1 2. Sua importância torna-se ainda maior para o bebê pré-termo1 3, sendo fundamental para um desenvolvimento motor-oral adequado e o correto estabelecimento das funções estomatognáticas4 5.

Sabe-se que a sucção é um comportamento reflexo, podendo ser intensificada ou modificada com as experiências pelas quais o neonato é exposto6. Os recém-nascidos pré-termo podem permanecer muitos dias internados em unidade intensiva, sendo, na maioria das vezes, privados tanto do aleitamento quanto do contato íntimo com a mãe. Estes bebês, frequentemente não estão aptos a sugar o leite diretamente do peito da mãe devido à imaturidade dos reflexos ou por causa de sua enfermidade que tornam seus reflexos mais fracos1.

Para que a alimentação do prematuro seja eficiente e segura é necessário que, não somente a habilidade de sucção esteja eficiente, mas que apresente coordenação entre a respiração e a deglutição, além de envolver a interação funcional entre lábios, mandíbula, língua, palato e faringe. Porém, essa coordenação pode não estar totalmente desenvolvida para essas crianças o que repercute no uso de sonda gástrica4 7 8.

Há tempos mães e profissionais de saúde fazem uso de vários instrumentos para alimentar bebês pré-termos ou doentes, tais quais conta-gotas, colheres, xícaras, copos, seringas e mamadeiras9. Contudo, as mamadeiras sempre predominaram9. Atualmente, em virtude do formato dos bicos das mamadeiras e seu material plástico rugoso serem de difícil higiene10 12, o uso do copinho ou xícara é o mais utilizado para a transição da dieta por sonda gástrica para via oral13 14.

Acredita-se que o uso do copo previne o contato precoce do bebê com outros bicos que não o do peito da mãe15, evitando a confusão dos bicos e facilitando o estabelecimento do aleitamento materno, podendo o bebê ser alimentado na ausência da mãe ou, se for necessário, fazer complemento após a mamada1 2 8 10 11 16. Promove ao recém-nascido pré-termo um método seguro de alimentação artificial17 18até que eles estejam prontos para realizarem a alimentação exclusiva no peito.

Os cuidadores, sejam eles profissionais de saúde ou mães, precisam ser orientados em relação ao uso correto da alimentação por meio da técnica do copo. São importantes orientações sobre o manejo do copo, volume de leite administrado e a posição correta em que o bebê deverá estar para receber a dieta. O sucesso da técnica vai depender das informações dadas a eles19.

Um estudo avaliou o manejo da mãe no uso do copinho e analisou os aspectos que interferem a administração da técnica. Por meio de uma amostra com 30 binômios mãe/bebê, análise de prontuários, observação das mães ofertando a dieta no copinho e aplicação de um questionário com perguntas sobre o uso do copo, os resultados mostraram que há relação significante da postura do bebê, posição do copo, volume administrado e orientação dos profissionais de saúde às mães sobre o uso do copinho. Os autores concluíram que o copinho pode ser manejado pelas mães, mas estas necessitam de orientações sobre o uso da técnica pelos profissionais de saúde, principalmente em relação ao cuidado com a posição do copo e volume de leite19.

Assim, os objetivos deste estudo foram verificar se o conhecimento da técnica de oferta da dieta pelo copo, o recebimento de treinamento e o tempo de trabalho influenciam a postura do técnico de enfermagem, a postura do recém-nascido e o posicionamento do copo.

Métodos

Este trabalho foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Faculdade São Lucas, sob o número 262.865/2013.

Tratou-se de um estudo observacional, descritivo, transversal, realizado em uma unidade neonatal pública, que oferece intervenção para gestantes de alto risco, assim como para neonatos de baixo peso e prematuros, sendo considerado como referência.

As genitoras e os técnicos de enfermagem foram orientados sobre os procedimentos da pesquisa. As genitoras concordaram com a participação de seus filhos e os técnicos de enfermagem concordaram com sua própria participação por escrito por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Foram incluídos os técnicos de enfermagem que atuassem junto aos recém-nascidos prematuros, especificamente na oferta da dieta da unidade citada. Os recém-nascidos deveriam necessariamente estar recebendo dieta por via oral.

A unidade neonatal, onde foi realizado o estudo, compreende quatro enfermarias, com o total de 40 leitos, classificadas pela gravidade do estado geral do neonato e assistência necessária. As observações foram realizadas na enfermaria que assiste os recém-nascidos e lactentes de baixo risco, ou seja, estáveis clinicamente, composta por 14 leitos.

Nesta unidade os profissionais que mantem maior contato com os recém-nascidos hospitalizados são os técnicos de enfermagem que, por conseguinte, são os responsáveis pela oferta da dieta às crianças na ausência da genitora. Neste serviço, há um total de 34 técnicos, que são definidos por escala. Na enfermaria onde foi realizada a coleta são destinados dois profissionais para os 14 leitos para um plantão de 12 horas. Contudo, não são todos os técnicos que atendem a todas as enfermarias da unidade.

A amostra foi inicialmente definida para a observação de 32 indivíduos que atuassem na referida unidade, considerando erro amostral de 5% e nível de confiança de 95%. No entanto, no período compreendido para a coleta dos dados apenas 18 profissionais foram escalados para trabalhar nessa enfermaria e apenas 15 aceitaram participar e expressaram por escrito a autorização de sua participação.

Na Tabela 1 consta a caracterização dos enfermeiros observados. Pode-se verificar que a média de idade foi de 40,3 anos, compreendidos entre 29 e 56 anos, demonstrando pouca variabilidade da amostra. Observou-se também que o tempo médio de trabalho naquele hospital foi de 10,7 anos, variando entre 0,25 e 30 anos, contudo as análises realizadas indicam uma amostra heterogênea em relação a este aspecto.

Tabela 1: Dados descritivos dos técnicos de enfermagem que ofereceram a dieta 

Legenda: CV = coeficiente de variação; Q1 = primeiro quartil; Q3 = terceiro quartil; Min = valor mínimo; Max = valor máximo; N = quantidade de indivíduos; IC = intervalo de confiança

Os nove recém-nascidos para os quais foi oferecida a dieta encontravam-se com idade gestacional corrigida média de 34 semanas e peso médio de 1.914 gramas. Observou-se homogeneidade no que se refere à idade gestacional corrigida peso ao nascimento e peso na ocasião da observação. Contudo, os neonatos apresentaram variabilidade em relação aos dias de vida, tempo do uso de sonda gástrica e tempo de via oral (Tabela 2).

Tabela 2: Dados descritivos dos recém-nascidos que receberam a dieta oferecida pelos técnicos de enfermagem 

Legenda: CV = coeficiente de variação; Q1 = primeiro quartil; Q3 = terceiro quartil; Min = valor mínimo; Max = valor máximo; N = quantidade de indivíduos; IC = intervalo de confiança

Inicialmente, foi realizado o levantamento dos dados nos prontuários dos recém-nascidos, os quais: idade gestacional, peso ao nascimento e na data da coleta desses dados e o tempo de alimentação por via oral. Em seguida, os técnicos de enfermagem foram questionados a respeito do tempo que trabalham na instituição, conhecimento prévio da técnica e do recebimento de treinamento.

O material utilizado foi adaptado do protocolo de observação da dieta19, composto por três partes: (1) características do recém-nascido (data de nascimento, idade gestacional corrigida, peso ao nascimento, peso atual, tempo de uso de sonda gástrica e tempo de recebimento da dieta por via oral); (2) questionamentos ao técnico de enfermagem responsável pela oferta do leite (idade, tempo de trabalho, conhecimento prévio da técnica e realização de treinamento para a execução da técnica); e, (3) observação do momento da oferta da dieta (local da alimentação, postura do recém-nascido, postura do técnico de enfermagem, posicionamento do copo).

A observação do técnico de enfermagem ocorreu apenas na ausência da genitora para que não fosse desestimulada a amamentação.

Após coletados os dados, foram realizadas as seguintes análises: relação entre o conhecimento da técnica, realização de treinamento e o tempo de trabalho à postura do técnico de enfermagem, à postura do recém-nascido e ao posicionamento do copo.

Foi definido para este estudo o nível de significância estatística de 0,05 e aplicados os testes estatísticos de Igualdade de Duas Proporções, Qui-Quadrado e Kruskal-Wallis.

Resultados

Depois de realizada a observação dos 15 técnicos de enfermagem, verificou-se que a maioria, 11 indivíduos, referiu não ter conhecimento da técnica, sendo esta diferença significante (p=0,011). Em relação ao recebimento da capacitação ou treinamento para aplicação adequada dessa técnica nove deles receberam e seis não foram treinados (p=0,273).

Foram observados três aspectos: (1) postura do técnico (se oferecia a dieta sentado e alinhado ou em pé); (2) o posicionamento do copo (copo posicionado no lábio inferior, leite tocando o lábio inferior, leite derramado na cavidade oral e escape de leite durante a oferta); e, (3) postura do recém-nascido (inclinado a 40º no colo do técnico, inclinado a 40º no berço e regiões occipital e cervical do recém-nascido apoiadas).

Aplicou-se o teste de Igualdade de Duas Proporções para analisar a distribuição da frequência relativa das ações realizadas pelos sujeitos para cada um dos três aspectos citados acima.

Em relação ao primeiro aspecto, verificou-se que o profissional ofereceu a dieta em pé (p=0,001). No posicionamento do copo houve diferença entre o derramamento do leite na cavidade oral da criança (n=10/66,7%) e o copo devidamente posicionado no lábio inferior (n=03/20%) (p=0,010); assim como, entre o derramamento do leite na cavidade oral da criança (n=10/66,7%) e o leite tocando o lábio inferior (n=02/13,3%) (p=0,003). E, por fim, a postura do recém-nascido indicou que ele é posicionado com as regiões occipital e cervical apoiadas (n=15/100%), havendo diferença para a não ocorrência da inclinação a 40 graus no colo do técnico (n=03/20%) (p-valor = 0,001).

A Tabela 3 apresenta a relação entre o conhecimento da técnica, recebimento de treinamento e a postura do técnico de enfermagem, a postura do recém-nascido e o posicionamento do copo. Pode-se observar a inexistência de relação entre as variáveis estudadas.

Tabela 3: Relação entre o conhecimento da técnica, realização de treinamento e a postura do técnico de enfermagem, postura do recém-nascido e posicionamento do copo 

Teste Estatístico: Teste Qui-Quadrado

Legenda: % = valor relativo

Valor de p = 0,05

A Tabela 4 demonstrou não haver associação para o tempo de trabalho e as posturas do técnico, da criança e a posição do copo.

Tabela 4: Relação entre o tempo de trabalho e a postura do recém-nascido e o posicionamento do copo 

Teste estatístico: Teste de Kruskal-Wallis

Legenda: IC = intervalo de confiança

Valor de p = 0,05

Discussão

As propostas do presente estudo foram verificar se o conhecimento da técnica de oferta da dieta pelo copo, o recebimento de treinamento e o tempo de trabalho influenciam a postura do técnico de enfermagem, a postura do recém-nascido e o posicionamento do copo.

Observou-se que a maioria dos técnicos de enfermagem referiu não ter conhecimento sobre a técnica, porém mais da metade havia recebido treinamento. Um estudo anteriormente realizado analisou a orientação fornecida pelos profissionais da saúde às mães acerca de como usar o copinho em seus bebês e os resultados demonstraram que a postura da mãe, da criança e o posicionamento do copo foram influenciadas positivamente por essas orientações19.

É uma técnica simples, de fácil execução, mas que necessita de capacitação, pois se considera a criança como um todo e não só a cavidade oral. A criança precisa estar organizada, posturada, calma, ou seja, há uma forma específica de oferecer o copo9 19 22.

A literatura diz que amamentar prematuros ainda é um desafio, portanto deve haver apoio e suporte apropriados, principalmente dos profissionais da saúde19. A referida unidade demonstra estar preocupada com a capacitação dos seus colaboradores, pois mais da metade foi capacitada.

Em relação à postura do técnico, verificou-se que o profissional ofereceu a dieta em pé. Sabe-se que a administração do leite com o copinho deve ser realizada da seguinte maneira: o cuidador deve segurar o bebê em estado de alerta, envolvendo-o em um lençol para que o leite não seja derramado pela movimentação de seus membros superiores. O recém-nascido deve estar sentado ou semi-sentado no colo do cuidador19 20 23 24.

O posicionamento em pé dos técnicos de enfermagem, na ocasião das observações se justifica pela ocorrência de um surto de infecção nesta unidade. Para o controle da infecção e contaminação foram sugeridos alguns procedimentos padronizados, os quais o oferecimento do leite com os neonatos em seus respectivos berços. Assim, houve a diminuição do contato físico. Contudo, questiona-se se este procedimento deve ser considerado como rotina no serviço.

Não se pode, entretanto, ignorar o fato de que grande parte das instituições de saúde não privilegia a ergonomia das instalações e equipamentos, fazendo com que o trabalho da enfermagem seja mais cansativo. Existem algumas dificuldades enfrentadas tais quais a inadequação da estrutura física e materiais ao tipo de serviço e sobrecarga de trabalho dos profissionais25

No posicionamento do copo, a observação mais frequente foi o derramamento do leite na cavidade oral da criança. Para o oferecimento deste utensílio deve-se encostá-lo no lábio inferior do bebê, inclinando-o até que o leite toque o seu lábio inferior. Aguardar que o bebê retire o leite, sorvendo-o e, em seguida, o degluta. Não é necessário derramar o leite na boca do neonato20 23. A literatura refere que, para o sucesso da administração da dieta no copinho é importante que sua posição esteja correta, visto que a posição inadequada deste pode promover alteração no ritmo de sorver o leite, pausas longas e escape prematuro de leite19 26 27.

Ainda não se deve esquecer também do risco de que a ingestão real de leite possa ser menor que a desejada, em função das perdas por derramamento21 28 29Isso, provavelmente, irá gerar uma perda de nutrientes e, por consequência, uma perda de peso do bebê.

O posicionamento da criança esteve adequado, ou seja, os profissionais conseguem perceber como a criança permanece melhor organizada e tem o cuidado de deixá-la alinhada. Um alinhamento corporal adequado fará com que a criança tenha um ritmo respiratório melhor, levando a uma coordenação de funções como sucção, respiração e deglutição. Assim, o alinhamento corporal pode ser a chave para se obter a posição ideal para a alimentação30.

Portanto, o manuseio do copo e o volume administrado são fundamentais para o sucesso da oferta adequada da dieta, principalmente no que se refere à postura do bebê19.

Não são agentes influenciadores o conhecimento da técnica, o recebimento de treinamento ou o tempo de trabalho. Assim, as posturas e o posicionamento do copo não recebem influências do profissional, como pode ser observado nas Tabelas 3 e 4 .

Em muitas ocasiões, devido a sobrecarga imposta pelo cotidiano do trabalho, a equipe de enfermagem presta uma assistência mecanizada e tecnicista, não reflexiva, esquecendo-se de humanizar o cuidado31. Segundo o Ministério da Saúde, a humanização funciona como um dos princípios a serem seguidos em prol da qualidade da assistência32, pois a técnica por si só não garante que os cuidados sejam bem aplicados.

Considera-se como limitação deste estudo o número de profissionais observado, assim como os horários de observação. Considera-se que pode haver uma variação dos resultados de acordo com o horário de trabalho, como por exemplo finais de semana, turno noturno ou finais de plantão.

Conclusão

A partir dos resultados obtidos, pode-se concluir para os técnicos observados, que a postura de oferta da alimentação é realizada em pé, há derramamento da dieta na cavidade oral do bebê e não há influência das posturas do neonato, do técnico ou do copo por conta do conhecimento da técnica, realização de treinamento e tempo de trabalho.

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Recebido: 11 de Novembro de 2014; Aceito: 09 de Janeiro de 2015

Endereço para correspondência/Mailing address: Viviane Castro de Araújo, Rua Guiana, 3021, apto 303, bairro Embratel, Porto Velho - RO - Brasil, CEP 76820-749, E-mail: araujocviviane@gmail.com

Conflito de interesses: inexistente

Conflict of interest: non-existent

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