SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.17 número6Telessaúde em fonoaudiologia no Brasil: revisão sistemáticaPrevalência de perda auditiva em adolescentes e adultos jovens decorrentes de exposição a ruído social: meta-análise índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

Compartilhar


Revista CEFAC

versão impressa ISSN 1516-1846versão On-line ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC vol.17 no.6 São Paulo nov./dez. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/1982-0216201517611214 

Artigos de Revisão

Desenvolvimento da linguagem e deficiência auditiva: revisão de literatura

Patrícia Santos Oliveira1 

Letícia Macedo Penna1 

Stela Maris Aguiar Lemos2 

1Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG; Belo Horizonte, MG, Brasil.

2Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG - Belo Horizonte, MG, Brasil.

RESUMO:

Este estudo tem como objetivo revisar as produções científicas acerca das relações entre desempenho da linguagem e deficiência auditiva, assim como analisar os estudos observacionais sobre a temática. Trata-se de revisão de literatura, no qual foram utilizados os descritores "Hearing Loss", "Child Language", "Perda Auditiva", "Linguagem", "Fonologia" e "Vocabulário" nas bases de dados do Portal Capes, Bireme, Scielo e Pubmed no período de julho a dezembro de 2012. Os critérios de inclusão foram artigos disponíveis em periódicos publicados no período de 2007 a 2012. Foi critério de exclusão não ter como foco principal a aquisição/desenvolvimento da linguagem de crianças e/ou adolescentes portadores de deficiência auditiva. Os estudos analíticos observacionais foram verificados por meio de 22 itens relacionados a informações que deveriam estar presentes no título, resumo, introdução, metodologia, resultados e discussão, recomendados pela iniciativa STROBE (Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology). Foram encontrados 26 artigos, que foram separados em eixos temáticos, sendo linguagem oral, linguagem escrita e leitura e revisão de literatura. Verificou-se que muitos artigos mencionam os benefícios do menor tempo de privação sensorial, bem como do maior tempo de terapia fonoaudiológica e maior uso do Aparelho de Amplificação Sonora Individual ou Implante Coclear). A análise dos dados por meio da iniciativa STROBE aponta que a maioria dos artigos analisados apresentou informações necessárias, principalmente nos itens título e resumo e introdução. As produções científicas estudadas revelam que ainda não há protocolos com padrões de normalidade específicos para indivíduos com deficiência auditiva.

DESCRITORES: Fonoaudiologia; Perda Auditiva; Linguagem Infantil; Criança

Introdução

A audição desempenha papel fundamental na aquisição e no desenvolvimento da linguagem. Dessa forma a perda auditiva pode ser considerada um fator biológico importante como causador de atrasos significativos no desenvolvimento infantil, na área da comunicação1.

Desse modo, é importante que haja o diagnóstico e a intervenção fonoaudiológica precoces objetivando aproximar o desenvolvimento auditivo desses indivíduos com a normalidade. O desenvolvimento da linguagem em crianças com deficiência auditiva ocorre de forma heterogênea. Todavia é necessário aprimorar os conhecimentos sobre esse processo de desenvolvimento. No Brasil existem poucos protocolos padronizados para avaliação da linguagem em crianças com perda auditiva, sendo utilizado muitas vezes protocolos com padronização realizada com crianças ouvintes.

O uso de Aparelhos de Amplificação Sonora Individual (AASI) tem favorecido um maior aproveitamento da audição, minimizando o impacto da alteração auditiva no processo de aquisição e desenvolvimento de linguagem, e consequentemente da oralidade das crianças com deficiência auditiva2.

Sabe-se que a linguagem é um instrumento social usado em interações visando a comunicação3. As dificuldades de linguagem referem-se a alterações no processo do desenvolvimento da expressão e recepção verbal e escrita. Por isso a necessidade de identificação precoce dessas alterações no curso normal do desenvolvimento evita posteriores consequências educacionais e sociais desfavoráveis3.

O estudo do desenvolvimento da linguagem em crianças com perda auditiva que utilizam AASI avalia as habilidades orais e escritas, bem como suas alterações. Têm sido utilizados diversos protocolos para avaliação desse desenvolvimento, no que diz respeito ao vocabulário, fonologia, pragmática, reconhecimento de fala, discriminação auditiva, entre outros. Essas avaliações permitem averiguar o desempenho de indivíduos com deficiência auditiva e compará-lo com os padrões de normalidade, proporcionando uma análise da eficácia da intervenção fonoaudiológica.

Dessa forma, os objetivos do presente estudo foram revisar sistematicamente literatura acerca das relações entre desenvolvimento da linguagem e deficiência auditiva e analisar os estudos observacionais publicados sobre a temática tendo como referência a iniciativa STROBE .

Métodos

Trata-se de revisão sistemática de literatura que teve a seguinte pergunta norteadora: Como é a aquisição e o desenvolvimento de linguagem do indivíduo com deficiência auditiva?

Após a definição da pergunta norteadora foram realizadas duas etapas para construção da presente revisão. Na primeira etapa foram realizados os seguintes passos: identificação do tema, definição dos descritores, busca na literatura, categorização dos estudos, avaliação dos estudos incluídos na revisão, interpretação dos resultados e síntese do conhecimento evidenciado nos artigos analisados, conforme proposto na literatura4),(5.

Realizaram- se buscas na base LILACS e no PubMed para acesso aos periódicos indexados no MEDLINE, e busca pesquisa na base SciELO sobre o assunto de interesse publicado no período de 2007 a 2012, sendo a busca realizada no período de julho a dezembro de 2012. Foram utilizados os descritores em ciência da saúde criados pela bireme: "audição", "linguagem infantil", perda auditiva", "linguagem", "fonologia" e "vocabulário" nos idiomas português, inglês e espanhol.

Foram estabelecidos os seguintes critérios de inclusão: estudos realizados com crianças e adolescentes com deficiência auditiva ou com foco no desenvolvimento da linguagem dessa população; artigos publicados em inglês, espanhol ou português; e artigos originais completos.

Foram critérios de exclusão: não ter como foco principal o desenvolvimento da linguagem de crianças e/ou adolescentes com deficiência auditiva; artigos de opinião, cartas ao editor e dissertações e teses.

A busca inicial indicou 4.069 artigos dos quais foram selecionados 355 artigos para análise a partir da aplicação dos critérios de inclusão e, após a leitura do título e resumo, restaram 33 artigos. Estes foram lidos na íntegra e na primeira etapa (aplicação da primeira matriz de evidência) foram selecionados 26 artigos.

Na segunda etapa, aplicou-se a segunda matriz de evidência (inclusão de artigos observacionais para análise metodológica, foram incluídos 22 estudos analíticos observacionais, sendo excluídos, dois relatos de caso, um estudo analítico experimental e uma revisão de literatura.

A análise de dados constou de duas etapas. Os artigos selecionados na primeira matriz de evidência foram analisados criticamente e nos eixos temáticos linguagem oral, linguagem escrita e leitura e revisão de literatura.

Para otimizar o estudo dos artigos selecionados após as etapas descritas, optou-se por analisar os artigos observacionais de acordo com a Iniciativa STROBE (Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology)5 . Esta metodologia é constituída por 22 itens relacionados a informações que deveriam estar presentes no título, resumo, introdução, metodologia, resultados e discussão dos artigos. A Iniciativa STROBE foi elaborada por pesquisadores da área de epidemiologia, estatística, metodologia científica e editores de revistas científicas e tem como objetivo disseminar os princípios que devem nortear a descrição de estudos observacionais.

Os dados obtidos na análise dos artigos por meio da iniciativa STROBE foram armazenados em formato eletrônico e para processamento e análise dos dados foi utilizado o pacote estatístico Epi Info 7.1.0.6. Foi realizada análise descritiva da distribuição de frequência das variáveis e para investigar as associações foi utilizado o teste de Exato de Fisher. O nível de significância adotado foi de 5%.

Revisão de literatura

Na presente revisão foram encontrados 26 artigos2),(6)-(30 sendo dezoito estudos analíticos observacionais transversais2),(6)-(9),(12)-(14),(17)-(21),(23),(24),(27)-(29 quatro analíticos observacionais longitudinais10),(11),(16),(22, dois relatos de caso15),(25, um estudo experimental26 e uma revisão de literatura30, consistindo em dezenove nacionais e sete internacionais. Os artigos foram separados em eixos temáticos e distribuídos em quadros para apresentação dos resultados.

Na Figura 1 estão apresentadas a metodologia e as principais conclusões dos artigos que tiveram como foco de estudo a linguagem oral. Na Figura 2 foram abordados a metodologia e as principais conclusões dos artigos que objetivaram estudar elementos da linguagem escrita e leitura.

Figura 1: síntese dos estudos referentes a pesquisas na área de linguagem oral do indivíduo com deficiência auditiva 

Figura 2: síntese dos estudos referentes a pesquisas na área de linguagem escrita e leitura do indivíduo com deficiência auditiva 

Os 20 artigos que abordaram a linguagem oral2),(6)-(24 referiam a crianças com diagnóstico de perda auditiva, mas divergiam quanto aos protocolos utilizados para avaliação. Destes, vale ressaltar que quatro estudos avaliaram as habilidades comunicativas12),(14),(16),(21, por meio de protocolos de pragmática (Teste de Linguagem Infantil ABFW - Pragmática, Protocolo do Perfil Pragmático das Habilidades Iniciais da Comunicação e MAASE linguistic test) ou interações verbais; outros quatro descreveram a expressão e compreensão da linguagem9),(11),(13),(22 utilizando a escala Reynell Development Language Scales (RDLS) e ainda quatro dos artigos estudados analisaram o vocabulário7),(18),(20),(24 por meio de diferentes protocolos (Teste de Linguagem Infantil ABFW - Vocabulário, Peabody Picture Vocabulary Test - PPVT e British Picture Vocabulary Scale -BPVS).

Deste modo, concluímos que na literatura não há descrição de uma avaliação específica e protocolada para os indivíduos com deficiência auditiva. Um dos fatores que podem colaborar para a diversidade de protocolos utilizados na avaliação da linguagem é a idade das crianças, já que muitos instrumentos de avaliação restringem suas aplicações a uma determinada faixa etária. Por sua vez, a grande variabilidade do desenvolvimento de linguagem das crianças com deficiência auditiva pode ser influenciada por uma série de fatores, tais como grau de perda, intervenção fonoaudiológica e uso do dispositivo eletrônico.

Ao considerar os 26 artigos, apenas cinco relataram estudos específicos na área de linguagem com ênfase em leitura e escrita25)-(29 sendo os protocolos de avaliação e análise das produções escritas diversificadas. Dois artigos25),(28 trataram de análise das produções escritas de indivíduos surdos e usuários da LIBRAS. Outro estudo26 descreveu uma análise experimental por meio da avaliação e intervenção realizada com um grupo de indivíduos com deficiência auditiva que tinham a LIBRAS como língua preferencial. Outro estudo ainda27 abordou uma pesquisa realizada com pessoas com deficiência auditiva que foram submetidos à cirurgia de Implante Coclear, observando as categorias que apresentaram erros ortográficos.

O último artigo29) apresentou uma pesquisa realizada com os pais e professores de escola regular que objetivou analisar e discutir as práticas de letramento de crianças com deficiência auditiva. A pesquisa foi desenvolvida por meio de entrevista aplicada aos pais, com questões abertas e fechadas, sobre sua visão a respeito da educação escolar e do letramento de seus filhos, e questionário aplicado aos professores, sendo abordados aspectos referentes à educação escolar no contexto da inclusão e do processo de leitura e escrita. Este estudo concluiu que as práticas de leitura são restritas no ambiente familiar, enquanto na escola é utilizado o livro didático para práticas de leitura e escrita, não havendo diversificação. É interessante notar que parte dos estudos25),(26),(28 discutem a influência da linguagem predominantemente utilizada pelo indivíduo com deficiência auditiva, seja ela LIBRAS ou oral, em suas produções escritas.

Na busca realizada foi encontrada uma revisão sistemática30 com 15 artigos referentes ao uso prolongado do Implante Coclear, com o objetivo de verificar a efetividade do dispositivo eletrônico para o desenvolvimento das habilidades comunicativas em indivíduos que cresceram utilizando-o, mostrando sua eficácia para adequação dos níveis de competência linguística.

Deve-se ressaltar que apesar da variedade de testes realizados nas pesquisas, ainda não há protocolos com padrões de referência específicos para indivíduos com deficiência auditiva, a fim de analisar o desenvolvimento da linguagem da criança com sua condição auditiva. Dessa forma, é interessante o desenvolvimento de estudos para criação de protocolos específicos para esses indivíduos.

Nas Tabelas de 1 a 4 estão apresentadas as análise dos artigos observacionais segundo a iniciativa STROBE verificando a associação entre os subtópicos desenho do estudo, variáveis, tamanho do estudo e métodos estatísticos com os tópicos título e resumo, introdução, resultados e discussão

Tabela 1: análise da associação entre artigos que descreveram o desenho do estudo e demais itens da iniciativa Strobe 

Tabela 2: análise da associação entre artigos que descreveram as variáveis de estudo e demais itens da iniciativa Strobe 

Tabela 3: análise da associação entre artigos que descreveram o tamanho do estudo e demais itens da iniciativa Strobe 

Tabela 4: análise da associação entre artigos que descreveram o método estatístico e demais itens da iniciativa Strobe 

A análise por meio da iniciativa Strobe permite averiguar a qualidade dos artigos observacionais. A primeira análise metodológica dos artigos referiu-se ao fato do desenho do estudo apresentar os elementos-chave. Nessa análise houve associação entre as variáveis título e resumo e discussão (Tabela 1). A análise demonstrou que 17 artigos apresentaram título e resumo incompleto, sendo que 12 destes também não descreveram de forma completa o desenho do estudo. Embora o item resultados tenha mais completude, verificou-se que há grande número de delineamentos incompletos. Vale destacar que o detalhamento minucioso do delineamento do estudo é fundamental para sua reprodutibilidade e compreensão.

O subitem variáveis, contido no item metodologia, está relacionado à descrição dos elementos que poderiam confundir e/ou modificar os achados da pesquisa. Observou-se que a maioria dos estudos apresentou descrição das variáveis completa (Tabela 2). Ao comparar com o resultado notou-se que todos os estudos que tiveram a descrição das variáveis completas também apresentaram resultados completos. Contudo, não houve associação estatisticamente significante entre variáveis e o título e resumo, a introdução, os resultados e a discussão.

O item tamanho do estudo referiu-se ao detalhamento dos critérios e dados de determinação do tamanho amostral. Não houve associação entre a variável título e as variáveis resumo, resultados e discussão (Tabela 3). Porém, vale ressaltar que dos 20 estudos que possuíam completude em resultados, 14 também descreveram o tamanho do estudo de forma completa. Apesar disso, verificou-se que há oito artigos que descreveram o tamanho da amostra de forma incompleta, configurando 36% das pesquisas abordadas no presente estudo. O tamanho da amostra deve ser definido de acordo com o objetivo do estudo. A escolha e descrição do método de acordo com a literatura31 possibilitam um planejamento qualitativo e eficaz do estudo, permitindo a averiguação de pesquisadores.

Observando a associação entre os artigos que descreveram o método estatístico e as variáveis selecionadas, observou-se que não houve associação estatisticamente significante. Todos os estudos que descreveram os métodos estatísticos também descreveram os resultados de forma completa (Tabela 4). Entretanto, houve seis artigos que descreveram o método estatístico de forma incompleta, sendo prejudicada a análise da população estudada. O uso de métodos e técnicas adequadas permite encontrar resultados verídicos, e, quando descritos corretamente, disponibilizam informações para estudos com metodologia similar32.

De acordo com a literatura33 a metodologia científica define o caminho para a construção do conhecimento e colabora para a reprodutibilidade do estudo, quando descrita adequadamente. A Iniciativa STROBE disponibiliza a lista para verificação dos itens que devem estar presentes em estudos observacionais, contribuindo para a maior fidedignidade das pesquisas e para a reprodutibilidade dos estudos. Além disso, propicia a análise crítica e do estado da arte da produção e conhecimento.

Conclusão

A análise dos artigos revelou que o desenvolvimento da linguagem está relacionado ao desenvolvimento das habilidades auditivas. A perda auditiva acarreta prejuízos para o desenvolvimento da linguagem e quanto maior o grau da deficiência auditiva, maior é a dificuldade da percepção e discriminação da fala e maiores os déficits na linguagem.

As produções científicas analisadas revelaram também grande variedade de testes utilizados para avaliação da linguagem. Todavia, observa-se que ainda não há protocolos com padrões de normalidade específicos para indivíduos com deficiência auditiva, a fim de analisar o desenvolvimento da linguagem da criança com sua condição auditiva.

Em relação à análise metodológica, observou-se que a maioria dos artigos analisados apresentou as informações fundamentais, principalmente nos itens título e resumo e introdução.

Referências

1. Carvalho LS, Carvalheiro LG. Detecção precoce e intervenção em crianças surdas congênitas inseridas em escolas especiais da cidade de Salvador/ BA. Arq Int Otorrinolaringol. 2009;13:189-94. [ Links ]

2. Moret ALM, Bevilacqua MC, Costa AO. Implante Coclear: audição e linguagem em crianças deficientes auditivas pré-linguais. Pró-Fono R Atual Cient. 2007;19:295-304. [ Links ]

3. Shirmer CR, Fontoura DR, Nunes ML. Distúrbios da aquisição da linguagem e da aprendizagem. J Pediatr. 2004;80:95-103. [ Links ]

4. Pompeo DA, Rossi LA, Galvão CM. Revisão integrativa: etapa inicial do processo de validação de diagnóstico de enfermagem. Acta Paul Enferm. 2009;22(4):434-8. [ Links ]

5. Malta M, Cardoso LO, Bastos FI, Magnanini MMF, Silva CMFP. Iniciativa STROBE: subsídios para a comunicação de estudos observacionais. Rev Saúde Pública. 2010;44(3): 559-65. [ Links ]

6. Zanichelli L, Gil D. Porcentagem de Consoantes Corretas (PCC) em crianças com e sem deficiência auditiva. J Soc Bras Fonoaudiol. 2011;23(2):107-13. [ Links ]

7. Ferreira MIO, Dornelas AS, Teófilo MMM, Alves LM. Avaliação do vocabulário expressivo em crianças surdas usuárias da língua brasileira de sinais. Rev CEFAC. 2012;14(1):9-17. [ Links ]

8. Angelo TCS, Bevilacqua MC, Moret ALM. Percepção da fala em deficientes auditivos pré-linguais usuários de implante coclear. Pró-Fono R Atual Cient. 2010;22(3):275-80. [ Links ]

9. Stuchi R F, Nascimento LT, Bevilacqua MC, Brito Neto RV. Linguagem oral de crianças com cinco anos de uso do implante coclear. Pró-Fono R Atual Cient .2007;19:167-76. [ Links ]

10. Fernandes DMZ, Lima MCMP, Gonçalves VMG, Françozo MFC. Acompanhamento do desenvolvimento da linguagem de lactentes de risco para surdez. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2011;16(1):30-6. [ Links ]

11. Queiroz CAUF, Bevilacqua MC, Costa MPR. Estudo longitudinal da compreensão verbal de crianças usuárias de implante coclear. Rev CEFAC. 2010;12(2):210-5. [ Links ]

12. Curti L, Quintas TA, Goulart BNG, Chiari BM. Habilidades pragmáticas em crianças deficientes auditivas: estudo de casos e controles. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2010;15(3):390-4. [ Links ]

13. Fortunato CAU, Bevilacqua MC, Costa MPR. Análise comparativa da linguagem oral de crianças ouvintes e surdas usuárias de implante coclear. Rev CEFAC. 2009;11(4):662-72. [ Links ]

14. Lichtig I, Couto MIV, Leme VN. Perfil pragmático de crianças surdas em diferentes fases linguísticas. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2008;13(3):251-7. [ Links ]

15. Bastos FN, Fleig R, Nascimento IB. Análise das habilidades auditivas em uma criança deficiente auditiva oralizada e portadora de hiv: estudo de caso. Rev CEFAC. 2010;12(4):700-8. [ Links ]

16. Sousa NA, Quadros RM. Uma análise do fenômeno "alternância de línguas" na fala de bilíngues intermodais (Libras e Português). ReVEL. 2012;19(10):327-46. [ Links ]

17. Quadros RM, Cruz CR, Pizzio AL. Memória fonológica em crianças bilíngues bimodais e crianças com implante coclear. ReVEL. 2012;19(10):185-212. [ Links ]

18. Geers AE, Sedey AL. Language and Verbal Reasoning Skills in Adolescents with 10 or More Years of Cochlear Implant Experience. 2011;32(1 Suppl):39S-48S. [ Links ]

19. Fagan MK, Pisoni DB. Hearing Experience and Receptive Vocabulary Development in Deaf Children With Cochlear Implants. JDSDE. 2010;15(2):149-61. [ Links ]

20. Edwards L, Figueras B, Mellanby J, Langdon D. Verbal and Spatial Analogical Reasoning in Deaf and Hearing Children: The Role of Grammar and Vocabulary. JDSDE. 2011;16(2):189-97. [ Links ]

21. Most T, Shina-August E, Meilijson S. Pragmatic Abilities of Children With Hearing Loss Using Cochlear Implants or Hearing Aids Compared to Hearing Children. JDSDE. 2010;15(4):422-37. [ Links ]

22. Niparko JK, Tobey EA, Thal DJ, Eisenberg LS, Wang NY, Quittner AL et al. Spoken Language Development in Children Following Cochlear Implantation. JAMA. 2010;303(15):1498-506. [ Links ]

23. Sarant JZ, Holt CM, Dowell RC, Rickards FW, Blamey PJ. Spoken Language Development in Preschool Children With Permanent Childhood Hearing Loss. JDSDE. 2009;14(2):205-17. [ Links ]

24. Houston DM, Miyamoto RT. Effects of Early Auditory Experience on Word Learning and Speech Perception in Deaf Children With Cochlear Implants: Implications for Sensitive Periods of Language Development. Otology & Neurotology. 2010;31(8):1248-53. [ Links ]

25. Guarinello AC, Massi G, Berberian AP. Surdez e linguagem escrita: um estudo de caso. Rev Bras Ed. Esp 2007;13(2):205-18. [ Links ]

26. Cárnio MS, Csipai ES, Couto MIV. Relação entre níveis de compreensão e estratégias de leitura utilizadas por surdos sinalizadores em um programa terapêutico. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2010;15(2):206-12. [ Links ]

27. Lemes JP, Goldfeld M. Análise da ortografia de crianças usuárias de implante coclear. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2008;13(3):79-89. [ Links ]

28. Crato NA, Cárnio MS. Análise da flexão verbal de tempo na escrita de surdos sinalizadores. Rev Bras Ed. Esp. 2009;15(2):233-50. [ Links ]

29. Schemberg S, Guarinello AC, Santana APO. As práticas de letramento na escola e na família no contexto da surdez: reflexões a partir do discurso dos pais e professores. Rev Bras. Ed Esp. 2009;15(2):251-68. [ Links ]

30. Tanamati LF, Orizombo AC, Bevilacqua MC. Resultados a longo prazo com o uso do implante coclear em crianças: Revisão sistemática. Arq. Int. Otorrinolaringol. / Intl Arch Otorhinolaryngol. 2011;15(3):365-75. [ Links ]

31. Trindade DB, Esquivel RM, Amorim LDAF. Tamanho amostral para análise de medidas repetidas em estudos longitudinais. Simpósio Nacional de Probabilidade e Estatística; jul-26-30; São Pedro, São Paulo: Associação Brasileira de Estatística (ABE), 2011. [ Links ]

32. Silva EL, Menezes EM. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. 4. ed. Rev. Atual. Florianópolis: UFSC; 2005. [ Links ]

33. Amatuzzi MLL, Amatuzzi MM, Leme LEG. Metodologia científica: o desenho da pesquisa. Acta Ortop Bras. 2003;11(1):58-61. [ Links ]

Recebido: 01 de Julho de 2014; Aceito: 14 de Setembro de 2014

Endereço para correspondência/Mailing address: Stela Maris Aguiar Lemos, Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais - Departamento de Fonoaudiologia, Av. Prof. Alfredo Balena, 190, sala 251, Belo Horizonte - MG - Brasil, CEP: 30130-100, E-mail: lemos.stela@gmail.com

Conflito de interesses: inexistente

Creative Commons License This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License