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Revista CEFAC

versão impressa ISSN 1516-1846versão On-line ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC vol.18 no.2 São Paulo mar./abr. 2016

http://dx.doi.org/10.1590/1982-0216201618212515 

ARTIGOS ORIGINAIS

Orientação no processo de reabilitação de crianças deficientes auditivas na perspectiva dos pais

Gabriela Regina Gonzaga Rabelo1 

Luciana Pimentel Fernandes de Melo1 

1Universidade Federal da Paraíba - UFPB - João Pessoa (PB), Brasil.

RESUMO

Objetivo:

analisar o procedimento de orientação familiar realizado em serviços públicos de reabilitação de crianças deficientes auditivas considerando-se a perspectiva dos pais.

Métodos:

a amostra do estudo foi composta por vinte e um responsáveis de menores com déficit auditivo que realizam terapia fonoaudiológica em serviços públicos. Para a coleta de dados, aplicou-se um questionário contendo perguntas relativas ao processo de aconselhamento fonoaudiológica e sobre os principais temas explorados no mesmo. As respostas foram categorizadas e organizadas em uma planilha digital, a fim de realizar a análise descritiva por meio dos resultados em porcentagem.

Resultados:

100% dos pais afirmaram receber orientações, sendo estas fornecidas semanalmente (90,5%). Entre os temas explorados, 90,5% dos genitores referiram receber informações acerca dos aspectos relacionados ao desenvolvimento de linguagem, fala e comunicação; quanto ao uso, funcionamento e manutenção do dispositivo eletrônico utilizado pela criança, 81%; a respeito do processo escolar de seus filhos, 47,6% e, sobre audição e perda auditiva, 52,4%. 95,2% dos pais também referiram não sentir dificuldades em compreender os esclarecimentos realizados pelos profissionais, e 100% relataram que aplicam as mesmas em ambiente familiar.

Conclusão:

o procedimento de orientação realizado nesses serviços foi considerado eficiente, uma vez que propicia aos genitores informações sobre os temas mais comumente reportados na literatura, além de serem fornecidas em todas as sessões realizadas. O mesmo também possibilita que os responsáveis apliquem as recomendações recebidas, sendo possível dar continuidade às estratégias aplicadas durante o processo terapêutico em ambiente familiar, potencializando o desenvolvimento da criança deficiente auditiva.

Descritores: Fonoaudiologia; Surdez; Orientação Infantil

Introdução

A deficiência auditiva, independentemente de sua severidade, pode representar um grande impacto na qualidade de vida do indivíduo, podendo comprometer de forma significativa seu desenvolvimento enquanto ser biopsicossocial1. Isso se deve à importância que a audição tem para o desenvolvimento de habilidades comunicativas orais, de aprendizagem e de interação social.

Tal aspecto reforça a necessidade do diagnóstico precoce, bem como a importância de um acompanhamento apropriado, para que seja garantido à criança um melhor aproveitamento do período de maturação neurológica, tempo considerado ideal para a aprendizagem via estimulação auditiva e, consequente, aquisição e desenvolvimento de linguagem oral2),(3.

Pela intervenção fonoaudiológica é possível minimizar o impacto causado pela deficiência auditiva4. Neste contexto, o fonoaudiólogo tem como objetivo auxiliar o paciente e a sua família na redução das barreiras da comunicação resultantes do déficit auditivo5. Por assistência fonoaudiológica entende-se a realização da adaptação de dispositivos eletrônicos de auxílio à audição associada ao acompanhamento fonoaudiológico especializado. Para isso, a mesma deve ocorrer tanto de forma direta, possibilitando à criança o benefício máximo de sua audição residual, quanto de forma indireta, por meio da orientação e aconselhamento familiar, para que o trabalho envolvendo linguagem seja efetivo em contexto doméstico.

Em se tratando da criança deficiente auditiva, não restam dúvidas de que a ênfase dada à etapa de orientação e aconselhamento familiar é considerada imprescindível, devendo ocorrer em todas as fases da reabilitação, com o objetivo de fornecer suporte adequado à família. Somente assim, pais, mães e responsáveis pelas crianças podem compreender e ajudar na solução das principais dificuldades que venham a ocorrer durante o processo de desenvolvimento infantil.

Em linhas gerais, as orientações familiares devem abordar temas considerados essenciais, a saber: aspectos auditivos, de fala e linguagem, uso e manutenção dos dispositivos eletrônicos adaptados, abordagens educacionais disponíveis e questões relativas à escolarização, entre outros tantos que podem surgir a partir da própria necessidade da criança ou de sua família6. Um procedimento de orientação eficiente poderá ajudar os pais a lidarem melhor com os seus sentimentos, passando a compreender melhor a si mesmo e à situação em que se encontram, garantindo, assim, uma adesão eficaz ao tratamento e, consequentemente, sucesso no processo como um todo.

Ante o exposto, parece clara a necessidade de o fonoaudiólogo compreender seu papel enquanto mediador entre a criança deficiente auditiva e sua família no sentido de propiciar uma otimização dos ambientes de audição e também de comunicação oral e, assim, auxiliar no desenvolvimento da linguagem oral por meio da garantia da continuidade da adoção de estratégias terapêuticas fora do ambiente clínico.

Para tanto, faz-se necessário que o profissional conduza de forma efetiva os procedimentos não só de orientação, mas também de aconselhamento e acolhimento, buscando-se promover bem-estar e autonomia pessoal no confronto com as dificuldades e os problemas7.

É preciso que os profissionais estejam capacitados para realizar orientações adequadas aos pais, tanto no que se refere ao conteúdo das mesmas, quanto ao momento certo de repassá-las8. Somente assim, os mesmos terão condições de compreender e desempenhar os papeis de incentivadores do desenvolvimento da criança, tornando-se parceiros dos profissionais responsáveis pela intervenção.

Mas do outro lado, como os pais analisam este processo de orientação e aconselhamento prestado por fonoaudiólogos em serviços de reabilitação de crianças deficientes auditivas? Eles recebem orientações com frequência? Apresentam dificuldades em compreendê-las? Aplicam as orientações em ambiente familiar? Que orientações são mais facilmente absorvidas?

Ante estas indagações, foi propósito deste estudo analisar o procedimento de orientação familiar realizado em serviços públicos de reabilitação de crianças deficientes auditivas considerando-se a perspectiva dos pais.

Métodos

Obedecendo aos princípios éticos, todos os participantes foram informados verbalmente e por escrito sobre os objetivos da pesquisa e o procedimento de coleta. Sendo assim, os que se sentiram à vontade em participar da pesquisa assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba, sob parecer do CAAE, número 36439214.1.0000.5188.

O presente estudo é de natureza quantitativa, do tipo descritiva e de temporalidade transversal. A população do estudo foi composta por vinte e um pais, escolhidos de forma aleatória, em dois serviços públicos da cidade de João Pessoa-PB. Como critério de inclusão, todo os pais deveriam ter seus filhos realizando terapia fonoaudiológica, há pelo menos, seis meses em um dos serviços considerados.

A coleta de dados ocorreu no período de setembro de 2014 a janeiro de 2015, com a aplicação de um questionário especificamente elaborado para atender aos objetivos desse estudo, contendo perguntas relativas ao procedimento de orientação fonoaudiológica e sobre os principais temas explorados no mesmo. As respostas foram categorizadas e organizadas em uma planilha digital, a fim de realizar a análise descritiva por meio dos resultados em porcentagem.

Resultados

Na Tabela 1, encontra-se a caracterização dos pais/responsáveis das crianças atendidas nas instituições participantes da pesquisa. A maioria dos genitores concluiu o segundo grau (52,4%, n=11) e trabalha no setor privado (42,9%, n=9).

Tabela 1: Características dos pais/responsáveis de crianças deficientes auditivas 

A Tabela 2 caracteriza os infantes com déficit auditivo, em sua maioria, têm idade entre 6 e 9 anos (52,4%, n=11) e fazem uso de aparelho de amplificação sonora individual (AASI) (52,5%, n=11).

Tabela 2: Características das crianças deficientes auditivas (n=21) 

AASI: Aparelho de Amplificação Sonora Individual; IC: Implante Coclear;

IC e AASI: Implante Coclear e Aparelho de Amplificação Sonora Individual

A Tabela 3 apresenta os dados referentes às características do atendimento fonoaudiológico realizado com as crianças cujos pais foram entrevistados. Pode-se observar que a maioria encontra-se em reabilitação fonoaudiológica pelo período de dois a cinco anos (61,9%,n=13), sendo os atendimentos realizados uma vez por semana (81%, n=17), registrando-se a presença de 100% dos responsáveis durante os mesmos. Os genitores, em sua totalidade também relataram que recebem orientações do fonoaudiólogo em todas as sessões realizadas.

Tabela 3: Características do atendimento fonoaudiológico de crianças deficientes auditivas 

Quanto à orientação fonoaudiológica realizada, a Tabela 4 mostra que entre os principais temas abordados pelos fonoaudiólogos aqueles relacionados ao desenvolvimento de linguagem, fala e comunicação foram citados pelos pais com uma frequência de 90,5% (n=19), seguido de orientações sobre o dispositivo eletrônico 81% (n=17), audição e perda auditiva 52,4% (n=11) e orientações sobre o processo escolar 47,6% (n=10). Os responsáveis comentaram não sentir dificuldade em compreender as orientações fornecidas (95,2%, n=20) e foram unânimes em relatar que aplicam as orientações transmitidas pelo fonoaudiólogo, buscando dar continuidade em ambiente familiar às estratégias aplicadas no processo terapêutico.

Tabela 4: Características da orientação fonoaudiológica aos pais de crianças deficientes auditivas 

De acordo com os presentes achados, dentre os aconselhamentos recebidos sobre desenvolvimento de linguagem, fala e comunicação das crianças as mais citadas pelos pais foram: conversar com o infante sempre nomeando figuras, objetos e pessoas; trabalhar os sons da fala por meio de onomatopeias e promover uma maior socialização com seus pares e outros familiares. Para os menores que não utilizam dispositivos eletrônicos de auxílio à audição, as orientações também consideram a utilização da leitura labial, da leitura orofacial e uso de LIBRAS como importantes ferramentas auxiliares para o desenvolvimento de linguagem.

Os resultados relativos às orientações recebidas sobre os dispositivos eletrônicos (AASI/IC) mostram que os pais recebem informações sobre a importância do uso diário dos mesmos, troca periódica de moldes, revisão regular do funcionamento dos dispositivos, controle da carga das baterias e cuidados gerais relacionados à higienização e segurança. Quanto às crianças que ainda não dispõem dos dispositivos, os pais não recebem orientações específicas uma vez que se encontram no aguardo da aquisição dos mesmos. Não obstante, todos relataram conhecer a importância dos mesmos para o melhor desenvolvimento dos seus filhos.

As informações sobre o processo de escolarização mais referidas pelos genitores foram sobre a localização da criança na sala de aula, a importância do planejamento individualizado das atividades pedagógicas, uso diário do aparelho de amplificação sonora individual na escola, acompanhamento com psicopedagogo, necessidade de intérprete em sala de aula para aqueles que se utilizam da LIBRAS e sobre a importância do professor garantir a compreensão dos conteúdos acadêmicos por parte da criança.

Discussão

Analisando-se a perspectiva dos pais acerca do procedimento de orientação realizado nos serviços, percebe-se que os dados obtidos revelam que o mesmo pode ser considerado eficiente, a julgar por: periodicidade de realização do aconselhamento, a referência de que são adotadas em ambiente familiar, a garantia de que são facilmente compreendidas pelos genitores e que contemplam os principais temas relacionados às especificidades da reabilitação de menores com deficiência auditiva.

De fato, o repasse sistemático de informações vem sendo considerado como um importante fator na garantia de uma maior participação da família na reabilitação fonoaudiológica de crianças com deficiência auditiva. Em um estudo realizado em 2013, que buscou avaliar o grau de envolvimento familiar nos atendimentos de crianças deficientes auditivas, o mesmo classificou como mediana a participação da família no processo terapêutico, indicando que há uma tendência dos pais em participarem das sessões, transmitindo o que foi aprendido na reabilitação ao cotidiano de seus filhos e buscando o desenvolvimento das habilidades básicas de comunicação. Porém, o estudo ressalta que não foi atingido o nível ideal de envolvimento, em que os membros da família participam ativamente das sessões, buscam informações com independência e também tornam-se fluentes e ativos do modo de comunicação das crianças5).

Em relação à dificuldade de compreensão das orientações fornecidas, neste estudo 95,2% dos pais mencionou não sentir dificuldades, sendo este um aspecto considerado como muito positivo. Partindo deste pressuposto, Miguel e Novaes9) referem que o entendimento e a retenção das informações fornecidas pelo profissional de saúde aumentam a satisfação do paciente e de sua família no processo de adesão ao tratamento, ao mesmo tempo em que diminui a ansiedade. O fornecimento de aconselhamento à família da criança com déficit auditivo é de competência do fonoaudiólogo, sendo este momento uma oportunidade de receber e fornecer conhecimentos que facilitem a assimilação da deficiência auditiva e o ajuste a essa condição10. Mas não se pode esquecer que o processo de reabilitação deve ocorrer em forma de parceria entre quem cuida e quem é cuidado, sendo este, um processo multifatorial10.

A orientação familiar é uma forma simples e eficiente de intervenção terapêutica junto à família, que contribui significativamente para maximizar o desenvolvimento da criança com necessidades especiais em atividades de vida diárias nas áreas de autocuidado, mobilidade e função social11.

Os profissionais devem considerar alguns aspectos na organização das instruções, sendo eles: o acesso ao acompanhamento de que a criança necessita; apoio de familiares e amigos; as necessidades e interesses dos pais e o contexto familiar. Levando-os em consideração é possível a realização de uma intervenção centrada na família, com o envolvimento desta na adaptação e no uso da amplificação e também na reabilitação da criança6.

As orientações à família devem abordar os temas relacionados aos aspectos auditivos, de fala e linguagem, para que entendam as dificuldades da criança e possam propiciar o seu desenvolvimento e definir a melhor forma de tratá-la. As orientações sobre o uso e os cuidados com o aparelho de amplificação sonora individual (AASI) também são essenciais no que concerne ao seu funcionamento, à troca dos acessórios e à manipulação dos controles e também sobre as possibilidades e abordagens educacionais, para que os pais busquem as alternativas mais adequadas para a criança deficiente auditiva e sua família6.

Levando em consideração os achados desta pesquisa, percebe-se que as orientações direcionadas à família sobre a estimulação da linguagem são reportados na literatura. De acordo com Pontes, Vitto e Justo12, os esclarecimentos devem conter informações como: conversar com o bebê; organizar o ambiente para estimular a ação e exploração do mesmo; brincar e divertir-se com a criança; voltar o olhar para o infante quando ela tentar se comunicar ou estiver falando, aceitar os gestos que, muitas vezes, substituem palavras que ainda não foram aprendidas ou memorizadas; aproveitar todas as situações de interação cotidianas vivenciadas pelos pais e filhos para nomear objetos, ações e pessoas, bem como expandir as frases produzidas.

Além disso, é de suma importação que o AASI seja adaptado à criança o mais cedo possível e também que ela realize um acompanhamento em um serviço especializado13, para que as dificuldades decorrentes de uma privação sensorial possam ser minimizadas, permitindo a aquisição e o desenvolvimento da linguagem no período esperado2.

Por essa razão, as orientações referentes à adaptação do AASI são necessárias, a fim de esclarecer os genitores sobre os ganhos que o seu filho terá com a sua utilização adequada. Em conjunto, especialistas e pais devem observar o comportamento da criança e o benefício que o dispositivo está trazendo para ela. O tempo que leva para a adaptação do aparelho é muito relativo, depende do infante e de como os responsáveis lidam com a situação. Por isso, a família deve ser orientada a respeito de que cabe a ela incentivar o uso do AASI e que, caso a criança retire o dispositivo, deve-se respeitar sua vontade por algum tempo, tentando-se, no entanto, colocá-lo novamente14.

Em relação à fase de escolarização da criança deficiente auditiva, é fundamental que o fonoaudiólogo oriente a família, bem como os professores, para que ambos ajudem o infante a desenvolver o máximo do seu potencial nesse novo ambiente. Por esse motivo, um aspecto considerado crucial na fase escolar é a participação contínua dos pais nas sessões de terapia fonoaudiológica. Nesse momento serão tratadas orientações específicas que visem auxiliá-los no processo educacional de seus filhos ajudando-os a incentivar a prática de leitura, visita a feiras de livros e bibliotecas, criação do hábito de realizar relatos escritos das experiências vividas15.

Ao consider-se os achados dessa pesquisa, percebe-se que a temática relacionada à escolarização não tem sido valorizada como deveria durante o processo de orientação familiar. Ainda assim, as orientações referidas pelos pais que participaram deste estudo são relatadas na literatura. Já que, segundo Brazorotto15) , em relação à escola, são passadas orientações sobre o que eles devem observar na visita inicial e na escolha da instituição, sendo elas: conhecer a política escolar quanto às necessidades educacionais especiais; questionar se a mesma tem experiências anteriores com crianças surdas, possibilidade de planejamento individualizado e outros recursos; observar se a sala possui acústica adequada, posição da sala e reverberação e se há garantias de que os professores utilizarão efetivamente esse recurso, caso o infante tenha sistema FM.

Sabe-se que as crianças dependem de seus cuidadores para ter acesso a ambientes de estimulação sonora e para gerir suas atividades de vida diária. Sendo assim, a capacidade de otimizar os resultados destes menores depende de que o fonoaudiólogo utilize abordagens centradas na família, apoiando os pais na aplicação de estratégias individualizadas para que os mesmos se envolvam na resolução de problemas com autonomia. Para isso, é necessário que os profissionais tenham uma formação especializada, a fim de que consigam integrar habilidades de aconselhamento e mudança de comportamento em sua prática clínica16.

Conclusão

O presente estudo teve como finalidade analisar o procedimento de orientação familiar levando em consideração a perspectiva dos pais sobre os mesmos. Os resultados mostram que as orientações realizadas podem ser consideradas efetivas, uma vez que, além de serem fornecidas em todas as sessões, são facilmente compreendidas e propiciam aos pais informações relevantes sobre os principais temas de aconselhamento reportados e sugeridos na literatura. Além disso, pode-se concluir que o procedimento adotado possibilita aos pais autonomia e segurança suficientes para a aplicação das instruções transmitidas, permitindo a continuidade das estratégias aplicadas em ambiente familiar.

Por fim, destaca-se a importância de serem realizados mais estudos abrangendo o tema orientação fonoaudiológica ao deficiente auditivo e com uma amostra maior do que a utilizada nesse estudo, já que essa temática se faz essencial para o aprimoramento do trabalho fonoaudiológico voltado para esses sujeitos.

Referências

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Recebido: 30 de Julho de 2015; Aceito: 17 de Dezembro de 2015

Endereço para correspondência/Mailing address: Gabriela Regina Gonzaga Rabelo, Universidade Federal da Paraíba, Cidade Universitária, Campus I - Castelo Branco João Pessoa - PB - Brasil, CEP: 58051-900, E-mail: gabrielarabello9@gmail.com

Conflito de interesses: inexistente

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