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Revista CEFAC

versão impressa ISSN 1516-1846versão On-line ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC vol.20 no.3 São Paulo maio/jun. 2018

http://dx.doi.org/10.1590/1982-0216201820318017 

ARTIGOS ORIGINAIS

Validação do protocolo de avaliação neurofuncional para Comunicação Alternativa e Ampliada

Ítala da Piedade Queiroz1 

Edênia da Cunha Menezes1 

Ivana Maria Barboza dos Santos1 

Ueslane Melo de Goes1 

Rosana Carla do Nascimento Givigi1 

1Universidade Federal de Sergipe, São Cristovão, Sergipe, Brasil.

RESUMO

Objetivo:

validar o protocolo de avaliação neurofuncional para Comunicação Alternativa e Ampliada.

Métodos:

o estudo foi realizado em quatro fases: construção do instrumento, revisão de literatura e validação clínica e avaliação do protocolo por especialistas na área a partir de um questionário interativo que circulou repetidas vezes por um grupo de especialistas até que a resposta da última rodada foi considerada de nível satisfatório de concordância, além disso, foram realizadas avaliações clínicas mediante aplicação do protocolo em crianças e adolescentes com deficiência motora em um ensaio clínico.

Resultados:

a análise estatística da aplicação do protocolo no setting terapêutico tem os índices Kappa para cada observador com média geral de 0,436 (concordância moderada), além do consenso entre especialistas na avaliação de conteúdo.

Conclusão:

a concordância entre os aplicadores e especialistas e a aplicação clínica seguindo o protocolo desenvolvido permitiu a escolha e implementação de um recurso de comunicação alternativa mais apropriado às características neuromusculares do paciente, proporcionando acesso de baixo custo, bem como permitiu identificar rapidamente as habilidades motoras que possibilitaram a intervenção fonoaudiológica.

Descritores: Comunicação; Pessoas com Deficiência; Estudos de Validação

Introdução

Esta pesquisa articula áreas da Fonoaudiologia que estudam a Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA), Deficiência Motora e os aspectos neuromotores que influenciam o acesso à CAA. No processo de implementação da CAA surgem questionamentos quanto ao acesso aos instrumentos de alta e baixa tecnologia para sujeitos com paralisia cerebral e outras deficiências motoras. Entende-se que o desenvolvimento da linguagem será mais efetivo a partir do momento em que as questões de acessibilidade à comunicação sejam supridas.

A CAA está alicerçada na área da Tecnologia Assistiva (TA), que é definida como uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, envolvendo recursos, estratégicas, práticas e serviços, objetivando promover a funcionalidade, relacionando-a com a participação das pessoas com deficiência, para promover-lhes autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão1,2.

A Comunicação Alternativa e Ampliada é uma subárea da Tecnologia Assistiva e, segundo Gonçalves3, surgiu na prática clínica, a partir da necessidade de pensar/encontrar formas de comunicação para pessoas que não conseguiam se comunicar por meio da fala. De acordo com Bersch4, a CAA interfere no relacionamento interpessoal e inserção social, auxiliando diretamente no processo de comunicação e interação.

Os recursos de comunicação alternativa são diversificados, inerentes a especificidades de cada usuário, dividindo-se de acordo com a complexidade e o custo, classificados em alta e baixa tecnologia. Os recursos de baixa tecnologia envolvem materiais de baixo custo, com maior oportunidade de acesso, de fácil uso, a exemplo de livros adaptados, teclados de computador adaptado, pranchas formadas por símbolos pictográficos, como o PCS, sistema em que há limitação de significados. Já os instrumentos de alta tecnologia envolvem materiais de alto custo, tais como acionadores, vocalizadores e softwares que possibilitam total independência na comunicação dos seus usuários5.

A CAA propicia interações comunicativas de indivíduos sem oralidade, sendo uma importante ferramenta no processo de constituição da linguagem e de interação escolar, fundamentais para o processo de aprendizagem6,7. O uso da linguagem é a condição mais importante do desenvolvimento das estruturas psicológicas superiores da criança. A interiorização dos conteúdos historicamente determinados e culturalmente organizados se dá por meio da linguagem, primeiro num nível social, depois individual8.

Destaca-se que a CAA não é um fator inibidor da fala, pois estrutura o funcionamento linguístico do indivíduo. O desenvolvimento da linguagem, pela perspectiva interacionista sócio-histórica, é destituído de mecanismos determinantes durante a aquisição. A linguagem é concebida como instrumento responsável pela organização do pensamento e pela emancipação social do sujeito, tornando-se ativo e coautor do seu próprio desenvolvimento8. Segundo Leontiev, 1988, p. 82:

[...] a criança não se limita, na realidade, a mudar de lugar no sistema das relações sociais. Ela se torna também consciente dessas relações e as interpreta. O desenvolvimento de sua consciência encontra expressão em uma mudança na motivação de sua atividade; velhos motivos perdem sua força estimuladora, e nascem os novos, conduzindo a uma reinterpretação de suas ações anteriores9.

A CAA atua nesse contexto como ferramenta para a aprendizagem e, assim, garante a importância de sua implementação no contexto escolar.

As escalas desenvolvidas até então procuram avaliar funções ou habilidades e não o desempenho motor implícito na função. A utilização da CIF (Classificação Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Saúde) pelos profissionais envolvidos no processo de reabilitação aumenta a qualidade e a individualidade dos dados relativos aos pacientes, pois duas pessoas com a mesma doença podem apresentar diferentes manifestações funcionais, e duas pessoas com capacidade funcional equivalente não apresentam necessariamente a mesma condição de saúde10.

Existem protocolos que avaliam as funções comunicativas com foco tradicional em estrutura e função do corpo (avaliam componentes da fala, linguagem e problemas de audição) com o objetivo de classificar a capacidade de comunicação de uma pessoa dentro da vida real, são eles: Gross Motor Function Classification System (GMFCS), Manual Ability Classification System (MACS) e Communication Function Classification System11.

Esses protocolos ainda não permitem a avaliação tendo como foco os aspectos motores para o momento inicial do processo de implementação da Comunicação Alternativa, dessa forma, ainda é necessária a validação de um protocolo específico aos aspectos neuromotores das pessoas com deficiências motoras. Visto que 88% das crianças com o diagnóstico de paralisia cerebral apresentam alterações comunicativas12, justifica-se fortemente o uso da CAA.

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) é um instrumento utilizado internacionalmente, que considera o sujeito em sua singularidade, mesmo que pertença a um grupo de diagnóstico semelhante. A CIF tem duas divisões, sendo que cada parte é constituída por dois componentes: a primeira parte se refere à Funcionalidade e à Incapacidade, que têm como componentes o Corpo, no qual estão duas classificações (funções dos sistemas e estruturas do corpo) e Atividades e Participação; a segunda parte se refere aos Fatores Contextuais estruturados pelos Fatores Ambientais e Fatores Pessoais13.

A comunicação alternativa é utilizada neste trabalho como um recurso para se chegar à construção linguística, reconhecendo o sistema como uma das formas alternativas na interação de indivíduos com déficit neuromotor e tomando a linguagem como função interacional pertinente às trocas de experiências entre os sujeitos na estruturação de suas relações interpessoais.

Firmando-se sobre o viés de trabalho em redes com sujeito, terapia e família, buscamos discutir os aspectos envolvidos nesse processo, recorrendo à CIF, como subsídio para construção e aplicação do protocolo de avaliação neurofuncional. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi validar um protocolo de avaliação neurofuncional para CAA que meça o tono muscular e a funcionalidade em crianças e adolescentes com deficiência motora intitulado Protocolo de avaliação neurofuncional para comunicação alternativa e ampliada.

Métodos

Este estudo tem como aporte ético os preceitos preconizados do comitê de ética e pesquisa (CEP) envolvendo seres humanos do Hospital Universitário de Aracaju da Universidade Federal de Sergipe, recebendo como número de aprovação 15822613.7.0000.5546 28/12/2013.

O trabalho tem natureza quanti-qualitativo e se deu em três fases. A primeira fase diz respeito à construção do instrumento que já estava em andamento em projeto anterior. A segunda fase foi focada em revisão e avaliação de conteúdo por quatro especialistas. Para coleta de dados utilizou-se o método Delphi a partir de um questionário interativo que circulou repetidas vezes por um grupo de especialistas, preservando o anonimato das respostas individuais. Foram elaborados documentos necessários para esse processo, como a carta convite, a apresentação do protocolo e um instrumento de coleta de dados, contendo um questionário que foi encaminhado para os avaliadores.

A terceira fase incluiu uma série avaliações clínicas em cinco pacientes com o objetivo investigar os acionadores possíveis para a comunicação, a partir do Protocolo de Avaliação Neurofuncional para Escolha de Recurso para Comunicação Alternativa (APÊNDICE A). O Protocolo é dividido em articulações, movimentos voluntários, involuntários e reflexos, entre outros parâmetros que influenciam na escolha de acionadores para a CAA.

A avaliação direcionada pelo protocolo divide-se em três momentos: momento 1, no qual a avaliação é realizada por meio de observações durante o atendimento utilizando baixa tecnologia; momento 2, avaliação através de indução de atividades afim de realizar os movimentos necessários para a análise - com recursos de alta tecnologia; momento 3, avaliação especifica dos movimentos. Os três momentos aplicam-se de maneira hierárquica, ou seja, o momento 2 é realizado se os dados obtidos no momento 1 não forem suficientes para a análise, ocorrendo o mesmo no momento 3.

Os dados da avaliação foram colhidos de acordo com o qualificador: Função e Estrutura, sendo: F = força, R = resistência, M = mobilidade, E = estabilidade, C = controle, Rig = rigidez e Esp = Espasmo, que vai de 0 a 4, sendo 0 - nenhuma deficiência, 1 - deficiência leve, 2 - deficiência moderada, 3 - deficiência grave e 4 - deficiência completa.

A seleção dos sujeitos para a pesquisa atendeu aos critérios de elegibilidade previamente estabelecidos: serem sujeitos com deficiência motora entre 3 e 20 anos, possuírem compreensão preservada e presença de alterações de linguagem. Os pacientes foram selecionados no Centro Especializado em Reabilitação (CER). A seleção foi feita a partir do diagnóstico médico, perfil motor e avaliação fonoaudiológica da linguagem oral. Os participantes foram incluídos após a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

Para o cálculo amostral de sujeitos participantes da pesquisa considerou-se o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 201014, disponibilizado pela Coordenação de Rede de Atenção à Saúde (CERAS), que indicou o número total de 10470 pessoas com deficiência motora grave no município de Aracaju. Delimitou-se o tamanho amostral de 5 (cinco) indivíduos, com erro aceitável de 10% e nível de 90% de confiança.

Foram preconizadas três sessões para realização da avaliação dos sujeitos candidatos ao uso do recurso de comunicação alternativa e aplicação do protocolo no espaço clínico.

O protocolo de avaliação neurofuncional foi respondido no setting terapêutico por duas avaliadoras (discentes pesquisadoras) durante os 1º, 2º e 3º momentos para analisar os níveis de concordância inter e intra-avaliador, sendo que os avaliadores realizaram a análise individualmente.

Análise Estatística

Os dados da avaliação no espaço terapêutico utilizando o protocolo de execução de avaliação neurofuncional para escolha de recurso alternativo de comunicação foram colocados em planilha de dados do programa Statiscal Package for Social Sciences SPSS, versão 16.0, com nível de significância de 5% (p > 0,05). Após a obtenção dos dados, foram realizados os testes de Kappa e o de Shapiro-Wilks, para verificação da normalidade. Os resultados obtidos e classificados como análise paramétrica foram expressos descritivamente.

Resultados

A construção do protocolo se deu a partir da seleção de domínios da CIF que melhor norteasse a escolha dos recursos de Comunicação Alternativa e Ampliada. Os capítulos foram selecionados mediante os critérios de direcionamento da Avaliação Neurofuncional, ou seja, os capítulos que melhor norteassem o momento de avalição, contendo itens relevantes para uma definição precisa dos recursos a ser utilizados por cada sujeito.

A seleção dos itens da CIF seguiu especificamente dois capítulos: o 7º - “Funções Neuromusculoesqueléticas e funções relacionadas com o movimento” e o 2º - “Funções sensoriais e dor”, nesse último articulando-se as funções relacionadas ao olho.

A partir dos itens selecionados, foram eleitos cinco componentes norteadores para avaliação: F = Força, R = Resistência, M = mobilidade, E = estabilidade, C = controle, Rig = Rigidez e Esp = Espasmo. Foi adotada ainda uma escala - Qualificadores - de 0 a 4, os quais representavam o grau da Função e Estrutura; esses qualificadores eram divididos em: 0 - Nenhuma deficiência, 1 - Deficiência leve, 2 - Deficiência moderada, 3 - Deficiência grave, 4 - Deficiência completa.

O protocolo tinha o objetivo de permitir uma maior visualização dos dados obtidos na avaliação neurofuncional, mediante a junção dos itens da CIF, dos componentes selecionados e dos qualificados, reverberando em dados pontuais, concretos e com critérios de avaliação em comum para todos os sujeitos avaliados.

A primeira versão do protocolo foi enviada a especialistas na área, para possíveis ajustes. Ao final desse processo de ajustes, surgiu um novo documento válido em seu conteúdo e adaptado conforme as sugestões dos especialistas. O questionário para a coleta de dados foi composto por três partes: a primeira refere-se à apresentação do objetivo da pesquisa e orienta os especialistas quanto ao preenchimento do instrumento; a segunda consiste na caracterização dos especialistas com dados sobre sexo, idade, ocupação, local de trabalho, município de trabalho, tempo de formação e questões relativas à experiência profissional no ensino, na pesquisa e no uso da Comunicação Alternativa; a terceira é o Instrumento de avaliação do protocolo.

Na primeira rodada os especialistas receberam a apresentação do protocolo e o instrumento de coleta de dados contendo um questionário e foram solicitados a responder individualmente com resposta quantitativas apoiada por justificativas e informações qualitativas. A cada nova rodada as perguntas foram repetidas e os participantes reavaliaram suas respostas a partir do protocolo reformulado de acordo com as respostas dos especialistas da rodada anterior. Foram solicitadas novas previsões com justificativas, e esse processo foi repetido nas sucessivas rodadas do questionário, até que a resposta da última rodada foi considerada de nível satisfatório de concordância. No que diz respeito ao questionário interativo que circulou entre os especialistas da área, apesar de ter sido enviado a 33 especialistas, apenas 11 responderam à carta convite, 7 assinaram o TCLE, 4 participaram da primeira rodada e 3 da segunda. Os resultados da avaliação de conteúdo foram demonstrados pelos 3 especialistas que permaneceram até a segunda rodada.

Quanto à titulação, metade dos peritos eram doutores e mestres, todos possuíam especialização em CAA ou linguagem (Figura 1). Todos os especialistas tinham experiência na área da CAA, e suas atuações variavam entre o ensino, assistência e pesquisa.

Figura 1: Descrição dos especialistas que participaram da avaliação de conteúdo 

Os especialistas responderam as seguintes questões nas duas rodadas. Na segunda rodada, foi percebida a concordância entre os avaliadores e esclarecendo possíveis de vieses de aplicação, como será apresentado na Tabela 1.

Tabela 1: Análise descritiva da avalição de conteúdo realizada pelos especialistas 

Participantes Rodada 1 Rodada 2
Protocolo de execução para avaliação neurofuncional - Avaliação Funcional para Comunicação Alternativa na Deficiência Motora (ACADM)” este representa do conteúdo apresentado Esp 1 Discordo Concordo
Esp 2 Não concorda, nem discorda Concordo
Esp 3 Discordo Concordo
Traz claramente a definição de avaliação neurofuncional para a implementação da Comunicação Alternativa? Esp 1 Discordo Concordo
Esp 2 Não concorda, nem discorda Concordo Inteiramente
Esp 3 Não concordo, nem discordo Não concordo, nem discordo
A finalidade descrita apresenta coerência com o conteúdo do protocolo? Esp 1 Discordo Concordo inteiramente
Esp 2 Concordo inteiramente Concordo inteiramente
Esp 3 Concordo Não concordo, nem discordo
As informações contidas nesse protocolo estão adequadas para o público-alvo desse protocolo? Esp 1 Concordo Concordo inteiramente
Esp 2 Não concordo, nem discordo Não concordo, nem discordo
Esp 3 Concordo Não concordo, nem discordo
As instruções gerais refletem as informações mais relevantes do protocolo e indica o passo a passo de como utilizá-la? Esp 1 Discordo Concordo Inteiramente
Esp 2 Concordo Concordo
Esp 3 Concordo Não concordo, nem discordo
Os resultados demonstrados podem ser alcançados com o protocolo? Esp 1 Discordo Concordo Inteiramente
Esp 2 Não concordo, nem discordo Concordo
Esp 3 Não concordo, nem discordo Concordo
O protocolo avalia todas as variáveis importantes para os aspectos motores que implicam na implementação da CAA? Esp 1 Concordo Não concordo, nem discordo
Esp 2 Concordo Concordo
Esp 3 Discordo Não concordo, nem discordo

Legenda: Esp = Especialista

As rodadas foram finalizadas com o consenso entre os especialistas da versão final do Protocolo de Avaliação Neurofuncional para escolha de Recurso para Comunicação Alternativa (APÊNDICE A). O protocolo contém as seguintes variáveis a ser analisadas:

  • Funções das articulações e dos ossos (mobilidade das articulações cervicais, mobilidade da articulação do ombro, mobilidade das articulações do punho, mobilidade das articulações das mãos, mobilidade das articulações dos pés, mobilidade das articulações do quadril, controle do movimento voluntário da cervical, controle do movimento voluntário da mão, controle do movimento voluntário do braço, controle do movimento voluntário dos membros inferiores, controle do movimento do lado direito, mobilidade dos ossos omoplata, mobilidade dos ossos da pélvis, mobilidade dos ossos cárpicos, mobilidade dos ossos omoplata, mobilidade dos ossos társicos e controle geral das articulações);

  • Funções musculares (funções relacionadas à força muscular da cabeça, funções relacionadas à força muscular dos membros superiores, funções relacionadas à força muscular dos membros inferiores, funções relacionadas à força muscular das mãos, funções relacionadas à força muscular dos pés e funções relacionadas à força muscular);

  • Funções relacionadas com o movimento (funções relacionadas aos reflexos posturais, funções relacionadas aos reflexos tônico de estiramento, hiperreflexia, hiporreflexia, funções relacionadas a movimentos involuntários, estereotipias e perseveração);

  • Visão e funções relacionadas (acuidade, campo, binocular, monocular, pálpebra e direcionamento).

Além dessas variáveis foram incluídos os itens abaixo conforme sugestão dos especialistas da área:

  • Conclusão Funcional (recursos de baixa tecnologia: prancha, prancha de olhar, carteira, painéis, livro, fichário, pasta, álbum; recursos de alta tecnologia: mouse, rastreador de olhos, colmeia para teclado, vocalizador, computador, tablet e acionador de pressão);

  • Possíveis movimentos de criação para acionadores (piscar de olhos, direcionamento do olhar, movimento cervical, movimento de ombro, sopro, movimento de mandíbula, movimento com a mão, movimento com o punho, movimento de braço, movimento do dedo das mãos, movimento da perna, movimento do pé, movimento do dedo dos pés e apontar).

Quanto às avaliações neurofuncionais do setting terapêutico, 7 sujeitos foram avaliados, dentre as crianças/adolescentes que iniciaram o projeto, desses 5 completaram a avaliação neurofuncional utilizando o protocolo, as demais foram desligadas por não se encaixarem no perfil pretendido. Outra parte dos sujeitos selecionados não participou da pesquisa devido ao não comparecimento ou à dificuldade no acesso.

Avaliação neurofuncional dos sujeitos com os qualificadores escolhidos pelos avaliadores (Tabela 2).

Tabela 2: Análise dos achados clínicos do protocolo 

Paciente 1 Paciente 2 Paciente 3 Paciente 4 Paciente 5
Funções das Articulações e dos ossos Av1 Av2 Av1 Av2 Av1 Av2 Av1 Av2 Av1 Av2
Mobilidade das articulações cervicais 2 3 1 0 4 4 4 4 1 1
Estabilidade das articulações cervicais 3 2 3 2 4 4 4 4 3 4
Controle das articulações cervicais 2 3 3 1 4 4 4 4 3 3
Mobilidade da articulação do ombro 3 3 3 3 4 4 3 4 1 2
Estabilidade da articulação do ombro 3 2 3 4 4 4 4 4 2 3
Controle da articulação do ombro 3 2 3 3 4 4 3 4 3 3
Mobilidade das articulações do punho 2 2 3 2 4 4 4 4 0 0
Estabilidade das articulações do punho 2 3 3 3 4 4 4 4 2 2
Controle das articulações do punho 2 2 3 2 4 4 4 4 3 3
Mobilidade das articulações das mãos 2 3 3 1 4 4 4 4 0 0
Estabilidade das articulações das mãos 2 3 3 2 4 4 4 4 2 2
Controle das articulações das mãos 2 3 3 3 4 4 4 4 3 2
Mobilidade das articulações dos pés 3 3 0 0 4 4 4 4 3 2
Estabilidade das articulações dos pés 3 3 1 1 4 4 4 4 3 3
Controle das articulações dos pés 3 3 1 1 4 4 4 4 3 2
Mobilidade das articulações do quadril 3 4 3 4 4 4 4 4 3 4
Estabilidade das articulações do quadril 3 3 3 4 4 4 4 4 3 4
Controle das articulações do quadril 3 3 3 4 4 4 4 4 3 4
Controle do movimento voluntário da cervical - única 2 4 3 2 3 4 4 4 2 3
Controle do movimento voluntário da cervical - múltiplo 1 4 3 2 3 4 4 4 3 4
Controle do movimento voluntário da cervical - mobilidade 2 4 3 0 3 4 4 4 2 1
Controle do movimento voluntário da cervical - estabilidade 2 3 3 2 3 4 4 4 3 4
Controle do movimento voluntário da cervical - controle 2 3 3 1 3 4 4 4 3 3
Controle do movimento voluntário da mão - única 2 2 3 2 4 4 4 4 2 2
Controle do movimento voluntário da mão - múltiplo 1 2 3 3 4 4 4 4 3 3
Controle do movimento voluntário da mão - mobilidade 2 2 3 2 4 3 4 4 1 2
Controle do movimento voluntário da mão - estabilidade 2 3 3 2 4 4 4 4 2 2
Controle do movimento voluntário da mão - controle 2 2 3 3 4 4 4 4 2 1
Controle do movimento voluntário do braço - única 3 3 3 3 4 4 4 4 1 2
Controle do movimento voluntário do braço - múltiplo 1 2 3 3 4 4 4 4 2 3
Controle do movimento voluntário do braço - mobilidade 2 3 3 3 4 4 4 4 1 2
Controle do movimento voluntário do braço - estabilidade 2 3 3 3 4 4 4 4 2 2
Controle do movimento voluntário do braço - controle 2 3 3 3 4 4 4 4 2 1
Controle do movimento voluntário dos membros inferiores - única 2 4 1 1 4 4 4 4 2 2
Controle do movimento voluntário dos membros inferiores - múltiplo 1 4 1 1 4 4 4 4 2 1
Controle do movimento voluntário dos membros inferiores - mobilidade 2 3 1 0 4 4 4 4 2 2
Controle do movimento voluntário dos membros inferiores - estabilidade 2 3 1 1 4 4 4 4 3 3
Controle do movimento voluntário dos membros inferiores - controle 2 3 0 1 4 4 4 4 2 3
Controle do movimento do lado direito - única 2 3 1 2 4 4 4 4 1 1
Controle do movimento do lado direito - múltiplo 2 3 1 2 4 4 4 4 3 3
Controle do movimento do lado direito - mobilidade 2 2 1 2 4 4 4 4 1 2
Controle do movimento do lado direito - estabilidade 2 3 1 3 4 4 4 4 2 3
Controle do movimento do lado direito - controle 2 3 1 2 4 4 4 4 2 2
Mobilidade dos ossos Omoplata 2 2 3 3 4 4 4 4 2 2
Estabilidade dos ossos Omoplata 2 4 3 4 4 4 4 4 2 3
Controle dos ossos Omoplata 2 4 3 3 4 4 4 4 2 3
Mobilidade dos ossos Pélvis 4 4 3 3 4 4 4 4 3 3
Estabilidade dos ossos Pélvis 4 4 3 3 4 4 4 4 3 4
Controle dos ossos Pélvis 4 4 3 3 4 4 4 4 3 4
Mobilidade dos ossos Cárpicos 4 3 2 3 4 4 3 4 0 0
Estabilidade dos ossos Cárpicos 4 4 3 3 4 4 3 4 0 0
Controle dos ossos Cárpicos 4 4 3 3 4 4 3 4 0 0
Mobilidade dos ossos Társicos 4 3 0 0 4 4 3 4 2 2
Estabilidade dos ossos Társicos 4 4 0 0 4 4 4 4 2 3
Controle dos ossos Társicos 4 4 0 0 4 4 4 4 2 2
Controle geral das articulações - mobilidade 3 3 2 2 4 4 3 4 2 2
Controle geral das articulações - estabilidade 3 3 2 2 4 4 4 4 3 3
Funções Musculares Av1 Av2 Av1 Av2 Av1 Av2 Av1 Av2 Av1 Av2
Funções relacionadas à força muscular da cabeça - Isotonia 0 3 3 2 4 4 0 0 3 3
Funções relacionadas à força muscular da cabeça - Hipotonia 0 0 3 2 4 4 1 1 3 3
Funções relacionadas à força muscular da cabeça - Hipertonia 3 4 3 0 4 4 0 0 0 0
Funções relacionadas à força muscular da cabeça - isolado 0 2 3 3 4 4 1 1 2 2
Funções relacionadas à força muscular da cabeça - grupo 0 2 3 3 4 4 1 3 3 3
Funções relacionadas à força muscular da cabeça - força 3 2 3 3 4 4 3 3 3 3
Funções relacionadas à força muscular da cabeça - resistência 3 4 3 3 4 4 3 3 3 3
Funções relacionadas à força muscular dos membros superiores - isolado 2 3 1 3 4 4 4 4 1 2
Funções relacionadas à força muscular dos membros superiores - grupo 2 2 1 3 4 4 4 4 2 2
Funções relacionadas à força muscular dos membros superiores - força 2 1 3 3 4 4 4 4 1 1
Funções relacionadas à força muscular dos membros superiores - resistência 2 3 3 3 4 4 4 4 2 2
Funções relacionadas à força muscular dos membros inferiores - isolado 3 4 0 0 4 4 4 4 2 3
Funções relacionadas à força muscular dos membros inferiores - grupo 3 4 0 0 4 4 4 4 3 3
Funções relacionadas à força muscular dos membros inferiores - força 3 4 0 0 4 4 4 4 3 3
Funções relacionadas à força muscular dos membros inferiores - resistência 3 4 0 0 4 4 4 4 3 4
Funções relacionadas à força muscular das mãos - isolado 4 2 3 1 4 4 4 4 1 1
Funções relacionadas à força muscular das mãos - grupo 4 2 3 1 4 4 4 4 1 1
Funções relacionadas à força muscular das mãos - força 2 1 3 0 4 4 4 4 1 1
Funções relacionadas à força muscular das mãos - rigidez 2 2 3 3 4 4 4 4 1 1
Funções relacionadas à força muscular dos pés - isolado 2 4 0 0 4 4 3 4 2 3
Funções relacionadas à força muscular dos pés - grupo 3 4 0 0 4 4 4 4 3 3
Funções relacionadas à força muscular dos pés - força 3 4 0 0 4 4 4 4 2 3
Funções relacionadas à força muscular dos pés - resistência 2 4 0 1 4 4 3 4 2 3
Funções relacionadas à força muscular - lado direito 2 1 3 3 4 4 3 4 2 2
Funções relacionadas à força muscular - lado esquerdo 3 2 2 3 4 4 3 4 3 3
Funções relacionadas à força muscular - metade inferior 2 2 1 2 4 4 3 4 3 3
Funções relacionadas à força muscular - todos os membros 3 2 3 3 4 4 3 4 2 3
Funções Relacionadas com o movimento Av1 Av2 Av1 Av2 Av1 Av2 Av1 Av2 Av1 Av2
Funções relacionadas aos reflexos reflexo posturais 4 3 3 4 4 4 3 3 4 4
Funções relacionadas aos reflexos tônico de estiramento 3 3 3 3 4 4 2 3 1 1
Hiperreflexia 4 4 3 3 4 4 2 2 1 1
Hiporreflexia 0 0 3 0 4 4 0 0 0 0
Funções relacionadas movimentos involuntários 4 3 3 2 4 4 2 4 2 1
Estereotipias e perseveração 0 4 1 0 4 4 0 0 0 0
Visão e funções relacionadas Av1 Av2 Av1 Av2 Av1 Av2 Av1 Av2 Av1 Av2
Acuidade 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0
Campo 0 0 0 0 1 1 0 0 2 2
Binocular 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0
Monocular 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0
Pálpebra 0 0 0 0 2 1 3 3 1 2
Direcionamento 0 0 0 0 3 3 0 0 2 1

Legenda: Avaliação entre terapeutas: Índices Kappa para cada observador com média geral de 0,436 (concordância moderada). Av = Avaliador

A análise estatística dos dados coletados na avaliação neurofuncional no espaço clínico tem como resultado índices Kappa para cada observador com média geral de 0,436 (concordância moderada), desse modo o protocolo demonstra-se reprodutível. Visto que houve concordância entre os avaliadores, serão mantidos os itens do protocolo. Os dados possuem distribuição normal de acordo com teste de Shapiro Wilk.

Análise descritiva com a caracterização do perfil dos sujeitos e recurso alternativo escolhido:

Paciente 1: 14 anos, sexo masculino, alteração motora leve, recurso alternativo de baixa tecnologia - prancha com símbolos pictográficos.

Paciente 2: 13 anos, sexo masculino, alteração motora leve, recurso alternativo de baixa tecnologia - prancha com símbolos pictográficos.

Paciente 3: 10 anos, sexo masculino, alteração motora grave, recurso alternativo de alta tecnologia - acionador por feixe de luz infravermelha colocado na armação de óculos (sem lentes) acionado pelo movimento de piscar os olhos.

Paciente 4: 10 anos, sexo masculino, diagnosticado com a síndrome de Tay Sachs, alteração motora grave, recurso alternativo de alta tecnologia - sensor acelerômetro ótico acionado com o movimento da sobrancelha;

Paciente 5: 5 anos, sexo feminino, alteração motora grave, recurso alternativo de alta tecnologia - acionador de pressão acionado pelo movimento de fechar as mãos.

Discussão

Um dos maiores desafios encontrados foi a obtenção do tamanho da amostra dos sujeitos e a não familiaridade dos profissionais com a competência estabelecida pela pesquisa, como não dominar o assunto, não conhecer a metodologia utilizada, dentre outros15.

O fato de o protocolo ter sido avaliado por peritos com titulação acadêmica, de acordo com Galdeana e Rossi16, aumenta a credibilidade dos dados. A atuação dos profissionais tanto na esfera pública quanto privada favorece a análise dos indicadores por ângulos diferentes, enriquecendo consideravelmente o processo de validação pela estratégia de validação de conteúdo15.

A escolha dos acionadores como recurso alternativo de comunicação abre um leque de possibilidades para esses sujeitos. Crianças com ausência de fala, mas usuárias de sistemas de comunicação alternativa são capazes de compreender e se fazer entender no mundo da linguagem, podendo ser através de olhares, gestos, expressões faciais, postura corporal; permitindo sua interação com os outros e uma maior inserção na sociedade17-19.

Na literatura encontra-se que crianças, jovens e adultos com dificuldades de comunicação oral e escrita necessitam do auxílio da comunicação suplementar e/ou alternativa para ampliar as trocas comunicativas, adquirir novas habilidades comunicativas e assim ampliar o leque de interlocutores, em outros contextos sociais20-25.

O recurso alternativo funciona como instrumento de comunicação e interação com o outro, proporcionando aos sujeitos uma melhor qualidade de vida, como mostra um artigo publicado pelo grupo, com versão inicial do protocolo26.

Conclusão

Acredita-se que o protocolo desenvolvido trará implicações positivas para prática clínica, uma vez que a avaliação neurofuncional seguindo o protocolo desenvolvido permitiu a escolha e implementação de um recurso de comunicação alternativa mais apropriado às características neuromusculares do paciente.

A aplicação desse protocolo de avaliação na rotina clínica permitiria de maneira rápida e a baixo custo identificar quais os componentes das funções ou habilidades motoras que se estão por desenvolver ou controlar e assim implementar a ação terapêutica - ter condições de se comunicar representa melhoria na qualidade de vida dos indivíduos com limitações sérias, motoras e linguísticas - traria domínio em áreas como aquisição de grandezas biológicas, tratamento dos dados, criação de interfaces para interação e integração de sistemas. Esse conjunto de conhecimento pode ser base para estender o projeto atual ou gerar novos projetos. O estudo da neurofuncionalidade em sujeitos com deficiência motora pode definir estratégias de uso para a CAA.

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Fonte de Auxílio: Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe - FAPITEC.

APÊNDICE A - Protocolo (versão final)

PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO NEUROFUNCIONAL PARA ESCOLHA DE RECURSO PARA COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA

Recebido: 29 de Maio de 2017; Aceito: 13 de Abril de 2018

Endereço para correspondência: Cidade Universitária Prof. José Aloísio de Campos, Departamento de Fonoaudiologia, Edênia Menezes, Av. Marechal Rondon, s/n Jardim Rosa Elze, CEP: 49100-000 - São Cristóvão, Sergipe, Brasil, E-mail: edeniamenezes@gmail.com

Conflito de interesses: Inexistente

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