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Sao Paulo Medical Journal
versión impresa ISSN 1516-3180
Sao Paulo Med. J. v.123 supl.spe São Paulo 2005
http://dx.doi.org/10.1590/S1516-31802005000700010
Avaliação do atendimento anestésico da criança e do adolescente em um hospital universitário
Bruno Augusto Moura Bruschi; Andressa Simões Aguiar; Norma Sueli Pinheiro Módolo; Yara Marcondes Machado Castiglia
CET-SBA, Departamento de Anestesiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista, Botucatu, São Paulo
INTRODUÇÃO
Adequada anestesia e satisfação dos pacientes têm tido acentuado destaque.
MÉTODO
Foram entrevistados 230 responsáveis por crianças e adolescentes submetidos à anestesia entre abril e dezembro de 2003. Realizou-se entrevista na visita pós-operatória com questionário de quatro itens: identificação das crianças e responsáveis; esclarecimentos na visita pré-anestésica, quanto à anestesia e à recuperação pós-anestésica (RPA), determinando-se quem deu as informações aos entrevistados, e se houve complicação no pós-anestésico. O responsável atribuiu nota de 0 a 10 ao Serviço de Anestesia.
RESULTADOS
A pesquisa foi respondida pela mãe em 189 casos (82,2%). A maioria das entrevistadas, 114 (75,6%), tinha entre 20 e 39 anos e era casada (64,3%), e 140 (60,9%) não tinham ocupação. Para 89%, o anestesiologista se identificou; para 37% e 77,4%, o profissional esclareceu sobre importância e tempo do jejum; 82%, sobre anemia; 90%, alergia; 46,8%, importância da RPA; 42,2%, tempo de permanência; 72,9%, estado de saúde da criança. Não houve apreensões para 49%, 58% e 58%, respectivamente, no pré-, intra- e pós-anestésico. Dos entrevistados, 78,9% gostariam de ter estado com sua criança na chegada à RPA. Foram relacionadas preocupações no período pré-, intra- e pós-anestésico com o sexo e a idade do paciente -não ter tido nenhuma preocupação maioria dos entrevistados e com a escolaridade do entrevistado. Quanto melhor, foram menor o número e a ocorrência das preocupações relatadas. As notas atribuídas ao Serviço de Anestesia tiveram maior freqüência entre 7 e 10 (97,4%).
DISCUSSÃO
Embora tenham sido detectadas falhas na comunicação entre o médico anestesiologista e os familiares das crianças submetidas à anestesia, quando importantes tópicos não foram abordados, esses responsáveis não demonstraram preocupações quanto à anestesia e recuperação da criança.
CONCLUSÃO
Considera-se que o Serviço de Anestesia desenvolve bom trabalho e as falhas detectadas são de solução simples.
REFERÊNCIA
1. Machado PRD. Qualidade em anestesia. Uma visão do paciente. [Tese Doutoramento.] Botucatu: Universidade Estadual Paulista; 2003.
Endereço para correspondência:
Bruno Augusto Moura Bruschi
Distrito de Rubião Júnior, s/nº
Botucatu (SP) CEP 18618-970
Tel. (+55 14) 3811-6222
Fax (+55 14) 3815-9015
E-mail: anestesi@fmb.unesp.br











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