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Revista Brasileira de Zootecnia

On-line version ISSN 1806-9290

R. Bras. Zootec. vol.28 no.4 Viçosa July./Aug. 1999

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35981999000400013 

MONOGÁSTRICOS

 

Valor nutritivo do capim-elefante (Penninsetum purpureum, Schum), do feno de alfafa (Medicago sativa, L.) e do feno de capim coast-cross (Cynodon dactylon (L.) Pers.) para eqüinos*

 

Nutritive value of elephant grass (Penninsetum purpureum, Schum), alfalfa hay (Medicago sativa, L.) and coast-cross grass hay (Cynodon dactylon (L.) Pers.) for horses

 

 

Maria Izabel Vieira de AlmeidaI; Walter Motta FerreiraII; Fernando Queiroz de AlmeidaIII; Carlos Alberto Saint JustIII; Lúcio Carlos GonçalvesII; Adalgisa Souza Carneiro RezendeII

IZootecnista, Doutorando em Zootecnia. DZO - UFV - 36571-000 - Viçosa, MG. miva@homenet.com.br
IIProfessor do DZO - EV- UFMG - 30161-970 - Belo Horizonte, MG
IIIProfessor do DPA - IZ - UFRRJ - 23851-970 - Seropédica. RJ

 

 


RESUMO

O objetivo deste trabalho foi avaliar o consumo e a digestibilidade aparente dos nutrientes nos alimentos volumosos capim-elefante, feno de alfafa e feno de capim coast-cross em eqüinos adultos. Dezoito éguas adultas da raça Mangalarga Marchador foram distribuídas em delineamento experimental inteiramente casualizado, com três tratamentos, que consistiram em dietas contendo os seguintes alimentos volumosos: T1 - capim-elefante, T2 - feno de alfafa e T3 - feno de capim coast-cross. Os animais foram alimentados ad libitum, duas vezes ao dia. O período experimental constituiu de uma fase de oito dias para adaptação às dietas e cinco dias para a coleta total das fezes. Não houve diferenças no consumo diário de matéria seca (MS) das forragens, sendo observados valores médios de 6,27 kg MS, 68,41 g MS/kg0,75 ou 1,51%PV. Os coeficientes médios de digestibilidade aparente do capim-elefante e dos fenos de alfafa e capim coast-cross foram de 43,10; 55,20; e 49,80% para a MS; 41,60; 53,40; e 47,90% para a energia bruta; 24,60; 71,20; e 56,10% para a proteína bruta; e 40,60; 35,50; e 63,30% para a fibra em detergente neutro.

Palavras-chave: forragens, digestibilidade, energia, proteína, mantença


ABSTRACT

The objective of this work was to evaluate the intake and apparent digestibility of nutrients of elephant grass forages, alfalfa and coast-cross grass hays in adult horses. Eighteen adult Mangalarga Marchador mares were allotted to a completely randomized design with three treatments that consisted on diets with the following forages: T1 - elephant grass, T2 - alfalfa hay, T3 - coast-cross grass hay. The animals were ad libitum fed twice a day. The experimental period was constituted by a phase of eight days for diet adaptation and a phase of five days for total collection of feces. There were no differences of forage dry matter intake, with average values of 6.27 kg DM, 68.41 g DM/kg0,75 or 1.51% LW. The average coefficients of apparent digestibility of elephant grass and alfalfa and coast-cross grass hays were 43.10, 55.20, and 49.80% for DM, 4160, 53.40, and 47.90% for gross energy, 24.60; 71.20 and 56.10% for crude protein and 40.60, 35.50, and 63.30% for neutral detergent fiber.

Key Words: forages, digestibility, energy, protein, maintenance


 

 

Introdução

O valor nutritivo de uma forragem normalmente refere-se ao conjunto formado pela composição química da forragem, à sua digestibilidade e à natureza dos produtos da digestão (REIS e RODRIGUES, 1993).

A digestibilidade de nutrientes orgânicos nos alimentos é comumente expressa em porcentagem da matéria seca que desaparece no balanço entre alimento ingerido e excreção de fezes (VAN SOEST, 1994). O sistema de avaliação de alimentos normalmente utilizado para eqüinos tem sido o mesmo usado para ruminantes, embora diferenças importantes, no que diz respeito ao processo de digestão, devam ser observadas, por causa da diferença na compartimentalização do trato digestivo, o que se traduz em diferentes digestibilidades dos alimentos (SMOLDERS et al., 1990).

O cavalo é um animal herbívoro, que digere principalmente carboidratos de reserva citoplasmática, proteínas e lipídeos, da mesma forma que os suínos, entretanto a extensa população bacteriana presente no intestino grosso permite ao eqüino a utilização de carboidratos estruturais (MERTENS, 1992). Segundo MARTIN-ROSSET e DULPHY (1987), na espécie eqüina, cerca de 70 a 95% do conteúdo celular são digeridos no intestino delgado, enquanto os constituintes da parede celular o são no intestino grosso.

As forragens, provavelmente, constituem a categoria de alimentos mais abundante, porém a maior parte de sua matéria orgânica está na forma de polissacarídeos insolúveis e indigestíveis, que se acumulam com o avançar da idade dos vegetais. Em animais ruminantes e não-ruminantes com ceco e cólon funcionais, como o eqüino, o maior conteúdo celular aumenta a digestibilidade do alimento, mas, nos animais com pouco conteúdo celular, a digestibilidade pode ser elevada quando a parede celular for altamente digestível (VAN ES e VAN DER MEER, 1980).

Segundo PAGAN (1996), vários fatores influenciam o consumo e a qualidade das forragens, sendo a espécie forrageira, o estádio de maturidade da planta, a latitude e a presença de substâncias inibitórias no alimento os mais importantes. Considerando que a capacidade estomacal do eqüino é pequena, menos de 10% do volume total do trato digestivo, os eqüinos não podem ingerir grandes quantidades de alimento fibroso, entretanto, o intestino grosso (ceco e cólon) é muito desenvolvido representando cerca de 60% do volume do trato digestivo, com funções semelhantes às do rúmen (TISSERAND, 1988).

Os eqüinos alimentados ad libitum com dietas contendo alta proporção de forragem compensam o menor conteúdo energético, consumindo cerca de 26% mais alimento que animais alimentados com dieta rica em concentrado (CYMBALUK, 1989). Segundo HINTZ (1988), em animais alimentados em níveis três vezes acima das exigências para mantença, o nível de consumo pode influir na digestibilidade dos nutrientes e reduzir a digestibilidade das dietas de 12 a 13%, quando comparadas em animais alimentados em nível de mantença.

O objetivo deste trabalho foi avaliar o consumo e a digestibilidade aparente dos nutrientes nos alimentos volumosos capim-elefante e fenos de alfafa e de capim coast-cross em eqüinos adultos.

 

Material e Métodos

O presente trabalho foi conduzido no Setor de Eqüinocultura do Instituto de Zootecnia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, e as análises químicas realizadas no Laboratório de Bromatologia do Instituto de Zootecnia, UFRRJ, e no Laboratório de Nutrição Animal do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG.

Foram utilizados 18 eqüinos da raça Mangalarga Marchador, do sexo feminino, com peso de 414 ± 43 kg e idade de 7,5 ± 3,0 anos. No período pré-experimental, os animais foram mantidos em piquetes com pastagens naturais e submetidos a tratamentos contra endoparasitas e ectoparasitas. No período experimental, os animais foram mantidos em baias individuais de alvenaria de aproximadamente 12 m2, com piso e cochos de alvenaria e sem cama, sendo exercitados ao passo, uma vez ao dia, durante 10 minutos.

Foram utilizados três tratamentos, que consistiram em dietas simples com os seguintes alimentos volumosos:

T1 - Capim-elefante (Penninsetum purpureum, Schum, var. Napier);

T2 - Feno de alfafa (Medicago sativa, L.); e

T3 - Feno de capim coast-cross (Cynodon dactylon (L.) Pers.).

O capim elefante foi produzido, pré-murchado e picado no local, tendo sido cortado com aproximadamente 60 dias de idade. Os fenos de alfafa e capim coast-cross foram adquiridos no comércio local e fornecidos aos animais sem qualquer processamento. Além dos alimentos volumosos, forneceu-se suplemento mineral e vitamínico, cerca de 15 g por animal, adicionado diariamente no cocho sobre os alimentos.

O período experimental compreendeu de oito dias para adaptação às dietas e cinco dias para a coleta total das fezes. Os animais foram alimentados ad libitum sendo os alimentos fornecidos duas vezes ao dia, às 8 e 16 h, e as sobras recolhidas nos cochos diariamente antes do fornecimento da dieta matutina. No início do período experimental, foram distribuídos seis animais por tratamento, contudo, durante a fase de adaptação, foram retiradas duas éguas do T1 e uma égua do T2, por apresentarem sintomatologia de cólica por impactação. Além disso, os resultados de digestibilidade obtidos para uma das éguas do T2 foram eliminados, por terem sido bastante inferiores aos dos demais animais do mesmo tratamento.

Durante o período de coleta os alimentos fornecidos e as sobras foram pesados individualmente, obtendo-se, assim, o consumo diário de cada animal. As fezes foram recolhidas imediatamente após a defecação, colocadas em sacos plásticos individuais e pesadas a cada seis horas, às 6; 12; 18; e 24 h. Após a pesagem, o material foi homogeneizado, retiradas alíquotas diárias de 200 g e armazenadas sob refrigeração a -5ºC. Posteriormente, estas alíquotas foram descongeladas, misturadas, homogeneizadas e submetidas à pré-secagem em estufa de ventilação forçada, a 55ºC, por 72 horas; em seguida, foram moídas em moinho tipo Thomas, com peneira de 1 mm.

Amostras de alimentos e sobras coletadas foram armazenadas sob refrigeração a -5ºC. As amostras de capim elefante e sobras foram submetidas ao mesmo procedimento de pré-secagem e moagem das amostras de fezes, enquanto as amostras dos fenos de alfafa e coast-cross foram moídas, sem sofrer pré-secagem.

As amostras de alimentos, sobras e fezes foram analisadas para a determinação dos teores de matéria seca (MS), proteína bruta (PB), extrato etéreo (EE), energia bruta (EB), matéria mineral e fibra bruta (FB), segundo metodologia descrita por SILVA (1990). Os componentes da parede celular, fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA), lignina (LIG), celulose (CEL) e hemicelulose (HEM) foram determinados segundo metodologia descrita por VAN SOEST (1967) e VAN SOEST et al. (1991).

Os coeficientes de digestibilidade aparente dos nutrientes foram calculados a partir dos resultados das análises laboratoriais, aplicados à seguinte equação:

 

 

Os nutrientes digestíveis dos alimentos foram calculados multiplicando-se os teores dos nutrientes na composição de cada alimento pelo coeficiente de digestibilidade dos mesmos.

O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, com três tratamentos (alimentos) e seis repetições para o tratamento T3 e quatro repetições para os tratamentos T1 e T2 , adotando-se o seguinte modelo:

 

 

em que

Yij = valor observado das variáveis estudadas, relativo a cada animal j, recebendo o alimento i ;

m = média geral da característica;

Ai = efeito do alimento i , sendo i = 1, 2 e 3 e i1 = capim-elefante, i2 = feno de alfafa e i3 = feno de capim coast-cross; e

eij = erro aleatório associado a cada observação.

Os resultados foram analisados por meio de análise de variância e as médias foram comparadas pelo teste Student-Newman-Keuls, adotando-se o nível de 5% de probabilidade, utilizando o programa SAEG (UFV, 1997).

 

Resultados e Discussão

A composição química dos alimentos volumosos utilizados no presente trabalho encontra-se na Tabela 1. A composição química do capim-elefante foi similar aos valores obtidos na literatura (FERREIRA et al., 1995; FURTADO et al., 1995; OLIVEIRA, 1995; e PEREIRA e QUEIROZ, 1997). A composição química do feno de alfafa e do feno de capim coast-cross, de modo geral, está de acordo com a composição média destes alimentos citada no NRC (1989).

 

 

Os consumos médios diários de matéria seca, expressos em kg/dia, percentual do peso vivo (%PV) e gramas de MS, em função do peso metabólico (g MS/kg0,75), encontram-se na Tabela 2. Não foram constatadas diferenças significativas no consumo diário de MS, quando este foi expresso em kg MS, g MS/kg0,75 ou %PV. Os resultados médios do consumo diário de MS assemelham-se aos previstos no NRC (1989), para cavalos adultos consumindo dietas exclusivas em forragens (1,5% PV), porém o consumo médio do feno de capim coast-cross foi 7,3% inferior ao recomendado. Segundo MEYER (1995), a capacidade de consumo nos eqüinos adultos em mantença varia em função das raças, 2,5% do peso vivo para raças de pequeno porte, 2,0% para raças de porte médio e 1,5 a 2,0% para raças de grande porte.

 

 

O consumo voluntário de matéria seca do capim elefante foi de 1,55% PV ou 69,45 g MS/kg0,75, inferior ao consumo observado por FERREIRA et al. (1995), de 2,30% PV ou 100,64 g MS/kg0,75, para potros em crescimento da raça Campolina. Consumos mais elevados de MS em dietas exclusivas de capim elefante, para potros em crescimento mestiços das raças Bretão e Campolina, foram observados por FURTADO et al. (1995), de 2,70% PV; OLIVEIRA (1995), de 1,90% PV ou 73,5 g MS/kg0,75; e PEREIRA e QUEIROZ (1997), de 2,60% PV ou 92,40 g MS/kg0,75.

O consumo voluntário de matéria seca do feno de alfafa foi de 1,66% PV ou 75,55 g MS/kg0,75. CUDDEFORD et al. (1995) observaram valores inferiores no consumo voluntário de feno de alfafa, de 1,04% PV ou 49,7 g MS/kg0,75, em eqüinos adultos da raça Puro Sangue Inglês, e de 0,96% PV ou 45,0 g MS/kg0,75, em pôneis adultos da raça Highland, alimentados em nível de mantença. Por outro lado, consumo voluntário mais elevado em dietas exclusivas de feno de alfafa foi observado por TOSI et al. (1982), de 3,02% PV ou 129,8 g MS/kg0,75, para potros em crescimento da raça Brasileiro de Hipismo.

O consumo voluntário de matéria seca do feno de capim coast-cross foi de 1,39% PV ou 62,96 g MS/kg0,75, inferior ao consumo observado em eqüinos adultos em mantença por LIEB et al. (1993), de 2,77% PV, e DUGAN et al. (1993), de 2,47% PV. TOSI et al. (1982) observaram que o consumo voluntário de MS em dietas exclusivas de feno de capim coast-cross foi de 1,85% PV ou 83,2 g MS/kg0,75, para potros em crescimento da raça Brasileiro de Hipismo, enquanto AIKEN et al. (1989) observaram que o consumo de MS do feno de capim coast-cross foi superior em potros em crescimento, de 2,50% PV, quando comparados com eqüinos adultos em mantença, de 2,0% PV.

Vários autores têm enfocado o controle do consumo de alimentos pelos eqüinos de forma diferenciada. Segundo RALSTON (1984), o controle da ingestão de alimentos na espécie eqüina ocorre pela interferência de fatores pré-gástricos, gastrointestinais e metabólicos, enquanto HOUPT (1990) descreve os controles clássicos de controle de consumo: termostático, lipostático e glucostático como sendo os mecanismos de controle envolvidos. Entretanto, MEYER (1995) diferencia mecanismos de longo e curto prazo na regulação da ingestão de alimentos, sendo a manutenção do peso vivo relacionada com os mecanismos de longo prazo, ao passo que os de curto prazo determinariam o início e o término de cada refeição e ambos os mecanismos estariam integrados pelo centro de ingestão de alimentos no Sistema Nervoso Central.

Segundo CYMBALUK (1989), a quantidade de alimento ingerida é determinada pela sua densidade energética; sendo esta baixa, o consumo aumenta e vice-versa. ARCHER (1973), contudo, observa que não há correlação do conteúdo em energia bruta de espécies forrageiras e o consumo voluntário pelos eqüinos. Segundo MINSON (1990), é esperado, em bovinos, maior consumo voluntário das leguminosas, quando comparado ao das gramíneas, podendo esta diferença estar relacionada com a menor resistência à quebra das partículas dos alimentos e a menor percentagem de parede celular e da energia requerida na mastigação das leguminosas. No presente experimento, verificou-se que o consumo de matéria seca do feno de alfafa foi 16,6% superior ao consumo do feno de capim coast-cross, semelhante ao observado por CROZIER et al. (1997) e DULPHY et al. (1997), superior em 16,4 e 13,8%, respectivamente, para o consumo do feno de alfafa, quando comparado ao consumo dos fenos de gramíneas. O consumo voluntário em matéria seca do capim-elefante no presente experimento foi 8,1% menor em relação ao feno de alfafa, semelhante ao observado por DULPHY et al. (1997), inferior em 10,2%, para o consumo de forragens verdes, quando comparado ao consumo do feno de alfafa.

DULPHY et al. (1994) correlacionaram o consumo voluntário de MS de forragens, expresso em g MS/kg0,75, ao teor de fibra em detergente ácido (FDA) na MS, obtendo a seguinte equação: Consumo MS = 153 - 1,46 FDA (r2 = 0,52), que, aplicada aos valores de FDA dos alimentos avaliados, superestima o consumo de MS em 21,2; 31,8 e 36,4% para o capim-elefante, feno de alfafa e feno de capim coast-cross, respectivamente.

Os coeficientes médios de digestibilidade aparente de matéria seca (MS), matéria orgânica (MO), energia bruta (EB), proteína bruta (PB), extrato etéreo (EE), fibra bruta (FB), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA), celulose (CEL), hemicelulose (HEM) e lignina (LIG) dos alimentos avaliados encontram-se na Tabela 3.

O coeficiente de digestibilidade aparente da matéria seca (CDMS) do capim-elefante no presente experimento foi de 43,10%, valor próximo ao obtido por PEREIRA e QUEIROZ (1997), de 47,53%, sendo o capim-elefante cortado aos 70 dias de idade. Outros autores observaram resultados inferiores no CDMS, como ARAÚJO et al. (1996), de 34,42%; FERREIRA et al. (1995), de 29,27%; FURTADO et al. (1995), de 33,60%; e OLIVEIRA et al. (1997), de 23,10%.

O coeficiente de digestibilidade aparente da proteína bruta (CDPB) do capim-elefante no presente experimento foi de 24,60%, inferior ao valor médio, de 36,58%, obtido na literatura (ARAÚJO et al., 1996; FERREIRA et al., 1995; FURTADO et al., 1995; PEREIRA e QUEIROZ, 1997; e OLIVEIRA et al., 1997), enquanto o coeficiente de digestibilidade aparente da energia (CDE) foi de 41,60%, superior aos reportados por ARAÚJO et al. (1996) e FURTADO et al. (1995), de 30,00 e 33,50%, respectivamente.

O coeficiente de digestibilidade aparente da FDN (CDFDN) do capim-elefante no presente experimento foi de 40,60%, valor próximo ao reportado por PEREIRA e QUEIROZ (1997), de 46,11%, e superior ao valor médio de 33,80% obtido na literatura (ARAÚJO et al., 1996; FERREIRA et al., 1995; FURTADO et al., 1995; PEREIRA e QUEIROZ, 1997; e OLIVEIRA et al., 1997). O coeficiente de digestibilidade aparente da FDA (CDFDA) foi de 38,30%, superior aos resultados obtidos por FERREIRA et al. (1995), OLIVEIRA et al. (1997), PEREIRA e QUEIROZ (1997), de 25,01; 23,80; e 31,50%, respectivamente.

O coeficiente de digestibilidade aparente da celulose (CDCEL) do capim-elefante foi 45,60%, superior aos resultados obtidos por FERREIRA et al. (1995), OLIVEIRA et al. (1997) e PEREIRA e QUEIROZ (1997), de 33,01; 29,80; e 30,79%, respectivamente. No entanto, o coeficiente de digestibilidade aparente da hemicelulose (CDHEM) foi de 52,20%, inferior ao resultado obtido por PEREIRA e QUEIROZ (1997), de 63,79%, e superior ao obtido por FERREIRA et al. (1995), 39,70%. Estes resultados demostram que os coeficientes de digestibilidade aparente dos componentes fibrosos do capim-elefante variam de 40 a 50%.

O coeficiente de digestibilidade aparente da matéria seca (CDMS) do feno de alfafa no presente experimento foi de 55,20%, inferior ao valor médio de 62,55% obtido na literatura (TOSI et al., 1982; LIEB et al., 1993; CUDDEFORD et al., 1995; TODD et al., 1995; ARAÚJO et al., 1996; e CROZIER et al., 1997).

O coeficiente de digestibilidade aparente da proteína bruta (CDPB) do feno de alfafa no presente experimento foi de 71,20%, superior ao obtido por CUDDEFORD et al. (1992), de 36,00%, e inferior ao valor médio de 77,88% observado na literatura (TOSI et al., 1982; LIEB et al., 1993; CUDDEFORD et al., 1995; TODD et al., 1995; ARAÚJO et al., 1996; e CROZIER et al., 1997). O coeficiente de digestibilidade aparente da energia (CDE) foi de 53,40%, superior aos reportados por CUDDEFORD et al. (1992) e TODD et al. (1995), de 43,00 e 44,70%, respectivamente, e inferior aos resultados reportados por ARAÚJO et al. (1996), CUDDEFORD et al. (1995) e LIEB et al. (1993), de 64,49; 64,00; e 61,00%, respectivamente.

O coeficiente de digestibilidade aparente da FDN (CDFDN) do feno de alfafa no presente experimento foi de 35,50%, valor próximo a 35,70% reportado por FONNESBECK (1968) e inferior ao valor médio de 43,90% observado na literatura (CUDDEFORD et al., 1992; LIEB et al., 1993; CUDDEFORD et al., 1995; TODD et al., 1995; ARAÚJO et al., 1996; e CROZIER et al., 1997). O coeficiente de digestibilidade aparente da FDA (CDFDA) foi de 32,90%, próximo ao valor médio de 35,02% observado na literatura (FONNESBECK, 1968; TOSI et al., 1982; CUDDEFORD et al., 1992; LIEB et al., 1993; CUDDEFORD et al., 1995; e CROZIER et al., 1997). Entretanto, o coeficiente de digestibilidade aparente da celulose (CDCEL) e da hemicelulose (CDHEM) foi de 53,60 e 44,70%, respectivamente, resultados superiores aos valores médios de 42,21 e 36,85%, respectivamente, observados na literatura (FONNESBECK, 1968; LIEB et al., 1993; e CROZIER et al., 1997).

O coeficiente de digestibilidade aparente da matéria seca (CDMS) do feno de capim coast-cross no presente experimento foi de 49,80%, superior aos reportados por AIKEN et al. (1989) e LIEB et al. (1993), de 43,00 e 41,00%, respectivamente, e semelhante aos resultados reportados por TOSI et al. (1982), DUGAN et al. (1993) e ARAÚJO et al. (1996), os quais variaram de 46,86 a 49,98%.

O coeficiente de digestibilidade aparente da proteína bruta (CDPB) do feno de capim coast-cross no presente experimento foi de 56,10%, superior aos resultados reportados por TOSI et al. (1982), de 40,15%, e AIKEN et al. (1989), de 50,70%, no entanto, foi inferior ao valor médio de 68,10% observado na literatura (LIEB et al., 1993; DUGAN et al., 1993; e ARAÚJO et al., 1996). O coeficiente de digestibilidade aparente da energia (CDE) foi de 47,90%, superior aos reportados por AIKEN et al. (1989), LIEB et al. (1993) e ARAÚJO et al. (1996), de 42,10; 42,00; e 45,33%, respectivamente.

Os coeficientes de digestibilidade aparente da fibra em detergente neutro (CDFDN), fibra em detergente ácido (CDFDA), celulose (CDCEL) e hemicelulose (CDHEM) do feno de coast-cross, no presente experimento, foram de 63,30; 44,60; 54,30; e 83,50%, respectivamente, superiores aos valores médios de 42,91% para o CDFDN; 36,46% para o CDFDA; 41,96% para o CDCEL; e 53,53% para o CDHEM, reportados na literatura (FONNESBECK, 1968; TOSI et al., 1982; AIKEN et al., 1989; LIEB et al., 1993; DUGAN et al., 1993; e ARAÚJO et al., 1996).

O feno de alfafa apresentou valores médios dos CDMS, CDMO e CDE próximos a 55,0%, significativamente maiores (P<0,05) que os valores médios do capim-elefante, próximos de 43,0%, enquanto os valores intermediários, próximos de 50,0%, foram observados para o feno de coast-cross. Estas diferenças podem estar relacionadas com os maiores teores de FDN e FDA, que foram observados no capim-elefante e no feno de coast-cross. O valor do CDPB do feno de alfafa apresentou-se maior (P<0,05) que o valores observados para as gramíneas, enquanto o valor do CDPB do feno de coast-cross apresentou-se maior (P<0,05) que o valor observado para o capim-elefante.

Os valores do CDFDN e CDHEM do feno de coast-cross foram maiores (P<0,05) que os valores observados para o capim-elefante e feno de alfafa, enquanto o valor do CDFDA foi maior (P<0,05) que o obtido para o feno de alfafa. Os valores do CDCEL dos alimentos volumosos capim-elefante, feno de alfafa e feno de coast-cross foram similares.

Os percentuais médios de matéria seca digestível (MSD), matéria orgânica digestível (MOD), proteína digestível (PD), energia digestível (ED), fibra em detergente neutro digestível (FDND), fibra em detergente ácido digestível (FDAD), celulose digestível (CELD) e hemicelulose digestível (HEMD) dos alimentos avaliados encontram-se na Tabela 4.

O valor observado para ED do capim-elefante foi de 1,78 Mcal/kg MS, superior ao obtido por FERREIRA (1994), de 1,17 Mcal/kg MS, e próximo aos valores obtidos por MACHADO (1992) e FURTADO et al. (1995), de 1,78 e 1,50 Mcal/kg MS, respectivamente. A ED observada para o feno de capim coast-cross foi de 2,08 Mcal/kg MS, superior ao valor médio de 1,94 Mcal/kg MS obtido na literatura (FONNESBECK et al., 1967; FONNESBECK, 1968; GIBBS et al., 1988; AIKEN et al., 1989; e BOMBARDA, 1989). Entretanto, o valor de ED do feno de alfafa foi de 2,33 Mcal/kg MS, semelhante ao valor médio de 2,32 Mcal/kg MS observado por ALMEIDA et al. (1998), revisando a literatura corrente sobre o uso da alfafa na alimentação de eqüinos.

Os consumos médios diários de matéria seca digestível (MSD), matéria orgânica digestível (MOD), proteína digestível (PD), energia digestível (ED), fibra em detergente neutro digestível (FDND), fibra em detergente ácido digestível (FDAD), celulose digestível (CELD) e hemicelulose digestível (HEMD) dos alimentos avaliados encontram-se na Tabela 5.

O consumo voluntário de energia digestível (ED) dos animais alimentados com capim-elefante e feno de capim coast-cross foi de 11,04 e 12,1 Mcal, cerca de 82 e 87%, respectivamente, dos requerimentos diários recomendados pelo NRC (1989), enquanto o consumo de ED nos animais alimentados com feno de alfafa foi 16,33 Mcal, cerca de 116% do requerimento diário recomendado pelo NRC (1989).

O consumo voluntário de proteína bruta (PB), expresso em g de PB/Mcal ED, foi de 19,9; 83,9; e 29,9 g, para os animais alimentados com capim-elefante, feno de alfafa e feno de capim coast-cross, que, ao ser comparado com o consumo diário de PB recomendado pelo NRC (1989), de 40 g de PB/Mcal ED, indica que apenas os animais alimentados com feno de alfafa consumiram quantidades de PB suficientes para a mantença. Em relação ao consumo de proteína digestível (PD), o NRC (1989) recomenda que o consumo médio diário seja de 0,60 g PD/kg PV; portanto, no presente experimento os animais alimentados com capim-elefante e feno de capim coast-cross consumiram diariamente 54,0 e 204 g de PD, cerca de 22,38 e 77,80% da recomendação diária. O consumo diário de PD nos animais alimentados com feno de alfafa foi de 974 g PD, cerca de 385,6% da exigência diária, bastante superior ao recomendado pelo NRC (1989).

Avaliando-se os alimentos em conjunto, de acordo com os requerimentos em ED e PD para mantença propostos pelo NRC (1989), verifica-se que o capim-elefante supriu cerca de 82% da ED e apenas 22% da PD, demonstrando ser um alimento bastante deficiente em PD para eqüinos. O feno de capim coast-cross supriu cerca de 87% da ED e 78% da PD, mostrando ser um alimento equilibrado em energia e proteína para eqüinos, sendo necessária a complementação destes nutrientes por outros alimentos volumosos ou concentrados, em dietas para eqüinos adultos em mantença.

O feno de alfafa supriu cerca 116% da ED e 385% da PD, mostrando-se adequado do ponto de vista energético. Entretanto, a quantidade de proteína digerida no trato digestivo excedeu em muito as exigências para eqüinos adultos em mantença, devendo ser considerado que o excesso de nitrogênio absorvido pelo trato digestivo será excretado na urina. Nas áreas urbanas, em hípicas e jockey clubes, é comum a manutenção de eqüinos retidos em baias, onde a conversão dos compostos nitrogenados, excretados nas fezes e urina, em amônia pelos microrganismos, causa problema adicional à poluição ambiental, que é o efeito deletério da amônia nas vias respiratórias dos animais (CHURCH, 1993). Portanto, a utilização deste alimento como dieta exclusiva para eqüinos adultos em mantença não é adequada.

 

Conclusões

O consumo de matéria seca do capim-elefante e dos fenos de alfafa e capim coast-cross foi semelhante, enquanto o coeficiente de digestibilidade aparente da PB do feno de alfafa foi superior ao do capim-elefante e do feno de capim coast-cross e o coeficiente de digestibilidade aparente da FDN do feno de capim coast-cross foi superior ao do capim-elefante e do feno de alfafa, em função da maior digestibilidade da fração correspondente à hemicelulose no feno de capim coast-cross.

O feno de capim coast-cross apresentou-se como alimento equilibrado em energia e proteína digestíveis, com 2,08 Mcal ED/kg MS e 35,17 g PD/kg MS, respectivamente, sendo necessária a complementação destes nutrientes por outros alimentos volumosos ou concentrados, em dietas para eqüinos adultos em mantença. O capim-elefante apresentou-se deficiente em energia e proteína digestíveis, com 1,78 Mcal ED/kg MS e 8,68g PD/kg MS, respectivamente. O feno de alfafa mostrou-se adequado do ponto de vista energético, com 2,33 Mcal ED/kg MS, porém a quantidade de proteína digestível, de 138,54 g PD/kg MS, excedeu as exigências de eqüinos adultos em mantença.

 

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Recebido em: 02/07/98
Aceito em: 22/12/98

 

 

* Parte da Dissertação apresentada à Universidade Federal de Minas Gerais para obtenção do título de Magister Scientiae.

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