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Revista Brasileira de Zootecnia

On-line version ISSN 1806-9290

R. Bras. Zootec. vol.28 no.5 Viçosa  1999

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35981999000500022 

Níveis de energia metabolizável para frangos de corte no período de 22 a 42 dias de idade mantidos em condições de estresse de calor1

 

Levels of metabolizable energy for broilers from 22 to 42 days of age mantained under heat stress conditions

 

 

Adhemar Rodrigues de Oliveira NetoI; Rita Flavia Miranda de OliveiraII; Juarez Lopes DonzeleII; Luiz Fernando Teixeira AlbinoII; Sandra Roselí ValerioI; Humberto Maximiano do CarmoIII

I Estudante de Doutorado do DZO/UFV
II Professor do DZO/UFV
III Zootecnista DZO/UFV

 

 


RESUMO

Utilizaram-se 240 frangos de corte machos Hubbard com peso médio inicial de 689+5,27 g, mantidos de 22 a 42 dias de idade, em condições de estresse de calor (31,9+0,29ºC). Foi usado delineamento inteiramente casualizado, com cinco tratamentos (3000, 3075, 3150, 3225 e 3300 kcal de energia metabolizável/kg de ração), seis repetições e oito animais por unidade experimental. Avaliaram-se os efeitos de níveis de energia metabolizável (EM) sobre o desempenho, a qualidade de carcaça e as variáveis fisiológicas de frangos de corte alimentados de forma controlada (93% do consumo voluntário) com rações isoprotéicas. O ganho de peso e a conversão alimentar elevaram-se e o consumo de energia metabolizável aumentou linearmente, em razão do nível de EM das rações. Observou-se que as deposições de proteína e gordura na carcaça foram influenciadas de forma linear crescente, enquanto o peso absoluto da sobrecoxa apresentou variação quadrática. Os pesos absoluto dos pulmões e do coração e o relativo dos pulmões dos frangos de corte foram influenciados pelo nível de EM das rações. O nível de 3300 kcal de EM proporcionou os melhores resultados de desempenho, enquanto o de 3108 kcal resultou em maior deposição de proteína, com menor proporção de gordura na carcaça de frangos de corte mantidos em condições de estresse de calor.

Palavras-chave: energia metabolizável, estresse de calor, frangos de corte


ABSTRACT

Two hundred and forty male broilers, Hubbard strain, with average 689±5.27 g LW maintained, from 22 to 42 days of age under heat stress (31.9±0.29ºC) conditions were used. A completely randomized design, with five treatments (3000, 3075, 3150, 3225 and 3300 kcal metabolizable energy/kg of diet), six replicates and eight animals per experimental unit was used. The effects of different levels of metabolizable energy (ME) levels on the performance, carcass quality and physiological variables of broilers fed isoproteic diets, in a controlled way (ingesting 93% of the voluntary intake) were evaluated. The weight gain and feed:gain ratio improved and the metabolizable energy intake increased linearly in reason of the metabolizable energy level of the diet. The protein and fat carcass deposition increased linearly and the absolute weight of drumstick quadraticaly in function of the dietary metabolizable energy level. The broiler fed a 3232 kcal of ME showed the best performance; however those fed 3108 kcal diets had higher protein deposition with less proportion of fat in carcass of the broilers maintained under heat stress conditions.

Key Words: broiler, heat stress, metabolizable energy


 

 

Introdução

Sabe-se que altas temperaturas ambientais reduzem o consumo de ração e piora o ganho de peso e a conversão alimentar de frangos de corte. Esta influência negativa do estresse térmico sobre as aves é atribuída a alterações fisiológicas e hormonais.

A inclusão de óleo vegetal nas rações de aves mantidas no calor reduz os efeitos depressivos da temperatura sobre o seu desempenho. Segundo LEESON et al. (1996), frangos de corte que recebem ração com maior nível de energia ganham mais peso e melhoram a conversão alimentar.

O efeito benéfico da adição de óleo nas rações de animais submetidos ao calor está associado a modificações na fisiologia gastrointestinal e ao menor incremento calórico (JUST, 1982) verificado durante os processos de digestão, absorção e assimilação dos nutrientes das rações contendo maior teor de óleo. Esse efeito do óleo sobre a partição de energia resulta em maior quantidade de energia líquida utilizada para produção.

Este trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar níveis de energia metabolizável (EM) para frangos de corte machos Hubbard, no período de 22 a 42 dias de idade, mantidos em ambiente de alta temperatura (32ºC).

 

Material e Métodos

Este experimento foi conduzido no Laboratório de Bioclimatologia Animal do Departamento de Zootecnia do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Viçosa.

Foram utilizados 240 frangos de corte machos Hubbard, com peso inicial médio de 689+5,27 g, no período de 22 a 42 dias de idade. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado com cinco tratamentos (3000, 3075, 3150, 3225 e 3300 kcal de EM/kg), seis repetições e oito aves por unidade experimental.

Durante o período inicial (1 a 21 dias de idade), as aves foram criadas em galpão convencional, recebendo ração com 3000 kcal de EM/kg e 20,18% de PB, para satisfazer suas exigências nutricionais, segundo ROSTAGNO et al. (1996) e manejadas conforme GOMES et al. (1996). Completados os 22 dias de idade, os frangos foram pesados e transferidos para as câmaras climáticas, quando teve início o período experimental.

Na formulação das rações experimentais (Tabela 1), os níveis de proteína bruta (PB), minerais e vitaminas recomendadas por ROSTAGNO et al. (1996) foram aumentados em 10%. As aves receberam ração controlada correspondente a 93% do consumo ad libitum dos frangos de corte no período de 22 a 42 dias de idade, mantidos no calor (32ºC).

Para determinação do consumo voluntário, utilizou-se um grupo adicional de 80 aves distribuídas em grupo de oito por compartimento, mantidas em câmara climática, sob as mesmas condições de estresse térmico das aves no experimento, sendo fornecida ração com 3100 kcal de EM, atendendo à exigência das aves no período, segundo ROSTAGNO et al. (1996).

A água foi fornecida à vontade nos bebedouros e trocada três vezes ao dia, para evitar o aquecimento.

Os frangos de corte foram alojados em grupos de oito em compartimentos de baterias metálicas (0,85 x 0,85m), providos de comedouro e bebedouro tipo calha, mantidos em salas climatizadas com temperatura e umidade relativa controlada.

Foram utilizadas três baterias, sendo dispostas uma por câmara climática. Cada bateria continha 12 compartimentos, sendo que as duas gaiolas centrais foram utilizadas na alocação dos instrumentos para monitorar a condição ambiental das câmaras. Cada compartimento constituiu uma unidade experimental.

As temperaturas e umidade relativas das salas foram registradas três vezes ao dia, por meio de termômetros de bulbo seco e úmido, de globo negro e de máxima e mínima, mantidos no centro da sala.

O programa de luz adotado foi o contínuo (24 horas de luz artificial), durante todo o período experimental, utilizando-se duas lâmpadas fluorescentes de 75 watts por sala.

As aves foram pesadas no início e no final do período experimental para determinação do ganho de peso. Da mesma forma, o consumo de ração foi calculado considerando-se a ração fornecida, os desperdícios e as sobras das rações nos comedouros. Posteriormente, calculou-se a conversão alimentar pela razão entre o consumo de ração e o ganho de peso das aves.

No 42º dia de idade, as aves foram pesadas após jejum alimentar de seis horas. Quatro aves em cada unidade experimental, com peso 10% acima e abaixo da média da unidade, foram abatidas. Após o sangramento e a depenação, as aves foram evisceradas e as carcaças (incluindo cabeça e pés) foram pesadas. Posteriormente, retirou-se e pesou-se a gordura abdominal.

Foram avaliados o peso absoluto (g) e o rendimento (%) das carcaças inteiras (com pés e cabeça), dos cortes nobres (coxa, sobrecoxa, peito e pernas - coxa + sobrecoxa), das penas e da gordura abdominal e do peso de órgãos comestíveis (coração, fígado e moela) e não-comestíveis (proventrículo, intestino e pulmões).

Na determinação do rendimento de carcaça, foi considerado o peso da carcaça limpa e eviscerada (com cabeça e pés), em relação ao peso vivo em jejum, obtido antes do abate.

A gordura abdominal foi considerada como tecido adiposo contido ao redor da cloaca, da Bursa de Fabricius e dos músculos abdominais adjacentes, conforme descrito por SMITH (1993).

O rendimento dos cortes e o peso relativo dos órgãos foram calculados em relação ao peso da carcaça eviscerada.

As carcaças inteiras (com pés e cabeça) foram moídas em "cutter" comercial de 30 HP e 1775 rpm e, após homogeneização, foram retiradas amostras para posteriores análises laboratoriais. As amostras foram pré-secadas em estufa, com ventilação forçada a + 55ºC, por 72 horas. Em seguida, realizou-se o pré-desengorduramento, pelo método quente no extrator tipo "Soxhlet", durante quatro horas, devido ao alto teor de gordura das amostras. Após o pré-desengorduramento, as amostras foram moídas, acondicionadas em vidros e armazenadas em geladeira para as análises subseqüentes. A água e a gordura, extraídas no preparo das amostras, foram consideradas para correção dos valores das análises obtidos.

Um grupo adicional de 24 aves com 22 dias de idade foi abatido para determinação da composição corporal no início do experimento. As carcaças deste grupo foram processadas da mesma forma que o grupo anterior.

As análises bromatológicas (extrato etéreo, proteína e matéria seca) das carcaças dos frangos de corte foram realizadas no Laboratório de Nutrição Animal do Departamento de Zootecnia da UFV, de acordo com os métodos descritos por SILVA (1990).

As deposições de gordura e proteína nas carcaças foram calculadas comparando-se as composições das carcaças das aves do início (22 dias de idade) e do final (42 dias de idade) do experimento.

As análises estatísticas das variáveis estudadas foram realizadas por intermédio do programa SAEG (Sistema para Análises Estatísticas e Genéticas), desenvolvido na UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA - UFV (1982).

As estimativas de exigência de energia metabolizável para os frangos de corte, no período de 22 a 42 dias de idade, mantidos em ambiente de conforto térmico, foram estabelecidas com base nos resultados de ganho de peso e conversão alimentar, por meio de modelos de regressão linear, quadrática e, ou, descontínuo "Linear Response Plateau" (LRP), conforme o melhor ajuste obtido para cada variável.

 

Resultados e Discussão

A temperatura e a umidade relativa do ar médias registradas durante o período experimental no interior das câmaras climáticas, assim como o Índice de Temperatura de Globo e Umidade (ITGU), são mostradas na Tabela 2. Os resultados de desempenho, consumo de energia metabolizável e proteína e deposições de gordura e proteína na carcaça de frangos de corte dos 22 aos 42 dias de idade, recebendo rações com diferentes níveis de energia metabolizável (EM), são apresentados na Tabela 3.

 

 

Os níveis de EM da ração influenciaram (P<0,02) de forma linear crescente o ganho de peso (GP) das aves (Tabela 4). Este resultado está de acordo com os de SELL (1979), BERTECHINI et al. (1991a) e HOWLIDER e ROSE (1992), que constataram aumento no GP de frangos de corte machos mantidos em ambiente de calor, em razão do aumento dos níveis de EM da ração.

A conversão alimentar (CA) também melhorou (P<0,01) de forma linear com o aumento do nível de EM da ração (Tabela 4). Estes resultados corroboram os obtidos por BERTECHINI et al. (1991a) e HOWLIDER e ROSE (1992).

Os resultados de GP e conversão alimentar obtidos corroboram os obtidos por LEESON et al. (1996), que também verificaram melhora no ganho de peso e na conversão alimentar, em razão do aumento do nível energético da ração, para frangos de corte criados em ambiente quente.

Deve-se ressaltar, ainda, que os resultados GP e CA obtidos estariam indicando também possível melhora gradativa da relação energia:proteína das rações, à medida que se elevou o nível de EM, principalmente entre os níveis de 3000 e 3150 kcal, em que ocorreram os maiores aumentos de GP (5,6%) e melhora na CA (4,6%).

Observou-se efeito (P<0,01) dos tratamentos sobre o consumo de energia, que aumentou de forma linear (Tabela 4). Considerando que as aves consumiram ração de forma controlada, de modo que a variação máxima, no período, correspondeu a somente 1,26%. O aumento do nível de energia da ração justifica o resultado observado do consumo de energia.

A deposição de proteína na carcaça aumentou de forma linear (P<0,04), em razão do nível de EM da ração. Entretanto, o modelo descontínuo "Linear Response Plateau" - LRP foi o que melhor se ajustou aos dados, estimando em 3108 kcal o nível a partir do qual os dados permaneceram em um platô (Figura 1). O aumento observado na deposição de proteína na carcaça entre os níveis de 3000 e 3108 kcal pode ter ocorrido em razão da melhora na relação energia:proteína entre esses níveis, que aumentou de 13,97 para 14,42. No entanto, a partir do nível de 3108 kcal de EM, o consumo de proteína foi fator determinante para a deposição de proteína na carcaça.

 

 

O aumento do nível de energia por meio de inclusão de óleo de soja às rações, provavelmente por proporcionar menor incremento calórico (JUST, 1982) e, conseqüentemente, aumento da energia líquida das rações e modificar a taxa de passagem e a digestibilidade do alimento (GUYTON, 1991), é fator que pode, em parte, justificar a melhora observada no GP e na CA das aves.

De acordo com SELL (1979), a adição de óleo nas rações, por aumentar a densidade energética, favorece o desempenho de frangos de corte criados sob estresse de calor.

Com relação à deposição de gordura na carcaça (DGC), também foi verificado aumento linear (P<0,02), em razão da elevação do nível de energia da ração (Tabela 4). Este resultado está de acordo com os de MACARI et al. (1994b), que afirmaram haver aumento gradual na deposição de gordura corporal em aves consumindo níveis crescentes de energia.

Segundo ZANUSSO (1998), aves na fase inicial, recebendo ração controlada, apresentam maior deposição de gordura e proteína na carcaça em razão do aumento do nível de energia da ração. Em trabalhos com frangos de corte recebendo ração à vontade, JACKSON et al. (1982), BERTECHINI et al. (1991c) e PERRAULT e LESSON (1992) também constataram haver maior conteúdo de gordura na carcaça das aves, em razão do aumento da energia da ração, entretanto, verificaram menor deposição de proteína.

Embora a deposição de gordura tenha se elevado de forma linear, constatou-se que as maiores porcentagens de aumento ocorreram a partir do nível de 3150 kcal de EM, o que estaria coerente com o fato de a deposição de proteína não ter variado a partir deste nível. Este resultado estaria indicando que, a partir da relação energia:proteína (14,42) definida como a mais adequada, com base na deposição de proteína, a energia excedente consumida seria depositada em maior proporção como gordura na carcaça.

Os pesos absoluto (g), os rendimentos (%) da carcaça e dos corte nobres (coxa, sobrecoxa, perna e peito) e os pesos relativos (%) da gordura abdominal e das penas das aves mantidas sob estresse de calor são mostrados na Tabela 5.

Observou-se que o peso absoluto e o rendimento de carcaça não foram influenciados pelos níveis de energia da ração. Resultados semelhantes foram obtidos por HOWLIDER e ROSE (1992), que, estudando o efeito de diferentes temperaturas e níveis de energia metabolizável da ração, não constataram efeito do nível energético da ração sobre o rendimento da carcaça de frangos de corte machos no período de 22 a 49 dias de idade. Segundo OLOMU e OFFIONG (1980), o rendimento de carcaça é pouco influenciado pelos níveis nutricionais da ração.

Os pesos absoluto (g) e relativo (%) das penas dos frangos de corte, na fase de 22 a 42 dias de idade, mantidos em estresse de calor e recebendo diferentes níveis de energia na ração, são mostrados na Tabela 5.

Com relação aos cortes nobres, verificou-se que o peso absoluto da sobrecoxa foi influenciado (P<0,02) de forma quadrática pelo nível de energia da ração (Tabela 4), não havendo efeito sobre o peso absoluto da coxa, da perna e do peito. O peso absoluto dos demais cortes e o rendimento de todos os cortes avaliados não foram influenciados pelos níveis de EM da ração.

Avaliando os efeitos de níveis de energia sobre o peso (g) de cortes nobres de frangos de corte machos aos 35 dias de idade, PERRAULT e LEESON (1992) também não encontraram diferenças no peso (g) da coxa, da sobrecoxa e do peito.

Os pesos absoluto (g) e relativo (%) da gordura abdominal não foram influenciados pelos níveis de EM da ração.

Resultados contraditórios foram obtidos por BERTECHINI et al. (1991a,b), que, avaliando a gordura abdominal de frangos de corte aos 49 dias mantidos em ambiente de calor e na fase de 29 a 56 dias de idade, verificaram aumento linear na deposição de gordura abdominal (%), em razão de níveis crescentes de energia.

Considerando os resultados de gordura abdominal, associados com os de deposição de gordura na carcaça, pode-se inferir que, metabolicamente, em condições de estresse de calor, somente a deposição de gordura na carcaça mostrou ser influenciada pelo nível de EM da ração.

Os pesos absoluto (g) e relativo (%) dos órgãos comestíveis (coração, fígado e moela) e não-comestíveis (proventrículo, pulmões e intestino) das aves, mantidas no calor (32ºC), recebendo diferentes níveis de energia nas rações, são apresentados na Tabela 6.

Os níveis de energia estudados aumentaram (P<0,01) de forma linear os pesos absoluto e relativo dos pulmões (P<0,01) (Tabela 4). Da mesma forma, o peso absoluto do coração aumentou (P<0,02) também de forma linear em razão do uso crescente de EM. No entanto, não houve efeito do nível de energia sobre os pesos de moela, fígado, proventrículo e intestinos e sobre os pesos relativos de coração, moela, fígado, proventrículo e intestino.

Considerando os resultados dos pesos dos órgãos obtidos, com exceção dos pesos de pulmões, pode-se deduzir que, para aves sob estresse de calor, variação de 9,5% no consumo de energia não foi suficiente para influenciá-los.

 

Conclusões

O nível de 3000 kcal de EM proporcionou os melhores resultados de desempenho, enquanto o de 3108 kcal resultou em maior deposição de proteína, com menor proporção de gordura na carcaça de frangos de corte, na fase de 22 a 42 dias de idade, mantidos em condições de estresse de calor.

 

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Recebido em: 12/10/98
Aceito em: 03/04/99

 

 

1 Parte da Tese de Mestrado do Primeiro Autor - Projeto Financiado pela FAPEMIG.