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Revista Brasileira de Zootecnia

Print version ISSN 1516-3598

R. Bras. Zootec. vol.28 no.6 Viçosa  1999

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35981999000600008 

MELHORAMENTO, GENÉTICA E REPRODUÇÃO

 

Sincronização da onda folicular com buserelina prévia à indução da luteólise com cloprostenol em bovinos

 

Follicular wave synchronization with buserelin before the luteolisis induction with cloprostenol in cattle

 

 

Deiler Sampaio CostaI; Ciro Alexandre Alves TorresII; Carlos Antônio de Carvalho FernandesIII; Luiz Arthur C. JunqueiraIV; Cláudia D'avila de AlmeidaIV; Sandro Campos AlvimIV

IDoutorando Ciência Animal - UFMG
II
Professor Titular, DZO - UFV
IIIProfessor UNIFENAS
IV
Médico Veterinário

 

 


RESUMO

Este experimento foi realizado para verificar o efeito da aplicação de diferentes doses de um análogo de GnRH (buserelina) sobre a emergência de nova onda de crescimento folicular e o número de folículos recrutados dessa onda, a formação de corpo lúteo acessório, o diâmetro do folículo dominante e do corpo lúteo espontâneo no dia da aplicação do luteolítico e subseqüente taxa de sincronização e o intervalo da aplicação de PGF2α à manifestação do estro. Vinte fêmeas bovinas em diestro, mestiças Holandês x Zebu e Simental x Zebu foram, distribuídas em quatro tratamentos contendo cinco animais cada. No tratamento 1, os animais receberam 4 mg IM de buserelina no dia z 0 (dia em que se iniciou o tratamento) e 150 mg de D(+) cloprostenol no dia 6. Nos tratamentos 2, 3 e 4, receberam, respectivamente, 6, 8 e 10 mg de buserelina, pela mesma via de aplicação, e 150mg de D(+) cloprostenol no dia 6. A atividade ovariana foi monitorada diariamente, com auxílio do aparelho de ultra-sonografia, do dia 0 ao estro, ou até o dia 11 pós-tratamento, naqueles animais que não responderam à prostaglandina. A aplicação de 8 ou 10 mg de buserelina em fase indeterminada do diestro, nas fêmeas bovinas mestiças, promoveu emergência de nova onda de crescimento folicular mais rápida que aplicações de 4 ou 6 mg do mesmo hormônio; enquanto os outros parâmetros avaliados não diferiram entre os animais dos tratamentos.

Palavras-chave: dinâmica folicular, buserelina, cloprostenol, sincronização do estro, bovinos


ABSTRACT

This experiment was carried out to verify the effect of the administration of different doses of GnRH (buserelin) analogue on the emergence of a new follicular growth wave and the number of recruited follicles from this wave, accessory corpus luteum formation, the dominant follicle diameter and the spontaneous corpus luteum on the luteolitic administration day and subsequent synchronization rate and the interval between the PGF2α application and the estrus manifestation. Twenty crossbreed female cattle in diestrus, crossbred Holstein x Zebu and Simental x Zebu were allotted to four treatment groups, each containing five animals. In the treatment 1 the animals received 4 mg IM. of buserelin at day 0 (day in which the treatment began) and 150 mg of D (+) Cloprostenol at day 6. In treatments 2, 3 and 4, the animals received 6, 8 and 10 mg of buserelin, respectively, by the same application way, and 150 mg of D (+) Cloprostenol at day 6. The ovarian activity was daily monitored, with the help of an ultra-sound machine, from day 0 to estrus or until day 11 on those animals, which did not answer to prostaglandin. The application of 8 or 10 mg of buserelin at an unknown phase of diestrus, in female crossbred cattle, promoted an emergence of a new follicular growth wave faster than the applications of 4 or 6 mg of the same hormones, while the other evaluated parameters did not differ among treatments.

Key Words: follicular dynamic, buserelin, cloprostenol, estrus synchronization, cattle


 

 

Introdução

O hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) é um decapeptídeo, cujo principal alvo de ação é a hipófise anterior, onde se liga a sítios específicos (CLAYTON, 1989), liberando, principalmente, hormônio luteotrópico (LH) e, em menor intensidade, hormônio folículo estimulante (FSH) (BRITT et al., 1974; KALTENBACH et al., 1974).

A administração de buserelina, um agonista do GnRH com, aproximadamente, 40 vezes sua potência (ORY et al., 1983), resulta em concentração sérica máxima de LH duas horas após sua aplicação, quantidade suficiente para estimular a ovulação dos folículos grandes (MACMILLAN et al., 1985; McDOUGALL et al., 1995).

Mensurações macroscópicas indicam que a administração de buserelina causa alteração da distribuição folicular nos ovários, diminuindo o número de folículos grandes pela indução da luteinização e, ou, atresia (McNATTY et al., 1981; GUIBAULT et al., 1990). Contudo, observações histológicas indicam que o hormônio não influencia somente a distribuição entre classes de folículos, mas também o número total de folículos dos animais tratados (TWAGIRAMUNGO et al., 1994).

Administrações de buserelina sincronizam o desenvolvimento de nova onda folicular após a indução da ovulação ou luteinização de folículos maiores que 9 mm (STEVENSON et al., 1993; TWAGIRAMUNGO et al., 1994). Esse novo recrutamento folicular tem sido atribuído ao aumento das concentrações de FSH após a administração de buserelina, culminando na emergência de novo folículo dominante (ADAMS et al., 1992; BADINGA et al., 1992). Por sua vez, SILCOX et al. (1993) observaram que a habilidade do folículo dominante em ovular em resposta ao GnRH exógeno é dependente do estádio de seu desenvolvimento no instante do tratamento.

A formação de corpo lúteo acessório parece ser comum após a ovulação induzida pela aplicação de buserelina em vacas (MACMILLAN e THATCHER, 1991). A administração de buserelina prolonga a vida útil do corpo lúteo, protegendo-o parcialmente da luteólise espontânea e prolongando o ciclo estral (HENDERSON e McNATTY, 1975; MACMILLAN et al., 1985).A buserelina, indiretamente, aumenta o número de células luteais grandes e, conseqüentemente, o tamanho do corpo lúteo, resultando no aumento da concentração de progesterona (TWAGIRAMUNGO et al., 1994). Parece que o aumento do número de células luteais grandes nesses animais não é devido ao efeito direto sobre o corpo lúteo, visto que não se encontraram receptores específicos para GnRH nas células luteais de bovinos (BROW e REEVES, 1983; IRELAND et al., 1990). Entretanto, o fato de que injeções de LH ou hCG exógeno aumentam o número de células luteais grandes, associado a concomitante decréscimo no número de células luteais pequenas (NISWENDER et al., 1985; FARIN et al., 1988), indica que a ação do agonista de GnRH é mediada por meio de estimulação da secreção de gonadotrofinas endógenas, principalmente LH (CLARKE, 1989).

Estudos recentes têm sido feitos para controlar não somente a função do corpo lúteo, como também a qualidade do folículo ovulatório nos programas de sincronização de estro (WOLFENSON et al., 1994). A aplicação de buserelina, antes da indução da luteólise, aumenta a precisão da resposta ao estro (THATCHER et al., 1989; TWAGIRAMUNGO et al., 1992 a, b).

Objetivou-se com este experimento verificar o efeito de diferentes doses de buserelina sobre o dia de emergência da nova onda folicular, o número de folículos recrutados dessa onda, o diâmetro do folículo dominante no sexto dia após o tratamento hormonal, o diâmetro do folículo pré-ovulatório no dia do estro após aplicação de luteolítico, o diâmetro do corpo lúteo expontâneo no dia seis, a formação de corpo lúteo acessório, a taxa de sincronização do estro e o intervalo da aplicação de PGF2α à manifestação do estro.

 

Material e Métodos

O experimento foi realizado nas dependências da Fazenda Casa Nova, sediada no município de Araponga, Minas Gerais, no mês de fevereiro de 1996. Foram utilizadas 20 fêmeas bovinas mestiças Holandês x Zebu e Simental x Zebu (16 vacas secas e quatro novilhas) em diestro, com peso vivo acima de 300 kg, escore corporal mínimo de 3,0 (FERGUSON e OTTO, 1989), ciclando regularmente, e sem anormalidades nos órgãos genitais, detectáveis ao exame ginecológico.

Constituíram-se quatro tratamentos contendo cinco animais cada (quatro vacas secas e uma novilha), sendo que, no tratamento 1, os animais receberam 4 mg de buserelina1, por via intramuscular (IM), no dia zero (dia de início do experimento), e 150 mg IM de D(+) cloprostenol2 no dia 6. Nos tratamentos 2, 3 e 4, os animais receberam 6, 8 e 10 mg de buserelina no dia 0 e 150 mg de D(+) cloprostenol no dia 6, respectivamente. Todas as dosagens perfizeram volume total de 2 mL. Quando necessário, era adicionada solução aquosa estéril em quantidade suficiente para completar esse volume.

A atividade ovariana foi monitorada diariamente, sempre no período da manhã, desde o dia zero até o dia do estro ou até o dia 11 pós-tratamento, naqueles animais que não responderam à prostaglandina. Os ovários foram monitorados, via retal, com auxílio de um transdutor linear de 5,0 MHz e as imagens dos folículos e corpos lúteos foram observadas na tela do aparelho de ultra-som ALOKA SSD 500. Os folículos foram mapeados e seus diâmetros medidos após o congelamento da imagem mais representativa de cada estrutura. O diâmetro do corpo lúteo foi calculado pela maior distância entre suas bordas. Todos os exames foram gravados em vídeo-cassete e as imagens reexaminadas ao final do experimento, conferindo-se todas as medidas.

As observações visuais do estro foram feitas diariamente até o sexto dia, das 6 às 8 h e 17 às 19 h, e a partir do dia seis, ininterruptamente, de 5 às 22 h, e também com o uso de um rufião e uma fêmea androgenizada portando buçal marcador. Registrou-se a hora em que o estro começou, ou seja, quando os animais apresentaram reflexo de imobilização à monta.

As amostras de sangue foram coletadas em todos os animais nos dias zero, seis e no dia do estro, utilizando-se tubos vacuolizados para punção da veia ou artéria coccígeas, ficando em temperatura ambiente por 60 a 120 minutos, quando foram centrifugadas a 3.000 rpm, durante 15 minutos. O soro foi armazenado a -18oC.

As concentrações séricas de progesterona foram dosadas por radioimunoensaio em fase sólida com o uso de kit comercial3.

O experimento foi realizado no delineamento inteiramente casualizado. As variáveis número de folículos recrutados da nova onda folicular, número de animais com corpo lúteo acessório, diâmetro do folículo dominante e do corpo lúteo espontâneo no dia seis, diâmetro do folículo pré-ovulatório no dia do estro, intervalo entre a aplicação da PGF2α e o estro e o dia da emergência da nova onda folicular foram estudadas pela análise de regressão linear, admitindo-se nível de 5% de probabilidade.

 

Resultados e Discussão

Todos os animais estavam ciclando e na fase de diestro, pois apresentavam concentração sérica de progesterona no dia zero (dia em que o tratamento foi iniciado), > 1,0 ng/mL (Tabela 1), características que, segundo NAWITO et al. (1977) e MACMILLAN et al., (1985), os tornavam aptos a responder ao tratamento hormonal. A média do peso vivo e a amplitude do escore corporal foram 425,4 kg e 3,0 a 4,0, respectivamente.

 

 

As diferentes doses de buserelina foram eficientes em inibir ou coincidiram com a não-manifestação do estro espontâneo entre os dias zero e seis, conforme reportado anteriormente por TWAGIRAMUNGO et al. (1992 a, b). Essa inibição se deve à alteração no desenvolvimento folicular, induzindo luteinização e, ou, atresia após sua aplicação (GUIBAULT et al., 1990; MACMILLAN et al., 1985).

Um animal que recebeu 8 mg de buserelina e dois que receberam 10 mg tinham ovulado no dia um (Tabela 2), de modo semelhante ao observado por McDOUGALL et al., (1995), os quais reportaram que a administração de um análogo de GnRH poderia liberar quantidade suficiente de LH, estimulando a ovulação dos folículos grandes.

 

 

Os animais que receberam 4 ou 6 mg não apresentaram ovulação induzida pela buserelina. Estes resultados não devem ser atribuídos ao efeito das diferentes doses, em virtude do desconhecimento do dia do diestro em que os animais se encontravam, pois um único exame ultra-sonográfico no dia zero não é suficiente para se determinar o estádio de desenvolvimento folicular (BO et al., 1995). As fêmeas que ovularam em resposta à buserelina apresentaram folículos maiores que 1,4 cm de diâmetro no dia zero, pois provavelmente tratava-se do folículo dominante daquela onda. Houve formação de corpo lúteo acessório nesses três animais, sendo identificado no dia três. Essa estrutura luteal secundária regrediu após a aplicação de luteolítico no dia seis, concordando com os estudos de PURSLEY et al. (1995), sugerindo que, nesse dia, a mesma já possuía receptores suficientes para PGF2α.

A administração de buserelina, durante o diestro, parece ter induzido o surgimento de nova onda de crescimento folicular até cinco dias após sua aplicação (Tabela 2). Uma das possíveis formas de sua ação pode ter sido feita por meio da eliminação do efeito supressivo do folículo dominante sobre a emergência de nova onda, naqueles animais que o possuíam no dia do tratamento (MACMILLAN e THATCHER, 1991), ou induzindo-se a luteinização e, ou, atresia dos folículos menores (TWAGIRAMUNGO et al., 1994).

Os dias de emergência da nova onda de crescimento folicular, após a aplicação de 8 e 10 mg de buserelina (Figura 1), são compatíveis com os achados de outros autores (PURSLEY et al., 1995). Com base no fato de que a emergência de nova onda é precedida um ou dois dias, por um aumento da concentração de FSH (ADAMS et al., 1992), e a adminstração de buserelina induz a liberação de LH e FSH (CHENAULT et al., 1990), acredita-se que a emergência observada nestes tratamentos foi induzida pela aplicação hormonal ou por causa da liberação de FSH endógeno, que ocorre, normalmente, depois que o folículo dominante sofre ovulação ou atresia (KO et al., 1991; ADAMS et al., 1992).

 

 

Os efeitos observados após a aplicação de 4 ou 6 mg de buserelina parecem ser decorrentes da efêmera elevação de LH e FSH, causada após a administração dessas baixas doses (NAWITO et al., 1977; CHENAULT et al., 1990).

A seleção do folículo pré-ovulatório, nos animais que receberam 8 ou 10 mg de buserelina, já tinha ocorrido no dia da aplicação do luteolítico, conforme reportado por TWAGIRAMUNGO et al. (1994), sendo que o folículo pré-ovulatório, no dia do estro, foi o folículo dominante da nova onda induzida pelo tratamento no dia zero, corroborando com SAVIO et al. (1990) e FORTUNE (1993), os quais reportaram que o folículo dominante, quando ainda está crescendo, é capaz de ovular em resposta à indução da luteólise com cloprostenol. No entanto, não se observou diferença na precisão da manifestação do estro entre os tratamentos (Figura 2).

 

 

O número de folículos recrutados da nova onda (Tabela 2) foi semelhante em todos os tratamentos, estando dentro da média encontrada por outros autores (fortune et al., 1988; sirois e fortune, 1988).

Os diâmetros do folículo dominante no dia seis, do folículo pré-ovulatório no dia do estro e do corpo lúteo no dia seis (Tabela 2) não foram diferentes entre os tratamentos (P>0,05). Estas diferenças, caso existam, podem ser evidenciadas se houver maior número de animais em cada grupo. Da mesma forma, a taxa de sincronização e o intervalo entre a aplicação de PGF2α e a manifestação do estro não diferiram entre os tratamentos (P>0,05).

 

Conclusões

A aplicação de 8 ou 10 mg de buserelina em uma fase indeterminada do diestro, em fêmeas bovinas mestiças, promove emergência de nova onda de crescimento folicular mais rápida que aplicações de 4 ou 6 mg do mesmo hormônio.

 

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Recebido em: 14/05/98
Aceito em: 02/08/99

 

 

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