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Revista Brasileira de Zootecnia

Print version ISSN 1516-3598On-line version ISSN 1806-9290

R. Bras. Zootec. vol.29 no.3 Viçosa May/June 2000

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982000000300026 

Características Produtivas e Digestibilidade da Farinha de Folhas de Mandioca em Dietas de Frangos de Corte com e sem Adição de Enzimas1

 

Hunaldo Oliveira Silva2, Ricardo Alves da Fonseca3, Reginaldo de Souza Guedes Filho4

 

 


RESUMO - Experimentos foram realizados a fim de determinar a digestibilidade (Experimento 1) e o efeito da inclusão de farinha de folhas de mandioca (FFM) com e sem a adição de complexos multienzimáticos (CME) em dietas de frangos de corte machos (Experimento 2), de linhagem Hubbard. Os CME utilizados foram compostos de Energex (b-glucanase, pectinase, hemicelulase) e Bio-Feed Alpha (b-glucanase, amilase). No Experimento 1, utilizaram-se aves com 21 dias de idade, com o nível de inclusão 0-41,67% de FFM, para medir o coeficiente de digestibilidade da energia bruta e fibra bruta (CDEB/CDFB) e determinar os valores de energia metabolizável aparente e corrigida (EMA/EMAn). No Experimento 2, utilizaram-se aves de 1-21 dias de idade, com níveis de inclusão de 0-10,34% de FFM, para avaliar o consumo médio de ração (CMR), o ganho de peso médio (GPM) e a conversão alimentar média (CAM). No Experimento 1, houve diferença para os valores do CDEB, CDFB, EMA e EMAn, ocorrendo diminuição na digestibilidade, à medida que se elevaram os níveis de inclusão de FFM na dieta basal. Com a adição dos CME, evidenciou-se melhora nas características analisadas. A determinação dos valores de EMA e EMAn foram de 1697 e 1694 kcal/kg/MS FFM, respectivamente. No Experimento 2, o nível de maior inclusão de FFM foi o que apresentou o pior resultado para as características CMR, GPM e CAM, enquanto o nível 5,17% de FFM não prejudicou o desempenho dos animais. A adição do CME não melhorou o valor nutritivo da FFM.

Palavras-chave: complexo multienzimático, energia bruta, fibra bruta, consumo ração, ganho de peso, conversão alimentar

Productive Traits and Digestibility of Cassava Leaf Meal in Broiler Diets with or without Addition of Enzymes

ABSTRACT - Experiments were carried out to determine the digestibility (Experiment 1) and the effect of the inclusion of cassava leaf meal (CLM) with and without the addition of multi-enzyme complexes (MEC) in male broiler diets (Experiment 2) of the Hubbard strain. The MECs used were made up of Energex (b-glucanase, pectinase, hemicellulose) and Bio-Feed Alpha (b-glucanase, amylase). In Experiment 1, birds with 21 days of age were used, with the level of inclusion of 0 - 41.67% of CLM to determine the digestibility coefficient of the gross energy and crude fiber (DCGE/DCCF) and to determine the values of apparent and corrected metabolizable energy (AME/nAME). In Experiment 2, birds from 1 to 21 days of age, fed diets with levels of inclusion of 0 - 10.34% of CLM were used to evaluate the average feed intake (DAI), average weight gain (AWG) and average feed: gain (AF: G). In Experiment 1, there was difference for the values of DCGE, DCCF, AME and nAME, occurring a decrease on the digestibility as the CLM inclusion levels increased on the basal diet. With the addition of the MECs, an improvement in the analyzed traits was evidenced. The determination of the values of AME and nAME were of 1.697 and 1.694 kcal/Kg/DM CLM, respectively. In Experiment 2, the level of highest inclusion of CLM was the one which presented the poorest result for the traits RAI, AWG and AFC while the level of 5.17% of CLM did not impair the animals performance. The addition of the MEC did not improve the nutritive value of CLM.

Key Words: crude fiber, diet intake, feed:gain ratio, gross energy, multienzyme complex, weight gain


 

 

Introdução

A proporção de grãos componentes das rações engloba, aproximadamente, 60% da alimentação de suínos, 60% de galinha poedeira e 70% de frangos de corte. No Brasil, as rações são formuladas, principalmente, à base de milho e farelo de soja. Ultimamente, outros elementos alternativos vêm sendo estudados, já que os baixos níveis dos estoques mundiais de grãos e a crescente utilização destes cereais, na alimentação animal, estabelecem uma competição com o homem, diminuindo a oferta de grãos disponíveis para a alimentação humana e aumentando os custos de produção das criações.

Na Europa, nos últimos anos, tem aumentado bastante o interesse por pesquisas com novas fontes de alimentação visando ao aproveitamento de nutrientes fibrosos das rações com utilização de potenciadores da digestão para superar os fatores antinutricionais. As enzimas aumentam a digestibilidade e eficiência dos alimentos, reduzindo a ação de inibidores de crescimento presentes na dieta e diminuindo os custos de produção e a contaminação do meio ambiente (PENZ JR., 1996).

Nas condições brasileiras, a procura por alimentos não-convencionais tem encontrado na mandioca uma alternativa para substituir cereais tradicionais, sendo a parte aérea uma opção para a oferta de proteínas foliares a baixo custo, podendo chegar à produção anual de 19 toneladas de folhas por ha/ano (MONTALDO, 1977), além de produção mundial de 20 milhões de t/ano (COELHO DA SILVA, 1981). A farinha de folhas de mandioca (FFM) é constituída por talos primários, secundários e folhas em proporções variáveis segundo a idade da planta, fertilidade do solo e meio ambiente (GOMEZ et al., 1984), apresentando bom teor de vitaminas (A, B1, B2, ácido ascórbico), minerais e proteínas (MONTALDO, 1994). Ademais, outros autores quantificam vários nutrientes, como o teor de proteína bruta da FFM que varia de 22 a 32%; fibra bruta, de 15 a 20%; extrato etéreo, de 4 a 6%; cinzas, 2 a 12%; 1250 a 2700 Mcal/kg (BUITRAGO, 1978), além de 70.000 UI de vitamina A, 0,46 mg de vitamina B1, 0,91 mg de vitamina B2, 5,70 mg de niacina e 980,00 mg de ácido ascórbico (TERRA, 1964).

Entretanto, uma das limitações do uso da FFM nas rações é a presença de fatores antinutricionais, como os polissacarídeos não-amiláceos (PNA), que não são hidrolisados pelas enzimas endógenas das aves. Apesar da presença da linamarina e da lotaustralina, estas são eliminadas pelo processo de obtenção, que remove e baixa a níveis toleráveis estas substâncias (GOMÉZ e VALDIVIESO, 1984; WYLIE et al., 1984; OKEKE et al., 1985; e CHAVEIRO SOARES,1990)

As enzimas exógenas aumentam a digestibilidade e eficiência dos alimentos, reduzindo a ação de inibidores de crescimento, principalmente os PNA, auxiliando as enzimas endógenas nos processos digestivos. Os PNA têm grande influência sobre as dietas das aves, interferindo na absorção intestinal dos lipídeos, reduzindo a deposição de gordura abdominal, e os seus efeitos negativos podem ser reduzidos com a incorporação de enzimas (FRANCESCH et al., 1994). Ademais, os PNA produzem menor eficiência da dieta, menor ganho diário e diminuição na digestibilidade de diversos nutrientes (BRUFAU, 1994).

Assim, o objetivo do presente trabalho foi verificar o efeito da adição de enzimas em dietas formuladas com FFM, em rações para frangos de corte, e sua digestibilidade, avaliando os parâmetros de consumo médio de ração (CMR), ganho de peso médio (GPM) e conversão alimentar média (CAM).

 

Material e Métodos

No Setor de Avicultura do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal da Paraíba, foram conduzidos dois experimentos com a finalidade de verificar a digestibilidade (Experimento 1) e o efeito da inclusão de farinha de folhas de mandioca (FFM) com a adição de complexos multienzimáticos (CME) em dietas de frangos de corte (Experimento 2). Os complexos enzimáticos utilizados nos dois experimentos foram compostos das enzimas Energex (b-glucanase, pectinase, hemicelulase de 50, 5, 126 U/g, respectivamente) e Bio-Feed Alpha (b-glucanase, amilase de 200 e 220 U/g, respectivamente) da Novo Nordisk A/S - Denmark. As aves, para os dois experimentos, foram da linhagem Hubbard, alojadas em baterias com dietas à base de milho e farelo de soja.

A FFM utilizada neste trabalho, foi obtida mediante secagem ao sol durante 48 horas, com a temperatura ambiente variando de 26 a 30oC e umidade relativa do ar de 65 a 70%. Depois de seca, a FFM foi triturada em máquina forrageira e amostras foram coletadas e enviadas ao laboratório para análise bromatológica.

A análise de variância dos resultados da determinação dos valores da energia metabolizável aparente (EMA), da energia metabolizável corrigida pelo balanço de nitrogênio (EMAn) e do coeficiente de digestibilidade de energia bruta (CDEB), CDFB, CMR, GPM e CAM foi realizada pelo processo General Linear Model Procedure (GLM) do programa SAS Institute Inc. (1987) para determinar o nível de significância da adição de CME e FFM. As médias foram comparadas pelo teste Student-Newman-Keus (SNK).

Experimento 1

No Experimento 1, determinaram-se os valores de EMA e EMAn e os CDEB e CDFB. O balanço energético foi realizado pelo método da coleta total das excretas, alimentação ad libitum, com período de adaptação de três dias (17 a 20 dias de idade), seguido de jejum inicial. Entre o 21o e 23o dia, foram administradas as dietas experimentais e realizadas quatro coletas de excretas, a cada 24 horas, incluindo um jejum final. Os animais foram pesados após cada período de jejum, sendo as excretas coletadas em bandejas da própria bateria e congeladas, imediatamente, a -20°C. Estas coletas também serviram para o cálculo da CDEB e CDFB.

O cálculo dos valores de EMA e EMAn foi determinado pelo método Europeu de Referência (BOURDILLON et al., 1989), por análise de regressão linear e por extrapolação aos 100%, a partir das diferenças da EMA e EMAn entre a dieta-referência e cada uma das dietas experimentais compostas de 0%; 10,42; 20,83; e 41,67% de FFM, sendo mais dois tratamentos de 41,67% de FFM com adição dos CME, conforme Tabela 1.

 

 

O delineamento foi em blocos casualizados, com seis tratamentos e quatro repetições, com duas aves por parcela, perfazendo um total de 48 pintos de corte alojados em bateria de digestibilidade.

Para analisar os resultados, utilizou-se o seguinte modelo estatístico:

Yijk = valor observado nas variáveis estudadas, relativas ao efeito da suplementação enzimática i que recebem nível de inclusão de FFMj;

m = constante geral das características estudadas;

Ei = efeito da adição enzimática; i = com e sem enzima;

Fj/Ei = efeito do nível de incorporação crescente de FFM dentro de cada enzima, j = 0; 10,42; 20,83; e 41,67%;

bi = coeficiente linear da regressão da digestibilidade em função do nível de incorporação crescente da FFM;

F = média dos níveis de incorporação crescente; e

eijk = erro aleatório associado a cada observação.

Experimento 2

Foram utilizadas 360 aves, com 1 dia de idade, pesando, em média, 40 g, em um período experimental de 0 a 21 dias de idade. Os animais receberam dietas isoprotéicas e isocalóricas, de acordo com a Tabela 1. Água e ração foram fornecidas ad libitum.

Os tratamentos foram compostos das seguintes dietas:

1. Dieta basal + 0,0% de FFM sem enzima;

2. Dieta basal + 0,0% de FFM com enzima Energex;

3. Dieta basal + 0,0% de FFM com enzima Bio-Feed Alpha;

4. Dieta basal + 5,17% de FFM sem enzima;

5. Dieta basal + 5,17% de FFM com enzima Energex;

6. Dieta basal + 5,17% de FFM com enzima Bio-Feed Alpha;

7. Dieta basal + 10,34% de FFM sem enzima;

8. Dieta basal + 10,34% de FFM com enzima Energex; e

9. Dieta basal + 10,34% de FFM com enzima Bio-Feed Alpha.

O delineamento foi em blocos casualizados em esquema fatorial 3 x 3, três dietas de 0,00; 5,17; e 10,34% de inclusão da FFM, com três adições do CME: 0,0; 0,20 (Bio-Feed Alpha); e 0,75 (Energex) g/kg de dieta.

Para analisar os resultados deste experimento, utilizou-se o seguinte modelo estatístico:

Yijk = observação das aves do bloco k, que receberam dietas com enzimas j, submetidas a dietas com FFM i;

m = média geral da observação;

Fi = efeito do nível de inclusão da FFM i (i = 0,00; 5,17; e 10,34%);

Ej = efeito da adição de enzimas j = com e sem CME (Energex e Bio-Feed Alpha);

Bk = efeito do bloco k (k = 1, 2, 3, 4);

(FE)ij = efeito da interação do tratamento i e da enzima k; e

eijk = erro experimental associado a cada observação.

 

Resultados e Discussão

Análise bromatológica da FFM

A análise bromatológica da FFM utilizada no presente experimento apresentou composição (%) de 21; 17,26; 3,74; 13,49; 9,09; e 90,91 de proteína bruta, fibra bruta, extrato etéreo, cinzas, umidade e matéria seca, respectivamente. FACENDA (1986), trabalhando com farinha de folhas de mandioca (FFM), obteve composição (%) de 18,9; 19,1; 4,70; 8,5; 7,3; e 92,7 de proteína bruta, fibra bruta, extrato etéreo, cinzas, umidade e matéria seca, respectivamente, e MONTALDO et al. (1994), composição (%) de 17,5; 20,8; 3,70; e 10,8 de proteína bruta, fibra bruta, extrato etéreo, cinzas, respectivamente. O índice de perda na desidratação foi de 75%, o que está de acordo com MONTALDO (1977).

Os valores da composição bromatológica podem variar com o clima, o tipo de solo, a variedade e a idade da planta (CARVALHO, 1989; MONTALDO et al., 1994).

Experimento 1

Na Tabela 2, encontram-se os valores de EMA e EMAn da FFM com e sem adição de CME em dietas de frangos de corte.

 

 

A análise estatística indica diferenças significativas (P<0,01) nos valores energéticos da FFM. Observou-se que, à medida que se elevaram os níveis de inclusão da FFM, ocorreu diminuição nos valores de EMA, EMAn, CDEB, CDFB. Isso se justifica pela possível presença de PNA, principalmente, fibra e lignina e pela menor densidade da FFM.

Observou-se, por meio do teste SNK, efeito significativo (P<0,05) com a adição dos CME, sendo que o complexo Energex proporcionou para EMA, EMAn e CDEB, respectivamente, valores de 38,37, 38,75 e 9,84%, que foram melhores em relação ao maior nível de FFM utilizado, sem enzima. Isso pode ser atribuído à atividade enzimática de b-glucanase, pectinase e hemicelulase de ação mais específica para dietas fibrosas.

O CME Bio-Feed (Amilase e b-glucanase) proporcionou melhora (P<0,05) de 14,76 e 15,27% para EMA e EMAn, respectivamente, em relação ao nível mais alto de inclusão de FFM, provavelmente, devido à atividade da b-glucanase.

Os valores de EMA e EMAn da FFM (Figura 1) foram de 1696 e 1694 kcal/kg MS, respectivamente, obtida mediante as seguintes equações de regressão:

EMA = 3155,436951 - 14,58670353X, sendo R2 = 0,91 e EMA = 1697

EMAn = 2990,550203 - 11,70734618X, sendo R2 = 0,91 e EMAn = 1694

 

 

Houve efeito significativo (P<0,001) nos valores de CDFB em relação a dietas que receberam níveis de inclusão de FFM superiores a 20,83%, observando-se menor valor de fibra, à medida que se elevavaram os níveis deste ingrediente.

A adição dos CME não evidenciou efeito no CDFB. A fibra bruta não é boa medida quantitativa do conteúdo de fibra total dos cereais. Em aveia, ÄMAN (1987) encontrou teor de fibra bruta de 9,1%, enquanto a dietética foi de 29,6%; esta oscilação deve-se possivelmente a diferenças no método de determinação da fibra. Isso pode ter ocorrido na determinação da fibra bruta do presente experimento.

Os valores obtidos de EMA estão dentro da faixa encontrada por BUITRAGO (1990) e FACENDA (1986), que foram de 1250 a 2500 e 1590 kcal/kg de matéria seca, respectivamente.

BROZ (1986) e ROTTER (1989) observaram aumento da energia disponível, quando se incluiu CME à base de b-glucanase em dietas à base de cevada. Já CHOCT e ANNISON (1992) e NAHAM e CARLSON (1985) observaram a mesma tendência em dietas à base de trigo. FONSECA (1996) e SAMARASINGHE e WENK (1993), em digestibilidade com farinha da raiz de mandioca, também observaram aumento na disponibilidade de energia, quando se avaliou a adição do mesmo CME.

Experimento 2

Na Tabela 3, encontram-se os resultados dos parâmetros produtivos, quando da utilização da FFM com e sem suplementação enzimática.

 

 

O efeito da inclusão da FFM foi significativo para todos os parâmetros e fases (P<0,01), entretanto, não foi observado efeito significativo (P>0,05) no fator enzima e na interação dieta x CME.

A utilização dos CME não melhorou o valor nutritivo da FFM, provavelmente, por ser mais indicado para dietas à base de cereais.

A partir destes resultados, comparando com o experimento 1, apenas os CME foram eficazes para dietas com níveis elevados de FFM.

O nível de inclusão de 5,17% de FFM comportou-se da mesma forma em relação à dieta controle pelo teste SNK. Esses resultados estão semelhantes aos encontrados por MENDES (1973) e JHAM et al. (1989).

Níveis de inclusão de 10,34% de FFM influiu no GPM, devido à possível presença de fatores antinutritivos, dados também comprovados por MONTILLA (1977) e AGUILERA et al. (1984).

 

Conclusões

A farinha de folhas de mandioca substituiu o milho e a soja na ração de frangos de corte, no nível de 5,17%, em todos parâmetros avaliados, sem prejudicar o desempenho dos animais. A adição do complexo enzimático Energex melhorou a disponibilidade de EMA e EMAn e CDEB, enquanto o complexo Bio-Feed melhorou a EMA e EMAn.

A inclusão dos complexos multienzimáticos não melhorou o CDFB. A farinha de folhas de mandioca apresentou valores de nutricionais que justificam sua inclusão em rações de frangos de corte. A suplementação com CME não melhorou o desempenho das aves, os quais, porém, tiveram melhor atividade em elevados níveis de farinha de folhas de mandioca.

 

Referências Bibliográficas

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Recebido em: 17/03/99
Aceito em: 04/11/99

 

 

1 Parte da Dissertação de Mestrado apresentada pelo primeiro autor à Universidade Federal da Paraíba.

2 Bolsista da CAPES, Prof. da Escola Agrotécnica Federal de São Cristóvão - SE. E.mail: hunaldo@ufla.br

3 Prof. Dr. Univ. Est. do Oeste do Paraná/UNIOESTE, Dep. de Ciências Agrárias, Caixa Postal, 91, 85.960-000, Mal. Cândido Rondon - PR. E.mail: ricardo@unioeste.br

4 Zootecnista, Estudante de Pós-Graduação CCA/Areia/UFPB. Bolsista da CAPES. E.mail: regi@peasa.ufpb.br

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