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Revista Brasileira de Zootecnia

Print version ISSN 1516-3598On-line version ISSN 1806-9290

Rev. Bras. Zootec. vol.30 no.1 Viçosa Jan./Feb. 2001

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982001000100026 

Digestibilidade Aparente de Dietas com Diferentes Níveis de Farelo de Canola para Cavalos1

 

Kátia de Oliveira2, Carlos Eduardo Furtado3

 

 


RESUMO - Foram utilizados quatro eqüinos, machos, com média de 3,5 anos e peso vivo entre 400-450 kg, distribuídos em um delineamento experimental em quadrado latino 4 x 4 (período x animal). Os níveis de inclusão do farelo de canola nas rações foram de 0,0; 2,5; 4,5 e 7,0%, substituindo, respectivamente, 0; 35; 65 e 100% da proteína bruta (PB) do farelo de soja. As rações foram isoprotéicas (13% PB) e isocalóricas (4250 kcal/kg). Utilizou-se o método de coleta total de fezes para determinação dos coeficientes de digestibilidade dos nutrientes. Não houve efeito entre os níveis de substituição da proteína bruta do farelo de soja pelo farelo de canola para nenhum dos nutrientes avaliados. Os valores médios obtidos para os coeficientes de digestibilidade aparente da matéria seca, energia bruta, proteína bruta, fibra em detergente neutro e fibra em detergente ácido foram, respectivamente, 64,04; 55,82; 62,89; 51,20 e 42,05%. Os concentrados para eqüinos podem ser formulados com substituição total da proteína bruta do farelo de soja pelo farelo de canola (nível de inclusão de 7%), sem afetar adversamente a digestibilidade dos nutrientes, tornando-se, assim, uma fonte protéica alternativa para as dietas desta espécie.

Palavras-chave: coeficiente de digestibilidade, eqüinos, farelo de canola

Apparent Digestibility of Diets with Different Levels of Canola Meal to Equines

ABSTRACT- Four male equines averaging 3.5 years old and live weight of 400-450 kg were distributed in a 4 x 4 Latin square (period x animal) experimental design. The inclusion of canola meal levels in diets were 0.0; 2.5; 4.5 and 7.0%, replacing respectively 0, 35, 65 and 100% of crude protein (CP) from soybean meal. The diets were isoproteic (13% CP) and isocaloric (4250 kcal/kg). The total fecal collection method was used for the determination of the nutrient digestibility coefficients. There was no effect of the substitution levels of soybean meal crude protein by canola meal for none of the analyzed nutrients. The average obtained values for the apparent digestibility of dry matter, gross energy, crude protein, neutral detergent fiber and acid detergent fiber were 64.04, 55.82, 62.89, 51.20 and 42.05%, respectively. The concentrate for equines can be formulated with total substitution of soybean meal crude protein by canola meal (inclusion level of 7%) without negatively affects the nutrient digestibilities, becoming as an alternative protein source in the diets of these animal species.

Key Words: canola meal, coefficient of digestibility, equine


 

 

Introdução

A utilização de concentrado na alimentação de eqüinos é um dos fatores que mais onera o custo de produção; desta forma, a busca de fontes alternativas para compor rações para esta espécie, no sentido de diminuir os custos de alimentação, torna-se, atualmente, fator limitante na criação de cavalos.

Nesse sentido, a canola (Brassica napus e Brassica campestris) tem se tornado importante oleaginosa em vários países de clima temperado, pois o farelo de canola, subproduto da extração do óleo, possui teor de proteína digestível semelhante ao do farelo de soja, para muitas espécies animais (BELL, 1984), constituindo-se em fonte alternativa para a alimentação animal (FAUDUET et al., 1995).

Acrescente-se que o farelo de canola possui teor de matéria seca (MS) de 93% (BUSH et al., 1978; MUTZAR e SLINGER, 1982; SORREL e SHURSON, 1990), estando ligeiramente acima do farelo de soja, que apresenta 90%. O teor de proteína bruta (PB) do farelo de canola é inferior ao do farelo de soja (respectivamente, valores de 38 e 44%) e o teor de fibra bruta (FB) do farelo de canola, superior ao encontrado no farelo de soja (SORREL e SHURSON, 1990), de 11,1 e 6,5%, respectivamente.

O alto teor de fibra bruta presente no farelo de canola deve-se à alta proporção de casca em relação ao tamanho da semente (14,0 a 16,0%). Redução do teor de fibra pela remoção da casca é possível durante o processamento, podendo, assim, melhorar a digestibilidade da proteína e energia (SHIRES et al., 1981; BELL e KEITH, 1987). Adicionalmente, nestes processos, que visam o aumento da sua viabilidade na alimentação animal, ainda há o melhoramento genético vegetal, que permite diminuição dos compostos antinutricionais (BJERGEGAARD et al., 1991; QUINSAC et al., 1994). Os níveis de glicosinolatos e ácido erúcico permitidos no farelo de canola, atualmente, são de 30 mmoles/g e 2%, respectivamente, na MS livre de óleo (GRIFFITHS et al., 1998).

LEGGI et al. (1998) estudaram o efeito da substituição do farelo de soja pelo farelo de canola, nas proporções de 0, 20, 40 e 60% para vacas em lactação. Os resultados de digestibilidade da ração total demonstraram que a inclusão de farelo de canola, em ração balanceada, promove queda no coeficiente de digestão, se comparado com rações que contenham apenas farelo de soja. Este fato está de acordo com os resultados obtidos por STAKE et al. (1973), WALDERN (1973) e SHARMA et al. (1980). Isto se explica provavelmente pela quantidade de casca presente no farelo de canola, o que foi confirmado por SARWAR et al. (1981), que encontraram redução na digestibilidade da proteína com a inclusão de casca.

HUSSAR e BOWLAND (1959) mostraram que a substituição de 10% do farelo de soja por farelo de canola diminuiu a digestibilidade da energia e proteína em ratos e suínos. Em outro ensaio, MANNS e BOWLAND (1963), analisando a inclusão de farelo de canola nas proporções de 0, 25, 50 e 100% da proteína suplementar, em dietas de suínos em crescimento e terminação, confirmaram o declínio da digestibilidade da energia com o aumento da concentração de farelo de canola.

Avaliando a digestibilidade dos nutrientes do farelo de canola em coelhos em crescimento, SCAPINELLO et al. (1996) encontraram os seguintes valores, com base na matéria seca total: 57,81% de MS digestível, 33,97% de PD, 3598 kcal/kg de energia digestível (ED), 2,64% de fibra bruta (FB) digestível, 4,56% de fibra em detergente ácido (FDA) digestível e 14,2% de fibra de detergente neutro (FDN) digestível. O valor energético do farelo de canola, obtido pelos mesmos pesquisadores, com base na matéria natural (2174 kcal/kg), foi ligeiramente inferior ao observado por BAUDET et al. (1988), de 3350 kcal/kg, para coelhos em crescimento.

Em um experimento utilizando potros desmamados, CYMBALUK (1990) avaliou três fontes protéicas: farelo de soja, farelo de canola e uma mistura de milho e cevada. A digestibilidade para fibra em detergente ácido, cálcio, fósforo e manganês não foi diferentes, significativamente, porém houve diferença na digestibilidade da PB, sendo os seus valores para farelo de soja, farelo de canola e mistura de milho e cevada, respectivamente, de 77,5; 73,7 e 68,9%.

Apesar do potencial nutricional do farelo de canola, este ingrediente é pouco utilizado em dietas para cavalos em nosso país, principalmente em função da falta de informações científicas quanto aos aspectos nutricionais deste alimento para esta espécie animal. Portanto, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a substituição parcial e total da proteína bruta do farelo de soja pelo farelo de canola, para cavalos, por intermédio do estudo de digestibilidade aparente, visando obter fonte protéica alternativa para a dieta de equinos, bem como diminuir o custo da alimentação.

 

Material e Métodos

Foram utilizados quatro eqüinos, mestiços, machos, castrados, com média de 3,5 anos e peso vivo (PV) entre 400 e 450 kg. O delineamento experimental utilizado foi o quadrado latino (4x4) designado por COCHRAN e COX (1967). Os tratamentos consistiram de quatro dietas contendo quatro níveis diferentes (0; 35; 65 e 100%) de farelo de canola (FC), em substituição à proteína bruta do farelo de soja, formuladas de tal forma a serem isoprotéicas e isocalóricas, resultando na inclusão de 0,0; 2,5; 4,5 e 7,0% de farelo de canola, respectivamente.

A composição química dos ingredientes, centesimal e química das dietas experimentais, encontra-se nas Tabelas 1, 2 e 3, respectivamente.

 

 

 

 

O experimento teve duração total de 65 dias, correspondendo, os cinco primeiros dias, à fase de adaptação (pré-experimental) dos animais às instalações e às condições de manejo.

O período experimental foi subdividido em quatro períodos de quinze dias, em que, durante cada período, os animais receberam os tratamentos designados pelo quadrado latino. A fase experimental I teve duração de dez dias, período utilizado para a adaptação dos animais aos tratamentos e a avaliação de consumo (fornecido-sobra). Durante essa fase, os animais permaneceram confinados individualmente, numa área de 25 m2 cercada com alambrado, piso de chão batido, com comedouro para fornecimento de ração e bebedouro para consumo à vontade, além de comedouro de sal para consumo ad libitum.

A quantidade de alimento fornecida aos animais foi estabelecida segundo as recomendações do NATIONAL RESEARCH COUNCIL - NRC (1989), visando atender às exigências nutricionais para a categoria. Portanto, a ingestão diária de MS total foi de 2% PV, composta por 50% de concentrado e 50% de feno de rhodes (Chloris gayana Kunth.). As dietas foram fornecidas em três refeições, às 8, 12 e 17 h, e as sobras foram retiradas e pesadas 15 minutos antes de cada refeição. Amostras do alimento foram coletadas no início de cada fase experimental.

A fase experimental II teve duração de cinco dias, os quais foram utilizados para coleta total de fezes para determinação dos seguintes coeficientes de digestibilidade aparente de: matéria seca (CDaMS), energia bruta (CDaEB), proteína bruta (CDaPB), fibra em detergente ácido (CDaFDA) e fibra em detergente neutro (CDaFDN), utilizando-se, para isso, as equações propostas por CHURCH (1988).

Para a coleta de fezes, os animais permaneceram confinados durante todo período em baias individuais (2,70 m de comprimento x 1,40 m de altura x 0,90 m de largura), piso de cimento sem cama e providos de comedouros para ração e sal e bebedouro tipo balde.

As fezes foram pesadas diariamente e homogeneizadas e alíquotas de 5% do total diário foram coletadas. Em seguida, foram acondicionadas em sacos plásticos, devidamente identificados e armazenados em freezer, com temperatura variando de -5 e -10°C. Ao final de cada fase experimental II, as amostras foram descongeladas, homogeneizadas por tratamento, das quais foi retirada uma alíquota de 10% para as análises laboratoriais. As análises bromatológicas dos alimentos e fezes foram procedidas segundo metodologia da ASSOCIATION OF OFFICIAL ANALYTICAL CHEMIST - AOAC, 1980).

Deve-se observar que os animais foram pesados no início e ao final de cada fase experimental, bem como vermifugados nos 30, 60 e 90 dias anteriores ao início do experimento.

O modelo estatístico utilizado para a análise do coeficiente de digestibilidade dos nutrientes foi:

Yijk = m + Pi + Aj + Tk + Eijk

em que Yijk é valor observado dos coeficientes de digestibilidade dos nutrientes, relativo a cada indivíduo j, no período i, que recebeu ração com nível de substituição da proteína bruta do farelo de soja pelo farelo de canola k; m, constante geral; Pi, efeito dos períodos, sendo i = 1, 2, 3 e 4; Aj, efeito dos animais, sendo j = 1, 2, 3 e 4; Tk, efeito do nível de substituição da proteína bruta do farelo de soja pelo farelo de canola, sendo k = 1, 2, 3 e 4; Eijk, erro aleatório associado a cada observação.

A análise estatística das variáveis estudadas, relativas à digestibilidade dos nutrientes, foi efetuada considerando-se a técnica da análise da variância para delineamentos em quadrado latino (quatro períodos x quatro animais), com desdobramento dos graus de liberdade de tratamentos (níveis de canola no concentrado), em polinômios ortogonais (COCHRAN e COX, 1967). Nesta análise de regressão dos coeficientes de digestibilidade dos nutrientes, em função dos níveis de farelo de canola, não foi considerado o nível zero de canola.

A análises estatísticas foram realizadas, utilizando-se o programa Statystical Analisys System (SAS, 1986) e as conclusões foram obtidas considerando-se 5% como nível de significância.

 

Resultados e Discussão

Os resultados dos coeficientes de digestibilidade aparente (CDa) da MS, EB, PB, FDN e FDA dos eqüinos encontram-se na Tabela 4. A análise permitiu verificar que não foram detectadas diferenças (P>0,05) entre os tratamentos.

O coeficiente de digestibilidade aparente da PB, do presente trabalho, não diferiu, significativamente, entre as dietas, apresentando valor médio de 62,89%, que foi inferior ao valor médio de 75,6%, encontrado por CYMBALUK (1990), trabalhando com potros de 6 a 12 meses. Por outro lado, o mesmo autor observou, ainda, diferenças significativas entre as fontes protéicas (canola e soja) para o CDPB, na qual os valores encontrados foram 73,7 e 77,5%, respectivamente, diferentemente do que foi observado no presente estudo. Considerando o CDaFDA, CYMBALUK (1990) encontrou valor de 35,55%, o qual não foi significativamente diferente entre dietas contendo farelos de soja ou de canola, sendo, portanto, concordante com a presente pesquisa, porém inferior ao valor médio obtido neste estudo.

As diferenças observadas entre os resultados de CYMBALUK (1990), quando comparadas ao presente experimento, indicam que os CDa da PB e FDA possuem comportamentos distintos em relação à idade dos eqüinos, sugerindo que potros são mais eficientes em digerir a proteína da dieta do que eqüinos adultos, porém ainda não possuem nesta fase microflora cecal totalmente capacitada para digerir de forma adequada os constituintes da parede celular dos alimentos.

Os dados dos CDa dos nutrientes do presente trabalho foram similares aos resultados encontrados por ARAÚJO (1992), exceto para o CDaEB, o qual obteve valores para CDa da MS, EB, PB, FDN e FDA, respectivamente, de 63,75; 63,93; 64,59; 51,52 e 41,15%. Vale ressaltar que os valores observados pelo autor supracitado foram obtidos em eqüinos alimentados com ração à base de milho, farelos de trigo e de soja, contendo 12,73% de PB.

Trabalhos conduzidos por PEREIRA et al. (1989), SAINT JUST (1989), ALVARENGA et al. (1997), WHITAKER e CARVALHO (1997) e ALMEIDA et al. (1998), utilizando eqüinos alimentados com rações à base de feno, milho, farelo de soja e/ou sorgo com níveis protéicos de 12 a 18,5% de PB, relataram valores de CDa da MS e PB variando de 52,8 a 68,6%, e de 60,83 a 77,05%, respectivamente. Estes valores foram próximos aos CDa da MS e PB obtidos no presente trabalho para todos os níveis de substituição de farelo de canola. Por outro lado, os CDa da FDA obtidos com a utilização do farelo de canola foram superiores ao relatado por WHITAKER e CARVALHO (1997), os quais obtiveram valor de 36,8% para o CDa da FDA em rações substituindo o milho pelo sorgo.

 

Conclusões

A substituição total do farelo de soja pelo farelo de canola não afetou negativamente a palatabilidade e o consumo das dietas experimentais.

Os concentrados para eqüinos podem ser formulados com substituição total da proteína bruta do farelo de soja pelo farelo de canola (nível de inclusão de 7%), sem afetar adversamente a digestibilidade dos nutrientes, tornando-se, assim, uma fonte protéica alternativa para as dietas desta espécie animal.

 

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Recebido em: 06/09/99
Aceito em: 21/09/00

 

 

1 Parte da Dissertação de Mestrado apresentada à UEM pelo primeiro autor.

2 Professora do Departamento de Zootecnia - UNIMAR - 17.502.000 - Marília - SP.

3 Professor do Departamento de Zootecnia - UEM - 87.020.900 - Maringá - PR. E.mail:cefurtado@uem.br

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