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Revista Brasileira de Zootecnia

Print version ISSN 1516-3598On-line version ISSN 1806-9290

Rev. Bras. Zootec. vol.30 no.1 Viçosa Jan./Feb. 2001

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982001000100029 

Conteúdo Corporal e Exigências Líquidas de Energia e Proteína de Novilhos Mestiços Holandês-Gir em Ganho Compensatório1

 

Maria Izabel Vieira de Almeida2, Carlos Augusto de Alencar Fontes3, Fernando Queiroz de Almeida4, Sebastião de Campos Valadares Filho2, Oriel Fajardo de Campos5

 

 


RESUMO - Foram utilizados 39 novilhos mestiços Holandês-Gir, com o objetivo de avaliar o efeito da restrição alimentar anterior ao confinamento sobre as mudanças na composição corporal e nas exigências líquidas de energia para mantença e ganho de peso e de proteína para ganho de peso. Trinta animais foram submetidos à alta pressão de pastejo, enquanto os nove restantes tiveram oferta ilimitada de pasto (grupo ganho contínuo); após este procedimento, seis animais do primeiro grupo e três do segundo grupo foram abatidos e os restantes foram confinados. Dos 24 animais do grupo ganho compensatório, 12 receberam alimentação ad libitum (grupo ganho compensatório) e 12, alimento 15% acima da mantença (grupo mantença), enquanto os seis animais do grupo ganho contínuo receberam a mesma dieta ad libitum. A dieta foi constituída por silagem de milho e 26% de concentrado. A exigência de energia líquida para mantença foi determinada por regressão da produção de calor, em função do consumo de energia metabolizável (EM), extrapolando-se para nível zero de ingestão de EM. Foram ajustadas equações de regressão do logaritmo das quantidades corporais de gordura, proteína e energia, em função do logaritmo do peso corporal vazio (PCVZ). A exigência média de energia líquida para mantença para os animais em ganho compensatório foi de 47,50 kcal/kg0,75/dia. A quantidade de gordura e o conteúdo de energia no peso ganho aumentaram, à medida que o peso vivo dos animais aumentou. Os requerimentos líquidos de energia e proteína para ganho de 1 kg de PCVZ foram de 3,13 Mcal/dia e 189,4 g/dia, respectivamente, para animais com 300 kg de peso vivo.

Palavras-chave: bovino, conteúdo corporal, energia, proteína, requerimentos nutricionais

Body Content and Net Requirements of Energy and Protein of Crossbred Holstein-Gyr Steers During Compensatory Growth

ABSTRACT - Thirty-three 39 crossbreed Holstein-Gyr steers were used in a research aiming to evaluate the effects of feed restriction prior to the confinement on the changes in body composition and in the net requirements of energy for maintenance and weight gain, and protein for weight gain. Thirty animals were submitted to a high grazing pressure, while the remaining nine steers had unrestricted access to forage (continuous gain group), after what, six animals from the first group and three from the second group were slaughtered, and the remaining animals were confined. From 24 animals of the compensatory growth group, 12 were fed ad libitum (compensatory growth group) and 12 were fed 15% above the maintenance level (maintenance group), while six animals from continuous gain group were fed the same ad libitum diet. The diet was constituted by corn silage and 26% of concentrate. The net energy requirement for maintenance was determined by regression of the heat production, in function of the metabolizable energy intake (ME), adjusting for heat production at zero level. Regression equations of the log of the body contents of fat, protein and energy in function of the log of the empty-body weight (EBW) were fitted. The average maintenance net energy requirements for the animals in the compensatory growth group was 47,50 kcal/kg0.75/day. The total fat and energy content in body-weight-gain increased as body live weight increased. The net requirements of energy and protein for 1 kg of EBW gain were 3.13 Mcal/day and 189.4 g/day, respectively, for a 300 kg live weight steer.

Key words: bovine, body content, energy, nutritional requirements, protein


 

 

Introdução

Os animais, especialmente os ruminantes, quando em estado natural, experimentam períodos alternados de abundância e escassez de alimentos. Diversos experimentos demonstram que, quando o alimento volta a ser abundante após um período de restrição alimentar, as taxas de crescimento dos animais tornam-se mais aceleradas e excedem aquelas dos animais bem alimentados durante o mesmo período. Esse fenômeno é conhecido como ganho compensatório e tem importância econômica, pois essa habilidade permite aos criadores de bovinos o planejamento da alimentação durante o ano, visando maximizar o uso das pastagens, enquanto este economiza suplementação, armazenando alimentos para serem utilizados nos períodos em que a disponibilidade de alimentos naturais de baixo custo é reduzida.

Um animal que tenha mais depósitos de tecido adiposo, com lipídeos rapidamente disponíveis, pode manter-se melhor e durante mais tempo em condições de privação do que animais com pouca ou nenhuma reserva energética. Conseqüentemente, o grau de crescimento compensatório dependerá da extensão da utilização das reservas adiposas e da mobilização de outros tecidos, como o tecido muscular, e de quanto as condições cronológicas e fisiológicas forem afetadas (LAWRENCE e FOWLER, 1997).

A energia de mantença representa a porção de alimento usada para a manutenção corporal, sem ganho ou perda de energia do corpo. Os requerimentos diários de energia para mantença de bovinos de raças de corte foram estimados em 0,077 Mcal/PCVZ0,75 (LOFGREEN e GARRETT, 1968). Esses requerimentos são mais apropriados para novilhos e novilhas em crescimento de raças britânicas, mantidos em confinamento, sem estresse e com mínima atividade física. Os efeitos da atividade física e, ou, das condições ambientais são incorporados à energia líquida de mantença (ELm), enquanto as influências de alterações na alimentação, nas atividades físicas ou nas condições ambientais, diferentes daquelas da mantença, são incorporadas às estimativas de energia líquida de ganho (NATIONAL RESEARCH COUNCIL - NRC, 1996).

A soma das necessidades de mantença e produção representa a exigência líquida dos animais, que pode variar em função da categoria, do peso e do nível de produção do animal. As informações encontradas em tabelas de exigências nutricionais são valores médios e servem como ponto de referência na formulação de rações. No Brasil, utilizam-se principalmente informações do NRC (1996), dos Estados Unidos, e do AGRICULTURAL AND FOOD RESEARCH COUNCIL - AFRC (1993), do Reino Unido, baseadas em animais de corte tipo europeu, mantidos em regimes de produção e alimentação diferentes dos animais e sistemas de produção encontrados nas condições brasileiras, sendo necessário adaptá-las às condições locais.

Diversos trabalhos de pesquisa têm sido realizados com o objetivo de gerar informações sobre as exigências nutricionais de bovinos de corte no Brasil. Neste sentido, SALVADOR (1980) determinou as exigências de energia e proteína de novilhos azebuados; TEIXEIRA (1984) trabalhou com animais 1/2, 3/4, e 5/8 Holandês-Zebu; PIRES et al. (1993a, b) estimaram as exigências de proteína e energia de bovinos Nelore, F1 Nelore-Marchigiana e F1 Nelore-Limousin; ESTRADA et al. (1997) determinaram as exigências para bovinos não-castrados; LANA et al. (1992a,b) utilizaram animais Nelore, Nelore-Chianina, Nelore-Holandês, mestiços ½ sangue e ¾ Holandês-Gir; FREITAS (1995) determinou as exigências para bovinos não-castrados das raças Nelore, mestiços Holandês-Nelore, Fleckvieh-Angus-Nelore e bubalinos; ARAÚJO et al. (1998), para novilhos mestiços Holandês-Gir; SIGNORETTI et al. (1999), para bezerros Holandeses; FERREIRA et al. (1999), para bovinos F1 Simental-Nelore; PAULINO et al. (1999a,b), para bovinos das raças Gir, Guzerá, Mocho Tabapuã e Nelore; e ROCHA e FONTES (1999), para novilhos Holandeses e mestiços Holandês-Zebu. O volume de informações disponíveis é, entretanto, insuficiente para permitir a elaboração de tabelas de exigências nutricionais adaptadas às condições brasileiras. Portanto, o objetivo deste trabalho foi determinar as exigências líquidas de energia para mantença e ganho de peso, e as exigências líquidas de proteína para ganho de peso em novilhos mestiços Holandês-Gir e os efeitos da restrição alimentar nestas exigências.

 

Material e métodos

Foram utilizados 39 novilhos mestiços Holandês-Gir, castrados, com grau de sangue Holandês mínimo de 7/8, peso vivo inicial médio de 202,1 ± 49,1 kg e idade média de 19,3 ± 5,1 meses, no fim da estação seca. No período pré-experimental, que teve duração de 104 dias, nove animais, escolhidos ao acaso, foram mantidos em pastagens de capim-braquiária (Brachiaria decumbens, Stapf.), de acordo com o manejo usual da fazenda, aos quais foi permitido consumo ad libitum de forragem. Os 30 animais restantes foram mantidos em pastagem com alta taxa de lotação, em restrição alimentar. No primeiro dia do confinamento, seis animais do grupo de restrição alimentar e três do grupo sem restrição foram abatidos, como animais-referência, para estimar a composição corporal e o peso corporal vazio (PCVZ) iniciais dos trinta remanescentes, que foram divididos em três tratamentos: I - seis animais de pastejo irrestrito e que receberam ração ad libitum durante o confinamento - grupo de ganho contínuo; II - 12 animais do grupo de pastejo restrito, que passaram a receber ração ad libitum - grupo ganho compensatório; e III - 12 animais do grupo de pastejo restrito, que passaram a receber ração controlada de forma a suprir a energia e proteína em níveis 15% acima dos requerimentos de mantença - grupo mantença. Durante o confinamento, os animais foram contidos individualmente em área concretada e coberta.

Nos dias 28, 56, 84 e 112 de confinamento, foram abatidos três animais do tratamento ganho compensatório e três animais do tratamento mantença, após jejum de 14 horas. Nos dias 28 e 112, foram, igualmente, abatidos três animais do grupo ganho contínuo. O período de confinamento teve duração total de 112 dias.

Durante o confinamento, os animais receberam dieta única, constituída de silagem de milho e concentrado à base de farelo de soja, fubá de milho, uréia, fosfato bicálcico, calcário, sal e mistura mineral. A ração continha 26% de concentrado na matéria seca e foi calculada de acordo com as normas do AFRC (1993), de modo a permitir ganho de peso vivo diário de 1,2 kg, para os animais alimentados ad libitum, atendendo ao mesmo tempo às exigências de proteína degradável no rúmen. A energia metabolizável (EM) foi estimada a partir do valor de energia digestível (ED) da ração obtida nos ensaios de digestibilidade, multiplicado pelo fator 0,82.

Os animais do grupo mantença receberam, diariamente, o equivalente a 115% da quantidade de alimento calculada para manutenção do peso corporal, ajustando-se a quantidade fornecida, a cada 28 dias, de acordo com os pesos individuais. A dieta foi fornecida uma vez ao dia, individualmente, em quantidade estabelecida de acordo com o peso vivo para os animais de mantença, ou mantendo-se as sobras entre 5 e 10% do total fornecido para os animais de alimentação ad libitum, em ganho contínuo e ganho compensatório, ajustando-se a quantidade da ração quando necessário. Para determinação do consumo alimentar, foram registradas, diariamente, a quantidade de ração fornecida e as sobras. A composição química do concentrado, da silagem e da dieta utilizados durante o experimento está apresentada na Tabela 1.

A estimativa dos coeficientes de digestibilidade aparente de matéria seca (MS), matéria orgânica (MO), extrato etéreo (EE), proteína bruta (PB), carboidratos totais (CHOT), fibra em detergente neutro (FDN) e energia bruta (EB) foi obtida em dois ensaios de digestibilidade, com coleta total de fezes, por meio de bolsas coletoras, utilizando quatro animais com graus de sangue, idades e pesos semelhantes aos do experimento, mantidos em condições semelhantes. Os ensaios foram realizados no segundo e quarto mês do experimento.

As determinações dos conteúdos de MS, MO, FDN, EE e EB, nos alimentos e nas fezes, foram feitas conforme SILVA (1990). As análises de nitrogênio total foram feitas em aparelho semimicro Kjeldahl, excluindo-se as amostras de silagem de milho, que foram analisadas em aparelho macro Kjeldahl, e as análises de extrato etéreo residual das amostras de tecidos, previamente desengorduradas, foram feitas em aparelho Goldfish.

Após os abates, pesaram-se e coletaram-se amostras dos seguintes componentes: sangue, cabeça, pés, couro, cauda, rúmen-retículo, omaso, abomaso, intestinos delgado e grosso, mesentério, gordura interna, baço, coração, fígado, pulmões, rins, língua e carne industrial e, em conjunto, esôfago, traquéia, aparelho reprodutor e gordura. De um animal de cada tratamento, foram pesadas, dissecadas e retiradas amostras da cabeça e de um pé dianteiro e um traseiro. As amostras foram moídas ou picadas e armazenadas em freezer, para posteriores análises.

As carcaças foram serradas ao meio e as duas meia-carcaças, pesadas individualmente e mantidas em câmara fria, à temperatura de -5°C, durante aproximadamente 18 horas; em seguida, foi retirada da meia-carcaça esquerda uma secção transversal da 9a à 11a costela (secção HH) (HANKINS e HOWE, 1946), que foi dissecada, e as porções de músculos, ossos e tecido adiposo foram pesadas e armazenadas em freezer, para posteriores análises.

As amostras de rúmen-retículo, omaso, abomaso, intestinos delgado e grosso, gordura interna e mesentério foram agrupadas proporcionalmente ao peso de cada porção, formando uma amostra composta, representando o trato gastrintestinal mais gordura visceral (TGI + gordura visceral), enquanto as amostras de rúmen-retículo, omaso, abomaso e intestinos delgado e grosso foram agrupadas, formando uma amostra composta, representando as vísceras do TGI. Do mesmo modo, as amostras de fígado, coração, pulmão, rins, baço, língua, carne industrial, esôfago-traquéia e aparelho reprodutor formaram uma amostra composta de órgãos para cada animal.

As amostras de sangue, coletadas imediatamente após o abate, foram pré-secas em estufa ventilada a 55oC, durante 48 horas, moídas em moinho de bola e armazenadas.

As amostras de músculo, tecido adiposo, vísceras e órgãos, após moídas, e as de ossos, couro e cauda, após seccionadas, foram pesadas e levadas à estufa à temperatura de 105oC, durante 48 a 72 horas, até a completa evaporação da umidade, quando foram novamente pesadas, fornecendo o teor de matéria seca gordurosa. Após serem submetidas ao pré-desengorduramento com éter de petróleo, procedendo-se de duas a quatro lavagens, até a remoção da maior quantidade possível de gordura, as amostras foram pesadas novamente, obtendo-se a matéria seca pré-desengordurada (MSPD), conforme descrito por KOCK e PRESTON (1979). As amostras pré-desengorduradas foram moídas em moinho de bola e submetidas às determinações de nitrogênio total e extrato etéreo.

Os conteúdos corporais de energia, proteína, gordura e água foram determinados de acordo com sua concentração porcentual nas amostras de vísceras, órgãos, couro, sangue, cauda, cabeça, pés, músculos, tecido adiposo e ossos, multiplicadas pelo peso de cada parte. Conhecendo-se o teor de MSPD, foi possível converter a composição química na base da matéria seca para matéria natural. Após o pré-desengorduramento das amostras de tecidos corporais, obteve-se a gordura extraída pela subtração da porcentagem de MSPD da MSG, e o teor de gordura total da amostra foi obtido pela soma deste valor com o extrato etéreo residual.

A partir das porcentagens de músculo, tecido adiposo e ossos obtidas na secção HH, foi possível estimar as suas proporções na carcaça, utilizando as equações propostas por HANKINS e HOWE (1946):

em que X é a porcentagem dos componentes na secção HH.

O peso corporal vazio (PCVZ) dos animais foi determinado ao somar o peso de carcaça, sangue, cabeça, pés, couro, cauda, órgãos e TGI + gordura visceral. A relação entre o PCVZ e o peso vivo (PV) dos animais-referência foi determinada para os animais de cada tratamento, e o valor obtido foi usado na estimativa do PCVZ inicial dos animais remanescentes, enquanto o PCVZ final desses animais foi determinado de modo semelhante ao obtido para os animais-referência, quando foram abatidos.

A conversão do PV em PCVZ, para o intervalo de pesos estudado, foi feita pela regressão do PCVZ dos 39 animais utilizados no experimento, de acordo com os PV. Na conversão das exigências para ganho de 1 kg de PCVZ para ganho de 1 kg de PV, foi utilizado o fator médio de 1,19, obtido por meio de equação de predição ajustada (GUIMARÃES, 1999), com os dados dos animais utilizados no presente experimento.

O conteúdo corporal de energia foi determinado a partir dos conteúdos de proteína e gordura e de seus respectivos equivalentes calóricos, conforme a equação proposta pelo AGRICULTURAL RESEARCH COUNCIL - ARC (1980):

em que CE é conteúdo de energia; X, proteína corporal (kg); e Y, gordura corporal (kg).

Para descrever os conteúdos corporais de proteína, gordura e energia retidos no corpo do animal com o aumento do peso corporal, foram ajustadas equações de regressão do logaritmo dos conteúdos corporais, em função do logaritmo do PCVZ (ARC, 1980), segundo o modelo:

em que Yij é logaritmo do conteúdo total de proteína (kg), gordura (kg) ou energia (Mcal) retido no corpo vazio, do animal j, do tratamento i; m, efeito de média (intercepto); bi, coeficiente de regressão do logaritmo do conteúdo de proteína, gordura ou energia, em função do logaritmo do PCVZ; Xij, logaritmo do PCVZ do animal j do tratamento i, em que i = 1, ganho contínuo e 2 = ganho compensatório; e eij, erro aleatório, associado a cada observação, pressuposto normalmente distribuído, com média zero e variância s2.

As exigências líquidas diárias de proteína e energia para ganho de peso foram estimadas por meio das equações obtidas por derivação das equações ajustadas para composição corporal, do tipo:

em que a e b são intercepto e coeficiente de regressão, respectivamente, das equações de predição dos conteúdos corporais de proteína, gordura e energia.

As equações para predição de composição corporal, bem como as equações delas derivadas para predição de exigências líquidas de energia e proteína para ganho, foram ajustadas para animais dos tratamentos ganho compensatório e ganho contínuo.

As exigências líquidas de energia para mantença (ELm) foram estimadas ao utilizar apenas os animais dos tratamentos mantença e ganho compensatório, os quais haviam sido submetidos ao mesmo tratamento no período anterior ao confinamento. Os animais de ganho contínuo não foram utilizados, por não haver animais correspondentes a eles submetidos em nível de mantença, durante o período de confinamento. A ELm foi determinada pela regressão do logaritmo da produção de calor, de acordo com o consumo de energia metabolizável (EM), em kcal, por dia e unidade de peso metabólico, extrapolando-se a equação para o nível zero de consumo de EM, segundo LOFGREEN e GARRETT (1968).

No ajustamento das equações de regressão, foi utilizado o programa LSMLMW (HARVEY, 1987), e as equações obtidas para os diferentes tratamentos foram avaliadas segundo o teste de identidade de modelos (GRAYBILL, 1976), utilizando equação comum para dois tratamentos, quando o teste não indicou diferença entre modelos. Na análise de variância, utilizou-se o teste de F, a 1% de significância.

 

Resultados e discussão

Exigências de energia de mantença

Os parâmetros das equações e os valores das estimativas das exigências líquidas médias de energia de mantença, obtidas com base em todos os animais abatidos durante o confinamento, e por período, com base nos animais abatidos em cada período de 28 dias, estão relacionados na Tabela 2.

Obteve-se a equação geral, média, para estimar a exigência de energia líquida para mantença, com base nos 30 animais submetidos à restrição antes do confinamento: Log PCVZ = 1,6767 + 0,0022*CEM (r2 = 0,93). A ELm estimada por essa equação foi 47,50 kcal/kg0,75.dia, para novilhos mestiços após restrição alimentar. Valores de exigências de ELm um pouco superiores aos deste trabalho foram obtidos, no Brasil, por vários autores. SALVADOR (1980), com novilhos azebuados, estimou a exigência de ELm em 56,0 kcal/kg0,75; GONÇALVES (1988), em 59,77 kcal/kg0,75, para bovinos de raças européias e zebuínas; e FREITAS (1995), em 50,22 e 58,19 kcal/kg0,75, para bovinos Nelore e mestiços, respectivamente; PAULINO et al. (1999a), 60,38 kcal/kg0,75, para bovinos de quatro raças zebuínas, em fase de acabamento; e PIRES et al. (1993b), 68,03 e 67,92 kcal/kg0,75 para animais F1 Nelore-Limousin e Nelore-Marchigiana, respectivamente, e de 34,17 kcal/kg0,75 para animais Nelore.

Estes valores estão mais próximos dos encontrados no presente trabalho do que os verificados por LOFGREEN e GARRETT (1968), de 77 kcal/kg0,75, para bovinos de raças européias, e por autores brasileiros como ROCHA e FONTES (1999), de 68,44 kcal/kg0,75, para animais de origem leiteira; ARAÚJO et al. (1998), de 81,3 kcal/kg0,75, para bovinos mestiços; e SIGNORETTI et al. (1999), de 110,46 kcal/kg0,75, para bovinos Holandeses.

Os requerimentos de energia de mantença mais baixos, verificados no presente trabalho, para animais submetidos à restrição alimentar prévia, encontram suporte na literatura. Quando é fornecido nível normal de nutrição a animais anteriormente submetidos a estresse nutricional, espera-se menor exigência de energia de mantença, por certo período de tempo, cuja duração irá depender do grau de restrição alimentar anterior, da duração do período de restrição e da adaptação ao nível nutricional mais baixo, proporcionada principalmente pela redução da massa dos órgãos internos, metabolicamente mais ativos (RYAN, 1990; NICOL e KITESSA, 1995).

As estimativas das exigências de energia de mantença nos períodos sucessivos, após o início da realimentação, não aumentaram, à medida que se estendia o período de confinamento. Os resultados evidenciam que as exigências de mantença mantiveram-se baixas durante todo o período experimental, mas podem ter sido influenciados pelo menor número de animais experimentais nos dois últimos subperíodos (Tabela 3).

GUIMARÃES (1999), utilizando os mesmos animais deste experimento, observou maiores ganhos de peso vivo e de peso de não-componentes da carcaça nos animais do grupo ganho compensatório que nos animais do grupo ganho contínuo, nos primeiros 28 dias de confinamento, embora os dois grupos não diferissem quanto ao consumo alimentar. Os resultados do presente estudo não mostraram elevação das exigências de mantença nos animais do grupo ganho compensatório, após os primeiros 28 dias de confinamento. Possivelmente, diferenças no perfil hormonal, favoráveis ao maior ganho de peso dos animais do grupo ganho compensatório, nos primeiros 28 dias, possam explicar o seu melhor desempenho no período, o que poderia também estar ligado a diferenças na composição inicial do peso ganho.

Segundo WILSON e OSBOURN (1960), FOX et al. (1972), FERREL et al. (1986) e CARSTENS et al. (1987), o ganho compensatório implica redução das necessidades líquidas de energia de mantença e incremento na utilização da energia metabolizável, usada acima da mantença, resultando em maior disponibilidade de energia líquida para ganho. As diferenças na exigência de energia líquida para mantença podem ser, em parte, explicadas por diferenças no tamanho dos órgãos internos. ROMPALA et al. (1985) relataram que o crescimento compensatório está associado à maior deposição de proteína (de 25 a 40%) no início da recuperação e à menor deposição de gordura, devido à relativa perda anterior de gordura e proteína; porém, em uma segunda fase da recuperação, esta relação se inverte. SAINZ et al. (1995) observaram que animais sob ganho compensatório tratados com dietas que continham alto teor de concentrado apresentaram requerimento de energia de mantença 17% menor que aqueles tratados com alta proporção de volumosos, durante a realimentação.

Composição corporal e exigências de energia e proteína para ganho de peso

Os parâmetros das equações de regressão do logaritmo da quantidade de proteína (kg) e gordura (kg) e a concentração de energia (Mcal) no corpo vazio, em função do logaritmo do PCVZ, obtidos para os animais dos tratamentos ganho contínuo e ganho compensatório, em conjunto, estão apresentados na Tabela 4. Não houve diferença significativa entre as equações dos tratamentos (P>0,05), pelo teste de identidade de modelos, razão pela qual foi adotada uma equação única para composição corporal dos novilhos em ganho contínuo e ganho compensatório.

 

 

Os valores dos coeficientes b indicaram aumento do conteúdo corporal de proteína, em taxa ligeiramente inferior ao aumento do peso corporal, e deposição de gordura e energia em ritmo mais elevado. A partir dessas equações, foi possível predizer os conteúdos corporais totais de gordura (kg) e proteína (kg), as proporções de gordura e proteína (g/kg PCVZ) e o conteúdo de energia por unidade de PCVZ (Mcal/kg PCVZ), bem como a relação entre os conteúdos de gordura e proteína, para animais de 150 a 450 kg de peso vivo (Tabela 5).

Os conteúdos totais de proteína aumentaram de 24,68 para 78,40 kg, com aumento do PCVZ de 116 para 399 kg. Por outro lado, a concentração de proteína em g/kg de PCVZ reduziu de 212,58 para 196,64, neste intervalo de peso, o que está de acordo com os resultados obtidos por ARAÚJO et al. (1998) e ROCHA e FONTES (1999), para animais de mesmo tipo racial.

O conteúdo de proteína por unidade de ganho de peso de corpo vazio (GPCVZ) apresentado na Tabela 6 reduziu-se com o aumento do PCVZ. Os conteúdos de gordura, em kg e em g/kg de PCVZ (Tabela 5) e de energia, em Mcal/kg de PCVZ (Tabela 5) e em Mcal/kg GPCVZ (Tabela 6), aumentaram com o incremento do peso de corpo vazio.

Estas observações indicam que o conteúdo total de proteína e gordura aumentam e que há redução da concentração de proteína e incremento na concentração de gordura do GPCVZ, com o aumento do PCVZ. Observa-se que, em animais mestiços, o aumento na taxa de deposição de gordura foi mais tardio que o relatado por FREITAS (1995), para animais da raça Nelore.

Por derivação das equações de predição do conteúdo corporal de proteína e energia, foram estimadas as exigências líquidas diárias de proteína (kg) e energia (Mcal) por quilograma de GPCVZ, para novilhos mestiços de 150 a 450 kg de PV Tabela 6). Os requerimentos para 1 kg de PCVZ foram divididos pelo fator 1,19, para que fossem obtidos os requerimentos líquidos de proteína e energia para ganho de peso vivo.

As exigências de proteína passaram de 199,1 para 184,2 g/kg GPCVZ, com o aumento do peso dos animais de 150 para 450 kg PV, para ambos os tratamentos. A exigência líquida de proteína para GPCVZ, de animais com 300 kg de peso vivo, obtida neste trabalho, foi de 189,4 g, valor próximo aos obtidos por ARAÚJO et al. (1998), de 196 g para animais de mesmo tipo racial, e por SIGNORETTI et al. (1999) e PAULINO et al. (1999b), de 183 g, no entanto foi superior à exigência estimada por LANA et al. (1992a), de 63,49 g para novilhos Nelore e 143,17 g para animais mestiços; por FREITAS (1995), de 108,34 g para novilhos Nelore e de 175,33 g para novilhos mestiços, pesando 350 kg; e por ROCHA e FONTES (1999), de 148,70 g.

As exigências líquidas de energia para ganho de 1 kg de peso de corpo vazio aumentaram com o peso vivo, sendo de 3,13 Mcal para novilhos pesando 300 kg de PV. Este nível de exigência está próximo aos estimados por LANA et al. (1992a), de 3,05 Mcal; por FREITAS (1995), de 3,15 Mcal; por FERREIRA et al. (1999), de 3,03 Mcal; e por PAULINO et al. (1999b), de 3,38 Mcal; porém foi superior aos obtidos pelo NRC (1984), de 2,80 Mcal; por SIGNORETTI et al. (1999), de 2,83Mcal; e por ROCHA e FONTES (1999), de 2,49 Mcal; sendo inferior à exigência determinada por ARAÚJO et al. (1998), de 3,46 Mcal.

Para determinação das exigências de acordo com o peso vivo, foram convertidos os PCVZ em PV, utilizando as equações lineares de regressão do peso vivo, em função do peso corporal vazio dos animais do presente estudo, mostradas na Tabela 7.

 

Conclusões

Com o aumento do PV dos animais, houve incremento dos conteúdos corporais de proteína, gordura e energia. Entretanto, a concentração de proteína, por unidade de PCVZ, reduziu-se, contrapondo-se às elevações das concentrações de gordura e energia, independentemente do regime alimentar anterior ao confinamento.

A exigência de energia de mantença, determinada para os animais do tratamento ganho compensatório, foi de 47,50 kcal por unidade de tamanho metabólico, situando-se abaixo dos valores estabelecidos pelo NRC (1996) e determinados por alguns autores, no Brasil, para animais em fase de crescimento normal.

As exigências líquidas de proteína para ganho de peso situaram-se dentro do intervalo de resultados obtidos por pesquisadores brasileiros para animais mestiços europeus ou zebuínos, em fase de crescimento normal.

 

Referências Bibliográficas

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Recebido em: 19/04/00
Aceito em: 29/09/00

 

 

1 Parte da tese apresentada à Universidade Federal de Viçosa para obtenção do título de Doctor Scientiae.

2 UFV/DZO - 36571-000 - Viçosa, MG. E.mail: miva@homenet.com.br

3 UENF/CCTA - 28015-820 - Campos dos Goytacazes, RJ. E-mail: caafontes@uenf.br

4 UFRRJ/DMCV- IV - 23851-970 - Seropédica, RJ. E-mail: falmeida@ufrrj.br

5 EMBRAPA/CNPGL - 36038-330 - Juiz de Fora, MG. E-mail: oriel@embrapa.br

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