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Revista Brasileira de Zootecnia

Print version ISSN 1516-3598On-line version ISSN 1806-9290

Rev. Bras. Zootec. vol.31 no.1 Viçosa Jan./Feb. 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982002000100026 

Determinação da Cinética Ruminal da Proteína de Vários Alimentos Utilizando o Método de Inibidores In Vitro1

 

Fernando Iván Londoño Hernández2, Sebastião de Campos Valadares Filho3, Rogério de Paula Lana3, Paulo Roberto Cecon4 , Antonio Bento Mancio3, Mario Fonseca Paulino3, Karla Alves Magalhães5, Sandro Luiz Rosa Reis5

 

 


RESUMO - O objetivo do presente trabalho foi estimar os parâmetros cinéticos da degradação dos compostos nitrogenados de 24 alimentos concentrados e 14 volumosos, por intermédio do método de inibidores in vitro, utilizando-se o sistema Kjeldahl. Foi utilizado líquido ruminal oriundo de bovino recebendo dieta com 60% de volumoso e 40% de concentrado. Na preparação de 1000 mL do meio fermentador, utilizaram-se 800 mL do inóculo, 2 g de NaHCO3 em 50 mL de H2O destilada, 3,2 g de pectina em 100 mL de solução McDougall, 0,234 mL de mercaptoethanol, 0,195 g de sulfato de hidrazina em 25 mL de solução McDougall e 0,045 g de cloranfenicol em 25 mL de solução McDougall. Ao meio fermentador adicionaram-se 3,2 g de amido, 3,2 g de xilose e 0,16 mL de antiespumante (Antifoam 204, Sigma Chemical Co. A-6426). Foi determinado o desaparecimento dos compostos nitrogenados dos alimentos nos tempos 0 e 2 horas, incubados na quantidade de, aproximadamente, 1,875 mg de N para cada tubo de ensaio. As estimativas referentes às taxas de degradação mostraram que os alimentos farelo de glúten de milho, caseína, grão de amendoim moído, cama de frango contendo casca de café como material absorvente e raspa de mandioca possuem proteínas de rápida degradação, observando-se as mais lentas taxas de degradação para o fubá de milho, a farinha de carne e ossos, a cama de frango contendo capim-elefante como material absorvente, a levedura de cana-de-açúcar e a farinha de penas. De maneira geral, os parâmetros da degradação apresentaram resultados semelhantes aos reportados in situ. O método dos inibidores in vitro permitiu uma avaliação rápida e eficiente da cinética de degradação da proteína bruta dos alimentos concentrados. As taxas de degradação de alguns alimentos volumosos foram subestimadas.

Palavras-chave: cinética, degradabilidade, inibidor in vitro, nitrogênio

Determination of Ruminal Protein Kinetics of Feedstuffs Using an Inhibitor in vitro Method

ABSTRACT - The objective of this work was to evaluate the kinetics parameters of nitrogen compounds degradation for 24 concentrate feedstuffs and 14 grasses, by means of an inhibitor in vitro method, using a Kjeldahl system. Ruminal fluid from steer fed diet with 60:40 forage to concentrate ratio was used. It was used a 800 mL of ruminal fluid, 2 g of NaHCO3 in 50 mL of distilled water, 3.2 g of pectin in 100 mL of McDougall, 0.234 mL of mercaptoethanol and 0.195 g of hidrazine sulfate in 25 mL of McDougall and 0.045 g of chloramphenicol in 25 mL of McDougall, to prepare 1000 mL of inoculum. It was added 3.2 g of starch, 3.2 g of xylose and 0.16 mL of Antifoam 204 (Sigma Chemical Co. A-6426) to the inoculum. The nitrogen disappearance of feedstuffs was determined at 0 and 2 hours in, approximately, 1.875 mg of N incubated on each vessel. Data of degradation rates indicated that corn gluten feed, casein, dry grounded peanut grain, broiler litter using as adsorvent coffee rind, and cassava rasp showed the highest rates of protein degradation and the slowest degradation rates were obtained with corn meal, meat and bone meal, broiler litter using elephantgrass as adsorvent, sugar cane yeast and feather meal. The degradation parameters were alike as reported in situ. This approach offered a rapid and efficient evaluation of nitrogen degradation kinetic for concentrate feedstuffs. Nitrogen degradation rates of some grasses were underestimated.

Key Words: degradability, inhibitor in vitro, kinetic, nitrogen


 

 

Introdução

Os métodos in vitro para avaliar a degradação ruminal da proteína são de elevada potencialidade, devido à rápida predição dos padrões da fermentação e da degradação ruminal in vivo. Entretanto, a quantificação da taxa e a extensão da degradação, utilizando microrganismos ruminais, apresentam desvantagens, devido ao fato de os microrganismos utilizarem os produtos da degradação para crescimento, resultando em uma subestimativa da degradação. Warner (1956) verificou a existência de inibidores da desaminação que seriam responsáveis pela baixa produção de amônia em alimentos concentrados avaliados in vitro. Broderick (1982) e Miller (1982) relataram recuperação incompleta dos produtos da degradação. Borchers (1967) adicionou tolueno, inibidor da desaminação dos aminoácidos, em estudos in vitro, para que os microrganismos ruminais não utilizassem os produtos da degradação, e quantificou a degradação protéica pela liberação de aminoácidos. Avaliando a degradação da proteína como resultado da recuperação de amônia e aminoácidos, Broderick (1987) demostrou que a incorporação de inibidores do metabolismo protéico (hidrazina e cloranfenicol), por intermédio do método dos inibidores in vitro, aumentou a recuperação dos produtos da degradação, permitindo, assim, inibição do uso dos produtos da degradação para crescimento microbiano.

De acordo com Broderick & Clayton (1992), o uso do método de inibidores com tempo de incubação de 2 horas, utilizando-se a equação desenvolvida por Michaelis-Menten, resultou em excelentes estimativas das taxas de degradação. Entretanto, o método precisa de inúmeras análises de amônia e aminoácidos, o que pode limitar sua utilização na prática. Já Neutze et al. (1993), utilizando o mesmo método, avaliaram a degradação protéica como a liberação de nitrogênio solúvel em ácido tricloroacético, tendo como vantagem a determinação pelo método Kjeldahl. O procedimento de precipitação em ácido tricloroacético mede peptídeos em maior extensão que N-amino. Existem evidências que mostram peptídeos em elevadas concentrações no líquido ruminal in vivo (Chen et al., 1987) e in vitro (Broderick & Craig, 1983; Russell et al., 1983). Russell et al. (1983) encontraram concentrações elevadas de peptídeos após 7 horas de incubação, enquanto Broderick & Wallace (1988) reportaram, em proteínas de rápida degradação como a caseína, aumentos da concentração de peptídeos em até 3 horas.

O objetivo deste trabalho foi estimar os parâmetros cinéticos da degradação da proteína em vários alimentos produzidos no Brasil, por meio da técnica dos inibidores in vitro, utilizando o sistema Kjeldahl.

 

Material e Métodos

A dinâmica da degradação dos compostos nitrogenados foi avaliada pela incubação in vitro com o uso de inibidores. O método descrito por Broderick (1987) foi modificado, utilizando a determinação dos compostos nitrogenados recuperados, por intermédio do método Kjeldahl, em vez de análises específicas de amônia e aminoácidos totais. Foi utilizado, como inóculo, líquido ruminal oriundo de bovino recebendo dieta com 60% de volumoso (capim-elefante) e 40% de concentrado (farelo de soja 60%, fubá de milho 20%, farelo de trigo 15%, farinha de sangue 2%, fosfato bicálcico 1%, calcário 1% e sal mineral 1%). Após a retirada do líquido, este foi filtrado inicialmente em camada dupla de gase e, no laboratório, em camada quádrupla. Na elaboração de 1000 mL (100 tubos) do meio fermentador, utilizaram-se 800 mL do inóculo, 2 g de bicarbonato de sódio em 50 mL de água destilada, 3,2 g de pectina em 100 mL de solução McDougall, 0,195 g de sulfato de hidrazina em 25 mL de solução McDougall e 0,045 g de cloranfenicol em 25 mL de solução McDougall, infundiu-se, constantemente, CO2 no meio. A solução McDougall com pectina foi preparada um dia antes da incubação, sendo infundido CO2 e mantida na sala de incubação (39oC), durante a noite, semelhantemente a uma solução de McDougall de 500 mL, sem CO2, utilizada para umedecer as amostras dos alimentos no dia da incubação.

Ao meio fermentador foram adicionados 3,2 g de amido, 3,2 g de xilose e 0,16 mL de antiespumante (Antifoam 204, Sigma Chemical Co. A-6426) e, posteriormente, procedeu-se à pré-incubação do fermentador por três horas (sempre foi preparado 20% a mais de todas as soluções e reagentes). A cada hora foram feitas medições do pH e análises de NH3. O pH foi controlado com uma solução 3N de NaOH.

Durante a pré-incubação, as amostras dos alimentos foram colocadas em tubos de incubação de 50 mL e umedecidas (5 mL) com solução McDougall, submetidas ao agitador (150 rpm) durante 35 minutos. Após a pré-incubação, adicionou-se primeiramente ao meio fermentador 0,234 mL de mercaptoethanol, em seguida, 25 mL da solução contendo sulfato de hidrazina e, após, 25 mL da solução contendo cloranfenicol, agitando-se lentamente. Posteriormente, foram adicionados 10 mL do meio fermentador aos tubos previamente umedecidos contendo amostra e 5 mL da solução de McDougall e procedeu-se à incubação.

Cada alimento foi incubado nos tempos 0 e 2 horas, na quantidade de 1,875 mg de N para cada tubo de incubação. Nos tubos correspondentes ao tempo zero hora, foram colocados 1,25 mL de ácido tricloroacético (TCA) 65%, os quais foram, posteriormente, guardados na geladeira. Os tubos de 2 horas foram mantidos na sala de incubação sob um agitador de mesa a 150 rpm. Após o período de incubação, foi colocado TCA na mesma proporção que para os tubos de zero hora, sendo também colocados na geladeira. Posteriormente, todos os tubos (0 e 2 h) foram centrifugados a 15.300 g e 4oC, durante 15 minutos, sendo o sobrenadante guardado a 4oC até a realização das análises correspondentes.

Foi utilizado o método Kjeldahl (AOAC, 1990) para determinar o teor de nitrogênio dos seguintes alimentos: caseína, farelos de soja e algodão contendo 30% de casca, glúten de milho, farelo de glúten de milho, farinhas de peixe, carne e ossos, sangue, penas, vísceras de aves e mista de vísceras de aves e suínos, levedura de cana-de-açúcar, fubá de milho, milho desintegrado com palha e sabugo (MDPS), quirera de milho, grão de milheto moído, grão de sorgo moído, grão de amendoim moído, raspa de mandioca, polpa cítrica, farelo de trigo e as camas de frango contendo como material absorvente casca de café, capim-elefante e cepilha de madeira.

Avaliaram-se os seguintes volumosos: capim-braquiária (Brachiaria decumbens cv. Basiliski) (2o ano), coletado no início das águas, com 45 dias de idade; capim-braquiarão (Brachiaria brizantha (Hochst) Stapf), coletado no início da seca; capim-braquiária do brejo (Brachiaria radicans Napper), capim-elefante (Pennisetum purpureum cv. Napier) e capim-tobiatã (Panicum maximum), coletados no início das águas com 30 dias de rebrota; capim-andropogon (Andropogon gayanus Kunth); capim-gordura (Melinis minutiflora Beauv); silagens de milho (Zea mays) e sorgo (Sorghum bicolor L. Moench), com ou sem inoculante microbiano; feno de capim-tifton (Cynodon dactylon) com cinco semanas de idade e feno de capim-coastcross (Cynodon dactylon L. Pers) e o estilosantes (Stylosanthes guianensis (Aubl.) Sw) (cultivar mineirão coletado no início das águas).

Foram feitas determinações de matéria seca (MS), matéria orgânica (MO), matéria mineral (MM) e extrato etéreo (EE), seguindo os procedimentos descritos pelo AOAC (1990), além dos carboidratos totais (CHT), estimados pela equação (Sniffen et al., 1992): CHT (MS) = 100 - (%PB + %EE + %MM). A composição bromatológica dos alimentos concentrados e volumosos avaliados encontra-se, respectivamente, nas Tabelas 1 e 2.

Os capins-tobiatã e andropogon aparecem com sigla ND, ou seja, não determinado, devido à falta de material.

As amostras foram moídas em moinho de bola e incubadas em duplicata em três dias diferentes, utilizando a caseína como alimento padrão. Os cálculos da degradação foram realizados de acordo com as seguintes equações:

em que: LnFIDoh = {1- [((Ninsolúvel TCAoh)/Nincubado)]}; LnFID2h = {1- [((Ninsolúvel TCA2h)/Nincubado)]}, em que: Ninsolúvel em TCA, para 0 e 2h = mg (Ninsolúvel TCA - Nbranco); Fração B, B (%) = [Exp (LnFID0h) x 100] e a proteína de escape calculada como: Pe (%) = B [Kp/ (Kd+Kp)] assumindo-se uma taxa de passagem de 0,05/h.

em que Pe corresponde à proteína de escape ou proteína não degradada no rúmen; B, fração potencialmente degradável presente no tempo zero; Kd, taxa de degradação; e Kp, taxa de passagem e TCA - Ácido tricloroacético

Os dados estimados sobre as taxas de degradação, frações B e proteína de escape, nas diferentes incubações, foram avaliados utilizando-se a estatística descritiva.

 

Resultados e Discussão

A principal alteração do método dos inibidores in vitro (IIV) foi a determinação dos compostos nitrogenados, por intermédio do sistema Kjeldahl, quantificando o N-total, em vez da soma do N-aminoácido e N-NH3. Por outro lado, por intermédio do sistema Kjeldahl, é possível também determinar a fração correspondente ao N-NH3 e, por diferença do N-Total e N-NH3, o nitrogênio aminoácido (N-AA), porém esta diferença não foi calculada neste trabalho.

Os valores médios estimados dos parâmetros da degradação da proteína dos alimentos concentrados estão apresentados na Tabela 3. As estimativas referentes às taxas de degradação mostraram que os alimentos concentrados: farelo de glúten de milho, caseína, grão de amendoim moído, cama de frango contendo casca de café como material absorvente e raspa de mandioca possuem proteínas de rápida degradação. Observaram-se também lentas taxas de degradação para o fubá de milho, farinha de carne e ossos, cama de frango contendo capim-elefante como material absorvente, levedura de cana-de-açúcar e farinha de penas.

Como era de se esperar, a maior taxa de degradação resultou em menos proteína disponível para a digestão intestinal. Os valores médios estimados da proteína de escape dos alimentos que apresentaram elevadas taxas de degradação variaram de 2,0%, para farelo de glúten de milho, a 15,05%, para caseína.

Do ponto de vista prático, mais proteína pode ser degradada que sintetizada e haverá, por conseguinte, perdas de N-protéico no rúmen na forma de amônia (NH3), quando for oferecida aos ruminantes proteína de rápida degradação, de tal forma que os microrganismos não podem utilizar todos os aminoácidos e NH3 liberados. A caseína tem sido utilizada como alimento padrão nos estudos in vitro, por apresentar excelente composição aminoacídica e ser praticamente toda degradada no rúmen, ou seja, ter rápida degradação. No presente trabalho também foi utilizada como padrão durante todas as avaliações.

A estimativa média das taxas de degradação (Kd) da caseína foi de 0,261/h. Comparando-se os valores obtidos com os da literatura, nota-se que os resultados de Kd e fração B foram semelhantes àqueles reportados por Broderick (1978, 1987, 1995) e Craig et al. (1984), utilizando o mesmo método e avaliando o desaparecimento através da recuperação de N-NH3 e N-aminoácido. A proteína de escape foi semelhante àquela obtida em estudos com animais fistulados no abomaso por McDonald & Hall (1954), 13%, para uma taxa de passagem de 0,06/h.

O farelo de soja é considerado de degradabilidade intermediária e as estimativas médias para a taxa de degradação foram semelhantes àquelas reportadas por Broderick (1987) de 0,159/h, utilizando uma relação 60:40 para volumoso:concentrado na alimentação dos bovinos doadores de líquido ruminal, e próximas às encontradas por England et al. (1997), de 0,158/h; Broderick (1995), de 0,166/h; Broderick & Clayton (1992) de 0,140/h; e Broderick & Wallace (1988) de 0,166/h. Avaliando a degradabilidade por intermédio do método de inibidores e utilizando uma relação 50:50 para volumoso:concentrado na alimentação dos bovinos, Neutze et al. (1993) reportaram Kd de 0,069/h e 0,092/h para farelo de soja, quando a relação foi 80:20. Por outro lado, as estimativas da fração B foram 7,8% menores que as reportadas por esses autores e a proteína de escape, semelhante à obtida por Broderick & Clayton (1992), de 24%. Já o NRC (1989) adotou valores de 35% para a proteína de escape do farelo de soja. Uma explicação para a similaridade das estimativas encontradas na presente pesquisa com aquelas obtidas por outros autores é que o meio nutritivo utilizado foi eficaz na manutenção dos valores de pH entre 6,7-7,0 para todos os alimentos avaliados. Valores inferiores a 6,2 no pH afetam o crescimento dos microrganismos ruminais especialmente os fibrolíticos (Mertens & Loften, 1980). Nota-se, portanto, que o sistema foi estável, como pode ser observado pelos baixos valores do desvio-padrão para as estimativas obtidas.

As estimativas médias para Kd do farelo de algodão foram próximas às encontradas por Neutze et al. (1993), utilizando uma dieta com relação 50:50 volumoso:concentrado para os bovinos doadores. A proteína da farinha de peixe é considerada resistente à degradação ruminal. Os resultados para Kd, B e para proteína de escape foram semelhantes aos encontrados por Broderick & Wallace (1988) e Hristov & Broderick (1994), avaliando farinha de peixe de alta solubilidade. O NRC (1989) considerou um valor de 60% para a proteína de escape da farinha de peixe e 49% para a farinha de carne e ossos. Os resultados da taxa de degradação da fração B e proteína de escape da farinha de carne e ossos foram semelhantes aos obtidos por Broderick (1987) e NRC (1989) para a proteína de escape (49%).

Avaliando dois tipos de farinha de sangue, England et al. (1997) encontraram taxas de degradação muito mais lentas que as obtidas neste trabalho, 0,01/h e 0,04/h, respectivamente. Entretanto, os resultados para taxa de degradação da farinha de penas encontrados por esses autores foram próximos aos obtidos na presente pesquisa.

As farinhas de vísceras de aves e mista de vísceras de aves e suínos resultaram em taxas de degradação próximas (0,073/h e 0,075/h), já a fração B foi 29,18% maior na farinha de vísceras, quando comparada à mista de aves e suínos (52,15 e 36,93%).

O fubá de milho, a quirera de milho e o MDPS apresentaram teores de proteína (PB) próximos (Tabela 1). Por outro lado, as taxas de degradação e a proteína de escape desses três alimentos foram diferentes. A quirera e o fubá de milho apresentaram taxas de degradação lentas. Fica implícito que alimentos com teores de PB similares, mas com diferenças nas taxas de degradação e proteína de escape, podem resultar em predições incorretas sobre o desempenho animal, se na formulação das rações não forem consideradas a dinâmica ruminal e a proteína de escape. O MDPS apresentou taxa de degradação intermediária. O NRC (1989) adotou valores de 52% para a proteína de escape do milho, valores semelhantes aos encontrados nesta pesquisa. Já para o glúten de milho, os dados estimados para Kd de 0,042/h foram próximos aos reportados por Hristov & Broderick (1994), de 0,034/h.

Ao se analisarem as taxas de degradação dos grãos moídos, observou-se que as estimativas de Kd para sorgo e milheto foram semelhantes e o amendoim apresentou rápida taxa de degradação. As estimativas médias para a proteína de escape do sorgo grão moído foram semelhantes às reportadas pelo NRC (2001) de 49%.

Os valores da taxa de degradação para levedura de cana-de-açúcar e polpa cítrica foram semelhantes, entretanto, vale ressaltar que a proteína de escape da levedura de cana de açúcar (34,19% de PB) apresentou, juntamente com o fubá de milho e o grão de milheto moído, o maior valor numérico, 53, 52 e 52%, respectivamente, quando comparada com os outros alimentos avaliados.

A cama de frango tem sido utilizada como fonte de compostos nitrogenados protéicos e não-protéicos, e seu perfil nutricional é definido pelo material absorvente utilizado. O teor de proteína bruta da cama de frango, utilizando como material absorvente casca de café, foi aproximadamente 4,16% maior que a contendo capim-elefante e semelhante àquela com cepilha de madeira. Neste caso, a taxa de degradação da cama de frango contendo casca de café foi 8,8 vezes maior (0,269/h) que a taxa de degradação da cama de frango à base de capim-elefante (0,033/h) e 4,4 vezes maior que a taxa de degradação da cama de frango à base de cepilha de madeira (0,061/h). Portanto, seu uso deve ser com uma fonte energética de rápida fermentação no rúmen para máxima eficiência microbiana. Avaliando a degradação ruminal da cama de frango utilizando como base capim-elefante por intermédio da técnica in situ, Oliveira (1998) encontrou taxa de degradação de 0,04/h, próxima à encontrada no presente trabalho.

Consta da Figura 1 a cinética da degradação da caseína nas 18 diferentes avaliações realizadas. Observa-se que a regressão foi linear, apresentando coeficiente de regressão "b" de -0,261 e coeficiente linear "a" próximo de zero, além de elevado coeficiente de determinação 0,99. A equação Ln FID = a + Kd.t , em que Kd = -(Ln2 ¾ Ln0)/2 mostra Kd = 0,261, o que significa que 26,1% do nitrogênio da caseína remanescente foi degradado por hora.

 

 

Normalmente, têm sido feitas comparações da cinética da degradação entre os métodos in situ e in vitro, em virtude de as estimativas pelo método in situ resultarem, às vezes, em valores de degradação mais próximos aos encontrados in vivo. Entretanto, vale ressaltar que os objetivos de cada técnica são diferentes (Mertens, 1993). Embora a comparação entre parâmetros cinéticos obtidos entre estas duas técnicas não seja aconselhada (Mertens, 1993), os valores das taxas de degradação para as incubações in vitro foram semelhantes aos estimados in situ para farelo de trigo, fubá de milho, cama de frango contendo cepilha de madeira como material absorvente, farinha de peixe, farelo de algodão e grão moído de sorgo, conforme Valadares Filho et al. (1990), Valadares Filho et al. (1991) e Valadares Filho (1994), e para farelo de soja, segundo Londoño Hernández (1995); polpa cítrica (Goes et al., 2000a) e grão de sorgo moído (Martins et al., 1997). Vale lembrar que a comparação de alimentos pode ser feita sempre por técnicas in vitro e a comparação entre dietas, por técnicas in vivo (Malafaia, 1997).

As estimativas médias dos parâmetros cinéticos da degradação da proteína dos alimentos volumosos são apresentadas na Tabela 4. Observou-se que as estimativas médias das taxas de degradação do feno de capim-Tifton, capim-braquiarão e capim-andropogon foram elevadas, indicando que esses alimentos possuem proteínas de rápida degradação. Entretanto, lentas taxas de degradação foram observadas para o capim-braquiária e as silagens de sorgo com ou sem inoculante.

As proteínas das forragens são extensamente degradadas no rúmen, sendo utilizadas para síntese protéica pelos microrganismos (Beever & Siddons, 1986). De acordo com os resultados, não seriam esperadas elevadas proporções da proteína de escape.

De acordo com Broderick (1995), o método de inibidores in vitro possui certas desvantagens, entre elas está aquela relacionada com a proteína de lenta degradação apresentada com alguns volumosos. As taxas de degradação determinadas para alimentos contendo níveis elevados de amônia e aminoácidos livres são menos acuradas, em razão de a taxa de degradação ser estimada através do lento desaparecimento de NH3 e aminoácidos, resultando em acúmulo de amônia e deficiência de energia no meio fermentador, para suportar o crescimento microbiano e uso do excesso de proteína degradável.

As estimativas médias da taxa de degradação da silagem de sorgo foram semelhantes às reportadas por Martins et al. (1998), de 0,017/h, e para silagem de milho foram próximas às reportadas por Valadares Filho et al. (1990), de 0,035/h, e semelhantes às encontradas por Backes et al. (2000) e Goes et al. (2000b), respectivamente, 0,02/h e 0,04/h, para silagem de milho com inoculante (Backes et al., 2000) de 0,016/h. Segundo Van Soest (1994), os aditivos têm duas principais vantagens na silagem: influenciar a fermentação, favorecendo a preservação, e alterar a composição, melhorando o valor nutritivo. No presente trabalho, não foi alterada a cinética ruminal da silagem de sorgo, devido à inoculação microbiana, já para a silagem de milho a inoculação diminuiu a taxa de degradação dos compostos nitrogenados. Keady et al. (1994), estudando o efeito do inoculante microbiano na degradabilidade da silagem, constataram que o tratamento com inoculante melhorou a digestibilidade das silagens e aumentou a degradabilidade ruminal dos compostos nitrogenados, aumentando o valor da fração solúvel. Morais (1995) não encontrou efeito da inoculação sobre a degradabilidade ruminal in situ da silagem de milho.

O feno de capim-coastcross apresentou Kd próxima às encontradas por Oliveira et al. (1999), Goes et al. (2000b), Ítavo et al. (2000) e Franzolin et al. (2000), respectivamente, 0,026/h, 0,034/h, 0,032/h, e 0,023/h. Estimativas semelhantes para taxa de degradação do estilosantes foram encontradas por Ladeira et al. (2000), de 0,096/h.

Avaliando a degradabilidade ruminal in situ de vários volumosos, Martínez (1999) encontrou Kd de 0,069/h para capim-braquiarão e de 0,104/h para o capim-braquiária. No presente trabalho, as taxas de degradação foram de 0,005/h e 0,102/h para os capins-braquiária e braquiarão, respectivamente.

As estimativas médias da taxa de degradação para os capins-tobiatã e feno de capim-Tifton foram diferentes daquelas encontradas por Pinto et al. (1998) e Ítavo et al. (2000), respectivamente, 0,054/h e 0,035/h. Já para o capim-elefante, o resultado foi próximo do relatado por Londoño Hernández (1995), de 0,018/h, ao avaliar a degradabilidade ruminal do capim elefante seco a 55oC.

 

Conclusões

O uso do método dos inibidores in vitro, utilizando o sistema Kjeldahl, permitiu uma avaliação rápida e eficiente da cinética de degradação da proteína bruta dos alimentos concentrados. As taxas de degradação de alguns alimentos volumosos foram subestimadas.

 

Literatura Citada

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Recebido em: 19/03/01
Aceito em: 04/11/01

 

 

1Parte da Tese de Doutorado do primeiro autor, parcialmente financiada pela FAPEMIG.

2Aluno de Doutorado do DZO - UFV. E.mail: flondono@alunos.ufv.br

3Professor do DZO - UFV 36571-000 Viçosa, MG. E.mail: scvfilho@mail.ufv.br

4Professor do DPI - UFV 36571-000 Viçosa, MG.

5Aluno de graduação UFV - Bolsista do CNPq.

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