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Revista Brasileira de Zootecnia

Print version ISSN 1516-3598On-line version ISSN 1806-9290

Rev. Bras. Zootec. vol.31 no.1 Viçosa Jan./Feb. 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982002000100027 

Avaliação da Composição de Vários Alimentos e Determinação da Cinética Ruminal da Proteína, Utilizando o Método de Produção de Gás e Amônia in Vitro1

 

Fernando Iván Londoño Hernández2, Sebastião de Campos Valadares Filho3, Mario Fonseca Paulino3, Antônio Bento Mancio3, Paulo Roberto Cecon4, Rogério de Paula Lana3, Karla Alves Magalhães5, Sandro Luiz Rosa Reis5

 

 


RESUMO - Realizaram-se determinações químicas e estudos sobre a cinética ruminal dos compostos nitrogenados de 24 alimentos concentrados e 10 volumosos, utilizando as medições das concentrações de nitrogênio solúvel em ácido tricloroacético e a produção de gás. Foram utilizados 200 mL de líquido ruminal e 800 mL do meio fermentador para a incubação de 100 tubos. Para 400 mL do meio fermentador foi pesado 1,0 g de trypticase e adicionado 0,1 mL de uma solução de microminerais. Para 200 mL da solução tampão pesaram-se 0,8 g de bicarbonato de amônia e 7 g de bicarbonato de sódio e, para preparar 200 mL da solução de macrominerais, foram pesados 1,15 g de fosfato de sódio dibásico, 1,25 g de fosfato de potássio dibásico e 0,1 g de sulfato de magnésio. Foram preparados 100 mL de solução redutora, pesando 0,64 g de cisteína-HCL, 0,64 g de sulfeto de sódio, adicionando-se 4 mL de hidróxido de sódio 1N e água destilada. A degradação dos compostos nitrogenados dos alimentos foi determinada nos tempos 6 e 12 horas, incubando-se 1,875 mg de N com 0, 33, 67 e 100 mg de amido, 6 mL do meio fermentador, 4 mL da mistura líquido ruminal-meio fermentador e 0,1 mL da solução redutora utilizando-se CO2. As estimativas das taxas de degradação, nos tempos 6 e 12 horas, mostraram que farelo de glúten de milho, caseína, grão moído de amendoim, raspa de mandioca, silagem de sorgo com e sem inóculo, silagem de milho e capim-gordura apresentaram proteínas de rápida degradação. A mais lenta degradação foi observada para os alimentos: levedura de cana-de-açúcar, farinha de penas, farinha de peixe, cama de frango de cepilha de madeira e capim-braquiária. As estimativas foram maiores que as observadas previamente com o método de inibidores, para os alimentos volumosos. Recomenda-se utilizar o tempo de 12 horas para a avaliação dos concentrados e 6 horas para os volumosos.

Palavras-chave: cinética, compostos nitrogenados, produção de gás

Chemical Composition Evaluation and Ruminal Protein Kinetics of Some Feedstuffs Using a Gas and Ammonia Production in vitro Method

ABSTRACT - Chemical determinations and kinetics studies of nitrogen compounds of 24 concentrate feedstuffs and 10 grasses were made using the concentrations of soluble nitrogen in TCA and gas production. It was used 200 mL of ruminal fluid and 800 mL of medium for 100 vessels. It was used 1.0 g of trypticase and 0.1 mL of microminerals solution to prepare 400 mL of medium. It was used 0.8 g of ammonium bicarbonate and 7 g of sodium bicarbonate to prepare 200 mL of buffer solution and, to prepare 200 mL of macromineral solution, 1.15 g of Na2HPO4 anhydrous, 1.25 g of KH2PO4 anhydrous and 0.1 g of MgSO4.7H2O were weighed. Reducing solution was prepared with 0.64 g of cysteine-HCL, 0.64 g of sodium sulfide and 4 mL of 1N NaOH. The disappearance of nitrogen compounds of feedstuffs was determined at 6 and 12 hours, where 1.875 mg of N was incubated with 0, 33, 67, 100 mg oh starch, 6 mL of medium, 4 mL of ruminal fluid-medium mixture and 0.1 mL of reducing solution using CO2. Data of degradation rates indicated that corn gluten feed, casein, dry grounded peanut grain, cassava rasp, sorghum silage with or without inoculum, corn silage and honeygrass showed the highest rates of protein degradation and the slowest degradation rates were obtained by sugar cane yeast, feather meal, fish meal, broiler litter using wood rind as adsorvent and signalgrass. Estimates of degradation rates of forage feedstuffs were higher than degradation rates estimated previously by an inhibitor method. It is recommended to use 12 hours for incubation of concentrate feedstuffs and 6 hours for grasses.

Key Words: gas production, kinetic, nitrogen compounds


 

 

Introdução

Uma das grandes vantagens do uso das técnicas in vitro reside na sua rapidez, na uniformidade de condições dentro do microambiente de fermentação e na conveniência de não se manter animais fistulados. Por outro lado, podem ser preditos mais rapidamente os padrões da fermentação e da degradação ruminal in vivo.

A maioria dos microrganismos ruminais não utiliza proteínas, lipídeos e ácidos graxos voláteis como fontes de energia, para seu crescimento, sendo os carboidratos sua principal fonte de energia (Nocek & Russell, 1988). Os microrganismos que fermentam carboidratos estruturais (celulose, hemicelulose) apresentam lento crescimento e usam somente amônia como fonte de nitrogênio; já os microrganismos que utilizam carboidratos não-estruturais crescem mais rapidamente que os primeiros e podem utilizar amônia, peptídeos e aminoácidos como fonte de nitrogênio (N) para seu crescimento (Russell et al., 1992).

Sabe-se que baixas taxas de crescimento microbiano podem reduzir a taxa de fermentação e o consumo em dietas baixas em energia (Maeng et al., 1975). De acordo com Nocek & Russell (1988), grandes quantidades de nitrogênio podem ser perdidas como amônia, quando a fermentação dos carboidratos é menor que a da proteína, acarretando redução da síntese de proteína microbiana.

Raab et al. (1983) avaliaram a degradação da proteína, por intermédio da produção de gases e da concentração de amônia, em um período de 24 horas, utilizando vários carboidratos como fonte de energia. Esses autores assumiram que, ao utilizar carboidratos como fonte energética, a produção de gás se torna uma medida da disponibilidade dessa energia para síntese de proteína, independentemente do tipo de carboidrato fermentado. Os autores não encontraram diferenças na produção de gás entre as diferentes fontes de carboidratos, sendo que essa produção foi maior nas primeiras 12 horas, quando a fonte de carboidratos foi o amido. Os resultados foram altamente correlacionados com os obtidos em estudos in vivo. Entretanto, de acordo com essa metodologia, o procedimento requer que a relação entre produção de gás e a concentração de N-NH3 seja linear.

De acordo com Broderick (1995), a degradação protéica consiste na conversão da proteína dietética até amônia, com as bactérias atuando como os principais microrganismos envolvidos neste evento, seguidas de protozoários ciliados e pequena contribuição de fungos anaeróbicos. As determinações da degradação da proteína através da liberação de amônia tornam-se difíceis, devido ao fato de a degradação e a síntese da proteína microbiana serem processos que acontecem simultaneamente (Chamberlain & Thomas, 1979). Por outro lado, existem evidências de peptídeos em elevadas concentrações no líquido ruminal in vivo (Chen et al., 1987) e in vitro (Broderick & Craig, 1983; Russell et al., 1983; Broderick e Wallace, 1988).

Estudos realizados por Krishnamoorthy et al. (1990), utilizando o método de Raab et al. (1983), para avaliar a contribuição de aminoácidos e peptídeos nas estimativas da degradação da proteína, mostraram que, ao avaliarem o "pool" de amônia exclusivo ou a soma de N-amino, N-peptídico e N-NH3, não houve diferenças significativas entre os coeficientes de regressão obtidos para os alimentos avaliados.

O objetivo deste trabalho foi estimar os parâmetros cinéticos da degradação da proteína em vários alimentos produzidos no Brasil, por meio da técnica de produção de gás, e a concentração de amônia in vitro.

 

Material e Métodos

A dinâmica da degradação dos compostos nitrogenados foi avaliada pela incubação in vitro, utilizando-se o método de produção de gás. O método descrito por Raab et al. (1983) foi modificado, utilizando as medições das concentrações de nitrogênio solúvel em ácido tricloroacético e a produção de gás, em vez de análises de amônia. Foi utilizado, como inóculo, líquido ruminal oriundo de bovino recebendo dieta com 60% de volumoso (capim-elefante) e 40% de concentrado (farelo de soja 60%, fubá de milho 20%, farelo de trigo 15%, farinha de sangue 2%, fosfato bicálcico 1%, calcário 1% e sal mineral 1%).

Utilizou-se o método Kjeldahl (AOAC, 1990) para determinar o teor de nitrogênio dos seguintes alimentos: caseína, farelos de soja e de algodão contendo 30% de casca, glúten de milho, farelo de glúten de milho, farinhas de peixe, de carne e ossos, de sangue, de penas, de vísceras de aves e mista de vísceras de aves e suínos, levedura de cana-de-açúcar, fubá de milho, milho desintegrado com palha e sabugo (MDPS), quirera de milho, grão de milheto moído, grão de sorgo moído, grão de amendoim moído, raspa de mandioca, polpa cítrica, farelo de trigo e as camas de frango contendo como material absorvente casca de café, capim-elefante e cepilha de madeira.

Avaliaram-se, ainda, as silagens de milho (Zea mays) e sorgo (Sorghum bicolor L. Moench) com ou sem inoculante microbiano, o capim-braquiária (Brachiaria decumbens cv. Basiliski) (2o ano) coletado no início das águas com idade de 45 dias, capim-braquiarão (Brachiaria brizantha Hochst Stapf) coletado no início da seca, capim-andropogon (Andropogon gayanus Kunth) coletado no início das águas com 30 dias de rebrota, capim-gordura (Melinis minutiflora Beauv), capim-braquiária do brejo (Brachiaria radicans Napper), estilosantes guianensis (Stylosanthes guianensis (Aubl.) Sw), cultivar mineirão, coletado no início das águas e o feno de capim-Tifton (Cynodon dactylon) com 5 semanas de idade.

Na incubação de 100 tubos de 50 mL, foram utilizados 200 mL de líquido ruminal e 800 mL do meio fermentador, sendo que o meio fermentador foi preparado de acordo com o seguinte procedimento: para 400 mL do meio fermentador foi pesado 1,0 g de trypticase e adicionado 0,1 mL de uma solução de microminerais (8,0 g de FeCL3.6H2O, 1,0 g de CoCL2.6H2O, 10 g de MnCL2.4H2O e 13,2 g de CaCL2.2H2O adicionando 100 mL de H2O destilada) elaborada de acordo com Menke et al. (1979). Para preparar 200 mL da solução tampão, foram pesados 0,8 g de bicarbonato de amônia e 7 g de bicarbonato de sódio e, para preparar 200 mL da solução macrominerais, 1,15 g de fosfato de sódio dibásico, 1,25 g de fosfato de potássio dibásico (KH2PO4) e 0,1 g de sulfato de magnésio (MgSO47H2O). Também foram preparados 100 mL de uma solução redutora, sendo pesados: 0,64 g de cisteína-HCL, 0,64 g de sulfeto de sódio (Na2S9H2O), adicionando 4 mL de hidróxido de sódio NaOH 1N e água destilada.

Após a retirada do líquido ruminal, este foi filtrado, inicialmente, em camada dupla de gase e, na sala de incubação, em camada quádrupla. Aos 200 mL do líquido ruminal foram adicionados 200 mL do meio fermentador, infundindo-se CO2. Cada alimento foi incubado nos tempos 6 e 12 horas, na quantidade de 1,875 mg de N, adicionando-se 0, 33, 67 e 100 mg de amido a cada tubo de incubação, além de 6 mL do meio fermentador, 4 mL da mistura do líquido ruminal e do meio fermentador e 0,1 mL da solução redutora, sempre infundindo-se CO2 para manter as condições anaeróbicas. Foram feitas medições do pH na mistura do líquido ruminal e meio fermentador e em uma amostra dos tubos de incubação (frascos de 50 mL). Foram colocadas borrachas vedantes nos tubos e lacrados com tampas metálicas. As incubações foram realizadas na sala de incubação, a 39oC, colocando os tubos em cima de uma mesa orbital com agitação de 38,6 rpm.

Após o vedamento dos tubos, foi estimada a produção de gás, por meio da medição da pressão, utilizando um voltímetro digital (FLUKE 8060A True RMS Multimeter acoplado a um conversor de 12v), sendo posteriormente adicionado 1,0 mL de ácido tricloroacético (TCA) 55% e os frascos guardados em geladeira. Para descontar o volume de gás oriundo do líquido do rúmen e do meio fermentador, dois frascos para cada tempo de incubação foram incubados sem amostra (branco); dessa forma, para cada tempo de leitura, o volume de gás dos frascos com amostra foi subtraído do volume dos frascos sem amostra. Os tubos de 6 e 12 horas foram mantidos sob agitação na sala de incubação e, após o período de incubação, foi medida a produção de gás, colocado TCA na mesma proporção que para os tubos brancos e guardados em geladeira. Posteriormente, todos os tubos (0, 6 e 12 horas) foram centrifugados a 15.300 g e 4oC, durante 15 minutos, e o sobrenadante foi conservado a 4oC até a realização das análises correspondentes.

Foram feitas determinações de matéria seca (MS), matéria orgânica (MO), matéria mineral (MM) e extrato etéreo (EE), seguindo os procedimentos do (AOAC, 1990), os carboidratos totais (CHT) foram calculados como CHT (MS) = 100 -%PB + %EE + %MM), e carboidratos não-fibrosos (CNF), obtidos pela fórmula CNF = MO - (%PB + %EE + %FDNcp), em que FDNcp corresponde à fibra em detergente neutro isenta de cinzas e de proteínas (Sniffen et al., 1992). Foram determinadas, ainda, fibra em detergente neutro indigestível (FDNI), fibra em detergente ácido indigestível (FDAI) e lignina (Van Soest et al., 1991). O teor de fibra em detergente neutro indigestível (FDNI) foi obtido por intermédio do resíduo indigestível, após 144 horas de incubação em líquido ruminal; o nitrogênio não-protéico (NNP), de acordo com Licitra et al. (1996); e as proteínas insolúveis em detergente neutro (PIDN) e em detergente ácido (PIDA), pela multiplicação dos valores de nitrogênio insolúvel em detergente neutro (NIDN) e nitrogênio insolúvel em detergente ácido (NIDA) por 6,25. A composição bromatológica dos alimentos concentrados e volumosos encontra-se, respectivamente, nas Tabelas 1 e 2.

As amostras foram moídas em moinho de bola e incubadas em duplicata em três dias diferentes, utilizando a caseína como alimento padrão. Os cálculos da degradação da proteína dos alimentos avaliados foram realizados de acordo com as seguintes explicações: 1) foram ajustadas equações de regressão linear simples entre as concentrações de nitrogênio N-solúvel em TCA (Y, mg/tubo) nos tubos contendo 0, 33, 67 e 100 mg de amido dos diferentes alimentos incubados nos tempos 6 e 12 horas e sua produção de gás (X, mL/tubo); 2) a conversão da voltagem em produção de gás foi realizada utilizando o fator "C" de 8,67 (Pell & Schofield, 1993) 3) o intercepto b0 representou a quantidade de N recuperado no momento em que não houve disponibilidade de carboidratos fermentáveis e, conseqüentemente, não houve síntese de proteína microbiana; e 4) a diferença entre o intercepto b0 e a quantidade de N no branco representou a quantidade de N recuperado dos alimentos incubados:

Nrecuperado = b0 - N branco

Assim, as taxas de degradação foram calculadas por intermédio de:

A proteína de escape foi calculada como: Pe (%) = [Kp/(Kd+Kp)], assumindo-se uma taxa de passagem de 0,05/h.

Os dados sobre as taxas de degradação para os tempos 6 e 12 horas dos diferentes alimentos foram comparados por meio do teste "t" para dados emparelhados, a 5% de probabilidade.

 

Resultados e Discussão

As estimativas das concentrações de N-solúvel em TCA (y), em função da produção de gás (x), obtidas após 12 horas de incubação para alimentos concentrados, são mostradas na Tabela 3. Os interceptos foram bastante variados entre os alimentos avaliados, indicando diferenças nas degradabilidades.

Foram observados interceptos próximos entre grupos de alimentos: farelo de soja (4,70) e farinha vísceras de aves (4,74); caseína (5,44) e cama de frango contendo casca de café como material absorvente (5,49); fubá de milho (4,92) e quirera de milho (4,91); e farelo de glúten de milho (5,63), raspa de mandioca (5,66) e grão de amendoim moído (5,60), indicando que esses alimentos apresentaram degradabilidades semelhantes.

Foi encontrada também relação linear entre a produção de gás e a concentração de nitrogênio solúvel em TCA para os volumosos avaliados, após 6 horas de incubação (Tabela 4). Os interceptos foram diferentes para os volumosos avaliados, sendo esse valor maior para a silagem de sorgo (4,59) e menor para o capim-braquiária e o feno de capim-tifton, 3,77 e 3,79, respectivamente.

Já os coeficientes da regressão foram semelhantes entre capim-braquiária do brejo, silagem de milho inoculado e feno de capim-tifton e próximos à 0,1. Também foram encontrados coeficientes semelhantes entre capim-braquiária, capim-gordura, silagem de milho e silagem de sorgo inoculado: 0,24; 0,25; 0,29; e 0,20, respectivamente, e o maior coeficiente foi encontrado para o estilosantes guianensis.

Russell et al. (1983) demonstraram que a concentração de amônia foi inversamente proporcional à taxa de fermentação de carboidratos. Por outro lado, de acordo com Miller (1982), a concentração de amônia é influenciada também pela quantidade de carboidratos fermentados.

Na Figura 1 é mostrada a relação entre a concentração de nitrogênio solúvel em TCA (y) e a concentração de amido para a caseína após 12 horas de incubação.

 

 

Os resultados apresentaram linearidade entre a concentração de nitrogênio solúvel em TCA e a quantidade de amido, assim como entre a concentração de N-NH3 e a produção de gás. O coeficiente de regressão da caseína foi de 0,026, ou seja, 0,026 mg de nitrogênio foi consumido/mg de amido adicionado, sendo esse valor próximo ao obtido na pesquisa de Raab et al. (1983), de 0,023, avaliando a degradabilidade in vitro da caseína utilizando até 200 mg de amido e 24 horas de incubação.

As taxas de degradação da proteína (Kd) e a proteína de escape dos alimentos concentrados obtidas com 6 e 12 horas de incubação estão apresentadas na Tabela 5. Ao comparar as taxas de degradação pelo teste "t" nos dois tempos de incubação (6 e 12 horas) para os alimentos concentrados, foram encontradas diferenças significativas (P<0,05).

As estimativas das taxas de degradação, nos tempos 6 e 12 horas, mostraram que os alimentos farelo de glúten de milho, caseína, grão de amendoim moído e raspa de mandioca apresentaram proteínas de rápida degradação e a mais lenta degradação foi observada para levedura de cana-de-açúcar, farinha de penas, farinha de peixe e cama de frango contendo como material absorvente cepilha de madeira.

As estimativas médias das taxas de degradação do farelo de algodão com 30% de casca, após 12 horas de incubação, foram semelhantes às obtidas por Neutze et al. (1993) de 0,086/h, utilizando a técnica in situ. Já para o farelo de soja, Zinn et al. (1981), Van Der Aar et al. (1984) e Neutze et al. (1993) encontraram taxas de degradação semelhantes às encontradas nesta pesquisa. Com relação à proteína de escape do farelo de soja os resultados foram semelhantes aos relatados por Stern et al. (1994) e Cozzi et al. (1995), respectivamente, 22,00 e 25,70%. O farelo de algodão com 30% de casca apresentou 1,35 vezes mais proteína indigerível (PIDA) que o farelo de trigo e 1,53 vezes mais do que o farelo de soja (Tabela 1), provavelmente devido à maior concentração de nitrogênio (N) associado à fibra, que neste alimento é considerável. No que diz respeito às características cinéticas, observou-se que o farelo de soja apresentou taxa de degradação 52% maior que a do farelo de algodão com 30% de casca e 11% maior que a do farelo de trigo. Taxas de degradação para farelo de trigo semelhantes às encontradas neste trabalho foram relatadas por Nocek et al. (1979), Ehle et al. (1982), Herrera-Saldana et al. (1986), respectivamente, 0,121/h, 0,135/h e 0,127/h .

No que diz respeito ao milho e seus derivados (fubá e quirera), que apresentaram teores de proteína semelhantes (Tabela 1), observou-se que a concentração de carboidratos totais foi próxima entre esses alimentos. Entretanto, o fubá de milho apresentou concentração de carboidratos não-fibrosos 14,40% maior que a quirera de milho e 31,25% maior que o MDPS. Já a concentração de FDN corrigida e FDN indigestível corrigida foi maior para o MDPS, 26,71 e 2,70%, quando comparada à do fubá de milho e da quirera de milho 8,63 e 0,27% e 17,67 e 0,22%, respectivamente. As taxas de degradação obtidas com 12 horas de incubação para o fubá de milho e a quirera de milho foram semelhantes, 0,109/h e 0,111/h. Entretanto, o MDPS apresentou taxa de degradação muito lenta 0,055/h. Segundo Mertens (1989), o FDN representa os constituintes de baixa degradação dos alimentos. Zerbini & Polan (1985), avaliando a degradabilidade ruminal da proteína, por intermédio da técnica in situ, encontraram taxa de degradação do fubá de milho de 0,114/h semelhante à reportada neste trabalho.

As farinhas de vísceras de aves e mista de vísceras de aves e suínos apresentaram elevado teor de proteína (Tabela 1), já a porcentagem de PIDA foi de 2,47% para a farinha mista de vísceras de aves e suínos e de 0,83% para a farinha de vísceras de aves. De acordo com Goering & Van Soest (1970) e Pichard & Van Soest (1977), essas fontes nitrogenadas no seu processo de fabricação formam compostos resistentes à ação dos microrganismos ruminais, sendo o PIDA a melhor forma de representar esses compostos. Os dados sobre a cinética ruminal para esses alimentos mostraram que a farinha mista de vísceras de aves e suínos apresentou menor taxa de degradação, quando comparada com a farinha de vísceras de aves, respectivamente, 0,054; 0,041; e 0,122; 0,050/h para 6 e 12 horas.

Blasi et al. (1991) relataram que o processamento da farinha de penas influenciou a baixa degradabilidade ruminal desse alimento, devido à presença de ligações dissulfídicas. Aderibigbe & Church (1983) encontraram taxa de degradação de 0,013/h para a farinha de penas; resultados semelhantes aos reportados nesta pesquisa. Maiga et al. (1996), avaliando a degradabilidade ruminal da proteína, por intermédio da técnica in situ, relataram taxas de degradação semelhantes às encontradas no presente trabalho para o glúten de milho e a farinha de carne e ossos. Os valores para a proteína de escape da farinha de carne e ossos (76,92%) foram semelhantes aos 71,00% citados pelo NRC (1989).

Loerch et al. (1983) encontraram, in situ, taxa de degradação de 0,066/h para a farinha de sangue, resultados próximos aos observados neste experimento.

No caso dos grãos moídos de milheto, sorgo e amendoim, a concentração de carboidratos não-fibrosos foi de 66,00; 69,01; e 51,61%. Essas concentrações poderiam, em parte, explicar a semelhança entre as taxas de degradação do sorgo e milheto.

Mustafa et al. (1999), avaliando as taxas de degradação dos farelos de trigo e de soja, utilizando o método enzimático, encontraram valores semelhantes aos obtidos no presente estudo. Valadares Filho (1994) relatou taxas de degradação obtidas in situ de 0,133/h para farelo de trigo e 0,049/h para farinha de peixe, sendo esses resultados próximos aos encontrados no presente trabalho. Vale ressaltar que as estimativas para a proteína de escape do farelo de trigo e da farinha de peixe, obtidas após 12 horas de incubação, foram próximas daquelas publicadas pelo NRC (1989).

Uma análise geral dos dados apresentados na Tabela 5 sugere que as taxas de degradação e os percentuais de escape foram superestimados para 6 horas de incubação. Assim, deve-se ressaltar que, para alimentos concentrados, o melhor tempo de incubação foi de 12 horas.

Avaliando as taxas de degradação dos volumosos (Tabela 6), no tempo 6 horas, observa-se que as silagens de sorgo sem e com inóculo, silagem de milho e o capim-gordura apresentaram proteínas de rápida degradação e a mais lenta degradação foi encontrada para o capim-braquiária. Por outro lado, a maior proteína de escape, após 6 horas de incubação, foi encontrada nos capins braquiária e Tifton, respectivamente, 53,76 e 52,08%, e a menor na silagem de sorgo sem inóculo, de 21,09%.

Com exceção das taxas de degradação encontradas para o capim-braquiária e a silagem de milho com inóculo, os valores obtidos com 6 horas de incubação foram maiores (P<0,05) que os de 12 horas de incubação.

O capim-braquiarão coletado no início das secas apresentou redução da porcentagem de proteína bruta em 8,00%, dos carboidratos não-fibrosos em 14,00% e ligeiro aumento dos carboidratos totais e da proteína indigestível em detergente ácido (PIDA) e teve a concentração de nitrogênio não protéico 41,97% maior que o capim-braquiária (Tabela 1). Essas diferenças na composição química podem explicar a maior taxa de degradação encontrada para o capim-braquiarão. Martinez (1999), avaliando a degradabilidade ruminal de vários volumosos in situ, relatou taxa de degradação de 0,069/h para o capim-braquiarão, sendo esse resultado próximo ao encontrado no presente trabalho.

Foram encontradas taxas de degradação e proteínas de escape próximas para os capins-andropogon, gordura e para o estilosantes, respectivamente 0,094, 0,098 e 0,094/h. Ladeira et al. (2000) encontraram taxa de degradação (0,096/h) semelhante à obtida na presente pesquisa para o estilosantes após 6 horas de incubação.

Com relação às estimativas da degradação das silagens de milho e sorgo, após 6 horas de incubação, observou-se que a inoculação das silagens diminuiu as taxas de degradação, 35,00 e 15,00%, respectivamente. Esses resultados mostraram que o método de produção de gás foi eficiente na determinação do efeito do inoculante microbiano na degradação ruminal desses alimentos. As estimativas da proteína não- degradada no rúmen da silagem de milho, após 6 horas de incubação, foi de 28,40%. Esses resultados foram próximos aos relatados pelo NRC (1989), de 31,00%.

 

Conclusões

Recomenda-se usar o tempo de 12 horas para avaliar os alimentos concentrados e 6 horas para os volumosos.

 

Literatura Citada

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Recebido em: 19/03/01
Aceito em: 04/11/01

 

 

1Parte da Tese de Doutorado do primeiro autor, parcialmente financiada pela FAPEMIG.

2Aluno de Doutorado do DZO- UFV. E.mail: flondono@alunos.ufv.br

3Professor do DZO -UFV 36571-000 Viçosa, MG. E.mail: scvfilho@mail.ufv.br

4Professor do DPI- UFV 36571-000 Viçosa, MG.

5Aluno de graduação UFV.

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