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Revista Brasileira de Zootecnia

Print version ISSN 1516-3598On-line version ISSN 1806-9290

Rev. Bras. Zootec. vol.31 no.1 suppl.0 Viçosa Jan./Feb. 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982002000200014 

Exigência de Lisina para Pintos de Corte Machos Mantidos em Ambiente com Alta Temperatura1

 

Aurélio Ferreira Borges2, Rita Flávia Miranda de Oliveira3, Juarez Lopes Donzele3, Luiz Fernando Teixeira Albino3, Uislei Antonio Dias Orlando4, Rony Antonio Ferreira4

 

 


RESUMO - Foram utilizados 400 pintos de corte machos da linhagem Avian Farms, com peso médio de 35 ± 0,15 g, no período de 1 a 21 dias de idade, mantidos em ambiente com alta temperatura ( 29,1 ± 0,39oC), umidade relativa em 59,7 ± 3,16%, temperatura de globo negro em 28,9 ± 0,42oC e índice de temperatura de globo e umidade (ITGU) em 77,4 ± 0,59. O delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado, com cinco tratamentos (1,04; 1,10; 1,16; 1,22; e 1,28% de lisina total na ração), oito repetições e 10 aves por repetição. Avaliou-se o efeito de níveis de lisina total sobre desempenho, consumo de lisina total, deposições de proteína e gordura na carcaça e pesos absoluto e relativo da gordura abdominal e do coração, fígado e intestinos. O fornecimento de ração e água foi à vontade. Os níveis de proteína bruta, minerais e vitaminas atenderam às exigências dos animais. Verificou-se efeito quadrático dos níveis de lisina total da ração sobre o ganho de peso, que aumentou, e a conversão alimentar, que melhorou até os níveis de 1,20 e 1,24%, respectivamente. O consumo de ração não variou, enquanto o consumo de lisina total aumentou em razão dos tratamentos. Não se observou efeito dos níveis de lisina da ração sobre os pesos absoluto e relativo do coração e do intestino e o peso relativo do fígado. No entanto, o peso absoluto do fígado aumentou de forma quadrática até o nível de 1,17% de lisina total da ração. Com relação à taxa de deposição de proteína, constatou-se aumento quadrático até o nível de 1,26% de lisina total, enquanto a taxa de deposição de gordura não variou com o nível de lisina da ração. Concluiu-se que frangos de corte machos no período de 1 a 21 dias de idade, submetidos à alta temperatura (29,1oC), exigem 1,20% de lisina total, correspondente a 1,02% de lisina digestível.

Palavras-chave: ambiente térmico, exigência, frango de corte, lisina

Requirements of Lysine for Male Broiler Chicks under High Temperature Environment

ABSTRACT - Four hundred Avian Farms male broiler chicks from 1 to 21 days of age, with average weight of 35 ± 0.15 g, were kept under high temperature environment, where the air temperature was maintained in 29.1oC, the relative humidity in 59.7 ± 3.16%, the black globe temperature in 28.9 ± 0.42oC and the black globe humidity index (BGHI) in 77.4 ± 0.59. A completely randomized design, with five treatments (1.04; 1.10; 1.16; 1.22 and 1.28% of total dietary lysine level), eight replicates and ten animals per replicate, was used. It was evaluated the effect of total dietary lysine levels on performance, total lysine intake, carcass fat and protein deposition and absolute and relative weights of organs and abdominal fat. Ration and water were ad libitum fed. The levels of crude protein, minerals and vitamins in diet met the animals requirements. It was verified a quadratic effect of total dietary lysine levels on weight gain, that increased, and on feed:gain ratio, that improved until the levels of 1.20 and 1.24%, respectively. Feed intake did not change, while the total lysine intake increased with the treatments. There was no effect of lysine levels on absolute and relative weights of heart and intestine and relative liver weight. However, absolute liver weight increased quadraticaly up to 1.17% of lysine. Considering the protein deposition rate, it was verified quadractic increase until the level of 1.26% of total lysine, while fat deposition rate did not change with lysine level. It was concluded that male broilers from 1 to 21 days of age kept under high temperature (29.1oC) require 1.20% of total lysine, corresponding to 1.02% of digestible lysine in the diet for best performance.

Key Words: broiler chicks, lysine, requirements, thermal environment


 

 

Introdução

As aves, por serem animais homeotérmicos, apresentam a capacidade de manter sua temperatura corporal constante, devido à contínua troca de calor com o ambiente. No entanto, deve-se considerar que o mecanismo somente é eficiente quando a temperatura se encontra dentro de limites chamados faixa termoneutra. A faixa de conforto de pintos de corte no período de 1 a 21 dias de idade reduz, gradualmente, entre 33 e 26oC (Manual da Linhagem Avian Farms). Dessa forma, as aves não se ajustam perfeitamente a extremos de temperatura.

Quando mantidas em ambiente com alta temperatura, as aves apresentam maior dificuldade em manter sua temperatura corporal, em razão da ausência de glândulas sudoríparas e de sua cobertura de penas constituir-se em camada isolante, dificultando a troca de calor com o meio. Dessa forma, o aumento da taxa respiratória é o principal mecanismo de dissipação de calor das aves, quando a temperatura ambiente se encontra elevada. Todavia, a eficiência da dissipação de calor na forma latente está relacionada com a umidade relativa do ambiente e, se for dificultada, pode comprometer o desempenho animal.

Entre outras respostas, frangos de corte mantidos em estresse de calor reduzem o consumo de ração, o que acarreta redução no ganho de peso e, conseqüentemente, piora na conversão alimentar (Baziz et al., 1996). Essa redução no consumo de ração é uma tentativa de diminuir a produção de calor metabólico.

Animais mantidos em ambiente de calor reduzem também o tamanho das vísceras para compensar a carga de calor a ser dissipada para o ambiente. Experimentos conduzidos por Oliveira Neto et al. (1998) mostraram que frangos de corte criados em ambiente de alta temperatura apresentam menores pesos de tecidos metabolicamente ativos (coração, fígado e intestino). A deposição de gordura abdominal, o rendimento dos cortes nobres, o peso da carcaça (Baziz et al., 1996) e o peso das penas (Geraert et al., 1996) de frangos de corte também são influenciados pela temperatura ambiente.

Dessa forma, fica evidente que o ambiente térmico modifica a exigência de nutrientes das aves e deve, portanto, ser considerado nos estudos. Assim, este estudo foi realizado para determinar a exigência de lisina para frangos de corte machos, no período de 1 a 21 dias de idade, mantidos em ambiente de alta temperatura.

 

Material e Métodos

O experimento foi conduzido nas câmaras climáticas do Laboratório de Bioclimatologia Animal do Departamento de Zootecnia, do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Viçosa, em Viçosa- MG.

Foram utilizados 400 pintos machos da linhagem Avian Farms, com peso inicial médio de 35 ± 0,15 g, vacinados contra as doenças de Marek e Bouba aviária. As aves permaneceram no experimento do 1o ao 21o dia de idade e, a partir do 7o dia até o final do experimento, foram mantidas em ambiente de alta temperatura (29,1ºC), conforme Tabela 1. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, com cinco tratamentos (níveis de lisina), oito repetições e 10 aves por repetição.

 

 

Foi formulada uma ração basal (Tabela 2), à base de milho, farelo de soja e glúten de milho, para atender as exigências nutricionais das aves em proteína, energia, cálcio, fósforo e aminoácidos, segundo valores contidos em Rostagno et al. (1996), exceto com relação à lisina. A ração basal foi suplementada com L-lisina HCl 78,4%, resultando em rações com 1,04; 1,10; 1,16; 1,22; e 1,28% e 0,918; 0,980; 1,040; 1,100; e 1,16% de lisina total e digestível, respectivamente. Os valores de aminoácidos totais dos ingredientes da ração basal foram corrigidos para aminoácidos digestíveis, utilizando-se os coeficientes de digestibilidade das tabelas Rhodimet ... (1993).

As rações e a água foram fornecidas à vontade, sendo a água trocada duas vezes ao dia para evitar aquecimento.

As aves foram alojadas em baterias metálicas, contendo 15 compartimentos, com piso telado de área igual a 0,72 m2/compartimento, dotadas de comedouros e bebedouros tipo calha, sendo que cada compartimento constituiu uma unidade experimental.

O monitoramento de temperatura e umidade de cada sala foi feito por meio dos termômetros de máxima e mínima, de bulbo seco e de bulbo úmido e de globo negro, colocados à altura intermediária em relação ao compartimento central da bateria. As temperaturas foram registradas diariamente em dois horários (8 e 18 h), durante todo o período experimental.

O ambiente térmico foi expresso em termos de índice de temperatura de globo e umidade (ITGU), proposto por Buffington et al. (1981).

O programa de luz adotado durante todo o período experimental foi o contínuo (24 horas de luz artificial), fazendo-se uso de duas lâmpadas fluorescentes de 25 W cada, por sala.

As variáveis estudadas foram: consumo de ração, ganho de peso, conversão alimentar, consumo de lisina total, rendimento de carcaça, deposições de proteína e gordura e pesos absoluto e relativo de órgãos e de gordura abdominal.

O cálculo do consumo de ração no período experimental foi obtido pela diferença entre a quantidade de ração fornecida os desperdícios e as sobras das rações experimentais, que foram pesadas no início e no final do experimento. O ganho de peso das aves foi obtido pela diferença de pesagem dos animais no final e no início do período experimental. A partir dos dados de consumo de ração e de ganho de peso, calculou-se a conversão alimentar dos animais no período de 1 a 21 dias de idade.

Ao final do experimento, após seis horas de jejum, as aves foram pesadas e, posteriormente, escolhidas quatro de cada repetição, considerando-se o peso médio de cada unidade experimental (+5%) para serem abatidas. Após as aves serem sangradas e depenadas, suas carcaças evisceradas foram pesadas e a gordura abdominal, retirada e pesada.

As carcaças inteiras (incluindo pés e cabeça) foram moídas, duas a duas, durante 15 minutos, em triturador comercial de 30 HP e 1.775 rpm, sendo, após homogeneização, coletada uma amostra de 400 g.

As amostras das carcaças, em razão de seu teor de gordura, foram pré-secas em estufa de ventilação forçada a ±60oC, durante 72 horas e, posteriormente, pré-desengorduradas pelo método a quente, em aparelho extrator do tipo "Soxhlet", durante quatro horas. Após esta etapa, as amostras foram moídas e acondicionadas em vidros para análises posteriores.

Os teores de água e gordura extraídos durante o processo de preparo das amostras foram considerados para correção dos valores das análises.

As análises de extrato etéreo e proteína bruta das amostras foram realizadas no Laboratório de Nutrição Animal do Departamento de Zootecnia da UFV, conforme metodologia descrita por Silva (1992).

Um grupo adicional de 15 aves com um dia de idade foi abatido para determinação da composição corporal no início do experimento. As deposições de proteína e gordura na carcaça foram calculadas pela diferença entre os valores de composição da carcaça dos pintos de corte com 1 e 21 dias de idade.

As análises estatísticas das características avaliadas foram realizadas utilizando-se o Sistema para Análises Estatísticas - SAEG (UFV - 1997). As estimativas de exigência de lisina digestível foram estabelecidas por meio de modelos de regressão linear e/ou quadrático, conforme o melhor ajuste.

 

Resultados e Discussão

Na Tabela 3 estão apresentados os resultados de desempenho (ganho de peso, consumo de ração e conversão alimentar), consumo de lisina total e taxa de deposição de proteína e gordura na carcaça de frangos de corte no período de 1 a 21 dias, recebendo diferentes níveis de lisina na ração e mantidos em ambiente de alta temperatura (29,1oC).

Os níveis de lisina da ração influenciaram (P<0,04) o ganho de peso (GP) das aves, que aumentou de forma quadrática até o nível de 1,20% (Figura 1), correspondente a um consumo estimado de 9,91 g de lisina total. Estes resultados foram similares àqueles obtidos por Han & Baker (1991), Surisdiarto & Farrell (1991), Latshaw (1993) e Kidd et al. (1997), que também verificaram melhor ganho de peso de frangos de corte de 1 a 21 dias de idade, com o nível de 1,20% de lisina total. No entanto, o nível de lisina verificado para máximo ganho de peso, neste estudo, foi maior que 1,10% recomendado pelo NRC (1994) e menor que 1,26% encontrado por Valerio et al. (1999), para frangos da raça Avian Farms em fase inicial, mantidos em ambiente de calor (33oC).

 

 

A eficiência de utilização de lisina para ganho de peso (g de ganho de peso/g de lisina consumida) calculada neste trabalho foi de 59. Considerando-se que esta eficiência foi maior que aquela de 52 obtida com base nos dados de Valerio et al. (1999) e semelhante àquela de 57 obtida a partir dos dados de Han & Baker (1991), pode-se inferir que a temperatura ambiente de 29,1oC não foi elevada o suficiente para influenciar a exigência de lisina para ganho de peso das aves no período de 1 a 21 dias de idade.

Não se constatou efeito dos níveis de lisina sobre o consumo de ração (CR). Este resultado foi semelhante aos obtidos por Cella et al. (1999, 2000), que, trabalhando em condições de alta temperatura, não verificaram efeito dos níveis de lisina sobre o consumo de ração de aves em fase inicial. Entretanto, difere daquele observado por Valerio et al. (1999), que verificaram variação significativa no consumo de ração de frangos de 1 a 21 dias submetidos ao estresse de calor, em razão do aumento do nível de lisina.

Foi observado efeito dos níveis de lisina da ração (P<0,01) sobre a conversão alimentar (CA) das aves, que variou de forma quadrática, melhorando até o nível de 1,24% (Figura 2), correspondente a um consumo de lisina estimado de 10,07 g. Efeito quadrático do nível de lisina sobre a conversão alimentar de frangos, nesta fase de desenvolvimento, foi também constatado por Surisdiarto & Farrel (1991) e Han & Baker (1991), trabalhando em ambientes termoneutros, e Han & Baker (1993), Valerio et al. (1999) e Cella et al. (1999), trabalhando em condições de alta temperatura. No entanto, o nível de lisina que proporcionou o melhor resultado de CA (1,24%) neste trabalho foi menor que 1,32; 1,41; e 1,26%, determinados por Surisdiarto & Farrel (1991) e Han & Baker (1991; 1993), e maior que 1,18 e 1,22%, observados por Cella et al. (1999) e Valerio et al. (1999), respectivamente. De forma contrária, Conhalato (1998) verificou que a conversão alimentar de frangos de corte na fase inicial não foi influenciada pelos níveis de lisina da ração (1,05 a 1,35%).

 

 

Considerando o relato de Han & Baker (1993) de que frangos de corte machos, estressados por calor (37oC) até a terceira semana de vida, não parecem requerer maior nível de lisina na ração que aqueles mantidos a 24oC, infere-se que a variação dos resultados deste trabalho, em relação aos citados anteriormente, possivelmente não estaria associada às diferenças entre as condições ambientais experimentais. Por outro lado, a diferença no nível de proteína utilizado nas rações experimentais entre os diferentes trabalhos pode, em parte, explicar a diferença de resultados. Segundo Parr & Summers (1991), a exigência dos aminoácido essenciais eleva-se com o aumento no nível de proteína da ração, sugerindo que a deaminação e excreção do nitrogênio da proteína em excesso poderiam contribuir para excreção do primeiro aminoácido limitante, aumentando assim sua exigência.

Com os resultados de desempenho obtidos, ficou evidenciado que frangos de corte na fase inicial de desenvolvimento exigem maior nível de lisina para alcançar melhor resultado de CA em relação àquele para maior ganho. Este relato é corroborado pelos resultados obtidos pela maioria dos autores citados neste trabalho, com exceção de Valerio et al. (1999), que constataram valor de ganho de peso em nível de lisina superior àquele que proporcionou melhor resultado de CA.

O consumo de lisina total aumentou de forma linear (P<0,01), em razão do nível de lisina da ração, segundo a equação = 0,0422238 + 8,22195 Lis (r2= 0,96). O fato de o CR não ter variado entre os tratamentos justifica este resultado.

Quanto à composição da carcaça, não se constatou efeito (P>0,10) dos níveis de lisina da ração sobre a deposição de gordura (DG). Apesar de não ter ocorrido efeito dos níveis de lisina sobre a DG, pode-se verificar que, em valores absolutos (g), o nível de 1,16% de lisina proporcionou os maiores resultados de DG. Estes resultados diferem daqueles obtidos por Conhalato (1998), que verificou efeito quadrático dos níveis de lisina sobre a TDG de frangos de corte no período de 1 a 21 dias, trabalhando em ambiente termoneutro.

Os níveis de lisina da ração influenciaram (P<0,08) a taxa de deposição de proteína (TDP), que aumentou de forma quadrática até o nível de 1,26% (Figura 3). Estes resultados foram similares aos obtidos por Conhalato (1998), que também verificou efeito dos níveis de lisina sobre a taxa de deposição de proteína para frangos de corte de 1 a 21 dias, quando trabalhou em ambiente termoneutro. Pode-se inferir, ainda, que a exigência de lisina total para a deposição de proteína (1,26%) foi superior à exigência para ganho de peso (1,20%). Estes resultados foram semelhantes aos obtidos por Sibbald & Wolynetz (1986), os quais observaram que o nível necessário de lisina na ração para maximizar o ganho de peso corporal foi menor do que aquele para otimizar a agregação de proteína.

 

 

O resultado de aumento na taxa de deposição de proteína na carcaça, associado ao incremento no nível de lisina na ração, foi semelhante ao obtido por Holsheimer & Ruesink (1993), que utilizaram três níveis de energia e dois de lisina na ração para frangos na fase inicial, constatando que a maior deposição de proteína na carcaça foi obtida com alto nível de lisina na ração.

Os pesos absoluto (g) e relativo (expresso como porcentagem da carcaça) de coração, fígado, moela e intestino de frangos de corte aos 21 dias de idade, submetidos à alta temperatura (29,1oC), são apresentados na Tabela 4. Não se observou efeito dos níveis de lisina total da ração sobre os pesos absoluto e relativo do coração e intestino. No entanto, o peso absoluto do fígado das aves variou de forma quadrática (Figura 4), sendo o maior peso verificado no nível de 1,17% de lisina.

 

 

O aumento no peso absoluto do fígado ocorreu em razão do incremento no peso corporal das aves, uma vez que o peso relativo do fígado não variou entre os tratamentos. De forma semelhante, Valerio et al. (2000) observaram efeito do nível de lisina somente sobre o peso absoluto do fígado das aves aos 21 dias, mantidos em ambiente de calor.

 

Conclusões

A exigência de lisina total para frangos de corte no período de 1 a 21 dias de idade, submetidos à alta temperatura (29,1oC), é de 1,20%, correspondente a um consumo de 9,9 g de lisina total.

 

Literatura Citada

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Recebido em: 14/12/00
Aceito em: 27/08/01

 

 

1 Parte da tese de Mestrado do primeiro autor - Projeto financiado pela FAPEMIG.

2 Professor da Escola Agrotécnica Federal de Colorado do Oeste - RO.

3 Professor(a) do DZO/UFV. E.mail: flavia@mail.ufv.br; donzele@mail.ufv.br

4 Estudante de Doutorado do DZO/UFV. E.mail: uislei@lycos.com

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