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Revista Brasileira de Zootecnia

Print version ISSN 1516-3598On-line version ISSN 1806-9290

Rev. Bras. Zootec. vol.31 no.2 Viçosa  2002

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982002000300029 

Exigências Líquidas e Dietéticas de Energia, Proteína e Macroelementos Minerais de Bovinos de Corte no Brasil1

 

Fabiano Ferreira da Silva2, Sebastião de Campos Valadares Filho3, Luís Carlos Vinhas Ítavo4, Cristina Mattos Veloso2, Rilene Ferreira Diniz Valadares5, Paulo Roberto Cecon6, Pedro Veiga Rodrigues Paulino7, Eduardo Henrique Bevitori Kling de Moraes7

 

 


RESUMO - Foram utilizados dados parciais ou totais de vários experimentos sobre exigências nutricionais de bovinos, nos quais foi usada a técnica do abate comparativo, abate de uma amostra representativa dos animais experimentais no início do período de alimentação e determinação da composição do corpo vazio. Os conteúdos de gordura, proteína, energia, Ca, P, Mg, Na e K retidos no corpo dos animais de cada grupamento racial foram estimados por meio de equações de regressão do logaritmo do conteúdo corporal de proteína, gordura, energia, Ca, P, Mg, Na e K, em função do logaritmo do peso de corpo vazio (PCVZ). As exigências líquidas de proteína, energia, Ca, P, Mg, Na e K foram obtidas a partir de equação Y' = b. 10a. Xb-1, sendo "a" e "b" o intercepto e coeficiente de regressão, respectivamente, das equações de predição dos conteúdos corporais de gordura, proteína, energia, Ca, P, Mg, Na ou K. A energia líquida para mantença (ELm) foi obtida pelos valores médios, de todos os trabalhos, para os diferentes grupos raciais. As eficiências de utilização da energia metabolizável (EUEM) para mantença (km) e ganho de peso (kf) foram estimadas a partir da relação entre os teores de energia líquida, para mantença ou ganho, respectivamente, em função da EM da dieta. Para a análise de todos os dados agrupados, entre animais zebuínos e F1 (E x Z) e entre animais mestiços leiteiros e Holandeses, aplicou-se o teste de identidade de modelos. A relação ganho de PCVZ/ganho de peso vivo em jejum (GPVJ) dos animais zebuínos, F1, mestiços leiteiros e Holandeses foi 0,96; 1,00; 0,94 e 0,86, respectivamente. As equações obtidas para estimativa da proteína retida (PR), em função do GPVJ e da energia retida (ER) foram: PR = - 17,6968 + 192,31 GPVJ - 3,8441 ER, para animais zebuínos e PR = 31,4045 + 107,039 GPVJ + 5,632 ER, para F1. As energias líquidas para ganho (ELg) podem ser obtidas pelas equações ELg = 0,0435 x PCVZ0,75 x GDPCVZ0,8241, para animais zebuínos e ELg = 0,0377 x PCVZ0,75 x GDPCVZ1,0991, para animais F1. A média dos valores de ELm para zebuínos, F1, mestiços leiteiros e Holandeses foram 71,30; 70,77; 79,65 e 88,97 kcal/PCVZ0,75, respectivamente. As EUEM para mantença (km) e ganho (kf) variaram de 0,65 a 0,63 e de 0,25 a 0,37, respectivamente, para dietas com concentração de EM variando de 2,2 a 2,7 Mcal/kg de matéria seca. A exigência de P foi superior e as de Na e K, inferiores às recomendações do NRC (1996). As exigências de Ca e Mg foram semelhantes às do NRC (1996).

Palavras-chave: eficiência de utilização de energia, F1, Holandês, mestiço, novilhos inteiros, requerimento, zebu

Net and Dietary Energy, Protein and Macrominerals Requirements of Beef Cattle in Brazil

ABSTRACT - Partial or total data, from several works, on nutritional requirements of bovine, were utilized. In all the experiments, the comparative slaughter technique was used, with the slaughter of a representative sample of the experimental animals at the beginning of the feeding period and the determination of the empty body composition. The fat, protein, energy, Ca, P, Mg, Na and K contents retained in the animal body of each breed group were estimated by regression equations of the logarithm of protein, fat, energy, Ca, P, Mg, Na and K contents in the body, in function of the logarithm of empty body weight (EBW). The net protein, energy, Ca, P, Mg, Na and K requirements were determined by the equation Y' = b. 10a. Xb-1, being a and b intercept and the regression coefficient, respectively, of the prediction equations of fat, protein, energy, Ca, P, Mg, Na or K contents in the body. The net energy requirement for maintenance (NEm) was estimated as the mean value for the different breed groups from all the works. The metabolizable energy efficiencies of utilization (MEEU) for maintenance (km) and for weight gain (kf) were calculated from the relation among the net energy concentration, for maintenance or gain, respectively, in function of the ME of the diet. To analyse all the grouped data, the data from zebu and F1 (E x Z) animals, and the data from dairy crossbred and Holstein animals, the identity of models test was applied. The zebu, F1, dairy crossbred and Holstein animals EBW gain/BW gain relation were 0.96, 1.00, 0.94 and 0.86, respectively. The equations to estimate the retained protein (RP), in function of BW gain (BWG) and retained energy (RE), were: RP = - 17.6968 + 192.31 BWG - 3.8441 RE, for zebu and RP = 31.4045 + 107.039 BWG + 5.632 RE, for F1 animals. The net energy requirement for gain (NEg) can be obtained by the equations NEg = 0.0435 x EBW0.75 x EBWG0.8241, for zebu animals, and NEg = 0.0377 x EBW0.75 x EBWG1.0991, for F1 animals. The NEm mean values for zebu, F1, dairy crossbred and Holstein were 71.30; 70.77; 79.65 and 88.97, respectively. The MEEU for maintenance (km) and for gain (kf) ranged from 0.65 to 0.63 and from 0.25 to 0.37, respectively, for diets with ME concentration varying from 2.2 to 2.7 Mcal/kg of dry matter. The P requirement was superior and Na and K were inferior than the NRC (1996) recommendations. The Ca and Mg requirements were similar to that of NRC (1996).

Key Words: bull, crossbred, efficiency of energy utilization, F1, Holstein, requirement, zebu


 

 

Introdução

Os componentes químicos (água, proteína, gordura e minerais) do corpo variam, durante o crescimento. Fatores como idade, peso, espécie, raça, classe sexual e nível de ingestão de energia influenciam estas variações e conduzem a diferenças nos requisitos nutricionais dos animais (Garret, 1980). A avaliação desta composição corporal é necessária para determinação dos requerimentos nutricionais dos animais.

À medida que a maturidade avança, ocorre aumento na proporção de gordura e concomitante decréscimo nas concentrações de água, proteína e minerais no corpo animal (AFRC, 1993). As diferenças nas exigências de energia e proteína para ganho de peso devem-se às diferenças na composição do ganho, já que os requisitos líquidos de energia para crescimento consistem na quantidade de energia depositada nos tecidos, que é função das proporções de gordura e proteína no ganho do corpo vazio, e as exigências líquidas de proteína são função do conteúdo de matéria seca livre de gordura do peso ganho (NRC, 1996).

As principais diferenças em relação ao sexo dos animais são observadas quanto ao tecido adiposo. Considerando-se animais pertencentes à mesma raça e com peso de corpo vazio (PCVZ) similar, fêmeas possuem maior quantidade corporal de gordura que machos castrados, e estes, mais que os inteiros (Lana, 1991). Este comportamento se reflete nas concentrações de energia corporal e nas respectivas exigências energéticas para ganho.

Garrett (1980) descreve uma equação para estimar a exigência líquida para ganho (ELg), em função do peso de corpo vazio (PCVZ) e do ganho de peso de corpo vazio (GPCVZ): ELg = 0,0635 x PCVZ0,75 x GPCVZ1,097. Para estimar a energia líquida para mantença (ELm) o NRC (1996) adota o valor de 77 kcal/PCVZ0,75, obtido por Lofgreen & Garrett (1968). No Brasil, os dados sempre foram gerados em separado e poucos são os trabalhos que tentaram agrupá-los para dar maior consistência aos resultados. Fontes (1995) e Boin (1995), analisando dados de vários experimentos, observaram aumento da ELg com o aumento do peso vivo (PV) dos animais para determinada taxa de ganho, mas não foi descrita nenhuma equação que pudesse estimar esta exigência em função do peso e da taxa de ganho do animal. Boin (1995), analisando três experimentos em que se utilizaram animais Nelore inteiros, obteve valores de ELm variando de 69,8 a 78 kcal/PCVZ0,75. Dos trabalhos individuais realizados na Universidade Federal de Viçosa, os valores de ELm, para animais zebuínos inteiros, variaram de 47 kcal/PCVZ0,75 (Salvador, 1980) a 82,79 kcal/PCVZ0,75 (Véras, 2000).

Em relação às exigências líquidas de proteína para ganho, à medida que aumentam o PV e as taxas de ganho de peso do animal, ocorre diminuição das mesmas, fato descrito pelas duas edições do NRC (1984, 1996), em que: proteína retida = ganho de peso vivo em jejum x (268 - (29,4 x (ELg/ganho de peso vivo em jejum). No Brasil, tendência semelhante foi obtida por Fontes (1995) e Boin (1995), entre outros vários trabalhos individuais. Os requisitos líquidos de proteína para mantença, de acordo com o AFRC (1993), baseiam-se no N endógeno basal (NEB), que inclui perdas urinárias endógenas e parte do chamado nitrogênio metabólico fecal (NMF), mais perdas por descamação de tecidos e pêlos e, admitindo-se eficiência igual a 1, a proteína metabolizável para mantença é calculada como sendo 2,30 g/kg PV0,75/dia. Já o NRC (1996) recomenda o valor de 3,8 g/kg PV0,75/dia como exigência de proteína metabolizável para mantença. No Brasil, Ezequiel (1987) obteve exigências de proteína metabolizável para mantença de 1,72 e 4,28 g/kg PV0,75/dia para novilhos Nelores e Holandeses, respectivamente, enquanto Valadares (1997), utilizando outra metodologia para estimar tanto as perdas endógenas fecais, por intermédio da regressão entre a ingestão de N digestível (Y) e a ingestão de N (X), quanto as perdas urinárias endógenas, pela regressão entre a excreção de N total urinário (Y) e a ingestão de N (X), obteve exigências de proteína metabolizável para mantença de 4,13 g/kg PV0,75/dia.

O NRC (1996) estimou os requisitos líquidos de Ca e P para ganho de peso, em função do ganho diário de proteína, sendo para o Ca de 13,5 e 8,5 g/dia, para o ganho de 1 kg de PV de animais com 200 e 450 kg de PV, respectivamente, e de 7,5 e 4,8 g/dia para o fósforo com a mesma taxa de ganho e os mesmos PV. Para Mg, K e Na, este Conselho recomendou médias de 0,1, 0,6 e 0,06-0,08% na MS da dieta, respectivamente, como requisitos dietéticos. No Brasil, a partir da década de 80, foram desenvolvidos alguns trabalhos de determinação de exigências líquidas de macrominerais (Ezequiel, 1987; Lana, 1991; Pires, 1991; Soares, 1994; Paulino et al., 1999; Véras, 2000). Fontes (1995) realizou a análise conjunta de alguns destes trabalhos e observou que as concentrações dos macrominerais (Ca, P, Mg, K e Na) no corpo vazio decresceram com a elevação do peso corporal. Para um animal de 400 kg de PV, Fontes (1995) encontrou exigências líquidas para ganho de 1 kg de PV de Ca, P, Mg, K e Na de 12,25; 7,22; 0,37; 1,76; e 0,89 g/dia, respectivamente.

Os requerimentos dietéticos dos nutrientes são obtidos a partir da correção dos requisitos líquidos por um fator de eficiência de utilização, o que pode, talvez, se constituir em uma das maiores dificuldades na determinação da experimentação animal, havendo poucos dados nacionais.

O NRC (1996) apresentou valores de eficiência de utilização da energia metabolizável para ganho de peso (kf), de 29 a 47,3%, para rações com diferentes proporções volumoso:concentrado, cujos teores de energia metabolizável (EM) variaram de 2,0 a 3,2 Mcal/kg de matéria seca. A eficiência de utilização da EM para mantença (km) apresentou, segundo o NRC (1996), valores de 58 a 69%, para rações com teores de EM variando de 2,0 a 3,2 Mcal/kg de MS, respectivamente. O AFRC (1993) desenvolveu equações lineares para o cálculo da kf e da km a partir da metabolizabilidade da energia bruta da dieta. No Brasil, Boin (1995), analisando três experimentos com animais Nelore, obteve km variando de 61,2 a 69,1% e kf variando de 32,3 a 45,6%. Véras (2000), analisando dados de dois experimentos, obteve valores de kf variando de 37 a 50% para dietas com teores de EM de 2,4 a 2,6 Mcal/kg de MS, respectivamente, e km de 56%.

O AFRC (1993) preconizou eficiência de utilização da proteína metabolizável (PM) para ganho de peso como 59%, enquanto o NRC (1996) considera que a eficiência de utilização da PM varia de acordo com o PV.

Com relação aos coeficientes de absorção dos macrominerais, o NRC (1996) recomendou valores médios para o Ca e P de 50 e 68%, respectivamente, e uma faixa de variação de 10 a 37% para o Mg. O AFRC (1991) citou valores médios de absorção do Ca e P de 68 e 58 % e o ARC (1980), de 100, 17 e 91% para o K, Mg e Na, respectivamente. Segundo Silva (1995), as informações sobre os coeficientes de absorção de macrominerais inorgânicos, no Brasil, em bovinos alimentados com rações comuns, também são escassas e, em sua revisão, encontrou médias de coeficientes de absorção real de Ca e P de 68,4 e 72,3%, respectivamente, variando muito entre os grupos genéticos. Para o magnésio, o valor foi extremamente alto (52,2%), comparado com o do ARC (1980), de 17%, e, para o Na, foi, em média, baixo (63,2%), em relação aos 91% adotados pelo ARC (1980). Para o K, o valor médio foi 62,7%.

O objetivo deste trabalho foi agrupar os dados sobre exigências líquidas de proteína, energia e macrominerais existentes no Brasil e utilizar as eficiências de utilização destes nutrientes mais coerentes publicadas no Brasil e no exterior para construir as exigências dietéticas.

 

Material e Métodos

Neste trabalho, foram utilizados parcial ou totalmente dados dos artigos discriminados na Tabela 1, para determinação das exigências. Em todos os experimentos, foi usada a técnica do abate comparativo, abate de uma amostra representativa dos animais experimentais no início do período de alimentação, determinação da composição do corpo vazio, por intermédio da pesagem de todos os seus componentes (órgãos, vísceras, sangue, couro, cabeça, patas, rabo e carcaça). Amostras representativas foram tiradas de cada componente após moagem ou serragem e homogeinização. O sangue foi pesado e amostrado após o abate. A determinação dos teores de extrato etéreo, proteína e macrominerais foi realizada segundo métodos tradicionais para os tipos de amostras usadas; maiores detalhes podem ser obtidos nos trabalhos originais.

As exigências foram agrupadas em categorias raciais, como:

1. Zebuínos - Animais das raças Nelore, Tabapuã, Guzerá, Gir e os chamados de "Azebuados";

2. F1 (E x Z) - Animais cruzados filhos de pais de raças européia de corte e matrizes zebuínas;

3. Mestiços leiteiros - Animais 1/2, 3/4 ou 5/8 Holandês-Zebu; e

4. Holandês - Animais com grau de sangue igual ou superior a 7/8 Holandês-Zebu.

A determinação da energia corporal foi obtida a partir dos teores corporais de proteína e gordura e seus respectivos equivalentes calóricos, conforme a equação preconizada pelo ARC (1980):

CE = 5,6405 X + 9,3929 Y

em que: CE = conteúdo energético (Mcal); X = proteína corporal (kg); e Y = gordura corporal (kg).

Os conteúdos de gordura, proteína, energia, Ca, P, Mg, Na e K retidos no corpo dos animais de cada grupamento racial foram estimados por meio de equações de regressão do logaritmo do conteúdo corporal de proteína, gordura, energia, Ca, P, Mg, Na ou K, em função do logaritmo do PCVZ, segundo o ARC (1980), conforme o seguinte modelo:

Y = a + bX + e

em que: Y = logaritmo do conteúdo total de proteína (kg), gordura (kg), energia (Mcal), Ca (kg), P (kg), Mg (kg), Na (kg) ou K, (kg) retido no corpo vazio; a = constante; b = coeficiente de regressão do logaritmo do conteúdo de proteína, gordura, energia, Ca, P, Mg, Na ou K, em função do logaritmo do PCVZ; X = logaritmo do PCVZ; e e = erro aleatório.

Derivando-se as equações de predição do conteúdo corporal de gordura, proteína, energia, Ca, P, Mg, Na ou K, em função do logaritmo do PCVZ, foram obtidas as equações de predição dos conteúdos de gordura, proteína, energia, Ca, P, Mg, Na e K por kg de ganho de PCVZ. As exigências líquidas de proteína, energia, Ca, P, Mg, Na e K para ganho de 1 kg de PCVZ corresponderam aos respectivos conteúdos no ganho de corpo vazio e foram obtidas, juntamente com o conteúdo de gordura no ganho de corpo vazio, a partir de equação do tipo:

Y' = b. 10a. Xb-1

em que: Y'= conteúdo de gordura no ganho, ou exigência líquida de proteína, energia, Ca, P, Mg, Na e K; a e b = intercepto e coeficiente de regressão, respectivamente, das equações de predição dos conteúdos corporais de gordura, proteína, energia, Ca, P, Mg, Na ou K; e X = PCVZ (kg).

Para conversão do PV em PCVZ, dentro do intervalo de pesos incluídos nos trabalhos, utilizou-se a relação obtida entre o PCVZ de todos os animais analisados, em função dos respectivos PV. Para conversão das exigências para ganho de PCVZ em exigências para ganho de PV, utilizou-se o fator obtido a partir dos dados experimentais analisados.

Foi efetuada equação de regressão entre a energia retida (ER) e o ganho diário de PCVZ (GDPCVZ) para dado PCVZ, assim como uma equação de regressão entre a proteína retida (PR), em função do ganho de peso vivo em jejum (GPVJ) e da ER, conforme preconizado pelo NRC (1984, 1996). Para a realização destas duas equações, utilizaram-se os dados de Teixeira (1984), somente para animais Nelore, Ferreira (1998), Véras (2000), Veloso (2001) e Silva (2001).

A energia líquida para mantença (ELm) foi obtida por intermédio dos valores médios de todos os trabalhos para os diferentes grupos raciais.

Os requisitos de proteína metabolizável para mantença (PMm) e ganho (PMg) e as exigências de proteína bruta foram obtidos segundo o NRC (1996).

As eficiências de utilização da energia metabolizável (EUEM) para mantença (km) e ganho de peso (kf) foram estimadas a partir da relação entre os teores de energia líquida, para mantença ou ganho, respectivamente, em função da EM da dieta, segundo Garrett (1980). Os requisitos de EM para mantença e ganho foram obtidos pelas relações entre as exigências líquidas e as respectivas EUEM. As exigências de NDT foram calculadas dividindo-se as exigências de EM por 0,82, obtendo-se as exigências de energia digestível (ED) e, posteriormente, dividindo-se as exigências de ED por 4,409.

Para estimar as exigências de mantença e, posteriormente, somar às exigências para ganho, para obter as exigências dietéticas totais, foram adotadas as recomendações do ARC (1980) e do AFRC (1991), para as perdas endógenas totais de Ca, P, Mg, Na e K, e a biodisponibilidade destes elementos nos alimentos, segundo o ARC (1980) e o NRC (1996), conforme pode ser visualizado na Tabela 2.

 

 

Para a análise dos dados agrupados, entre animais zebuínos e F1 (E x Z) e entre animais mestiços leiteiros e Holandeses, aplicou-se o teste de identidade de modelos, proposto por Regazzi (1996), nas equações de regressão do logaritmo dos conteúdos de gordura, proteína, energia, Ca, P, Mg, Na ou K no corpo vazio, em função do logaritmo do peso do corpo vazio.

 

Resultados e Discussão

Na Tabela 3 estão apresentadas as relações entre PCVZ e PV e entre ganho de peso de corpo vazio (GPCVZ) e ganho de peso vivo em jejum (GPVJ). Para o cálculo destas relações foram utilizados os dados dos experimentos que forneceram os dados para os cálculos das exigências. Observa-se que os animais zebuínos e os meio-sangue (F1 E x Z) apresentaram um relação PCVZ/PV de 0,88, próxima ao valor recomendado pelo NRC (1996), 0,891, e superior ao dos animais holandeses e de seus mestiços, que foi 0,83. Os animais leiteiros apresentam maior tamanho do trato gastrintestinal e, conseqüentemente, maior conteúdo de digesta que os animais zebuínos (Gonçalves, 1988), acarretando menor relação PCVZ/PV. A relação GPCVZ/GPVJ dos animais zebuínos foi semelhante ao valor utilizado pelo NRC (1996), de 0,96, e os valores dos animais F1, mestiços leiteiros e Holandeses foram 1,00; 0,94; e 0,86, respectivamente. O NRC (2001), para gado de leite, adota o mesmo valor da relação GPCVZ/GPVJ do NRC (1996), para gado de corte (0,96), para as novilhas leiteiras em crescimento. Os dados dos animais holandeses foram obtidos por intermédio de médias dos experimentos, pois os mesmos não se encontravam disponíveis para a análise em conjunto. A relação PCVZ/PV de cada grupo genético será utilizada para a transformação do PCVZ em PV e as exigências que forem calculadas em função do GPCVZ serão convertidas para ganho de PV pela multiplicação da relação GPCVZ/GPVJ do grupo genético em questão.

 

 

Os parâmetros das equações de regressão do logaritmo dos conteúdos de gordura (kg), proteína (kg) e energia (Mcal) no corpo vazio, em função do logaritmo do peso de corpo vazio (kg) de diferentes grupos genéticos, estão apresentados na Tabela 4. Foi aplicado o teste de identidade de modelos à estas equações de regressão, indicando haver diferença entre os grupos genéticos, tanto em análise geral dos quatro grupos, quanto em análise entre animais zebuínos e F1 (E x Z) e entre mestiços leiteiros e Holandeses. Assim, os resultados de exigências serão expressos separadamente para cada grupo genético.

 

 

Na Tabela 5 estão as exigências líquidas de proteína (g) e energia (Mcal), por kg de GPCVZ, e o conteúdo de gordura no ganho de peso do corpo vazio (g/kg GPCVZ), em função do peso vivo (PV) ou do PCVZ de cada grupo genético. Os animais zebuínos apresentaram menor exigência líquida de proteína para ganho e maior conteúdo de gordura e, conseqüentemente, maior exigência líquida de energia para ganho que os outros grupos genéticos. Para os animais zebuínos e os F1, a exigência líquida de proteína diminuiu e o conteúdo de gordura no ganho e a exigência líquida de energia elevaram-se com o aumento do PCVZ. Para os animais mestiços leiteiros, de forma não esperada, a exigência líquida de proteína praticamente não se alterou com o aumento do PCVZ e o conteúdo de gordura no ganho e a exigência líquida de energia diminuíram com o aumento do PCVZ. Em relação aos animais Holandeses, a exigência líquida de proteína elevou-se com o aumento do PCVZ, mas o conteúdo de gordura no ganho e a exigência líquida de energia, também, aumentaram com o aumento do PCVZ. Fontes (1995), analisando conjuntamente vários experimentos, encontrou exigências líquidas de proteína para ganho de 1 kg de PCVZ de 171 e 150 g para animais da raça Nelore com peso vivo de 200 e 400 kg de PV, respectivamente, e de 188 e 167 g para animais F1 (E x Z) com peso vivo de 200 e 450 kg de PV, respectivamente. Para a energia, as exigências líquidas foram de 3,21 a 4,75 Mcal, para animais da raça Nelore com peso vivo de 200 e 400 kg de PV, respectivamente, e de 2,77 e 4,30 Mcal para animais F1 (E x Z) com peso vivo de 200 e 450 kg de PV, respectivamente. Todos estes resultados referem-se a machos não-castrados.

Na literatura consultada, foi observado apenas um trabalho determinando exigências líquidas em fêmeas (Borges, 2000). Na Tabela 6, são apresentados os valores deste experimento para as exigências líquidas de proteína e energia de novilhas Guzerá. Observa-se a mesma tendência dos machos de diminuição das exigências líquidas de proteína e aumento das de energia com o aumento do PV dos animais. As novilhas Guzerá apresentaram menores exigências líquidas de proteína e maiores exigências líquidas de energia que os machos com o mesmo PV. A explicação deste fato consiste na maior precocidade das fêmeas em acumular maiores porcentagens de gordura com menor PV do que os machos (NRC, 1996).

 

 

As exigências dietéticas de proteína metabolizável para mantença (PMm) e ganho (PMg) e de proteína bruta (PB) estão apresentadas na Tabela 7. As exigências dietéticas totais serão sempre corrigidas para ganho de PV utilizando o fator obtido dos animais utilizados da análise em conjunto para cada grupo genético, conforme apresentado na Tabela 3. A exigência de PMm foi calculada segundo a recomendação do NRC (1996), de 3,8 g de PMm/ kg de PV0,75. Utilizou-se uma eficiência de utilização da PM para ganho de 49,2% para animais com PCVZ acima de 300 kg e, para animais com menos de 300 kg de PCVZ, a seguinte equação: Eficiência = (83,4 - (0,114 x PCVZ)), segundo Ainslie et al. (1993). A exigência de PB foi obtida dividindo a exigência total de PM por 0,67, segundo o NRC (1996), considerada para uma dieta que supre 80% da PM pela proteína microbiana e 20% por proteína não-degradada no rúmen (PNDR). Observa-se que, para um consumo de MS fixo para todas as fases em 2,4% do PV, as exigências de PB diminuíram com o aumento do PV, fato esperado devido ao aumento do conteúdo de gordura e à diminuição do conteúdo de proteína no ganho, com o aumento do PV do animal.

 

 

Segundo o NRC (1996), para um animal de 250 e um de 450 kg de PV, consumindo 2,4% do seu PV em MS, o teor de PB da dieta deveria ser 13,4 e 8,53% na MS, respectivamente, para suprir mantença e ganho de 1 kg de PV. Com as devidas variações entre os grupos genéticos, as exigências de PB preconizadas pelo NRC (1996) apresentam-se com valores um pouco superior aos obtidos para animais zebuínos e Holandeses com PV inferior a 300 kg, mas apresentam valores inferiores aos obtidos para todos os grupos genéticos com PV superior a 300 kg. Possivelmente, o NRC (1996) subestima as exigências de PB, para animais com PV acima de 300 kg, nas condições brasileiras.

Constam na Tabela 8 os requisitos de proteína degradável no rúmen (PDR) e de PNDR, em função do PV ou do PCVZ. Para a estimativa das exigências de PDR; utilizou-se o protocolo do NRC (1996), com a PDR (g), sendo = 1,11 x proteína microbiana (g); e a proteína microbiana (g), sendo = 130 x consumo NDT (kg). À medida que aumenta o PV do animal, a porcentagem da exigência da PB suprida pela PDR eleva-se. Para animais zebuínos e Holandeses com PV acima de 450 kg, a quantidade de PDR fornecida por uma dieta com 66% de NDT e assumindo um consumo de MS de 2,4% do PV, foi suficiente para suprir a exigência total de PB. Com o aumento do teor de energia da dieta (72% de NDT), para estes mesmos grupos genéticos, um animal com 400 kg de PV já não necessita de PNDR para suprir as exigências totais de PB. Para animais F1 e mestiços leiteiros a proteína microbiana é capaz de suprir as exigências totais de PB para animais com PV acima de 500 e 450 kg para dietas com 66 e 72% de NDT, respectivamente.

Foram obtidas as seguintes equações para estimativa da proteína retida (PR), em função do GPVJ e da energia retida (ER): PR = - 17,6968 + 192,31 x GPVJ - 3,8441 x ER (r2=0,44), para animais zebuínos e PR = 31,4045 + 107,039 x GPVJ + 5,632 x ER (r2=0,50), para animais mestiços.

As equações de regressão obtidas para descrever a relação entre a retenção diária de energia (ER), em Mcal/dia, e o ganho diário de PCVZ (GDPCVZ), a determinado PCVZ, foram: ER = 0,0435 x PCVZ0,75 x GDPCVZ0,8241 (r2 = 0,37), para animais zebuínos e ER = 0,0377 x PCVZ0,75 x GDPCVZ1,0991 (r2 = 0,84), para animais F1.

Constam na Tabela 9 os valores individuais da ELm calculados segundo os autores, e a partir destes dados foi calculada a média dos valores de ELm, com os respectivos desvio-padrão para os vários grupos genéticos. Não foi possível trabalhar com os dados em conjunto, por falta de padronização e informações nos trabalhos consultados. Está apresentado na Tabela 9, também, o único dado de ELm de fêmea zebu. Segundo o NRC (1996), animais não-castrados têm requisitos de ELm 15% maiores que machos castrados e novilhas (77 kcal/kg0,75/dia) e, de acordo com Lofgreen & Garrett (1968), zebuínos são 10% menos exigentes que taurinos. Assim, a exigência de ELm de animais zebuínos não-castrados, segundo proposição do NRC (1996), seria de 79,70 kcal/kg0,75/dia. A média do valor de ELm de animais zebuínos (71,3 kcal/PCVZ0,75) obtida foi 11,8% inferior ao recomendado pelo NRC (1996). A ELm dos animais F1 foi bem próxima à dos animais zebuínos. A média da ELm dos mestiços leiteiros (79,65 kcal/PCVZ0,75) apresentou valor bem próximo ao recomendado pelo NRC (1996) e a dos animais Holandeses, um valor 11,6% superior ao referido conselho. Em raças com aptidão leiteira, os maiores depósitos de gordura encontram-se nos componentes "não-carcaça", diferentemente das tradicionais raças de corte, em que os depósitos periféricos são mais pronunciados, ocasionando menor exigência para mantença destes últimos (Owens et al., 1995). Deve-se acrescentar a isto o maior tamanho do trato gastrintestinal e do fígado, principalmente, dos animais com potencial para elevada produção de leite (Fox et al., 1992). Catton & Dhuyvetter (1997) relataram que os tecidos viscerais, embora em menor proporção no corpo dos animais, são de considerável importância para os requisitos energéticos de mantença, pois consomem cerca de 50% do total desta energia.

 

 

Na Tabela 10, são apresentados os teores de NDT, as concentrações de EM das dietas e os valores calculados de ELm e ELg, além das km e kf calculadas, para os dados dos experimentos de Ferreira (1998) e Veloso (2001), que trabalharam com animais F1, e de Véras (2000) e Silva (2001), que trabalharam com animais Nelore. Os dados dos dois grupos genéticos foram agrupados para dar maior consistência aos resultados. O ajuste de uma equação relacionando a ELm, em função das concentrações de EM das dietas, apresentou-se na forma linear, sendo ELm = 0,1145 + 0,5950 x EM, r2 = 0,73. O ajuste da equação relacionando a ELg, em função das concentrações de EM das dietas, apresentou-se também na forma linear, sendo ELg = -1,364 + 0,8733 x EM, r2 = 0,72. A partir destas relações, foram estimadas as eficiências de utilização da EM para mantença (km) e ganho (kf), que variaram de 0,65 a 0,63 e de 0,25 a 0,37, respectivamente, para dietas com concentração de EM variando de 2,2 a 2,7 Mcal/kg MS. Considerando uma dieta com teor de EM de 2,5 Mcal/kg MS, o NRC (1996) estima o km e o kf em 0,64 e 0,40, respectivamente.

 

 

As exigências líquidas e totais para diferentes pesos vivos e taxas de ganho de peso vivo estão apresentadas na Tabela 11, para animais zebuínos, e na Tabela 12, para animais F1. A exigência dietética de NDT e PB de um animal zebuíno com 400 kg de PV e ganhando 1 kg de PV é de 5,40 kg e 921 g, respectivamente. A exigência dietética de NDT, deste mesmo animal, segundo o NRC (1996), é 13,7% superior ao encontrado neste trabalho, e a de PB é bem próxima (913 g). Os animais de origem européia apresentaram maior exigência de mantença, possivelmente, em função de maior tamanho de órgãos internos, e apresentaram, também, maior exigência para ganho, devido ao maior conteúdo de gordura no ganho, em relação aos animais zebuínos.

Na Tabela 13, são apresentados os parâmetros das equações de regressão do logaritmo dos conteúdos de cálcio (Ca), fósforo (P), magnésio (Mg), potássio (K) e sódio (Na) no corpo vazio, em função do logaritmo do peso do corpo vazio (PCVZ), obtidos para cada grupo genético. Como o teste de identidade de modelos, aplicado às equações de regressão do logaritmo do conteúdo corporal dos elementos minerais, em função do logaritmo do PCVZ, para os quatro grupos genéticos, indicou haver diferença entre os grupos, foram utilizadas as equações relativas aos dados em separado.

 

 

Os resultados demonstraram diminuição nas concentrações dos macrominerais estudados, principalmente Ca, P e Na, com o aumento do peso vivo (PV), o que era esperado, pois vários autores já observaram tal tendência (Fontes, 1995; Silva, 1995).

Na Tabela 14 estão as exigências líquidas de macrominerais para ganho. Os animais zebuínos apresentaram as menores exigências líquidas de P, Mg e Na, porém as maiores de K. Os animais F1 apresentaram as maiores exigências líquidas de Na e Ca, este último sendo elevado também para os animais Holandeses. As maiores exigências líquidas de Mg foram obtidas pelos mestiços leiteiros.

 

 

A partir dos coeficientes médios de absorção verdadeira, recomendados pelo NRC (1996) para Ca e P, 50 e 68%, respectivamente, e pelo ARC (1980) para Mg, Na e K, 17, 91 e 100%, respectivamente, e das estimativas das exigências líquidas para ganho, foram estimados os requisitos dietéticos de Ca, P, Mg, Na e K, por kg de ganho de PV, após a conversão da exigência líquida para GPCVZ em exigência para GPV.

Para estimar as exigências de mantença e, posteriormente, somar às exigências para ganho, para obter as exigências dietéticas totais, foram adotadas as recomendações do ARC (1980) e do AFRC (1991), para as perdas endógenas totais de Ca, P, Mg, Na e K, e a biodisponibilidade destes elementos nos alimentos, segundo o ARC (1980) e o NRC (1996).

Estão na Tabela 15 as exigências totais (mantença + ganho de 1 kg PV) dos macroelementos minerais estudados. Diferentemente da exigência para ganho, as exigências dietéticas totais aumentam com o PV do animal, devido à participação das exigências para mantença, que se somam a ela, estarem em função do PV do animal. As exigências totais de Ca encontram-se próximas às recomendações do NRC (1996), mas as de P apresentaram valores sempre superiores aos do referido Conselho. Especificamente para Mg e K, as exigências líquidas para ganho representam pequena parcela das exigências dietéticas, haja vista a baixa disponibilidade do Mg alimentar e as elevadas exigências de mantença de K, conforme já observado e citado por Fontes (1995).

Se for considerado um consumo de MS constante, durante as fases de recria e engorda de um bovino, as exigências dietéticas totais estimadas neste experimento, expressas em % da MS, demonstraram tendência de diminuição, com o aumento do PV, para Ca, P, Mg e Na e apresentaram-se praticamente constantes para o K. As exigências recomendadas pelo NRC (1996) para Ca, P, Mg, K e Na são de 0,68; 0,33; 0,10; 0,07; e 0,60 % da MS e 0,32; 0,19; 0,10; 0,07; e 0,60% da MS, para bovinos de 200 e 400 kg de PV, respectivamente, ganhando 1 kg de PV e consumindo 2,4% do PV em MS.

 

Conclusões

Embora apresentem diferenças nos modelos de exigências líquidas para os diferentes grupos genéticos, do ponto de vista prático, podem-se agrupar as exigências dietéticas dos animais zebuínos com os F1 e os mestiços leiteiros com os Holandeses.

Aparentemente, o NRC (1996) subestima as exigências dietéticas de PB para animais com mais de 300 kg de PV.

Os animais zebuínos apresentam exigência líquida de mantença 11,8% inferior à recomendação do NRC (1996), os mestiços leiteiros, valor semelhante, e os da raça Holandesa, 11,6% superior.

A exigência de fósforo é superior e a de Na e K, inferior às recomendações do NRC (1996).

 

Literatura Citada

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Recebido em: 29/05/01
Aceito em: 28/11/01

 

 

1 Parte da tese de Doutorado em Zootecnia apresentada pelo primeiro autor à UFV. Financiada pela FAPEMIG.

2 Professor do curso de Zootecnia - UESB - Pc. Primavera, 40 - Itapetinga, BA, 45700-000. E.mail: ffsilva@uesb.br; cmveloso@uesb.br

3 Professor do Departamento de Zootecnia - UFV - Viçosa, MG. E.mail: svcfilho@ufv.br

4 Professor da Universidade Católica Dom Bosco - Campo Grande, MS. E.mail: itavo@ucdb.br

5 Professor do Departamento de Medicina Veterinária - UFV - Viçosa, MG. E.mail: svcfilho@ufv.br

6 Professor do Departamento de Informática - UFV - Viçosa, MG.

7 Mestrando em Zootecnia/UFV - Viçosa, MG. E.mail: eg35439@correio.ufv.br; edukling@bol.com.br

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