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Revista Brasileira de Zootecnia

Print version ISSN 1516-3598On-line version ISSN 1806-9290

R. Bras. Zootec. vol.31 no.4 Viçosa July/Aug. 2002

https://doi.org/10.1590/S1516-35982002000700016 

Características de Carcaça e da Carne de Novilhos Filhos de Vacas 1/2 Nelore 1/2 Charolês e 1/2 Charolês 1/2 Nelore Acasaladas com Touros Charolês ou Nelore

 

Fabiano Nunes Vaz1, João Restle2, Dari Celestino Alves Filho3, Ivan Luiz Brondani4, Leonir Luiz Pascoal5, Ricardo Zambarda Vaz1, Luis Antero de Oliveira Peixoto6

 

 


RESUMO - Este experimento foi conduzido com o objetivo de avaliar o efeito do cruzamento entre vacas 1/2 Nelore 1/2 Charolês com touros Charolês e 1/2 Charolês 1/2 Nelore com touros Nelore, sobre as características de carcaça e da carne de novilhos oriundos desses acasalamentos, abatidos aos dois anos de idade. Foram utilizados 80 novilhos 3/4 Nelore (N) 1/4 Charolês (C) e 136 novilhos 3/4 C 1/4 N. Os dados foram coletados de setembro de 1986 a dezembro de 1998. O modelo estatístico utilizado incluiu os efeitos classificatórios de grupo contemporâneo, idade da vaca e composição racial, bem como o efeito da idade do animal ao abate como covariável. Os novilhos 3/4 C 1/4 N foram superiores em peso de fazenda (468 contra 448 kg), conformação de carcaça (11,3 contra 10,4 pontos), porcentagem de músculo (66,9 contra 64,8%), área de Longissimus dorsi (69,5 contra 64,7 cm2), área de Longissimus dorsi ajustada para o peso de carcaça fria (27,9 contra 26,6 cm2), comprimento de carcaça (126 contra 123 cm), perímetro de braço (36,5 contra 35,4 cm) e maciez da carne (6,50 contra 5,20 pontos), enquanto os 3/4 N 1/4 C apresentaram maiores rendimento de carcaça (54,6 contra 53,7%), comprimento de perna (74,0 contra 72,0 cm) e de braço (41,5 contra 39,7 cm), espessura de gordura subcutânea (3,29 contra 2,70 mm) e porcentagem de gordura na carcaça (19,5 contra 17,8%). Não foi verificada diferença significativa para peso de carcaça fria, cor, textura, marmoreio, palatabilidade e suculência da carne.

Palavras-chave: Bos indicus, Bos taurus, efeito genético aditivo, gordura, maciez, zebu

Carcass and Meat Characteristics of Steers Produced by 1/2 Nellore 1/2 Charolais and 1/2 Charolais 1/2 Nellore Cows Mated with Charolais and Nellore Bulls

ABSTRACT - The objective of the experiment was to evaluate the carcass and meat characteristics of two year old steers, produced by the mating of 1/2 Nellore 1/2 Charolais cows with Charolais bulls and by mating 1/2 Charolais 1/2 Nellore cows with Nellore bulls. Eighty 3/4 Nellore 1/4 Charolais (NC) and 136 3/4 Charolais 1/4 Nellore steers were used. The data were collected from September 1986 to December 1998. In the statistical model were included the contemporary group effect, age of dam at calving and genetic group as class variable and age of steer in days at slaughter as covariable. 3/4 C 1/4 N steers were heavier in slaughter weight (468 vs. 448 kg), carcass conformation (11.3 vs. 10.4 points), muscle percentage (66.9 vs. 64.7%), Longissimus dorsi area (69.5 vs. 64.7 cm2), Longissimus dorsi area adjusted for 100 kg of cold carcass weight (27.9 vs. 26.6 cm2), carcass length (126 vs. 123 cm), arm perimeter (36.5 vs. 35.4 cm) and meat tenderness (6.50 vs. 5.20 points), while 3/4 N 1/4 C steers showed higher dressing percentage (54.6 vs. 53.7%), leg length (74.0 vs. 72.0 cm), arm length (41.5 vs. 39.7 cm), subcutaneous fat thickness (3.29 vs. 2.70 mm) and fat percentage (19.5 vs. 17.8%). No significant difference was observed for cold carcass weight, meat color, texture, marbling, flavor and juiciness.

Key Words: additive genetic effect, Bos indicus, Bos taurus, fat, tenderness, zebu


 

 

Introdução

Segundo vários autores (Restle, 1999; Vaz et al., 1999), o maior crescimento da pecuária de corte brasileira passa por uma redução da idade de abate dos machos, que resulta em melhoria na qualidade da carne oferecida ao consumidor (Vaz & Restle, 1998).

Sendo consenso na literatura que os sistemas mais intensivos e lucrativos de pecuária de corte, atualmente, são aqueles que conseguem abater os machos com até dois anos de idade, trabalhos de melhoramento genético têm demonstrado que o desenvolvimento inicial do novilho até o desmame é fundamental para que possa atingir condições de abate com até 24 meses de idade. De acordo com Perotto et al. (1998), que estudaram o cruzamento entre Nelore e Charolês, e Roso & Fries (2000), que estudaram o cruzamento de fêmeas Nelore e Aberdeen Angus, o produtor é beneficiado quando lança mão da utilização de fêmeas 1/2 sangue, originando produtos mais pesados ao desmame, e, após uma recria relativamente curta, esses animais podem ser terminados em confinamento ou pastagens com idade variando de 14 a 24 meses de idade (Restle, 1998). Perotto et al. (2000a) afirmam que cruzamentos terminais de touros Bos taurus x vaca F1 Bos taurus x Nelore são alternativas de uso de recursos genéticos que podem aumentar a produção de carne nos rebanhos de corte do Brasil Central.

No grupo das raças Bos taurus, a Charolês é a raça de grande porte mais criada no sul do país, devido a suas características de velocidade de crescimento e alto peso ao abate. Enquanto isso, a raça Nelore é o genótipo Bos indicus mais criado em todo o território brasileiro, e nos últimos anos tem sido uma raça precursora do cruzamento com as raças européias no Sul do Brasil. Da mesma forma, as raças européias têm encontrando boa aceitação no centro do país para o cruzamento com Nelore. Koger (1980) relata que a razão desse sucesso é o alto nível de heterose originária da habilidade de combinação existente entre os grupos raciais Bos taurus e Bos indicus.

Luchiari Filho et al. (1989) compararam novilhos Nelore com cruzados Nelore x Canchim, observando maiores peso de abate, peso de carcaça e porcentagem de serrote nos novilhos cruzados. Avaliando diferentes genótipos de Nelore x Hereford abatidos aos 24 meses, Restle et al. (1999) observaram que o incremento da raça zebuína no genótipo aumentou o rendimento de carcaça, assim como o comprimento de perna e de braço. Trabalhando com novilhas abatidas aos três anos de idade, Restle et al. (2001) estudaram os genótipos Charolês e 3/4 Charolês 1/4 Nelore, verificando que a conformação de carcaça foi melhor nas primeiras.

O objetivo deste trabalho foi estudar o efeito do cruzamento de vacas 1/2 Nelore 1/2 Charolês acasaladas com touros Charolês e vacas 1/2 Charolês 1/2 Nelore com touros Nelore, sobre as características da carcaça e da carne dos novilhos oriundos desses cruzamentos, terminados aos dois anos de idade.

 

Material e Métodos

Todos os estudos de campo acompanhando o desenvolvimento dos novilhos desde o nascimento até o abate foram realizados na área experimental do Setor de Bovinocultura de Corte do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O município está localizado na região fisiográfica denominada Depressão Central do Rio Grande do Sul, com latitude de 29o43' e longitude de 53o42'.

O período de coleta de dados iniciou-se em setembro de 1986, quando começaram a nascer os primeiros animais, até dezembro de 1998, quando foram abatidos os novilhos nascidos no ano de 1996. Por ocasião do início do projeto, em 1984, foram utilizadas fêmeas Charolês e Nelore aptas à reprodução, compradas de diferentes rebanhos da região. Essas fêmeas foram acasaladas ou inseminadas com touros de raça oposta, gerando produtos cruzados F1. As fêmeas F1 oriundas desse cruzamento e também as nascidas nos anos subseqüentes foram acasaladas com touros Charolês ou Nelore, resultando nos novilhos utilizados no presente trabalho. Na Tabela 1 está apresentado o número de animais por genótipo e ano de nascimento utilizados no presente trabalho.

 

 

Para o acasalamento das vacas solteiras e novilhas usou-se inseminação artificial seguida de repasse com touros. As vacas com cria ao pé foram cobertas através de monta a campo, permanecendo durante todo o período reprodutivo com touros. Para uma boa aleatorização, a cada ano foi utilizado o sêmen de seis touros de cada raça (Charolês e Nelore), sendo que esse sêmen foi adquirido junto às casas comerciais da região, procurando-se sempre touros classificados como de qualidade média dentro da sua raça. O sêmen dos touros foi utilizado por, no mínimo, dois anos consecutivos, sendo que no momento da inseminação artificial a escolha do sêmen foi aleatória. Para monta a campo foram utilizados, por ano, quatro touros de cada raça. Os touros escolhidos foram também de qualidade média, trazidos de propriedades tradicionais.

Após o nascimento, os bezerros permaneceram em campo nativo ao pé da vaca até os sete meses de idade, quando então foram castrados e desmamados. A cada ano, o manejo durante a recria era o mesmo para todos os dois grupos genéticos e ocorria em campo nativo ou pastagem cultivada de verão. No segundo inverno, os animais nascidos durante a mesma época de parição, e até aquele momento recriados sob as mesmas condições, podiam ser divididos em dois grupos, tendo-se o cuidado para que cada grupo possuísse animais dos dois genótipos. Essa divisão se fazia necessária quando determinado sistema de alimentação não comportava todo o lote de animais, portanto cada grupo contemporâneo possuía animais dos dois genótipos e era formado por animais recriados e terminados rigorosamente sob as mesmas condições. A terminação dos novilhos variou de ano para ano, sendo que aos 20 meses de idade os animais podiam ser colocados em confinamento ou em pastagem cultivada de inverno. Aos dois anos de idade, quando todos os animais do mesmo grupo contemporâneo estavam terminados (aproximadamente 450 kg e adequada cobertura de gordura), os mesmos eram vendidos para frigoríficos comerciais.

Obedecendo um jejum de sólidos de 12 horas, os animais foram pesados antes do carregamento para o frigorífico, obtendo-se o peso de fazenda do novilho. Os abates seguiram o fluxo normal do estabelecimento onde ocorriam. Após o abate, a carcaça do animal foi identificada antes de entrar para a câmara de resfriamento e, após 24 horas de resfriamento a 2ºC, as carcaças foram novamente pesadas, obtendo-se o peso de carcaça fria. Logo após, iniciaram-se as avaliações subjetivas e foram mensuradas quatro medidas de desenvolvimento da carcaça: comprimento de carcaça, que é a distância entre o bordo cranial medial do osso púbis e o bordo cranial medial da primeira costela; comprimento de perna, distância entre a borda cranial medial do osso púbis e a articulação tíbio-tarsiana; comprimento de braço, distância entre a tuberosidade do olécrano e a articulação rádio-carpiana; e perímetro de braço, obtido na região mediana do braço circundando com uma fita métrica.

Após essas mensurações, foi medida a espessura de coxão, por intermédio de compasso, perpendicularmente ao comprimento de carcaça, tomando-se a maior distância entre o corte que separa as duas meias carcaças e os músculos laterais da coxa. As medidas das porcentagens de dianteiro, costilhar e serrote foram realizadas por intermédio da separação destes cortes, pesagem e posterior cálculo da porcentagem destes em relação ao peso de meia-carcaça.

A conformação de carcaça e a maturidade fisiológica foram medidas subjetivamente, sendo a primeira classificada numa escala de dezoito pontos, e a segunda numa escala de quinze pontos, seguindo as técnicas propostas por Muller (1987). As características marmoreio, cor e textura da carne foram avaliadas no músculo Longissimus dorsi, na altura da 12ª costela, também obedecendo a metodologia descrita por Muller (1987).

A área de Longissimus dorsi também foi obtida na altura da 12ª costela, realizando-se um corte paralelo ao comprimento desse músculo. A espessura de gordura foi medida no mesmo corte onde foi realizada a avaliação da área de Longissimus dorsi. A porcentagem de osso, músculo e gordura foi avaliada conforme a metodologia sugerida por Hankins & Howe (1946). Para a realização das avaliações da carne em laboratório, utilizou-se a porção do músculo Longissimus dorsi extraída da avaliação da composição física da carcaça, a qual, após a dessecação, foi embalada, identificada e congelada.

Após o congelamento, duas fatias de 2,5 cm de espessura cada foram extraídas perpendicularmente ao comprimento do músculo. Uma das fatias foi utilizada para cálculo das perdas ao descongelamento e à cocção, realizando-se a pesagem da fatia ainda congelada, depois de descongelada e após o cozimento, que aconteceu até que a temperatura interna da fatia atingisse 70ºC. A pesagem após o cozimento foi realizada após a fatia voltar à temperatura ambiente. Após o cozimento e a pesagem da fatia, foram extraídas três amostras de feixes de fibras, circulares, com 1 cm2 de área, as quais foram cortadas perpendicularmente à fibra, por intermédio do aparelho Warner-Bratzler Shear, realizando-se duas leituras por amostra. A outra fatia foi oferecida ao painel de degustadores, os quais foram previamente treinados para atribuir valores de 1 a 9 para as características maciez, suculência e palatabilidade da carne.

O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com número diferente de repetições por tratamento, utilizando-se o seguinte modelo estatístico:

Yijklm = m + GRCi + IDVj + GENk + ßIDAm + eijklm

em que: Yijklm representa a observação realizada no m-ésimo animal, pertencente ao i-ésimo grupo contemporâneo, ao k-ésimo genótipo, e cuja mãe ao parto possui e j-ésima idade; m, a média geral da característica; GRCi, o efeito do i-ésimo grupo contemporâneo; IDVj, o efeito da j-ésima idade da vaca; GENk, o efeito do k-ésimo genótipo; ß, o coeficiente de regressão; IDAl, a idade ao abate em dias do l-ésimo animal; eijkl, o efeito residual, associado a observação realizada no m-ésimo animal.

As análises foram realizadas utilizando-se o procedimento PROC GLM do programa Statystical Analisis System (SAS, 1989). Em análises preliminares, testou-se as interações entre o GRC e o GEN. Também, testou-se o efeito quadrático da IDA e efeito do peso do animal aos doze meses. Como estas interações e efeitos não foram significativos, eles foram removidos do modelo estatístico final.

 

Resultados e Discussão

Na Tabela 2, são apresentadas as médias ajustadas referentes ao peso de fazenda dos animais, peso de carcaça fria, rendimento de carcaça fria e maturidade fisiológica da carcaça dos novilhos 3/4 C 1/4 N e 3/4 N 1/4 C. Observa-se que o peso de fazenda foi 20 kg superior (P<0,05) nos animais 3/4 C 1/4 N, os quais pesaram 468 kg. Peacock et al. (1979) concluíram que o efeito genético aditivo da raça Charolês foi maior que o da raça Brahman para peso de carcaça. Urick et al. (1989) estudaram essas mesmas raças em cruzamento rotativo e observaram que as características de crescimento foram melhores nas carcaças de novilhos filhos de touros Charolês.

Avaliando os efeitos genéticos aditivos individual e materno sobre as características de carcaça de novilhos das raças Brahman, Aberdeen, Charolês e Hereford, DeRouen et al. (1992a) relatam que os efeitos genéticos aditivos individual e materno influenciaram positivamente o peso de carcaça das raças Charolês e Hereford. Embora os autores afirmem que os mesmos efeitos são negativos na raça Brahman, os mesmos alertam que a inclusão de zebu nos genótipos estudados aumentou o peso de carcaça de 39,4 a 59,6 kg, indicando a raça Brahman para cruzamento com as raças européias. Em outro trabalho, DeRouen et al. (1992b) cruzaram uma raça zebuína com três raças européias, verificando que os animais cruza Charolês apresentaram carcaças 21 kg mais pesadas que os cruza Aberdeen e cruza Hereford.

Hickok et al. (1994), avaliando os efeitos genéticos das raças Angus, Brahman, Charolês, Hereford e Gelbvieh, verificaram que a participação do Charolês no genótipo aumentou o crescimento dos animais. Estudando as características de carcaça de diferentes genótipos, Wheeler et al. (1996) concluíram que, a uma mesma idade ou grau de acabamento, o peso de carcaça é maior nos animais filhos de touro Charolês. Perotto et al. (2000a) verificaram peso de carcaça quente, aos dois anos de idade, de 236, 284 e 285 kg, respectivamente, para animais Nelore, 1/2 Nelore 1/2 Red Angus e 1/2 Nelore 1/2 Marchigiana.

Observa-se, ainda na Tabela 2, que os novilhos 3/4 N 1/4 C foram superiores no rendimento de carcaça, fazendo com que os genótipos não diferissem no peso de carcaça fria, que foi de 247 e 242 kg, respectivamente, para animais 3/4 C 1/4 N e 3/4 N 1/4 C (P>0,05). Perobelli et al. (1995) citam que vacas de descarte Nelore apresentam maior rendimento de carcaça que vacas de descarte Charolês. Fixando a idade, o peso vivo ou o marmoreio da carne como ponto de abate, verificou-se que os animais filhos de touros Nelore foram superiores no rendimento de carcaça (Wheeler et al., 1996).

Flores (1997) avaliou diferentes genótipos Nelore x Hereford, e observou que o incremento de Nelore no cruzamento melhorou o rendimento de carcaça de machos inteiros abatidos aos quatorze meses de idade, resultados que também foram verificados em animais abatidos aos 24 meses de idade (Restle et al., 1999). Por outro lado, Euclides Filho et al. (1997) não observaram efeito dos genótipos Nelore e 3/4 N 1/4 C no rendimento de carcaça de novilhos.

Na Tabela 3 são apresentadas as médias das características que refletem a expressão muscular da carcaça dos novilhos. Verifica-se que os animais com maior porcentagem de Charolês mostraram carcaças de maior expressão muscular, possuindo melhor conformação de carcaça e área de Longissimus dorsi. Peacock et al. (1979) verificaram que o efeito genético da raça Charolês é maior que o da raça Brahman para a área de Longissimus ajustada. Os mesmos autores observaram que isso também é observado em novilhos Charolês x Brahman em comparação com Aberdeen x Brahman ou Hereford x Brahman.

Estudando as raças Charolês, Brahman e duas raças britânicas, DeRouen et al. (1992a) concluíram que a raça continental foi a que apresentou maior efeito aditivo individual e materno sobre a área de Longissimus. Também Hickok et al. (1994), estudando os efeitos genéticos de diferentes raças, concluíram que a participação do Charolês no genótipo aumentou a área de Longissimus dorsi das carcaças.

Observa-se na Tabela 3 que não existiu diferença (P>0,05) na espessura de coxão das carcaças dos animais dos dois genótipos. Feijó et al. (1997) observaram espessura de coxão de 26 e 28 cm, respectivamente, para animais Nelore e F1 Simental x Nelore. Restle et al. (1999) verificaram que, em animais cruzados Nelore x Hereford, a espessura de coxão decresceu com o incremento de sangue Nelore no cruzamento, sendo de 24,2; 23,8; e 22,3 cm, respectivamente, para animais com 37, 50 e 75% de sangue Nelore.

Perobelli et al. (1994, 1995) citam que a melhor musculosidade da carcaça das vacas Charolês em relação às vacas Nelore foi refletida não somente na melhor conformação, espessura de coxão e área de Longissimus, mas também na maior porcentagem de músculo na carcaça, o que também aconteceu no presente trabalho (P<0,0003), conforme pode ser verificado na Tabela 4. Perotto et al. (2000b) verificaram que a inclusão de genes de outra raça, no cruzamento com Charolês, diminuiu a porcentagem de músculo da carcaça.

Analisando-se a Tabela 4, constata-se que os novilhos 3/4 Nelore 1/4 Charolês apresentaram menores valores para porcentagem e peso total de músculo na carcaça, sendo superiores na porcentagem de gordura na carcaça (P<0,0009) e espessura de gordura subcutânea (P<0,0434). Esses resultados têm grande importância, pois o cruzamento entre as duas raças apresentou bom desempenho, sendo que os animais com maior porcentagem de Charolês, a qual é uma raça de maior porte e mais tardia, apresentaram pior acabamento, porém maior porcentagem de músculo na carcaça. Os animais do presente trabalho foram abatidos quando os dois grupos apresentavam condições de abate e aproximadamente 450 kg, condição normalmente exigida pelos frigoríficos para abaterem animais de dois anos de idade. O maior acabamento das carcaças dos animais com maior porcentagem de Nelore na mestiçagem com Charolês indica que o cruzamento entre as duas raças, a partir de vacas F1, pode ser dirigido para animais com maior acabamento, ou com carcaças mais magras, o que pode ser uma tendência do mercado em um futuro próximo (Vaz & Restle, 1998).

DeRouen et al. (1992b) verificaram que, entre animais cruzados de diferentes raças, os cruza Charolês foram os que apresentaram carcaças com pior acabamento, resultados também descritos por Wheeler et al. (1996). Comparando animais abatidos aos quatorze meses, 3/4 Charolês 1/4 Nelore com 3/4 Hereford 1/4 Nelore, Flores (1997) verificou acabamento de, respectivamente, 2,6 e 4,1 mm.

Em diferentes genótipos, Wheeler et al. (1997) afirmam que novilhos filhos de touros Nelore possuem menores porcentagens de osso, sendo os animais filhos de touro Charolês os que apresentam maiores porcentagens desse tecido. Estudando diferentes genótipos, Restle et al. (2000) observaram que a porcentagem de gordura na carcaça foi menor nos animais 3/4 C 1/4 N (13,9%) do que nos 3/4 N 1/4 C (15,7%). Estudando a composição química da carcaça de machos de diferentes genótipos, Vaz et al. (2001) verificaram que os animais 3/4 C 1/4 N apresentaram menor teor de extrato etéreo na carcaça do que os 3/4 N 1/4 C (1,74 contra 2,52%).

Ainda na Tabela 4, verifica-se que as relações músculo/osso e músculo + gordura/osso não diferiram significativamente entre os dois genótipos. Trabalhando com vacas Charolês e Nelore pertencentes ao mesmo projeto deste estudo, Perobelli et al. (1995) observaram que não houve diferença na relação músculo/osso. Comparando novilhos Nelore com cruzados Simental x Nelore, Feijó et al. (1997) verificaram que não houve diferença entre os dois genótipos na relação músculo + gordura/osso. Restle et al. (2001) verificaram similaridade nas relações músculo/osso e músculo + gordura/osso entre novilhas dos genótipos Charolês e 3/4 C 1/4 N.

Na Tabela 5 são apresentadas as médias referentes às porcentagens dos cortes serrote, dianteiro e costilhar na carcaça dos novilhos e medidas de desenvolvimento da carcaça. Não foi observada diferença significativa na porcentagem dos cortes comerciais da carcaça. Em vacas de descarte, foi observada maior porcentagem de serrote para a raça Charolês, sendo a porcentagem de costilhar maior na raça Nelore (Perobelli et al., 1995).

Na Tabela 5 verifica-se que o comprimento de carcaça e perímetro de braço foram maiores nos novilhos com maior porcentagem de Charolês no genótipo, enquanto os novilhos 3/4 N 1/4 C mostraram pernas e braços mais longos, característicos dos zebuínos (Perobelli et al., 1995). Feijó et al. (1997) verificaram menor comprimento de carcaça em animais Nelore do que em animais 1/2 Simental x Nelore. Em diferentes genótipos Nelore x Hereford, Restle et al. (1999) verificaram que o incremento de Nelore no cruzamento aumentou o comprimento dos membros e diminuiu o comprimento de carcaça, citando as diferenças morfológicas entre as raças Bos taurus e Bos indicus e o efeito aditivo das duas raças como responsáveis pela variação.

Na Tabela 6, são apresentadas as médias ajustadas referentes às características subjetivas de cor, textura e marmoreio da carne. Nota-se que a coloração e a textura da carne não diferiram entre os dois genótipos (P>0,05).

Trabalhando com animais Brahman, Crouse et al. (1989) verificaram que a textura da carne piorou, à medida que incrementou o sangue Bos indicus, obtendo valores de 5,82; 5,68; e 5,30 pontos, respectivamente, para animais 1/4, 1/2 e 3/4 Brahman. Wheeler et al. (1990) não observaram diferença na coloração da carne, mas verificaram uma textura significativamente mais fina na carcaça de animais Hereford em comparação com Brahman. Restle et al. (2001) não observaram diferença significativa nas características cor e textura da carne entre novilhas de descarte dos genótipos Charolês e 3/4 C 1/4 N.

Com relação ao marmoreio da carne (Tabela 6), observa-se que os dois genótipos foram similares nessa característica (P>0,1316), sendo o marmoreio classificado como "leve" nos 3/4 C 1/4 N e "leve menos" nos 3/4 N 1/4 C. Na literatura, vários são os trabalhos que demonstram que o marmoreio decresce, à medida que incrementa a participação de Charolês no genótipo (Urick et al., 1989; DeRouen et al., 1992b). No presente trabalho, observa-se que os animais com maior porcentagem de Charolês não foram inferiores aos 3/4 N 1/4 C. Segundo Marshall et al. (1987) e Restle et al. (1995), o bom grau de marmoreio obtido em animais cruzados é resultado do alto nível de heterose alcançado para essa característica, que pode chegar a 24% na F1. Com base nesses dados, pode-se esperar que esse nível mantenha bons valores quando forem acasalados vacas F1 com touros Charolês. Marshall et al. (1987) completa afirmando que não somente a heterose retida melhora o marmoreio da carne, mas também novilhos gerados por vacas de corte de alta produção leiteira, como é o caso das fêmeas F1 Charolês x Nelore (Senna, 1996), devem possuir um grau de marmoreio elevado ao abate.

Na Tabela 7, são apresentadas as médias ajustadas para resistência das fibras ao corte, características sensoriais e quebras durante o preparo da carne dos novilhos. Observa-se que não houve diferença significativa entre os genótipos para as características palatabilidade e suculência da carne.

Knapp et al. (1989) obtiveram valores similares para suculência e palatabilidade da carne entre novilhos de raças britânicas e novilhos com mais de 50% de genes Bos indicus. Paschal et al. (1995) estudaram as características de carcaça de produtos F1 do acasalamento entre vacas Hereford e cinco raças zebuínas, concluindo que não existem grandes diferenças nas características da carne entre produtos das diferentes raças zebuínas em cruzamento. Rocha et al. (1997) citam que, à medida que aumentou o sangue Nelore no cruzamento com Hereford, a palatabilidade da carne decresceu. Também estudando Hereford e Nelore, Flores (1997) traçou equações de regressão para essa característica, verificando que a variação dessa característica apresentou efeito quadrático em relação ao incremento de genes Nelore no cruzamento.

Ainda na Tabela 7, observa-se que os animais com maior porcentagem de zebu no genótipo apresentaram maior perda ao descongelmento da carne (P<0,0001), não existindo diferença entre os genótipos na quebra à cocção (P>0,2406). Em animais abatidos aos quatorze meses, Restle et al. (1997) avaliaram diferentes genótipos Nelore x Hereford, observando que o incremento de Nelore no cruzamento aumentou a quebra ao descongelamento, fazendo com que a suculência da carne decrescesse. Quando avaliaram diferentes genótipos de Nelore x Hereford, abatidos aos 24 meses, Restle et al. (1999) observaram que o incremento da raça zebuína não alterou as quebras ao descongelamento e à cocção da carne.

Analisando-se a Tabela 7, observa-se que os novilhos 3/4 C 1/4 N apresentaram carne mais macia (P<0,0001) que os 3/4 N 1/4 C, não somente no painel de degustadores (6,50 contra 5,20 pontos), como também mostraram menores valores no aparelho WB-Shear (7,21 contra 9,30 kg).

Vários trabalhos citam maior maciez na carne de raças Bos taurus em relação às raças Bos indicus (Crouse et al., 1989; Wheeler et al., 1990; Whipple et al., 1990; Marshall, 1994; Perobelli et al., 1994; Flores, 1997; Restle et al., 1997; Restle et al., 1999). Crouse et al. (1989) e Whipple et al. (1990) atribuem este fato à maior concentração de calpastatina na carne dos zebuínos. A calpastatina atua como um inibidor das enzimas proteolíticas do grupo calpaína, diminuindo a lise da célula durante a transformação do músculo em carne.

DeRouen et al. (1992b) relatam benefícios no cruzamento da raça Brahman com as raças Bos taurus sobre a qualidade da carcaça, todavia, apesar de o efeito heterótico dessa raça ser positivo para maciez da carne, a sua inclusão em cruzamentos pode diminuir a maciez da carne, devido ao seu forte efeito genético aditivo. Por outro lado, Wheeler et al. (1996) relatam que, embora os cruza Nelore tenham apresentado menores valores para maciez da carne, a magnitude da diferença foi de pouca importância prática. Restle et al. (2001) incluíram 25% de genes Nelore no cruzamento com Charolês, verificando similaridade na maciez da carne do genótipo mestiço, quando comparado com animais Charolês puros.

 

Conclusões

Novilhos 3/4 Charolês 1/4 Nelore apresentaram maior peso de fazenda que os animais 3/4 Nelore 1/4 Charolês, mas os últimos foram superiores no rendimento de carcaça, não existindo diferença entre os dois genótipos no peso de carcaça fria.

Novilhos filhos de touro Charolês apresentaram carcaças com melhor conformação, maior porcentagem de músculo e área de Longissimus dorsi que novilhos filhos de touros Nelore.

Novilhos 3/4 Nelore 1/4 Charolês abatidos aos dois anos de idade apresentaram carcaças com maior porcentagem de gordura, melhores acabadas, mais curtas, além de membros mais longos que novilhos 3/4 Charolês 1/4 Nelore.

As progênies do acasalamento de vacas 1/2 sangue com touros Charoleses apresentam carne mais macia do que aquela oriunda do acasalamento de vacas 1/2 sangue com touros Nelores, não existindo diferença na cor, textura, palatabilidade e suculência da carne.

Os dois genótipos são bons potenciais produtores de carne para diferentes regiões do Brasil, apresentando carcaças pesadas e carne com bom marmoreio.

 

Literatura Citada

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Recebido em: 27/12/01
Aceito em: 03/06/02

 

 

1 Zootecnista, MS, Progepec Consultores Associados Ltda. Rua Benjamin Constant, 930/313, 97050-020, Santa Maria ¾ RS. E.mail: fnvaz@terra.com.br

2 Engenheiro Agrônomo, PhD, Pesquisador do CNPq, Professor Titular do Departamento de Zootecnia da UFSM. Campus Camobi, 97119-105, Santa Maria ¾ RS. E.mail: jorestle@ccr.ufsm.br

3 Engenheiro Agrônomo, MS, Professor Assistente do Departamento de Zootecnia da UFSM. E.mail: dcafilho@ccr.ufsm.br

4 Zootecnista, Doutorando, Professor Assistente do Departamento de Zootecnia da UFSM.

5 Zootecnista, MS, Professor Assistente do Departamento de Zootecnia da UFSM.

6 Acadêmico do curso de Medicina Veterinária da UFSM. Bolsista PIBIC/CNPq.

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