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Revista Brasileira de Zootecnia

Print version ISSN 1516-3598On-line version ISSN 1806-9290

R. Bras. Zootec. vol.32 no.6 Viçosa Nov./Dec. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982003000600004 

MELHORAMENTO, GENÉTICA E REPRODUÇÃO

 

Efeito de diferentes níveis de ingestão de energia sobre a produção e viabilidade de embriões em novilhas e vacas1

 

Effect of different levels of energy intake on production and viability of embryos in heifers and cows

 

 

Luiz Paulo RigolonI,II; Ivanor Nunes do PradoI; Fábio Luiz Bim CavalieriII,III; Willian Gonçalves do NascimentoIII; João Alberto NegrãoIV

IUniversidade Estadual de Maringá – Departamento de Zootecnia. E.mail: inprado@uem.br
IICentro de Ensino Superior de Maringá
IIIAluno de pós-graduação em Zootecnia na Universidade Estadual de Maringá
IVUniversidade de São Paulo - Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos

 

 


RESUMO

O objetivo do trabalho foi estudar o efeito do nível de ingestão de matéria seca (IMS/% do PV) sobre ganho de peso, produção e viabilidade de embriões em novilhas mestiças e vacas Nelore. No primeiro experimento foram utilizadas 27 novilhas cruzadas ( ½ Nelore x ½ Simental) distribuídas em três tratamentos e nove repetições: 1,2; 1,6 e 2,6% de IMS/dia em relação ao peso vivo, respectivamente. Os animais foram submetidas à superovulação com FSH e a coleta dos embriões realizada sete dias após a inseminação artificial, através de lavagem uterina. Este procedimento foi repetido por mais duas vezes com intervalos de 45 dias. No segundo experimento foram usadas 21 vacas Nelore de três anos, distribuídas em três tratamentos: 1,0; 1,8 e 2,6% de IMS em relação ao peso vivo. Após 30 dias os animais foram sincronizados com implante auricular de norgestomet e superovulados com FSH, sendo a coleta dos embriões realizada sete dias após a inseminação artificial, através de lavagem uterina. O peso vivo final, ganho médio diário e peso de carcaça foram maiores para os animais alimentados com 2,6% de IMS. O nível de IMS e o período de coleta não tiveram influência sobre o número de corpos lúteos, número de estruturas totais transferíveis e degeneradas e ovócitos, tanto para novilhas como para vacas.

Palavras-chave: digestibilidade, embriões, ingestão de matéria seca, novilhas, supeorvulação, vacas


ABSTRACT

This work was carried out to study the effect of dry matter feed intake level (DMI/% BW), weight gain, production and viability of embryos in cross-breed heifers so does production and viability of embryonic structures in Nellore cows. During the first trial, 27 cross-breed (½ Nelore x ½ Simental) heifers were used divided in 3 treatments and 9 replications: 1.2%; 1.6% and 2.6% of DMI/day in relation to body weight, respectively. The heifers were synchronized and after nine days these animals were superovulated using FSH. The embryos were collected seven days after the artificial insemination by uterus flushing. This procedure was repeated twice with intervals of 45 days. In the second trial, 21 Nellore cows of 3 years old were used. The cows were divided in 3 treatments: 1.0; 1.8 and 2.6% of DMI according to body weight. After 30 days, the cows were synchronized with norgestomet implant and superovulated with FSH. The embryos were collected seven days after artificial insemination by uterus flushing. The final body weight, average daily gain and carcass weight were superior for cows fed 2.6% of DMI. On the other hand, the DMI levels and collect period did not influence on corpus luteum number nor on total, transferable and degenerated numbers of structures and not fertilized oocites for heifers and the cows.

Key Words: cows, dry matter intake, digestibility, embryos, heifers, superovulation


 

 

Introdução

A transferência de embriões (TE) tem sido uma das principais biotécnicas da reprodução animal difundida na pecuária brasileira ao lado da inseminação artificial (IA), pois valoriza também o potencial reprodutivo da fêmea. No entanto, desde o nascimento do primeiro bezerro de transferência de embrião, há aproximadamente 50 anos, poucos avanços foram feitos, em relação às pesquisas, objetivando aumentar a resposta superovulatória e produção de embriões.

Vários fatores estão envolvidos na variação da resposta superovulatória, como a população de folículos (Boland et al., 1991), o momento de início dos tratamentos superovulatórios, a idade, o número de coletas (Hahn, 1992) e a nutrição das vacas doadoras (Dunn, 1980).

Dentre os possíveis fatores nutricionais capazes de afetar o crescimento folicular e a produção de embriões pode-se citar: teor de proteína da dieta (Garcia - Bojalil et al., 1994), nível de vitamina A (Shaw et al., 1995), teor de gordura (Thomas et al., 1997), condição corporal e o nível de energia na dieta (Nolan et al., 1998; O'Callaghan e Boland, 1999; Yaakub et al., 1999; O'Callaghan et al., 2000; Boland et al., 2001).

Um dos principais fatores que influenciam a resposta superovulatória é o número de folículos responsivos às gonadotrofinas no momento dos tratamentos hormonais (Gong et al., 1997). O nível de energia na dieta tem sido um dos fatores nutricionais mais importantes envolvidos no crescimento folicular. Trabalhos com ovinos têm mostrado que o aumento de energia na dieta (flushing), em curto prazo, aumenta a taxa de ovulação (Teleni et al., 1989). Isto ocorreria, independente das concentrações plasmáticas de FSH (hormônio folículo estimulante) e LH (hormônio luteinizante) (Downing et al., 1991). Em bovinos parece existir efeito semelhante do aporte energético durante um curto período de tempo sobre o número de folículos pequenos (< 4 mm) (Maurasse et al., 1985; Gutiérrez et al., 1997), o que poderia estar relacionado às concentrações sangüíneas de glicose, insulina e IGF-I "Insuline-like growth factor I" (Gutiérrez et al., 1997; O'Callaghan e Boland, 1999), que são importantes mediadores entre a nutrição e a reprodução animal (Gutiérrez et al., 1997).

O aumento no número de folículos pode ser importante nos tratamentos superovulatórios. Por outro lado, pesquisas recentes têm mostrado que o excesso de energia na dieta reduz a produção e a qualidade dos embriões (Yaakub et al., 1999; Boland et al., 2001), talvez pelo aumento da concentração de glicose na circulação (Yaakub et al., 1997; Martin et al., 1998), afetando a qualidade do ovócito (McEvoy et al., 1997). Outros autores observaram aumento no crescimento folicular e no desenvolvimento dos embriões, ao reduzir a quantidade de energia na dieta, próximo aos tratamentos superovulatórios (Staigmiller et al., 1979; McEvoy et al., 1995; Nolan et al., 1998). Estes dados mostram variações nos resultados de pesquisa, quanto ao efeito do nível de energia na dieta sobre a produção e viabilidade de embriões.

O objetivo do primeiro experimento foi estudar o efeito de três níveis de ingestão de energia (1,2; 1,6 e 2,6 kg de matéria seca/dia para cada 100 kg de peso vivo de novilhas ½ Nelore x ½ Simental) sobre o ganho de peso, produção e viabilidade de embriões. No segundo experimento estudou-se o efeito de três níveis de ingestão de energia (1,0; 1,8 e 2,6 kg de matéria seca/dia para cada 100 kg de peso vivo de vacas da raça Nelore) sobre a produção e viabilidade dos embriões coletados.

 

Material e Métodos

Experimento I

Foi conduzido no setor de Bovinocultura de Corte da Fazenda Experimental de Iguatemi, da Universidade Estadual de Maringá, localizada no Distrito de Iguatemi, município de Maringá, de março a outubro de 2000, com duração de 220 dias.

Foram utilizadas 27 novilhas cruzadas ½ Nelore x ½ Simental, com idade média de 20 meses e peso vivo médio de 361 kg. Os animais foram alojados em baias individuais de 10 m2, com piso concretado, cercadas com barras de ferro, apresentando área coberta com folhas de zinco e solário. Os comedouros estavam localizados na área coberta, enquanto que os bebedouros estavam localizados na área descoberta das instalações.

Os animais foram distribuídos em três tratamentos (níveis diferentes de ingestão de matéria seca para cada 100 kg de peso vivo), com nove repetições cada, como segue:

Tratamento 1 (T1) Þ 1,2% de IMS/PV;
Tratamento 2 (T2) Þ 1,6% de IMS/PV;
Tratamento 3 (T3) Þ 2,6% de IMS/PV.

As dietas foram formuladas de acordo com as recomendações do NRC (1996) Tabela 1, objetivando atender as exigências de novilhas de corte com peso médio de 361 kg e ganho médio diário proposto em cada tratamento.

 

 

O fornecimento de ração foi realizado duas vezes ao dia (8 e 16 h). No período da manhã, antes de se fornecer ração, foi feita a limpeza dos comedouros, o que se repetia diariamente. O controle quantitativo das sobras foi efetuado três vezes por semana durante todo o experimento, sobretudo para os animais do T3, podendo-se, assim, estimar a ingestão dos nutrientes. As dietas foram ajustadas mensalmente de acordo com a evolução do peso médio de cada animal.

Os animais foram pesados a cada 14 dias. Após 30 dias de experimento, os animais foram submetidos à sincronização de cio com implante auricular contendo 3,0 mg de norgestomet (Crestar® - Intervet S.A ) e, um dia após o implante, administraram-se 2,0 mg de benzoato de estradiol, via intramuscular. Sete dias após a colocação do implante os animais foram submetidos ao tratamento superovulatório com 250 UI total de hormônio folículo estimulante (Pluset® – Serono) em duas doses diárias decrescentes (Tabela 2), durante quatro dias, sendo que na 6a aplicação foi retirado o implante e aplicado PGF2a (Preloban® - Hoechst Roussel Vet S.A). Os animais foram inseminados artificialmente 12 e 24 horas após a identificação do estro, com sêmen de um único touro, de raça Holandesa, sendo o mesmo previamente analisado para comprovação de sua boa qualidade.

 

 

A colheita dos embriões foi realizada pelo método não cirúrgico, sete dias aós o estro. A lavagem uterina foi realizada com 500 mL do meio de Dulbecco modificado (PBS), aquecido a 37oC e enriquecido com 1% de soro fetal bovino. O mesmo foi introduzido com o auxílio de um catéter de Foley através da cérvice. O efluente foi recolhido em filtro de 75µ e, em seguida colocado em placas de Petri quadriculadas observadas em microscópio estereoscópio (aumento de 40 vezes) para a localização e avaliação das estruturas embrionárias quanto ao estádio de desenvolvimento e a qualidade, segundo a classificação proposta pela IETS-International Embryo Transfer Society (1999). A resposta superovulatória foi determinada através da palpação retal e ultrasonografia no momento da coleta. Após a coleta dos embriões aplicou-se PGF2a na doadora.

O protocolo descrito foi repetido a cada 45 dias, totalizando três coletas por animal. O delineamento experimental foi inteiramente casualisado com três tratamentos e nove repetições cada, sendo o experimento repetido em três períodos, totalizando três coletas por animal, conforme modelo estatístico apresentado abaixo:

Yij = m + Ti + Pj +TPij + eijk

em que: m = média geral associada a cada observação; Yij = observação referente ao animal j, submetido ao tratamento i (i=1,2 e 3 ); Ti = efeito do tratamento i (i= 1,2 e 3); Pj = efeito do período j ( j = 1,2 e 3); TPij = efeito da interação entre o tratamento i e o período j; Eijk = erro aleatório associado a cada observação.

Para as variáveis, número de estruturas totais, estruturas transferíveis, degeneradas, não fecundadas e de corpos lúteos foi utilizada a metodologia de modelos lineares generalizados (Nelder e Wedderburn, 1972), usando-se o software GLIM 4.0. Para análise das outras variáveis foram utilizados os métodos dos quadrados mínimos através do SAEG (Euclydes, 1983).

Experimento II

Foi conduzido no setor de Bovinocultura de Corte da Fazenda Experimental de Iguatemi da Universidade Estadual de Maringá, localizada no distrito de Iguatemi, município de Maringá , período de agosto a outubro de 2000, com duração de 85 dias.

Foram utilizadas 21 vacas da raça Nelore com idade média de 40 meses e peso vivo médio de 338 kg. Os animais foram alojados em baias individuais com 10 m2, piso concretado, cercadas com barras de ferro, apresentando área coberta com folhas de zinco e solário. Os comedouros estavam localizados na área coberta, enquanto os bebedouros estavam localizados na área descoberta das instalações.

Os animais foram distribuídos em três diferentes tratamentos (níveis diferentes de ingestão de matéria seca para cada 100 kg de peso vivo), com sete repetições cada, como segue:

Tratamento 1 (T1) Þ 1,0% de IMS/PV;
Tratamento 2 (T2) Þ 1,8% de IMS/PV;
Tratamento 3 (T3) Þ 2,6% de IMS/PV.

As dietas foram formuladas de acordo com as recomendações do NRC (1996) Tabela 3, objetivando atender às exigências de vacas de corte com peso médio de 338 kg e ganho médio diário proposto em cada tratamento.

 

 

O fornecimento de ração, limpeza dos comedouros, controle quantitativo das sobras, o ajuste das dietas, pesagem dos animais, sincronização do cio, a superovulação e a coleta dos embriões foram semelhantes ao experimento I.

O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com três tratamentos e sete repetições cada, conforme modelo estatístico que está apresentado abaixo.

Yij = m + Ti + eijk

em que: m = média geral associada a cada observação; Yij = observação referente ao animal j, submetido ao tratamento i (i=1, 2 e 3 ); Ti = efeito do tratamento i (i= 1,2 e 3); Eijk = erro aleatório associado a cada observação.

Para as variáveis número de estruturas totais, estruturas transferíveis, degeneradas, não fecundadas e de corpos lúteos foram estimados por meio da metodologia de modelos lineares generalizados (Nelder e Wedderburn, 1972), usando-se o software GLIM4.0.

 

Resultados e Discussão

No experimento 1, o peso inicial das novilhas foi semelhante entre os três tratamentos (Tabela 4). As novilhas dos tratamentos 1,6 e 2,6% de ingestão de matéria seca (IMS) em relação ao peso vivo, apresentaram maior (P<0,05) peso final (PF), ganho médio diário (GMD) e peso de carcaça (PC), quando comparadas aos animais do tratamento 1,2% de IMS. No entanto, não foi observada diferença (P>0,05) no PF, GMD e PC entre os animais dos tratamentos 1,6 e 2,6% de IMS. O menor GMD observado nos animais do tratamento 1,2% de IMS foi em razão da menor ingestão de nutrientes (Tabela 4), que assim não estavam disponibilizados para a síntese de tecido muscular e adiposo.

A ingestão de matéria orgânica (IMO), proteína bruta (IPB), energia bruta (IEB) e fibra em detergente ácido (IFDA) foi maior (P<0,05) para os animais do tratamento 2,6% de IMS, menor (P<0,05) para os animais do tratamento 1,2% de IMS e intermediários para os animais do tratamento 1,6% de IMS. Essas diferenças são decorrentes dos diferentes níveis de ingestão de MS, visto que as rações eram iso-protéicas e iso-energéticas (Tabela 1).

Alguns autores têm mostrado que o aumento no nível de energia da dieta eleva o número de folículos em bovinos (Maurasse et al., 1985; Gutiérrez et al., 1997). Gong et al. (1997) afirmaram que o número de folículos responsivos às gonadotrofinas no início do tratamento hormonal parece ser um dos principais fatores que afeta a resposta superovulatória e produção de embriões. No entanto, no presente experimento o aumento do nível de ingestão de matéria seca e o nível de energia na dieta, não alteraram a resposta superovulatória, tanto em novilhas quanto em vacas (Tabela 5). Estes resultados estão de acordo com os de Cavalieri et al. (2000), que não encontraram efeito na resposta superovulatória quando aumentaram a quantidade de grãos (flushing) na dieta 10 dias antes da superovulação até a coleta dos embriões.

Parece que o aumento no número de folículos pelo maior consumo de energia, tanto em ovinos quanto em bovinos não superovulados (Haresign,1981; Maurasse et al., 1985; Teleni et al., 1989; Leury et al., 1990; Molle et al., 1995; Gutiérrez et al.,1997), não se repetiria em animais superovulados, o que está de acordo com os resultados encontrados por Yaakub et al. (1997).

Não se observaram efeito (P>0,05) do nível de IMS e do período de coleta no número de estruturas totais, transferíveis, degeneradas e não fecundadas, tanto em novilhas quanto em vacas de corte (Tabela 5). A energia da dieta, assim como outros nutrientes, é de suma importância no desenvolvimento do embrião. No entanto, o excesso de energia na dieta, próximo da ovulação, fecundação e desenvolvimento embrionário influencia negativamente a qualidade do ovócito, taxa de gestação e a produção de embriões, por um mecanismo ainda desconhecido (Yaakub et al., 1999; Boland et al., 2001). Dunne et al. (1997) também verificaram que um alto plano de alimentação durante o período pré-ovulatório foi prejudicial à sobrevivência dos embriões, o que poderia estar relacionado ao nível de glicose circulante (Yaakub et al., 1999; O'Callaghan e Boland, 1999). Contudo, no presente experimento parece que o nível de energia ingerido pelos animais, não foi suficiente para provocar alterações no desenvolvimento embrionário tanto em novilhas quanto em vacas de corte.

 

Conclusões

Os níveis estudados de ingestão de matéria seca (1,2; 1,6 e 2,6 kg/MS/100 kg PV para novilhas e 1,0; 1,8 e 2,6 kg/MS/100 kg PV para vacas) não influenciaram a resposta superovulatória e a produção de embriões em novilhas cruzadas ½ sangue Nelore x Simental e vacas Nelore.

 

Literatura Citada

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Recebido em: 12/08/02
Aceito em: 07/02/03

 

 

1 Parte da tese de Doutorado em Zootecnia do primeiro autor.

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