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Revista Brasileira de Zootecnia

Print version ISSN 1516-3598On-line version ISSN 1806-9290

R. Bras. Zootec. vol.32 no.6 suppl.2 Viçosa Nov./Dec. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982003000800027 

RUMINANTES

 

Desempenho produtivo de vacas leiteiras alimentadas com silagem pré-seca de alfafa adicionada de inoculante microbiano1

 

Performance of lactating dairy cows fed alfalfa haylage with microbial inoculant

 

 

Vanessa Jaime de Almeida MagalhãesI; Paulo Henrique Mazza RodriguesII

IAluna de Pós-graduação do Departamento de Nutrição e Produção Animal – FMVZ/USP. Bolsista FAPESP. vjdamagalhaes@hotmail.com
IIProfessor do Departamento de Nutrição e Produção Animal – FMVZ/USP, Av. Duque de Caxias Norte, 225 - CEP. 13630-000, Pirassununga-SP. E.mail: pmazza@usp.br

 

 


RESUMO

Objetivou-se, com o presente estudo, avaliar os efeitos da inoculação microbiana da silagem pré-seca de alfafa sobre o consumo de matéria seca, a produção e composição do leite de vacas da raça Holandesa, multíparas, com 135 ± 16,4 dias de lactação, distribuídas em delineamento em reversão simples com seqüência balanceada ("cross-over"), com dois períodos sucessivos. Os tratamentos corresponderam à silagem pré-seca de alfafa (50,0% de MS e 16,5% de PB) controle ou inoculada com o produto Silobac® (Lactobacillus plantarum e Pediococcus pentosaceus). Cada período experimental teve duração de 21 dias, sendo os cinco últimos dias destinados à coleta de dados. Não se observou efeito da inoculação sobre o CMS (inoculada = 17,8 vs. controle = 17,8 kg/animal/dia), a produção de leite corrigida para 4,0% de gordura (21,0 vs. 20,4 kg/dia), produção de leite (23,0 vs. 22,4 kg/dia), porcentagem de gordura (3,46 vs. 3,47%), proteína (2,96 vs. 2,93%), lactose (4,64 vs. 4,67%), sólidos totais (11,9 vs. 11,9%) e sólidos desengordurados (8,49 vs. 8,48%), CCS (5,43 vs. 5,16 log cel/103/mL), NUL (11,7 vs. 12,1 mg/dl), acidez (15,9 vs. 16,4ºD), densidade (1030,1 vs. 1030,0) e crioscopia (-0,529 vs. -0,531ºH).

Palavras-chave: bactérias láticas, produção de leite, Medicago sativa


ABSTRACT

The objective of this study was to evaluate the effects of feeding alfalfa haylage with microbial inoculat on dry matter intake, milk yield and composition in Holstein cows, at 135 ± 16.4 days in milk. A cross-over design with two periods of sampling was used. Treatments were alfalfa haylage (50.0% DM and 16.5% CP) control or microbially inoculated with Silobac® product (Lactobacillus plantarum and Pediococcus pentosaceus). Each experimental period extended for twenty-one days, the last five used for data collection. The inoculation did not influence DMI (inoculated = 17.8 vs. control = 17.8 kg/animal/day), 4%FCM (21.0 vs. 20.4 kg/day), milk yield (23.0 vs. 22.4 kg/day), fat (3.46 vs. 3.47%), protein (2.96 vs. 2.93%), lactose (4.64 vs. 4.67%), total solids (11.9 vs. 11.9%) and fat free solids percentage (8.49 vs. 8.48%), SCC (5.43 vs. 5.16 log cell/103/mL), MUN (11.7 vs. 12.1 mg/dl), acidity (15.9 vs. 16.4ºD), density (1030.1 vs. 1030.0) and cryoscopic index (-0.529 vs. -0.531ºH).

Key Words: lactic acid bacteria, milk yield, Medicago sativa


 

 

Introdução

Para produzir uma silagem de qualidade, é necessário manter o meio anaeróbio, com substrato adequado para as bactérias produtoras de ácido lático e uma população dessas bactérias em quantidade suficiente para que a fermentação ocorra (Muck, 1988).

Assim, para se dominar a fase inicial do processo fermentativo da silagem, tem sido observado o uso de inoculantes contendo bactérias ácido láticas (Bolsen et al., 1989). As mudanças esperadas com a inoculação incluem rápido declínio no pH, diminuição na concentração de nitrogênio amoniacal, decréscimo nos níveis de acetato e butirato e aumento no conteúdo de ácido lático (Kung Jr. et al., 1984).

Contudo, os efeitos da inoculação microbiana na silagem de alfafa são bastante variáveis (Muck, 1988). Melhoria das características fermentativas da silagem (Gordon, 1989; Freeden et al., 1991) e diminuição das perdas de matéria seca (Rice et al., 1990), observadas com a inoculação, nem sempre resultam em melhoria do valor nutricional, consumo voluntário ou desempenho animal (Stokes, 1992).

Entretanto, alguns estudos demonstraram que o uso de aditivos na ensilagem promove melhoria no consumo do alimento, na produção de leite (Mayne & Steen, 1993), na fermentação da silagem, na digestibilidade da dieta e no desempenho animal (Henderson et al., 1987; Appleton & Done, 1987; Rooke et al., 1988; Anderson et al., 1989).

Objetivou-se, com o presente estudo, avaliar os efeitos da inoculação microbiana da silagem pré-seca de alfafa sobre o consumo de matéria seca, a produção e a composição do leite de vacas leiteiras multíparas.

 

Material e Métodos

O trabalho foi conduzido nas dependências do Departamento de Nutrição e Produção Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (Campus de Pirassununga).

A cultura de alfafa foi cortada em dezembro de 2000, quando em estádio do meio do florescimento. Após colhido e pré-seco por 4 horas, o material original foi acondicionado em fardos com aproximadamente 150 cm de altura e 150 cm de diâmetro (capacidade de 600 quilos), revestidos com película de PVC branca. Os silos foram divididos em dois tratamentos, um controle e outro com adição do inoculante comercial Silobac®, segundo as recomendações do fabricante. De acordo com essas recomendações, o produto fornece 1,0 x 105 unidades formadoras de colônia (Lactobacillus plantarum e Pediococcus pentosaceus) por grama de forragem. O inoculante comercial Silobac® foi escolhido em função de melhores resultados obtidos, ao se avaliarem os inoculantes Sil-All®, Pioneer 1174® e Silobac®, em ensaios fermentativos com cultura de alfafa ensilada em silos experimentais (resultados não publicados). A alfafa foi escolhida por ser a cultura que apresentou as maiores respostas à inoculação, quando comparada às silagens de milho, sorgo, girassol ou capim-elefante.

Aproximadamente 600 kg de massa úmida foram colocadas em cada silo, correspondendo a uma compactação de aproximadamente 230 kg de silagem/m3. Os silos foram mantidos fechados por 60 dias, expostos às intempéries.

Foram utilizadas 12 vacas Holandesas, com 135 ± 16,4 dias de lactação, alojadas em baias individuais, presas por corrente (sistema tie-stall). O delineamento experimental foi de reversão simples com seqüência balanceada (cross-over), com dois períodos de coletas, adicionados das covariáveis produção de leite e dias em lactação, observados ao início do experimento, e os tratamentos compostos pelas silagens controle ou inoculada, na proporção de 50% concentrados e 50% de volumosos na dieta (Tabelas 1 e 2). A ração foi fornecida em duas refeições, às 8 e 16 h, sendo a silagem oferecida juntamente com o concentrado, permitindo-se 15% de sobras.

 

 

 

 

Constam na Tabela 2 as rações utilizadas e os resultados das análises bromatológicas.

O período experimental teve duração total de 42 dias, sendo 21 dias para cada período, dos quais os primeiros 16 dias foram destinados à adaptação dos animais às dietas; nos últimos cinco dias, foram realizadas mensurações do consumo e nos três últimos, coleta de leite das duas ordenhas. Para compor uma amostra final, o leite foi amostrado duas vezes ao dia, durante as ordenhas.

As análises dos componentes do leite (gordura, proteína, lactose e sólidos totais) foram realizadas por infravermelho, por meio do equipamento Bentley 2000® (Bentley Instruments, Chaska, MN). A determinação da densidade do leite foi realizada por termolactodensímetro; a acidez, pelo método de Dornic; e o índice crioscópico, com a utilização do aparelho Crioscópio Eletrônico Digital ITR-MK540, segundo MINISTÉRIO DA AGRICULTURA (1981). A determinação da contagem de células somáticas no leite (CCS) foi realizada por citometria de fluxo, utilizando o aparelho Somacount 300® (Bentley Instruments, Chaska, MN). A determinação dos níveis de nitrogênio uréico no leite (NUL) foi realizada por colorimetria enzimática, por meio do equipamento ChemSpeck 150® (Bentley Instruments, Chaska, MN).

As análises bromatológicas de matéria seca (MS), proteína bruta (PB), extrato etéreo (EE), fibra bruta (FB), matéria mineral (MM), amido, cálcio (Ca) e fósforo (P) dos ingredientes da dieta foram realizadas segundo AOAC (1980) e de fibra em detergente neutro (FDN) e fibra em detergente ácido (FDA) segundo Goering & Van Soest (1979). Para a análise de FDN, foi omitido o sulfito de sódio, mas adicionada a a-amilase.

Os resultados foram analisados utilizando-se o software computacional Statistical Analysis System (SAS, 1998). Os dados foram submetidos à análise de variância pelo procedimento GLM (PROC GLM), que separaram como causas de variação o efeito de tratamento, efeito de período e as covariáveis produção de leite e dias em lactação, ao início do experimento. Foi utilizado o nível de significância de 5%.

 

Resultados e Discussão

Os dados de consumo dos animais submetidos à silagem controle e inoculada encontram-se na Tabela 3.

 

 

A adição de inoculante à silagem pré-seca de alfafa não aumentou o consumo de matéria seca (CMS), fossem os dados expressos em quilos/animal/dia, em porcentagem do peso vivo ou porcentagem do peso metabólico. De forma geral, o CMS, que, em média, foi de 3,3% do peso vivo, apresentou-se dentro do esperado, uma vez que a fermentação das silagens controle ou inoculada apresentou-se aparentemente normal, sem fermentações indesejáveis.

Semelhantemente ao observado nesta pesquisa, Grieve et al. (1982), Kung Jr. et al. (1984), Mader et al. (1985), Kent et al. (1988) e Phillip et al. (1990) não observaram resultados positivos da inoculação sobre o consumo de silagem de alfafa, enquanto Kent et al. (1988) descreveram tendência de aumento do consumo (P<0,10) por vacas em lactação alimentadas com silagem de alfafa inoculada com L. plantarum e P. acidilactici, mas este efeito não foi estatisticamente significativo.

Já McAllister et al. (1998) observaram efeitos dos inoculantes microbianos em aumentar o CMS da silagem de alfafa por ovinos. Este mesmo comportamento foi descrito por Patterson et al. (1996), quando utilizaram inoculante microbiano em silagem de gramínea, e Patterson et al. (1997), ao adicionarem ácido fórmico em silagem de gramínea para bovinos.

Os resultados da produção e composição do leite, em resposta à inoculação microbiana da silagem pré-seca de alfafa, encontram-se na Tabela 4.

 

 

A inoculação da silagem pré-seca de alfafa não aumentou a produção de leite, do leite corrigido para 4,0% de gordura, a produção e composição de gordura, proteína, lactose, sólidos totais e sólidos desengordurados, o que está de acordo com os estudos realizados por Chamberlain et al. (1987), que não observaram efeito algum da inoculação, Fredeen et al. (1991) e Mayne (1993), quando avaliaram a inoculação de silagens de gramíneas. Tais resultados concordam também com os relatos de Kent et al. (1989), que, utilizando silagem de alfafa pré-seca e inoculada, não notaram efeito sobre a produção de leite, LCG 3,5% e produção e composição de gordura, proteína e lactose, e os estudos de Patterson et al. (1997) e Gasior & Brzoska (2000), que também não observaram aumento na produção e composição do leite de vacas, quando utilizaram silagens de gramíneas com ácido fórmico ou inoculante microbiano.

Por outro lado, Martinsson (1991) demonstrou aumento significativo na produção de leite de vacas tratadas com silagem de gramínea pré-seca e inoculada, Chamberlain et al. (1992) observaram aumento significativo na produção e composição da gordura no leite, Mayne (1990) notou aumento na proteína do leite, mas não na gordura, e Kung Jr. et al. (1987) observaram aumento na produção de leite no primeiro ano, mas não no ano seguinte, com a inoculação da silagem de alfafa. A revisão de Moran & Owen (1994) revelou, ainda, que a inoculação das silagens de alfafa, milho ou gramínea aumentou a produção de leite.

Entretanto, Chen et al. (1994), utilizando silagem de gramíneas e trevo, inoculada com enzimas, verificaram diminuição na produção de leite, de proteína e de sólidos desengordurados, mas não observaram efeito sobre a produção de leite corrigida para 3,5% de gordura, bem como para produção e composição de gordura e composição de proteína, enquanto Patterson et al. (1996) observaram que a inoculação da silagem de gramínea aumentou a produção de gordura, porém reduziu a mesma com a utilização da silagem pré-seca. Já para a composição de gordura, proteína e lactose do leite, nenhum efeito foi demonstrado.

Alguns estudos apresentaram efeito na produção de leite com a inoculação de várias forrageiras na ensilagem, incluindo a alfafa (Colenbrander et al. 1988) e o milho (Wohlt, 1989).

A proteína da alfafa está sujeita a sofrer extensa degradação, durante o processo de ensilagem, podendo estar, na forma de nitrogênio não protéico (NNP), aproximadamente de 75 a 87% do total de nitrogênio presente na silagem (Muck, 1987). Estudos revelaram que o excesso de degradação ruminal resulta em um ineficiente aproveitamento da proteína da alfafa, o que pode diminuir o rendimento leiteiro e a própria proteína do leite (Broderick, 1985).

Segundo Muck & Kung Jr. (1997), as bactérias ácido láticas (ácido-tolerantes) epfíticas são as que mais competem com o inoculante, mas, se a adição deste último corresponder a pelo menos um décimo da população dessas bactérias, será capaz de sobrepô-las e melhorar a fermentação. Entretanto, para melhorar o desempenho animal, como por exemplo a produção de leite, Satter et al. (1991) verificaram, com a inoculação da silagem de alfafa, ser necessário que a adição de inoculante seja, pelo menos, 10 vezes maior que a população de bactérias ácido-tolerantes da forragem inicial.

É possível que a qualidade da silagem controle obtida no presente experimento já estivesse boa o suficiente para permitir melhoras com a inoculação. Embora não se disponha da contagem de bactérias epfíticas inicial, no presente experimento, também é possível que a adição de bactérias ácido láticas não tenha sido grande o suficiente para permitir melhoras na qualidade da silagem.

Os resultados das características físico-químicas do leite, em resposta à inoculação microbiana da silagem pré-seca de alfafa, encontram-se na Tabela 5.

 

 

No presente estudo, observou-se também ausência de efeitos da inoculação sobre a CCS, o NUL, a acidez, a densidade e a crioscopia do leite, embora dados semelhantes obtidos com a inoculação não estejam disponíveis na literatura.

 

Conclusões

O uso do inoculante microbiano Silobac® na silagem pré-seca de alfafa não apresentou efeito significativo (P<0,05) para produção, composição e qualidade do leite.

 

Agradecimento

Aos funcionários Everson Lázaro e Gilmar Botteon, pelo cuidado com os animais, e aos técnicos Ari de Castro, Gilson de Godoy, Lucinéia Mestieri e Simi Robassini, pela ajuda com as análises laboratoriais.

 

Literatura Citada

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Recebido em: 10/10/02
Aceito em: 04/06/03

 

 

1 Projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

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