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Revista Brasileira de Zootecnia

On-line version ISSN 1806-9290

R. Bras. Zootec. vol.34 no.2 Viçosa Mar./Apr. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982005000200005 

FORRAGICULTURA

 

Efeito de níveis de suplementação sobre o comportamento ingestivo de bezerras em pastagem de aveia (Avena strigosa Schreb.) e azevém (Lolium multiflorum Lam.)

 

Ingestive behavior of beef heifers grazing oat (Avena strigosa Schreb) and ryegrass (Lolium multiflorum Lam) pasture under supplementation levels

 

 

Carolina BremmI; Marta Gomes da RochaII; João RestleIII; Alcides PilauIV; Denise Baptaglin MontagnerIV; Fabiana Kellermann de FreitasIV; Stefani MacariV; Denise Adelaide Gomes ElejaldeV; Dalton RosoVI; Juliano RomanV; Éverton Pujol GuterresV; Vagner Guasso da CostaVII; Fábio Pereira NevesV

IAluna do curso de Graduação em Zootecnia - UFSM, Bolsista FAPERGS. carobremm@terra.com.br
IIEng. Agr. Drª. Bolsista do CNPq. Professora Adjunto - Departamento de Zootecnia - UFSM. tata@pro.via-rs.com.br
IIIEng. Afe. PhD. Professor visitante/CNPq - Depto. Produção-UFG. E.mail: jorestle@terra.com.br
IVZoot. Aluno do curso de Pós Graduação em Zootecnia - UFSM. setorforrageiras@bol.com.br
VAlunos dos cursos de Graduação em Agronomia, Medicina Veterinária e Zootecnia -UFSM. setorforrageiras@bol.com.br
VIAluno do curso de Graduação em Agronomia -UFSM, Bolsista FAPERGS. setorforrageiras@bol.com.br
VIIAluno do curso de Graduação em Zootecnia -UFSM, Bolsista CNPq. setorforrageiras@bol.com.br

 

 


RESUMO

Foi avaliado o comportamento ingestivo de bezerras de corte submetidas a diferentes níveis de suplementação energética. Os níveis testados foram (0; 0,5; 1,0; 1,5% do peso vivo), em pastagem de aveia preta (Avena strigosa Schreb.) e azevém (Lolium multiflorum Lam.). O suplemento foi farelo de trigo, fornecido diariamente às 14h. Para registro das atividades de pastejo, ruminação, ócio e permanência no cocho, adotou-se a observação visual, feita a cada dez minutos, durante 24 horas, em quatro datas. Para cada nível de suplementação, foram observados seis animais dos grupos genéticos Charolês, 3/4 Charolês/Nelore e 5/8 Nelore/Charolês, com aproximadamente oito meses de idade e peso inicial de 158 kg. Os animais que receberam suplementação diminuíram o tempo de pastejo em relação aos não-suplementados, sem alteração no consumo estimado de forragem. Os animais que receberam suplementação a 1,5% do PV permaneceram mais tempo no cocho, aumentando a freqüência de retorno ao cocho nos maiores níveis de suplementação. Os níveis de suplementação não interferiram nos tempos de ruminação e ócio.

Palavras-chave: Charolês, farelo de trigo, pastejo contínuo


ABSTRACT

The ingestive behavior of beef heifers when submitted to different energy supplementation levels was evaluated. Heifers grazing Italian ryegrass (Lolium multiflorum Lam.) and black oat (Avena strigosa Schreb) pasture, were supplemented with wheat bran, supplied daily at 2 p.m. at levels of 0; 0.5; 1.0; 1.5% of live weight. The activities of grazing, rumination, idle and trough permanence, were recorded by visual observation, at a ten minute intervals, in four periods of 24 hours. For each supplementation level were allocated six animals of genetic groups Charolais, 3/4Charolais/Nellore and 5/8Nellore/Charolais, with eight months of age and 158 kg of initial weight. Supplemented animals reduced grazing time, compared with no supplemented animals, without changing estimated pasture consumption. Animals supplemented at 1.5% of live weight, spent longer time at trough and showed a higher visiting frequency. The supplementation levels did not interfere in rumination and idle times.

Key Words: Charolais, continuous grazing, wheat bran


 

 

Introdução

O crescimento da agricultura tem modificado a paisagem do Rio Grande do Sul, em áreas tradicionalmente destinadas à pecuária extensiva. Com a valorização das terras, há necessidade de mudança no modelo de produção da pecuária de corte, na direção de um sistema mais intensivo. Este sistema é caracterizado pela utilização de alta carga animal e pelo uso da suplementação (Rearte & Pieroni, 2001). Essa intensificação altera o comportamento ingestivo dos animais em pastejo e o seu conhecimento pode ser útil no estabelecimento de novas práticas de manejo, visando maior eficiência do sistema produtivo (Euclides, 1985; Galli et al., 1996).

Quando os animais são suplementados, novas variáveis interferem no consumo de nutrientes e estão associadas às relações de substituição de forragem por suplemento e/ou à adição no consumo total de matéria seca, que mudam conforme as características da base forrageira e do suplemento (Hodgson, 1990). Entre os resultados, destaca-se a mudança no tempo de pastejo (Karsli, 2001), podendo diminuí-lo (Hess et al., 1992; Bonfim et al., 2000) ou aumentá-lo em relação aos animais não-suplementados (Adams, 1985).

Objetivou-se, neste trabalho, avaliar o comportamento ingestivo de bezerras de corte mantidas em pastagem cultivada de aveia (Avena strigosa Schreb) e azevém (Lolium multiflorum Lam.), recebendo diferentes níveis de suplementação de farelo de trigo.

 

Material e Métodos

O experimento foi desenvolvido no Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria, situada na Depressão Central do Rio Grande do Sul. O clima da região é do tipo Cfa (subtropical úmido), segundo a classificação de Köppen (Moreno, 1961).

As observações do comportamento animal foram realizadas em oito piquetes com pastagem de aveia preta (Avena strigosa Schreb.) + azevém (Lolium multiflorum Lam.), com área total de 7,7 hectares, com duas repetições de área por tratamento. Dentro de cada piquete, foram observados três animais-teste, cada um representando os seguintes grupos genéticos: Charolês, 3/4 Charolês/Nelore e 5/8 Nelore/Charolês, com aproximadamente oito meses de idade e peso médio inicial de 158 kg. Os animais foram identificados por meio de tatuagens e brincos numerados. Por ocasião das avaliações do comportamento, os animais-teste eram pintados para facilitar sua identificação.

Os níveis de suplementação estudados foram: SS – sem suplemento; S0,5 - suplementação de 0,5% do peso vivo (PV); S1,0 - suplementação de 1,0% do PV; S1,5 - suplementação de 1,5% do PV. O suplemento utilizado foi farelo de trigo, fornecido diariamente às 14h, em cochos de madeira.

A aveia e o azevém foram implantados (08/05/2002) pelo método de preparo mínimo, com 90 e 35 kg/ha de aveia preta e azevém, respectivamente. Foram utilizados 300 kg/ha da fórmula 05-20-20 como adubação de base e 130 kg/ha de nitrogênio na forma de uréia, em cobertura, parcelado em três aplicações.

O sistema de pastejo foi contínuo com lotação variável, empregando-se a técnica put-and-take (Mott & Lucas, 1952) e teve duração de 115 dias (10/07 a 02/11/2002). A massa de forragem (MF) pretendida foi 1000, 1200, 1400 e 1600 kg de MS/ha nos diferentes períodos de utilização.

A MF foi determinada no início do período de pastejo e, posteriormente, a cada 14 dias, pela técnica de dupla amostragem (Wilm et al., 1944). Em cada repetição, foram realizados cinco cortes rente ao solo e 20 estimativas visuais. Para a determinação da taxa de acúmulo diária (TAD), expressa em kg/ha, foram utilizadas três gaiolas de exclusão ao pastejo por repetição, conforme Klingmann et al. (1943). A oferta de forragem (kg de MS/100 kg de PV) foi calculada dividindo-se a disponibilidade de forragem diária (MF/28 dias + TAD) pela carga média animal do período. A medição da altura do pasto foi realizada a cada estimativa da MF, medindo-se a distância do solo até a altura média do dobramento das folhas dentro do quadrado.

O teor de matéria seca (MS) foi determinado a partir de amostras colhidas em cada avaliação de dupla amostragem, por repetição. As amostras foram pesadas e secas em estufa com circulação forçada a 65ºC, por no mínimo 72 horas, até peso constante.

O valor nutritivo da forragem foi estimado em análise laboratorial de amostras de forragem colhidas por meio de simulação de pastejo (Euclides et al., 1992). As amostras foram pesadas e secas em estufa a 65ºC, por 72 horas, após processamento em moinho tipo Wiley, e encaminhadas para análise. Os parâmetros avaliados foram: proteína bruta (PB), de acordo com as técnicas descritas pela AOAC (1984), e digestibilidade in vitro da matéria orgânica (DIVMO), segundo Tilley & Terry (1963).

As avaliações de comportamento foram feitas em quatro períodos contínuos de 24 horas, respectivamente, nos dias 03 e 04/08, 30 e 31/08, 27 e 28/09 e 31/10 e 01/11, a partir de observação visual (Jamieson & Hodgson, 1979a). A cada dez minutos foram anotadas as atividades de pastejo, ócio, ruminação e permanência no cocho. O tempo gasto pelos animais na seleção e apreensão da forragem, incluindo os curtos espaços de tempo utilizados no deslocamento para a seleção da forragem, foi considerado tempo de pastejo (Hancock, 1953), enquanto o tempo de ócio foram os períodos de descanso (Forbes, 1988) e o tempo de ruminação correspondeu ao período de cessação do pastejo e da realização de mastigação. O tempo de permanência no cocho foi o tempo despendido pelo animal no consumo de suplemento e no local onde era servido o suplemento. Foram utilizados oito avaliadores, divididos em plantões de quatro horas, ficando cada responsável pela observação dos animais-teste de dois piquetes.

Para determinação das perdas de forragem, foram demarcados, com duas estacas, oito pontos amostrais alocados em três transectas, em cada repetição. Em cada ponto amostral, em cada avaliação, foi colocado um quadrado com área de 0,0625 m2 para coleta da forragem considerada não-aproveitável pelos animais, constituída por material morto, senescente e danificado pelo pisoteio e pastejo (Hillesheim, 1997).

Para o cálculo do consumo diário de MS por período, foi subtraído da produção total de MS/ha a diferença entre a forragem disponível no final e no início de cada período experimental e as perdas de forragem ocorridas ao longo do período de pastejo. Dividindo o consumo estimado de MS/ha pela carga animal média, obteve-se o consumo estimado de MS, em % do PV.

Durante o terceiro e quarto períodos, nos mesmos dias de avaliação do comportamento animal, foram registradas as taxas de bocados dos animais-teste de cada tratamento, sendo estimada pelo tempo gasto pelo animal para realizar 20 bocados (Hodgson, 1982). Para o cálculo do tamanho de bocado, dividiu-se o consumo diário de forragem pelo total de bocados diários (taxa de bocados x tempo de pastejo; Jamieson & Hodgson, 1979b).

O ganho de peso médio diário (GMD) dos animais foi obtido pela diferença entre peso final e inicial dos animais-teste, em cada período experimental, dividida pelo número de dias do período. A carga animal (CA) por período correspondeu à soma do peso médio dos animais-teste. A este valor foi adicionado o peso médio dos animais reguladores multiplicado pelo número de dias que permaneceram na repetição, dividido pelo número de dias do período de pastejo.

As taxas de substituição e adição do consumo de suplemento sobre o consumo de forragem foram estimadas a partir do cálculo proposto por Hodgson (1990), em que: substituição = (consumo de forragem dos animais não-suplementados - consumo de forragem dos animais que recebem suplementação)/consumo de suplemento*100; adição = (consumo total de MS dos animais suplementados - consumo de forragem dos animais não suplementados)/consumo de suplemento*100.

O delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado com duas repetições. O modelo matemático referente à análise dos parâmetros estimados foi:

em que Yijkl = variáveis dependentes; µ = média de todas as observações; NSi = efeito do i-ésimo nível de suplementação; Pj = efeito do j-ésimo período; Rk (NS)i = efeito da k-ésima repetição dentro do i-ésimo nível de suplementação (erro A); NS*Pij = efeito de interação entre o i-ésimo nível de suplementação e o j-ésimo período; Eijk = erro experimental (erro B).

Em caso de interação NS*P, foi realizado teste de regressão polinomial até terceira ordem a 5%, sendo considerada a de maior coeficiente de determinação (R2). Os dados foram submetidos à análise de variância e ao teste F a 5% de significância e, quando detectadas diferenças entre os tratamentos, efetuou-se a comparação de médias. As variáveis foram estudadas por intermédio do programa estatístico SAS (1996).

 

Resultados e Discussão

Na Tabela 1 encontram-se os valores médios de massa de forragem (MF), altura do pasto, oferta de forragem, matéria seca (MS), proteína bruta (PB) e digestibilidade in vitro da matéria orgânica (DIVMO) da forragem colhida por simulação de pastejo. As variáveis supracitadas não foram influenciadas (P>0,05) pelos níveis de suplementação.

 

 

A MF aumentou de 977 kg/ha de MS para 1.590 kg/ha de MS, no decorrer do período de pastejo, sendo em média de 1201 kg/ha de MS. A altura média do pasto, nos quatro períodos, foi de 15 cm, com menores valores no segundo período de avaliação (P<0,01). A oferta de forragem média foi de 10 kg de MS/100 kg de PV e variou de 8 a 12 kg de MS/100 kg de PV durante o período de pastejo, com maiores valores no segundo período (P<0,01). Segundo Gibb & Treacher (1976), esta oferta não é limitante ao consumo animal.

A MS média de todo período de pastejo foi de 15,75% e foi mais elevada no quarto período de avaliação (P<0,01). O teor médio de PB na forragem aparentemente consumida foi de 21,1%, sendo maior (24,8%) e menor (14,6%) no segundo e quarto períodos, respectivamente. A DIVMO média foi de 54% e não diferiu entre períodos (P>0,01).

Constam na Tabela 2 os valores médios do tempo de pastejo (TP) de bezerras de corte recebendo diferentes níveis de suplementação energética.

 

 

O tempo de pastejo variou dentro dos períodos do dia. Animais pastejaram por mais tempo no período de 6 às 18 h e dedicaram menor tempo ao pastejo entre 18 e 6 h (P<0,05), confirmando a informação de Stobbs (1970) de que o tempo de pastejo noturno representa uma pequena percentagem do tempo total de pastejo diário e contribui minimamente para o consumo de forragem.

Animais não-suplementados pastejaram significativamente por mais tempo que os animais suplementados. Quando exclusivamente em pastagem, o TP dos animais foi superior 22,3, 22,8 e 40,2% ao TP dos animais que receberam suplemento a 0,5, 1,0 e 1,5% do PV, respectivamente, correspondendo a 115,84, 118,54 e 209,04 minutos a mais de TP. A redução no TP com o consumo de suplementos está de acordo com dados de Krysl & Hess (1993), em revisão sobre a influência de suplementação energética sobre o tempo de pastejo. Estes autores concluíram que, aumentando o nível de grãos utilizados como suplemento, diminui o tempo de pastejo dos animais, o que não aconteceu neste trabalho, pois níveis de 0,5; 1 e 1,5% resultaram em tempos de pastejo semelhantes. Patiño Pardo et al. (2003) também verificaram decréscimo progressivo no tempo de pastejo diurno em animais suplementados, à medida que foi aumentada a oferta de concentrado.

O TP de 519,97 minutos/dia dos animais que não receberam suplementação pode ser considerado alto quando comparado ao tempo médio de pastejo de 419 minutos/dia observado em forrageiras temperadas (Chacon et al., 1976). O TP médio, nos quatro níveis de suplementação, foi de 409,12 minutos, muito similar ao tempo de pastejo de 420 minutos observado por Stobbs (1970) em pastagem de alta qualidade, sem suplementação.

Contrariando a afirmação de Krysl & Hess (1993) de que fatores como temperatura e manejo da pastagem influenciam o tempo diário de pastejo, não houve interação entre níveis de suplementação e períodos (P>0,05), com temperaturas médias, nas quatro datas das avaliações, respectivamente, de 13,75; 12,45; 22,6 e 18,1ºC. Também Poli et al. (2001) registraram que o comportamento de pastejo é influenciado pelas características da pastagem e por sua mudança no decorrer do ciclo das forrageiras.

Na Figura 1, pode ser visualizada a distribuição percentual das bezerras-teste em pastejo, em cada um dos tratamentos avaliados. Houve maior concentração de animais em pastejo nos horários correspondentes ao amanhecer (7h) e entardecer (18 h). Entre os animais não-suplementados, houve grande concentração de animais em pastejo de 12 até as 18 h, ao passo que, entre os animais que receberam suplemento em menor proporção, observou-se concentração no horário anterior ao fornecimento do suplemento, realizado diariamente às 14 horas. Polli & Lobato (1984) e Nardon et al. (1987) também relataram maior intensidade de pastejo ao amanhecer e ao entardecer.

 

 

Constam, na Tabela 3, os valores de consumo estimado de forragem (CF) nos diferentes níveis de suplementação.

 

 

O maior TP observado nos animais que não receberam suplementação não correspondeu ao maior consumo estimado de forragem, pois não houve diferença para este parâmetro nos diferentes níveis de suplementação (P>0,05). Resultados de Forcherio et al. (1992) e Sunvold et al. (1991) comprovaram que quando suplementos à base de fibra rapidamente digestível são consumidos, como é o caso do farelo de trigo, reduções no consumo de forragem não são tão evidentes quando comparadas com suplementos à base de amido. Não houve interação entre nível de suplemento e período (P>0,05). O CF foi maior (P<0,05) no período de 18/08 a 14/09, provavelmente em decorrência da maior participação de azevém em início de estádio vegetativo na pastagem e da preferência deste pelos animais, revelando maior eficiência de pastejo neste período, visto que o tempo de pastejo dos animais-teste não diferiu entre os períodos de observação. A média estimada de CF, nos quatro períodos, foi de 3,8; 3,6; 2,8 e 3,1% do PV, respectivamente para as bezerras SS; S0,5; S1,0 e S1,5, superior ao consumo de 2,5% do PV recomendado pelo NRC (1996) para animais desta categoria. Os tamanhos médios de bocado das bezerras-teste de cada tratamento foram de 0,24, 0,23, 0,21 e 0,36 g MO/bocado, respectivamente, para SS, S0,5, S1,0 e S1,5, dentro da amplitude relatada por Stobbs (1973) de 0,05 a 0,80 g MO/bocado, variando conforme a disponibilidade e acessibilidade da forragem.

As taxas de substituição (Tabela 4) variaram de 0 a 2,8, sendo estes extremos encontrados quando os animais receberam 0,5% do PV em suplemento.

 

 

A taxa de substituição média encontrada para os níveis 0,5, 1 e 1,5% do PV, respectivamente, de 0,4, 1 e 0,46 kg de forragem para cada kg de suplemento fornecido, é semelhante à taxa de substituição de 0,5 a 0,9 kg relatada por Rocha (1999). A carga animal (CA) média do período de pastejo foi 858; 864; 1067 e 1135 kg/ha de PV em SS, S0,5, S1,0 e S1,5, respectivamente (Pilau et al., 2004). O incremento em CA foi praticamente nulo (0,7%) no nível S0,5, enquanto, em S1,0 e S1,5, foi de 24,3 e 32,3%, respectivamente, em relação ao uso exclusivo de pastagem.

A suplementação energética para animais em pastejo tem sido empregada para aumentar os nutrientes da dieta pela adição dos nutrientes contidos no concentrado, o que significa que um efeito aditivo é esperado (Rearte & Pieroni, 2001). Entretanto, no tratamento S1,0 a taxa de adição foi nula, com incremento de apenas 7,7% no ganho de peso médio diário (GMD) dos animais em relação aos animais não-suplementados. A taxa de adição e incremento no GMD nos tratamentos S0,5 e S1,5 foram de 60 e 19%; 53,3 e 24,6%, respectivamente. O GMD médio das bezerras SS, S0,5, S1,0 e S1,5 foi, respectivamente, de 0,751; 0,894; 0,809 e 0,936 kg/animal/dia (Pilau et al., 2004).

Não houve diferença significativa no TP para grupo genético entre níveis de suplementação. A análise da variância revelou efeito da interação (P<0,05), avaliada por análise de regressão, entre nível de suplemento, grupo genético e período de observação (Tabela 5).

 

 

No período de 30 a 31/08, a regressão não foi significativa para TP (P>0,05), que apresentou média de 423,72; 409,97 e 441,22 minutos, respectivamente, para animais Charolês, 3/4 Charolês/Nelore e 5/8 Nelore/Charolês. As médias de TP, nos quatro períodos, para as bezerras Charolês, 3/4 Charolês/Nelore e 5/8 Nelore/Charolês foram, respectivamente, de 420,79; 397,15 e 410,37 minutos, com o tempo médio de pastejo das bezerras da raça Charolês inferior aos 618 minutos encontrado por Machado Filho (1990), para um período de 24 horas. Erlinger et al. (1990) observaram diferenças no tempo de pastejo diário de novilhas de diferentes grupos genéticos, com maior tempo de pastejo para animais pertencentes aos grupos de maiores pesos à maturidade.

Os coeficientes de determinação das equações foram maiores no final do ciclo das forrageiras, que apresentaram reduções de 102,18, 56,5 e 96,05 minutos no tempo de pastejo das bezerras Charolês, 3/4 Charolês/Nelore e 5/8 Nelore/Charolês, respectivamente, para cada aumento no nível de suplementação utilizado.

O tempo de ócio não foi influenciado pelos níveis de suplemento (P>0,05) com média 592,99 minutos, contrariando os relatos de Patiño Pardo et al. (2003), que, em observações diurnas de comportamento animal, notaram que animais não-suplementados diminuíram o tempo de descanso, enquanto os animais que receberam suplementação energética a 1,5% do PV apresentaram maior tempo de descanso. Este resultado pode ser decorrente da diferença entre pastagens (campo nativo x aveia+azevém) e dos períodos distintos de observação do comportamento animal, 24 horas, no presente trabalho, e apenas no período diurno no experimento conduzido por Patiño Pardo et al. (2003).

Consta na Figura 2 a distribuição do tempo de ruminação (TR) no decorrer do dia de animais recebendo diferentes níveis de suplementação.

 

 

Foi encontrada interação entre níveis de suplementação e horários, não havendo interação entre níveis de suplementação e períodos (P<0,05), sendo o TR em média 393 minutos. Houve diferença para TR na média dos horários (P<0,05), sendo maior de 18 à 6 h, intermediário de 6 a 12 h e menor das 12 à 18h. Gordon & McAllister (1970) também constataram atividade de ruminação mais consistente durante a madrugada.

A interação entre tratamentos e períodos para tempo de permanência no cocho (TC) não foi significativa (P>0,05; Tabela 6). Houve diferença para TC entre períodos de avaliação e entre os valores médios dos níveis de suplementação (P<0,05). Na média dos níveis de suplementação, animais que receberam suplemento a 1,5% do PV apresentaram maior TC que animais que receberam suplemento a 0,5% e 1,0% do PV (P<0,05). Na média dos períodos, animais-testes apresentaram maior TC no terceiro período, tempo intermediário no primeiro período e menor TC no segundo e quarto períodos de avaliação do comportamento animal (Tabela 6). No primeiro período, o TC foi intermediário provavelmente pela adaptação e aquisição de confiança das bezerras em relação ao horário da suplementação, pois, antes deste experimento, recebiam suplementação volumosa em outro horário. No segundo período, o maior consumo estimado de forragem (Tabela 3) pode ter sido um dos motivos da redução do TC. No terceiro período, o expressivo TC apresentado pelos animais que receberam suplemento a 1,5% do PV refletiu em maior TC na média dos períodos. No quarto período, ou seja, no final do ciclo das forrageiras, a elevada proporção de colmos nas forrageiras pode ter sido resultante da maior disputa entre animais pelo consumo de suplemento, resultando em menor TC.

 

 

O TC diferiu entre os níveis de suplementação no terceiro e quarto períodos de avaliação (P<0,05). No terceiro período, os animais apresentaram maior TC no tratamento S1,5, enquanto, no quarto período, os animais do tratamento S1,5 apresentaram maior TC que os do tratamento S0,5, não diferindo dos animais do tratamento S1,0 (P<0,05). No primeiro e segundo períodos, não houve diferença entre os tratamentos para TC (P>0,05).

Houve interação (P= 0,0001)entre níveis de suplementação e horários (Tabela 7), com maiores TC nos horários de 12 às 18 h, e quando os animais foram suplementados com 1,0 e 1,5% do PV (Tabela 7). Neste mesmo horário, o TC dos animais suplementados com 0,5% do PV foi intermediário. Nos demais períodos, animais recebendo suplemento em diferentes níveis não diferiram no TC (P>0.05).

 

 

Os valores médios do número de refeições diárias (ou visitas ao cocho) e tempo médio por refeição, em minutos, são apresentados na Tabela 8. O número de refeições diárias foi influenciado pelos níveis de concentrado e pelo tempo despendido por refeição. Um efeito linear decrescente para o tempo despendido por refeição, em função dos níveis de concentrado, também foi observado por Bürger et al. (2000).

 

 

O retorno ao cocho foi mais freqüente com o aumento dos níveis de suplemento, entretanto, o tempo de permanência no cocho diminuiu. A ingestão muito rápida de grande quantidade de suplemento de uma só vez poderia provocar distúrbios digestivos nos animais, pois o declínio no pH ruminal, associado ao aumento do amido na dieta afetam as bactérias ruminais, resultando na redução da digestão da fibra e do consumo de forragem no pastejo (Caton & Dhuyvetter, 1997).

Portanto, a suposição de que seria necessário o aumento na freqüência do fornecimento de suplemento, proporcionando acréscimo de mão de obra, não é verdadeira quando o farelo de trigo é fornecido como fonte energética, pois o aumento da freqüência é realizado pelos próprios animais, que não consomem o alimento fornecido de uma só vez.

 

Conclusões

Animais suplementados diminuem o tempo de pastejo em relação aos não-suplementados, mas sem alteração no consumo estimado de forragem.

Animais que recebem suplementação de farelo de trigo a 1,5% do PV permanecem mais tempo no cocho e a freqüência de retorno ao cocho é maior com o aumento dos níveis de suplementação.

A suplementação não interfere nos tempos de ruminação e ócio.

 

Literatura Citada

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Recebido em: 12/02/04
Aceito em: 06/12/04