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Revista Brasileira de Zootecnia

Print version ISSN 1516-3598On-line version ISSN 1806-9290

R. Bras. Zootec. vol.34 no.6 Viçosa Nov./Dec. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982005000600001 

AQÜICULTURA

 

Proteína bruta e energia digestível em dietas para alevinos de curimbatá (Prochilodus affins)1

 

Crude protein and digestible energy in the diets for curimbatá fingerlings (Prochilodus affins)

 

 

Marcos Antonio Delmondes BomfimI; Eduardo Arruda Teixeira LannaII; Moacyr Antonio SerafiniIII; Felipe Barbosa RibeiroIV; Karine da Silva PenaV

IEngenheiro Agrônomo, Doutorando em Zootecnia DZO/UFV. E.mail: madbomfim@hotmail.com
IIProfessor do Departamento de Zootecnia DZO/UFV. E.mail: elanna@ufv.br
IIIProfessor da Escola Agrotécnica Federal de Santa Tereza - ES. E.mail: moacyraserafini@ig.com.br
IVMestrando em Zootecnia DZO/UFV. E.mail: felipebribeiro@yahoo.com.br
VEstudante de graduação em Zootecnia DZO/UFV

 

 


RESUMO

Objetivando-se determinar as exigências de proteína bruta (PB) em função do nível de energia digestível (ED) da dieta para alevinos de curimbatá (Prochilodus affins), foram utilizados 256 peixes com peso inicial de 2,72 ± 0,11 g, mantidos em 32 aquários de 100 L, dotados de abastecimento de água, temperatura controlada e aeração individuais. O experimento foi realizado seguindo-se esquema fatorial 4 x 2 (quatro níveis de PB: 18,0; 22,0; 26,0; e 30,0%, combinados com dois níveis de ED: 2.700 e 3.000 kcal/kg), em um delineamento inteiramente ao acaso, com quatro repetições e oito peixes por unidade experimental. Os peixes foram alimentados ad libitum em duas refeições diárias durante 78 dias. Avaliaram-se o ganho de peso, o consumo aparente de racão, a conversão alimentar aparente, a taxa de crescimento específico, a taxa de eficiência protéica, a eficiência de retenção de nitrogênio, a umidade, a proteína e a gordura corporais e as porcentagens de nitrogênio e de gordura no ganho de peso. Verificou-se que não houve interação dos níveis de PB ´ ED, à exceção da porcentagem de gordura no ganho de peso. Com o nível de 3.000 kcal de ED/kg, obtiveram-se peixes com maiores níveis de matéria seca, gordura corporal e porcentagem de gordura no ganho de peso. Concluiu-se que a exigência de PB e ED para alevinos de curimbatá é de 26,05% e 2.700 kcal/kg, respectivamente, que corresponde a uma relação ED:PB de 10,36 kcal de ED/g de PB, por proporcionar as melhores respostas em ganho de peso e composição de carcaça.

Palavras-chave: curimbatá-pioa, exigências de energia e de proteína, nutrição de peixes, relação energia:proteína


ABSTRACT

Two hundred and fifty six curimbatá (Prochilodus affins) fingerlings averaging initial weight of 2.72 ± 0.11 g, stocked in 32 aquariums (100 L) with water renewal, controlled temperature and individual aeration, were used to determine the dietary crude protein (CP) requirements, according to the digestible energy level (DE). The experiment was carried out in to a 4 x 2 factorial scheme (four CP levels: 18.0, 22.0, 26.0 and 30.0% combined with two DE levels: 2,700 and 3,000 kcal/kg), according to a completely randomized design with four replicates of eight fishes. The fishes were fed ad libitum twice a day, during 78 days. Weight gain, apparent feed intake, apparent feed:gain ratio, specific growth rate, protein efficiency rate, nitrogen retention efficiency, humidity, body fat and protein, nitrogen and fat percentage in weight gain were evaluated. No CP ´ DE levels interaction was observed for any studied variable, except for the fat percentage in weight gain. Fishes fed diets with 3,000 kcal de DE/kg showed higher levels of dry matter, body fat and fat percentage in weight gain. It was concluded that CP and DE requirements for curimbatá fingerlings are of 26.05% and 2,700 kcal/kg, respectively, that correspond to DE:CP ratio of 10.36 kcal DE/g CP, due to the best results of weight gain and carcass composition.

Key Words: curimbatá-pioa, energy:protein ratio, energy and protein requirements, fish nutrition


 

 

Introdução

Entre as espécies de peixe de interesse econômico-social, destaca-se a curimbatá (Prochilodus sp.), amplamente distribuída pela América Latina, cujos peixes têm o hábito alimentar limnófago ou iliófago (detritívoro), de baixo nível trófico, alimentando-se no ambiente natural de material orgânico particulado (MOP), depositado no fundo ou na vegetação submergida, que, muitas vezes, é misturado com partículas minerais de baixo valor nutritivo. O MOP é constituído de vegetais mortos, ricos em lignina e celulose, além de pequenas quantidades de micro-invertebrados vivos (algas, fungos e bactérias) (Boischio, 1992; Yossa & Araujo-Lima, 1998; Furuya et al., 1999).

O curimbatá, entre os peixes nativos, é um dos que têm apresentado bom desempenho para a piscicultura, em virtude do rápido crescimento em cultivo intensivo, da alta rusticidade para manejo e da alta fertilidade, estando entre as espécies de maior valor econômico aceitas para consumo humano no mercado nacional (Barbosa, 1987; Paixão & Hancz, 1989; Cerdeira et al., 1997; Furuya et al., 1999; Galdioli et al., 2000; Galdioli et al., 2002). No entanto, tem sido uma das espécies mais afetadas pela poluição dos rios e pelas construções de represas hidroelétricas, com interferência no seu comportamento reprodutivo e, conseqüentemente, redução dos estoques pesqueiros (Barbosa, 1987; Pinto et al., 1984).

Apesar dessas características, ainda há carência de informações acerca de suas exigências nutricionais para que se possa desenvolver um programa nutricional adequado, a fim de possibilitar sua criação intensiva em condições econômicas. Ao contrário do ambiente natural, onde a diversidade e a disponibilidade dos alimentos permitem que os peixes equilibrem sua dieta, em ambientes confinados, sob condições de produção mais intensivas, os peixes dependem do arraçoamento e de dietas balanceadas, o que implica no conhecimento de exigências nutricionais para as diversas espécies.

A determinação das exigências nutricionais tem sido fundamental para elaboração de dietas com menor impacto ambiental e de baixo custo, principalmente daquelas utilizadas nos sistemas de produção de peixes com elevadas taxas de crescimento. Poucas pesquisas têm sido realizadas para determinação das exigências dietéticas de proteína bruta para o curimbatá e as existentes têm apresentado grande variabilidade entre os resultados. Têm-se observado resultados de 22 a 35% de PB, o que pode estar relacionado ao nível de energia da dieta (Barbosa, 1987; Paixão & Hancz, 1989; Furuya et al., 1999).

Portanto, verifica-se a necessidade de se determinar a exigência de proteína bruta, em função do teor de energia digestível nas dietas para alevinos de curimbatá, visando otimizar seu desempenho e qualidade de carcaça.

 

Material e Métodos

O experimento foi conduzido no período de 08 de julho a 24 de setembro de 2002 no Laboratório de Nutrição de Peixes do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa (UFV), localizado no município de Viçosa, Minas Gerais.

Duzentos e cinqüenta e seis alevivos de curimbatá (Prochilodus affinis), com peso inicial de 2,72 ± 0,11 g, obtidos de mesma desova induzida, foram utilizados no experimento, montado em esquema fatorial 4 x 2 (quatro níveis protéicos e dois níveis energéticos), em um delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições por tratamento e oito peixes por unidade experimental.

Foram formuladas oito rações experimentais, contendo quatro níveis de proteína bruta (18,0; 22,0; 26,0; e 30,0% de PB), combinados com dois níveis de energia (2.700 e 3.000 kcal/kg de energia digestível), caracterizando os seguintes tratamentos: 18-27 = 18,0% de PB e 2.700 kcal de ED/ kg; 18-30 = 18,0% de PB e 3.000 kcal de ED/kg; 22-27 = 22,0% de PB e 2.700 kcal de ED/kg; 22-30 = 22,0% de PB e 3.000 kcal de ED/kg; 26-27 =26,0% de PB e 2.700 kcal de ED/kg); 26-30 = 26,0% de PB e 3.000 kcal de ED/kg; 30-27 = 30,0% de PB e 2.700 kcal de ED/kg; e 30-30 = 30,0% de PB e 3.000 kcal de ED/kg.

A composição das dietas experimentais pode ser visualizada na Tabela 1.

Foram utilizados 32 aquários de cimento-amianto, com capacidade volumétrica de 100 L, dotados de sistemas individuais de abastecimento de água, aeração e escoamento de fundo.

A água de abastecimento dos aquários, proveniente do sistema de tratamento de água da Universidade Federal de Viçosa UFV, foi previamente tratada com anticloro e aquecida por resistências elétricas, com temperatura controlada por termostato. A temperatura da água foi aferida diariamente, às 8 e 17 h, com o auxílio de termômetro de bulbo de mercúrio, graduado de 0 a 50ºC.

Os controles do pH e do teor de oxigênio dissolvido na água foram efetuados a cada 7 dias, respectivamente, por intemédio de um potenciômetro (DIGIMED modelo DMPH-PV) e de um oxímetro (DIGIMED modelo DMO-2). O fotoperíodo foi mantido em 12 horas de luz, por meio de iluminação proveniente de lâmpadas mistas, controladas por timer automático.

As dietas experimentais foram peletizadas e oferecidas ad libitum diariamente, em duas refeições (8 e 17 h), em uma quantidade que possibilitou a ingestão máxima sem que houvesse perdas. Foi realizada a limpeza diária dos aquários após a leitura matinal da temperatura da água, por sifonagem, para retirada das fezes eventuais sobras de ração.

Foram avaliados os seguintes índices de desempenho zootécnico: ganho de peso (GP), consumo aparente de ração (CAR), conversão alimentar aparente (CAA), taxa de crescimento específico (TCE) e taxa de eficiência protéica (TEP). Foram avaliadas ainda as seguintes características: composição química corporal (teores de umidade, proteína e gordura corporais), porcentagem de nitrogênio no ganho de peso (NGP), porcentagem de gordura no ganho de peso (GGP) e eficiência de retenção de nitrogênio (ERN).

Para avaliação do desempenho, os peixes foram pesados, em grupo por unidade experimental, após jejum de 24 horas no início e no final do experimento. O GP foi obtido pela diferença de peso entre os pesos médios final e inicial. Para determinação da TCE, foi adotada a equação abaixo, utilizando-se transformações logarítmicas:

A CAA foi calculada dividindo-se o consumo aparente de ração pelo ganho de peso dos peixes. A TEP foi obtida pela divisão entre o ganho de peso dos peixes e o consumo de proteína bruta.

Para as análises corporais, os curimbatás foram insensibilizados e sacrificados com gelo, e congelados no início (20% da quantidade de peixes utilizados no experimento) e no final do experimento (quatro peixes por unidade experimental, com pesos correspondentes ao peso médio da respectiva unidade). Esses peixes foram utilizados para determinação da ERN, da NGP, da GGP e da composição química corporal. A ERN, expressa em porcentagem, foi calculada pela diferença do nitrogênio corporal final e inicial, dividido pelo nitrogênio total consumido, multiplicado por 100. A NGP e a GGP foram calculadas pela diferença de nitrogênio e gorduras corporais final e inicial, respectivamente, dividida pelo ganho de peso, multiplicada por 100.

As análises dos ingredientes utilizados nas dietas e das amostras dos peixes foram realizadas no Laboratório de Nutrição Animal do Departamento de Zootecnia (LNA/DZO) da Universidade Federal de Viçosa UFV, conforme procedimentos descritos por Silva (1998).

As análises estatísticas foram realizadas pelo programa SAEG - Sistema de Análises Estatísticas e Genéticas. Os dados foram interpretados por meio de análises de variância e regressão a 5% de probabilidade e os efeitos dos níveis de energia digestível foram comparados pelo teste F. Os efeitos dos níveis de proteína bruta foram analisados mediante o uso dos modelos de regressão linear, quadrático ou descontínuo "Linear Response Plateau" (LRP), conforme o melhor ajustamento obtido para cada variável, com base na significância dos coeficientes de regressão pelo teste F, no coeficiente de determinação, na soma de quadrado dos desvios e no fenômeno em estudo.

 

Resultados e Discussão

O sistema de abastecimento de água e de aeração possibilitou a manutenção da temperatura e da aeração uniformes durante o período experimental. Foram obtidos os valores de 26,0 ± 0,76ºC para temperatura da água, de 6,8 ± 0,16 para o pH e de 6,9 ± 0,1 ppm (ou mg/L) para o oxigênio dissolvido. Valores similares a estes foram citados por Furuya et al. (1999), Galdioli et al. (2000) e Galdioli et al. (2002) como ideais para o cultivo de curimbatás.

Os resultados médios do ganho de peso (GP), da taxa de crescimento específico (TCE), do consumo aparente de ração (CAR), da conversão alimentar aparente de ração (CAA) e da taxa de eficiência protéica (TEP) encontram-se na Tabela 2.

O GP dos peixes foi aquém do esperado, o que pode ter sido conseqüência do estresse apresentado, em razão do manejo intensivo durante o período experimental. Embora não tenha sido observada interação dos níveis de proteína bruta (PB) ´ energia digestível (ED) (P>0,05) e ainda que não tenha sido influenciado pelos níveis energéticos (P>0,05) da dieta, o ganho de peso, mesmo a baixos valores, foi suficiente para ser afetado pela variação dos níveis de proteína bruta da dieta, uma vez que as diferenças foram estatisticamente distintas em nível altamente significativo (P<0,01), aumentando linearmente à medida que se elevaram os níveis de PB na dieta. Apesar da variação linear, o modelo "Linear Response Plateau" – LRP foi o que melhor se ajustou aos dados, estimando em 26,05% o nível de PB a partir do qual ocorreu um platô em 3,41 g. A representação gráfica deste efeito pode ser visualizada na Figura 1.

 

 

Este resultado foi semelhante aos obtidos por Brenner (1988), com pacu, e por Sá & Fracalossi (2002), com piracanjuba, que verificaram aumento linear de ganho de peso dos animais, com a ocorrência de platô a partir de um dos níveis intermediários de PB avaliados. No entanto, diferiram aos obtidos por Vidal Jr. (1995), com tambaqui, por Santiago & Reyes (1991), com carpa cabeça grande, por Siddiqui et al. (1988), Furuya et al. (1996) e Furuya et al. (2000), com tilápia, e por Hayashi et al. (1999), com lambari, os quais verificaram aumento de ganho de peso limitado a determinado nível protéico, com decréscimo nos níveis subseqüentes.

Esta diferença pode estar relacionada ao nível de carboidratos nas dietas. Segundo Cowey & Walton (1989), quando os peixes são alimentados com dietas contendo maior relação proteína:carboidrato, há elevação dos níveis hepáticos de enzimas gliconeogênicas (PEP carboxiquinase e frutose bifosfatase) e diminuição das glicolíticas (fosfofrutoquinase, piruvato quinase e lactato desidrogenase); o contrário é observado em dietas com menor relação proteína:carboidrato, porém com pequeno efeito na atividade das enzimas envolvidas com o catabolismo dos aminoácidos, o que pode indicar que, na dieta contendo 30% de PB e 3.000 kcal de ED/kg, a qual possui maiores relações proteína:carboidrato e ED:PB, quando comparada à dieta contendo 30% de PB e 2.700 kcal de ED/kg, o nível carboidrato parece ter sido o limitante para o crescimento, em vez do nível de proteína ou de energia. Desse modo, parte significativa da proteína pode ter sido utilizada na rota gliconeogênica, influenciando o menor ganho de peso obtido para o referido nível energético.

Por outro lado, para a dieta com 30% de PB e 2.700 kcal de ED/kg, embora de menor relação ED:PB, o nível de energia, assim como o de carboidrato (menor relação proteína:carboidrato), demonstrou não ter limitado o GP. Neste caso, o maior teor de carboidrato da dieta minimizou a utilização excessiva dos aminoácidos na via gliconeogênica, poupando-os para serem utilizados para a deposição protéica, uma vez que, em ambos os casos, a excreção dos resíduos nitrogenados é feita principalmente na forma de amônia, por difusão passiva com baixo gasto calórico (Cowey & Walton, 1989). Torna-se necessária, todavia, a realização de mais estudos utilizando maior amplitude de níveis de PB, para validação dessas hipóteses.

De forma semelhante ao GP, para a TCE também não houve interação dos níveis de PB ´ ED (P>0,05), nem influência dos níveis energéticos (P>0,05) sobre esta variável. Entretanto, foi verificado aumento (P<0,01) da TCE de forma linear, à medida que se elevaram os níveis de PB na dieta. Apesar da variação linear, o modelo "Linear Response Plateau" LRP foi o que melhor se ajustou aos dados, estimando em 26,01% o nível de PB, a partir do qual ocorreu um platô em 0,45 de TCE.

Comportamento análogo foi verificado por Brenner (1988), com pacus, e por El-Sayed & Teshima (1992), com tilápias. Entretanto, esta tendência difere dos resultados obtidos por Siddiqui et al. (1988), que verificaram aumento da TCE limitado a determinado nível protéico, com decréscimo nos níveis subseqüentes.

Apesar da carência de informações a respeito das taxas de crescimento desta espécie de curimbatá em condições intensivas, em que a alimentação se baseia apenas na alimentação artificial, outros pesquisadores (Paixão, 1988, híbridos Prochlilodus marggravii x Prochlilodus affinis; Leite et al., 1984 e Pinto et al., 1984, Prochlilodus scrofa; Galdioli et al., 2000, Prochlilodus lineatus V.; Paixão & Hancz, 1989, Prochlilodus marggravii), embora tenham trabalhado com faixas de peso distintas, também observaram baixas taxas de crescimento específico, com valores variando de insignificante (não apresentados), mas estatisticamente diferente entre os pesos final e inicial, a 0,55; 0,50; 1,22 e 1,23% ao dia, respectivamente (dados calculados).

Contudo, Pinto et al. (1984), Leite et al. (1994) e Paixão & Hancz (1989) verificaram que a associação entre a adubação orgânica e a suplementação alimentar com ração resultou em efeito positivo no crescimento dos peixes, nas condições de confinamento, em relação àqueles criados em viveiros apenas adubados, demonstrando a necessidade da formulação de dietas balanceadas que maximizem sua produtividade em sistemas menos intensificados.

Não se observou interação dos níveis de PB ´ ED (P>0,05), nem influência dos níveis de energia (P>0,05) sobre o CRA. Estes resultados parecem contrariar a tendência de que os peixes se alimentam para satisfazer primariamente suas exigências em energia (Page & Andrews, 1973; Lee & Putnam, 1973; El-Dahhar & Lovell, 1995; Sampaio et al., 2000). No entanto, corroboram a teoria de Winfree & Stickney (1984) de que, aparentemente, dentro de determinados limites, os peixes podem satisfazer suas exigências em proteína pela variação do consumo.

No entanto, foi observado aumento linear no CRA (P<0,01) de acordo com a elevação dos níveis de PB, o que pode ser atribuído às maiores taxas de crescimento obtidas pelos peixes alimentados com as dietas contendo níveis protéicos mais elevados (El-Dahhar & Lovell, 1995).

Também não foi observada interação dos níveis protéicos ´ energéticos da ração (P>0,05) sobre a CAA, que não variou em função dos níveis de ED (P>0,05). Porém, houve efeito quadrático (P<0,01) dos níveis de PB sobre a CAA, que apresentou valor mínimo de 2,8, melhorando até o nível estimado de 27,03% de PB (Figura 2).

 

 

Variação quadrática da CAA dos peixes, em razão do aumento do nível de proteína da dieta, semelhante à verificada neste estudo, também foi observada por diferentes autores (Siddiqui et al., 1988; Santiago & Reyes, 1991; Furuya et al., 2000; Sá & Fracalossi, 2002).

Em algumas pesquisas, no entanto, foram verificados casos em que houve melhoria de forma linear na CAA, quando se elevou o teor de PB ou reduziu a relação ED/PB da dieta (El-Dahhar & Lovell, 1995; Fernandes et al., 2000; Sampaio et al., 2000; Pezzato et al., 2000), assim como foram verificados casos em que a variação dos níveis protéicos não afetou a CAA (Vidal Jr., 1995; Furuya et al., 1996).

Não foi observada interação dos níveis de PB ´ ED (P>0,05) sobre a TEP, que não foi influenciada pelos níveis de ED (P>0,05). Contudo, a elevação dos níveis de PB influenciou (P<0,05) de forma quadrática esta variável, que melhorou até o nível estimado de 22,89% de PB, com valor máximo de 1,38 de TEP.

Os valores médios da eficiência de retenção de nitrogênio (ERN), da porcentagem de nitrogênio no ganho de peso (NGP) e da porcentagem de gordura no ganho de peso (GGP) estão apresentados na Tabela 3.

Não houve interação dos níveis de PB ´ de ED (P>0,05) sobre a ERN, que também não foi influenciada pelos níveis de ED (P>0,05) na ração. Contudo, a elevação dos níveis de PB na dieta influenciou (P<0,05) de forma quadrática a ERN, que melhorou até o nível estimado de 25,44% de PB, com valor máximo de 16,48% (Figura 3).

 

 

Segundo Sampaio et al. (2000), existe uma relação entre o nível de proteína da dieta e sua utilização pelo peixe. Esta relação pode ser descrita como a seguir: quando a dieta apresenta baixos níveis de proteína, a eficiência na utilização de proteína é baixa; à medida que o nível de proteína aumenta, a utilização de proteína também melhora e alcança o máximo perto do nível mínimo de proteína exigido; em níveis de proteína além do mínimo exigido, a eficiência de na utilização de proteína diminui.

Assim, o nível de PB estimado para o máximo ganho de peso pode estar fornecendo excesso desse nutriente, reduzindo a eficiência de sua utilização, uma vez que parte não é utilizada para síntese protéica e, dessa forma, o valor máximo de retenção pode estar sempre abaixo do nível encontrado para o máximo ganho de peso (Bowen, 1987, citado por Furuya et al., 2000).

Neste estudo, nos peixes alimentados com dietas contendo níveis de PB inferiores a 25,44%, a proteína ingerida pode ter sido insuficiente para atender a exigência mínima em aminoácidos para mantença (turnover protéico) e máxima deposição protéica. Para os níveis superiores, parte da proteína pode ter sido catabolizada para fins energéticos, lipogênese ou gliconeogênese, que, em ambos os casos, diminui a ERN. Esta tendência se assemelha à obtida para a TEP, embora tenha apresentado valores para eficiência máxima distintos.

Além disso, os peixes alimentados com as dietas contendo menor concentração energética tenderam a apresentar maior CRA e a proteína consumida foi eficientemente transformada em proteína corporal, o que pode ter refletido em melhores valores numéricos, embora não-significativos (P>0,05), e TEP e ERN médios.

Melhoria na ERN e TEP até determinado nível protéico, acompanhada de diminuição nos níveis subseqüentes, também foi verificada por El-Sayed & Teshima (1992), com tilápia.

Em alguns casos, no entanto, foi observada elevação da ERN e da TEP quando se reduziu o teor de PB ou se elevou a relação ED:PB da dieta (Parazo, 1990; El-Dahhar & Lovell, 1995; Santiago & Reyes, 1991; Hernandez et al., 1995; Vidal Jr., 1995; Furuya et al., 1996; Camargo et al., 1998; Furuya et al., 2000; Fernandes et al., 2000; Sá & Fracalossi, 2002). Em outros casos, esses parâmetros não foram influenciados pela variação dos níveis protéicos (Sá & Fracalossi, 2000) ou diminuíram até determinado nível protéico, com elevação nos níveis subseqüentes (Brenner, 1988).

Não houve interação (P>0,05) dos níveis de PB ´ de ED sobre o NGP, que também não foi afetado pelos níveis de ED (P>0,05). A elevação dos níveis de PB influenciou (P<0,01) o NGP, que aumentou de forma linear. No entanto, o modelo LRP foi o que melhor se ajustou aos dados, estimando-se em 27,06% o nível de PB, a partir do qual ocorreu um platô em 1,97% de NGP.

Para GGP, no entanto, foi observada interação dos níveis de PB ´ de ED (P<0,05). Com o desdobramento, tanto para as dietas contendo 2.700 kcal de ED/kg como para aquelas contendo 3.000 kcal de ED/kg, a elevação dos níveis de PB influenciou (P<0,01) o GGP, que diminuiu de forma linear. No entanto, o modelo LRP foi o que melhor se ajustou aos dados, estimando-se em 26,47 e 28,36% de PB, a partir dos quais ocorreram os platôs em 3,29% e 4,63% de GGP, respectivamente.

Além disso, os peixes alimentados com as dietas contendo maior nível energético apresentaram maior GGP que aqueles alimentados com as dietas com menor nível energético.

Os valores médios da composição corporal dos peixes estão apresentados na Tabela 4.

Para a composição corporal, não foi verificada interação dos níveis de PB ´ ED (P>0,05). Os peixes alimentados com dietas contendo 3.000 kcal de ED/kg apresentaram menor teor de umidade (P<0,01) e maior teor de gordura corporais (P<0,01) que aqueles que receberam dietas contendo 2.700 kcal de ED/kg, porém sem diferirem no teor de proteína corporal (P>0,05).

A elevação dos níveis de PB, contudo, influenciou o teor de gordura (P<0,01), que diminuiu de forma linear, e os teores de umidade (P<0,05) e proteína (P<0,01) corporais, que aumentaram de forma linear.

Estes resultados corroboram os relatos de Garling & Wilson (1976), Lee & Putnam (1973), Page & Andrews (1973), Parazo (1990), Santiago & Reyes (1991), Hernandez et al. (1995), Fernandes et al. (2000), Sampaio et al. (2000) e Sá & Fracalossi (2002) de que dietas com maior relação energia:proteína resultaram em maior concentração de lipídios e da taxa de deposição de gordura e em menor concentração de proteína e umidade corporais, o que indica que os peixes alimentados com dietas contendo baixos níveis de proteína provavelmente utilizaram a energia adicional para deposição de gordura.

Observou-se, entretanto, que os peixes alimentados com dietas contendo maior concentração de energia, porém com relação ED/PB inferior à de dietas com menor teor energético, apresentaram maior porcentagem de gordura corporal. Isto se deve, provavelmente, à maior eficiência de deposição da energia excedente oriunda de lipídios, em relação a carboidratos e proteínas, resultando em peixes mais gordos (El Dahhar & Lovell, 1995; Van Der Meer et al., 1997).

Esses resultados reforçam as observações feitas por Garling & Wilson (1976) de que, em uma mesma relação energia:proteína, mas com diferentes níveis protéicos e energéticos, os peixes podem diferir em crescimento e composição corporal.

Considerando os resultados obtidos neste estudo para os parâmetros de desempenho e eficiência alimentar, o aumento do teor de lipídios nas dietas com 3.000 kcal de ED/kg pode ter promovido efeito "poupador de proteína", semelhante ao que tem sido detectado por vários autores, tanto em espécies carnívoras como onívoras (Daniels & Robinson, 1986; Van Der Meer et al., 1997; Lee & Putnan, 1973; Page & Andrews, 1973), o que pode ter contribuído para que não fosse observada interação dos níveis de PB ´ ED (P>0,05) da dieta (respostas similares).

Por outro lado, os resultados obtidos para a composição corporal e as porcentagens de nitrogênio e gordura no ganho de peso demonstraram que o nível de energia contido nas dietas com 2.700 kcal de ED/kg não limitou a deposição protéica, tendo em vista que o teor de proteína corporal e a porcentagem de nitrogênio no ganho de peso foram similares em peixes alimentados com ambos os níveis de energia. Contudo, a energia excedente proporcionada pelas dietas contendo 3.000 kcal de ED/kg foi depositada na forma de gordura corporal.

A faixa dos níveis protéicos de uma dieta que proporcionem eficiência de retenção protéica otimizada e máximo ganho de peso indica que, nesse intervalo, taxas de crescimento satisfatórias podem ser alcançadas. Considerando-se a importância do custo das dietas no custo total nos sistemas de produção de peixes, uma dieta que proporcione retenção protéica otimizada (ERN máximo) deveria ser a escolhida (Van Der Meer et al., 1995).

Entretanto, diferentemente do que acontece com a nutrição de animais terrestres, o CRA, como outras variáveis que envolvem o consumo de ração (CAA, a TEP e ERN), não tem sido utilizado como principal critério para se estabelecer a exigência nutricional em experimentos com peixes, em que há dificuldade de mensurar, com precisão, o consumo alimentar dos animais. Em virtude disso, o parâmetro que mais utilizado para estimar a exigência tem sido o ganho de peso (Cowey, 1992, citado por Sá & Fracalossi, 2002).

Neste caso, apesar de o desempenho ter sido inferior ao observado em algumas espécies do gênero, o nível protéico e/ou a relação ED:PB estimada podem ser considerados adequados para a formulação das dietas para esta espécie. Isso se justifica pelo fato de que cada espécie apresenta uma exigência constante em proteína, dos demais nutrientes (em gramas) e em energia (kcal) para cada grama de ganho de peso. Neste sentido, em condições mais adequadas para o crescimento, em que o animal pode elevar o consumo de ração, as exigências de proteína, de energia e dos demais nutrientes aumentam linearmente a níveis praticamente proporcionais, mantendo o balanceamento estimado neste estudo.

 

Conclusões

As exigências de proteína bruta e energia digestível para alevinos de curimbatá são de 26,05% de PB e 2.700 kcal de ED/kg, que correspondem à relação energia digestível:proteína bruta de 10,36 kcal de ED/g de PB, por proporcionarem as melhores respostas em ganho de peso e composição de carcaça.

 

Literatura Citada

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Recebido em: 26/06/04
Aceito em: 08/06/05

 

 

1 Parte da tese de Mestrado do primeiro autor DZO/UFV Viçosa-MG.

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