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Revista Brasileira de Zootecnia

Print version ISSN 1516-3598On-line version ISSN 1806-9290

R. Bras. Zootec. vol.35 no.1 Viçosa Jan./Feb. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982006000100009 

FORRAGICULTURA

 

Efeitos de diferentes intensidades de pastejo em pastagem nativa melhorada sobre o desempenho animal

 

Effect of grazing intensities on animal performance grazing native pasture

 

 

André Brugnara SoaresI; Jean Carlos MezzaliraII; Emanuel Antônio Centenaro BuenoII; Cleimary Fátima ZottiII; Leila Angela TirelliII; Luis César CassolI; Luzia Vanessa MarceniukII; Paulo Fernando AdamiII; Laércio Ricardo SartorII

IUniversidade Tecnológica Federal do Paraná – Unidade do Sudoeste-Campus – Pato Branco. Via do Conhecimento km 01 – Pato Branco/PR, Brasil Caixa postal, 571
IIGraduação - Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Unidade do Sudoeste-Campus Pato Branco

 

 


RESUMO

Objetivou-se avaliar o efeito de duas intensidades de pastejo sobre a produção animal em pastagem natural sobressemeada com espécies leguminosas exóticas (trevo branco, Trifolium repens; trevo vermelho, Trifolium pratense; e cornichão, Lotus corniculatus) sob pastejo contínuo com taxa de lotação variável. Os tratamentos consistiram de duas massas de forragem: baixa massa de forragem (MB) (1.021 kg de MS/ha) e alta massa de forragem (MA) (1.751 kg de MS/ha). As avaliações da pastagem e dos animais foram realizadas em intervalos de aproximadamente 30 dias. Houve forte interação tratamento ´ período experimental para a variável carga animal, que apresentou médias de 690 e 437 kg de MS/ha para MB e MA, respectivamente. O tratamento de MA (480 g/animal/dia) resultou em ganho de peso médio diário superior ao MB (282 g/animal/dia). Não houve diferença significativa entre os tratamentos para produção animal total por área, observando-se valores de 231 e 207 kg/ha para MA e MB, respectivamente. Este resultados indicam que o manejo das pastagens nativas deve ser conduzido com valores de massa de forragem próximos a 1.700 kg MS/ha, pois mantêm satisfatória taxa de ganho dos animais.

Palavras-chave: campo nativo, introdução de espécies, massa de forragem, produção animal


ABSTRACT

A grazing trial was carried out to evaluate the effect of two forage masses on the animal yield from natural pasture over-sown with exotic legumes species (white clover - Trifolium repens, red clover - Trifolium pratense and birdsfoottrifoil - Lotus corniculatus). The grazing method consisted of a variable continuous stocking rate over the period from July 2003 to April 2004. The experimental treatments were two forage masses: low forage mass (LFM) (1,021 kg of DM/ha) and high forage mass (HFM) (1,751 kg of DM/ha). Pasture and animal evaluations were accomplished nearly at 30 days intervals. Heavy treatment ´ experimental period interaction was observed for the stocking rate that showed an average of 690 and 437 kg of DM/ha to LFM and HFM respectively. Forage mass affected the animal average daily gain estimates of 480 and 262 g/animal/day for HFM and LFM, respectively, but had no effect on animal body weight yield per unit of land area estimates of 231 and 207 kg/ha for the LFM and HFM, respectively. These results point out that the improved natural pasture management must be accomplished under herbage mass valus near to 1,700 DM/ha, because it maintain good weight gain rate.

Key Words: animal production, forage masses, natural pasture, species introduction


 

 

Introdução

A produção bovina em pastagem natural é uma atividade ecologicamente sustentável, mas seus índices produtivos expõem a fragilidade econômica do sistema, que tem perdido espaço para lavouras anuais e permanentes e pastagens cultivadas. Vários fatores contribuem para a diminuição da área de campo natural, destacando-se os baixos índices produtivos dos rebanhos, a baixa rentabilidade do produtor e a boa lucratividade das culturas anuais, como o milho e a soja, que, com sua relativa alta lucratividade, induzem à destruição de campos nativos, florestas e pastagens cultivadas.

Diante da necessidade de se produzir alimentos sem agredir a natureza, os campos naturais são vistos como áreas ideais, mas necessitam de novas alternativas que aumentem seus índices produtivos, mantendo a sustentabilidade ecológica.

Segundo Boldrini (1997), os campos naturais do Sul do Brasil possuem, aproximadamente, 400 espécies de gramíneas e 150 de leguminosas, apresentando uma diversidade florística que deve ser preservada. Entre essas espécies, encontram-se algumas de alto valor forrageiro que resistem, há anos, sob condições de manejo adversas, forçando a desestabilização do sistema.

O entendimento dos principais processos que definem a interface planta-animal pode permitir a otimização do uso desses recursos naturais de forma sustentável e com bom retorno econômico (Mazzanti, 1997). Esta formação precisa ser estudada em todas as faces e processos ecológicos para possibilitar o aumento dos índices produtivos e manutenção da sustentabilidade desse ecossistema.

O correto manejo da pastagem, a correção da acidez e a fertilização do solo melhoram os campos e aumentam sua produção. No entanto, a introdução de espécies exóticas, sobretudo as leguminosas de clima frio, permite maior período de ocupação da pastagem, com aumento da carga animal (CA) e da capacidade de suporte da pastagem, principalmente no inverno, mantendo o ritmo de engorda dos animais, diminuindo a idade ao abate, melhorando a qualidade da carcaça e, conseqüentemente, aumentando os índices de produtividade do rebanho (Nabinger & Paim, 1985).

O gênero Trifolium abrange todos os quesitos para melhoria de campos naturais, por possuir espécies de leguminosas com elevado valor nutritivo e excelente produção de forragem (Vidor & Jacques, 1998). Leguminosas melhoram a qualidade da pastagem e podem aumentar o teor e a quantidade de proteína bruta na mistura e preencher ou, no mínimo, amenizar a desuniformidade de produção de forragem da pastagem natural.

Segundo Barreto et al. (1986), o melhoramento da pastagem natural via sobressemeadura de espécies exóticas têm se mostrado uma importante alternativa para aumentar o rendimento dos rebanhos. É um investimento que proporciona retorno rápido, pelo aumento da CA, pela diminuição da idade de abate e pela venda de animais mais pesados, além de manter a estrutura física do solo e melhorar sua qualidade, sem eliminar as espécies nativas que contribuem para a melhoria da composição da forragem.

Para viabilizar esta forma de produção, devem-se formular hipóteses de manejo especializadas, visto que a produção pode ser, no mínimo, duplicada simplesmente com o correto manejo da desfolha (Soares, 2002), contribuindo para a elaboração de sistemas de produção mais eficientes, produtivos e sustentáveis. Entretanto, estudos sobre a intensidade de pastejo e a produção animal em pastagem natural melhorada são praticamente inexistentes na literatura.

Com base nesta premissa, desenvolveu-se esta pesquisa visando aumentar o lastro de informações sobre produção animal em pastagem natural melhorada, fundamentando-se na necessidade de informações específicas sobre os campos naturais das regiões de altitude do Sul do Brasil.

Neste trabalho considerou-se a hipótese de que a massa de forragem, como critério de manejo da pastagem nativa melhorada, influencia a produção de matéria seca, o comportamento ingestivo e a produção animal, tanto individual quanto por área.

 

Material e Métodos

O trabalho foi realizado no período de julho de 2003 a abril de 2004, totalizando 249 dias de pastejo, na Fazenda Guamirim, localizada no município de Água Doce, SC. A área destinada ao experimento (8,93 ha) foi dividida em seis potreiros, localizados geograficamente a 26º 44' 62 "S, 51º 26' 66" W e 1.300 m de altitude. O clima da região, segundo classificação de Köppen, é do tipo Cfb, com precipitação anual de 1.500 a 1.700 mm.

A pastagem consistiu de um campo nativo melhorado; ou seja, sobre a pastagem natural foram semeadas, de forma direta, espécies de leguminosas exóticas (trevo branco, (Trifolium repens; trevo vermelho, Trifolium pratense; e cornichão, Lotus corniculatus).

A semeadura foi feita na pastagem natural, sem tratamento prévio com herbicidas, utilizando-se semeadora da marca Fundiferro®, com sulcador. Segundo Rizo et al. (2000), em trabalho realizado no município de Bagé, RS, não se recomenda o uso de herbicida na introdução de espécies de estação fria sob pastagem natural.

Em outubro de 2002, efetuou-se a correção da acidez do solo por meio de calagem superficial com a aplicação de 3,3 t/ha de calcário calcítico (PRNT 80%). A adubação constou de 350 kg/ha da fórmula 0-20-20 e 500 kg/ha de fosfato natural, distribuídos a lanço antes da semeadura, em março de 2003.

Estipularam-se, inicialmente, em 2.000 kg de MS/ha a massa alta, com o intuito de não limitar o consumo, e em 1.000 kg de MS/ha a massa baixa. As massas de forragem reais foram 1.751 kg de MS/ha no tratamento de alta massa de forragem (MA) e 1.021 kg de MS/ha no de baixa massa de forragem (MB). O método de pastejo adotado foi o contínuo com lotação variável, utilizando-se a técnica put-and-take (Mott & Lucas, 1952). A categoria animal utilizada foi novilhas de sobreano com predominância de sangue Blonde d'Aquitaine com peso médio inicial de 170 kg.

Foram avaliados, a cada 28 dias, em média, os seguintes parâmetros relacionados à pastagem:

a) massa de forragem: estimada a partir dos valores de MS/ha, calculados conforme o método de dupla amostragem (Wilm et al., 1944); em cada potreiro, por ocasião das avaliações, foram realizadas 11 estimativas visuais seguidas de cortes: três em áreas protegidas do pastejo (gaiolas), três "fora-de-gaiolas" (Klingman et al., 1943) (pontos utilizados para estimar a taxa de acúmulo) e mais cinco estimativas e cortes em pontos aleatórios, atrelados a 50 estimativas visuais. Em todos os pontos, utilizou-se um quadro de 0,25 m2. Para cada data de amostragem foi obtida uma equação de regressão linear usada para corrigir o erro da média das 50 estimativas visuais, definindo-se a massa de forragem de cada potreiro (Haydock & Shaw, 1975). As amostras foram secas em estufa de circulação forçada a 60ºC, até peso constante.

b) taxa de acúmulo de matéria seca: medida por meio da técnica de alocação de gaiolas emparelhadas de exclusão ao pastejo (Klingman et al. , 1943). Foram utilizadas três gaiolas teladas por unidade experimental (potreiro), com 1 m de diâmetro por 2 m de altura, alocadas pelo método do triplo emparelhamento (Moraes et al., 1990). O cálculo utilizado para a taxa de acúmulo foi descrito por Campbel (1996):

em que Tj = taxa de acúmulo diário de MS/ha, no período j; Gi = matéria seca/ha dentro das gaiolas na avaliação i; F = matéria seca/ha fora das gaiolas na avaliação i – 1; n = número de dias do período j.

c) oferta de forragem (OF): calculada pela razão entre a produção total de matéria seca do período mais a massa de forragem média e a CA média do período (equação 2).

em que: OF = oferta de forragem (kg MS/100 kg de PV); MF1 = massa de forragem da avaliação 1; MF2 = massa de forragem da avaliação 2; nºdias = número de dias entre as avaliações 1 e 2; Ta = taxa de acúmulo estimada para o período (kg MS/ha/dia); e CA= carga animal média do período (kg PV/ha/dia).

d) composição botânica: foram separadas manualmente as espécies exóticas (trevos e cornichão) do total da subamostra (espécies nativas e material morto). Dos cortes feitos para gerar a equação da dupla amostragem para determinação de massa de forragem, foram coletadas subamostras, em cada potreiro, para determinação da composição botânica.

As variáveis medidas no animal e seu produto foram:

a) carga animal: expressa em kg de peso vivo por hectare (kg PV/ha); obtida pela soma dos pesos médios iniciais e finais dos animais-teste acrescidos do ganho de peso dos animais reguladores em função do número de dias de permanência no potreiro.

b) ganho médio diário (GMD): diferença do peso dos animais, no início e fim de cada período, dividido pelo número de dias transcorridos no período. Antes das pesagens os animais foram mantidos em jejum de sólidos e líquidos de 6 horas.

c) ganho de peso vivo por hectare (GPV/ha): obtido multiplicando-se o GMD dos animais pela taxa de lotação e pelo número de dias de cada período. A taxa de lotação foi estimada pela razão entre a CA e o peso médio dos animais-teste.

Foram realizadas duas avaliações de comportamento ingestivo, a primeira no dia 29/11/2003 e a segunda, no dia 31/01/2004, utilizando-se os mesmos animais em ambas as avaliações. Avaliaram-se os tempos de pastejo (TP) e ruminação (TR) e o ócio (O) em minutos/dia.

a) taxa de bocado (TB): tempo de procura e localização do bocado (Laca & Demment, 1992, citados por Carvalho, 1997) e sua manipulação (Newman et al., 1994). O tempo, em segundos, para o animal executar 20 bocados foi registrado utilizando-se cronômetros digitais. A taxa de bocado foi observada conforme o método de Jamieson & Hodgson (1979), citado por Astigarraga (1997).

b) tempo de pastejo (segundos) por estação alimentar (EA).

c) número de passos (NP) por estação alimentar: representada por um semicírculo hipotético em frente ao animal que ele alcança sem mover as patas dianteiras (Ruyle & Dwyer, citados por Carvalho, 1997).

O delineamento experimental utilizado foi de blocos completamente casualizados (BCC), com dois tratamentos e três repetições por tratamento.

Os dados foram analisados, primeiramente, pela análise de variância visando detectar possíveis diferenças entre tratamentos ou períodos (P<0,05) e verificar a possível interação (P<0,05) tratamento ´ período experimental. Posteriormente, efetuou-se análise de comparação múltipla de médias, por meio do teste DMS, para comparar as médias dos períodos (quando não houve interação tratamento ´ período) ou as combinações entre tratamento e período (quando houve interação significativa).

 

Resultados e Discussão

A variável massa de forragem (MF), apesar de não ser produto dos tratamentos, foi submetida à análise de variância para se constatar a eficiência no manejo da pastagem na imposição dos tratamentos. A contribuição das espécies exóticas foi semelhante para ambos os tratamentos, oscilando de 1,5 a 2,0% da MS total.

Os valores de MF foram significativamente maiores (P<0,05) para o tratamento MA em todos os períodos, indicando que os tratamentos realmente existiram em todos os períodos (Tabela 2).

 

 

A variável CA deve ser relacionada à oferta alimentar disponível aos animais (Fagundes et al., 2003), uma vez que menor número de animais por unidade de área permite maior crescimento da pastagem (Hodgson, 1971).

Em CA baixa observam-se melhores GMD, em razão da melhor disponibilidade alimentar (Fagundes et al., 2003). Portanto, animais manejados em cargas mais altas apresentam desempenhos produtivo e reprodutivo comprometidos pela competição alimentar. A menor pressão sobre a pastagem permite maiores taxas de crescimento em virtude do aumento da área foliar.

Como no início do experimento partiu-se de uma mesma condição da pastagem para ambos os tratamentos, naturalmente houve diferença significativa entre as cargas durante todo o período experimental, pela necessidade de se manter os tratamentos, exigindo maior CA no tratamento MB (Tabela 3).

 

 

Verificou-se interação (P£0,05) tratamento ´ período para a variável carga animal. O tratamento MB apresentou os maiores valores de CA (acima de 800 kg de PV/ha) nos dois primeiros e dois últimos períodos. No tratamento MA foram obtidos menores valores de CA, porém, nos últimos três períodos, esses valores foram superiores a 500 kg de PV/ha, conferindo diminuição na OF nesses períodos.

No sudoeste do Rio Grande do Sul, também em pastagens naturais, Gonçalves & Girardi-Deiro (1986) propuseram manejo de cargas animais em torno de 0,75 - 1,0 UA/ha, pois cargas altas diminuem a freqüência de gramíneas de alta qualidade e aumentam as de baixa qualidade, como resultado da seletividade animal. No entanto, cargas muito leves acarretam rápida transformação do campo, domínio de espécies de baixo valor forrageiro, plantas arbustivas e indesejáveis, de modo que o pastejo moderado, de acordo com a capacidade do campo, mantém a comunidade campestre.

Houve diferença significativa para a variável OF média, que apresentou 17 e 7 kg de MS/100 kg de PV para MA e MB, respectivamente (Tabela 4).

 

 

Como a OF é uma variável derivada, dependente do manejo, as variações de um período para outro no mesmo tratamento decorrem de alterações na carga animal, na taxa de acúmulo e na massa de forragem, destacando-se que, nem sempre, essas mudanças em um tratamento apresentam a mesma magnitude de outro, daí a significância da interação (P<0,05) tratamento ´ período para esta variável. Ocorreu oscilação nos valores de OF porque o critério de manejo da pastagem foi a manutenção da massa, e não da oferta de forragem.

A oferta de forragem depende da carga animal e da massa de forragem. Portanto, deve-se tê-la como complemento do manejo de desfolha, pois é importante no cálculo da quantidade de forragem disponível ao animal. Todavia, não contempla o grau de dificuldade de apreensão desta forragem disponível, que é observado apenas com a avaliação da massa de forragem.

Moojen & Maraschin (2001) propuseram que a oferta em torno de 12% corresponde ao melhor potencial de produção animal para pastagem natural da Depressão Central do Rio Grande do Sul, corroborando os dados de Mott (1984), que observou maximização de consumo quando o nível de oferta foi 3 a 4 vezes superior à capacidade de ingestão dos animais, o que corresponde à massa de 1.200 a 1.600 kg MS/ha. Isso demonstra que o manejo de MA com 17% e massa de forragem de 1.700 kg MS/ha proporciona as melhores condições produtivas aos animais, sendo considerado ideal também para a pastagem.

Setelich (1994), em avaliação de uma pastagem nativa do Rio Grande do Sul, obteve os maiores GMD com OF de 12,5%, correspondendo à massa de forragem de 1.200 a 1.400 kg de MS/ha. Semelhantemente, Moojen & Maraschin (2001) e Corrêa (1993) obtiveram máximos GMD com OF de 13,6 e 11,5%, respectivamente. Entretanto, as condições dos campos da região não permitem que a pastagem seja explorada em sua capacidade máxima, sob risco de sérios prejuízos produtivos em caso de intempéries como geadas fortes e estiagem.

Para manter a massa de forragem constante, o ajuste da CA deveria acontecer de forma que a carga colocada sobre a pastagem consumisse somente a taxa de acúmulo de MS. Todavia, durante alguns períodos de avaliação, especialmente nos três primeiros, a taxa de acúmulo foi muito baixa e, no entanto, a diminuição da massa ocorreu apenas no tratamento MB, em razão do maior consumo, indicando que a pastagem apresentou, de fato, algum acúmulo e que o método de avaliação não permitiu estipular a quantidade com precisão. Esses resultados decorreram, provavelmente, de erros na alocação das gaiolas, atribuídos principalmente à heterogeneidade da pastagem natural.

Houve interação tratamentos ´ período (P<0,05) para o GMD; os animais do tratamento MA produziram, em média, 0,480 kg/animal/dia, enquanto os do tratamento de MB, apenas 0,282 kg/animal/dia. De acordo com Rizo et al. (2004), no município de Alegrete - RS, a introdução de espécies de estação fria elevou os GMD de 0,25 para 0,64 kg/dia em relação à pastagem natural, valor superior ao obtido com o melhor tratamento deste trabalho (Tabela 5).

 

 

No segundo período, os animais apresentaram significativa perda de peso, em decorrência de problemas meteorológicos, uma vez que a precipitação dos meses de agosto e setembro foi de aproximadamente 30% da média histórica (Tabela 1). Ressalta-se, no entanto, que na MA não houve perda de peso, demonstrando, pela significativa interação massa de forragem ´ período, a melhor uniformidade da taxa de ganho de peso ao longo do tempo. O maior GMD no MA deve-se provavelmente ao maior consumo pelos animais, uma vez que o tempo de pastejo, embora sem diferença significativa, foi inferior em relação ao MB.

Houve interação tratamento ´ período (P<0,05) para a produção animal por hectare. Os maiores valores foram obtidos no primeiro, quinto e sexto períodos. A menor produção por hectare foi verificada no segundo período, pois o GMD, um componente de produção com grande influência sobre a produção por área, foi muito baixo, de 48 g/animal/dia no tratamento de massa alta e perda de peso de 313 g/animal/dia no tratamento massa baixa (Tabela 5). Nesse mesmo período, houve variação significativa para taxa de lotação entre os tratamentos, 0,73UA/ha de massa alta e 1,86 UA/ha no de massa baixa, indicando que taxa de lotação, unicamente, não é uma variável que represente produtividade animal.

Não houve diferença entre os tratamentos (P>0,05) para a variável ganho de peso por hectare, comprovando que, mesmo com lotação menor, o tratamento MA não diferenciou do MB, indicando a relevância da variável GMD na produção animal em pastejo. A quantidade e a composição da forragem disponível permitem aos animais a seleção de dieta para o aumento do valor nutritivo da ingesta e do consumo, determinando maior produção animal individual (Maraschin et al., 1997).

Convém ressaltar a importância da interação tratamento ´ período no manejo das pastagens em nível de propriedade. No tratamento de massa alta, não houve diferença entre os períodos, enquanto, no de massa baixa, houve decréscimo de 156% entre os períodos 1 e 2. Este comportamento reflete segurança quanto às intempéries, inclusive deficiência hídrica e adversidades climáticas como geadas, quando se maneja a pastagem sob maior oferta de forragem.

Na Depressão Central do Rio Grande do Sul, foi avaliada uma pastagem natural durante o período de crescimento, obtendo-se índices produtivos, durante aproximadamente quatro anos, de 0,517 kg/animal/dia, 146 kg de PV/ha e 370 kg de PV/ha, para ganho médio diário, ganho de peso e carga animal por área, respectivamente (Maraschin et al. 1997). Mesmo sob manejo correto de OF, a produção animal em campo nativo no inverno do Sul do Brasil é relativamente baixa (Soares, 2002). Daí a importância da introdução de espécies hibernais, que possibilita produções de 316 e 226 kg de PV/ha, apenas na estação fria, quando introduzidas aveia+azevém+ervilhaca e aveia+azevém+trevo vesiculoso, respectivamente (Coelho Filho & Quadros, 1995).

Não se verificou efeito da interação valor da MF ´ data de avaliação (P>0,05) sobre o comportamento ingestivo. Os valores de massa de forragem foram significativamente maiores (P<0,05) no tratamento com manejo de MA, indicando que os tratamentos efetivamente aconteceram. As massas de forragem nos dias das avaliações foram de 1.734 e 1.707 kg de MS/ha (MA) e 910 e 852 kg de MS/ha (MB), para a primeira e segunda avaliações, respectivamente (Tabela 2).

O comportamento ingestivo de herbívoros está diretamente relacionado à estrutura da pastagem, sobretudo às variáveis densidade e altura (Heringer, 2002). A heterogeneidade existente em campos nativo e melhorado afeta a quantidade e a qualidade da forragem ingerida pelos animais, bem como a sua facilidade de colheita (Carvalho, 1997). Mudanças no comportamento de pastejo, decorrentes de variação na MF ou na estrutura da vegetação, são mecanismos adotados pelos animais na tentativa de manter o mesmo nível de ingestão de MS, todavia esta compensação é limitada (Schmitt, 2002).

Os parâmetros do comportamento ingestivo dos animais são apresentados na Tabela 6. Comparando os tratamentos para cada parâmetro na primeira avaliação, verifica-se diferença significativa apenas para o tempo de ruminação, que foi 86% maior para os animais do tratamento de massa alta, indicando consumo superior e refletindo em maior GMD.

 

 

O tempo de ruminação é basicamente influenciado pelo nível de consumo dos animais e pelo valor nutritivo da ingesta. Neste trabalho não foi avaliada a qualidade da dieta do animal, mas pode-se inferir que o aumento no tempo de ruminação resultou do maior consumo no tratamento MA, visto que a seletividade animal aumenta com a MF (Hodgson, 1982). Portanto, espera-se dieta de igual ou melhor qualidade no tratamento MA e, mesmo assim, teve maior tempo de ruminação, indicando consumo superior.

Apesar de o tempo de pastejo não ter apresentado diferença significativa, os animais do tratamento de massa baixa despenderam 111 minutos a mais de pastejo, evidenciando seu comportamento clássico em aumentar o tempo de pastejo em resposta à diminuição da biomassa (Hodgson, 1982) ou à redução de sua qualidade (Schmitt, 2002).

A baixa massa de forragem provoca diminuição do peso do bocado e, para compensar essa diminuição por bocado, o animal aumenta o tempo de pastejo, em uma compensação que estaria limitada a apenas 15% do consumo diário (Chacon, 1976; Coleman, 1992; Penning, 1986, citados por Carvalho, 1997). Em condições de baixa disponibilidade de forragem, o consumo é limitado, confirmando a teoria de que o animal aumenta a taxa de bocados para compensar a diminuição do peso do bocado. Segundo Milne (1994), o ruminante repete o ato de preensão por, aproximadamente. 40.000 vezes ao dia, número condicionado diretamente à disponibilidade espacial da forragem, ao passo que, em situação de alta heterogeneidade ou de baixa massa, mesmo com alta oferta, o animal teria um gasto de energia que não compensaria a seletividade por melhores bocados, observando-se uma dieta de pior qualidade ou, até mesmo, diminuição do tempo de pastejo.

O ócio, apesar de não apresentar diferença significativa, foi 47% superior no tratamento de massa alta. O menor tempo de pastejo foi mais importante que o aumento no tempo de ruminação, pois os animais, no tratamento de massa alta, puderam despender mais tempo ao ócio.

A taxa de bocados, o tempo por estação alimentar e o número de passos por estação alimentar não foram diferentes entre os tratamentos, indicando, segundo Hodgson (1982), que a variável mais manipulada pelo animal para manter o consumo diário de MS é o tempo de pastejo.

A massa de bocado é linearmente correlacionada à massa de forragem, pois permite que o animal aprofunde seu bocado, aumentando o volume e, uma vez que a densidade é a mesma, a massa será aumentada (Carvalho, 1997). Quanto maior a massa de bocado maior o tempo de manipulação do material colhido (tempo de preensão, mastigação e deglutição) (Parsons, 1994). No entanto, não houve diferença significativa para esses parâmetros, talvez porque em pastagens extremamente heterogêneas, quanto à composições botânica e estrutural, o animal tenha que gastar mais tempo na escolha e formação do bocado, mesmo em massa de forragem menor.

 

Tabela 7

 

Na segunda avaliação, não houve diferença significativa nos parâmetros de comportamento entre animais mantidos em alta e baixa massas de forragem, embora, numericamente, o tempo de pastejo tenha sido maior no tratamento de MB e o tempo de ruminação maior no tratamento de MA. Supostamente a taxa de bocados seria maior na MB, no entanto, os animais tendem a caminhar mais procurando melhor estação alimentar e gastam menos tempo por estação, salientando-se que o tempo de procura está incluído no cômputo da taxa de bocado. Pode-se inferir que, em situações de alta heterogeneidade (pastagem natural introduzida com leguminosas exóticas), outras questões além do valor absoluto de massa de forragem definem o comportamento dos animais. Descrições mais detalhadas da pastagem, como grau e forma de distribuição da heterogeneidade, são importantes para explicar o comportamento ingestivo dos animais em pastejo.

 

Conclusões

A produção animal por área não foi influenciada pelas intensidades de pastejo. No entanto, para categorias que necessitam alto ganho individual, a massa de forragem para pastagem nativa melhorada deve estar próxima de 1.700 kg MS/ha, visto que a intensidade de pastejo influenciou de forma marcante a produção por animal.

As intensidades de pastejo não influenciaram o tempo de pastejo, o tempo de ócio, a taxa de bocado, o tempo por estação alimentar e o número de passos por estação, em ambas as avaliações, em função das diferentes massas de forragem.

 

Literatura Citada

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Recebido: 15/10/04
Aprovado: 16/08/05

 

 

Correspondências devem ser enviadas para: soaresab@pb.cefetpr.br

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