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Revista Brasileira de Zootecnia

versão impressa ISSN 1516-3598versão On-line ISSN 1806-9290

R. Bras. Zootec. v.35 n.2 Viçosa mar./abr. 2006

https://doi.org/10.1590/S1516-35982006000200006 

FORRAGICULTURA

 

Disponibilidade e qualidade do capim-elefante com e sem irrigação adubado com nitrogênio e potássio na estação seca1

 

Forage yield and quality of elephantgrass response to irrigation and nitrogen and potassium fertilization in the dry season

 

 

Claudio MisturaI; Jailson Lara FagundesII; Dilermando Miranda da FonsecaIII; Luciano de Melo MoreiraIV; Cláudio Manoel Teixeira VitorV; Domicio do Nascimento JúniorVI, José Ivo Ribeiro JúniorVI

IDepartamento de Tecnologia e Ciências Sociais - DTCS - Universidade do Estado da Bahia - UNEB, Campus III, Juazeiro - BA
IIPólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico do Agronegócio da Alta Paulista, Agência Paulista de Tecnologia e Agronegócio
IIIDepartamento de Zootecnia - UFV, Viçosa - MG
IVFEAD - Belo Horizonte, MG
VPós-graduação - Departamento de Zootecnia - UFV
VIDepartamento de Informática - UFV, Viçosa - MG

 

 


RESUMO

Objetivou-se com este trabalho avaliar os efeitos da irrigação e da adubação com N e K sobre a disponibilidade e a qualidade da matéria seca em pastagem de capim-elefante cv. Napier adubada com N e K nas dosagens de 100:80; 200:160; 300:240 e 400:320 kg.ha-1.ano-1 de N e K2O, respectivamente, no período seco do ano. Foram conduzidos dois experimentos (área irrigada - AI e não-irrigada - ANI), segundo delineamento de blocos casualizados com três repetições, em que a unidade experimental consistiu de parcelas (piquetes) de 300 m2, nas quais foram aplicados os tratamentos. No período de avaliação (maio a setembro/2001 - período seco), as disponibilidades de matéria seca total (DMST) e lâmina foliar (DMSLF) apresentaram valores proporcionais às doses de nitrogênio e potássio. A irrigação teve efeito significativo sobre a DMSLF. No entanto, os teores de FDN e FDA, ao longo do período seco, na área não-irrigada foram menores que na área irrigada. As concentrações de PB e dos macrominerais (P, K, Ca e Mg) não foram influenciadas pelas doses de N e K e pela irrigação, tanto na área irrigada como na não-irrigada.

Palavras-chave: adubação, composição bromatológica, gramínea tropical, Pennisetum purpureum


ABSTRACT

An experiment was carried out in experimental plots of 300 m2 in size to evaluate the effects of doses of NK fertilization and irrigation on forage mass yield and quality of elephantgras cv Napier during the dry season. The experimental design was completely randomized with three treatment replications. The experimental treatments were arranged in a 4 x 2 factorial combination of four N-K2O doses with and without irrigation, in the dry season. N-K2O doses were: 100-80; 200-160; 300-240 and 400-320 kg.ha-1, respectively. Figures for total dry forage mass (TDFM), and dry green leaf mass (DGLM) increased in proportion to N-K2O dose from May to September 2001, the dry season period. Irrigation had a marked significant effect on DGLM yield. Leaf samples from irrigated plots had higher contents of neutral and acid detergent fiber as compared to leaf samples from the control plots. Concentrations of crude protein, potash, phosphorus, calcium and magnesium did not respond either to N-K2O doses or to irrigation.

Key Words: chemical composition, fertilization, Pennisetum purpureum, tropicalgrass


 

 

Introdução

Na maioria das regiões brasileiras, a pecuária é explorada em sistemas de pastagem, de modo que, nos últimos dez anos, apenas 13% dos animais abatidos vieram de sistemas de confinamento, semiconfinamento ou de pastagens cultivadas com forrageiras de inverno (Anualpec, 2003). Grande parte dos animais abatidos é proveniente de pastagens estabelecidas em solos de baixa fertilidade natural, localizadas em área marginais, se comparadas às das culturas anuais para produção de grãos, o que tem contribuído para a baixa produtividade e qualidade da forragem, influenciando os índices de produção animal. Esses baixos índices de produtividade da pecuária têm estimulado a substituição das pastagens por outras culturas, observando-se, nos anos de 1969 a 1980, redução total de 1.094.921 ha para pecuária (Faria et al., 1996). Há previsão de que, nos próximos 10 anos, 24 milhões de ha de área de pastagens serão transformados em lavouras (Anualpec, 2003).

Essa redução nas áreas de pastagens e a abertura do mercado internacional para a carne brasileira, com estimativas de crescimento de 170% em quantidade e de 250% em valores, permitirão salto na produção de carne de 1,3 milhões de t/ano para 2,5 milhões para o ano 2013. Esse incremento da produção de carne garantiria ao Brasil o título de maior exportador de carne bovina. Nos últimos 41 anos (1961 a 2002), o rebanho cresceu 214%, ao passo que as áreas de pastagem aumentaram apenas 51%, resultando em maior taxa de lotação, que passou de 0,46 para 0,95 cab/ha (FAO, 2002), o que é preocupante, visto que 50% das áreas de pastagens apresentam algum grau de degradação (Zimmer et al., 1994), decorrente da falta de manejo adequado (taxa de lotação ajustada) e da ausência do uso de corretivos e fertilizantes.

Admite-se que, para reverter essa situação, devem ser adotados sistemas de produção que combinem o uso de tecnologias adequadas e de forrageiras de maior potencial produtivo, como Pennisetum purpureum, Panicum maximum e Brachiaria brizantha. Com o uso de suplementos alimentares e adubação de pastagens, será possível aumentar a produção e a produtividade do rebanho, sem comprometimento da sustentabilidade da cadeia produtiva.

O uso racional de fertilizantes é de grande relevância para maximização da eficiência econômica da atividade pecuária. Entre os macronutrientes, o nitrogênio e o potássio desempenham papel fundamental na nutrição das plantas e, portanto, são indispensáveis em sistema de utilização intensiva do solo. O nitrogênio é constituinte essencial das proteínas e interfere diretamente no processo fotossintético, por participar na molécula de clorofila. O potássio é o cátion em maior concentração nas plantas e possui relevantes funções fisiológicas e metabólicas, como ativação de enzimas, fotossíntese, translocação de assimilados, absorção de nitrogênio e síntese protéica.

A irrigação também pode aumentar a produção e a qualidade da forragem, principalmente em regiões onde o inverno é seco e não há limitações climáticas e em locais com freqüência constantes de veranicos. Durand et al. (1997) e Morales et al. (1997) constataram expressivo aumento na taxa de alongamento de folhas (TAlF) e na densidade de perfilhos. Esses autores observaram redução de aproximadamente 60% na TAlF da haste principal quando a disponibilidade hídrica foi de 50%, ressaltando-se que é difícil dissociar o efeito direto da limitação hídrica sobre as características de crescimento dos efeitos da menor disponibilidade de N, que inevitavelmente se verifica nestas condições. Resposta similar foi verificada por Denardim (2001), em Briza subaristata, cujo valor para a TAlF variou de 0,194 a 0,476 mm/ºC, de acordo com a disponibilidade hídrica. Lemaire & Chapman (1996) demonstraram que a densidade de perfilhos e a TAF influenciam no IAF e no rendimento forrageiro de gramíneas.

A irrigação por aspersão sob baixa pressão constitui, no entanto, alternativa para produção de forragem em quantidade e qualidade de forma regular e a baixo custo (Alencar, 2001). Assim, objetivou-se com este trabalho avaliar a disponibilidade e a qualidade da matéria seca do capim-elefante sob pastejo, com e sem irrigação, associado a diferentes doses de adubação nitrogenada e potássica no período seco do ano.

 

Material e Métodos

O experimento foi conduzido em Viçosa - MG, no setor de Forragicultura do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em uma área de pastagem de capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum. cv. Napier) estabelecida em 1998. Viçosa está localizada na Zona da Mata de Minas Gerais, a 651 m de altitude, 20º45' de latitude sul e 42º51' de longitude oeste. A temperatura média anual é de 19ºC, com média das máximas de 22,1ºC e a média das mínimas de 15ºC. Porém, as temperaturas mínimas mensais para os meses de abril a setembro são inferiores a 15ºC (Figura 1). A umidade relativa do ar é, em média, de 80% e a precipitação pluvial média anual, de 1.341 mm, com estações seca e chuvosa bem definidas. O clima é classificado como Cwa, subtropical, com inverno ameno e seco.

 

 

As características químicas do solo, obtidas em amostras da camada 0-20 cm de profundidade, antes do plantio do capim-elefante e no início deste experimento, são apresentadas na Tabela 1.

O estudo consistiu de dois experimentos (uma área irrigada AI e outra não-irrigada ANI) em delineamento de blocos casualizados com três repetições. Os tratamentos consistiram da aplicação de quatro doses de N e K (100:80, 200:160, 300:240 e 400:320 kg.ha-1), em uma relação de 1:0,8, no período seco do ano (abril a setembro 2001). Embora ambos os experimentos tenham compreendido apenas o período seco do ano (abril a outubro de 2001), tiveram seu início no período das águas (outubro de 2000), com a aplicação de 100% da dose na ANI e 70% na AI, em três parcelas, a primeira no início (out/2000), a segunda no meio (dez/2000) e a terceira no final do período das águas (fev/2001), quando se utilizaram uréia e cloreto de potássio como fonte de nutrientes.

Este experimento é continuação das pesquisas desenvolvidas por Lopes (2001) e compreende apenas o período seco do segundo ano (abril a setembro de 2001). Portanto, quando se iniciou o experimento, 70% da dose de nitrogênio já havia sido aplicada na AI e 100% na ANI. Na AI, houve 70% da adubação residual com mais 30% das doses dos tratamentos aplicados em dose única (abril/2001), enquanto, na ANI, ocorreu apenas o efeito residual das doses nitrogênio aplicadas por Lopes (2001) no período das águas.

A irrigação foi realizada por meio de um sistema de aspersão convencional de média pressão, manejada com turno de rega variável, usando-se o método do tanque "Classe A" para estimativa da evapotranspiração de referência. A irrigação foi feita sempre que o valor do somatório da evapotranspiração real da cultura, subtraído da precipitação efetiva, fosse próximo ao valor da capacidade real de água no solo (CRA). Para cálculo da CRA, considerou-se a disponibilidade de água no solo igual 0,5.

Avaliaram-se dois ciclos de pastejo (pastejo rotativo), com três vacas por piquete (300 m2), durante três dias de ocupação, e os períodos de descanso necessários para as plantas atingirem altura média de 1,70 m. No primeiro ciclo de pastejo, foram realizadas dez leituras de altura da planta (tomando o nível do solo até a altura média das folhas da extremidade dos perfilhos), além da estimativa de cobertura do solo na pastagem, em uma estimativa de 0 a 100%, realizada por dois avaliadores com planilhas individuais. Logo após as leituras, foram realizados os cortes das plantas a 0,80 m do nível do solo. No segundo ciclo de pastejo, foram realizadas as mesmas dez leituras da altura e a estimativa da cobertura do solo, porém, em apenas cinco dos dez quadrados amostrados. Para os cinco pontos não amostrados, a produção de forragem foi estimada por meio de equações de regressão pré-determinadas ainda no primeiro ciclo de pastejo, que correlacionam a altura da planta (cm) e a porcentagem de cobertura do solo (0 a 100%).

Coletaram-se duas subamostras representativas do primeiro ciclo e duas do segundo ciclo de pastejo. Destas subamostras, foram separadas as lâminas foliares do colmo (colmo+bainha) e levadas para a estufa de circulação forçada a 65ºC por 72 horas.

Foram analisados os teores de MS, PB, FDN, FDA e macrominerais (P, K, Ca e Mg), conforme metodologia descrita por Silva & Queiroz (2002), no Laboratório de Forragicultura da Universidade Federal de Viçosa UFV, Viçosa - MG.

As análises estatísticas para cada experimento foram realizadas separadamente para o efeito de doses de N e K, com aplicação do teste Tukey a 5% de probabilidade para as médias dos tratamentos e as características avaliadas. Posteriormente, efetuou-se uma análise conjunta para se avaliar o efeito da irrigação entre os dois experimentos, pelo teste F a 5% de probabilidade (UFV, 2001).

 

Resultados e Discussão

O uso de nutrientes N e K aumentou a disponibilidade de matéria seca total (DMST) (P<0,05), independentemente da irrigação (Tabela 2).

 

 

A ausência de efeito da irrigação sobre a DMST pode estar relacionada às altas taxas de alongamento do colmo de Pennisetum purpureum em relação a outras gramíneas tropicais. Desse modo, ao final de cada ciclo de pastejo, as folhas são consumidas pelos animais quase na sua totalidade, enquanto o colmo permanece na pastagem, compondo o resíduo pós-pastejo. Este efeito tende a ser cumulativo com a sucessão do número de ciclos ocorridos por ano.

Verificou-se também que este efeito de alongamento do colmo foi proporcional aos incrementos das doses N+K, tanto na AI como na ANI, de modo que, no período das águas que antecedeu o experimento atual, aplicou-se 100% da adubação na ANI e 70% na AI, resultando em maior resíduo pós-pastejo na ANI. Estes incrementos de resíduos pós-pastejo também foram observados em outras forrageiras de crescimento cespitoso, como o Panicum maximum (Cândido et al., 2005).

Assim, a altura de corte a 80 cm acima do solo, para avaliações da PMST (folha+colmo+material senescente) não foi eficiente para eliminar o efeito dos resíduos pós-pastejo dos ciclos anteriores sobre os deste experimento. O efeito do resíduo pós-pastejo cumulativo e de maior proporção na ANI provocado pelo manejo da adubação pode ser a principal causa da não-significância da irrigação (P<0,05), quando avaliada a partir da DMST (Tabela 2) entre a AI e ANI.

Em áreas sob pastejo adubadas com diferentes doses de N+K e com plantas que elevam o colmo, como o capim-elefante, seria mais recomendável a análise da disponibilidade da matéria seca da forragem pela fração das lâminas foliares (DMSTLF) que pela DMST. Outro fator importante é que as folhas remanescentes como resíduo pós-pastejo possuem período de senecência menor que o colmo, de forma que sua duração é menor que o próprio intervalo dos ciclos de pastejo, evitando o efeito do resíduo pós-pastejo, ocasionado por lâminas foliares sobre a variável-resposta analisada, e permitindo a avaliação da real produção em cada ciclo de pastejo.

Neste contexto, considerando-se apenas a fração da folha, constata-se que houve efeito significativo da irrigação sobre a AI e ANI (Tabelas 3 e 4), o que permite representar as condições visuais observadas a campo durante o período experimental, não observadas pela variável-resposta DMST (Tabela 2).

 

 

A disponibilidade de lâmina foliar foi influenciada (P<0,05) pelas doses nitrogênio e potássio, tanto na área irrigada como na não-irrigada, obtendo-se os maiores valores na área com irrigação (Tabela 4).

 

 

A disponibilidade de lâmina foliar (t.ha-1) foi proporcional às doses dos fertilizantes nos dois experimentos, com valores variando de 5,32 a 9,38 na AI e de 3,14 a 7,16 na ANI (Tabela 4). O aumento na produção de lâminas foliares com a aplicação de fertilizantes e da irrigação também foi constatado por Andrade et al. (2000), Alvim et al. (2003) e Lopes et al. (2005).

A maior disponibilidade de lâminas foliares com os fertilizantes (Tabela 4) pode ser atribuída principalmente aos efeitos de N que potencializaram a taxa de reações enzimáticas e químicas no metabolismo da planta. Colozza et al. (2000) relataram que o maior teor de clorofila nas folhas aumentou a oferta de fotoassimilados e influenciou característicasmorfogênicas como a taxa de alongamento da folha, a taxa de aparecimento de folha e a duração das folhas. Estas características influenciam o IAF, permitindo que a planta aumente a área de lâmina foliar fotossintética e, conseqüentemente, a produção de fotoassimilados e de matéria seca, o que resulta em maiores taxas de crescimento e desenvolvimento da planta (Lemaire & Agnusdei, 1999). Portanto, a aplicação de N, associada à disponibilidade adequada de outros nutrientes, pode contribuir para a redução no ciclo de colheita da forrageira e para maior produtividade de forragem.

Os teores de PB nas lâminas foliares do capim-elefante não foram influenciados (P>0,05) pelas doses de N e K aplicadas e pela irrigação.

Os teores médios de PB nas lâminas foliares do capim-elefante foram de 12,3 ± 0,24 a 12,5 ± 0,50, respectivamente, para AI e ANI (desvio-padrão). Ao considerar a produção de PB por área, os valores passaram de 644,5 para 1.192,2 kg.ha-1 na AI e de 368,3 para 910,0 kg.ha-1 na ANI, com a menor e a maior doses de N+K aplicadas no período da seca de 2001, demonstrando que a adubação com N+K contribuiu para aumentar a produção de matéria seca e não afetou os teores de PB, como observado por Lopes et al. (2005) na AI.

Andrade et al. (2000), no entanto, combinaram doses menores de K com a adubação nitrogenada e constataram aumento nos teores de PB conforme as doses de N. O mesmo não se verificou quando combinaram doses maiores de K com N, sugerindo que os teores ou os incrementos de PB reduziram com as doses de N. Os autores justificaram que a redução nos teores de PB deveu-se ao efeito de diluição na planta, ocasionado pelo incremento da produção de MS com a combinação de maiores doses de N e K. Entretanto, ao quantificarem a produção por área de PB, a produção passou de 236 para 744 kg.ha-1 de PB com o aumento das doses de N e K no período das águas.

Estudos realizados por Lambertucci et al. (2003) e Alvim et al. (2003) demonstraram que os teores de PB são reduzidos pelos incrementos de tecidos lignificados (com menores teores de PB), resultantes do aumento nas doses de N, que altera a morfologia dos perfilhos, como tamanho, largura, número e peso da folha (Casagrande et al., 2003) e relação folha/colmo no perfilho (Alvim et al., 2003).

Neste trabalho, a adubação com N e K permitiu maior eficiência no acúmulo de matéria seca que nas concentrações dos teores de PB na forragem com e sem irrigação. Constatou-se também que, ao adubar a pastagem com doses de N + K, não houve incremento nos teores de PB, como observado por Lopes et al. (2005) na AI. Andrade et al. (2000), no entanto, verificaram redução nos teores de PB, demonstrando que o K pode estar limitando a eficiência na deposição de N na forragem.

O teores de FDN e FDA nas lâminas foliares de capim-elefante não foram influenciados (P>0,05) pelas doses de N e K, exceto os valores de FDN nas maiores doses de N e K na ANI. Por outro lado, a irrigação aumentou (P<0,05) tanto os teores de FDN como os de FDA na MS, que foram, respectivamente, de 73,93 ± 0,73 e 72,45 ± 0,72 e de 35,25 ± 0,56 e 32,75 ± 0,63, para AI e ANI.

A diferença na resposta sobre os teores de FDN nas lâminas foliares com os nutrientes aplicados foi registrada também por Lopes (2001), Mistura (2001), Silva et al. (2002) e Lambertucci et al. (2003) e pode ser explicada pela influência de N e K nas taxas de crescimento e desenvolvimento do capim-elefante, resultando em maior produção e tamanho de lâminas foliares (Tabela 4). Esse efeito decorre de mudanças nas características estruturais dos perfilhos, como folhas de maiores tamanho, que, em princípio, necessitam de maiores proporções de frações lignificadas, em razão da maior participação de nervura central na lâmina foliar, que apresenta maiores teores de FDN e FDA (Casagrande et al., 2003; Lambertucci et al., 2003). Incrementos nos teores de FDN e FDA também foram discutidos por Mistura (2001) e Lopes (2001), em plantas mais desenvolvidas de capim-elefante, e por Heringer et al. (2002), no milheto, quando aplicaram doses crescentes de N com fatores climáticos mais favoráveis em relação a este estudo. O fato de este trabalho ter sido conduzido em uma época em que a temperatura mínima foi limitante (inferior a 15ºC) em vários meses do ano (Figura 1) pode ter limitado a resposta para doses crescentes de N+K. Na ANI, as lâminas foliares de menor tamanho devem apresentar menor participação da nervura central e redução nos teores de FDN, como relatado por Barreto et al. (2001), quando submeteram quatro cultivares de capim-elefante a estresse hídrico. Entretanto, os menores teores de FDN verificados com as maiores doses de N+K na ANI podem estar associados ao menor número de lâminas foliares com o início do processo de senescência.

Os teores de P, K, Ca e Mg na MS de lâmina foliares do capim-elefante não foram influenciados (P>0,05) pela adubação ou pela irrigação, provavelmente em razão do baixo crescimento e desenvolvimento das forrageiras tropicais no inverno, atribuídos por Ferreira (1998) à deficiência hídrica, ao fotoperíodo mais curto e às baixas temperatura noturnas no inverno. Segundo Whitheman (1980), as espécies de clima tropical produzem muito pouco quando expostas a temperaturas inferiores a 16°C e, neste trabalho, durante quase todo o período experimental, a temperatura mínima esteve abaixo desse limite crítico (Figura 1).

Os teores médios de P na MS das lâminas foliares para a AI foi de 0,24 ± 0,01 e na ANI, de 0,20 ± 0,01. Santos Jr. et al. (1999) observaram redução de 72% na absorção de fósforo em quatro cultivares de braquiária submetidos ao estresse hídrico. Todavia, apesar da ausência de efeito significativo da adubação sobre os teores de P nas lâminas foliares do capim-elefante entre a AI e ANI, constata-se que, na ANI, os teores críticos de 6 mg.dm-3 de P no solo necessários para não limitar a difusão do nutriente pelas raízes estão aquém dos registrados por Cantarutti et al. (1999).

Os teores médios de P nas lâminas foliares do capim-elefante sob irrigação, nas diferentes doses de N+K, atendem às necessidades de várias categorias animais, inclusive vacas em lactação (Senger et al., 1996), enquanto os obtidos na ANI são suficientes apenas para vacas secas e novilhos em crescimento.

Os teores médios de K na MS das lâminas foliares, de acordo com as doses de N+K, foram de 2,56 ± 0,11 na AI e de 2,68 ± 0,12 na ANI. Embora não tenha sido observada diferença (P>0,05), ao se multiplicarem os teores médios ajustados pela disponibilidade de MS total das lâminas foliares, verificou-se conteúdo de K de 202,24 e 142,04 kg.ha-1 na AI e ANI, respectivamente.

A ausência de efeito significativo de adubação sobre os teores de K na planta pode ser explicada pelos elevados teores de nutrientes disponíveis no solo no início deste estudo (Tabela 1). Por outro lado, Castro & Mengheli (1989) e Rosolem (1990), em solos com baixos e altos teores de K trocável, também não encontraram resposta da aplicação de K sobre os teores deste nutriente na planta.

Segundo o NRC (1996), os teores de 0,60 a 0,80% de potássio na MS são mínimos para atender às necessidades de bovinos em pastejo, enquanto, para o metabolismo do potássio em ruminantes, recomenda-se 0,50% como limite crítico na dieta. Assim, em todos os tratamentos, os teores de K nas lâminas foliares do capim-elefante atenderiam plenamente às necessidades mínimas dos animais.

Os teores médios de Ca na MS das lâminas foliares do capim-elefante não diferiram (P>0,05) entre as doses de N+K, tanto na AI quanto na ANI e entre os sistemas (AIxANI). (Tabela 1). Entretanto, o conteúdo de Ca nas lâminas foliares na AI (89,3 kg.ha-1) foi superior ao da ANI (63,1 kg.ha-1), como conseqüência do maior acúmulo de MS produzida.

Os teores médios de Ca nas lâminas foliares do capim-elefante foram de 1,13 ± 0,05 na AI e de 1,19 ± 0,04 na ANI, bem superiores ao nível crítico de 0,40 estabelecido por Salinas & Sanchez, citados por Gomide (1990), bem com os de 0,25; 0,26; 0,33; 0,51 relatados, respectivamente, por Mistura (2001), Almeida et al. (2000), Acunha & Coelho (1997) e Souza Filho et al. (1988).

Os teores médios de magnésio na MS das lâminas foliares foram de 0,33 ± 0,03 na AI e 0,31 ± 0,04 na ANI. Ausência de efeito da adubação com N e K sobre os teores de Mg na planta também foi observada por Ribeiro et al. (1999) e Vicente-Chandler et al. (1959a), em capim-elefante cv. Napier. Entretanto, Gomide et al. (1984a) e Mistura (2001) constataram incrementos proporcionais às doses de N, enquanto Mendonça et al. (2003) verificaram redução nos teores de Mg com as doses de N.

Embora os teores de Mg na MS não se encontrem bem definidos na literatura, para evitar riscos de deficiênciadesse nutriente em plantas forrageiras, Woodson, citado por Neptune (1986), recomenda níveis acima de 0,20% na MS da planta. Gallo et al. (1974) constataram variações de 0,13 a 0,46 %, com valor médio de 0,24%, em 149 amostras de nove forrageiras tropicais em São Paulo, de 0,14 a 0,46%, com média de 0,27%, em capim-elefante.

Considerando-se esses resultados e os de outros autores (Vicente-Chandler et al., 1959 a, b; Caro Costa et al., 1960, Gomide et al., 1984b; Palhano & Haddad, 1992; Acunha & Coelho, 1997), nota-se que os teores de Mg registrados neste estudo são superiores às exigências dos animais, de 0,20 a 0,25% (NRC, 2001).

Constatou-se maior extração (kg.ha-1) de P, K, Ca e Mg na AI, como conseqüência da maior disponibilidade de MS de lâminas foliares do capim-elefante. Ao analisar os teores dos nutrientes no solo, verificaram-se maiores valores de P, K e Ca na AI (Tabela 1), o que indica que, na AI, o sistema pode ter maior sustentabilidade, em razão da maior reciclagem dos nutrientes, decorrente dos maiores teores de carbono no solo e das menores densidades do solo em relação à ANI, como demonstrado por Pegoraro et al. (2003a,b). Por outro lado, a irrigação, além de aumentar a produção de MS, garante processo contínuo de mineralização da MO residual, disponibilizando minerais, reduzindo o caráter-dreno do solo, principalmente de P (Novais & Smyth, 1999), como constatado por Pegoraro et al. (2003a) na camada de 0-5 cm, em que os maiores teores de carbono orgânico proporcionaram maior disponibilidade de P para as plantas na AI (Tabela 1).

 

Conclusões

A associação da adubação nitrogenada e potássica incrementou a disponibilidade de matéria seca da parte área da planta e das lâminas foliares e não influenciou os teores de proteína bruta, fibras, fósforo, potássio, cálcio e magnésio.

A irrigação contribuiu para elevar os teores de fibra em detergente neutro e ácido nas lâminas foliares, sem alterar os teores de proteína bruta, fósforo, potássio, cálcio e magnésio.

 

Literatura Citada

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Recebido: 15/04/04
Aprovado: 13/09/05

 

 

Correspondências devem ser enviadas para: cmistura@ig.com.br
1 Pesquisa financiada pela FAPEMIG, CAPES e UFV, Viçosa - MG.

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