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Revista Brasileira de Zootecnia

versão impressa ISSN 1516-3598versão On-line ISSN 1806-9290

R. Bras. Zootec. v.35 n.4 supl.0 Viçosa jul./ago. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982006000600026 

PRODUÇÃO ANIMAL

 

Produção de novilhos superprecoces em pastagem de aveia e azevém submetida a diferentes alturas de manejo1

 

Production of beef steers grazing oat plus annual ryegrass pasture managed at different heights

 

 

Angelo Antonio Queirolo AguinagaI; Paulo César de Faccio CarvalhoII; Ibanor AnghinoniIII; Davi Teixeira dos SantosIV; Fabiana Kellermann de FreitasIV; Marilia Terra LopesV

IMestrando do PPG - Zootecnia/UFRGS. Bolsista CAPES
IIDepartamento de Plantas Forrageiras e Agrometeorologia/UFRGS - Av. Bento Gonçalves, 7712, CEP: 91501-970, Porto Alegre, RS, Brasil
IIIDepartamento de Solos/UFRGS
IVDoutorando do PPG - Zootecnia/UFRGS, bolsista CNPq
VMestranda do PPG - Zootecnia/UFRGS

 

 


RESUMO

Foram avaliadas a produção e as características de carcaças de novilhos jovens mantidos em pastagem cultivada de aveia preta (Avena strigosa Schreb) e azevém (Lolium multiflorum Lam) manejada em diferentes alturas. Os tratamentos impostos foram quatro diferentes alturas de manejo da pastagem (10, 20, 30 e 40 cm), obtidas por meio da aplicação de diferentes cargas animais. O delineamento foi o de blocos casualizados, com três repetições. Utilizaram-se animais jovens de aproximadamente dez meses de idade, machos castrados sem padrão racial definido, com peso médio inicial de 210 kg. O aumento no ganho médio diário (GMD) foi condicionado pelo incremento na qualidade e/ou na quantidade de forragem disponível, visto que as ofertas de forragem para os tratamentos de 10, 20, 30 e 40 cm de altura foram de 6, 10, 23 e 51 kg de MS/100 kg de PV/dia, respectivamente. Portanto, o modelo de resposta do GMD em relação às alturas de pastejo resultou em valores de 0,73 e 1,14 kg/animal/dia nos tratamentos de menor e maior GMD, respectivamente, que foram de 10 e 30 cm de altura. Como a variação no GMD foi baixa, o maior ganho por área observado no tratamento 10 cm pode ser atribuído à maior carga animal, ambas com respostas lineares decrescendo com o aumento da altura de pastejo. O peso vivo dos animais antes do abate e o peso de carcaça quente elevaram com o aumento da altura da pastagem, reduzindo apenas no tratamento 40 cm com a redução da qualidade da pastagem. Não houve diferença entre os tratamentos para o rendimento de carcaça, pois todos os valores mantiveram-se em torno de 51%. O escore de condição corporal e o grau de acabamento apresentaram tendência muito similar à evolução do ganho médio diário dos animais.

Palavras-chave: altura da pastagem, carga animal, ganho médio diário, ganho por área, oferta de forragem


ABSTRACT

The objective of this trial was to evaluate production and carcass characteristics of young steers grazing a mixture of black oat and Italian ryegrass pasture. Treatments were four different pasture heights (10, 20, 30, and 40 cm) that were obtained with different stocking rates. Fifty-five beef steers averaging 210 kg of body weight and 10 months of age at the beginning of the trial were used in a randomized complete block design with three replicates. The observed increase in the average daily weight gain (ADG) was associated with the quality and/or amount of available forage because herbage allowance increased from 6 to 51 kg DM/100 kg BW when pasture height was enhanced from 10 to 40 cm. Therefore, the ADG was 0.73 and 1.14 kg/animal/day for the treatments with the lowest and highest ADG, which corresponds to 10 and 30 cm pasture height. Considering the low ADG, the greatest gain/area observed on the 10 cm treatment may be explained by a greater stocking rate; both ADG and stocking rate decreased linearly by increasing pasture height. Body weight and hot carcass weight increased until 30 cm of pasture height but decreased at 40 cm because of poorer pasture quality. There was no difference on carcass yield, which averaged 51% among treatments. The body condition score and carcass fat thickness followed the ADG in this trial.

Key words: average daily gain, forage allowance, gain per area, pasture height, stocking rate


 

 

Introdução

A produção agropecuária na Região Sul do Brasil apresenta situações contrastantes. Quanto à agricultura, durante os últimos 20 anos, a produtividade tem aumentado a com o adequado emprego de tecnologias modernas. Todavia, em virtude do baixo emprego de tecnologias economicamente viáveis, a produtividade pecuária tem apresentado aumento inexpressivo em comparação à agricultura no mesmo período.

Para a Região Sul do Brasil, o período de outono-inverno constitui-se um ciclo de baixa disponibilidade de forragem das pastagens naturais, como demonstrado por Moojen & Maraschin (2002). Portanto, as pastagens cultivadas de estação fria são alternativas para reduzir as perdas no período desfavorável para o campo nativo, permitindo aos animais ganhar peso também nesse período.

O Rio Grande do Sul possui aproximadamente 5,0 milhões de hectares cultivados anualmente com soja (Glycine max) e milho (Zea mays), dos quais apenas 18% são utilizados para o plantio de trigo (Triticum aestivum), aveia, branca (Avena sativa), cevada (Hordeum vulgare) e centeio (Secale cereale), enquanto o restante, em torno de 4,0 milhões de hectares, permanece praticamente sem renda durante o inverno (Cassol, 2003), apenas como cobertura de solo ou pousio, representando excelente potencial para o uso com animais no período crítico. Mesmo assim, o Rio Grande do Sul é o estado brasileiro com maior número de animais terminados em pastagem cultivada de inverno: cerca de 420 mil cabeças em 2003, cinco vezes mais que Paraná e Santa Catarina, segundo e terceiro estados produtores, respectivamente (Anualpec, 2004). A maior utilização de pastagem cultivada no inverno no RS, em relação aos demais, deve-se principalmente às grandes áreas de integração lavoura-pecuária das regiões do Planalto Médio, Missões e Alto Uruguai grandes produtoras de grãos no verão.

O plantio de coberturas de solo ou de culturas de alto risco econômico, como os cereais de inverno, leva o agricultor a buscar alternativas econômicas durante este período. Portanto, o uso de pastagens hibernais com elevado valor nutritivo e alto potencial produtivo torna viável a terminação de bovinos durante a entressafra e surge como alternativa para o aumento de rentabilidade das empresas rurais. Como o produto final é a carne, todo o esforço de aumento em produtividade deve resultar em carne de qualidade desejável pelo consumidor. Com isso, a intensificação da pecuária de corte, via pastagens de qualidade, deve oferecer um produto que satisfaça às exigências tanto das plantas frigoríficas, com peso e acabamento adequados, quanto ao consumidor varejista, que exige, cada vez mais, carne macia e de qualidade.

Este experimento foi realizado com o objetivo de avaliar a produção e as características de carcaças de novilhos jovens com 14 meses de idade mantidos em pastagem cultivada de aveia preta (Avena strigosa Schreb) e azevém (Lolium multiflorum Lam) manejada com diferentes alturas, em um sistema de integração lavoura-pecuária. Esse sistema visa à terminação desses animais em um único ciclo de inverno, permitindo, portanto, que áreas destinadas à agricultura não sejam ocupadas no verão, favorecendo a adoção dessa técnica por parte dos produtores. Além de viabilizar o sistema de produção proposto, o novilho superprecoce atende também a uma demanda concentrada em nichos de mercado com a produção de carne de qualidade, proveniente de animais jovens e de raças britânicas, que apresentam peso de carcaça em torno de 170 kg e grau de acabamento de aproximadamente 3,0 mm de gordura, satisfazendo às necessidades dos mercados mais exigentes.

 

Material e Métodos

O experimento foi conduzido na Fazenda Espinilho, no município de São Miguel das Missões, região fisiográfica do Planalto Médio do Rio Grande do Sul.

A área experimental utilizada vem sendo trabalhada há 11 anos no sistema de semeadura direta; no inverno, é cultivada com aveia e no verão, com soja. Em 2000, a área experimental recebeu, pela primeira vez, o pastejo de animais. A partir de então, a exploração da área no inverno passou a ser com animais.

O solo é classificado como Latossolo Vermelho Distroférrico típico (Embrapa, 1999), desenvolvido a partir de rochas eruptivas básicas, sendo profundo, bem drenado, com coloração vermelho-escura e textura muito argilosa (>600g/kg). O relevo configura-se ondulado a suavemente ondulado.

Os quatro tratamentos consistiram de diferentes alturas de manejo da pastagem de aveia+azevém, sendo as alturas de 10, 20, 30 e 40 cm as alturas médias pretendidas. Os tratamentos foram dispostos em delineamento experimental de blocos ao acaso, com três repetições, totalizando 12 unidades experimentais, em uma área de aproximadamente 21,5 ha.

Foram utilizados 55 animais jovens, de aproximadamente dez meses de idade, machos castrados sem padrão racial definido, com peso médio inicial de 210 kg e peso médio de abate de 320 kg, provenientes da própria Fazenda Espinilho.

No dia anterior ao início do pastejo, os animais foram pesados após jejum prévio de 12 horas, vermifugados com aplicação de Ivermectina na dosagem de 5,0 ml/animal e identificados com brinco.

O pastejo foi realizado pelo método contínuo com taxa de lotação variável, composto por animais-teste e reguladores. Os animais reguladores foram colocados e retirados da pastagem conforme a necessidade de ajuste da altura, usando-se a técnica "put-and-take" descrita por Mott & Lucas (1952).

No dia 19/05/03, foi realizada a semeadura das espécies de inverno, aveia preta (100 kg sementes/ha) + azevém (25 kg sementes/ha), procedendo-se à adubação com base nos resultados da análise do solo (400 kg de superfosfato simples/ha). A aplicação do nitrogênio em cobertura ocorreu em 04/07/03, na dose de 90 kg de N/ha na forma de uréia.

Os animais foram colocados na pastagem no dia 21/07/03, quando o perfil da pastagem atingiu 25 cm de média (em torno de 2.000 kg/ha de MS), e se estendeu até 07/11/03, quando os animais foram retirados e abatidos.

As alturas da pastagem foram medidas com um bastão graduado "sward stick", cujo marcador corre por uma "régua" até tocar no topo da superfície da pastagem, no toque da primeira folha, procedendo-se então à leitura da altura, em cm (Barthram, 1985). O controle da altura da pastagem foi feito em intervalos de 15 dias aproximadamente, totalizando sete avaliações. A leitura foi feita em 100 pontos dentro de cada unidade experimental, em caminhamento aleatório, a fim de se definir a altura média da pastagem.

O valor médio das medições do "sward stick" de cada potreiro foi utilizado como variável independente em equações de regressão linear que relacionaram as medições de altura ao valor de massa de forragem real (MF), que foi avaliada a cada 30 dias, aproximadamente, de forma aleatória, em quatro pontos por parcela, utilizando-se um quadro de 0,25 m2.

Para determinação da taxa de acúmulo diário de MS da pastagem (TAD), realizada a cada 30 dias aproximadamente, foram utilizadas três gaiolas de exclusão de pastejo por unidade experimental, empregando-se a técnica do triplo emparelhamento (Moraes et al., 1990). A oferta de forragem (OF) por repetição foi calculada dividindo-se a MF por 30 dias somada com a TAD. O valor obtido foi multiplicado por 100 e dividido pela carga animal.

O valor nutritivo da forragem foi estimado por duas amostragens realizadas em datas distintas ao longo do período experimental (uma amostragem por potreiro a cada avaliação). O material foi seco em estufa de circulação forçada a 65ºC até peso constante, sendo triturado em moinho tipo "Willey" com peneira de 1mm e armazenado em sacos plásticos para posterior análise da composição de PB (Tedesco, 1982) e da digestibilidade in vitro da matéria orgânica (DIVMO) (Alexander, 1969).

Para avaliar o desempenho, foram realizadas três pesagens em jejum prévio dos animais para que se pudesse acompanhar o ganho de peso médio diário (GMD) durante o período, por meio da diferença entre os pesos final e inicial dos animais-teste, dividido pelo número de dias do período.

A carga animal média (CA) do período de pastejo expressa em kg de PV/ha/dia foi calculada, para cada unidade experimental, pela adição do peso médio dos animais-teste, com o peso médio de cada animal regulador, multiplicado pelo número de dias que permaneceu na pastagem, dividido pelo número total de dias de pastejo.

O ganho de peso total por hectare (GPA) foi obtido pela multiplicação da taxa de lotação média (nº de animais/dia) pelo GMD dos animais-teste.

O abate foi realizado no dia 11/11/03, no Frigorífico FRIGONAL, localizado na cidade de Monte Negro RS. Os resultados apresentados referem-se ao valor médio obtido do abate de nove animais-teste de cada tratamento, ou seja, foram realizadas avaliações em um total de 36 animais. Primeiramente, os animais foram avaliados quanto à condição corporal, atribuindo-se escore de 1 a 5, em que 5 refere-se ao animal com melhor acabamento, e logo após, foram submetidos a jejum de 12 horas para pesagem.

Após o abate, procedeu-se ao manuseio das carcaças seguindo o fluxo normal da linha de abate do frigorífico, onde foram identificadas, lavadas, pesadas para obtenção do peso de carcaça quente e, em seguida, foram resfriadas a -2ºC por 24 horas. Após esse período, as carcaças foram novamente pesadas para determinação dos pesos de carcaça fria, de dianteiro, de traseiro e de costilhar, com o objetivo de determinar o peso dos cortes comerciais. Também foram coletados e analisados os dados de conformação e o grau de acabamento das carcaças, fornecidos pelos técnicos do próprio frigorífico, estimados pelo método de avaliação visual. Os dados foram submetidos à analise de regressão simples pelo seguinte modelo:

Yij = µ + b1Ai + b2Ai2 + erro (i,j)

em que: A = alturas de manejo da pastagem (i =1, 2, 3, 4); b1 = coeficientes lineares de regressão da variável Y em função da altura da pastagem; b2 = coeficientes quadráticos de regressão da variável Y em função da altura da pastagem.

As análises foram feitas pelos procedimentos GLM (General Linear Models) e REG do programa estatístico SAS versão 6.08 (SAS, 1989).

 

Resultados e Discussão

Considerando que os animais utilizados apresentavam potencial genético semelhante, o aumento no desempenho animal (GMD), visualizado na Figura 1, foi condicionado pelo incremento na quantidade de forragem disponível, visto que as ofertas de lâminas foliares para os tratamentos de 10, 20, 30 e 40 cm de altura foram de 1,3; 1,9; 3,9; e 7,7 kg de MS/100 kg PV/dia, respectivamente (Figura 3), demonstrando a importância dos tratamentos na definição do desempenho animal, expresso pelo ganho médio diário. A estrutura do dossel forrageiro é definida como a distribuição e o arranjo das partes das plantas sobre o solo dentro de sua comunidade, ou como a quantidade e organização de partes das plantas sobre o solo (Laca & Lemaire, 2000). Nesse contexto, tanto os parâmetros verticais (altura) como os horizontais da estrutura do dossel são relevantes para a seleção da dieta pelos herbívoros (Carvalho et al., 2001), uma vez que a estrutura do dossel afeta diretamente o consumo de forragem, principal determinante do desempenho animal (Hodgson, 1990; Carnevalli & Da Silva, 2000; Sarmento, 2003).

 

 

 

 

 

 

O modelo de resposta do GMD às alturas de pastejo resultou em valores de 0,73 e 1,14 kg/animal/dia nos tratamentos de maior (10 cm) e menor (30 cm) GMD, respectivamente. Ganhos semelhantes foram obtidos por Lustosa (1998), que relatou valor de 1,18 kg/animal/dia, inclusive sob o mesmo tipo de pastagem e com oferta de forragem de 15% do PV. Moraes (1991) encontrou a maior produtividade animal em pastagem manejada em OF de 10,2% do PV, valor semelhante ao encontrado neste estudo para pastagem manejada com aproximadamente 25 cm de altura (10% do PV) (Figura 3).

Em experimento realizado por Quadros & Maraschin (1987), com bezerros desmamados em mistura de azevém + trevo vesiculoso (Trifolium visiculosum) e aveia preta + azevém + trevo vesiculoso, os GMD observados foram de 0,883 e 0,705 kg/animal/dia, respectivamente, considerados baixos, atribuídos ao baixo mérito genético dos animais utilizados no estudo.

Hodgson (1990), no entanto, observou, em pastagem de azevém perene, que o melhor desempenho animal para bovinos em terminação ocorre em alturas de 9-10 cm e OF de 10-12 kg de MS/100 kg de PV. Valores semelhantes ao deste estudo foram relatados para os cultivares tifton-85, florakirk e coastcross de Cynodon (Carnevalli et al., 2001a, b; Carnevalli & Da Silva, 2000) com o maior desempenho animal medido em pastagens de 15 a 20 cm de altura.

A estabilização do GMD na maior altura (40 cm) provavelmente foi conseqüência de alterações na estrutura (altura de plantas e dispersão de folhas) e/ou na qualidade da pastagem (Figura 4), que podem ocasionar diminuição no consumo, pela redução da profundidade do bocado, e aumento no tempo de pastejo (Carvalho et al., 1999). Evidências apresentadas por Allden & Whittaker (1970) e Hodgson & Jamieson (1981) indicam que o aumento na altura de afilhos poderia influenciar o consumo por animais em pastejo e permitir bons níveis de consumo de forragem por animal, até certo ponto, no qual perfis de pastagens com elevado conteúdo de pseudocolmos e material morto parecem inibir o pastejo e limitar a profundidade de pastejo (Barthram, 1981).

 

 

A eficiência na utilização da forragem produzida em sistemas de produção animal em pastagens pode ser definida como a proporção da produção de forragem removida pelos animais antes do processo de senescência (Lemaire & Chapman, 1996). Dessa forma, a utilização é determinante da produtividade de sistemas pastoris e pode ser ajustada por meio da intensidade de desfolhação. Pontes et al. (2004) observaram, para uma pastagem de azevém anual pastejada por cordeiros na melhor altura de manejo (12,7 cm), necessidade de 26,3 kg MS para produzir 1,0 kg de PV, valor superior ao encontrado neste estudo, que, para altura de pastejo de 14 cm, necessita-se 17,1 kg de MS para produzir 1,0 kg de PV. Assmann et al. (2004), trabalhando com novilhas, obtiveram eficiência de utilização de 7,91 kg MS de aveia + azevém + trevo-branco/kg de PV, o que demonstra o alto potencial das pastagens hibernais em converter produção vegetal em produto animal de qualidade.

Também na Figura 1 são demonstrados os valores de ganho de peso vivo por área (GPA). Observa-se que a produção de PV/ha apresentou resposta linear e negativa, ou seja, à medida que se aumentou a altura de manejo da pastagem, o GPA reduziu. Como a variação no GMD foi baixa, o maior GPA observado no tratamento 10 cm pode ser atribuído à aplicação de maior CA (Figura 2).

O GPA e a CA apresentaram respostas lineares (Figuras 1 e 2) e decresceram com o aumento da altura da pastagem e, de acordo com a equação de regressão, cada cm de aumento na altura da pastagem correspondeu à redução de 42 kg de PV ha/dia na carga animal (Figura 2). Embora o tratamento 10 cm de altura tenha possibilitado produção de 5 kg de PV/ha/dia, os animais no final do ciclo da pastagem de inverno apresentaram peso médio de aproximadamente 290 kg, o que é 45 kg inferior aos pesos médios obtidos no tratamento 30 cm (335 kg). Esses resultados demonstram grande vantagem aos produtores, que não necessitariam destinar áreas de verão para terminação desses animais e, conseqüentemente, reduzir a área destinada à agricultura, pois o acabamento se daria em um único ciclo de pastagem de inverno.

Neste trabalho, as cargas animais responsáveis pela manutenção dos gradientes de alturas da pastagem foram de 1.708, 1.215, 661 e 333 kg de PV/ha/dia para as alturas reais de manejo de 14, 24, 39 e 47 cm. Estes valores são superiores aos observados por Cassol (2003), em estudo realizado na mesma área, porém, com metade da dose de adubação em cobertura utilizada neste estudo (90 kg de N/ha). Esses valores encontrados confirmam as observações de outros autores de que a adubação nitrogenada em gramíneas normalmente aumenta a carga animal suportada pela pastagem (Heringer & Moojen, 2002; Gomide, 1994).

Entretanto, altas cargas por área estão associadas à degradação da pastagem (Almeida et al., 2000) e, conseqüentemente, à imagem de sustentabilidade duvidosa. Nesse sentido, Mott (1973) afirma que a pressão de pastejo ótima deve ser considerada como a faixa na qual haja conciliação entre o ganho por animal e o ganho por área.

Os teores de PB apresentaram pequena oscilação entre os tratamentos (140 a 150 g/kg de MS) e foi melhor descrita por regressão quadrática (Figura 4). Os valores médios de PB foram inferiores aos 164 g/kg de MS obtidos por Lupatini et al. (1998), no nível de 150 kg/ha de N, com a mesma mistura de aveia e azevém. Pilau et al. (2005) relataram valores de PB entre 130 e 200 g/kg de MS para pastagens de aveia e azevém, de acordo com o período de pastejo com novilhas de corte em recria. Portanto, segundo o valor estabelecido no NRC (1984) para a recria de novilhos de corte (129 g/kg de MS), o teor de PB das pastagens de aveia e azevém permite expressar, para esta categoria, o máximo ganho de peso.

A DIVMO apresentou acréscimo até a altura de 30 cm, decrescendo na maior altura de pastejo. Este efeito foi melhor descrito por uma regressão quadrática (Figura 4). Tendência semelhante em resposta a níveis de oferta de forragem foi observada por Silva et al. (1994), em experimento com capim-elefante, no qual verificaram maiores valores de DIVMO para média OF. Veiga (1983), no entanto, não observou variações na DIVMO (média geral de 718 g/kg de MS) para resíduos de MS de folhas de 250, 1.400 e 2.500 kg/ha. Segundo Canto et al. (1997), pastagens compostas por aveia + azevém + ervilhaca apresentaram valor de DIVMO, na média do período de pastejo, de 640 g/kg de MS, semelhante ao observado por Frizzo et al. (2003) e Pilau et al. (2005), 650 g/kg de MS, em experimento com novilhas em pastejo contínuo sobre pastagens de aveia e azevém.

O peso vivo dos animais antes do abate (Figura 5a) elevou com o aumento da altura da pastagem (P<0,05), reduzindo apenas no tratamento 40 cm, como resultado da queda da qualidade da pastagem com o avanço dos estádios de desenvolvimento das plantas (Restle et al., 1998). A resposta quadrática pode ser explicada pelos valores de GMD obtidos, ou seja, à medida que aumentou a altura da pastagem até 30 cm (valor estimado para máximo GMD), houve incremento no GMD, que resultou em maior peso ao abate dos animais.

 


 

O rendimento de carcaça não diferiu (P>0,05) entre os tratamentos, obtendo-se valores de 51,3; 50,2; 51 e 51,6% para as alturas da pastagem de 10, 20, 30 e 40 cm, respectivamente, apesar da diferença significativa (P<0,05) no peso da carcaça quente. Esses dados indicam que, com o aumento da altura da pastagem até 30 cm, podem ser obtidos melhores pesos de carcaça quente, favorecendo o peso dos cortes comerciais, que se expressou apenas no peso de costela (Figura 5d), visto que as variáveis peso de dianteiro e peso de traseiro não foram influenciadas pelas alturas da pastagem (P>0,05). No entanto, Dinius et al. (1976) observaram 60,6% de rendimento para novilhos Angus e 60,3% para os Santa Gertrudes, valores superiores à média deste estudo (51%). Restle et al. (1994) reportaram dados semelhantes em estudo no qual todos os valores ficaram em torno de 52% de rendimento. Pequenas diferenças no rendimento de carcaça com o incremento do peso de abate (Figura 5a) também foram citadas por Dinkel et al. (1969), de 59,4; 59; 61,4 e 61,5%, em animais Hereford abatidos com 363, 408, 454 e 499 kg, respectivamente. Moody et al. (1970) também observaram aumento no rendimento de carcaças de animais abatidos com 361, 388, 416 e 437 kg, com rendimentos de 58, 59, 60 e 60%, na mesma ordem. O maior rendimento de carcaça nos animais com peso mais elevado é, em parte, conseqüência de um grau de acabamento mais adiantado, com maior deposição de gordura na carcaça (Restle et al., 1997), observado nas carcaças do tratamento 30 cm (Tabela 1).

 

 

O peso de carcaça fria (Figura 5c) apresentou mesma tendência que o de carcaça quente (Figura 5b), como esperado. Todavia, destaca-se a redução de peso após o período de resfriamento das carcaças, que ficou em torno de 2% nos tratamentos 20, 30 e 40 cm, enquanto, no tratamento 10 cm, foi de 4%, indicando maiores perdas de peso na carcaça após o abate no tratamento de menor oferta de forragem. A espessura de gordura serve como proteção contra a desidratação no resfriamento das carcaças e, portanto, foi responsável pela quebra no rendimento das carcaças dos animais submetidos a menores alturas de pastagens. Valores de espessura de gordura semelhantes ao observado neste trabalho para pastagens manejadas a 30 cm de altura (2,8 mm) foram descritos por Lorenzoni et al. (1986), de 3,2 mm para animais Angus e por Restle et al. (1994), de 3,0 mm para todos os animais, independentemente da idade de castração.

Observa-se na Figura 5 aumento das diferentes variáveis físicas das carcaças com o aumento da altura da pastagem até o momento em que a qualidade da pastagem decresceu facilmente na altura de 40 cm, por meio da DIVMO (Figura 4).

Abaid (1981) verificou redução no corte traseiro (49,5 vs 48,8%), aumento no corte costilhar (13,3 vs 14,0%) e similaridade no corte dianteiro (37,2 vs 37,3%) quando as carcaças passaram de leves para pesadas. O mesmo foi observado neste estudo, no qual os valores de corte traseiro (51,4 vs 48,9%), de costilhar (12,3 vs 14,0%) e dianteiro (38,2 vs 37,1%) apresentaram comportamento similar à medida que as carcaças passaram de leves para pesadas. De acordo com Galvão (1991), o menor rendimento de carcaças em animais mais leves foi ocasionado pelo menor grau de acabamento (menos deposição de gordura na carcaça) e pelo maior peso relativo de couro, pés e cabeça.

Quanto ao escore de condição corporal e ao grau de acabamento (Tabela 1), os tratamentos influenciaram apenas o ECC (P<0,05), que apresentou resposta quadrática. ECC e GA demonstraram tendência muito similar à evolução do GMD observado neste trabalho, comprovando a importância de se priorizar o desempenho individual quando se busca qualidade de carcaça, fundamental tanto para o produtor como para o frigorífico. Quanto às características de gordura de cobertura (GA) e à tipificação (CONF) das carcaças (Tabela 1), os animais criados exclusivamente em pastagem cultivada de aveia + azevém são deficientes nestes aspectos, apresentando carcaças com conformação retilínea e não atingindo o mínimo exigido pelo frigorífico (3,0 mm), o que não é empecilho para o abate desse tipo de animal, haja vista suas inúmeras vantagens em maciez de carne, proporcionadas pela idade. Ressalta-se que o frigorífico classificou essas carcaças como de "novilho superprecoce", satisfazendo às próprias exigências de peso e conformação. Caso necessário, esta situação pode ser melhorada com a suplementação a campo, com concentrado na fase final do período de terminação (Restle et al., 1999).

Os dados obtidos neste experimento e em outros desenvolvidos no Sul do Brasil demonstram o alto potencial de produção de carne bovina em pastagens. Deve-se considerar que as elevadas produções por área geradas no tratamento de 10 cm de altura da pastagem (540 kg de PV/ha em 109 dias) aumentam as possibilidades de degradação e de mudanças nas características físicas do solo e, quando da utilização de animais em áreas destinadas à agricultura, é importante salientar que esse tratamento proporcionou a menor massa de forragem e a menor quantidade de resíduo remanescente sobre a superfície do solo, reduzindo, portanto, a quantidade de palhada quando em plantio direto subseqüente. Por isso, em um sistema de integração lavoura-pecuária, é preciso encontrar CA ou altura da pastagem que permita ótimo desempenho individual e máxima produção por área sem prejudicar a lavoura de grãos.

Outra alternativa para o abate de novilhos aos 14 meses em sistemas de pastejo seria a consorciação dessas gramíneas com leguminosas e/ou a suplementação energética visando acelerar a velocidade de ganho de peso e a deposição de gordura dos animais e oportunizar a obtenção de carcaças de melhor qualidade.

 

Conclusões

O desempenho individual de novilhos de corte em pastagens de aveia + azevém é otimizado com o aumento da altura de manejo até valores próximos a 40 cm.

O ganho por área e a carga animal diminuem linearmente com o aumento da altura da pastagem, indicando uma faixa de valor ótimo de manejo da pastagem em torno de 25 cm de altura.

Melhores resultados em características quantitativas da carcaça são obtidos quando a pastagem de aveia + azevém é manejada com altura de 25 a 35 cm. Portanto, pastagens hibernais integradas em sistemas com cultivo de grãos permitem, em um único ciclo, a terminação de novilhos aos 14 meses, resultando em produto de alta qualidade.

 

Agradecimento

Ao Grupo de Pesquisa em Ecologia do Pastejo da UFRGS, aos Departamentos de Plantas Forrageiras e Agrometeorologia e de Solos da Faculdade de Agronomia/UFRGS, à Agropecuária Cerro Coroado e à CAPES.

 

Literatura Citada

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Recebido: 01/08/05
Aprovado: 19/04/06

 

 

Correspondências devem ser enviadas para: aaaq@terra.com.br
1 Parte da dissertação de Mestrado do primeiro autor.

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