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Revista Brasileira de Zootecnia

Print version ISSN 1516-3598On-line version ISSN 1806-9290

R. Bras. Zootec. vol.35 no.6 Viçosa Nov./Dec. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982006000800002 

AQÜICULTURA

 

Desenvolvimento de larvas de surubim-do-iguaçu (Steindachneridion melanodermatum) submetidas a diferentes dietas

 

Development of Iguaçu surubim (Steindachneridion melanodermatum) larvae fed different diets

 

 

Aldi FeidenI; Carmino HayashiII; Wilson Rogério BoscoloIII

IUNIOESTE/Campus de Toledo, Rua da Faculdade 645, J. La Salle, CEP: 85903-000; GEMAq (Grupo de Estudos em Manejo na Aqüicultura)
IICurso de Biologia da Universidade Estadual de Maringá – Maringá/PR
IIICurso de Engenharia de Pesca – Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Campus de Toledo

 

 


RESUMO

Para verificar o desenvolvimento de larvas de surubim-do-iguaçu (Steindachneridion melanodermatum) alimentadas com diferentes dietas, realizou-se um experimento em delineamento inteiramente casualizado, com cinco tratamentos e quatro repetições, em aquários de 35 L, cada um com 15 larvas (8,35±0,85 mm e 6,75±0,64 mg). Os tratamentos consistiram de cinco programas de alimentação: A - Artemia; R - ração; Z - zooplâncton; A+R – Artemia + ração; Z+R - zooplâncton+ração. Avaliou-se o desenvolvimento das larvas em ambiente iluminado durante 29 dias. Para avaliação da dieta e análise do conteúdo estomacal, a cada três dias foram coletadas larvas em cinco aquários adicionais. Nos tratamentos A+R e Z+R, os pesos médios finais das larvas foram significativamente maiores (659 e 571 mg) que nos outros tratamentos. A combinação de alimentos possibilitou os melhores resultados e, no tratamento R, a sobrevivência foi de 1,7%, diferindo dos demais. O canibalismo foi superior no R e no Z, que apresentaram taxas de 60 e 25%, respectivamente. O fornecimento de Artemia em associação à ração promoveu melhor desenvolvimento e maior sobrevivência às larvas de Steindachneridion sp.

Palavras-chave: alimentação, alimentos inertes, larvicultura, seletividade alimentar, zooplâncton


ABSTRACT

An assay was conducted to evaluate the development of Iguaçu surubim (Steindachneridion melanodermatum) larvae fed different diets. The experiment was analyzed as a complete randomized design with five treatments and four replicates, in 35 L-aquaria, each one with 15 larvae (8.35±0.85 mm and 6.75±0.64 mg). The treatments consisted of five feeding programs: Artemia (A); diet (D); zooplankton (Z); Artemia with diet (A+D); and zooplankton with diet (Z+D). Larvae development was evaluated in illuminated environment during 29 days. For larvae feeding evaluation, three larvae were collected every three days, in five additional aquaria for stomach content analysis. In the A+D and Z+D treatments, the larvae average weight (659 and 571 mg) was significantly higher than the other treatments. The combinations of feeds resulted in better results and, in treatment R, it was observed survival rate of 1.7, that differs from the other treatments. Cannibalism rate was higher in D and Z treatments, with values of 60 and 25%, respectively. The A+D treatment provided the best development and the highest survival rate for Steindachneridion sp larvae.

Key Words: feeding selectivity, feeding, inert food, larviculture, zooplankton


 

 

Introdução

Os rios de planalto da bacia do rio Paraná apresentam ictiofauna com muitas espécies endêmicas, possibilitada pelo isolamento geográfico provocado por corredeiras e cachoeiras. O rio Iguaçu, um dos grandes tributários da margem esquerda do rio Paraná (Julio Jr. et al., 1997), caracteriza-se pelo alto endemismo e pela diversidade específica (Sampaio, 1988), observando-se que, em áreas como o médio Iguaçu, 80% da ictiofauna é formada por espécies endêmicas (Reservatório, 2002). Embora a maioria das espécies seja de pequeno porte, destaca-se o pimelodídeo surubim-do-iguaçu (Steindachneridion melanodermatum), que pode atingir até 70 cm de comprimento e 15 kg (Copel, 2001). A espécie com registro recente (Garavello, 1991), é encontrada somente a jusante do reservatório de Segredo (Garavello et al., 1997; Garavello, 2005), sendo rara nas capturas e restrita ao baixo Iguaçu (Severi & Cordeiro, 1994). Esta região encontra-se muito impactada pelos represamentos e pela intensa ocupação antrópica da região, o que coloca a espécie em risco de extinção.

Nakatani et al. (2001) citaram que existem poucos estudos sobre sua biologia, principalmente na fase inicial de desenvolvimento. Para evitar o desaparecimento global da espécie, são necessárias ações no ambiente natural (Agostinho et al., 2002b). Para a produção de juvenis, é importante o conhecimento de seu desenvolvimento, pois a espécie apresenta bons resultados em cultivos experimentais, como demonstrado por Feiden et al. (2001a, b).

A disponibilidade de alimento vivo, com alto valor biológico (Furuya et al., 1999), é essencial, pois o alimento vivo fornece todos os nutrientes essenciais para o desenvolvimento inicial das larvas (Herbert, 1978). As enzimas necessárias à digestão nesta fase muitas vezes ainda não são produzidas, por não haver ainda o diferenciamento total do trato digestório (Dabrowski & Glogowski, 1977; Verreth et al., 1992).

O zooplâncton é o principal recurso utilizado pelas larvas na natureza (Gerking, 1994), porém, em ambientes controlados, seu cultivo se torna oneroso. Além disso, a coleta de plâncton silvestre é sazonal, podendo modificar quanto à densidade e à composição (Radünz Neto, 1999). O uso de cistos de Artemia para fornecimento de náuplios no início da alimentação exógena é comum, pois proporciona bons resultados (Verischelle et al., 1990; Stickney, 1994; Behr, 1997). Kossowski (1991) recomendou o fornecimento de náuplios de Artemia na primeira alimentação e Sorgenloos et al. (2001) destacaram que Artemia é essencial na larvicultura de espécies marinhas.

A combinação de dietas naturais e artificiais é muito empregada, pois, após a alimentação natural, dietas formuladas tem apresentado resultados excelentes quanto ao desempenho e à sobrevivência (Hogendoorn, 1980; Verreth & van Tongeren, 1989; Fermin & Bolívar, 1991; Kerdchue & Legendre, 1995; Qin et al., 1997; Roselund et al., 1997).

O fornecimento de dietas diferenciadas permite a seleção dos alimentos conforme a preferência, o tamanho ou a fase ontogenética dos peixes, observando-se que, inicialmente, o tamanho da boca é o mecanismo limitante (Zaret, 1980; Lazzaro, 1987). Inicialmente, as larvas selecionam pequenos organismos do plâncton, mas, com o aumento do tamanho da larva, a seletividade diminui (Geiger, 1985; Sipaúba-Tavares, 1993; Zuniga & Escobar, 1993).

A predação intra-específica, considerada um dos principais obstáculos na larvicultura, por reduzir drasticamente a sobrevivência, está relacionada à densidade de estocagem (Smith & Ready, 1991; Britz & Pienaar, 1992; Luz & Zaniboni Filho, 2002), ao tipo de alimento fornecido (Zaniboni Filho & Barbosa, 1992; Piovezan, 1994; Laurel et al., 2001; Baras & Jobling, 2002) e ao crescimento desuniforme das larvas (Hecht & Appelbaum, 1988; Hecht & Pienaar, 1993; Kubitza & Lovshin, 1999; Dou et al., 2000).

Este estudo foi realizado com o objetivo de avaliar o desenvolvimento de larvas de surubim-do-iguaçu (S. melanodermatum) durante a fase inicial alimentadas com diferentes dietas.

 

Material e Métodos

Para avaliar o desenvolvimento de larvas de S. melanodermatum, foi conduzido um experimento nas instalações do Laboratório de Aqüicultura da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, campus de Toledo, no período de 08 de outubro a 06 de novembro de 2002.

Os alimentos avaliados foram: Artemia sp., zooplâncton e ração com 38% de PB. Para eclosão e obtenção de náuplios de Artemia sp., foram utilizadas incubadoras com capacidade para 2 L de água, mantidas sob iluminação e aeração constante. O zooplâncton foi coletado e concentrado diariamente por meio do arraste de rede com malha de 70 mm em viveiros do Centro de Pesquisas em Aqüicultura Ambiental (CPAA-IAP), em Toledo-PR, e a ração fornecida foi formulada para atender às exigências nutricionais de peixes carnívoros (Tabela 1).

 

 

No experimento, 300 larvas foram distribuídas em 20 aquários com capacidade para 35 L (unidade experimental), em um delineamento inteiramente casualizado, com cinco tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos consistiram de cinco programas de alimentação: A - Artemia sp.; R - ração; Z - zooplâncton; A+R - Artemia sp. + ração; Z+R - zooplâncton + ração. O zooplâncton foi produzido em tanques de 200 m2 com laterais de concreto e fundo de terra, adubados semanalmente com adubo orgânico, para manter a transparência entre a 15 e 25 cm pelo disco de Secchi. Os organismos planctônicos fornecidos foram, na sua maioria, pequenos cladóceras e náuplios de copépodas nos estádios 3 e 5 (62% de cladóceros, 27% de naúplios e 11% de outros grupos).

Em cada aquário, foram mantidas 15 larvas com 48 horas de vida, com comprimento total de 8,35±0,85 mm e peso médio de 6,75±0,64 mg. As larvas, doadas pela Estação Experimental de Estudos Ictiológicos de Segredo, da Copel, foram obtidas por desova induzida. As larvas foram alimentadas três vezes ao dia (8h, 13h30 e 18h), após a sifonagem dos aquários para retirada de excretas e sobras de alimento. Em cada sifonagem, retirou-se, na primeira semana, 10% do volume e, nas semanas seguintes, 30% do volume.

Os parâmetros abióticos da água foram monitorados por meio de aparelhos portáteis digitais. Diariamente, pela manhã e à tarde, foi controlada a temperatura (ºC) e, semanalmente, foram medidos o pH, o oxigênio dissolvido (mg.L-1) e a condutividade elétrica (mS.cm-1). Os fatores bióticos foram monitorados diariamente e, ao final do experimento, todos os peixes foram contados, medidos e pesados individualmente para avaliação do comprimento, do peso e do ganho de peso diário e cálculo da mortalidade, do canibalismo e da sobrevivência.

Na análise, adotou-se o seguinte modelo estatístico:

em que: Yij = observação referente ao aquário j onde se utilizou o tratamento i; µ = constante geral; Ti = efeito do tratamento i, em que i = A, R, Z, A+R e Z+R; e eij = erro aleatório associado à observação Yij.

Os dados foram submetidos à análise de variância e, no caso de diferenças estatísticas, aplicou-se o teste Tukey a 1,00% de probabilidade, por meio do programa computacional Minitab for Windows® versão 10.1. Os valores de mortalidade, canibalismo e sobrevivência foram transformados pela expressão y=arcsen, sendo x o valor destas características expresso em porcentagem.

A cada três dias, foram coletados aleatoriamente de cada aquário três indivíduos, os quais foram fixados em solução de formalina a 4% para as medidas de comprimento e peso e elaboração das curvas de crescimento para a fase inicial. Amostras do plâncton foram coletadas para análises qualitativa e quantitativa. A identificação do zooplâncton foi realizada com base nos estudos de Rocha & Tundisi (1976) e Lopretto & Tell (1995).

Para determinação do espectro alimentar das larvas, procedeu-se à análise do conteúdo estomacal, determinando-se o grau de repleção dos estômagos (GR) e os conteúdos dos tratos digestivos, obtidos por meio de microcirurgia sob microscópio estereoscópico e análise do conteúdo em microscópio óptico, observando-se a ocorrência dos itens presentes e dos ítens dominantes, segundo Hynes (1950) e Hyslop (1980). Os organismos encontrados foram divididos em cinco categorias, conforme a densidade: 0 - não encontrado; 1 - 1 a 20%; 2 - 21 a 40%; 3 - 41 a 60%; 4 - 61 a 80%; 5 - 81 a 100%.

 

Resultados e Discussão

Os valores médios dos parâmetros bióticos do desenvolvimento inicial de larvas de S. melanodermatum alimentadas com diferentes dietas são apresentados na Tabela 2. Foram observadas diferenças (P<0,01) entre os diferentes tratamentos para o comprimento final, o peso final, o ganho de peso diário, a sobrevivência, a mortalidade e o canibalismo das larvas de surubim-do-iguaçu (S. melanodermatum).

Os melhores resultados foram obtidos no tratamento A+R. Os dados finais comprovaram que a combinação dos alimentos naturais com dietas artificiais permitiram desenvolvimento significativamente maior (P<0,01). Resultados semelhantes foram encontrados por Szlaminska & Przybyl (1986), em Cyprinus carpio, Kerdchuen & Legendre (1995), em Heterobranchus longifilis, e Soares et al. (2000), em Carassius auratus.

A maior homogeneidade e sobrevivência e o maior peso médio final dos juvenis do tratamento A+R em relação aos do Z+R está de acordo com os resultados descritos por Fermin & Bolívar (1991), que verificaram maior desempenho para Clarias macrocephalus ao compararem o fornecimento de Artemia e Cladóceras (Moina sp.), e Appelbaum & McGeer (1998), que encontraram alta homogeneidade para larvas de Clarias gariepinus.

Durante o experimento (Figura 1), as larvas dos tratamentos A e A+R até o 15º dia apresentaram os melhores desempenhos, provavelmente pelo fato de a Artemia ter sido preferida na seleção, comprovado pelo grau de repleção (GR) das larvas (Figura 2). O mesmo foi relatado por Kossowski (1991), que encontrou náuplios de Artemia como primeiro alimento ingerido por Pseudoplatystoma fasciatum e Leiarius marmoratus, e por Naes et al. (1995), em análise dos conteúdos estomacais de Hippoglossus hippoglossus na fase inicial de alimentação exógena.

Ao final do experimento, os peixes do tratamento A tiveram desempenho inferior ao obtido nos tratamentos A+R e Z+R, apesar do melhor desenvolvimento até próximo ao 10º dia e terem, durante todo o experimento, os estômagos repletos de Artemia. Esse fato foi comprovado por Baras & Jobling (2002), que declaram que a passagem da dieta natural para a artificial proporciona maior ingestão de matéria seca (MS) proporcionando desenvolvimento mais rápido. Verreth & van Tongeren (1989), inclusive, recomendaram, para Clarias gariepinus, fornecer inicialmente alimento vivo por 10 a 14 dias e, posteriormente, passar para dietas artificiais.

O fornecimento exclusivo de alimento artificial no tratamento R ocasionou menor ganho de peso diário (24 mg/dia) e comprimento (19,2 mm), como comprovado por Walford & Lam (1993), que afirmaram que o alimento inerte afeta a sobrevivência e o desenvolvimento pela incapacidade de digestão dos alimentos no início da alimentação exógena, pela composição e pelas características da ração. Além disso, as enzimas digestivas dos organismos-alimento auxiliam a digestão na fase inicial (Dabrowski & Glogowski, 1977). Baras & Jobling (2002) relataram que larvas que não se alimentam exaurem suas reservas e morrem por inanição ou ficam suscetíveis à predação, o que justifica o percentual (60%) de canibalismo (apenas 1,7% de sobrevivência) e o desenvolvimento inferior em peso e comprimento no tratamento R.

Observou-se predominância de cladóceras nos conteúdos estomacais, indicando a preferência por esses organismos planctônicos, como conseqüência da composição do plâncton, do pequeno tamanho e da reduzida capacidade de locomoção dos cladóceras, o que dificulta o escape (Esteves, 1988). A preferência inicial por cladóceras foi confirmada por Zuniga & Escobar (1993), em estudo com Cauque maleanum; Rossi (2001), em pesquisa com Sorubim lima; Mackrakis et al. (2005), com Iheringichthys labrosus e Hypophthalmus edentatus em ambientes naturais e em laboratório; Ribeiro et al. (2001), com Leporinus macrocephalus; Sipaúba-Tavares (1993), com Colossoma macropomum; Geiger et al. (1985), com Morone saxatilis; Furuya (2002), com P. corruscans; e por Soares et al. (1997), com Rhinelepis aspera.

De acordo com Cohen & Lough (1983), a seletividade alimentar pode variar com a composição do plâncton disponível e, quando os cladóceras são mais abundantes, os copépodas são rejeitados.

Na Figura 2 verifica-se que o GR ao longo do período nos tratamentos Z e Z+R variou de 20 a 100% de repleção, ao contrário do que ocorreu no A e A+R (60 a 100% de repleção), o que pode comprovar a maior heterogeneidade dos indivíduos ao final do experimento. Essa variação na taxa de alimentação pode ser explicada pela variabilidade das presas encontradas no ambiente, que, segundo Radünz Neto (1999), apresenta grande variação temporal. Além disso, de acordo com Holmefjord et al. (1993), o zooplâncton silvestre apresenta composição instável, com dominância de espécies não desejáveis. A baixa capacidade de predação na fase inicial de alimentação exógena (nesta fase, os tratamentos nos quais as larvas foram alimentadas com zooplâncton apresentaram grande variação na captura das presas) pode ter influenciado o desenvolvimento.

As larvas que receberam tratamento Z+R apresentaram valores médios de peso e comprimento significativamente maiores que aquelas que receberam o tratamento Z. Este resultado confirma os obtidos por Zuniga & Escobar (1993) em juvenis de Cauque maleanum. Esses autores notaram influência da diminuição da seletividade com o aumento do tamanho da larva e incremento da ingestão de alimento artificial pelas larvas no Z+R (Fermin & Recometa, 1988; Hayashi et al., 2002).

As altas taxas de sobrevivência observadas, à exceção das larvas submetidas ao tratamento R, permitem afirmar que esta espécie, quando em ambiente com abundância de alimento, apresenta baixa taxa de canibalismo. Pienaar (1990) atestou que o canibalismo pode ser controlado pela alteração da disponibilidade do alimento. Dou et al. (2000) destacaram ainda que o canibalismo é mais freqüente em grupos heterogêneos, confirmando o que ocorreu no tratamento Z+R.

Os parâmetros abióticos monitorados durante o experimento (Tabela 3) apresentaram valores médios 24,9ºC para temperatura da água, 7,48 mg.L-1 para oxigênio dissolvido, 7,33 para pH e 127 mS.cm-1 para condutividade elétrica. Segundo Sipaúba-Tavares (1994), estes valores estão dentro da faixa de conforto para espécies tropicais.

 

Conclusões

O surubim-do-iguaçu S. melanodermatum, quando alimentado com dietas combinadas, apresenta bom desenvolvimento e alta sobrevivência na fase larval. O fornecimento de Artemia tem grande influência na alimentação inicial desta espécie, pois proporciona maior homogeneidade nos juvenis.

 

Literatura Citada

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Recebido: 12/03/05
Aprovado: 09/08/06

 

 

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