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Revista Brasileira de Zootecnia

Print version ISSN 1516-3598On-line version ISSN 1806-9290

R. Bras. Zootec. vol.35 no.6 Viçosa Nov./Dec. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982006000800018 

MONOGÁSTRICOS

 

Morfologia das fibras musculares esqueléticas de frangos de corte de diferentes linhagens criados em sistemas de confinamento e semiconfinamento1

 

Morphology of skeletal muscle fibers of different broiler chicken strains bred in confined and semi-confined systems

 

 

Luciene Aparecida MadeiraI; José Roberto SartoriII; Érika Salgado Politi Braga SaldanhaIII; Carla Cachoni PizzolanteIII; Maeli Dal Pai SilvaIV; Ariel Antonio MendesV; Sabrina Endo TakahashiI; William Vicent Narvaez SolarteVI

IDoutoranda do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da FMVZ, Universidade Estadual Paulista, Campus de Botucatu, SP
IIDepartamento de Melhoramento e Nutrição Animal, FMVZ, Universidade Estadual Paulista, Campus de Botucatu, SP
IIIAPTA, Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Brotas, SP
IVDepartamento de Morfologia, IBB, Universidade Estadual Paulista, Campus de Botucatu, SP
VDepartamento de Produção e Exploração Animal, FMVZ, Universidade Estadual Paulista, Campus de Botucatu, SP
VIUniversidade de Caldas, Colombia

 

 


RESUMO

Avaliou-se o efeito da linhagem, do sistema de criação e do sexo sobre o peso vivo, o rendimento de carcaça e de pernas e os aspectos morfológicos das fibras musculares esqueléticas do músculo flexor longo do hálux de frangos de corte. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial 4 x 2 x 2, ou seja, quatro linhagens (Ross-308, Pescoço Pelado Label Rouge, Caipirinha e Paraíso Pedrês), dois sistemas de criação (confinamento e semiconfinamento) e dois sexos, com duas repetições por tratamento, sendo que cada ave retirada ao acaso aos 56 dias de idade foi considerada uma unidade experimental, totalizando 64 aves. A linhagem Ross apresentou maior peso vivo e maiores pesos de carcaça, de pernas, de carne de penas e do músculo flexor longo do hálux e maiores rendimentos de carcaça e de carnes de pernas que as outras linhagens. A maior massa muscular das aves selecionadas para alta taxa de crescimento está relacionada ao aumento na área dos três tipos de fibras musculares (SO, FOG e FG). Machos apresentaram maior massa muscular e musculatura mais glicolítica que fêmeas. O sistema de semiconfinamento alterou a composição de fibras musculares esqueléticas dos machos, tornando-a mais oxidativa, porém, esse efeito não foi observado nas fêmeas.

Palavras-chave: exercício, fibra muscular, frangos de corte, linhagem, semiconfinamento


ABSTRACT

The effect of strain, breeding system and sex on body weight, carcass and leg yield, and morphologic aspects of skeletal muscle fibers of flexor hallucis longus muscle of broiler chickens was evaluated in this study. The experiment consisted of a 4x2x2 factorial arrangement of treatments, with four strains (Ross-308, Naked Neck Label Rouge, Caipirinha and Paraiso Pedrês), two breeding systems (confinement and semi-confinement) and two sexes, with two replicates per treatment, considering each bird selected randomly at 56 days of age an experimental unit, with a total of 64 birds. Ross strain had the highest values of body weight, weights of legs and meat of legs and weight of flexor hallucis longus muscle and highest values of carcass yield and meat of leg yield. The higher muscle mass of birds selected for high growth is related to an increase in the area of the three types of muscle fibers evaluated (SO, FOG and FG). Males presented higher muscle mass and a musculature higher in fast-glycolityc-type fibers than females. Semi-confined system modified the composition of skeletal muscle fibers of males, increasing the oxidative-type fibers. However this effect was not observed in females.

Key Words: broiler chickens, exercise, muscle fiber, semi-confined, strain


 

 

Introdução

A carne de frango, seguindo a tendência mundial, tem sido largamente consumida no Brasil. A população tem procurado produtos diferenciados, como carne de ave mais avermelhada e firme. Este tipo de produto, com sabor mais pronunciado, é característico de animais mais velhos, em idade próxima à maturidade sexual (Bastianelli, 2001), de aves que não sofreram melhoramento genético intenso (linhagens caipiras) ou de aves submetidas a exercício (criação extensiva ou em semiconfinamento).

Para atender esse mercado, foram criadas várias linhagens coloniais, como a Pescoço Pelado Label Rouge, de origem francesa; Embrapa 041, produzida pelo Centro Nacional de Pesquisa em Suínos e Aves da Embrapa, Concórdia - SC; a Paraíso Pedrês, criada pela Granja Aves do Paraíso, Itatiba – SP, e a linhagem Caipirinha, produzida pela ESALQ/USP, em Piracicaba - SP (Takahashi, 2003).

Aproximadamente 30 a 40% do peso vivo animal consiste de músculos esqueléticos (Pearson & Young, 1989). Entre esses músculos, destacam-se o vermelho, constituído predominantemente por fibras oxidativas, e o branco, formado predominantemente por fibras glicolíticas (Banks, 1992).

Nos mamíferos, assim como nas aves, as fibras musculares podem ser identificadas, com base nas suas características metabólicas e contráteis, em três tipos: tipo I - de contração lenta e oxidativa (SO), tipo IIA – de contração rápida e oxidativa (FOG); e tipo IIB – de contração rápida e glicolítica (FG) (Peter et al., 1972; Banks, 1992).

Para o entendimento do desenvolvimento muscular, é fundamental estudar os mecanismos que regulam o número, o tipo e o tamanho das fibras musculares, relacionados a vários fatores que interferem no desenvolvimento muscular nos períodos pré e pós-natal (Dauncey & Gilmour, 1996), como os fatores intrínsecos (genética, fatores reguladores de crescimento, ativadores de transcrição, status endócrino, proteinases musculares e inervação) e os ambientais (dieta e temperatura ambiente), a atividade motora, os agentes repartidores de nutrientes, a idade, o sexo, as doenças, o tipo de músculo e a localização das fibras no músculo (Gonzales & Sartori, 2002).

O melhoramento genético do frango de corte para maior massa muscular e rapidez de crescimento reduz a capacidade oxidativa da musculatura dos frangos de corte, resultando em músculos mais anaeróbios (Soike & Bergmann, 1997).

O exercício, em aves, pode levar a certas mudanças adaptativas na capacidade oxidativa dos músculos esqueléticos, similares às observadas no homem e em outros mamíferos. Em frangos de corte, o exercício resulta em alterações no tamanho dos músculos e na modulação das suas fibras, confirmando que o padrão da atividade influencia na diferenciação do músculo. Tanto a colocação de barreiras quanto de rampas nos boxes convencionais de frangos de corte foram determinantes para obtenção de músculos mais pesados após 3 a 4 semanas de exposição à nova situação (Khaskiye et al., 1987; Sandusky & Heath, 1988). O sistema de criação em semiconfinamento, em comparação ao de confinamento, permite que as aves se movimentem continuamente e por maiores distâncias e, dependendo da intensidade e duração do exercício, incide em alterações significativas na musculatura esquelética das aves.

Neste trabalho foram avaliados os efeitos da linhagem, do sistema de criação e do sexo sobre o peso vivo, o rendimento de carcaça e de pernas e os aspectos morfológicos das fibras musculares esqueléticas do músculo flexor longo do hálux de frangos de corte.

 

Material e Métodos

O experimento foi conduzido nas instalações experimentais da Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Brotas, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado de São Paulo, no período de 17 de fevereiro a 13 de abril de 2003.

Foram criados 1.600 pintinhos de corte, distribuídos em um delineamento experimental inteiramente casualizado, em esquema fatorial 4 x 2 x 2, ou seja, quatro linhagens (Ross-308, Pescoço Pelado Label Rouge, Caipirinha e Paraíso Pedrês), dois sistemas de criação (confinamento e semiconfinamento) e dois sexos (macho e fêmea), com duas repetições por tratamento.

As aves foram alojadas em galpão experimental de alvenaria coberto com telhas de barro (pé-direito de 2,80 m), dividido em boxes com 5,0 m2 cada um. Os boxes permitiam acesso a áreas de piquetes gramados (Brachiaria decumbens), cercadas com arame tipo tela trançado revestido com sombrite. As aves criadas no sistema de semiconfinamento tiveram acesso ao piquete gramado (3 m2/ave) durante o dia, sendo recolhidas ao boxe à noite.

No alojamento, após a pesagem inicial, os pintos foram distribuídos em 32 boxes previamente sorteados e receberam vacina contra coccidiose ministrada na ração. Aos 15 dias de idade, foram vacinadas contra bouba aviária.

Cada boxe foi equipado com um comedouro inicial (cone de pressão), um bebedouro pendular e uma campânula elétrica provida de lâmpada infravermelha. Após a primeira semana de idade, os comedouros iniciais foram substituídos por comedouros tubulares e, aos 14 dias de criação, as campânulas foram retiradas.

A partir dos 35 dias de idade, as aves criadas em semiconfinamento tiveram acesso aos piquetes até o final do experimento.

A ração e a água foram fornecidas à vontade durante todo o período de criação e o programa de alimentação foi dividido, segundo recomendações de Figueiredo (2000), em duas fases (Tabela 1): ração inicial (1 a 28 dias) e ração de crescimento (29 a 56 dias).

 

 

As rações foram produzidas na forma farelada na Fábrica de Rações da FMVZ, UNESP, Campus de Botucatu, SP, sendo isentas de promotores de crescimento, antibióticos, anticoccidianos e ingredientes de origem animal. Entretanto, foram acrescidas, para ambas as fases, de Simbiótico plus® - BioCamp Laboratórios Ltda., produto composto por probiótico e prebiótico.

Na fase final de crescimento, aos 56 dias de idade, foram retiradas ao acaso duas aves por boxe (quatro por tratamento, em um total de 64 aves), que foram abatidas no Abatedouro Experimental da FMVZ, UNESP, Campus de Botucatu, SP, após jejum por 8 horas. Os cálculos de rendimento de carcaça e das partes foram feitos com base no peso vivo e no peso da carcaça. O peso vivo foi determinado individualmente na plataforma, antes do abate, e o peso de carcaça, pela pesagem da ave eviscerada, sem pescoço, pernas e gordura abdominal. Foram avaliados os peso de peito, pernas (coxa e sobrecoxa), dorso, asas, carne de coxa e carne de peito, segundo metodologia descrita por Mendes et al. (1993).

O músculo flexor longo do hálux da perna direita foi dissecado imediatamente após o abate e pesado sem tendões e sem gordura. Em seguida, foram realizadas secções transversais na região mediana do músculo para retirada de amostras, as quais foram imediatamente congeladas em N-Hexana, previamente resfriada a -156ºC em nitrogênio líquido, durante dois minutos (Chayen et al., 1969). Seqüencialmente, foram identificadas e acondicionadas em botijão de nitrogênio líquido para análises histoenzimológicas realizadas no Laboratório de Histoenzimologia do Departamento de Morfologia do IBB, UNESP, Campus de Botucatu, SP.

A escolha do músculo flexor longo do hálux baseou-se nos relatos de Sartori et al. (2001), que, em estudo com frangos de corte Ross aos 42 dias de idade, verificou que o músculo flexor longo do hálux, pela sua composição de tipos de fibras (25,33% de SO, 53,29% de FOG e 23,55% de FG), por seu tamanho e sua fácil localização e identificação, pode ser utilizado nos estudos da musculatura esquelética de frangos de corte.

Os fragmentos congelados de tecido muscular foram transferidos para a câmara de um micrótomo criostato Reichert-young a -20ºC e mantidos neste ambiente por 45 minutos. Após esse tempo, foi fixado perpendicularmente no suporte metálico do criostato utilizando-se resina especial Tissue Tek, OCT - Optimal Critical Temperature Compound. Em seguida, foram obtidas várias séries de cortes histológicos (10 mm de espessura), os quais foram colhidos em lâminas mantidas à temperatura ambiente, conforme procedimento de Eversole & Standish (1970).

Os cortes foram submetidos às seguintes técnicas de coloração: Hematoxilina-Eosina (HE), para análise da morfologia das fibras musculares; Nicotinamida Adenina Dinucleotídeo Tetrazólio Redutase (NADH-TR), para diferenciar a atividade metabólica das fibras em oxidativa e/ou glicolítica e ATPase miofibrilar (m-ATPase) após pré-incubação em meio ácido (pH 4,6), que indica a velocidade de contração das fibras, conforme metodologia de Dubowitz & Brooke (1984). A comparação destas duas técnicas possibilita a diferenciação dos tipos de fibras, conforme os critérios determinados por Peter et al. (1972), e sua classificação em SO (Slow Oxidative), FOG (Fast Oxidative Glycolytic) e FG (Fast Glycolytic).

O tamanho da fibra foi avaliado pela medida da área (Dubowitz & Broke, 1984). Para cálculo da freqüência e do tamanho dos tipos de fibras, foram analisados os cortes que reagiram com a m-ATPase após pré-incubação ácida (pH 4,6), obtendo-se a diferenciação dos três tipos de fibras. Dos cortes presentes em cada lâmina, foram escolhidos o mais íntegro e aquele com melhor padrão de reação. As reações NADH-TR serviram como controle para a identificação dos tipos de fibras.

Para contagem, estabelecimento das freqüências (%) e obtenção do diâmetro dos tipos de fibras, foram analisados por corte dez campos microscópicos utilizando-se microscópio ótico comum acoplado ao computador e ao sistema de análise de imagens da Leica (Image-Pro Plus versão 4.5.0.27). Foram contadas e medidas as fibras constantes nos campos microscópicos.

Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) com auxílio do procedimento GLM do programa SAS (1996), aplicando-se o teste Tukey a 5% de probabilidade para verificar diferenças significativas entre as médias dos tratamentos.

 

Resultados e Discussão

Não houve interação significativa (P>0,05) sistema de criação ´ linhagem ´ sexo para as variáveis analisadas na carcaça (peso e rendimentos de carcaça, de pernas e de carne de pernas e morfologia das fibras musculares do músculo flexor longo do hálux). Não foram observados efeitos das interações (P>0,05) sistema de criação ´ linhagem e sistema de criação ´ sexo sobre o peso vivo e o peso da carcaça (Tabela 2). A interação linhagem ´ sexo, no entanto, foi significativa (P<0,05) para peso de carcaça e seu desdobramento é demonstrado na Tabela 3.

 

 

Dentro do fator sexo, a linhagem afetou significativamente (P<0,05) o peso da carcaça (Tabela 3), de modo que, entre os machos, aves Ross foram superiores (3.387 e 2.447 g) às da linhagem Paraíso Pedrês (2.250 e 1.497 g). As linhagens Caipirinha (1.723 e 1146 g) e Pescoço Pelado (1.750 e 1.178 g) não diferiram e apresentaram resultados inferiores para peso de carcaça quando comparadas às Paraíso Pedrês e Ross. Entre as fêmeas, os maiores (P<0,05) pesos de carcaça (2.734 e 1.989 g) foram obtidos nas aves Ross em comparação às Paraíso Pedrês (1.794 e 1.201 g), seguidas das aves Caipirinha (1.297 e 851 g) e das Pescoço Pelado (1.144 e 762 g, respectivamente). Os resultados deste estudo corroboram a afirmação de Silva et al. (2001) de que as linhagens coloniais Caipirinha e Pescoço Pelado são de crescimento lento, enquanto a Paraíso Pedrês é considerada de crescimento rápido.

Michelan Filho & Souza (2001) afirmaram que, na produção de frangos de corte, desde 1948 até os dias atuais, o processo de seleção e cruzamentos têm sido intenso, descaracterizando as raças e originando linhagens específicas com características próprias, que, cruzadas entre si, dão origem a um produto híbrido, como as aves Ross.

As aves da linhagem Ross, por serem destinadas a sistema de criação intensivo, têm sido submetidas à seleção para alto ganho de peso à idade precoce (Mccarthy, 1977), de modo que 1 a 2% do ganho de peso por ano é decorrente do melhoramento genético (Coutinho et al., 2000).

Dentro do fator linhagem, o peso da carcaça foi sempre superior (P<0,05) nos machos em relação às fêmeas (Tabela 3), o que está de acordo com os resultados observados na indústria e pesquisa, consistindo em uma característica inerente à espécie. Rondelli et al. (2003), ao avaliarem o efeito do sexo no desempenho de duas linhagens comerciais de frangos de corte (Ross e Avian Farm), verificaram maior peso final e ganho de peso nos machos em comparação às fêmeas.

Os resultados dos pesos de carcaça, de pernas e do músculo flexor longo do hálux não foram influenciados (P>0.05) pelo sistema de criação (Tabela 2), possivelmente em virtude do curto período em que as aves foram submetidas ao exercício (dos 35 aos 56 dias de idade, 21 dias).

Para a variável peso de pernas, não foi observada interação (P>0,05) sistema de criação ´ linhagem e sistema de criação ´ sexo. O peso de carne de pernas também não foi influenciado pela interação (P>0,05) sistema de criação ´ linhagem (Tabela 2). Os pesos de pernas e de carne de pernas, no entanto, foram influenciados pela interação (P<0,05) linhagem ´ sexo, conforme o desdobramento é apresentado na Tabela 3. Dentro do fator sexo, a linhagem afetou significativamente (P<0,05) os rendimentos e pernas e de carne de pernas, pois, tanto para machos como para fêmeas, os pesos de perna e de carne de pernas das aves Ross foram maiores (P<0,05) (809 e 601; 556 e 411 g) que para as da linhagem Paraíso Pedrês (518 e 402; 334 e 258 g). Os pesos de perna e de carne de pernas de machos e fêmeas das linhagens Caipirinha (395 e 285; 252 e 182 g) e Pescoço Pelado (406 e 251; 264 e 163 g) não diferiram e foram inferiores aos das aves Paraíso Pedrês. Em todas as linhagens estudadas, os pesos de pernas e de carne de pernas foram sempre superiores (P<0,05) nos machos em relação às fêmeas (Tabela 3).

Rondelli et al. (2003), comparando linhagens Ross e Avian Farm, também verificaram que machos machos Ross apresentaram melhores resultados de peso de perna e que não houve diferença entre as fêmeas de ambas as linhagens. Os maiores pesos de pernas e de carne de pernas obtidos nas linhagens de crescimento rápido demonstraram o efeito da maior pressão de seleção nestas linhagens sobre a deposição de massa muscular.

Observou-se interação sistema de criação ´ sexo (P<0,05) para peso de carne de pernas (Tabela 2). Dentro do fator sexo (Tabela 4), somente nos machos houve efeito do sistema de criação (P<0,05), ressaltando-se que aqueles criados em sistema de confinamento apresentaram maior peso de carne de pernas em comparação aos do sistema de semiconfinamento. Em ambos os sistemas de criação, o peso de carne de pernas foi superior nos machos (P<0,05).

 

 

Para a variável peso do músculo flexor longo do hálux, não foi observada qualquer interação (Tabela 2). Houve efeito de sexo (P<0,05), sendo que os machos apresentaram maior peso de músculo (1,67 vs 1,26 g), o que, possivelmente, resultou de fatores intrínsecos da ave, relacionados ao sexo.

Diferenças significativas também foram encontradas entre as linhagens, de modo que as aves Ross apresentaram maior (P<0,05) peso de músculo flexor longo do hálux (2,34 g), sendo seguidas das aves Paraíso Pedrês (1,47 g) e Caipirinha e Pescoço Pelado (1,10 e 0,99 g, respectivamente), que não diferiram.

Na Tabela 5 constam os resultados de rendimento de carcaça, pernas, carne de pernas e músculo flexor longo do hálux em relação ao peso vivo antes do abate. Não foi observada interação (P>0,05) nem efeito de sistema de criação sobre as características de rendimento estudadas. Almeida & Zuber (2000) também não encontraram diferença significativa do sistema de criação para rendimento de carcaça ao trabalharem com frangos de corte tipo colonial.

 

 

Para o rendimento de carcaça e de carne de pernas, houve efeito significativo de linhagem. As aves da linhagem Ross, em comparação às demais (que não diferiram), apresentaram maiores (P<0,05) rendimentos de carcaça e carne de pernas. Não houve efeito de linhagem (P>0,05) para os rendimentos de pernas e do músculo flexor longo do hálux (Tabela 5). Hellmeister Filho et al. (2002), trabalhando com aves caipiras, também não verificaram diferenças para rendimento de carcaça, pernas e carne de pernas entre linhagens Paraíso Pedrês, Caipirinha e Pescoço Pelado (Label Rouge).

Os rendimentos de pernas e de carne de pernas foram maiores nos machos (P<0,05), mas não houve efeito de sexo (P>0,05) sobre os rendimentos de carcaça e do músculo flexor longo do hálux. Almeida & Zuber (2000), trabalhando com linhagens de frangos coloniais, e Moreira (2003), com linhagens convencionais, também verificaram maior rendimento de pernas para os frangos machos.

A linhagem Ross apresentou maior rendimento de carcaça e de carne de pernas que as demais, observando-se melhor rendimento para os machos, provavelmente em virtude de fatores ligados ao sexo.

Nos cortes do músculo flexor longo do hálux submetidos à reação de m-ATPase após pré-incubação ácida (pH 4.5), as fibras do tipo SO reagiram intensamente, as do tipo FG reagiram fracamente e as do tipo FOG reagiram moderadamente, com intensidade de coloração intermediária entre FG e SO, permitindo a diferenciação dos três tipos de fibras (Figura 1). Quanto à reação com NADH- TR, as fibras de metabolismo oxidativo (SO e FOG) reagiram mais intensamente em comparação às fibras do tipo glicolítico (FG), que reagiram fracamente, indicando que todas as fibras deste músculo apresentavam predomínio de caráter oxidativo. Não foram observadas alterações na morfologia das fibras musculares do músculo flexor longo do hálux quando submetidas à reação de hematoxilina-eosina (HE).

Como demonstrado na Tabela 6, para área de fibras FG, verificou-se efeito apenas da interação sistema de criação ´ sexo (P<0,05). Houve efeito significativo de linhagem para esta variável, sendo que as aves Ross apresentaram maior (P<0,05) área de fibras FG, seguidas das Paraíso Pedrês e das linhagens Caipirinha e Pescoço Pelado, que não diferiram entre si. Quanto à área das fibras musculares FOG e SO, não foi observada interação dos fatores estudados, contudo, a linhagem também influenciou significativamente (P<0,05) estas variáveis. Aves Ross e Paraíso Pedrês apresentaram maiores (P<0,05) áreas de fibras FOG que as Caipirinha e Pescoço Pelado. Os maiores valores de área (P<0,05) para as fibras SO foram encontrados nas aves Ross (Tabela 6), enquanto as demais não diferiram para essa característica. Não houve efeito de sistema de criação para área das fibras FG, FOG e SO nem efeito de sexo para área de fibras FOG e SO.

 

 

Sartori et al. (1999) também observaram maior área das fibras FG no músculo flexor longo do hálux quando compararam uma linhagem de alto crescimento (Hubbard) a outra de crescimento lento (Pescoço Pelado). Esses autores relataram que a maior massa muscular dos frangos de corte selecionados foi caracterizada pelo aumento da área das fibras glicolíticas em relação à das fibras oxidativas (FOG + SO). Além disso, nesta pesquisa, as fibras oxidativas também apresentaram maior área nas linhagens de alto crescimento (Ross e Paraíso Pedrês), indicando que a maior pressão de seleção para ganho de peso se manifesta na hipertrofia das fibras musculares.

Dentro do fator sexo, o sistema de criação afetou significativamente a área das fibras do tipo FG, de modo que, nos machos criados no sistema de confinamento, a área de fibras FG (P<0,05) foi maior que naqueles do sistema de semiconfinamento (Tabela 7). Esse efeito de sistema de criação não foi observado (P>0,05) nas fêmeas.

 

 

Dentro do sistema de criação, entre as aves criadas em confinamento, verificou-se maior área de fibras FG nas fêmeas (P<0,05), porém, entre as aves criadas em semi-confinamento, esta diferença entre sexos não foi observada (Tabela 7).

Vários pesquisadores relataram que a seleção para tamanho corporal ou taxa de crescimento rápido em várias espécies animais proporciona sensíveis diferenças na massa muscular em decorrência de alterações no número e no tamanho das fibras musculares atribuídas ao melhoramento genético (Remignon et al., 1994; Fowler et al., 1980).

Quanto ao efeito do exercício, os dados indicam que os machos são mais sensíveis que as fêmeas. A diferença de tamanho da fibra do tipo FG entre machos e fêmeas foi observada somente no sistema de confinamento, o que reforça a afirmativa de que, possivelmente, a menor atividade física das fêmeas e a disponibilidade do alimento ad libitum estejam associadas à maior voracidade de consumo dos machos, o que permite aos machos manifestar seu potencial de crescimento.

O efeito da linhagem na freqüência das fibras foi verificado somente nas fibras SO, observando-se menor valor para a linhagem Caipirinha (Tabela 8).

 

 

A ocorrência de fibras FG, FOG e SO não foi afetada pelo sistema de criação, mas observou-se maior freqüência de fibras FG (P<0,05) nos machos, enquanto, nas fêmeas, houve maior freqüência de fibras FOG (Tabela 8). A ocorrência de fibras SO não foi afetada significativamente (P>0,05) pelo sexo. A maior freqüência de fibras FG nos machos (Tabela 8) e a maior área de fibras FG dos machos criados em confinamento em relação às fêmeas (Tabela 7) eram esperadas, pois os machos possuem maior massa muscular, comprovando os resultados de peso e rendimentos de carcaça, pernas e carne de pernas (Tabela 3).

Spindler et al. (1980) verificaram que a freqüência e o volume relativo ocupado pelas fibras intermediárias foram relativamente constantes durante o crescimento e, portanto, deve-se considerar que as fibras intermediárias são formas de transição na conversão de fibras vermelhas para brancas. Esses resultados confirmam a hipótese de Ashmore et al. (1972), citados por Spindler et al. (1980), de que o número de fibras brancas aumenta conforme a diferenciação das fibras vermelhas (sem alteração no número total de fibras). Assim, o volume relativo dos diferentes tipos de fibras está relacionado às diferenças acentuadas de massa muscular entre animais de sexo e raça diferentes. Em revisão sobre crescimento muscular, Scheuermann (2004) relatou que, no período pós-eclosão, ocorre alteração na distribuição dos diferentes tipos de fibras musculares no músculo de galináceos, com a modulação de fibras, que se trasformam de fibras de contração rápida para fibras de contração lenta quando submetidas à atividade física.

A maior sensibilidade das fibras do tipo FG a fatores ambientais também foi relatada por Sartori et al. (2003), que observaram redução no tamanho das fibras FG em função de temperatura ambiente fria e de restrição alimentar, fatores relacionados ao menor crescimento e à massa muscular.

Machos, independentemente da linhagem e do sistema de criação, apresentam maior (P<0,05) freqüência de fibras do tipo FG, possivelmente em virtude da maior taxa metabólica e precocidade, características relacionadas ao sexo.

Houve correlação significativa (P<0,05) e elevada (0,93) entre o peso do músculo flexor longo do hálux e o peso vivo (Tabela 9). Essa mesma correlação também foi observada por Sartori et al. (2001), com valor um pouco maior (0,97). As áreas de fibras FG, FOG e SO foram positivamente correlacionadas ao peso vivo e ao peso do músculo, indicando contribuição de todas as fibras para o crescimento muscular, porém com maiores valores de correlação para área de fibra FG (0,77 para peso vivo e 0,81 para peso do músculo).

 

 

Sartori et al. (2001) também encontraram correlações positivas entre o diâmetro das fibras SO, FOG e FG para peso vivo e peso do músculo flexor longo do hálux de frangos de corte e verificaram maiores valores também para as fibras do tipo FG. Esses dados discordam, no entanto, dos obtidos por Knizetova (1993), que observou correlações negativas entre o diâmetro das fibras e o peso do músculo para linhagens de frangos de corte com gene do nanismo ligado ao sexo. De acordo com Rehfeldt (2000), a hipertrofia da fibra muscular pós-natal depende do número total de fibras musculares de um músculo. A taxa de crescimento pós-natal da fibra muscular individual é mais baixa quando há elevado número de fibras no músculo e mais alta quando há menor número de fibras, indicativo de que o número de fibras musculares é inversamente correlacionado à espessura da fibra muscular ao final do período de crescimento intensivo. De fato, Rehfeldt et al. (2000) relataram que coeficientes de correlação genética entre tamanho e número de fibras musculares foram observados para galinhas e suínos, podendo variar de -0,4 a -0,8. Conseqüentemente, a seleção de animais com alta massa muscular, decorrente principalmente da grande proporção de miofibras, resulta em descendentes com baixo número de miofibras.

Neste estudo, verificou-se também correlação positiva (P<0,05) entre a área dos diferentes tipos de fibras.

 

Conclusões

As linhagens Ross-308 e Paraíso Pedrês apresentaram os maiores rendimentos de carcaça e os mais elevados pesos de pernas, de carne de pernas e do músculo flexor longo do hálux, tanto no sistema de confinamento como em semiconfinamento. A maior massa muscular das aves selecionadas para alta taxa de crescimento está relacionada ao aumento na área dos três tipos de fibras musculares (SO, FOG e FG). Machos possuem maior massa muscular e musculatura mais glicolítica que fêmeas. O sistema de semiconfinamento alterou a composição de fibras musculares esqueléticas dos machos, tornando-a mais oxidativa, contudo, esse efeito não foi observado nas fêmeas.

 

Literatura Citada

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Recebido: 19/09/05
Aprovado: 27/07/06
Apoio: CAPES.

 

 

Correspondências devem ser enviadas para: lucienemadeira@yahoo.com.br
1 Parte da dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da FMVZ, UNESP, Campus de Botucatu, SP, pela primeira autora.

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