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Revista Brasileira de Zootecnia

On-line version ISSN 1806-9290

R. Bras. Zootec. vol.36 no.6 Viçosa Nov./Dec. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982007000800024 

PRODUÇÃO ANIMAL

 

Relação materno-filial da raça Morada Nova recebendo dietas com três níveis de energia, ao final da gestação1

 

Ewe-lambs relationship in Morada Nova breed under three energy levels at the end of gestation

 

 

Tobyas Maia de Albuquerque MarizI; Edgard Cavalcanti Pimenta FilhoII; Ariosvaldo Nunes de MedeirosII; Severino Gonzaga NetoII; Saulo Vilarim de Farias LeiteIII; Jacira Neves da Costa TorreãoII

IPrograma de Doutorado Integrado em Zootecnia /CCA/UFPB
IIDepartamento de Zootecnia do CCA/UFPB
IIIEMEPA/PB

 

 


RESUMO

Objetivou-se com este trabalho avaliar os efeitos de diferentes níveis de energia ofertados no terço final da gestação sobre o comportamento materno-filial de animais da raça Morada Nova. O experimento consistiu de três tratamentos – três grupos de oito matrizes, alimentadas com dietas isoprotéicas contendo diferentes níveis energéticos (2,0; 2,4 e 2,8 Mcal EM/kg MS), com oito repetições cada. Observou-se efeito dos tratamentos sobre as variáveis comportamentais maternas avaliadas (vocalização, ato de cheirar e lamber a cria e a posição da ovelha em – pé ou deitada), nas ovelhas, mas não foi observada diferença para os comportamentos filiais (posição da cria, tempo decorrido do nascimento à primeira vez que ficou de pé, tempo decorrido do nascimento à primeira mamada, tempo total de mamadas) dos cordeiros. A mobilização de reservas ou o carreamento direto de nutrientes da dieta para o crescimento fetal normal, nos grupos alimentos com dietas contendo 2,0 e 2,4 Mcal EM/kg MS, minimizaram os possíveis efeitos sobre o comportamento filial dos cordeiros. Mesmo sob interferência no relacionamento com as crias, ovelhas Morada Nova conseguiram manter as condições dos cordeiros inalteradas em todos os tratamentos.

Palavras-chave: comportamento ovino, manejo de cordeiros e ovelhas, manejo nutricional


ABSTRACT

The present work was carried out with the objective to evaluate the effects of different energy levels offered in the final third of gestation on the ewe-lambs behavior of animals from the Morada Nova breed. The experiment was divided into three treatments – three groups of eight ewes, fed isoprotein diets containing different energy levels (2.0, 2.4, and 2.8 Mcal ME/kg DM), with eight replicates each. There was effect of the treatment on the maternal behavior evaluated variables (vocalization, act of smell and lick the lambs and the position of the ewe – stand up or lying), in the ewes, but no difference was observed for the filial behavior (position of animal, time from the birth to the first time that the animal was up, time from the birth to the first sucking and total time sucking) of the lambs. The mobilization of reserves or the direct carrying of nutrients of the diet for normal fetal growth, in the groups fed with diets containing 2.0 and 2.4 Mcal ME/kg DM, minimized the possible effects on the filial behavior of lambs. The mobilization of reserves or direct carry of nutrients of the diet for normal fetal growth, in the groups fed with diets containing 2.0 and 2.4 Mcal ME/kg DM, minimized the possible effect on the filial behavior of lambs. Despite the interference in their relationship with the kids, ewes Morada Nova attained to keep the conditions of the lambs unchanged in all treatments.

Key Words: lamb and ewe management, nutritional management, sheep behavior


 

 

Introdução

O estabelecimento da relação entre a mãe e a cria ocorre nas primeiras horas pós-parto (Ramírez et al., 1996), período considerado crítico, pois possibilita o desenvolvimento e a manutenção do comportamento materno-filial. Em cabras e ovelhas, alguns minutos de contato garantem essa ativação, mantendo-se mesmo após uma separação forçada; o vínculo é individualizado e estabelecido por experiências vividas durante a gestação, o parto e os contatos iniciais com as crias (Costa & Cromberg, 1998). O conjunto de comportamentos para chamar atenção, incluindo cheirar, lamber e proteger o neonato, serve como instrumento para formação de um laço materno-filial seletivo (Alexander et al., 1974; Pinheiro et al., 1997).

Segundo Brown (1998), entre os inúmeros mecanismos disponíveis para essa ativação, a estimulação vagino-cervical, ocorrida durante a passagem do feto pelo canal do parto, é o primeiro evento físico importante. Este mecanismo dá início a uma cadeia de transmissões de estímulos nervosos e hormonais que induz o ato de lamber e cheirar o líquido amniótico que envolve o neonato após o parto, reduzindo também o comportamento agressivo da mãe com os cordeiros.

De acordo com Poindron et al. (1988), o segundo evento fisiológico mais importante durante a parição é a excitação mecânica da área genital causada pela expulsão final do feto, ao qual se associa uma curta, porém importante, liberação de ocitocina.

A manutenção do comportamento maternal é promovida pela ação hormonal (estradiol, prolactina, ocitocina e opióides) e sensorial (audição, olfato e visão). O olfato é extensivamente usado em muitos aspectos maternais em mamíferos, assegurando a coordenação das interações materno-filiais e, por conseguinte, o desenvolvimento normal da descendência. Fora do período de parição e lactação, componentes olfatórios exercem um papel de inibição da responsabilidade materna, fazendo com que as fêmeas não-prenhes, ou em estádio inicial de gestação, considerem aversivo o odor de um jovem (Levy et al., 2004).

Na hora do parto, entretanto, ocorre uma troca no valor dos odores infantis, de forma que a cria se torna um estímulo muito potente, tornando este processo sensorial parte importante do sistema motivacional da atividade materna. A estrutura neural do bulbo olfatório principal sofre mudanças profundas quando exposta a odores do parto. Estas mudanças contribuem para a responsabilidade materna e memorização dos odores, passando a ser uma importante base para reconhecimento individual pelas mães e para regulação de vários aspectos do comportamento materno (Poindron et al., 1993; Keller et al., 2003).

A remoção dos fluidos pela mãe, minutos após o parto, pode ajudar a reduzir a perda de calor e estimular a atividade de busca da teta pela cria, por meio de movimentos exploratórios no corpo da mãe (visão e audição), que culminarão com a localização do úbere, pela detecção de odores característicos produzidos pelas glândulas inguinais e pelos restos placentários presos à ovelha (Vince, 1993; Schaal et al., 1995).

A inadequada nutrição durante a gestação pode comprometer o desenvolvimento fetal, além de interferir na interação mãe-cria, visto que se observa a rejeição de cordeiros nascidos de ovelhas que apresentam condições corporais inadequadas no momento do parto, potencializando a mortalidade neonatal (Thomson & Thomson, 1949; Langeneau & Lerg, 1976; Putu et al., 1988). Durante o terço final da gestação, ocorre em torno de 90% do desenvolvimento do feto e de seus envoltórios (Ferrel, 1992) e, por esse motivo, observa-se aumento nas exigências nutricionais das matrizes durante este período (Silva Sobrinho et al., 1996; Cunha et al., 1999). O não atendimento dessas exigências pode acarretar diminuição de até 40% do peso total no desenvolvimento fetal (Mellor, 1987). Segundo Geraseev et al. (2006), a restrição nutricional na vida uterina pode comprometer a produtividade de cordeiros após o desmame, mesmo com aleitamento ad libitum durante a fase materna dependente, reflexo do baixo peso ao nascimento.

Objetivou-se com este trabalho avaliar os efeitos de diferentes níveis de energia ofertados no período gestacional sobre o comportamento materno-filial de ovinos da raça Morada Nova.

 

Material e Métodos

O trabalho foi desenvolvido na Estação Experimental de São João do Cariri, pertencente ao Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), localizada no município de São João do Cariri-PB.

Os animais ficaram alojados em um conjunto de baias individuais (1,5 m x 2,5 m), dotadas de bebedouro e comedouro, dispostas em fileiras duplas separadas por um corredor.

Durante a fase pré-experimental, foram utilizadas, inicialmente, 37 ovelhas da raça Morada Nova, pertencentes ao rebanho da UFPB, todas pluríparas e vazias. Após a seleção, as ovelhas foram everminadas e submetidas a um período de restrição alimentar, objetivando-se o nivelamento do escore corporal com valor 2,0 (escala de 1 a 5), obtido pela reduzida cobertura vegetal disponível aos animais no piquete.

Após o ajuste do escore corporal, foi utilizado um flushing alimentar, com duração de quatro semanas (duas antes do início do período de acasalamento e duas após este período), associado ao efeito macho, com a finalidade de estimular e sincronizar o cio.

Uma vez detectado o cio, a ovelha era transferida para a baia do reprodutor até que fosse coberta. Caso permanecesse no cio após um intervalo de 12 horas, era reconduzida à baia do reprodutor, na tentativa de assegurar a prenhez.

O diagnóstico de gestação foi realizado 100 dias após a cobertura, por ultra-sonografia trans-retal. Após a confirmação da prenhez, foram escolhidas, com base na homogeneidade do peso vivo, 24 ovelhas para compor as unidades experimentais.

As dietas experimentais, diferenciadas quanto ao nível energético, foram compostas de feno de Tifton 85, farelo de milho, farelo de soja, farelo de algodão, óleo vegetal, palma forrageira, uréia e núcleo mineral ovino, formuladas após análise bromatológica, de forma que a dieta de maior nível possuísse 2,8 Mcal de EM/kg de MS e as demais, 85 e 71% deste valor, respectivamente (Tabela 1).

 

 

Após a formação dos grupos, os animais foram alimentados com a respectiva dieta durante todo o terço final da gestação.

Durante a fase experimental, as ovelhas (e suas crias) permaneceram nas baias descritas anteriormente. As dietas foram fornecidas em dois horários (8 e 15 h), com água ad libitum, sendo permitido aos cordeiros acesso irrestrito à teta.

A qualidade da relação materno-filial foi avaliada por meio de um estudo comportamental, observando-se as ações durante as duas primeiras horas após o parto, com registros dos eventos mais importantes relativos à aceitação/rejeição em planilha própria. Uma vez detectada uma ovelha com sinais característicos do pré-parto, iniciava-se o acompanhamento, com o registro da data e do número de identificação. A hora exata do parto era estabelecida quando ocorria a expulsão completa do feto e, então, iniciavam-se os registros dos comportamentos da mãe e do neonato.

O método adotado para análise do comportamento materno foi a amostragem focal com registro temporal instantâneo (Dellinger, 2004). O tempo de observação foi subdividido em intervalos de amostragem de cinco minutos cada, totalizando 24 momentos de visualização no decorrer das duas horas; no final de cada intervalo, o animal era observado e a ocorrência ou não do evento pré-estabelecido, registrada.

Os eventos maternos considerados foram a vocalização (OV), o ato de cheirar e lamber a cria (OLCC), a posição da ovelha (em pé - OEP) e a rejeição da cria.

Nas demais variáveis analisadas, que foram o tempo decorrido do nascimento no momento em que o cordeiro ficou de pé pela primeira vez (CPAN), o tempo decorrido do nascimento à primeira mamada (PMAN) e o tempo total de mamadas (TTM), aplicou-se o método de amostragem focal com registro contínuo (Dellinger, 2004).

Os procedimentos de manejo – desinfecção de umbigo, marcação e pesagem – foram efetuados somente após o término dessa avaliação.

Os dados foram analisados empregando-se o teste de contraste de médias por meio do programa computacional SAS (1996).

 

Resultados e Discussão

Notou-se efeito da dieta sobre as características comportamentais maternas avaliadas, de modo que, à medida que o aporte energético aumentou, elevou-se o número de ações desenvolvidas durante o período de avaliação (Tabela 2). Estes resultados decorreram, provavelmente, de maior disponibilidade de reservas energéticas das ovelhas que receberam a nutrição mais adequada (2,8 Mcal de EM), ou mesmo por um carreamento de nutrientes obtidos na dieta diretamente para os tecidos fetais e mamário em formação das ovelhas que passaram pela restrição energética. Esta hipótese se fundamenta na variação significativa do escore corporal após o parto das ovelhas que compunham o grupo que receberam dieta com 2,8 Mcal de EM/kg MS em relação aos demais tratamentos. Considerando a escala de 1 a 5 para escore corporal, Torreão (2007) identificou nos mesmos animais desta pesquisa valores de 2,8; 2,5 e 2,25 para as ovelhas alimentadas com as dietas de níveis máximo, médio e mínimo de EM, respectivamente.

 

 

Ullrey et al. (1970) concluíram que o não atendimento das exigências da ovelha gestante forçaria o carreamento dos depósitos de gordura para prover o déficit de energia, mas em uma dieta completamente inadequada poderia sacrificar, inclusive, os ossos e tecidos do corpo para nutrir o feto. Na variável OEP, entretanto, a diferença não se mostrou significativa entre os níveis médio e máximo de EM das dietas deste experimento.

Os efeitos da nutrição durante o período gestacional sobre o comportamento materno da ovelha foram demonstrados por Thomson & Thomson (1949), trabalhando com ovelhas da raça Merina, e Putu et al. (1988), com ovelhas da raça Cerf de Viginie. Em ambos os trabalhos, utilizaram-se dois grupos de animais, um recebendo alimentação ad libitum e outro com restrição energética, resultando em ausência de comportamento materno nas fêmeas mal-alimentadas, com conseqüente aumento na taxa de mortalidade. Esses autores atribuíram este comportamento à ação da alimentação. As fêmeas que foram mal nutridas durante a gestação não dispunham de reservas energéticas satisfatórias e, por isso, ficaram mais debilitadas, em decorrência dos esforços realizados durante a parição para a expulsão do feto, comprometendo sua habilidade materna. Langeneau & Lerg (1976) confirmaram esse fato ao demonstrarem os efeitos negativos da pastagem de baixa qualidade sobre o comportamento materno e o posterior desenvolvimento das crias ovinas.

Embora tenham apresentado menores médias que as ovelhas do tratamento com melhor aporte energético no experimento, os animais que compuseram as parcelas dos níveis mínimo e médio não deixaram de expressar seus cuidados, nem tampouco chegaram a rejeitar suas crias. Este resultado pode ser explicado pela pressão de seleção natural imposta à raça, que permitiu evidenciar ótima habilidade materna, mesmo em condições de restrição energética.

No estudo dos parâmetros comportamentais dos cordeiros, não se notou diferença entre os tratamentos, fato provavelmente atribuído à capacidade de carreamento nutricional das ovelhas para os fetos, que gerou pesos ao nascer de 2,38; 2,25 e 2,53 kg para os níveis de 2,0, 2,4 e 2,8 Mcal de EM/kg MS respectivamente, sem apresentar diferença significativa (P>0,05) (Tabela 3). Essa faixa se mostra intermediária à observada na literatura para essa raça: Oliveira (1992) e Lôbo et al. (1992) obtiveram, respectivamente, média de 2,79 e 1,82 kg. Portanto, todos os animais, independentemente do tratamento a que foram submetidos, estavam em condições corporais pós-parto semelhantes e satisfatórias e, por esse motivo, tiveram a possibilidade de apresentar o mesmo padrão de comportamento, uma vez que suas mães, embora tenham sofrido efeitos dos tratamentos, não demonstraram comportamento de rejeição e desempenharam um cuidado maternal que estabeleceu o vínculo concreto com suas crias e as estimulou a se comportarem satisfatoriamente.

 

 

Conclusões

Mesmo sob interferência das ações de relacionamento com as crias, as ovelhas da raça Morada Nova conseguiram manter os neonatos em semelhantes condições, quando submetidas a dietas de menores níveis de energia.

 

Agradecimento

Ao FUNDECI/ETENE/BNB, pelo financiamento da pesquisa, e a todos que contribuíram para o desenvolvimento deste trabalho.

 

Literatura Citada

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Recebido: 15/2/2006
Aprovado: 31/5/2007

 

 

Correspondências devem ser enviadas para: tobyasmariz@hotmail.com
1 Parte da dissertação de Mestrado do Primeiro Autor/ PPGZ/CCA/UFPB. Financiado FUNDECI/ETENE/BNB.