SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.23 número4Consenso sobre o tratamento da dependência de nicotinaTranstorno de estresse pós-traumático: formulação diagnóstica e questões sobre comorbidade índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

Compartilhar


Brazilian Journal of Psychiatry

versão impressa ISSN 1516-4446versão On-line ISSN 1809-452X

Rev. Bras. Psiquiatr. v.23 n.4 São Paulo dez. 2001

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462001000400008 

Comunicação Breve

 


Tradução e adaptação para o português da Escala de Compulsão Alimentar Periódica

Translation and adaptation into Portuguese of the Binge-Eating Scale

 

Silvia Freitasa,b, Claudia S Lopesa, Walmir Coutinhob e Jose C Appolinariob

aDepartamento de Epidemiologia do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). bGrupo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB/UFRJ) e Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE). Rio de Janeiro, RJ, Brasil


 

 

RESUMO

INTRODUÇÃO/OBJETIVOS: Descreve-se o processo de tradução e adaptação, para a língua portuguesa, da Binge Eating Scale (BES) ¾ Escala de Compulsão Alimentar Periódica (ECAP) ¾, que avalia a gravidade da compulsão alimentar periódica em indivíduos obesos. O objetivo foi traduzir, adaptar e avaliar a aplicabilidade da versão para o português da ECAP.
MÉTODOS: Após cuidadoso processo de tradução e adaptação para a língua portuguesa, foi obtida uma versão final da ECAP. Para avaliar sua aplicabilidade, foi realizado um pré-teste em um grupo de 32 pacientes obesos com transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP) e que procuravam tratamento para emagrecer.
RESULTADOS: Os pacientes compreenderam adequadamente os itens da ECAP. A média de pontuação da ECAP nos pacientes obesos com TCAP foi de 31,2 (±5,8).
CONCLUSÃO: A versão final para o português da ECAP foi considerada adequada para uso clínico.

Descritores: Compulsão alimentar. Transtorno da compulsão alimentar periódica. Transtornos alimentares. Obesidade. Escalas.

 

ABSTRACT
INTRODUCION/OBJECTIVE:
We describe the translation into Portuguese and the adaptation of the Binge Eating Scale (BES) - a scale to assess binge eating severity in obese individuals. The objective was to translate, adapt and evaluate the applicability of the Portuguese BES version.
METHODS: A final Portuguese BES version was obtained after a careful translation and adaptation process. To verify the applicability of the instrument, a pre-test was conducted in a group of 32 obese patients with binge eating disorder (BED) seeking treatment for obesity.
RESULTS: All BES items were well understood and the mean BES scores of the obese binge eaters sample was 31,2 (±5,8).
CONCLUSION: The Portuguese final version of BES was considered suitable for clinical purposes.

Keywords: Binge eating. Binge eating disorder. Eating disorders. Obesity. Scales.

 

 

INTRODUÇÃO

O comportamento alimentar caracterizado pela ingestão de grande quantidade de comida em um período de tempo delimitado (até duas horas), acompanhado da sensação de perda de controle sobre o que ou o quanto se come, é conhecido em inglês como binge eating* ¾ em português, compulsão alimentar periódica (CAP).1 Quando esses episódios ocorrem, pelo menos dois dias por semana nos últimos seis meses, associados a algumas características de perda de controle e não são acompanhados de comportamentos compensatórios dirigidos para a perda de peso, compõem uma síndrome denominada atualmente de transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP) ¾ binge eating disorder (DSM-IV).2

A CAP ocorre em indivíduos com peso normal e em indivíduos obesos.3,4 Em obesos que procuram programas para controle de peso, foram observadas freqüências em torno de 30% para TCAP e 46% para CAP, estando o TCAP associado a sintomas psicopatológicos em geral, especialmente à depressão, a uma maior gravidade da obesidade e ao prejuízo no funcionamento social e ocupacional.3,4 No Brasil, Appolinario,5 Coutinho6 e Borges7 encontraram prevalências de TCAP entre 15% e 22% em pacientes que procuravam tratamento para emagrecer.

Dentre os instrumentos utilizados para avaliar a CAP, dois foram traduzidos para o português: (1) Bulimic Investigatory Test, Edinburgh (BITE)8 ¾ Teste de Avaliação Bulímica de Edimburgo9 ¾ e (2) Questionnaire on Eating and Weight Patterns, Revised (QEWP-R)3 ¾ Questionário sobre Padrões de Alimentação e Peso, Revisado.10 Entretanto, esses instrumentos não foram construídos para avaliar a CAP especificamente em obesos, nem utilizam uma abordagem dimensional do fenômeno.

A utilização de uma medida contínua fornecendo níveis de gravidade da CAP em pacientes obesos acrescenta uma ferramenta importante na avaliação destes, uma vez que estudos evidenciam que a comorbidade psiquiátrica em pacientes obesos parece estar relacionada à gravidade da CAP, e não à gravidade da obesidade.11

O emprego da ECAP, portanto, permitirá observar a magnitude das mudanças do comportamento alimentar em cada paciente, em diferentes momentos, durante o tratamento para perda do peso e, também, ampliar o conhecimento das inter-relações entre CAP, sintomas psicopatológicos e alterações de peso na população brasileira.

Nesse cenário, torna-se pertinente a tradução e a adaptação, para o português, da ECAP. Sua aplicação poderá ser útil no rastreamento de pacientes obesos com CAP e, principalmente, no planejamento de estratégias terapêuticas adequadas e na avaliação seqüencial do tratamento, tendo em vista que esse subgrupo de pacientes obesos parece apresentar uma evolução clínica diferenciada dos obesos sem CAP. Além disso, a utilização da ECAP permitirá a comparação entre pesquisas realizadas no Brasil e os achados de investigações internacionais.

O objetivo deste estudo foi, portanto, traduzir, adaptar e avaliar a aplicabilidade da versão para o português da ECAP, assegurando-se a obtenção das equivalências conceitual, semântica, de itens e operacional.

O instrumento: Escala de Compulsão Alimentar Periódica (ECAP)

A ECAP é um questionário auto-aplicável, desenvolvido por Gormally et al,12 amplamente utilizado nos países de língua inglesa e que se mostra adequado para discriminar indivíduos obesos de acordo com a gravidade da CAP.

O instrumento foi construído em três etapas. Na primeira, foram definidas as características da CAP, originando um grupo de 16 itens. Destes, oito eram manifestações comportamentais (p. ex., comer escondido), e oito descreviam sentimentos e cognições (p. ex., sensação de falta de controle depois do episódio) relacionadas à CAP. Numa segunda etapa, foram construídas afirmativas que refletiam a gravidade de cada característica, e a elas foram designados pontos (de 0 a 3). Na terceira etapa, os entrevistadores utilizaram três dimensões para criar um critério externo de gravidade da CAP: a freqüência, a quantidade de comida e o grau de emoção envolvido num episódio de CAP.12 Esse procedimento resultou numa escala Likert, constituída por uma lista de 16 itens e 62 afirmativas, das quais deve ser selecionada, em cada item, aquela que melhor representa a resposta do indivíduo. A cada afirmativa corresponde um número de pontos de 0 a 3, abrangendo desde a ausência ("0") até a gravidade máxima ("3") da CAP. O escore final é o resultado da soma dos pontos de cada item (Anexo).12

Desde a publicação de Marcus et al,13 os investigadores têm classificado os indivíduos de acordo com os seguintes escores: indivíduos com pontuação menor ou igual a 17 são considerados sem CAP; com pontuação entre 18 e 26 são considerados com CAP moderada; e aqueles com pontuação maior ou igual a 27, com CAP grave. Quanto a suas propriedades psicométricas, a ECAP apresentou consistência interna moderadamente alta: alfa de Cronbach = 0,85.12

Em um estudo com 126 mulheres obesas, a ECAP foi comparada ao Eating Disorder Examination (EDE), uma entrevista semi-estruturada especialmente concebida para o diagnóstico de transtornos alimentares.14 A concordância entre os dois instrumentos na classificação dos pacientes sem CAP foi de 92,9% e, na classificação dos pacientes com CAP, foi de 51,8%.14 Os autores concluem que a ECAP é útil na identificação de indivíduos sem CAP e também, numa primeira etapa, como ferramenta para rastrear indivíduos com graves problemas de CAP. Sugerem, entretanto, que a ECAP não se correlaciona aos critérios para o TCAP do DSM-IV.

Gladis et al15 compararam a ECAP ao QEWP. A concordância entre os dois instrumentos, medida pelo índice kappa, foi de 0,64. Os autores sugerem que esse resultado se deve a abordagens diferentes para avaliar uma mesma fenomenologia, uma dimensional e outra categórica. Concluem que a ECAP é uma boa medida para investigar as cognições relacionadas à alimentação e ao peso e para avaliar o sofrimento a elas associado. Altos escores na ECAP poderiam ser mais um marcador da psicopatologia associada ao transtorno do que do próprio transtorno em si.

Em estudo recente, as propriedades psicométricas da ECAP e do BITE foram investigadas em uma amostra de 344 pacientes obesos.16 Os autores confirmaram a validade da ECAP como um instrumento de rastreamento. Sugerem que seja utilizado o escore de 17 (sensibilidade = 84,8%) como ponto de corte para que se obtenha sensibilidade suficiente e que o diagnóstico seja sempre confirmado por uma entrevista clínica.

 

MÉTODOS

Tradução e versão da Escala de Compulsão Alimentar Periódica

Buscando alcançar a maior equivalência possível entre instrumentos aplicados em idiomas diferentes, um processo de tradução e versão (forward and backtranslation)17,18 foi realizado.

Dois profissionais com experiência em transtornos alimentares e com fluência no idioma inglês realizaram duas traduções independentes. Estas foram comparadas e discutidas, concluindo-se uma primeira versão da escala. Duas outras traduções independentes foram realizadas por um professor de inglês fluente nos dois idiomas e por um tradutor juramentado experiente em consultoria lingüística. Cada item do questionário, em cada uma das três traduções, foi comparado com o original em inglês, apreciando-se a equivalência semântica e o sentido geral do item, sendo elaborada, então, uma versão sintética. Essa versão foi traduzida para o inglês (backtranslation) por um professor de línguas de nacionalidade inglesa e com fluência nos dois idiomas. Foi então enviada ao professor Jim Gormally, um dos construtores da escala, que sugeriu algumas modificações semânticas e um acréscimo, única alteração que realizou após a publicação do instrumento (inclusão do uso de laxativos e diuréticos no item 11). Após essas alterações, chegou-se a uma versão final da escala.

Avaliação da aplicabilidade da ECAP

A versão final da ECAP foi aplicada a um grupo de 32 pacientes obesos, que procuraram tratamento para perda de peso no Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares (GOTA) do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB/UFRJ) e do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE). Todos os pacientes apresentavam TCAP, preenchendo os critérios do DSM-IV de acordo com avaliação realizada por um psiquiatra da equipe. Os pacientes que participaram dessa avaliação assinaram um consentimento informado. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do IEDE.

 

RESULTADOS

Os pacientes solicitaram pouco auxílio da equipe para esclarecimento dos itens e precisaram, em média, de 10 a 15 minutos para responder ao questionário. A média de pontuação obtida com a ECAP nos pacientes do GOTA foi de 31,2 (±5,8).

Observou-se, entretanto, que pacientes com baixo nível de escolaridade apresentaram dificuldade para respondê-la, porque achavam-na muito extensa (14 itens subdivididos em quatro e dois itens subdivididos em 3) ou muito complexa ou ambos.

 

DISCUSSÃO

O processo de tradução e adaptação de um instrumento é complexo e, em alguns aspectos, assemelha-se ao processo de construção do próprio instrumento, necessitando inclusive que sejam refeitos os estudos de confiabilidade e validade no novo contexto. A busca pelo máximo de equivalência entre o instrumento original e sua versão traduzida deve guiar todo o processo, de maneira a evitar formas, muitas vezes sutis, de distorção.19 Atenção ainda maior deve ser dada quando o fenômeno a ser avaliado é subjetivo, como são os fenômenos psicopatológicos.

Em relação à ECAP, consideram-se estabelecidas as equivalências conceitual, de itens e operacional, admitindo que os hábitos alimentares no Brasil em muito se assemelham aos dos países desenvolvidos de cultura ocidental, e que foram respeitados o layout do instrumento original e o modo de aplicação. Quanto à equivalência semântica, as maiores dificuldades na tradução se relacionaram à forma coloquial e às expressões idiomáticas empregadas no instrumento original. Esses problemas foram resolvidos por consenso entre os autores, muitas vezes priorizando-se a adaptação à cultura brasileira, em detrimento da equivalência semântica.

A backtranslation foi aceita pelo autor do instrumento12 em sua quase totalidade. Das 62 afirmativas que compõem a ECAP, três foram alvo de observações: não utilizar as palavras gluton (questão 12, item 4), banquet (questão 7, item 4 e questão 9, item 4) e insatiable desire (questão 15, item 2), que se referiam respectivamente a closet eater, feast and strong cravings. Essas palavras foram substituídas por equivalentes semânticos: "pessoa que se esconde para comer", "festa" e "fortes desejos". Uma afirmativa (questão 11, item 4) recebeu o acréscimo dos mecanismos compensatórios para rastrear comportamento bulímico.

Dificuldades na leitura e no entendimento de algumas questões foram observadas em pacientes com menor grau de instrução. Uma alternativa a esse problema poderia ser a leitura do instrumento por parte de um profissional da equipe.

A média dos escores da ECAP obtida no pré-teste foi de 31,2 (±5,8), bem acima do ponto de corte 17 utilizado para o rastreamento do TCAP.13 Essa média encontra-se de acordo com os resultados obtidos em outras investigações que utilizaram, para as análises estatísticas, grupos de pacientes com TCAP. Por exemplo, os estudos de Greeno et al14 e de Ricca et al,16 que encontraram uma média de 31,4 e de 29,4 (±7,0), respectivamente, nos grupos de pacientes com TCAP. Médias mais baixas podem ser encontradas quando são analisadas amostras que incluem pacientes obesos com e sem TCAP, como pode-se observar no estudo de Gormally et al.12

Concluindo, a versão para o português da ECAP foi obtida por meio de um cuidadoso processo de tradução e adaptação, compatível com as recomendações atuais para esse processo.17,18 O instrumento final foi aplicado em pacientes obesos ambulatoriais, sendo considerado adequado para uso clínico. Sua utilização em pacientes obesos que procuram tratamento para emagrecer facilitará a avaliação do comportamento alimentar nessa população, que, na maioria das vezes, procura profissionais de saúde sem treinamento específico no campo dos transtornos alimentares.20

 

REFERÊNCIAS

1. Stunkard AJ. Eating patterns and obesity. Psychiat Q 1959;33:284-92.         [ Links ]

2. American Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders. 4th edition. Washington (DC): American Psychiatric Press; 1994.         [ Links ]

3. Spitzer RL, Devlin M, Walsh BT, Hasin D, Wing R, Marcus M, et al. Binge Eating Disorder: a multisite field trial of the diagnostic criteria. Int J Eat Dis 1992;11:191-203.         [ Links ]

4. Spitzer RL,Yanovski S, Wadden T, Wing R, Marcus MD, Stunkard A, et al. Binge Eating Disorder: its further validation in a multisite study. Int J Eat Dis 1993;13:137-53.         [ Links ]

5. Appolinario JC, Coutinho W, Povoa LC. O Transtorno do comer compulsivo no consultório endocrinológico: comunicação preliminar. J Bras Psiquiatr 1995;44(Supl 1):S46-S9.         [ Links ]

6. Coutinho W. Estudo da compulsão alimentar periódica em pacientes que procuram tratamento médico para emagrecer [Tese]. São Paulo: Universidade Federal de São Paulo; 2000.         [ Links ]

7. Borges MB. Estudo do transtorno da compulsão alimentar periódica em população de obesos e sua associação com depressão e alexitimia [Dissertação]. São Paulo: Universidade Federal de São Paulo; 1998.         [ Links ]

8. Henderson M, Freeman CPL. A self-rating scale for bulimia: the BITE. Br J Psychiatry 1987;150:18-24.         [ Links ]

9. Cordás TA, Hochgraf PO. O "BITE": instrumento para avaliação da bulimia nervosa ¾ versão para o português. J Bras Psiquiatr 1993;42:141-4.         [ Links ]

10. Morgan CM, Borges MBF, Jorge MR. Questionário sobre padrões de alimentação e peso ¾ revisado: um instrumento para a avaliação do transtorno da compulsão alimentar periódica. Rev ABP-APAL 1998;20(4):130-9.         [ Links ]

11. Telch CF, Agras WS. Obesity, binge eating e psychopathology: are they related? Int J Eat Dis 1994;15(1):53-61.         [ Links ]

12. Gormally J, Black S, Daston S, Rardin D. The assessment of binge eating severity among obese persons. Addict Behav 1982;7:47-55.         [ Links ]

13. Marcus MD, Wing RR, Lamparski DM. Binge eating and dietary restraint in obese patients. Addict Behav 1985;10:163-8.         [ Links ]

14. Greeno CG, Marcus MD, Wing RR. Diagnosis of binge eating disorder: discrepancies between a questionnaire and clinical interview. Int J Eat Dis 1995;17(2):153-60.         [ Links ]

15. Gladis MM, Wadden TA, Foster GD, Vogt RA, Wingate BL. A comparison of two approaches to the assessment of binge eating in obesity. Int J Eat Dis 1998;23(1):17-26.         [ Links ]

16. Ricca V, Mannucci E, Moretti S, Di Bernardo M, Zucchi T, Cabras PL, et al. Screening for binge eating disorder in obese outpatients. Compr Psychiatry 2000;41:111-5.         [ Links ]

17. Herdman M, Fox-Rushby J, Badia X. Equivalence and the translation and adaptation of health-relates quality of life questionnaires. Qual Life Res 1997;6:237-47.         [ Links ]

18. Herdman M, Fox-Rushby J, Badia X. A model of equivalence in the cultural adaptation of HRQoL instruments: the universalist approach. Qual Life Res 1997;323-35.         [ Links ]

19. Streiner DL, Norman GR, editors. Health measurements scales: a pratical guide to their development and use. New York: Oxford University Press; 1995.         [ Links ]

20. Mannucci E, Ricca V, Rotella CM. An overview of methods for the assessment of eating behavior in obese patients. Nutritional assessment in obesity: theoretical and pratical issues. Advanced Course. Abstracts. 9th European Congress on Obesity 1999; Milano, Italy. p.43-56.         [ Links ]

 

Correspondência
Silvia Freitas
Estrada da Barra da Tijuca, 1006, bl. 2/204, Barra
22641-000 Rio de Janeiro, RJ, Brasil
E-mail:silviafreitas@uol.com.br

 

 

Fonte de financiamento e conflito de interesses inexistentes.

Recebido em 1/8/2001. Revisado 15/10/2001. Aceito em 19/11/2001.

 

 

*O termo da língua inglesa binge eating não tem tradução exata em português. Adotou-se a tradução "compulsão periódica", da versão para o português do DSM-IV, acrescentando a palavra "alimentar" para que ficasse explícito tratar-se de comportamento alimentar.

Creative Commons License Todo o conteúdo deste periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons