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Brazilian Journal of Psychiatry

Print version ISSN 1516-4446On-line version ISSN 1809-452X

Rev. Bras. Psiquiatr. vol.24  suppl.2 São Paulo Oct. 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462002000600008 

TRANSTORNOS DO SONO

 

Estudo sobre distúrbios do sono entre hipertensos, diabéticos, alcoolistas e gestantes

 

Oliva, V; Bartmann D; Maegawa, R; Paiva F; Uhlendorf, D; Minhoto, G

UFPR, Departamento de Psiquiatria e Medicina Forense
Rua Lamenha Lins, 447/06, 80250020, (41)2328427

Endereço para correspondência

 

OBJETIVO: Pela análise de 4 diferentes grupos de pacientes, verificar a incidência de distúrbios do sono em cada um deles, assim como a procura médica entre os que sofrem de algum desses problemas e o uso de medicação.
MÉTODOS: Foram aplicados 72 questionários validados para detecção de problemas de sono. A amostra aleatória foi obtida a partir de pacientes, de ambos os sexos, com uma média de 50 anos, inscritos nos programas de Hipertensão Arterial (HAS), Diabete (D), Saúde Mental (Alcoolistas) e de Saúde da Mulher (Gestantes), na Unidade de Saúde Fernando de Noronha em Curitiba. Cada grupo conteve, respectivamente, 45, 18, 12 e 15 pessoas, sendo que um mesmo indivíduo podia pertencer a mais de um grupo.
RESULTADOS: Os dados já analisados mostram uma incidência em torno de 33,33% de pelo menos um distúrbio do sono nos pacientes com hipertensão, 33,33% naqueles com diabete, 16,66% entre os alcoolistas e 27,33% nas gestantes. Desses pacientes, devido ao problema de sono, 43,47% já procuraram ajuda médica e 52,17% tomavam algum remédio.
CONCLUSÕES: A análise dos dados parciais sugere uma alta incidência de algum distúrbio do sono nos grupos de HAS e D. Porém, o grupo de alcoolistas apresentou um índice até abaixo do esperado. Os resultados mostram ainda que, embora haja muitos casos de distúrbios do sono, eles são pouco valorizados pela população, pois mais de 50% dos que apresentam problema não procuram o médico. Outro dado relevante é a incidência de pessoas com algum distúrbio do sono que tomavam remédio por causa do problema, mesmo sem prescrição médica – 8,7%.

 

Endereço para correspondência
Email vitorhugo_s_o@hotmail.com

 


 

Consumo de medicamentos para dormir em adultos: um estudo transversal

 

Oliveira, A; Lima, M; Teixeira, A

Universidade Federal de Pelotas, Departamento de Medicina Social
Av. Dq. de Caxias, 250, 3º piso. CEP 96030-000, Pelotas, RS. Fone: (53) 271-2442/ Fax: (53) 271-2645. 

Endereço para correspondência

 

OBJETIVOS: Investigar a prevalência e os fatores associados com o consumo de medicamentos para dormir na população geral.
MÉTODO: Em 1999/2000, um estudo transversal de base populacional foi conduzido na cidade de Pelotas, sul do Brasil. 3.934 adultos foram entrevistados utilizando-se um questionário estruturado e pré-codificado. As variáveis independentes pesquisadas foram: sexo, idade, escolaridade, renda familiar, estado civil., cor da pele, eventos estressantes (morte na família, separação conjugal, acidentes, perda do emprego, roubo), consumo de bebida alcoólica, fumo e exercícios físicos.
RESULTADOS: Onze por cento da população estudada declarou utilizar medicamentos para dormir no último mês. Benzodiazepínicos foram as drogas mais frequentemente utilizadas. Os usuários de medicação para dormir foram predominantemente mulheres e idosos.
CONCLUSÃO: Os achados evidenciam a necessidade de atenção e treinamento adicional dos médicos no tratamento da insônia para minimizar conseqüências potencialmente danosas, tais como o uso crônico de BDZ.

 

Endereço para correspondência
Oliveira, A
E-mail: agoliveira@psiquiatria.epm.br

 


 

Epidemiologia da insônia em uma população urbana adulta

 

Oliveira, A; Lima M; ,Spader, M

Universidade Federal de Pelotas, Departamento de Medicina Social
Av. Dq. de Caxias, 250, 3º piso. CEP 96030-000, Pelotas, RS. Fone: (53) 271-2442. Fax: (53) 271-2645. 

Endereço para correspondência

 

OBJETIVOS: Determinar a prevalência da insônia e seus fatores associados na população adulta.
MÉTODO: Os dados deste artigo foram obtidos em um estudo transversal (n=3.934) conduzido em 1999/2000, em Pelotas, uma cidade no sul do Brasil. A insônia foi definida como a queixa de dificuldade para dormir no último mês que causou incômodo ou desconforto. As informações foram coletadas por entrevistadoras treinadas utilizando-se um questionário estruturado e pré-codificado. As variáveis pesquisadas foram: sexo, idade, escolaridade, renda familiar, estado civil., cor da pele, eventos psicossociais (morte na família, separação conjugal, acidentes, perda de emprego, roubo), consumo de bebida alcoólica, fumo e exercício físico.
RESULTADOS: A prevalência de insônia foi de 25,2%. Tal condição era crônica (> 1 ano) para a maioria dos entrevistados (61,6%). A prevalência foi maior no sexo feminino, em pessoas mais velhas, divorciadas e com baixa renda. A maioria dos eventos psicossociais esteve associada com insônia.
CONCLUSÕES: Os achados deste estudo mostram que a insônia é uma queixa comum na população geral. Devido ao risco de cronicidade, sugere-se maior atenção às causas subjacentes e o emprego de medidas farmacológicas e alternativas às medicamentosas.

 

Endereço para correspondência
Oliveira, A
E-mail: agoliveira@psiquiatria.epm.br

 


 

Avaliação da qualidade do sono em pacientes  portadores de pânico em atendimento pelo NATA - HC UNICAMP

 

Stella, CRAV; Gomes de Matos, E

Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP Faculdade de Ciências Médicas, Departamento de Psiquiatria Ambulatório de Saúde Mental de Adultos Núcleo de Atendimento dos Transtornos de Ansiedade, NATA
Tel.: (19) 3788-7514 Fax (19) 3251-8852.

Endereço para correspondência

 

INTRODUÇÃO: O NATA – Núcleo de atendimento dos transtornos de ansiedade, foi constituído com o objetivo de atender pacientes ambulatoriais, portadores de distúrbios ansiosos, tendo como objetivo, investigar e correlacionar características clínicas, psicológicas e traços de personalidade.
OBJETIVO: Esse estudo analisa a qualidade do sono nos pacientes portadores de transtorno do pânico.
MATERIAL: A casuística foi composta de 146 pacientes ,com idade média de 39 anos. Os dados mais freqüentes encontrados na amostra foram: sexo feminino (1:4F:1M); escolaridade, primeiro grau (66,6%); estado civil de casado (50%); cor branca (65%).
MÉTODO: Os instrumentos utilizados foram: Escalas de avaliação de ansiedade: Hamilton A e Scheehan; aplicação da Escala de avaliação para depressão Hamilton D e Inventário para depressão de Beck.
RESULTADOS: Sono satisfatório: Beck : 18,57%, Hamilton A: 20,54%, Scheehan: 24,11% e Hamilton D: 41,40%. Fadiga ao Despertar: Beck: 36,42%; H A: 79,43%; Scheehan: 75,87% Insônia: Beck: 24,28%; H A: 79,43%; Scheehan: 64,47%; H D: 56,54% Sono Insatisfatório: Beck: 20,71%; HÁ: 79,43%; Scheehan: 75,87%
CONCLUSÃO: Nesta análise indireta sobre qualidade do sono em portadores de pânico, observamos marcadamente que estes pacientes sofrem de algum transtorno do sono. A OMS recomenda atenção a este tipo de problema uma vez que coloca em risco estes sujeitos a diminuição de sua atividade física e mental diurna, prejudicando como um todo a sua qualidade de vida.

 

Endereço para correspondência
Stella, CRAV
E-mail cvstella@terra.com.br

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