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Revista Brasileira de Psiquiatria

Print version ISSN 1516-4446

Rev. Bras. Psiquiatr. vol.24  suppl.2 São Paulo Oct. 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462002000600014 

DIVERSOS

 

Avaliação Neuropsicológica de um grupo operativo

 

INTRODUÇÃO: O envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo onde há modificações tanto morfológicas como funcionais, bioquímicas e psicológicas, que determina progressiva perda da capacidade de adaptação do indivíduo ao meio ambiente.
OBJETIVO: Avaliar orientação, memória imediata e de evocação, atenção, linguagem e presença ou não de Depressão (Distimia e Depressão maior) em grupo operativo (sem objetivos terapêuticos).
MATERIAL E MÉTODO: Foram sujeitos, 20 integrantes do grupo com idade variando entre 57 à 82 anos, sendo (n=19) do sexo feminino e (n=1) do sexo masculino. Utiliza como instrumento da avaliação o Mini-Exame do Estado Mental (Folstenin M. F., 1975) a Escala Geriátrica de Depressão (Yesavage el all, 1982) e DSM-IV. Os sujeitos foram avaliados individualmente.
RESULTADOS: Demonstraram que 85% (n=17) dos sujeitos obtiveram performance dentro do esperado e 15% (n=3) abaixo do esperado para a sua escolaridade, na avaliação do Mini-Exame. Na escala geriátrica de Depressão e DSM-IV, apresentaram critérios para diagnóstico de Distimia, Depressão leve e não apresentaram diagnóstico de Depressão.
CONCLUSÃO: Nessa fase as pessoas se defrontam intensamente com limitações (físicas e emocionais) e preconceitos sociais, porém poderão não apresentar déficits cognitivos, nem quadro de depressão, o que pode ser observado neste estudo. Pesquisas ainda são necessárias para maior compreensão desses aspectos no processo de envelhecimento.

 


 

Perfil dos pacientes atendidos na rede de assistência psiquiátrica da cidade de Santos: Seção Núcleo de Atenção Psicossocial V

 

OBJETIVO: estudar o perfil epidemiológico do paciente atendido no SENAPS V.
MÉTODO: censo de atendimentos durante o mês de junho de 2001.
RESULTADOS: a maior percentagem dos pacientes é mulher (62,5%), idade média de 47 anos (18 – 85; DP = 15), natural de Santos e região (62%) e mora com a família originária (37%) ou conjugal (47%). Houve um predomínio entre os homens com transtornos esquizofrênicos(39%), retardo mental(16%) e transtornos por uso de substâncias(5%). As mulheres com diagnósticos de transtorno de humor(38%) e transtornos neuróticos(33%). A maior parte apresentou tratamento psiquiátrico anterior(60%), com início na faixa etária entre 30 a 49 anos(48%), e 46% com 4 ou mais internações, 51% encontram-se a mais de 2 anos em tratamento e 36% tem diagnóstico clínico associado (14% transtornos cardíacos e 6% neurológicos). O predomínio dos atendimentos foi ambulatorial do tipo médico psiquiátrico (94%), seguido pelos individuais (29%) e grupais (12%). O SENAPS apresenta ainda a possibilidade de tratamento em regime de internação em período integral, diurno e noturno. Isto representa pouco mais de 11% daqueles atendidos no mês, sendo que a maior proporção permanece em regime diurno (7%).
CONCLUSÃO: O perfil epidemiológico do paciente psicótico atendido é comparável com aquele encontrado na literatura para serviços públicos, mas também com a história natural da doença psicótica, principalmente com relação às diferenças relacionadas ao sexo e às características de doença crônica. Esta cronicidade é revelada pelos números altos de anos com sintomatologia e pelo número de internações. Estas características associadas à faixa etária alta e ao grau de dependência mostram um paciente de sobrecarga alta para aqueles dos quais depende. Com relação à equipe de saúde esta sobrecarga se revela, pela maior necessidade de atendimentos de hospitalidade diurna, atendimentos grupais, psicossociais e outros que demandam muita dedicação e especialização técnica alta.

 


 

Epidemologia do vírus HIV no município de Criciúma, SC, Brasil

 

Barichello, TI; Velho, JDI; Piva, AII; Moura, JABII; Oenning, RTII; Avila Jr, SI; Quevedo, JI

ILaboratório de Neurotoxicologia, Universidade do Extremo Sul Catarinense, 88806-000
Criciúma, SC, Brasil (Fax: #55 48 431 2750.);
IIPrograma DST/AIDS, Secretaria da Saúde, 88801-250 Criciúma, SC, Brasil

 Endereço para correspondência

 

Criciúma e uma cidade com 170.274 mil habitantes, localizada na região sul do estado de Santa Catarina, Brasil, latitude 28°40'39''(sul) e longitude 49°22'11''(oeste). É a décima cidade brasileira e a quarta cidade do estado de Santa Catarina em incidência de aids por 100.000 habitantes (60,0 casos/100.000 habitantes/98). Uma amostra de 355 pacientes atendida no Programa DST/AIDS do município de Criciúma foi avaliada retrospectivamente através do exame de seus registros em prontuário. A idade média atual é de 35.40 ± 9.37, idade média do diagnóstico é de 31.98 ± 9.35, idade média da notificação do caso de AIDS é de 34.29 ± 9.48. Os pacientes são masculinos em 53.4 % e femininos em 46.6 % dos casos. Os resultados obtidos em relação à situação sexual: heterossexual (82.5 %), bissexual (6 %), homossexual (5.6 %), profissional do sexo (2 %) e desconhecida (4.1 %); prática sexual: múltiplos parceiros (51.3 %), parceiro fixo (26%), parceiro HIV/AIDS (13.9 %), parceiro exposto ao risco (7.7 %) e desconhecido (1.1 %); e situação de risco: uso de drogas injetáveis (30.2 %), acidente de trabalho (1.2 %), transfusão (0.8 %) e nenhuma (67.8 %). Os resultados obtidos indicam uma predominância de casos envolvendo pacientes heterossexuais, com múltiplos parceiros e usuários de drogas injetáveis. Esse perfil diferenciado pode justificar a elevada posição do município no ranking nacional, apesar de não apresentar o perfil dos municípios que têm índices semelhantes. Apoio Financeiro: Instituto Cérebro e Mente, UNESC e CNPq.

 

Endereço para correspondência
Quevedo, J
E-mail: quevedo1@terra.com.br

 


 

Prevalência de sintomas psiquiátricos em gestantes

 

Pinheiro, SN; Furtado, EF

Departamento de Neurologia, Psiquiatria e Psicologia Médica do Hospital das Clínicas da FMRP/USP
Av. Bandeirantes nº 3900, Ribeirão Preto, SP. Tel: 602-2727

 

OBJETIVO: Determinar a prevalência de sintomas psiquiátricos em gestantes
METODOLOGIA: Estudo transversal em gestantes atendidas no Complexo Maternidade Aeroporto-MATER, de Ribeirão Preto-SP, a partir da 37a semana de gestação que estivessem em condições de responder ao Questionário de Morbidade Psiquiátrica(QMPA). Trata-de de um instrumento composto por 43 itens auto-aplicáveis que reflete aspectos sintomatológicos específicos de depressão, ansiedade e alcoolismo.As entrevistas foram realizadas por 2 psiquiatras e uma enfermeira.Houve um pré-teste para padronização da técnica.Os dados foram processados por um programa de estatística (Medcalc).
RESULTADOS: De 450 mulheres entrevistadas, tivemos 218 (48,15%) com escore maior que 7. Quando retiradas as questões que poderiam ser pontuadas em função da gestação (2; 5 e 8) , como alterações do padrão do sono, fraqueza nas pernas e mal-estar gástrico, encontrou-se 172 casos (38,23%). Antes da calibragem do instrumento o escore total médio foi de 8,14 e após a calibragem foi de 6,62. Quando se analisa as questões referentes a ansiedade encontramos uma pontuação média de 3,62, para sintomas depressivos 2,53 e problemas com álcool 0,29.
CONCLUSÕES: A diferença nos escores totais antes e após a calibragem sugere a forte influência das questões relativas a queixas somáticas no período gestacional, que podem não estar diretamente relacionadas a sofrimento mental.

 


 

Título: Transtornos psiquiátricos associados à epilepsia do lobo temporal (ELT) x epilepsia mioclônica juvenil (EMJ)

 

Posklinski, N; Yacubian, EM

Universidade Federal de São Paulo/ UNIFESP, Dep. de Neurologia (Unidade de Pesquisa e Tratamento em Epilepsia) e Dep. de Psiquiatria
R. Botucatu, 740; São Paulo, SP, tel (11) 55764160/ (11) 55764162

 

INTRODUÇÃO: Uma alta prevalência de transtornos psiquiátricos tem sido associada às epilepsias, principalmente, a ELT. A depressão tem sido encontrada em 30-70%. Alguns autores implicam o papel da esclerose de hipocampo na depressão, acreditando que esta não seja apenas uma reação de ajustamento a uma doença crônica. Mas a literatura é escassa e a psicopatologia associada à epilepsia pouco explorada.
OBJETIVO: Avaliar a prevalência de transtornos psiquiátricos em pacientes com ELT por esclerose de hipocampo e compará-la à EMJ.
SUJEITOS E MÉTODO: Pacientes ambulatoriais com diagnóstico confirmado através de EEG e ressonância nuclear magnética, submetidos à avaliação psiquiátrica, entrevista estruturada (SCID I), diagnóstico multiaxial (DSM IV) e escalas de Hamilton e Beck para depressão.
RESULTADOS: Avaliamos 58 pacientes, sendo 40 com ELT (grupo I) e 18 com EMJ (grupo II), sem diferença significativa em relação ao sexo e idade. No grupo I, transtornos de humor foram encontrados em 42,5%, sendo 32,5% com transtorno depressivo maior atual, contra 16,6% no grupo II. Os quadros depressivos foram de evolução recorrente ou crônica, ou depressões duplas. Um paciente apresentou sintomas maníacos pós-ictais. Psicose crônica foi encontrada em 2 pacientes do grupo I e num paciente do grupo II; S. de Gerschwind (n=2) e T. personalidade dependente em 3 pacientes do grupo I.
CONCLUSÃO: Nossos achados reforçam a hipótese de uma alta prevalência de transtornos psiquiátricos, e principalmente de transtornos de humor (distimia e depressão maior) em ELT por esclerose de hipocampo.

 


 

Desenvolvimento de prontuário eletrônico em pesquiatria

 

Sepulcri, RI; Razzouk, DII

IMédico Residente do Serviço de Psiquiatria da PUC, Pr
IIPsiquiatra Doutora pelo Departamento de Psiquiatria da Unifesp, EPM

 

OBJETIVO: O desenvolvimento e aplicação do prontuário eletrônico tem sido o foco de discussão entre pesquisadores da área de saúde e informática sugerindo incremento na qualidade dos serviços. Os autores revisaram a literatura sobre as aplicações, limitações e metodologia de desenvolvimento dos prontuários eletrônicos em Medicina e, em especial, na Psiquiatria.
MÉTODO: Foi realizada busca de artigos nas bases MEDLINE e LILACS. Todos os estudos que descreveram o desenvolvimento e a avaliação dos prontuários eletrônicos em Medicina, no período de 1966 a 2001, foram incluídos.
RESULTADO: Em comparação ao prontuário tradicional, em papel, o prontuário eletrônico apresenta algumas vantagens: integração de informações de diferentes fontes, manipulação de grandes volumes de dados de forma rápida e eficiente em contextos específicos, acesso simultâneo por diferentes profissionais, instituições e pelo paciente. Apresenta capacidade de integração com sistemas de apoio a decisão, de alerta para erros, interações medicamentosas e atalhos para pesquisa bibliográfica. São capazes de extrair dados sobre exames, condições clínicas, evolução e outras informações relevantes para a tomada de decisão e seleção de pacientes para pesquisas. Dentre as dificuldades existentes estão o alto custo inicial, a necessidade de treinamento da equipe, o suporte técnico, a confidencialidade e a entrada dos dados.
CONCLUSÃO: Os avanços na implementação do prontuário eletrônico em diferentes serviços podem ser promissores para as áreas da Medicina, como a integração entre os atendimentos em saúde, descoberta de novas doenças e reavaliação das classificações, padronização dos dados e condutas, e a realização de estudos epidemiológicos com amostras representativas.

 


 

Validação do Compositive International Diagnostic Interview versão 2.1 (CIDI 2.1) em serviços de saúde mental no Brasil

 

Quintana, MI; Andreoli, SB; Miranda, CT; Gastal, FL

UNIFESP, EPM; Departamento de Psiquiatria
Rua Dr. Bacelar 334, Cep: 04026-001, São Paulo/Brasil
Tel/fax: 5084-7060.

Endereço para correspondência

 

OBJETIVO: avaliar a validade do CIDI 2.1 na clínica psiquiátrica, na língua portuguesa. O CIDI é um questionário estruturado, da OMS que, uma vez aplicado por um entrevistador treinado, fornece diagnóstico segundo os critérios diagnósticos da CID 10 e DSM IV;
METODOLOGIA: foram selecionados 185 pacientes de serviços de internação psiquiátrica, ambulatório de saúde mental e centro de atenção primária em saúde. A validade foi avaliada comparando o diagnóstico gerado pelo CIDI e com o método LEAD (toda informação disponível, psiquiatra experientes). A análise foi dividida em três fases a) CIDI 2.1 utilizando somente o diagnóstico clínico principal; b) CIDI 2.1 utilizando o diagnóstico clínico principal e diagnósticos secundários; c) CIDI 2.1 excluindo os critérios de exclusão da CID 10 e diagnóstico clínico principal e diagnósticos secundários como padrão ouro.
RESULTADOS: a sensibilidade do instrumento variou de 67,3% (T. Depressivo) a 13,2% (T. Decorrentes do Uso de Subs Psicoativas); especificidade de 100% (T. Alimentar) a 79,6% (T. Depressivo); valor preditivo positivo de 100% (T. Alimentar) a 8,6% (T. Fóbicos-Ansiosos); valor preditivo negativo de 96,2% (TOC) a 89,7% (T. Somatoforme); classificação incorreta de 22,2% (T. Depressivo) a 4,9% (T. Alimentar).
CONCLUSÕES: o CIDI 2.1 apresentou uma boa concordância com os diagnósticos do LEAD, na clínica psiquiátrica. Os valores mais altos do indicador de especificidade demonstra que o instrumento detecta adequadamente indivíduos doentes, por outro lado os valores mais baixos da sensibilidade mostram a necessidade de alterações em alguns módulos diagnósticos.

 

Endereço para correspondência
Quintana, MI
e-mail: quintana@psiquiatria.epm.br

 


 

Situações de conflito no microssistema familiar: um estudo sobre coesão e hierarquia

 

De Antoni, C; Irigaray,T; Barone, LE Koller, S

CEP, RUA, Centro de Estudos sobre Meninos e Meninas de Rua Departamento de Psicologia do Desenvolvimento e Personalidade
Instituto de Psicologia. Universidade Federal do Rio Grande do Sul
fone: 051- 32317570

Endereço para correspondência

 

Este trabalho tem por objetivo analisar a coesão e a hierarquia em situações de conflito no microssistema familiar. Estes construtos são avaliados através da representação do adolescente sobre sua família. Coesão e hierarquia são duas dimensões básicas que descrevem a estrutura familiar. A coesão refere-se à intimidade emocional e ao sentimento de integração. A hierarquia tem sido definida como estrutura de influência mútua, relação de poder, controle e domínio de pessoas sobre outras. O referencial teórico utilizado é o modelo ecológico de desenvolvimento humano. Participaram deste estudo 25 adolescentes de 11 a 16 anos, de nível socioeconômico baixo, cursando a quinta série do ensino fundamental de uma escola pública de Porto Alegre/RS. O instrumento para obtenção dos dados foi o FAST - Family System Test. Este teste analisa quantitativa e qualitativamente a coesão e a hierarquia no microssistema familiar frente a situações cotidianas, ideais e de conflito. Este estudo restringe-se à compreensão destes construtos em situações de conflito, conforme a representação do adolescente. Os resultados apontam que as situações de conflito ocorrem freqüentemente entre irmãos, seguidas por conflitos entre o casal. A maioria destes provoca agressões verbais, sendo que aparece, em alguns relatos, a agressão corporal. Em relação à falta de coesão, os dados demonstram afastamento emocional entre o casal, pais e filhos e irmãos. Além disso, na relação hierárquica, a mãe é vista como detentora de maior poder. Conclui-se que estes dados corroboram a literatura sobre coesão e hierarquia.

 

Endereço para correspondência
E- mail: clarissada@ig.com.br

 


 

Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva em epilépticos: uma nova possibilidade terapêutica

 

Brasil-Neto,JP; Mota-Silveira, DA; Teixeira,WA; Boechat-Barros,R; Araújo,VP

Laboratório de Neurobiologia, Departamento de Ciências Fisiológicas
Universidade de Brasília (UNB), ICC sul, Campus Universitário, Asa norte, Brasília, DF, Brasil
CEP 70910-900, tel:61- 307-2268, fax:61-307-3955

Endereço para correspondência

 

OBJETIVO: Avaliar a eficácia da Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva de baixa freqüência no tratamento de pacientes epilépticos de difícil controle, bem como estudar e descrever esta técnica que vem sendo cada vez mais utilizada no tratamento de algumas doenças psiquiátricas e neurológicas.
MÉTODOS: Foram recrutados 5 pacientes do ambulatório de epilepsia de difícil controle do Hospital de Base do Distrito Federal. Aplicamos em cada paciente 2 sessões semanais de estimulação magnética transcraniana em 12 semanas consecutivas (3 meses), sendo cada uma com 5 séries de 20 estímulos repetitivos com um intervalo de 1 minuto entre cada série. A freqüência da estimulação foi de 0,3 Hz com intensidae 5% abaixo do limiar motor.
RESULTADOS: Os sujeitos foram avaliados pelo número de crises convulsivas nos 3 meses antes do tratamento, 3 meses durante e 3 meses após o tratamento. Somamos o número de crises de todos os 5 pacientes nestes períodos, obtendo os seguintes resultados: 1426 crises nos 3 meses antes do tratamento, 1100 crises nos 3 meses de aplicação da estimulação magnética transcraniana e 1613 crises nos 3 meses após o tratamento.
CONCLUSÕES: A estimulação magnética transcraniana de baixa freqüência pode ser uma nova forma de terapêutica na epilepsia e em outras patologias neurológicas e psiquiátricas, porém mas estudos ainda são necessários.

 

Endereço para correspondência
e-mail: rapha.b@globo.com

 


 

Considerações Psiconeuroendócrinoimunológicas

 

Barczak, DS; Stachon, AC

Pontifícia Universidade Católica do Paraná
Hospitais Psiquiátricos Nossa Senhora da Luz e Dom Alberto
Rua Marechal Floriano Peixoto, 2509, CEP 80220-000, Curitiba, Paraná, Tel.: (41)3323288, Fax: (41)3323139

 

OBJETIVO: Um estudo de revisão e atualização, embora restrito pelo reconhecimento do quanto ainda se tem a dominar sobre o tema em foco, ao complexo sistema biológico a que podemos chamar de psico-neuro-endócrino-imunitário (PNEI).
APRESENTAÇÃO: Recentes descobertas geraram um novo campo da ciência médica conhecido como psiconeuroendócrinoimunologia. Os indícios científicos da influência da mente sobre o organismo vêm de três áreas convergentes de pesquisas: 1. Pesquisas fisiológicas, que investigam as ligações biológicas e bioquímicas entre o cérebro e os sistemas orgânicos; 2. Pesquisas epidemiológicas, que mostram correlações entre outros fatores psicológicos e certas doenças na população em geral; 3. Pesquisas clínicas, que testam a eficácia das abordagens mente/corpo na prevenção, no alívio ou no tratamento de doenças específicas. Entre as diversas evidências da interação funcional entre o sistema imune e o neuroendócrino, um os achados mais importantes é o fato de que os dois sistemas compartilham uma diversidade de mediadores endógenos e exógenos que tem por objetivo final a homeostase do organismo. A resposta ao estresse dá-se através da ação integrada dos sistemas nervoso, endócrino e imune, num processo de alteração e recuperação da homeostasia. Estes achados, juntos, conseguem explicar porque o estado emocional ou a resposta pessoal de cada indivíduo ao estresse é capaz de modificar sua capacidade de lidar com doenças, desde infecções até o câncer, influenciando também nas doenças auto-imunes.

 


 

Saúde mental e obstetrícia: incidência de transtornos mentais em pacientes obstétricas no Sistema Único de Saúde no ano de 2000

 

Sponholz Jr, Aalcion; Gomes, Flavia

Hospital das Clínicas da FMRP, USP, Departamento de Neurologia, Psiquiatria e Psicologia Médica, Campus Universitário, Monte Alegre, Ribeirão Preto (SP),14.048-900
Telefone (16)602-2533

Endereço para correspondência

 

OBJETIVO: Identificar a incidência de comorbidade entre diagnósticos psiquiátricos e obstétricos em mulheres internadas em instituições do Sistema Único de Saúde (SUS) em 2000.
MÉTODO: Os dados foram provenientes do Sistema de Informação Hospitalar em seus arquivos reduzidos de movimento de autorização de internação hospitalar disponibilizados pelo DATASUS. As variáveis foram: unidade da federação, diagnóstico principal e secundário, tempo de permanência, procedimento realizado e tipo de instituição.
RESULTADOS: Como resultados preliminares foi avaliado o estado de São Paulo cujas internações hospitalares em mulheres pelo SUS referentes ao Capítulo V da CID 10 somaram 40.874 registros e as do Capítulo XV somaram 502.483. A comorbidade entre estes capítulos correspondeu a 210 registros. Os diagnósticos principais mais freqüentes foram F53 e O99.3. O diagnóstico secundário mais freqüente foi F53. O tempo médio de permanência foi de 16,6 dias. Os procedimentos mais freqüentes foram tratamento em hospital psiquiátrico, tratamento em psiquiatria em hospital geral e parto normal de alto risco. As internações se deram mais freqüentemente em hospital filantrópico; hospital contratado e hospital estadual. A idade variou de 16 a 46 anos, com média de 27 anos.
CONCLUSÕES: A maior parte das mulheres acometidas por transtornos mentais durante o ciclo grávido-puerperal eram puérperas e foram tratadas em hospitais psiquiátricos filantrópicos. O sistema de informação utilizado, possibilita um acesso rápido e seguro aos dados, facilitando um diagnóstico da situação de assistência hospitalar no país.

 

Endereço para correspondência
Sponholz Jr, Aalcion
e-mail: sponholz@uol.com.br

 


 

Erro médico no estado de Santa Catarina

 

Cigognini, MA; Porto, NMH; Silva, RGA; Polli, R

Mestrado em Ciências Médicas, Universidade Federal de Santa Catarina
Rua República Argentina 333/903, Blumenau, SC
Fone:473224164.Fax:473226037.

Endereço para correspondência

 

OBJETIVO: Avaliar o erro médico no estado de Santa Catarina e fatores associados.
MÉTODO: Estudo retrospectivo observacional. Os dados foram coletados nos processos ético-profissionais julgados pelo Conselho Regional de Medicina no período de Janeiro de 1995 a Dezembro de 2000.
RESULTADOS: Foram julgados 173 processos, sendo 12 deles por infração ao artigo 29 do Código de Ética Médica, que trata diretamente do erro médico, correspondendo a 8% do total. Foram julgados 11 médicos que apresentaram o seguinte perfil: sexo masculino, média de idade de 48.6 anos, oriundo de faculdade do Rio de Janeiro, com 20.3 anos de prática profissional, cirurgião ou anestesista, atuando em grandes cidades como Joinville e Florianópolis e natural do Rio Grande do Sul. A apenação desse médico foi advertência confidencial ou pública.
CONCLUSÕES: Tais dados podem contribuir para um maior entendimento acerca do erro médico, adoção de medidas preventivas aprimorando o perfil ético e humanístico do profissional médico catarinense.

 

Endereço para correspondência
E-mail: cigognin@terra.com.br

 


 

Sistema de Monitoramento Psiquiátrico de Usuários do Chá Hoasca

 

Lima, F;Naves M, Motta, J; Migueli, J; Brito, G et cols

Departamento Médico-Científico/União do Vegetal
Rua Caiubi, 1004, Perdizes. São Paulo, SP. CEP 05010-000 Fone/Fax 3673-8298

Endereço para correspondência

 

O Chá Hoasca é obtido pela decocção de duas plantas encontradas na Amazônia, cujos alcalóides Beta-carbolínicos e Dimetiltriptamina (DMT), alteram o estado de consciência de seus usuários. Tem sua origem nos povos indígenas pré-colombianos. Seu uso ritualístico é legalmente autorizado para grupos religiosos no País destacando-se o Santo Daime e a União do Vegetal.

OBJETIVO: Estudar as ocorrências psiquiátricas entre usuários do Chá Hoasca, sócios da União do Vegetal.
MÉTODOS: Através de ficha de notificação individual, preservando-se o sigilo na identificação pessoal, profissionais de saúde mental comunicam as ocorrências psiquiátricas à coordenação de saúde mental do Departamento Médico-Científico da União do Vegetal.
RESULTADOS: No período de1996 a 2000, foram identificados transtornos ansiosos, depressão, transtornos dissociativos e hipercinéticos e psicoses. Dentre 7 casos de psicose, dois casos não apresentam relação com o uso do chá, houve três casos de reagudização de surto anterior, um caso onde o Chá foi fator predisponente associado a outros fatores, e um caso com relação temporal imediata e sem antecedente de psicose anterior. A incidência de psicoses observada neste levantamento apresenta-se dentro de estimativas referidas para a população geral.
CONCLUSÃO: O Programa mostrou-se eficiente para a área geográfica em questão. Houve casos de psicose com diversos níveis de associação com o uso do Chá. Reconhece-se que a predisposição individual para psicose é um fator importante no desencadeamento de surtos, havendo, portanto, a necessidade de uma cuidadosa avaliação prévia de pessoas que venham beber o Chá pela primeira vez.

 

Endereço para correspondência
e-mail: demec@udv.org.br

 


 

A relação entre bem-estar espiritual e transtornos psiquiátricos menores: um estudo transversal em universitários

 

Volcan, S; Souza, P; Mari, J; Horta, B

Mestrado em Saúde e Comportamento, UCPel. Alm.Barroso, 1202 G. Fone: (53)2848104.

Endereço para correspondência

 

OBJETIVO: Examinar a influência do bem-estar espiritual na saúde mental de estudantes universitários.
MÉTODO: Estudo transversal com 464 acadêmicos dos cursos de Medicina e de Direito da Universidade Católica de Pelotas, Brasil. A coleta de dados foi realizada em grupos na sala de aula. Os alunos ausentes foram localizados para responderem individualmente, entretanto, 43 não foram encontrados (9,3% de perda). Utilizou-se um questionário auto-aplicável contendo: Escala de Bem-Estar Espiritual (SWBS), SRQ-20, CAGE e informações sócio-demográficas sobre práticas religiosas/espirituais e sobre a ocorrência de eventos de vida produtores de estresse. Para análise estatística utilizaram-se os testes de Qui-quadrado e regressão logística.
RESULTADOS: A maioria dos alunos (80%) afirma possuir uma crença espiritual ou religião. O escore médio de bem-estar espiritual foi de 90,4, sendo de 45,6 e 45,1 para as sub-escalas existencial e religiosa, respectivamente. A SWBS apresentou associação com a freqüência a serviços religiosos e práticas espirituais, e não demonstrou ser influenciada por variáveis sócio-demográficas e culturais. Indivíduos com bem-estar espiritual baixo e moderado, apresentaram o dobro de chances de possuir Transtornos Psiquiátricos Menores (TPM) (OR=0,42; IC95% 0,22-0,85). Sujeitos com bem-estar existencial baixo e moderado apresentaram quase cinco vezes mais TPM (OR=0,19; IC95% 0,08-0,45).
CONCLUSÕES: O presente estudo mostrou o bem-estar espiritual como fator protetor para transtornos psiquiátricos menores, sendo a sub-escala de bem-estar existencial a maior responsável por este resultado.

 

Endereço para correspondência
E-mail: nuplac@phoenix.ucpel.tche.br

 


 

Bruxismo: Revisão de Aspectos Psiquiátricos

 

Paiva, DL; Turato, ER

Laboratório de Pesquisa Clínico-Qualitativa, Departamento de Psiquiatria/Unicamp
Cidade Universitária, C. Postal 6111 - 13083-970 Campinas, SP
Tel: (19) 32894819

Endereço para correspondência

 

O capítulo dos Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10 inclui o diagnóstico de bruxismo na categoria "Outros Transtornos Somatoformes" (F45.8). É definido como desordem de movimento (ranger dos dentes), sobretudo durante o sono, relacionado com fatores emocionais e caracterizado pelo desgaste dentário. A importância do tema deve-se a: sua relevância epidemiológica, seu diagnóstico subnotificado e sua interface psiquiátrico-psicológico-odontológica.

OBJETIVO: Revisão da literatura de estudos quantitativos sobre bruxismo e aspectos emocionais/ comportamentais como estratégia para eleger temas para estudos qualitativos.
MÉTODO: Foram selecionados 22 artigos em bancos de dados do Medline e Web of Science cruzando-se aspectos clínico-epidemiológicos com os psiquiátricos, psicológicos e sociais, seguidos de codificação dos achados.
RESULTADOS: Observamos: um crescente consenso na definição de bruxismo (há autores que fazem diferencial com apertamento dental); a caracterização das manifestações durante o sono (estágio 2 não-REM); a importância a aspectos emocionais relacionados (ansiedade, medo, agressividade, frustração, inferioridade).
CONCLUSÕES: 1) são pertinentes mais estudos que consolidem o diagnóstico diferencial entre essas entidades nosológicas; 2) deve-se adotar investigações científicas em profundidade dos fenômenos psicossociais ligados à doença – como atribuídos pelo sujeito bruxista e apertador dental – para compreensão global do paciente. Face à lacuna de estudos das significações psicodinâmicas e socioculturais destas entidades, a pesquisa qualitativa como concebida nas ciências humanas será um poderoso instrumento auxiliar na educação e assistência a esses pacientes.

 

Endereço para correspondência
E-mail: evaldeis@terra.com.br

 


 

Estratificação do Impacto da Psiquiatria Latino-americana

 

Santos-Jesus, R; Quarantini, L; Santos, A; Nolasco, T; Alves, S; Miranda-Scippa, A; De Oliveira, I

Departamento de Neuro-psiquiatria / UFBA
71-9133-7499 / 237-4762

Endereço para correspondência

 

INTRODUÇÃO: A psiquiatria latino-americana vem crescendo em número de publicações internacionais, no entanto sugere-se que esta participação está veiculada em periódicos de menor impacto científico.
OBJETIVO: Analisar o impacto da psiquiatria da América Latina no cenário internacional.
MÉTODOS: Revisão da literatura, utilizando bases de dados informatizadas, no período de 1996 a 2000. As análises foram estratificadas de acordo com o impacto do periódico de publicação (todos com FI > 1,00). FIc- de 1,00 a 3,12 (até a média do grupo), até 1 desvio padrão acima da média (FIb- de 3,13 a 5,33) e mais de 1 desvio acima da média (FIa- > 5,34).
RESULTADOS: As 40 revistas psiquiátricas com FI ³ 1,00 publicaram 41.371 artigos no período, e a participação da América Latina foi de 1,3% (519 artigos). Quando estas revistas foram estratificadas pelo FI, a penetração de artigos latino-americanos caiu significativamente (p<0,001) de modo proporcional ao aumento do impacto dos periódicos, sendo de 1,5% no FIc, 1,1% em FIb, e 0,9% em FIa.
CONCLUSÃO: A pesquisa psiquiátrica da América Latina tem modesta participação no cenário internacional, com 1,3% das publicações e esse percentual associa-se, inversamente, ao nível de impacto dos periódicos investigados.

 

Endereço para correspondência
Santos, Jesus, R
E-mail: dejesus@ufba.br

 


 

Sofrimento psíquico e formação de pesquisadores

 

Louzada, R e Silva Filho, JF

Instituto de Psiquiatria/UFRJ

 

INTRODUÇÃO: A preocupação com a qualidade da formação e o impacto desta sobre a vida dos alunos não é uma tema novo, embora sejam escassos os estudos sobre a formação do pesquisador. Somente a partir de 1998 foi possível perceber um importante debate sobre o tema, especialmente no âmbito dos EUA, depois do suicídio de um doutorando de Harvard.
OBJETIVO: Levando em conta esses dados, delineamos uma pesquisa que articula os seguintes temas: formação na pós-graduação, trabalho científico e saúde mental. Para este trabalho apresentaremos apenas os resultados referentes ao binômio sofrimento psíquico/pós-graduação.
MÉTODO: Foram realizadas entrevistas com 12 doutorandos brasileiros, de ambos os sexos, de um curso de pós-graduação em ciência básica. As entrevistas, individuais, foram colhidas nos moldes da história de vida e submetidas à análise de conteúdo.
RESULTADOS: Todos os entrevistados fizeram referência a algum tipo de mal-estar, ainda que em diversos níveis de intensidade. O mal-estar foi nomeado, na maior parte das vezes, como "ansiedade", "stress", "estafa", "angústia" ou "depressão"; e as causas remetidas a situações de avaliação (exame de conhecimentos, defesa da tese), problemas no curso (cobranças quanto a prazos, pressão para publicar), problemas quanto à financiamentos; problemas pessoais (insegurança) e familiares (doenças). Em todos os casos o apoio recebido, ante as dificuldades, foi considerado fundamental (orientador, instituição ou profissionais).
CONCLUSÃO: Nossos resultados sublinharam a necessidade de maior investimento em pesquisas sobre esse tema e de considerar a formação de pesquisadores como um processo. Sugerem também que o mal-estar psíquico, durante a formação de pesquisadores, deve ser estudado em sua articulação com a estrutura/funcionamento dos cursos de pós-graduação e as atuais regras do jogo acadêmico/científico.

 


 

Avanços e impasses na reformulação da assistência psiquiátrica

 

Ferreira, L

 

OBJETIVO: Este trabalho teve como objetivo avaliar os avanços e impasses da reforma psiquiátrica no Estado do Espírito Santo-ES. Para tanto se baseou nas ações de reformulação do modelo da assistência psiquiátrica no Estado, em curso desde 1995, quando da incorporação pelo governo do Estado das diretrizes da reforma psiquiátrica, viabilizando a criação de serviços extra-hospitalares substitutivos da internação.
MÉTODO: A coleta de dados foi realizada através de levantamento e análise, de documentos e de material bibliográfico.
RESULTADOS: Dentre as mudanças ocorridas na assistência no período 1995-2002 podemos destacar a reestruturação da assistência no hospital psiquiátrico Adauto Botelho, com equipes específicas para atendimento diferenciado, para casos agudos, para egressos que necessitam de cuidados intensivos e para pacientes de longa permanência. Também houve aumento da cobertura ambulatorial nos municípios de 12% para 27%; expansão dos leitos psiquiátricos em hospitais gerais de seis para 50 leitos. Investimentos na criação de sete serviços extra-hospitalares, com previsão de implantação de mais nove para 2002.O envolvimento dos técnicos em saúde mental, dos usuários e de familiares aumentou, um marco evidenciado na II Conferência Estadual de Saúde Mental.
CONCLUSÕES: Mesmo que não se possa afirmar que tenha ocorrido a reordenação da assistência para uma rede exclusivamente extra-hospitalar, é inegável o esforço no sentido da implantação de uma Política de Saúde Mental no Estado. No entanto, não se almeja com a transformação do modelo assistencial simplesmente a desospitalização, mas pretende-se ultrapassar o patamar da humanização do atendimento e adentrar os espaços extramuros, pela construção cotidiana das condições que possibilitem, concretamente, a diminuição do número e duração das internações e, principalmente, a reabilitação e a desconstrução das práticas manicomiais.

 


 

Título: Impacto da Lei de Reforma da Assistência Psiquiátrica Sobre as Determinações Judiciais em um Hospital Público

 

Vicente, F.; Boeing, D.

Instituto de Psiquiatria de Santa Catarina

 

OBJETIVO: O Hospital Psiquiátrico Público no Brasil, recebe regularmente determinações de internação compulsória (determinada por Juiz de Direito), atendendo a carência de leitos disponíveis nos Hospitais de Custódia Psiquiátrica (Manicômios Judiciários) ou por motivo de urgência ou de segurança. A Lei 10.216, de 06 de abril de 2001, versa sobre os direitos dos portadores de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial valorizando os serviços com características ambulatoriais. O presente trabalho tem como objetivo quantificar e avaliar as determinações judiciais de internação (compulsórias), no Instituto de Psiquiatria de Santa Catarina e verificar a repercussão da Lei 10.216, no período de sua promulgação até o momento atual.
MÉTODO: Toda a correspondência judicial, aqui definida como "qualquer documento enviado ao hospital e versando sobre atendimento a pacientes, despachada por um Juiz de Direito", foi incluída na verificação. A correspondência foi dividida em categorias, conforme os temas mais freqüentes (exp: "determinação de internação", "pedido de informações", entre outras). O período de tempo do acompanhamento foi dividido em 03 (três) semestres a contar de 2001/01 até o presente momento.
RESULTADOS: Dentre as categorias levantadas, observamos uma tendência ao aumento do número de ofícios de "Internação Judicial com Alta a Critério Médico" e a tendência a diminuição da categoria "Requer Vaga para Internação".
CONCLUSÕES: A mudança na forma como o Judiciário se relaciona com o Instituto de Psiquiatria de Santa Catarina após a lei 10.216, ficou evidenciada através de um aumento das internações que poderiam receber alta a critério médico e numa diminuição nos pedidos de vaga para internação.

 


 

Investigação comparativa da manifestação da síndrome pré-menstrual em mulheres no período pré-menopausal

 

Barreto, G. C. A.; Almeida, E. Q.; Vale, D. S.; Souza, F. G. M.

Universidade Federal do Ceará; Departamento de Medicina Clínica; Rua Prof. Costa Mendes, 1608, Rodolfo Teófilo,Fortaleza, CE

Endereço para correspondência

 

Este estudo teve como propósito analisar a manifestação da Síndrome Pré-Menstrual (SPM) em seus aspectos psicológicos, comportamentais e físicos, nas mulheres próximas ao climatério;bem como traçar um paralelo do grau de manifestação da SPM entre mulheres de diferentes faixas etárias.A amostra consistiu de 83 mulheres, com fluxo menstrual presente, divididas em 2 grupos: grupo 1 (33 mulheres, 35-53 anos) e grupo 2(20 mulheres, 18-25 anos). A 1ª parte do questionário utilizado visava colher informações demográficas, histórico médico e reprodutivo. A 2ª parte era composta do Questionário de SPM (Moss,1968), adaptado segundo uma análise realizada por Claire (1983), onde as variáveis foram divididas em três subcategorias de sintomas: psicológicos, comportamentais e físicos. Foi feita, então, a análise estatística comparativa – segundo o método F Statistic para amostras independentes – da pontuação dos grupos 1 e 2 entre os sintomas físicos (grupo 1: 13,5±6,9; e grupo 2: 8,9±6,0), psicológicos (grupo 1: 9,9±5,3; e grupo 2: 4,9±4,9) e comportamentais (grupo 1: 6,4±4,4; e grupo 2: 4,6±3,7). A análise dos resultados revelou que a SPM não se manifesta da mesma forma entre as mulheres na pré-menopausa e nas jovens (18-25 anos). Os sintomas comportamentais foram estatisticamente semelhantes nas duas amostras, enquanto os sintomas psicológicos e físicos foram significativamente mais intensos nas mulheres em pré-menopausa (p<0,05 e p<0,01 respectivamente). Conclui-se, portanto que a SPM associa-se à fase do ciclo fértil em que a mulher se encontra com suas manifestações intensificando-se à medida em que se aproxima da menopausa.

 

Endereço para correspondência
E-mail: georgia_barreto@yahoo.com.br

 


 

Health status and quality of life- the effect of spirituality, religiosity and personal beliefs

 

Rocha, N.S.; Fleck, M.

Department of Psychiatry, Federal University of the State of Ro Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brazil

 

Despite many researches have been made about the effect of health status on religiosity, this question remains unclear. We developed a study (n=238) to verify the association between the health status, quality of life, depressive symptoms and religiosity. Instruments used were: a) instrument for the assessment of quality of life (WHOQOL-100), b) BDI for Depression d)The scale of importance degree gave for the facets used for the field trial of the Spirituality, Religiosity and Personal Beliefs module of the WHOQOL (WHOQOL-SRPBi). Cases (n=126) consisted of patients selected at HCPA, and healthy controls (n= 112) were included from the community. The comparisons between patients and controls from WHOQOL domains showed this results: 1) physical : p. mean= 50.35,SD= 14.78; c. mean= 64.25; SD= 13.64; (p=0.0001;ES=1.0); 2) psychological : p. mean=62.52, SD= 12.13; c. mean= 69.10, SD= 11.82(p=0.0001; ES=0.5); 3) independency level : p. mean= 56.83,SD= 19.37; c. mean= 80.24, SD= 11.25(p=0.0001; ES=1.5) 4) social relationships : p.mean= 67.13,SD= 13.96; c. mean 72.67, SD= 12.43 (p=0.0001; ES=0.4) 5) environment : p. mean= 56.92, SD= 10.68; c. mean= 63.48, SD= 10.42 ( p=0.0001; ES= 0.6) 6) spirituality/religiosity: p. mean= 72.18, SD= 18.73; c. mean= 68.96, SD= 20.49 ( p=0.19; ES=0.2) However, patients WHOQOL-SRPBi mean was 97.19,SD=12.97 compared with controls mean 92.87,SD= 16.42 (p=0.027;ES=0.3). After using a multiple regression analysis to control the confounding factors the difference in the WHOQOL-SRPBi scores remains (p= 0.11, beta= 0.11). These findings suggest that the religiosity, spirituality and personal beliefs are higher when people are sick, and this can influence positively the quality of life. p.=patients; c.=controls

 


 

A Síndrome do "Edifício Doente"

 

Dunnigham, W, Aguiar, W.M; Guedes, APT; Muniz, MH ; Nascimento, Abreu, FM; Fernandes, GA

Universidade Federal da Bahia, FAMED, DNPq.
Rua Acarí, 08 Itapuã. 71-2490977,
Fax 71-359-6512

Endereço para correspondência

 

A síndrome do "edifício doente" descreve uma condição médica que se caracteriza pelo fato de que as pessoas que residem e trabalham num determinado edifício sofrem de sintomas de doença ou mal estar de causas inaparentes. Os sintomas neuropsiquiátricas (letargia, depressão do humor, cefaléia, ansiedade, irritabilidade e dificuldade de concentração) ocorrem em cerca de 60% dos casos, tanto em países desenvolvidos, como nos emergentes. Os sintomas tendem a ser mais intensos quanto maior o tempo que a pessoa passa no "edifício doente", acentuando-se com o passar do tempo. Costumam desaparecer quando as pessoas se afastam das edificações. A síndrome produz um considerável decréscimo do desempenho ocupacional e nas relações interpessoais do indivíduo., levando a uma redução da produtividade social global. A síndrome do "edifício doente" é amplamente distribuída na população em geral, podendo ocorrer nos escritórios, apartamentos residenciais, escolas, determinando custos substanciais para a comunidade. Conquanto o conhecimento sobre a relação causa-efeito destas condições médicas seja obscuro, já é possível atenuar os problemas dos "edifícios doentes", bem como tomar providências para as novas edificações. No sentido iniciar os estudos para auxiliar o embasamento destas medidas preventivas e "terapêuticas", na Bahia realizamos um estudo em seis edifícios de escritórios, cujos resultados exibiremos no pôster ora proposto.

 

Endereço para correspondência
E-mail: guiard@uol.com.br

 


 

Apresentação de um instrumento básico de rastreamento musical: o mini-teste musical (MTM)

 

Aleixo, M; Laks, J; Engelhardt, E

Instituto de Psiquiatria/IPUB, CDA e Instituto de Neurologia Deolindo Couto/INDC, SNCC, UFRJ, Rio de Janeiro
Tel/fax:(0xx21)2235-3749.

Endereço para correspondência

 

OBJETIVO: Apresentar um instrumento de rastreamento neuromusical, o Mini-Teste Musical (MTM), que visa avaliar o conhecimento musical básico de pacientes com demência.
METODOLOGIA: O MTM foi desenvolvido por analogia ao MEEM de Folstein (Folstein et al., 1975). Consiste de breve entrevista estruturada (experiência musical prévia e apreciação musical atual) seguida pela avaliação neuromusical com itens atenção, memória, linguagem, praxia, com escore máximo de 48 pontos. Foi aplicado a 10 pessoas (f=9, m=1) com idade de 72.0±4.8 anos, sem queixas cognitivas e/ou psiquiátricas, com escolaridade convencional média/alta e baixa instrução em música. Foi também utilizado o MEEM para comparação com o desempenho cognitivo convencional.
RESULTADOS: Foram obtidos os seguintes resultados – pontuação no MEEM foi de 27.1±1.7 (24 a 29) pontos e o escore do MTM foi de 36.4±4.8 (28 a 42) pontos. Os resultados do MTM obtidos podem ser utilizados como dados normativos para população com as características consideradas no presente estudo.
CONCLUSÃO: A neuropsicologia compreende a cognição convencional e a musical, ambas relacionadas a diversas regiões cerebrais, diferentes para cada modalidade. Diversos estudos mostram que mesmo com a progressão do quadro demencial habilidades cognitivas e musicais são preservadas. O MTM pode se constituir em um instrumento para avaliação básica do conhecimento musical em pacientes com demência, em paralelo ao desempenho cognitivo convencional. Poderá ser utilizado para selecionar pacientes para musicoterapia, para pesquisa, assim como para acompanhamento evolutivo.

 

Endereço para correspondência
E-mail: proneuro@centroin.com.br

 


 

Avaliação do nível de estresse em médicos de um hospital de emergência em Fortaleza

 

Cordeiro, A; Almeida, A; Sousa, F; Sousa, F

Universidade Federal do Ceará, Faculdade de Medicina, departamento de Clínica Médica do hospital das clínicas, disciplina de Psiquiatria
Rua Capitão Francisco Pedro, 1290, Rodolfo Teófilo
Telefone: (85) 288.8149,fax: (85) 281.4961

Endereço para correspondência

 

OBJETIVO: Esse trabalho se propõe a identificar fatores associados ao estresse na vida do profissional médico que trabalha em emergência , bem como mensurar o percentual destes que apresenta estresse psicológico.
MÉTODOS: A amostra constituiu-se de 109 médicos. Foram distribuídos dois questionários de auto- preenchimento: Job Stressor Questionnaire (Cooper et al., 1989), que identificou os fatores mais e menos relacionados ao estresse, e o General Health Questionnaire - 12 (Firth,J.,1986), que aferiu a quantidade de profissionais com estresse psicológico.
RESULTADOS: A prevalência de médicos com estresse psicológico foi de 20% entre os pesquisados. Não houve diferença estatisticamente significante entre homens e mulheres em relação aos fatores associados ao estresse. A responsabilidade pela vida de parentes e amigos é o fator que mais está associado ao estresse, enquanto as práticas administrativas são os fatores menos associados a este. A ausência de suporte emocional em casa, especialmente do cônjuge, não se revelou como fator ligado a estresse.
CONCLUSÃO: Detectamos uma prevalência alta de estresse em médicos de emergência em Fortaleza.

 

Endereço para correspondência
e-mail: huwc@huwc.ufc.br

 


 

Avaliação da confiabilidade do PCL-R (Psychopathy Checklist Revised) numa amostra de estudantes do ensino médio no município de Porto Alegre

 

Silvio José Vasconcelos; Gabriel José Chitó Gauer

 

O PCL-R corresponde a um checklist desenvolvido por Hare (1991), composto de 20 itens específicos, a partir dos quais torna-se possível detectar e avaliar diferentes graus de psicopatia. Estudos já realizados em alguns países da Europa e América do Norte vêm demonstrando a validade do PCL-R no que diz respeito ao diagnóstico da Psicopatia, bem como para a predição de comportamentos violentos (DOLAN, M.; DOYLE, M., 2000). No Brasil, entretanto, ainda não foram realizados estudos de validação capazes de tornar viável a utilização do referido checklist. O projeto de pesquisa cuja síntese constará em pôster a ser apresentado nesse congresso contempla, portanto, um trabalho de validação do PCL-R numa amostra de 700 estudantes do ensino médio do município de Porto Alegre. Um estudo desse tipo tem como principais objetivos validar e, desse modo, viabilizar a utilização do PCL-R no contexto brasileiro, bem como obter dados que possam servir de base para estudos longitudinais abordando a psicopatia na adolescência. Em termos metodológicos a pesquisa proposta realizar-se-á a partir de um estudo transversal, utilizando amostra por conglomerados em um processo de validação convergente-discriminante. Além do referido checklist serão também utilizados protocolos padronizados visando obter outras variáveis a serem posteriormente relacionadas com a própria incidência do transtorno investigado. A aplicação do instrumento de pesquisa estará vinculada ainda à autorização do avaliado ou responsável. De um modo geral, o citado projeto fundamenta um estudo cada vez mais necessário no âmbito das pesquisas que investigam os transtornos psiquiátricos em geral, como também a própria relação destes com o problema da criminalidade.

 


 

Aspectos clínicos e evolutivos da Vertigem Postural Fóbica

 

Wang, Y*, Ciríaco, J**; Alexandre, P**; Pereira, C***; Scaff, M****

Instituto de Psiquiatria e Ambulatório de Neurologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, s/no. CEP 05403-010, São Paulo, SP.
Fone/fax: (0XX11) 3069-6585

Endereço para correspondência

 

Vertigem postural fóbica (VPF), é o segundo transtorno mais freqüente em ambulatório especializado. Trata-se de uma síndrome somatoforme caracterizada por quadro crônico e incapacitante com desequilíbrio subjetivo e breves ataques de tontura em situações específicas. Embora haja questionamentos sobre a sua validade, Brandt definiu os critérios clínicos específicos para o seu diagnóstico. As VPF subdividem-se em primária e secundária a distúrbios vestibulares orgânicos.

OBJETIVO: Avaliação clínica e evolutiva da VFP.
METODOLOGIA: Os casos com queixa de vertigem que receberam o diagnóstico neurológico primário de VFP são submetidos à avaliação psiquiátrica.
RESULTADOS: Foram observados 41 pacientes, com idade média de 54 anos, sendo 28 mulheres e 13 homens. Foram diagnosticados 26 casos de VPF primária, destes 65% cursavam com transtorno depressivo e ansioso; e 15 VPF secundária. Na maioria, tanto o exame neurológico como os complementares foram normais. Sessenta e dois por cento apresentou boa resposta ao tratamento (antidepressivos, benzodiazepínicos, psicoterapia e/ou orientações), enquanto aqueles com VPF secundária e/ou exame neurológico alterado evoluiram pior.
CONCLUSÃO: Apesar da alta prevalência, a VPF é subdiagnosticada, portanto o clínico deve estar atento para o seu reconhecimento. O tratamento adequado da VFP evita a sua cronificação e incapacitação.

 

Endereço para correspondência
Wang, Y
e-mail: gnap_inbox@hotmail.com

 


 

Qualidade de vida: Limitações de aplicação da escala WHOQOL-bref em pacientes psiquiátricos de longa permanência

 

Carvalho MC; Lima LA; Gonçalves SR; Barbosa DR; Fagundes P

Núcleo de Pesquisa, Centro de Estudos, Instituto Municipal Juliano Moreira, SMS, RJ

 

OBJETIVO: Discutir os resultados da aplicação da escala de qualidade de vida - WHOQOL-bref - em uma população de pacientes psiquiátricos de longa permanência, internados no Instituto Municipal Juliano Moreira.
METODOLOGIA: O WHOQOL avalia a qualidade de vida nos aspectos subjetivo e multidimensional. A versão breve do WHOQOL consta de 26 questões, sendo duas questões gerais e 24 facetas que compõem o instrumento original. É um instrumento aplicado diretamente ao paciente, não sendo específico para pacientes psiquiátricos. Entretanto, optamos por usá-la por ser uma escala utilizada internacionalmente e já validada no Brasil (Fleck, 2000). O instrumento foi aplicado por 10 pesquisadores, previamente treinados, em toda população do IMASJM (n=905) no ano de 2001.
RESULTADOS: Apenas 223 pacientes (24,6%) foram capazes de responder ao questionário, portanto os resultados aqui apresentados se limitam a um grupo restrito e provavelmente privilegiado da população. Apesar de ser um questionário auto-aplicável, todos os pacientes necessitaram da ajuda do pesquisador na leitura. Observamos que os pacientes obtiveram melhor escore nos domínios físico e social e o domínio que apresentou escore mais baixo foi o ambiente.
CONCLUSÃO: A experiência de aplicação da escala demonstrou que existe grande dificuldade de compreensão do instrumento e conseqüentemente um alto índice de não resposta por parte dos pacientes. O estudo analisa essas dificuldades à luz de variáveis como nível de escolaridade, diagnóstico e faixa etária da população estudada.

 


 

Validação Transcultural do Inventário de Habilidades de Vida Independente para Pacientes Psiquiátricos – (ILSS-BR)

 

Lima LA; Bandeira M; Gonçalves S

Núcleo de Pesquisa do Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira, RJ
Laboratório de Pesquisa em Saúde Mental, FUNREI, MG

 

OBJETIVO: Este artigo apresenta os resultados referentes à análise psicométrica da versão brasileira da escala Independent Living Skills Survey – ILSS (Wallace, 1986), que avalia a autonomia de pacientes crônicos em diversas áreas do funcionamento social.
METODOLOGIA: Esta pesquisa envolveu duas etapas visando a validação transcultural da escala ILSS-BR. A primeira etapa da pesquisa incluiu a tradução e adaptação das questões da escala original para o contexto brasileiro e um estudo piloto visando ajustar a formulação das questões à população-alvo. A segunda etapa envolveu o estudo das propriedades psicométricas da versão adaptada para o contexto brasileiro e o reajuste final da escala em função das análises estatísticas. A aplicação da escala foi realizada no período de um mês por 10 pesquisadores graduados em psicologia. O treinamento foi constituído de três módulos e teve a duração de 12 horas: 1. discussão da escala, 2. aplicação piloto da escala e 3. painéis de discussão.
RESULTADOS: O ILSS-BR, se mostrou uma escala com qualidades psicométricas de validade e fidedignidade satisfatórias, no que se refere à consistência interna das suas sub-escalas, assim como à sua validade discriminante e validade de construto. A validade concomitante só poderá ser verificada após a validação para o Brasil de uma escala que avalie um construto semelhante ao do ILSS.
CONCLUSÕES: A escala ILSS-BR é um instrumento de medida que poderá ser importante para o planejamento e a avaliação de programas relacionados à reabilitação psicossocial de pacientes psiquiátricos.

 


 

Fatores de risco para reinternação em enfermaria psiquiátrica de hospital geral

 

Bellini, BB; Ribeiro, L; Castilla, AC; Tófoli, LF

Enfermaria de Psiquiatria, Conjunto Hospitalar do Mandaqui
Av. do Guacá 445 / 106A
(11) 6236-6004

Endereço para correspondência

 

OBJETIVO: Verificar se os seguintes possíveis fatores de risco previriam reinternação na Enfermaria Psiquiátrica do Conjunto Hospitalar do Mandaqui (EP-CHM): sexo, idade, internação breve (<8 dias) e diagnóstico em 9 grandes categorias (demências e síndromes mentais orgânicas; farmacodependências; psicoses esquizofreniformes; psicoses afetivas; transtornos do humor não psicóticos; neuroses; transtornos mentais; deficiência mental; outros).
MÉTODO: Através do livro de registro da EP-CHM, foram levantadas cerca de duas mil internações psiquiátricas em um período de três anos. Foi selecionada apenas a primeira internação de cada paciente (n=1.568), e para cada uma obteve-se o número de dias passados desde a alta até o fim do período de observação, ou até a segunda internação dentro desse mesmo período, o que houvesse ocorrido primeiro. A partir destes dados, através da elaboração do método de Kaplan-Meier, foram verificados quais dos fatores de risco determinariam curvas significantemente mais ou menos propícias à sobrevivência sem internação.
RESULTADOS: Sexo, idade ou internação breve não indicaram curvas com diferença estatisticamente significante no tempo até a reinternação. Os diversos diagnósticos revelaram curvas estatisticamente diferentes (p<0,01). Quando foram tomados um a um, as farmacodependências previram reinternações mais tardias (p<0,01), e os diagnósticos de psicoses reinternações mais precoces, fossem as de tipo esquizofreniforme (p<0,05) ou afetivas (p<0,01). O restante dos diagnósticos não revelou, isoladamente, diferença nas curvas de sobrevivência.
CONCLUSÕES: Na EP-CHM apenas os diagnósticos de psicose revelaram-se como fatores de risco de reinternação precoce.

 

Endereço para correspondência
e-mail: bellinibianca@hotmail.com

 


 

Estresse ocupacional em enfermeiros

 

Profa. Lucélia Chiavegato Vieira; Profa. Dra. Liliana A. M. Guimarães

Depto de Psicologia Médica e Psiquiatria, FCM, Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, São Paulo

 

A relação entre o estresse ocupacional e a saúde mental do trabalhador vem sendo tema de muitas pesquisas nos últimos anos, já que são alarmantes os índices de incapacitação temporária ao trabalho, absenteísmo, aposentadoria precoce e riscos à saúde decorrentes desta relação. A enfermagem é, reconhecidamente, uma das profissões mais expostas a elevado risco para o estresse, o " work-stress"

OBJETIVOS: Este estudo visa identificar as características sócio-demográficas e as fontes de estresse ocupacional em enfermeiros do Pronto-Socorro, Enfermarias de Emergência Clínica/Trauma e de Cardio-Pneumo,do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP. Propõe-se verificar pelo Modelo de Estresse Ocupacional de COOPER.,SLOAN E WILLIAMS (1988), a existência de sub-grupos segundo variáveis analisadas, encontradas com maior frequência.
MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo-comparativo, que foi composto de uma população de N=224 enfermeiros. Foram estudados através de amostra voluntária, n= 127, incluindo-se enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. O instrumento de pesquisa utilizado foi o Indicador de Estresse Ocupacional (OSI)
RESULTADOS: Não se confirma o fato de os enfermeiros do Pronto-Socorro, serem portadores dos maiores índices de estresse ocupacional. Na amostra como um todo, existe alta propensão ao estresse, porém os níveis de estresse ocupacional encontrados são baixos. Quando encontrado em níveis maiores, o estresse está relacionado com: a insatisfação com a organização do trabalho, com a Personalidade Tipo A e com Saúde Física e Mental deficitária. Os resultados foram discutidos a partir do enfoque do work-stress, entendendo-o como um processo dinâmico entre estressores do ambiente e características de personalidade.

 


 

Quality of life in old adults: a perspective from focal groups in Brazil

 

Fleck M; Chachamovich E; Trentini C

 

BG: populational ageing demands from health professionals specific studies involving old adults. Attention towards conditions regarding quality of life in elderly, as well as variations or restrictions brought by ageing, are issues of scientific and social relevance.

OBJECTIVES: to describe the WHOQOL-OLD project and present the results from the focal groups in the Brazilian Center, as well as the methodology applied in those groups.
METHODS: the methodology and the strategy used in WHOQOL-OLD project are based on steps clearly defined in the development of others WHOQOL modules in Brazil. In the focal group stage, five focal groups were conducted: healthy old adults(OA) aged between 60-80, unhealthy OA aged between 60-80, healthy OA aged more than 80, unhealthy OA aged more than 80, and careers. It was a convenience sample. The perception regarding one own health status was used to classify him\her as healthy or unhealthy. The methodology followed is presented in the poster.
RESULTS: notion that QOL is a multidimensional construct is clear. There is a trend regarding the association between QOL and well-being. Nineteen out of 24 original facets of WHOQOL-100 were cited as relevant for QOL of old adults. All of the WHOQOL-100 facets were considered relevant for old people. However, the facets body image and appearance, work capacity, negative feelings, sexual activity and dependence of medication or treatment received suggestions of alterations. Additional items were also examined and considered relevant to the assessment of QOL in old adults by the old adults themselves and by the careers.
CONCLUSION: results strength the hypothesis suggesting that old adults are a particular group with specific and relevant issues for their QOL. An adequate instrument to assess QOL in old adults should unavoidably investigate these issues.

 


 

Escala de movimentos involuntários anormais (AIMS) para discinesia tardia: avaliação da validade e fidedignidade da versão em português

 

Tonelli H; Tonelli, D; Vital, MABF; Poiani, GR; e Andreatini, R

Departamento de Farmacologia, C. Biológicas, Universidade Federal do Paraná, Centro Politécnico
CP 19031, 81531-980, Curitiba, PR

 

OBJETIVO: realizar a validação da versão em português da Escala de Movimentos Involuntários Anormais (AIMS)
SUJEITOS E MÉTODO: 16 pacientes hospitalizados tratados com antipsicóticos por pelo menos 5 anos (11 com diagnóstico e 5 sem diagnóstico de DT) foram avaliados pela AIMS. As entrevistas foram gravadas em videocassete, sendo calculada a fidedignidade inter-avaliador (Coeficiente de Correlação Intraclasse - ICC) entre 3 avaliadores: 2 com treinamento em psicopatologia e 1 sem experiência.
RESULTADOS: Pacientes com DT apresentaram uma maior pontuação na AIMS (tanto na somatória da pontuação dos itens como no item 8) do que pacientes sem DT (p<0,05). A fidedignidade entre avaliadores experientes em psicopatologia foi moderada (ICC entre 0.58 e 0.62), enquanto que entre os avaliadores experientes e o inexperiente a fidedignidade foi de pobre a discreta (ICC entre 0.29 e 0.05).
CONCLUSÃO: a versão em português da AIMS apresentou uma boa validade discriminante e uma fidedignidade aceitável entre avaliadores com experiência em psicopatologia.

 


 

Arteterapia e ECT: Experiência de Humanização

 

Oliveira, EP; Oliveira,CCM

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Instituto de Psiquiatria. Serviço de Tratamento Biológico de Eletroconvulsoterapia, ECT
Av Doutor Ouvídio Pires de Campos, sem número, Bairro: Cerqueira César, cep: 05403-010
fone-fax: 30696525

Endereço para correspondência

 

OBJETIVO: Avaliar a aplicabilidade da arteterapia em pacientes tratados em ECT de manutenção.
MÉTODO: Sessões de arteterapia semanais, com duração de 90 minutos durante um período de seis meses.
RESULTADOS: Pacientes inicialmente tímidos, necessitando estímulo às atividades. Utilizavam material mais controlável: lápis, giz de cera em papel sulfite. Com o tempo demonstram maior desenvoltura e se arriscam com outros materiais. Passam à expressão espontânea com mais propriedade. A temática fica mais livre e solta. Modificam seu comportamento no ateliê e estabelecem vínculos entre si e com os terapeutas.
CONCLUSÕES: Melhora da auto-estima e segurança. Melhora dos relacionamentos interpessoais. Adotam atitudes mais independentes. Médico clínico relata melhora no quadro psiquiátrico, com redução de crises e maior adesão ao tratamento.

 

Endereço para correspondência
Oliveira, EP
e-mail: ectipq@hotmail.com

 


 

Religião e Saúde Mental: um estudo em população idosa

 

Baptista, ASD (Docente da Uniararas e Doutoranda pela Unifesp.); Gastal, FL (Universidade Católica de Pelotas); Andreoli, SB (Professor Adjunto da Unifesp) e Blay, SL (Professor Afiliado da Unifesp)

Endereço para correspondência

 

Objetivou-se verificar associação entre prática religiosa e saúde mental. Estudo em corte transversal com amostra selecionada ao acaso de idosos com 60 ou mais anos de idade, da comunidade sul do Brasil, não institucionalizados. A coleta de dados ocorreu através de entrevista, por equipes treinadas, contendo perguntas sobre prática religiosa entre outros conteúdos. A saúde mental foi avaliada por um instrumento de "screening" que identificava casos psiquiátricos (SPES). Dos 6960 sujeitos entrevistados encontrou-se: 66% mulheres; 89% entre 60-80 anos; 65,7% nasceram em meio rural; 84% brancos; 45,5% casados; 61,5% renda entre 1-3 salários mínimos; 64,7% escolaridade até 4ª série. Com respeito a religião encontrou-se: 75,7% católicos e 15,5% evangélicos; 71,6% declararam ser praticantes religiosos; 70,9% não participam de atividade associativa religiosa, e 64,7% declararam não ter mudado quanto o grau de sua religiosidade. Uma análise de regressão logística identificou que as variáveis local de nascimento, sexo, cor, idade e mudança na religiosidade com o passar do tempo, mostraram-se associadas com saúde mental. Pode-se perceber que a variável religiosa estudada que está associada à saúde mental relaciona-se com a mudança do grau de religiosidade no decorrer da vida. Este dado se mostra presente mesmo quando outras variáveis sóciodemográficas fazem parte do modelo.

 

Endereço para correspondência
Baptista, ASD
E-mail: daherbaptista@ig.com.br

 


 

Avaliação do desempenho cognitivo de pacientes psiquiátricos institucionalizados de longa permanência em um programa de reabilitação psicossocial

 

Santos MM e Lima LA

Núcleo de Pesquisa, Instituto Municipal Juliano Moreira, SMS, RJ
Telefax.: (21) 24465488

Endereço para correspondência

 

OBJETIVOS: Avaliar o desempenho cognitivo de pacientes psiquiátricos de longa permanência antes e depois de oito meses da implantação de um programa de reabilitação psicossocial no Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira (IMASJM).
MÉTODOS: Trata-se de um estudo analítico de follow up que avalia o desempenho cognitivo da amostra em dois momentos: antes e 8 meses depois da intervenção de um programa de reabilitação, através do instrumento Mini-Exame do Estado Mental (Mini-Mental State Examination – MEEM). Foram selecionados 230 pacientes das 5 unidades do IMASJM, 52,8 % de homens e 47,1% de mulheres, com uma idade média de 63,1 anos e um tempo médio de internação de 39,4 anos, sendo 54% analfabetos. Os pacientes durante oito meses foram submetidos à estimulação cognitiva e ao incentivo de sua autonomia. Após esse período, os pacientes foram novamente submetidos ao MEEM pela mesma equipe que realizou a primeira aplicação.
RESULTADOS: Observou-se uma melhora do desempenho cognitivo na maioria dos pacientes que participaram do programa de reabilitação. Alguns pacientes obtiveram um declínio cognitivo por razões clínicas e ou psiquiátricas, enquanto outros não obtiveram qualquer alteração de seu desempenho cognitivo.
C
ONCLUSÕES: A estimulação cognitiva propicia ao paciente a possibilidade de conviver, lidar, contornar, reduzir ou superar incapacidades, o que gera condições para que possa viver com maior autonomia e melhor qualidade de vida, facilitando assim sua reinserção social. Sendo assim a reabilitação psicossocial de pacientes psiquiátricos de longa permanência não deve prescindir do enfoque e da intervenção na área cognitiva.

 

Endereço para correspondência
e-mail: grenno@olimpo.com.br

 


 

Inclusão do psiquiatra no programa de saúde da família

 

Bueno, FA; Cardoso, AG; Tassi, J; Dalmas, DE;Zorzetto, D.

Serviço de Psiquiatria, Hospital de Clínicas, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR.
Rua Presidente Rodrigo Otávio, 2053, Hugo Lange, Curitiba, PR,
Fone (41)353-2743

Endereço para correspondência

 

Há um aumento de implantação do Modelo de Saúde Mental Comunitária com formação de equipes multiprofissionais.

OBJETIVOS: Realizar uma avaliação dos pacientes cadastrados no Programa de Saúde Mental na Unidade Básica de Saúde-Cachoeira no município de Curitiba, segundo as normas do Programa de Saúde da Família (PSF).
MATERIAIS E MÉTODO: Todos os pacientes cadastrados foram notificados em domicílio pelos agentes comunitários a comparecerem a Unidade de Saúde a fim de serem avaliados por meio de consultas periódicas, bem como visitas semanais aos casos que por diversos motivos não puderam ser avaliados ambulatorialmente.
RESULTADOS: Dos 300 pacientes notificados, foram avaliados por consultas periódicas e/ou visitas em um período de 03 meses, sendo observadas as seguintes patologias: Transtorno Depressivo (26,10%), Transtorno Fobico-Ansioso (14,55%), Transtornos Devido ao Álcool (9,79%), Transtornos Devido a Drogas (6,19%) Transtorno Psicótico (5,03%), Transtornos somatomorfos (4,19%) e Transtornos de Personalidade (1,79%), Transtornos Alimentares (0,59%).
CONCLUSÃO: É fundamental a monitorização do tratamento através de consultas periódicas, visitas domiciliares, campanhas e programas específicos, aumentando a aderência dos pacientes ao tratamento.

 

Endereço para correspondência
Bueno, FA
Email ffa0411@aol.com

 


 

Validação de Instrumento de Bem-Estar Aplicado na População Geral

 

Passos, PVB; Solymos, GMB; Miranda, CT; Andreoli, SB.

UNIFESP/NEMAP R. Dr. Bacelar, 334 cep 04026-001 São Paulo
Tel (11)5084-7060

Endereço para correspondência

 

OBJETIVO: validar o Inventário de Bem-estar Subjetivo na população geral.
MÉTODO: uma amostra probabilística de 605 indivíduos de uma região da cidade de São Paulo foi entrevistada com o "Subjective Well-Being Inventory" (SUBI) e o Questionário de Morbidade Psiquiátrica do Adulto (QMPA). A análise de validação concorrente foi realizada por meio do coeficiente de correlação de Pearson.
RESULTADOS: O escore de bem-estar e o de sintomas psiquiátricos apresentaram correlação negativa (r =-0,525; p<0,01). A análise dos sub-domínios de bem-estar mostrou correlações inversas, significantes (p<0,01), mas com valores diferenciados. O domínio mental inadequado, que engloba os sintomas de irritabilidade e perda de controle, é o mais fortemente correlacionado com os sintomas psiquiátricos (r=-0,549), enquanto o suporte social (-0,217) e a deficiência em contatos sociais (r=-0,241) são menos.
CONCLUSÕES: Estes resultados apontam para o problema da validação do construto de bem-estar, no qual o padrão de referência ainda é o sintoma psiquiátrico. Isso porque, como pudemos observar, os resultados favoráveis ocorrem devido ao domínio de transtorno mental estar inserido na escala. Estes resultados não invalidam o construto, no entanto, convém ressaltar, a necessidade de novas abordagens como, por exemplo, validações de construto discriminadas entre os diversos domínios de bem-estar.

 

Endereço para correspondência
Passos, PVB
e-mail: paulavbp@psiquiatria.epm.br

 


 

Limitações do comportamento social: Uma análise comparativa em populações de longa permanência

 

Sylvia Gonçalves; Lúcia Abelha Lima; Paulo Fagundes; Maria Cecília Carvalho; Denise Rebouças

Núcleo de Pesquisa, Instituto Municipal Juliano Moreira, SMS, RJ

 

OBJETIVO: O objetivo deste estudo é avaliar as limitações do comportamento social em pacientes de longa permanência do Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira (IMASJM), comparando os resultados a uma população de pacientes esquizofrênicos na Inglaterra Harvey (1996).
METODOLOGIA: A Social Behavioral Schedule (SBS) é um instrumento estruturado que foi desenvolvido para medir as limitações no comportamento social de pacientes de longa permanência tanto em enfermarias como em residências na comunidade. A escala foi aplicada nos pacientes do IMASJM por 10 pesquisadores graduados na área de saúde mental e treinados pelos coordenadores do estudo.
RESULTADOS: Foram observadas algumas diferenças significativas entre as duas populações. Limitações no comportamento em relação à iniciativa, inatividade, cuidados pessoais, conversa inapropriada, habilidades em fazer contatos são mais comuns na população do IMASJM, enquanto que comportamentos hostis, ataques de pânico e fobias, depressão, idéias suicidadas, conversas inapropriadas são mais comuns na população de Harvey. Não foram encontradas diferenças em relação aos itens: lentidão, comportamento destrutivo, hábitos sociais inaceitáveis, estereotipias, realização de idéias bizarras, hiperatividade, comportamento chamativo e proporção de contatos hostis entre as duas populações.
CONCLUSÕES: As diferenças encontradas se devem, possivelmente, às variações na faixa etária e no tempo de institucionalização entre as duas populações. Observamos que as dificuldades apresentadas em maior proporção na população do IMASJM são exatamente aquelas que podem ser minimizadas através de um programa de reabilitação psicossocial.

 


 

Como a comunidade percebe os transtornos mentais? Uma revisão sistemática de estudos da América Latina e Caribe

 

Peluso, E; Blay, S

Universidade Federal de São Paulo, Departamento de Psiquiatria
Rua Botucatu, 740, São Paulo/SP
Tel: 55764160.

Endereço para correspondência

 

OBJETIVO: realizar uma revisão sistemática de estudos sobre a percepção popular dos transtornos mentais na América Latina e Caribe.
MÉTODOS: busca eletrônica no MEDLINE e LILACS de artigos originais publicados de janeiro de 1980 a dezembro de 2001, utilizando como descritores: "public attitudes" e "mental disorders" (MEDLINE) e "atitudes em relação à saúde" (LILACS). Também foi realizada busca manual nas referências dos artigos obtidos na busca eletrônica.
RESULTADOS: A busca produziu 871 artigos; 10 artigos preencheram os critérios de inclusão. Atitudes em relação aos transtornos mentais em geral são predominantemente positivas, principalmente entre indivíduos com maior nível educacional ou sócio-econômico. Esquizofrenia, psicose e paranóia foram os quadros mais identificados como doença mental e considerados os quadros mais graves. Certos quadros (histeria, alcoolismo, DOC, depressão) não são identificados por grande parte da população como doenças mentais. A comunidade recomenda principalmente tratamentos com profissionais de saúde.
CONCLUSÃO: Há pouca informação de qualidade sobre a percepção popular dos transtornos mentais na América Latina e Caribe. Novos estudos, utilizando metodologia mais apropriada, deveriam ser realizados.

 

Endereço para correspondência
Peluso, E
e-mail: pelusoe@terra.com.br

 


 

História da assistência aos alienados na província de São Paulo (1848 a 1889)

 

Oda, A; Dalgalarrondo, P.

Faculdade de Ciências Médicas, Unicamp
Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria
Caixa Postal 6111. 13081-970, Campinas, SP
Fone: (19) 37888206 Fax:(19) 32893948

Endereço para correspondência

 

OBJETIVO: Estudar os primórdios da assistência aos alienados em São Paulo, através da análise dos relatórios anuais dos presidentes da província, de 1848 a 1889, verificando as justificativas invocadas para a criação do Hospício de Alienados e o desenvolvimento deste estabelecimento.
MÉTODO: Histórico. Pesquisa de fontes primárias. Foram analisados 19 relatórios, documentos originais digitalizados e disponibilizados pela Internet, no "Projeto de Imagens de Publicações Oficiais Brasileiras", do Center for Research Libraries (EUA).
RESULTADOS: Foram encontradas referências nos relatórios de 1848, 1849, 1852, 1859, 1870, 1871, 1874-1878, 1880-1885, 1887 e 1889. Os temas mais freqüentemente tratados são: a necessidade de retirar os alienados das cadeias, as precárias condições físicas e higiênicas dos sucessivos edifícios do Hospício, a exigüidade das verbas, a grande quantidade de internos, a falta de vagas e a insuficiência dos tratamentos realizados.
CONCLUSÕES: Em São Paulo, pedia-se a instalação de locais especiais para os loucos, a fim de retirá-los das cadeias. O Hospício de São Paulo era mantido exclusivamente pelo governo provincial, e não ocorreu a parceria com a Santa Casa, verificada nas demais províncias brasileiras. Diante das descrições do Hospício, evidencia-se a contradição entre os discursos sobre um projeto de assistência oficial e a prática realmente efetivada.

 

Endereço para correspondência
Dalgalarrondo, P
e-mail: psi@head.fcm.unicamp.br 

Oda, A
e-mail: anaoda@aol.com

 


 

Apresentações e conseqüências sociais da impulsividade nos transtornos de personalidade do "cluster B"

 

Veras RP; Mansur, CGS; Puppi, F; Tavares Jr, H

 

INTRODUÇÃO: Os transtornos de personalidade adquiriram nas últimas décadas importância relevante em psiquiatria, especialmente quanto à sua abordagem diagnóstica (categorização x modelos dimensionais) e terapêutica. Neste cenário, especialmente para transtornos de personalidade do "cluster B", a impulsividade figura como fator determinante de comportamentos associados a maior morbi-mortalidade e a prejuízos sociais para os pacientes e seu ambiente.
OBJETIVO: Conceituação dos transtornos de personalidade do "cluster B" e caracterização da impulsividade nestes transtornos, a partir da apresentação de 4 casos-exemplo com discussão da psicopatologia clássica e autores atuais.
SUJEITOS E MÉTODOS: caso 1: masculino, 35 anos com transtorno de personalidade borderline; caso 2: masculino, 31 anos, com transtorno de personalidade narcísica, caso 3: feminino, 30 anos, com transtorno de personalidade histriônica, caso 4: masculino, 39 anos, com transtorno de personalidade anti-social. Revisão das obras de Schneider, Kraepelin, Bleuler, Jaspers, Kretschmer, Alonso Fernandes, do DSM IV e autores atuais como Linehan, Cloninger, Gabbard, Herpertz.
RESULTADOS E CONCLUSÕES: A impulsividade é característica importante nos transtornos de personalidade do "cluster B" sendo mais evidente e central no transtorno de personalidade borderline com devidas gradações e destrutivas conseqüencias sociais.

 


 

Efeito do sexo sobre a lembrança a um evento estressor

 

Brandão, I; Vaz, MG; Carneiro RM; Pádua, AC

Curso de Pós Graduação em Clínica Médica da UFRGS. Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Rua Ramiro Barcelos, 2350, sala 400, 4º andar, Porto Alegre, RS

 

OBJETIVOS: O presente estudo visa a avaliar a influência do sexo no padrão de respostas comportamentais recordadas a partir da lembrança de uma situação "depressogênica", através de uma investigação exploratória em indivíduos adultos normais.
MÉTODO: 45 universitários com idade variando entre 18 e 58 responderam ao SRQ e após, leram um enunciado cuja finalidade é solicitar que as pessoas recordem como se sentiram na situação experimentada como mais dolorosa ou triste que já tenha vivenciado. Baseados nesta evocação, os voluntários responderam as escalas de Beck (BDI) e Carrol para depressão modificadas para o tempo passado. Os dados foram analisados pelo programa SPSS para verificar presença de diferenças significativas entre os sintomas conforme o sexo.
RESULTADOS: Os escores do SRQ foram significativamente maiores no grupo feminino, com as mulheres mostrando maiores taxas de morbidade psiquiátrica. Houve diferença significativa na BDI modificada em itens que avaliam idéias de punição, de autorecriminação e choro, com mulheres apresentando escores mais altos. Mulheres positivaram mais em questões que avaliavam medo e ideação suicida e idéias somáticas na escala Carrol modificada. Homens positivaram mais num item da Escala de Carrol que infere a idéia de "tomar uma atitude".Questões da BDI mostraram proporcionalmente mais diferenças significativas entre homens e mulheres (3 em 15) do que as questões da Carrol (4 em 52).
CONCLUSÃO: A generalização dos dados fica prejudicada em função do tamanho da amostra. Outro estudo está em andamento com amostra maior e com criação e de outros itens que avaliem possíveis diferenças entre "padrões masculinos e femininos" de respostas.

 


 

Estudo das práticas e dos conhecimentos de sexualidade no início da adolescência - uma contribuição à prevenção de comportamentos de risco

 

Azevedo, G; Abdo, CHN

Faculdade de Medicina da USP. Departamento: Psiquiatria
Rua Ovídeo Pires de Campos, s/n, 4o andar
Tel.: (011) 30696982 ou (011) 3284-2899 Fax: (011) 3284-2899

Endereço para correspondência

 

INTRODUÇÃO E OBJETIVOS: A sexualidade é determinada por uma série de fatores, que são objeto de diversos estudos, a maior parte deles é dirigida para a fase final da adolescência. O presente estudo investigou os conhecimentos e práticas em sexualidade do início da adolescência. Os dados obtidos oferecem subsídios para a elaboração de programas de prevenção de risco em sexualidade.
CASUÍSTICA E MÉTODO: Aplicação de questionário anônimo, a 103 alunos de 5a a 8a séries do ensino fundamental de escola particular de São Paulo.
ALGUNS RESULTADOS relevantes: Onde o adolescente busca informação sobre sexualidade: pais - 45%; amigos 26%; professor – apenas - 1%; 30% acreditam que o período fértil da mulher é a menstruação; 98% sabem que "camisinha" é preservativo (protege contra sexo de risco); 52% se equivocaram ao acharem que pílula anticoncepcional também previne DSTs; 9% já tiveram relação sexual e 50% desses não usam preservativos; 91% valorizaram atividades escolares que discutam sexualidade;
CONCLUSÕES: Os alunos têm informação falha, especialmente sobre fertilidade, ciclo menstrual, métodos contraceptivos e prevenção de DSTs; 9% iniciaram vida sexual já na puberdade; Destes, só metade pratica prevenção (DSTs e gravidez); O professor não é referência, apesar do alto interesse dos alunos em atividades que discutam a sexualidade; Necessidade de programas de prevenção ao comportamento sexual de risco mais precoces do que os habituais.

 

Endereço para correspondência
Azevedo, G
E-mail: gabriela.azevedo@zaz.com.br

 


 

Estudantes de Ensino Médio: Conhecimento X Prática Sexual

 

Guariglia Filho, JEF; Santos, V; Sophia, EC; Abdo, CHN

Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

 

OBJETIVO: Apresentar resultados de pesquisa com alunos de ensino médio (de escola estadual da cidade de São Paulo), comparando conhecimento e prática sexual.
MÉTODO: Questionário de auto-preenchimento, com 77 questões, elaborado no Projeto Sexualidade, foi aplicado a 770 estudantes de ensino médio, para início de programa de educação sexual. Avaliar e correlacionar o conhecimento e a prática sexual destes adolescentes era o objetivo.
RESULTADOS: A população estudada constituía-se de alunos (47,4% homens e 52,6% mulheres), com idade entre 14 e 45 anos (média de 18,4 anos), cujas principais fontes de informação sobre sexo foram: amigos (33,4%), pais (26,2%) e revistas e/ou livros (25,1%). O conhecimento sobre sexualidade evidenciou-se satisfatório, principalmente sobre: indicação do uso de preservativo (97,5%) e de anticoncepcionais orais (94,9%); significado de virgindade (94,0%), sexo seguro (81,6%), período fértil (79,6%) e hormônios sexuais (74,5%). Com relação à atividade sexual, constatamos baixo índice de sexo seguro (uso de preservativo variou entre 39,4% e 59,4%) foi referido.
CONCLUSÕES: Foi comprovado satisfatório nível de conhecimento sobre sexualidade nesta população, especialmente sobre proteção pelo preservativo (97,5%), índice este díspar do encontrado para o uso durante atividade sexual, quando apenas 59,4% foram referidos, o que confirma que estar informado não é garantia para prática sexual responsável.