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Revista Brasileira de Psiquiatria

versión impresa ISSN 1516-4446

Rev. Bras. Psiquiatr. vol.32 no.4 São Paulo dic. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462010000400031 

LIVROS

 

Psicofármacos: consulta rápida

 

 

Cordioli A et al. 4ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2011. 841p.

Alguns livros acabam por merecer, dada a sua importância, o título de "essenciais" e, por isso, devem estar nos estandes de nossos armários. Outros, além de essenciais, são livros "necessários", dada a extrema utilidade que possuem no dia-a-dia. Esses últimos saem dos estandes para se alojarem nas mesas e escrivaninhas de nossos consultórios, para serem manuseados muitas vezes ao longo do dia. Pois o livro "Psicofármacos: consulta rápida" é um desses livros: ao mesmo tempo, essencial e necessário. Tanto que, entre muitos psiquiatras brasileiros, é comumente chamado de "o Cordioli", em uma referência a sua popularização como literatura usual na nossa prática clínica. Pois, "o Cordioli" chega a nós em sua quarta edição, após cinco longos e esperados anos desde a sua última edição. O livro foi oficialmente lançado no final de outubro de 2010, durante o Congresso Brasileiro de Psiquiatria, em Fortaleza-CE, com grande receptividade.

Esse é um livro que já tem história. A sua primeira impressão data de 1997, bem menor e mais tímida que as seguintes, mas nem por isso com menos dedicação por parte de seus autores (à época, um pequeno grupo de entusiastas autores, capitaneados pelo Professor Cordioli). Na realidade, o talento e o trabalho minucioso e inovador do colega Aristides Cordioli, e de alguns poucos colegas que o acompanham há mais de 15 anos, já se faziam notar quando foi lançado nos meados da década de 90 o S.E.T.A. O S.E.T.A. era um software cuja sigla significava "Sistema Especialista para os Transtornos de Afeto". Esse sistema especialista informatizado foi, de fato, o embrião do "Psicofármacos: consulta rápida". Portanto, Cordioli – professor do Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – está à frente de um projeto acadêmico voltado para a área de psicofarmacologia há quase duas décadas. Isso, em um país jovem como o nosso e, muitas vezes, com pouco fôlego para projetos de longa duração, é uma raridade.

Nesta 4ª edição, Aristides Cordioli conta com a coautoria de 52 colaboradores: seus alunos, ex-alunos e colegas da UFRGS. Esse respeitável grupo revisou, ampliou e atualizou a edição anterior. O livro segue com seu objetivo primeiro que é o de oferecer à classe médica em geral, e aos psiquiatras em particular, as informações mais relevantes sobre as medicações de uso psiquiátrico no Brasil e algumas no exterior.

O livro segue com a mesma estrutura da edição anterior. Na primeira seção são expostas as informações básicas sobre medicamentos. São descritas 140 substâncias: 111 são atualizadas a partir da edição de 2005 e 39 são novas substâncias. Dentre as novas medicações, constam todas as que foram lançadas a partir de 2004. As indicações dos medicamentos foram atualizadas e revisadas com base em ensaios clínicos publicados a partir de 2004, em especial ensaios clínicos controlados e metanálises. A descrição das apresentações clínicas também foi revisada e atualizada, especialmente em função da grande entrada de genéricos e similares que ocorreu em nosso país nos últimos anos.

 

 

A segunda seção traz as "Diretrizes e algoritmos" sobre os principais transtornos psiquiátricos: depressão maior e distimia, transtornos de humor bipolar, esquizofrenia, transtorno de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno de ansiedade social e transtorno de déficit de atenção/hiperatividade. Mantêm-se os algoritmos sobre insônia, psicofármacos na gravidez e eletroconvulsoterapia. E, nessa edição, são muito bem-vindos os novos algoritmos sobre "Psicofármacos na infância e adolescência" e "Psicofármacos em idosos". Essa seção é uma excelente atualização e pode servir como texto-guia para a tomada de decisão ao se prescrever a um paciente em nosso país.

As três seções seguintes – "Efeitos colaterais e seu manejo", "Interações medicamentosas", e "Psicofármacos em doenças e problemas físicos" – foram amplamente revisadas e passam a constar com informações bastante atualizadas.

O livro segue, nas suas páginas iniciais, com o encarte sobre psicofármacos presentes no mercado brasileiro, no qual constam fotografias sobre os produtos disponíveis em nosso país. Esse encarte tem sido bastante utilizado naquelas situações em que o paciente, por exemplo, não recorda claramente o nome do produto. São retratados mais de uma centena de medicamentos de marca, similares e genéricos.

Cabe retornar ao que havia sido dito, aqui, no início. Poucos livros são, de fato, essenciais e necessários para nossa prática diária. O "Psicofármacos: consulta rápida" ou, como já popularmente conhecido entre nós, "o Cordioli", é um desses livros. A sua quarta edição mantém o mesmo padrão de exigência, de excelência e de atualização, que é sua marca registrada desde a primeira edição. O livro continua sendo um instrumento eficiente e absolutamente útil, que propicia a boa prática da psiquiatria em nosso país. O "mestre" Cordioli, e o grupo capitaneado por ele, continuam, através de sucessivas edições, prestando ótimos serviços à classe médica brasileira e, por conseguinte, aos pacientes que utilizam psicofármacos em nosso país. Bem-vinda a quarta edição aos nossos consultórios Brasil afora.

 

Dirceu Zorzetto
Universidade Federal do Paraná (UFP),
Curitiba, PR, Brasil

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