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Brazilian Journal of Poultry Science

versão impressa ISSN 1516-635Xversão On-line ISSN 1806-9061

Rev. Bras. Cienc. Avic. v.2 n.1 Campinas jan./abr. 2000

https://doi.org/10.1590/S1516-635X2000000100005 

Efeitos de Diferentes Programas de Alimentação sobre a Ocorrência da Síndrome Ascítica em Frangos de Corte

Effect of Different Feeding Programs on Incidence of Ascites in Broilers

 

 


Autor(es) / Author(s)

Albuquerque R1
Fagundes ACA1
Shirama NN2
Moraes CSD3

1 - FMVZ / USP - São Paulo

2 - Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos / USP - São Paulo

3 - Bolsista de Iniciação Científica / FAPESP

 

Correspondência / Mail Address

Ricardo de Albuquerque VNP / FMVZ / USP

R. Duque de Caxias Norte, 225 - CP 23
13630-970 - Pirassununga - SP - Brasil

Unitermos / Keywords

ascite, frangos de corte, hipertrofia ventricular, hematócrito, programas alimentares

ascites, broiler, feeding programs, hematocrit, ventricle hypertrophy

RESUMO

Foi estudado, para frangos de corte, mediante a utilização de 3 programas de alimentação (3, 4 e 5 fases de arraçoamento), com níveis nutricionais diferenciados, a ocorrência de ascite , sendo que machos e fêmeas foram criados separadamente durante a época do inverno. Utilizou-se 6 repetições por tratamento, sendo 40 aves por repetição. Avaliou-se o desempenho e a mortalidade (total e por ascite), além de se verificar hipertrofia do ventrículo direito e alteração do hematócrito. Não se obteve diferença significativa apenas para os valores do hematócrito, no entanto, melhores resultados foram atingidos na criação de machos em relação às fêmeas (p<0.05) para peso das aves, consumo de ração e peso dos ventrículos (VD e VT). Obteve-se correlação positiva entre a proporção dos ventrículos e a ocorrência de mortalidade por ascite. Verificou-se também que a mortalidade pela síndrome ascítica foi significativamente maior (p<0.05) nas aves machos recebendo 3 fases alimentares, em um programa alimentar mais energético. Baseando-se nas condições sob as quais foi realizado o experimento, pode-se concluir que programas alimentares mais energéticos predispõem à ocorrência de mortalidade pela síndrome ascítica em aves para corte, especialmente as do sexo masculino.

 

ABSTRACT

This experiment was conducted to study the effect of 3 feeding programs (3, 4 and 5 feeding phases) using different nutritional ration levels for broiler chickens on the incidence of ascites, with male and female being reared in separated box during winter. Six replications were used for each treatment, with 40 birds per replication. The performance was evaluated, including mortality (by ascites and total), and right ventricle hypertrophy and change in the hematocrit were also studied. The hematocrit values were not different between treatments (p < 0.05), but higher values (p < 0.05) were verified for males compared to females for: body weight, feed ingestion and ventricles weight (right ventricle, RV and total ventricles, VT). A positive correlation was verified between RV:TV and the incidence of ascites. It was also observed that mortality due to ascites was higher (p < 0.05) for males receiving three feeding programs and fed with more energetic rations. Based on the conditions that the experiment was carried out, the findings suggest that more energetic feeding schedules predispose the mortality by ascites, mainly in male broiler chickens.


 

 

INTRODUÇÃO

O desenvolvimento genético e as modernas metodologias de criação em avicultura vêm permitindo melhorias constantes no desempenho dos frangos de corte. Isso ocorre mediante a adequação dos diferentes aspectos envolvidos na produção. Todavia, tal fato se confronta com os níveis de ocorrência e de intensidade da ascite, que, por causar grandes perdas econômicas, tem levado à necessidade de se buscar alternativas de solução para esse grave problema.

Julian (1990) revisou o desenvolvimento dessa síndrome e afirma que inúmeros fatores podem atuar, produzindo uma deficiência de oxigênio em nível tecidual, uma vez que o ventrículo direito do coração é pressionado, tornando-se aumentado e frágil. Vários estudos investigaram o quanto a formulação de ração e/ou programas alimentares podem ser úteis na redução da ascite. Dale & Villacres (1986) verificaram que aves recebendo dietas nutricionalmente mais densas tiveram aproximadamente 4 vezes mais ascite que aquelas com menor valor nutricional. Em outra pesquisa, esses mesmos autores (Dale & Villacres, 1988) obtiveram aproximadamente o dobro de aves mortas com lesões de ascite quando alimentadas com dietas contendo alta energia.

Julian et al. (1989) encontraram maior incidência de hipertrofia ventricular em aves recebendo dietas mais energéticas, ainda que esse efeito tenha sido mais pronunciado quando as aves foram submetidas a temperaturas mais baixas. Villagomez & Penalva (1993), sob condições comerciais de criação, observaram que a utilização de um programa de alimentação com baixa energia ajudou a controlar a mortalidade pela síndrome ascite.

A hipóxia pode ser agravada, conforme descrito por Hernandez (1982), pelo alto conteúdo energético da ração, o que estimula o consumo de oxigênio, especialmente para aves após a segunda semana do período de crescimento, quando o conteúdo energético da ração é usualmente crescente, coincidindo com um grande aumento no número de aves afetadas por ascite.

Julian (1987) observou um aumento na proporção ventrículo direito: ventrículo total e no hematócrito em aves recebendo água com alto teor de sódio. Como na ascite ocorre acúmulo de líquido, conforme Leeson et al. (1995), os níveis de sódio devem ser mínimos, pois altos níveis deste elemento levam a um acúmulo excessivo de água. Isso pode ocasionar tamanho aumentado das células vermelhas do sangue causando dificuldade das mesmas em passar pelos capilares pulmonares. Todavia, Julian et al. (1992) não obtiveram evidência de que níveis altos de sódio (como 0,44%) tiveram qualquer efeito sobre a incidência de ascite.

Diaz et al. (1994) relataram que um método adequado para se verificar a hipertensão pulmonar em frangos é a proporção do ventrículo direito em relação ao total. Segundo Julian et al. (1992), quando a relação ventrículo direito: ventrículo total está entre 0,25 e 0,299, deve-se suspeitar de uma moderada hipertrofia, podendo considerá-la severa quando acima de 0,299, e normal quando abaixo de 0,25.

Conforme descrito por Shlosberg et al (1992), o parâmetro indicado para se fazer monitoria de ascite é o hematócrito, que é uma medida do percentual de células no sangue. Essa avaliação hematológica pode refletir a hipertrofia do ventrículo direito e os seus valores são mais altos em aves susceptíveis a desenvolverem um quadro ascítico. Maxwell et al. (1992) relataram que para frangos de corte o valor do hematócrito para aves hígidas é de 27,6 ± 2,6 e para aves ascíticas é de 37,2 ± 10,6. Esses relatos concordam com os achados de Sillau et al. (1980) e Van Blerk (1985) que obtiveram sintomas de falha cardíaca e edema, incluindo ascite, e alto hematócrito para uma pressão parcial de oxigênio diminuída. Cueva et al. (1974) observaram um aumento considerável de glóbulos vermelhos, hemoglobina, hematócrito e volume corpuscular médio nos frangos que apresentaram ascite.

Coello et al. (1993) relataram um trabalho com frangos de corte, no qual obtiveram uma mortalidade pela síndrome ascítica de 11% em machos e de 10% no lote misto, não havendo mortalidade por ascite no lote de fêmeas. Todavia, segundo esses autores, o crescimento das fêmeas tem melhorado consideravelmente e esta, em relação aos machos, talvez não seja tão ampla, ainda que, geralmente predomina uma maior incidência da síndrome nos machos.

Atualmente, é bastante comum em nosso meio a utilização de programas de alimentação com 3, 4 ou 5 fases de arraçoamento, sendo, portanto, um fator de grande interesse. Diante do exposto, delineou-se o presente trabalho com os objetivos de avaliar a influência de três diferentes programas alimentares sobre o desempenho de frangos de corte, criados separados por sexo, no inverno, e também verificar o quanto esses programas alimentares provocam hipertrofia do ventrículo direito, alteração do hematócrito e a ocorrência da síndrome ascítica.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzido no galpão experimental de frangos de corte da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, em Pirassununga, SP, no período do inverno, utilizando-se 1440 pintos comerciais de um dia da linhagem comercial Hubbard, metade de cada sexo, os quais foram criados durante 49 dias, em 36 boxes, com 40 aves por unidade experimental (box) em modelo de blocos casualizados, constituído de 6 tratamentos e 6 repetições, com 40 aves por unidade. O experimento foi analisado em arranjo fatorial 3x2 com os fatores: programas alimentares (1,2 e 3) e sexo (macho e fêmea) e os dados avaliados pela análise de variância e pelo teste de Duncan conforme descrito por Steel & Torrie (1981).

Os programas de alimentação diferenciaram-se quanto às fases de arraçoamento. As rações do programa 1, com três fases (1 a 21, 22 a 42 e 43 a 49 dias), foram formuladas de acordo com as exigências nutricionais descritas pelo NRC (1994). Os programas 2 e 3 tiveram respectivamente quatro (1 a 14, 15 a 21, 22 a 42 e 43 a 49 dias) e cinco fases (1 a 7, 8 a 14, 15 a 21, 22 a 42 e 43 a 49 dias), sendo que a composição e os níveis nutricionais dos mesmos são apresentados nas tabelas 1, 2 e 3.

 

 

 

 

 

 

Os tratamentos A e B consistiram do programa de arraçoamento 1, e respectivamente dos sexos macho e fêmea. Para os tratamentos C e D, empregou-se o programa 2 e respectivamente aves machos e fêmeas. Finalmente, os tratamentos E e F compreenderam as aves dos sexos macho e fêmea, respectivamente, recebendo o programa de arraçoamento 3.

As rações e água foram fornecidas à vontade em todas as fases do período experimental. Registrou-se diariamente as condições de temperatura e umidade relativa no interior do galpão experimental. Para verificar os efeitos dos diferentes tratamentos sobre o desempenho, observou-se o consumo de ração, o ganho de peso, a conversão alimentar e o percentual de mortalidade.

Também avaliou-se os aspectos relativos à síndrome ascítica, tais como: mortalidade devida à ascite (percentual em relação ao total) e por ocasião do abate. Aos 49 dias, foram coletados os corações de 10% das aves de cada repetição, os quais foram dissecados cuidadosamente e, a seguir, pesados os ventrículos direito (VD) e total (VT). A proporção VD/VT foi calculada visando obter uma indicação da hipertrofia ventricular direita. Ainda, antes do abate, eram coletadas amostras de sangue de 4 aves escolhidas ao acaso de cada parcela experimental, e os valores de hematócrito determinados pela metodologia padrão.

Todas as aves que morreram a partir de uma semana da realização do experimento foram necropsiadas para determinar presença ou ausência de lesões de ascite, e as aves mortas com acúmulo anormal de fluido no abdômen foram consideradas como ascíticas. O diagnóstico de ascite foi baseado na quantidade aumentada de líquido abdominal e presença de coágulo de fibrina no abdômen, bem como nas lesões, indicando uma falha cardíaca ventricular direita, dilatação e congestão do ventrículo direito e um fígado aumentado e congesto ou firme e irregular, conforme descrito por Julian (1990).

Foram realizadas análises bromatológicas das rações para confirmação dos seus níveis nutricionais, e foi também avaliado o nível de sódio presente na água de bebida e nas diferentes rações experimentais.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados médios de peso, consumo e conversão alimentar encontram-se na Tabela 4 para os diferentes tratamentos. A partir da análise destes dados, observou-se que foram obtidos maiores valores para as médias de peso vivo e consumo de ração para os tratamentos contendo apenas machos (tratamentos A, C e E). Esse resultado, concordante com Waldroup et al. (1990), está provavelmente associado ao desenvolvimento mais acelerado dos animais do sexo masculino. Com relação aos valores de conversão alimentar (CA), apenas o tratamento D apresentou pior resultado, sendo que esse diferiu significativamente dos demais. No presente experimento, não foi observada a presença de interação entre sexo e programa alimentar, para as diferentes características avaliadas.

 

 

Segundo mostra a Tabela 5, a mortalidade total apurada foi significativamente maior para as aves do sexo masculino que receberam a ração mais energética, ou seja, tratamento A. Quanto à mortalidade por ascite, obteve-se que as aves machos recebendo programa alimentar com três fases de arraçoamento apresentaram percentual mais elevado em relação aos outros tratamentos. Esses resultados correspondem ao que foi descrito por Dale & Villacres (1988) quanto à utilização de dietas contendo alta energia, pois essas são associadas com a maior incidência de ascite. Villagomes & Penalva (1993) também obtiveram, sob condições comerciais de criação, resultados de menor ocorrência de mortalidade por ascite em aves submetidas à alimentação com baixa energia, como se observou no presente experimento para os tratamentos contendo menor nível energético, com 4 e 5 fases de arraçoamento.

 

 

A influência do sexo da ave na ocorrência de mortalidade por ascite não foi observada no experimento, embora os machos tenham sido mais acometidos. Isso reitera o relatado por Coello et al.(1993), que dizem geralmente predominar uma maior incidência da síndrome em machos.

Os valores de hematócrito não apresentaram diferença significativa entre os tratamentos empregados, conforme demonstrado na Tabela 5. O que se observou foi um aumento do valor normal, para todos os tratamentos, o que pode sugerir uma condição de hipóxia para todas as aves, de acordo com o descrito por Maxwell et al. (1992), ou conforme Shlosberg et al. (1996) se dever ao fato de uma linhagem de alto crescimento ter sido empregada no experimento. Para Shlosberg et al. (1992) e Cueva et al. (1974), aves ascíticas apresentam maiores valores de hematócrito. Porém, nesse trabalho, a coleta de sangue para averiguação deste parâmetro não foi feita apenas com aves acometidas pela ascite, justificando o fato de não ter sido obtida diferença significativa entre os tratamentos, para esta variável.

Na Tabela 5, observa-se ainda que as aves do sexo masculino apresentaram tanto para VD como VT valores superiores as do sexo feminino, resultado compatível com o fato dos machos apresentarem peso significativamente maior que as fêmeas (p<0,05). No entanto, é a proporção do ventrículo direito em relação à massa ventricular total que pode ser usada como parâmetro para determinar o grau de hipertrofia da parede do ventrículo direito, como relatou Sillau et al. (1980). Assim posto, nessa pesquisa obteve-se correlação entre a proporção dos ventrículos e a ocorrência de mortalidade por ascite. Os valores obtidos para a relação VD/VT foram inferiores aos que Julian et al. (1992) utilizaram para caracterizar o quadro de hipertrofia. Tal fato pode estar relacionado a questões específicas da metodologia empregada na medição desses valores, ou as aves da amostra realmente não apresentavam tal manifestação. Todavia, Gonzalez et al. (1998), ao estudarem a susceptibilidade para distúrbios metabólicos de diferentes linhagens de frangos de corte machos, obtiveram uma alta mortalidade por ascite, principalmente para linhagens de alta produtividade, e para essas, a proporção VD:VT das aves mortas foi alta, ultrapassando 0,25, o que indica a ocorrência de hipertrofia cardíaca direita secundária à síndrome ascítica.

Pode-se notar a ocorrência de temperaturas relativamente baixas, em função do experimento ter sido realizado no período do inverno, sendo que a média da temperatura mínima foi de 11,86°C, enquanto a da máxima foi de 26,35ºC. Conforme relatado por Schelle et al. (1991) e por Julian et al. (1989), a baixa temperatura tem efeito marcante sobre a incidência de ascite, já que funciona como um fator de estresse térmico, provocando maior atividade metabólica da ave e, portanto, levando-a a necessitar de um maior aporte de oxigênio.

Os níveis de sódio obtidos nas análises das diferentes rações empregadas variaram de 0,22 a 0,24% e o valor desse elemento na água de bebida foi de 3,2 ppm. Leesson et al. (1995) relatam que os níveis de sódio devem ser mínimos, pois esses influenciam no acúmulo de líquido. Os resultados da análise revelam que os valores de sódio foram satisfatórios, de acordo com a recomendação do NRC (1994). Dessa forma, acredita-se que esse fator não influenciou a ocorrência de mortalidade por ascite.

 

CONCLUSÕES

Os resultados obtidos no presente experimento permitiram concluir que as aves do sexo masculino apresentaram melhor desempenho zootécnico, quanto às médias de peso e consumo de ração; programas alimentares mais energéticos predispõem à ocorrência de mortalidade devido à síndrome ascítica em aves para corte, especialmente nas do sexo masculino; o parâmetro hematócrito não se mostrou conclusivo pois não houve diferença estatística significativa entre os tratamentos, sugerindo a necessidade de novos estudos e através da relação entre os ventrículos direito e total não foi possível caracterizar o quadro de hipertrofia ventricular, porém obteve-se correlação positiva entre esta proporção (VD/VT) e a mortalidade pela síndrome.

 

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