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Brazilian Journal of Poultry Science

versión impresa ISSN 1516-635Xversión On-line ISSN 1806-9061

Rev. Bras. Cienc. Avic. v.3 n.1 Campinas ene./abr. 2001

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-635X2001000100004 

Avaliação das Propriedades do Ácido Nicotínico no Desempenho e no Balanço Térmico de Frangos de Corte Durante Estresse por Calor

Evaluation of Nicotinic Acid Properties on the Performance and Thermal Balance of Broilers During Heat Stress

 

 


Autor(es) / Author(s)

Ribeiro AML1
Mahmoud H2
Teeter RG2
Penz Jr AM1

1- Depto. de Zootecnia / UFRGS - Porto Alegre

2-Department of Animal Science / State University - Oklahoma, Stillwater, OK, EUA

 

Correspondência / Mail Address

AML Ribeiro

Av.Bento Gonçalves, 7712
91540-000 - Porto Alegre - RS - Brasil

E-mail: aribeiro@vortex.ufrgs.br

 

Unitermos / Keywords

ácido nicotínico, frangos de corte, estresse por calor.

broilers, heat stress, nicotinic acid

RESUMO

Foram oferecidas 4 doses de ácido nicotínico (AN) na água de beber de frangos de corte, a fim de estudar seu efeito no desempenho e na produção de calor em condições de estresse por calor (6 h de 35º C). As doses foram 15, 100, 330 e 1000 mg/L. Não houve efeito do AN nas doses usadas para ganho de peso, consumo de alimento, eficiência alimentar, consumo de água e temperatura retal. Foram observadas algumas alterações devido ao AN e estresse por calor nos parâmetros sangüíneos das aves. A produção de calor (kcal/h/peso metabólico) diminuiu com o uso de 100 e 1000 mg/L comparados com 15 mg/L. Nas dosagens usadas não foi observado efeito benéfico do AN no controle do estresse por calor.

 

ABSTRACT

Four doses of nicotinic acid, added in the drinking water of broilers, were offered in order to study its effect on performance and heat production in heat stress conditions (6 h of 35° C). Doses were 15, 100, 330 and 1000 mg/L. There was no effect of dose on weight gain, feed intake, feed efficiency, water intake and rectal temperature. Slight changes due to the doses of nicotinic acid and heat stress in the blood parameters of the birds were noted. Heat production (kcal/h/metabolic weight) decreased in 100 and 1000 mg/L dose as compared to 15 mg/L dose. There was no benefit using nicotinic acid in those doses in heat stress alleviation.


 

 

INTRODUÇÃO

O termo estresse por calor é normalmente empregado quando o animal é submetido a ambientes quentes, com temperatura acima de sua zona de conforto térmico. Nessas situações ocorre ofegação, aumento na temperatura corporal (Wiernusz & Teeter, 1993), diminuição no consumo de alimento e alta taxa de mortalidade (Teeter et al, 1985). Como resultado, as aves apresentam queda no desempenho (Teeter et al,1985; Howlider & Rose, 1987), além da redução da eficiência do uso do alimento (Dale & Fuller, 1980).

O ácido nicotínico (AN), mas não a nicotinamida, tem um efeito vasodilatador em mamíferos através da liberação de histamina. Em humanos, a resposta inicial ao AN é um rubor na face, manifestação do aumento da circulação de sangue nas camadas cutâneas superficiais de capilares. Essa resposta é obtida com doses de 100 mg/dia ou menores (Lesser, 1980). Foi observado também um aumento na temperatura da pele de 2,4 a 3,6º C na região em que o rubor se instala (Wertheimer et al.,1955) e, portanto, aumento de perdas sensíveis de calor. Observou-se que o AN aumentou o débito cardíaco (volume/minuto) e as trocas alveolares de O2 (Altschul, 1963). Isso sugere que o AN pode aumentar as perdas de calor por evaporação e o potencial de troca de O2. O aumento nas perdas de calor latentes ou evaporativas poderiam influenciar no aumento da tolerância das aves a altas temperaturas.

O objetivo desse trabalho foi estudar o efeito da adição de diferentes níveis de AN na água de beber sobre parâmetros zootécnicos e fisiológicos de frangos de corte submetidos ao estresse agudo por calor.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzido no Centro de Pesquisa em Climatologia Avícola, do Departamento de Produção Animal, da Oklahoma State University, Stillwater, EUA.

Vinte e quatro frangos de corte (Cobb X Cobb) foram colocados em câmaras respiratórias e submetidos a três períodos de 6 horas em temperatura de 35º C (período de estresse) no 34º , 35º e 38º dias de idade. Entre o 34º e 38º dias, de forma contínua, os animais receberam AN dissolvido na água de beber. A fim de se obter os valores de AN na água de beber proporcionais às exigências propostas no NRC (1994), assumiu-se que a relação de consumo entre água e ração seria de 3:1. Dessa forma, a quantidade de AN na água foi diluída em 3 partes. Os tratamentos foram assim distribuídos: 15 mg de AN/L de água, equivalente a 45 mg de AN/kg de ração (50% acima do recomendado pelo NRC, 1994); 100 mg de AN/L de água; equivalente a 300 mg de AN/kg de ração (10x NRC, 1994); 330 mg de AN/L de água; equivalente a 990 mg/kg de ração (33x NRC,1994); 1000 mg de AN/L de água, equivalente a 3000 mg/kg de ração (100x NRC,1994). Durante o período experimental, foi oferecida uma ração de crescimento com 21% de PB e 3100kcal EM/kg. Quatro horas antes de cada período de estresse (que se constituiu em 6 horas contínuas com temperatura de 35º C), a ração foi retirada das câmaras a fim de evitar que a variável consumo influenciasse a produção de calor das aves. Foram medidos o consumo alimentar entre o 34º e 38º dia (excetuando-se as horas de jejum) e a temperatura retal antes e depois do período de estresse, essa última através de termômetro de mercúrio. O consumo de água foi medido durante as 6 horas de período de estresse, em cada dia que o mesmo foi executado e também durante todo o período experimental. Também foram medidos o consumo de O2 e a produção de CO2 (Wiernusz & Teeter, 1993) e, através da fórmula de Brower (1965), foi calculada a produção de calor (PC) em kJ/h. Nenhuma correção foi usada para a excreção de nitrogênio (Romijn & Lockhorst, 1966). No 34º e no 38º dia, foram colhidas amostras de sangue das aves antes (período termoneutro-TN) e imediatamente após o estresse, coletadas na veia ulnaris, e o plasma separado. Das duas amostras referentes aos períodos TN foi feita uma amostra composta. Os níveis séricos de Na, K, Ca, Mg, Cl, P, glicose, triglicerídios e ácido úrico foram analisados usando kit Roche para Cl (43623), Mg (44169), Ca (44033), P (44031), triglicerídios (44120), ácido úrico (44124) e glicose (44557). As variáveis séricas foram medidas usando um analisador químico úmido Cobas Mira e valores de Na e K foram analisados via Na e K módulo de eletrodos seletivos (44498) do Cobas Mira.

Foram usadas equações de regressão entre a diferença nas concentrações do que entrou e saiu das câmaras em termos de O2 e CO2 e tempo, tempo ao quadrado e tempo ao cubo, para estabelecer equações polinomiais descrevendo os dados. Estimativas quantitativas para cada variável, atribuídas ao metabolismo da ave, foram feitas integrando funções das variáveis sobre intervalos de tempo específicos. Todos os valores integrados, bem como ganho de peso, consumo alimentar, eficiência alimentar, consumo de água total, parâmetros sangüíneos, elevação da temperatura corporal e produção de calor no estresse por calor foram analisados por análise de variância, usando o procedimento General Linear Models do Instituto SASâ (1986).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Nenhuma dose de AN influenciou estatisticamente o ganho de peso, consumo de ração e a eficiência alimentar durante o período experimental (Tabela 1). O curto período experimental a que os animais foram submetidos aos tratamentos (4 dias) pode não ter permitido detectar diferenças estatísticas entre os tratamentos. No entanto, pode ser observada uma redução do desempenho das aves nos tratamentos com AN acima de 1,5 vezes o valor sugerido pelo NRC (1994), nessa faixa etária. O AN na dosagem de 1000 mg/L apresentou o pior resultado de desempenho, observando-se que a redução no ganho de peso foi acompanhada de uma redução da eficiência alimentar. A depressão no ganho de peso e no consumo alimentar está de acordo com os trabalhos de Childs et al. (1952) e Oh et al. (1972) os quais observaram que altos níveis de niacina tendem a deprimir o crescimento a partir de 45 mg/kg. Nenhuma ave morreu durante ou após os períodos de estresse por calor.

 

 

Na Tabela 2, encontra-se a influência das doses de AN no consumo de água durante os períodos de pico de calor. Apesar de não ter havido diferenças estatísticas significativas entre os tratamentos dentro dos três períodos de estresse, as aves que receberam a dose mais alta de AN ingeriram mais água do que as demais. Provavelmente isso tenha sido observado em função da correlação positiva que existe entre a adição de sais ou ácidos na água de beber como HCl, NH4Cl, KCl, NaCl e o aumento no consumo da mesma (Teeter et al., 1985). No entanto, em relação ao período total não houve diferença estatística entre os tratamentos, apesar das aves do tratamento com 15mg/L de AN terem numericamente tomado mais água do que as dos demais tratamentos. Isso pode estar indicando que altas doses de AN tornam a água menos palatável e essa característica se faz sentir principalmente quando as aves não têm alta demanda, como no caso de termoneutralidade.

 

 

O ácido nicotínico não afetou (p>0,11) o aumento da temperatura retal (Tabela 3). De acordo com a hipótese proposta para o trabalho, as aves consumindo AN tenderiam a apresentar menores aumentos de temperatura corporal, já que a substância age estimulando tanto perdas por evaporação como por outras vias de dissipação (Altschul, 1963). Por outro lado, muitos trabalhos que usam como modelo experimental a temperatura retal de aves observaram grande variação individual, sugerindo a necessidade de uso de amostras grandes para diminuir o erro experimental (Mireles et al., 2000). Na Tabela 3, observa-se também a relação entre os períodos de estresse e o aumento da temperatura retal das aves. No 38º dia, ocorreram as maiores elevações da temperatura corporal (p>0,0001), quando comparado com os dois períodos anteriores, independentemente do tratamento recebido. Essa pode ser a razão do elevado consumo de água observado nesse dia (Tabela 2). Como a temperatura do ambiente foi aumentada manualmente e monitorada através de termômetros na sala e nas câmaras, pode ter havido alterações da temperatura, sobretudo dentro das câmaras respiratórias. O maior consumo de água pode ter sido fundamental no processo de termorregulação durante o período de estresse por calor, já que as aves nessa condição perdem 80% de seu calor pelas vias evaporativas (Van Kampen, 1974). Estudos de Belay & Teeter (1993) indicam que o consumo elevado de água beneficia as aves, aumentando a quantidade de calor dissipado pela respiração. Essa relação é especialmente importante, já que o estresse por calor aumenta a produção de urina das aves, independentemente de maior ou menor consumo de água, e força as aves a sustentarem altos níveis de consumo de água, acima do que elas necessitam para repor as perdas evaporativas. O maior consumo de água no 38° dia também pode ser explicado em função da aclimatação dos animais que já haviam sido expostos previamente ao calor. May et al (1986) e Wideman et al. (1994) observaram que frangos de corte aclimatados consumiram mais água e tiveram taxas de filtração glomerular mais baixas do que aqueles observados pelas aves do tratamento controle. Teeter et al. (1992) sugerem que a aclimatação esteja relacionada ao consumo de alimentos. As aves expostas ao estresse por calor consecutivamente "aprendem" a comer menos durante os picos de temperatura. No caso do presente trabalho, como as aves estavam em jejum, parece que lançaram mão do aumento de consumo de água para resistir às altas temperaturas.

 

 

Os efeitos da temperatura ambiental e das doses de AN nos parâmetros sangüíneos dos frangos de corte podem ser observados na Tabela 4. Os valores analisados para Na, Cl, P e glicose em ambiente termoneutro são semelhantes aos valores de outros trabalhos (Sharma & Gangwar, 1987; Donkoh, 1989; Meluzzi et al., 1992; Belay & Teeter, 1993; Belay & Teeter, 1996). No entanto, os valores de ácido úrico, triglicerídios, Ca e Mg estão abaixo dos valores de Belay & Teeter (1996).

 

 

Quanto aos efeitos que o calor provoca nos constituintes sangüíneos, a tendência de diminuir o K sérico no estresse por calor (Huston, 1978; Belay & Teeter,1996) não foi observada nesse experimento. Assim como os valores aqui encontrados, Donkoh (1989) observou concentração de glicose mais alta nas aves expostas ao estresse por calor, porém esses valores podem estar relacionados com o tempo de jejum e nível de nutrição prévio (Belay & Teeter, 1996).

Em humanos, Seed et al. (1993) observaram uma redução de 25,5% de triglicerídios no soro sangüíneo com a ingestão de 1g de AN. Segundo os autores, os resultados são explicados não porque o AN aumentou o catabolismo dos lipídios, mas sim porque reduziu a taxa de síntese. Greenspan & Forsham (1986) explicam que o AN é um potente inibidor da mobilização de ácidos graxos livres do tecido adiposo. Também inibe a secreção de VLDL do fígado e aumenta a remoção dos triglicerídios da VLDL por ativação da lipoproteína lipase endotelial. Com as aves, a redução de triglicerídeos no sangue não foi clara, pois apesar das doses de 100 e 1000mg de AN/L terem sido menores numericamente que a dose de 15mg AN/L, o tratamento com 330 mg/L apresentou valor praticamente igual a esse último. O fósforo sérico diminuiu na dose 1000 mg/L com relação às doses 15 e 330 mg/L, mantendo-se, entretanto, dentro dos limites de normalidade (Meluzzi et al., 1992). Ao contrário, o ácido úrico aumentou significativamente na dose de 1000mg AN/L, comparado à dose de 15 mg/L. Essa observação está de acordo com Alhadeff et al. (1984), que afirmaram que o AN pode aumentar níveis séricos de ácido úrico, pois a niacina em altas doses compete com o ácido úrico pela excreção. O hematócrito sangüíneo foi significativamente (p< 0,01) mais baixo nas aves recebendo as doses de 15 e 1000 mg/L comparado à dose de 100mg AN/L, não diferindo, no entanto, da dose de 330mg/L. O maior consumo de água das duas primeiras doses mencionadas (Tabela 2) pode ser uma explicação para esse fenômeno. Para os demais parâmetros sangüíneos, não houve alterações em função dos tratamentos.

Na Tabela 5, observa-se o quociente respiratório (CO2/O2) e a produção de calor (kcal/h/PM) no primeiro dia de estresse por calor. As aves que receberam a dose de AN de 100 e 1000 mg/L tiveram uma produção de calor estatisticamente menor que as que receberam 15 mg/L (p<0,05), não diferindo, entretanto, das que receberam 330 mg/L. Já o QR não diferiu (p>0,05) entre os tratamentos. Essa resposta era esperada, visto que todas as aves sofreram o mesmo período de jejum e o mesmo nível de alimentação prévio. Os QRs apontados acima são típicos do catabolismo de proteínas mistas (em torno de 0,81). Boshouwers & Nicaise (1983) advertem que, em experimentos curtos (somente por poucas horas), as mudanças possíveis em conteúdo de O2 e C02 dos fluídos corporais podem causar grandes erros nos dados de produção de energia. Dessa forma, é necessário cautela na conclusão dos dados mostrados na Tabela 5. De acordo com Wiernusz & Teeter (1993), qualquer fator que influencia as perdas de calor por evaporação, condução e convecção pode modificar a produção de calor, como, por exemplo, o aumento da vasodilatação capilar nas extremidades das aves. Estudos posteriores que quantifiquem perdas de calor evaporativas e não-evaporativas devem ser considerados a fim de melhor avaliar a ação do AN como agente regulador da temperatura corporal de frangos de corte.

 

 

CONCLUSÕES

O uso de doses elevadas de ácido nicotínico dissolvidas na água de beber, nas condições do presente experimento, não demostrou efeito benéfico, tanto nos parâmetros zootécnicos como fisiológicos, em frangos de corte submetidos a estresse por calor.

 

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