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Brazilian Journal of Poultry Science

Print version ISSN 1516-635XOn-line version ISSN 1806-9061

Rev. Bras. Cienc. Avic. vol.3 no.2 Campinas May/Aug. 2001

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-635X2001000200009 

Aspectos Microbiológicos e Demanda de Cloro de Amostras de Água de Dessedentação de Frangos de Corte Coletadas em Bebedouros Pendulares

Microbiological Aspects and Chlorine Demand in the Drinking Water of Broiler Chicken Collected from Bell Shaped Drinkers

 

 


Autor(es) / Author(s)

Barros LSS1
Amaral LA2
Rossi Jr OD3

1 - Pós-graduanda no Depto. de Medicina Veterinária Preventiva e Reprodução Animal - UNESP/FCAV - Jaboticabal

2 - Prof. Adjunto no Depto. de Medicina Veterinária Preventiva e Reprodução Animal  - UNESP/FCAV - Jaboticabal

3 - Prof. Adjunto no Depto. de Medicina Veterinária Preventiva e Reprodução Animal  - UNESP/FCAV - Jaboticabal

 

Correspondência / Mail Address

Ludimila Santana Soares e Barros 

Depto. de Medicina Veterinária Preventiva e Reprodução Animal  - UNESP/FCAV 
Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castelane, Km5
14884-900 - Jaboticabal - São Paulo - Brasil

E-mail: Idy@bol.com.br 

 

Unitermos / Keywords

água, frangos de corte, bebedouro pendular, qualidade microbiológica, demanda de cloro.

water, broiler, bell, microbiological quality, break point chlorination.

RESUMO

Foram analisadas 72 amostras da água de dessedentação de frangos de corte, 18 da entrada e 54 dos bebedouros pendulares. As amostras foram submetidas às mensurações de coliformes totais, coliformes fecais, estreptococos fecais, Escherichia coli e organismos mesófilos, além da detecção da presença de Salmonella sp e da taxa de demanda de cloro. Os resultados evidenciaram uma elevada contaminação bacteriológica, já na primeira semana, com os indicadores na ordem de 103 a 105. Não houve isolamento de nenhuma cepa de Salmonella sp, provavelmente por não haver ave infectada no plantel. A taxa de demanda de cloro mostrou-se elevada, devido ao maior acúmulo de matéria orgânica nos bebedouros, com o ápice na quinta semana (98,7%), seguida de uma leve diminuição na sexta semana (98,5%). As análises dos resultados evidenciam o bebedouro pendular como um instrumento depreciativo e ineficiente em relação às qualidades higiênico-sanitárias das águas fornecidas aos frangos de corte, contribuindo para um alto risco de contaminação por patógenos de veiculação hídrica. Preconizam-se a utilização de modelos de bebedouros menos deletérios e o monitoramento semanal de cloro residual nos bebedouros pendulares, a fim de se obter uma desinfecção satisfatória da água.

 

ABSTRACT

Seventy-two drinking water samples of broiler chickens were analyzed, eighteen from the entrance and fifty-four from the bell-shaped drinkers. The samples were submitted to the measurement of total coliforms, fecal coliforms, fecal streptococci Escherichia coli and mesophilic microorganisms, as well as the detection of Salmonella sp. and chlorine demand. The results showed a high bacteriological contamination on the first week, with the index ranging from 103 a 105. There wasn’t isolation of any Salmonella strain, probably because of no existence of infected poultry in the band. The chlorine demand rate went up to high concentration, due to high accumulation of organic matter in the drinkers, reaching the top on the fifth week (98,7%), followed by a slight decrease on the sixth week (98,5%). The analyses of the results showed that bell-shaped drinkers are depreciative apparatus and inefficient as to sanitary-hygienic qualities of the water provided to broiler chickens, contributing to a higher risk of contamination by hydric pathogenes. The usage of higher lasting types of drinkers and weekly monitoring of chlorine waste in the bell-shaped drinkers was recommended, aiming to obtain a satisfactory disinfection of the water.


 

 

INTRODUÇÃO

A análise microbiológia da água, de grande importância na saúde pública e saúde animal, destina-se à verificação da qualidade higiênico-sanitária, através da pesquisa da presença de indicadores de poluição fecal. No caso das aves, a água destinada à dessedentação representa importante fator para o êxito da exploração avícola industrial, principalmente se considerarmos que, inversamente aos animais domésticos de maior porte, as aves precisam ter acesso a um suprimento contínuo, devido à ingestão de pequenas quantidades várias vezes ao dia (Sguizzardi, 1979).

As infecções de veiculação hídrica ocorrem quando agentes patogênicos têm acesso aos bebedouros através de excreções ou secreções de aves doentes ou portadoras, sendo essa água consumida pelas aves suscetíveis às enfermidades. Algumas das principais doenças participantes desse ciclo são: cólera aviária, doença infecciosa da bursa, coriza infecciosa, sinovite infececiosa, doença de NewCastle, salmoneloses, colibaciloses, coccidioses e ascaridioses (Souza et al.,1983; Reddy et al., 1995).

Segundo a Resolução nº 20 do Conselho Nacional do Meio Ambiente, de 18 de junho de 1986, as águas destinadas à dessedentação de animais devem ter um número de coliformes fecais até 4.000 por 100 mL e de coliformes totais até 20.000 por 100 mL, em 80% ou mais, de pelo menos cinco amostras mensais, coletadas em qualquer mês do ano.

Os coliformes fecais, subgrupo dos coliformes totais, dos quais faz parte a Escherichia coli, caracterizam poluição originária de dejetos fecais de animais de sangue quente. Geralmente, não se multiplicam e não se mantêm por muito tempo viáveis na água tanto por razões de baixas concentrações de nutrientes como de temperaturas adversas. A presença de indicadores bacterianos de poluição fecal na água indica que patógenos intestinais podem estar presentes e representar um risco a saúde (Kabler, 1962; Feresu & Van Sickle, 1990).

Goan et al.(1992) registraram, em 105 amostras de água de nascente destinadas a granjas, 45 (43,0%) amostras positivas para coliformes fecais. Dos exemplares testados, oito foram positivos para Salmonella.

Cohen & Shuval (1973), analisando duas fontes naturais de água de beber, registraram, na primeira, altas concentrações de coliformes totais, coliformes fecais e estreptococos fecais, sendo estes últimos numericamente maiores (14,0%) que os coliformes fecais. Na segunda fonte, apesar dos coliformes fecais estarem ausentes algumas vezes, os estreptococos fecais marcaram presença em 66,0% das amostras.

A ocorrência de estreptococos fecais geralmente indica poluição fecal e, apesar de sua multiplicação em águas poluídas ser rara, eles podem persistir por longos períodos, além de serem capazes de sobreviver na água por mais tempo que os coliformes fecais (Slanetz & Bartley, 1964; Geldreich, 1966).

Os microrganismos mesófilos têm sido usados desde o início da bacteriologia para caracterizar a qualidade da água. É usado como indicador de patógenos oportunistas, além de uma possível interferência na detecção de coliformes. Quando aumentos são observados, há um sinal de quebra das barreiras sanitárias, indicando a urgência na tomada de medidas de controle, tais como cloração (Goshko et al., 1983).

Adrian & Hilliger (1992), examinando o nível bacteriológico de 648 amostras de águas de um lote de aves, quantificaram a contaminação por bactérias aeróbias, obtendo valores de 630 UFC/mL nas amostras dos bebedouros "nipple" e 140 UFC/mL nos tanques pressurizados.

Amaral et al. (1999), a partir de um estudo da qualidade higiênico-sanitária da água de bebedouros pendulares e nipple destinados à criação de frangos de corte, relataram uma depreciação microbiológoca da água servida pelos bebedouros pendulares, com incrementos nas ordens de 106 a 107 nos seguintes indicadores bacterianos: coliformes totais, coliformes fecais, E. coli, estreptococos fecais e microrganismos mesófilos.

A presença da Salmonella sp. no meio aquático pode servir como um indicador da qualidade da água destinada ao consumo humano ou animal (Venkateswaran & Hashimoto, 1988). Segundo Van Donsel & Geldreich (1971), há um forte aumento na freqüência de achados de Salmonella sp. quando os valores de coliformes fecais estão acima de 2000 por 100mL.

É possível que a contaminação da água possa atuar como uma potencial fonte de salmonela para aves não infectadas. Sendo a água de grande importância na disseminação da salmonela, então a sua eliminação deve ser associada com a redução dos níveis de sua manifestação clínica nos animais (Al-Chalaby et al., 1985).

Al-Chalaby et al. (1985), conduzindo testes comparativos entre um grupo de aves que consumia água sem desinfecção e outro que ingeria água desinfetada, encontrou um índice de 60,0% de isolamento positivo para Salmonella no primeiro grupo e ausência de isolamento positivo, para esse patógeno, no segundo grupo.

Na cloração da água, usada com fins de sanidade, o cloro não apenas reage com os microrganismos, mas também com muitos materiais orgânicos e inorgânicos presentes, os quais juntos criam uma demanda de cloro. A demanda de cloro é uma propriedade extrínseca da água, que representa sua capacidade de consumir o cloro em um período determinado (Tsai et al., 1991).

Um estudo realizado por Poppe et al. (1986), com o objetivo de investigar a relação entre cloração e contaminação bacteriana em águas servidas às aves, mostrou que a cloração diminuiu as contagens dos microrganismos mesófilos e dos coliformes fecais, além da ausência de detecção da Salmonella sp., quando os níveis de cloro livre eram maiores que 0,1 ppm.

Baseado no exposto, a presente pesquisa foi realizada objetivando-se a verificação da dinâmica da contaminação microbiológica na água de dessedentação de aves, através de bebedouros pendulares para frangos de corte; em relação à demanda de cloro da água liberada por esses bebedouros; e por fim, o fornecimento aos técnicos e produtores, de subsídios para um adequado controle e desinfecção da água destinada às aves de corte.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

O presente trabalho foi realizado na granja avícola do setor de avicultura do Campus de Jaboticabal, da FCAV/UNESP.

Foram coletadas, semanalmente, um total de 72 amostras de água de 3 lotes de aves, provenientes dos bebedouros pendulares e da fonte da entrada.

Os bebedouros concentraram-se em 54 amostras e a única torneira fornecedora de água a esses bebedouros representou um total de 18 amostras.

A criação era efetuada em cama e em cada lote havia 360 aves, distribuídas em 9 recintos, os quais eram revestidos com serragem. Cada lote preenchia um único galpão e o espaçamento entre a saída e a chegada de um novo lote estava em torno de um mês. Em cada recinto, ocupado por 40 aves, existia um bebedouro pendular, o qual era higienizado toda manhã, apenas com água e esponja.

O galpão das aves era detentor de uma caixa d'água, a qual tinha seu abastecimento efetuado por um reservatório central do campus, preenchido com água proveniente de um poço artesiano. Portanto, a água destina à dessedentação das aves não recebia nenhum tratamento com desinfetante.

Coleta das amostras de água da entrada e dos bebedouros

As amostras de água foram acondicionadas em frascos esterilizados com capacidade para 500 mL e preenchidos em 2/3 de seu volume, conforme metodologia da American Public Health Association (1992) e foram transportadas ao laboratório em caixa de material isotérmico com cubos de gelo, para processamento logo após a chegada.

As amostras referentes à entrada foram coletadas da maneira asséptica, diretamente da torneira que abastecia os bebedouros, após o escoamento da água por 3 minutos. As amostras das bandejas dos bebedouros foram coletadas, diretamente, utilizando-se seringas estéreis com capacidade de 60mL e a seguir, de maneira asséptica, os volumes foram transferidos para os frascos de coleta.

Análises microbiológicas

As contagens de coliformes totais, coliformes fecais e de estreptococos fecais foram realizadas a partir de 100 mL de cada amostra de água, ou de suas diluições decimais em água peptonada a 0,1%, filtrados a partir do uso de um aparelho de filtração Millipore, contendo membranas filtrantes com porosidade de 0,45 m m. Essas membranas, então, foram acondicionadas em placas de Petri com ágar M-Endo e M-FC e incubadas a 35ºC por 24 horas e KF-Streptococcus ágar incubadas a 35ºC por 48 horas, respectivamente (Apha, 1992). Para a determinação dos microrganismos mesófilos, foi utilizado o método de Plate Count Agar, respeitando-se a técnica de semeadura plour plate com incubação a 35ºC por 48 horas (Apha, 1992).

A detecção da presença da Salmonella sp. foi efetuada através da técnica descrita por Schoebitz et al. (1984), consistindo em uma primeira fase de pré-enriquecimento, seguida de fases de enriquecimento e de seletividade. As colônias suspeitas eram submetidas às provas bioquímicas, através da utilização do meio TSI inclinado e sorologia, objetivando-se a identificação do gênero.

A determinação da demanda de cloro foi efetuada através do método colorimétrico, tendo como reagente o NN Dietil Parafenileno Diamino (DPD). Para isso foi utilizado o colorímetro eletrônico modelo HI 93701-Hanna Instruments, o qual foi zerado com 10 mL da amostra de água sem o reagente DPD. A leitura foi realizada após essa zeragem, adicionando o reagente à cubeta com 10 mL da solução, homogeneizando-se essa mistura e procedendo-se a leitura, com o resultado sendo expresso em mg/L de cloro residual livre.

Ánalise estatística

Os dados semanais foram submetidos à análise de variança e a diferença entre as médias geométricas foi comparada pelo teste de Tukey, ao nível de 1% de probabilidade (Stell & Torrie, 1960).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A Tabela 1 apresenta os valores das médias geométricas dos números de coliformes totais, coliformes fecais, Escherichia coli, estreptococos fecais e microrganismos mesófilos em amostras de água dos bebedouros pendulares, da primeira até a sexta semana de vida dos frangos de corte. Observa-se que, logo na primeira semana, houve uma elevada contaminação bacteriana, nas ordens de 103 a 105, com todos os indicadores bacterianos ultrapassando os valores máximos permissíveis de 20.000 coliformes totais por 100mL e 4.000 coliformes fecais por 100 mL, estipulados pela legislação para a água de consumo animal.

 

 

Ainda na Tabela 1, pôde-se constatar uma contaminação crescente em relação à idade das aves, visualizando-se os maiores índices de crescimento bacteriano na quinta e sexta semanas (p<0,01), nas ordens de 106 a 1011 e 106 a 1010, respectivamente. Esse fato é preocupante, pois, de acordo com Van Donsel & Geldreich (1971), há uma forte relação entre os indicadores bacterianos e Salmonella sp. Esses autores observaram um aumento na freqüência dos achados de Salmonella sp., quando a densidade dos coliformes fecais estava acima de 2000 por 100 mL.

Contudo, em relação à Salmonella sp., nenhuma cepa foi isolada nas amostras em estudo, provavelmente pela ausência desse microrganismo no plantel.

Avaliando-se a Tabela 2, nota-se, já na primeira semana, um grande incremento nas densidades bacterianas em relação à água de entrada, sendo esse fato de caráter crescente em relação ao avanço da idade das aves. Os maiores índices foram observados na quinta e sexta semanas, nas ordens de 108 a 1013 e 1010 a 1018, respectivamente. Esses fatos tornam-se de vital importância, pois na primeira semana de vida as aves são de alta susceptibilidade e de acordo com Nagaraja (1993), a colibacilose sistêmica afeta, principalmente, frangos entre a quinta e a décima segunda semanas de vida, com maior prevalência entre a sexta e a nona semanas. O citado autor ressalta a colibacilose como uma enfermidade localizada no trato respiratório das aves, causada pela ação da E. coli, e considerada uma das principais enfermidades responsáveis pelas maiores perdas por mortalidade à indústria avícola.

 

 

Estudos realizados por Andreatti Filho et al. (1993) sobre o efeito da via de inoculação na patogenicidade da E. coli demonstraram a via oral como crucial porta de entrada, apresentando maior colonização intestinal e por períodos mais longos.

Vale ressaltar que os incrementos relacionados na Tabela 2 referem-se à água da entrada isenta de qualquer contaminação bacteriana, durante todo o período do experimento.

Os incrementos das contagens dos indicadores bacterianos em relação à semana anterior encontram-se na Tabela 3, na qual é possível a visualização de um incremento decrescente em relação às semanas, com o maior valor entre a primeira e a segunda semanas, nas ordens de 103 a 104, respectivamente. Essa observação corrobora os achados de Meza (1989), no que se refere a um maior controle bacteriológico da água durante o período inicial de criação dos pintos, no qual há um rápido crescimento bacteriano e um maior risco de vida às aves situadas entre o primeiro e o vigésimo primeiro dias.

 

 

Verificou-se uma elevada taxa de demanda de cloro, com o seu ápice na quinta semana (p>0,01) (98,7%), coincidindo com a maior densidade bacteriana, principalmente em relação aos microrganismos mesófilos, situada na ordem de 1011 (Tabela 3). Entretanto, na sexta semana houve uma discreta diminuição, concentrando-se em 98,5% (p>0,01). Vale ressaltar que diferenças estatísticas significativas (p<0,01) nos valores de demanda de cloro foram observadas apenas quando comparou-se a primeira semana (88,5%) com as restantes semanas.

O fator responsável pela situação acima descrita foi o maior acúmulo de matéria orgânica nos bebedouros, contribuindo para uma maior demanda de cloro e dificultando a presença de cloro residual, crucial à eliminação de microrganismos que possam ser veiculados pela água de consumo das aves.

 

CONCLUSÕES

Levando-se em conta o padrão da qualidade de água de dessedentação animal estipulado pelo CONAMA e o abastecimento efetuado a partir da torneira da entrada, isenta de qualquer contaminação bacteriológica, a água oferecida por esse tipo de bebedouro, já a partir da primeira semana, possui todos os indicadores bacterianos acima dos valores máximos permissíveis, sendo caraterizada como uma água de má qualidade higiênico-sanitária para o consumo, representando risco à saúde das aves, sendo necessária a utilização de modelos menos depreciativos.

Em decorrência da variação na demanda de cloro observada nas diferentes semanas de vida das aves, quando da utilização da desinfecção da água utilizando-se o cloro, sugere-se o monitoramento semanal do cloro residual nos bebedouros, a fim de se ter uma desinfecção satisfatória da água.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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