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Brazilian Journal of Poultry Science

Print version ISSN 1516-635XOn-line version ISSN 1806-9061

Rev. Bras. Cienc. Avic. vol.3 no.3 Campinas Sept./Dec. 2001

https://doi.org/10.1590/S1516-635X2001000300005 

Substituição Parcial do Farelo de Soja pela Farinha de Vísceras de Aves em Dietas Balanceadas com Base na Proteína e em Aminoácidos Totais ou Digestíveis para Frangos de Corte

Partial Substitution of Soybean Meal by Poultry Offal Meal in Diets Balanced According to Protein and Total or Digestible Amino Acids for Broilers

 

 


Autor(es) / Author(s)

Bellaver C1
Brum PAR1
Lima GMM1
Boff J2
Kerber J2

1- Pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Bolsista do CNPq

2- Técnica Agrícola e Administrador de Empresas - Embrapa Suínos e Aves

3- Estudante de graduação em Imformática e Bolsista de iniciação científica do CNPq

 

Correspondência / Mail Address

Bellaver C

Embrapa Suínos e Aves
BR 153, Km 110 - Vila Tamanduá
89700-000 - Concórdia - SC - Brasil

E-mail: bellaver@cnpsa.embrapa.br 

 

Unitermos / Keywords 

farinha de vísceras, farelo de soja, subprodutos de origem animal, proteína ideal, aminoácidos digestíveis, aminoácidos totais.

poultry offal meal, soybean meal, animal by-products, ideal protein, digestible amino acids, total amino acids.

 

Observações / Notes

Agradecemos ao CNPq, pelo apoio financeiro na execução da pesquisa e ao Dr. Henrique Vidal Ramos, da Chapecó Alimentos - Xaxim SC, pelo fornecimento de farinha de vísceras para esse e outros trabalhos do projeto.

RESUMO

A formulação com base no conceito de proteína ideal (PI) é mais eficiente quando são usados ingredientes alternativos ao milho (M) e ao farelo de soja (FS). Assim, o objetivo desse trabalho foi comparar formulações de dietas utilizando o conceito de PI, usando farinha de vísceras (FV) em substituição ao FS, em dietas de frangos de corte. Os tratamentos foram os seguintes: T1 = dieta com 22 % e 20% de proteína bruta (PB) nas fases inicial (FI) e de crescimento (FC) e 3200 kcal/kg de EM durante todo experimento; T2 = energia semelhante a dieta T1 e PI à base de M e FS (1,15% de lisina digestível na FI e 0,90% de lisina digestível na FC; T3=dieta semelhante a T2, com 20 % e 25 % de substituição do FS por FV nas FI e FC, respectivamente; T4=dieta semelhante a T3, com 40 e 50 % de substituição do FS por FV, nas FI e FC, respectivamente; T5=dieta semelhante a T4, porém com balanço por aminoácidos (AA) totais (1,10 e 1,00 % de lisina total nas FI e FC, respectivamente). Os resultados permitiram concluir que a formulação com base na PI é melhor do que aquela que considera a PB ou AA totais. A inclusão de 20 % FV na FI e 25 % na FC de frangos de corte, em substituição ao FS, melhorou o desempenho até os 21 dias e não alterou o desempenho até os 42 dias em dietas formuladas dentro do conceito de proteína ideal.

 

ABSTRACT

Ideal protein (IP) concept in feed formulation is more suitable when alternative ingredients to corn (C) and soybean meal (SBM) are used. Thus, the objective of this paper was to compare diets using IP concept and poultry offal meal (POM) in substitution to SBM in broiler diets. The treatments were: T1= diets with 22% and 20 % crude protein (CP) in starting phase (SP) and growing phase (GP), respectively and 3200 kcal ME/kg all over the experiment; T2= similar energy to T1 and IP diet based on C and SBM (1.15% digestible lysine in SP and 0.90 % in GP); T3= similar diet to T2, with 20% and 25% of substitution of SBM by POM in SP and GP, respectively; T4= similar diet to T3, with 40 and 50 % of substitution of SBM by POM in IP and GP, respectively; T5= similar diet to T4 balanced by total amino acids (1.10 and 1.00 % of total lysine in SP and GP, respectively). Results permitted to conclude that formulation based on IP is better than the ones considering CP or total amino acids. The inclusion of 20 % POM in the initial and 25 % POM in the growing phases of broilers in substitution to SBM improved performance up to 21 days and did not influence performance up to 42 days when diets were formulated according to ideal protein concept.


 

 

INTRODUÇÃO

O fornecimento de aminoácidos (AA) é um dos itens de maior custo nas dietas para frangos de corte. O custo advém da necessidade de fornecer AA sintéticos para atender os níveis adequados desses nutrientes para o crescimento adequado das aves, em suplementação aos que os ingredientes contêm. Juntamente com a necessidade de fornecer os AA para o crescimento, há um conceito relativamente antigo na formulação de dietas e que foi iniciado por Mitchell & Block (1946) e mais recentemente estudado por Wang & Fuller (1989), Chung & Baker (1992) e Baker & Han (1994), que é o da proteína ideal (PI). O conceito prevê um balanço teórico dos AA em relação a lisina digestível da dieta. Os dados disponíveis para formulação, levando em conta esse conceito, nem sempre estão disponíveis, havendo a necessidade de consulta em tabelas e/ou extrapolações para estimar nutrientes digestíveis dos ingredientes que entram na composição das dietas. O National Research Council (NRC) (1994) sugeriu níveis típicos de proteína bruta (PB) e energia metabolizável (EM) para dietas à base de milho e farelo de soja, indicando que quando AA sintéticos são usados é possível diminuir a concentração de PB da dieta. Os cálculos de formulas que consideram a PI devem levar em consideração a exigência por nutriente digestível e a digestibilidade (aparente ou verdadeira) dos AA nos ingredientes e foi usada em frangos por Albino et al. (1992) a Araújo et al. (2000) e em suínos por Bellaver & Easter (1998).

A formulação com base na PI é mais eficiente quando são usados ingredientes alternativos ao milho e ao farelo de soja. Nesse sentido, os subprodutos de origem animal constituem uma alternativa muito importante, principalmente nas empresas com sistema de integração vertical, uma vez que as farinhas de origem animal são mais disponíveis para essas empresas, que as produzem por um custo de oportunidade que sempre viabiliza a inclusão. O Compêndio...(1998) definiu como farinha de vísceras (FV) de aves o produto residual composto por vísceras obtidas no abate das aves, com a inclusão de cabeças e pés, não devendo conter resíduos de incubatórios e penas. Essa farinha deve apresentar valores mínimos de 58 % de PB, 10 % de EE e, no máximo, de 13 % de MM.

Uma vez que a demanda por farinha de carne é superior a 1,3 milhões de toneladas (Perfil, 2000) é importante conhecer melhor a utilização desses produtos na alimentação de aves. Essa estimativa é provavelmente inferior a quantidade real de farinhas de origem animal produzidas no país, calculável pelo abate animal realizado no país. Por isso, esse trabalho teve por objetivo comparar algumas formulações de dietas utilizando o conceito de PI em relação as formulações com base em AA totais ou PB, em dietas de frangos de corte, utilizando farinha de vísceras.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Pela análise laboratorial feita na Embrapa Suínos e Aves, a farinha de vísceras (FV) usada nesse trabalho apresentou uma especificação um pouco diferente daquela mencionada pelo Compêndio...(1998), tendo 57,16 % de PB, 15,78 % de EE e 15,58 % de MM. Entretanto, com dados do trabalho realizado por Bellaver et al. (2001), a média da composição de 20 FV foi de 59,36 % de PB, 14,37 % de EE e 16,31 % de MM, muito semelhante aquela do estudo em questão.

O experimento de crescimento de frangos de corte foi realizado no campo experimental de Suruví, da Embrapa Suínos e Aves. Foram utilizados 1200 pintos machos de um dia de idade, da linhagem Ross, distribuídos em 40 boxes, com uma área de 2,80 m2. Os frangos foram distribuídos em 5 tratamentos com 8 blocos considerando o peso inicial. Os blocos foram formados no primeiro dia, após a pesagem individual dos pintos, que foram distribuídos por faixas de peso dentro do bloco, os quais mantiveram-se dentro da amplitude de 41,24 a 52,03g (± 0,07g). Os tratamentos foram formados para testar uma dieta controle negativo formulada com base em PB e uma dieta formulada para atender o nível de PI, ambas utilizando milho (M) e farelo de soja (FS). Também foram testadas diferentes substituições de FS por FV em formulações considerando a PI e os AA totais, conforme os tratamentos abaixo descritos.

T1 = dieta com 22 % e 20% de PB nas fases inicial e de crescimento respectivamente e 3200 kcal/kg de EM durante todo o experimento, conforme o NRC (1994);

T2 = energia semelhante a dieta T1 e PI à base de M e FS (1,15% de lisina digestível na fase de inicial (Bellaver et al., 1999) e 0,90% de lisina digestível na fase de crescimento (adaptado de Parsons & Baker, 1994);

T3 = dieta semelhante a T2, com 20 % e 25 % de substituição do FS da dieta T2 por FV nas fases inicial (1-21d) e de crescimento (22-42d), respectivamente. Essas substituições eqüivalem a 24,85 % e 30,45 % de substituição da PB do FS pela PB da FV;

T4 = dieta semelhante a T3, com 40 e 50 % de substituição do FS por FV, nas fases inicial e de crescimento, respectivamente. As substituições desse tratamento eqüivalem a 49,71 e 60,93 % de substituição da PB do FS pela PB da FV;

T5 = dieta semelhante a T4 em termos de substituição de FS por FV, porém com balanço por AA totais segundo o NRC (1994).

Os macroingredientes protéicos da dieta estão mostrados na Tabela 1. Os AA que têm disponibilidade comercial na forma "feed-grade" foram empregados para atingir as respectivas exigências mínimas de AA digestíveis. Esses AA foram calculados para atenderem a relação preconizada por Parsons & Baker (1994), sendo mantida a lisina como o AA de referência. Nesse trabalho, em que a lisina é mantida como AA de referência (100%), as relações na fase de inicial foram 72, 67 e 16 % para os aminoácidos sulfurados, treonina e triptofano, respectivamente. Na fase de crescimento, foi aumentada a relação de treonina de 67 para 70 % e do triptofano de 16 para 17 % em relação a lisina como padrão. Essas relações dos AA podem ser calculadas a partir das Tabelas 2 e 3. Ao final das fases inicial e de crescimento, concluídas com 21 e 42 dias de idade respectivamente, as aves foram pesadas após jejum prévio de 12 horas. Uma ave de cada boxe foi abatida ao final por deslocamento cervical. Após, as aves foram depenadas, evisceradas e congeladas, para posteriormente serem serradas em partes, moídas e retiradas alíquotas para análises de matéria seca, extrato etéreo e proteína através do instrumento de predição NIR, previamente ajustado para carcaças moídas.

 

 

 

 

 

 

A alimentação e o fornecimento de água foi à vontade durante todo o período experimental, quando a média das temperaturas mínimas dentro do boxe foi de 19,8 ± 2,4 Cº e a das máximas 26,8 ± 3,0 Cº, medidas duas vezes ao dia, às 8 e 16 horas.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados do experimento são mostrados na Tabela 4 e as probabilidades das diferenças entre as médias testadas pelos contrastes entre tratamentos, podem ser vistas na Tabela 5. Pode ser verificado nas referidas tabelas que não houve diferença entre os tratamentos com relação ao peso inicial, havendo, no entanto, diferença significativa (p<0,0001) entre os blocos. Em todas as variáveis, a formulação com base na proteína bruta e atendendo a exigência de 3200 kcal/kg de ração conforme o NRC (1994) foi pior do que quando foi usado o conceito de proteína ideal, para dietas à base de milho e farelo de soja (FS). Por sua vez, o peso ganho até os 21 dias, com dietas formuladas com FV em substituição a 20 % do FS (T3) foi superior a dieta com 40 % de FV (T4) e também àquela com somente FS (T2) até os 21 dias. O consumo foi superior na dieta T3 em relação a T2, mas não diferiu de T4. Não houve diferenças entre as conversões alimentares aos 21 dias para os tratamentos T2, T3 e T4.

 

 

 

 

A formulação com base na proteína ideal nas fases inicial (1-21 d) e final (22-42 d), não diferiu quando feita com somente FS (T2) e com 20 e 25 % de substituição do FS por FV (T3) para nenhuma variável de desempenho. Porém a substituição de 40 e 50 % de FS por FV (T4), piorou os resultados em relação ao tratamento com somente 20 e 25 % de substituição (T3). Também foi mostrado que houve uma piora no ganho de peso quando a formulação foi feita com base nos aminoácidos totais (T5) em relação a formulação com base na proteína ideal (T4), havendo tendência (p=0,12) de piorar também a conversão alimentar. Se juntadas as médias dos tratamentos T3 e T4 e contrastadas com o T5, verifica-se que a formulação com base em proteína ideal supera com clareza a formulação com aminoácidos totais, sugeridas pelo NRC (1994) em dietas contendo FV

El-Sheikh et al. (1996) verificaram que a suplementação de metionina e lisina em dietas com farinha de vísceras melhorou a utilização líquida do nitrogênio. Uma vez que as dietas T3 e T4 foram calculadas para oferecer um balanço de AA ideal, houve necessidade de suplementar as dietas com AA cristalinos, o que assegurou o bom desempenho da dieta T3. A falta de resposta a suplementação em T4 pode ser devido a palatabilidade, que Bellaver & Easter (1998) referiram ocorrer quando o desafio é grande na substituição de ingredientes. A vantagem na formulação por aminoácidos digestíveis em relação a aminoácidos totais ou proteína bruta foi também referida por Albino et al. (1992) e Araújo et al. (2000).

Não houve diferença na mortalidade entre os tratamentos, situando-se entre 2,1 e 4,6 % até os 42 dias de idade. Na avaliação da carcaça dos frangos abatidos aos 42 dias, foi verificado que não houveram diferenças entre os tratamentos na proteína da carcaça. Entretanto, nos contrastes testados verificou-se a gordura da dieta formulada por proteína ideal e FS (T2), foi inferior (p=0,0529) aquela com substituição de 20 e 25 % de FS por FV (T3). Isso poderia estar relacionado com a maior digestibilidade da gordura animal em relação aos lipídios vegetais e, conseqüente maior deposição de gordura no T3.

 

CONCLUSÕES

Nas condições desse trabalho verificou-se que a formulação com base no conceito de proteína ideal é melhor do que aquela que considera a proteína bruta ou aminoácidos totais. A substituição do farelo de soja por farinha de vísceras, na concentração de 20 % na fase inicial e 25 % na fase de crescimento de frangos de corte, melhora o desempenho até os 21 dias e não altera o desempenho até os 42 dias, em dietas formuladas dentro do conceito de proteína ideal. A substituição de 40 % e 50 % de farelo de soja por farinha de vísceras piora o crescimento das aves. Não houve alterações na deposição de proteína nas carcaças entre os diferentes tratamentos, havendo, porém, um pequeno aumento da gordura das carcaças, quando o farelo de soja foi substituído em 20 e 25 % pela farinha de vísceras.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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