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Brazilian Journal of Poultry Science

Print version ISSN 1516-635XOn-line version ISSN 1806-9061

Rev. Bras. Cienc. Avic. vol.4 no.3 Campinas Sept./Dec. 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-635X2002000300007 

Efeito da forma física da ração sobre a porosidade, espessura da casca, perda de água e eclodibilidade em ovos de perdiz (Rhynchotus rufescens)

 

Effect of the physical form of diet on the eggshell porosity and thickness, water loss and hatchability of partridge (Rhynchotus rufescens) eggs

 

 

Nakage ES; Cardozo JP; Pereira GT; Queiroz SA; Boleli IC

FCAV / UNESP, Jaboticabal

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

O objetivo do presente estudo foi avaliar se a forma física da ração (farelada e peletizada) afeta a porosidade e espessura da casca, e porcentagem de perda de água e eclodibilidade de ovos de perdiz. Os ovos foram coletados logo após a postura e separados em diferentes intervalos de peso (35-45g, 46-50g, 51-55g, 56-60g e 61-70g), sendo 10 ovos/classe/ração. O número de poros das cascas foi avaliado nas regiões apical, equatorial e basal dos ovos. Utilizou-se um micrômetro digital para a mensuração da espessura das três regiões da casca dos ovos, a partir dos quais obteve-se a espessura média por ovo. Os ovos para avaliação da eclodibilidade e porcentagem de perda de água do ovo até a transferência para o nascedouro (16o dia) foram pesados, desinfectados, incubados (T=35,5ºC e UR= 70%) e transferidos no 16º dia de incubação para o nascedouro, onde foram mantidos até a eclosão. As análises estatísticas empregadas foram: Análise de Variância e de Correlação, e teste de Tukey 5%. Os dados mostraram que, em perdizes, o número de poros na casca pode variar com a região da casca, peso do ovo e a forma física da ração, e que a ingestão de ração peletizada promove um aumento na espessura da casca dos ovos sem alterar a eclodibilidade e a porcentagem de perda de água dos mesmos durante a incubação.

Unitermos: forma física, ração, porosidade, espessura da casca, eclodibilidade, perda de água


ABSTRACT

The aim of this study was to determine the effect of the ingestion of meal and pelleted diets on eggshell porosity and thickness, water loss and hatchability percentages of partridge (Rhynchotus rufescens) eggs. The eggs (n=100) were divided into five different weight classes (1: 35-45 g, 2: 46-50 g, 3: 51-55 g, 4: 56-60 g, 5: 61-70 g). Parts from different regions (air space, equator and small end) of each eggshell were analized in order to count pore numbers. Eggshell thickness measurements were carried out after removal of the egg membranes. The eggs used in the analyses of the water loss and hatchability percentages were weighed, desinfected, and then incubated (T=35.5ºC and RH=70%). On the 16th day of incubation, these eggs were transferred to a hatchery maintained at temperature and RH similar to those used in the incubator, where they were kept until hatching. The results showed that the mean number of eggshell pores changed among the three regions of the eggshell and egg weight classes, and also between the physical form of diets. Ingestion of pelleted diet increased eggshell thickness; however, hatchability and water loss percentages remained unchanged.

Keywords: diets, eggshell, hatchability, physical form, porosity, thickness, water loss


 

 

INTRODUÇÃO

Os ingredientes das rações, principalmente os grãos de cereais, são moídos antes de serem utilizados para garantir que os nutrientes estejam numa forma mais disponível para os animais. Após a moagem, o farelo resultante pode apresentar grande variação no tamanho e na uniformidade das partículas, o que pode gerar comportamentos alimentares distintos por parte das aves (Toledo et al., 2001). Entre eles, está a ingestão seletiva relacionada ao tamanho das partículas, provavelmente em função do tamanho do bico (Portella et al., 1988; Nir et al., 1990), o que ocasiona um desbalanceamento nutricional, trazendo alterações no desempenho da ave.

Ingredientes finos e uniformemente moídos apresentam a vantagem de serem mais facilmente digeridos pelas enzimas presentes no trato gastrointestinal (Penz Jr & Maiorka, 1996). Entretanto, partículas muito finas geralmente aderem ao bico das aves, reduzindo o consumo e aumentando o desperdício, afetando assim o desempenho (Toledo et al., 2001).

A peletização da ração é sugerida como forma de contornar essa situação. Essa prática pode apresentar algumas desvantagens, como: maior custo de produção e comprometimento da disponibilidade de algumas vitaminas, antibióticos e enzimas adicionados à ração (Nilipour, 1993) e maior consumo de água, o que induz à produção de fezes mais úmidas, aumentando a produção de ovos sujos (Almirall et al., 1997). Entretanto, a ela tem sido atribuída uma série de benefícios ao desempenho das aves, tais como: a melhora da digestibilidade de alguns nutrientes (Avila et al., 1995), diminuição do desperdício (Maiorka, 1998), prevenção da seletividade (Cherry, 1982), maior capacidade de consumo em menor tempo (Jensen et al., 1962), diminuição na concentração microbiana da ração (Nilipour, 1993), melhora na eficiência da ração e maior produção de ovos (Almirall et al., 1997), quando comparada à ração farelada. Segundo Nir et al. (1990), em um sistema de livre escolha, as aves preferem ração peletizada.

Como se sabe, os fatores nutricionais são os principais determinantes da qualidade do ovo (Washburn, 1982). No que se refere à qualidade da casca, eles atuam no peso, espessura (Morgan, 1932), porosidade e condutância da casca (Ar et al., 1974; Rahn et al., 1979).

A casca desempenha função vital para o embrião como fornecimento de sais minerais e proteção contra microorganismos (Roque & Soares, 1994). Através da sua estrutura porosa, evita a perda excessiva de água e possibilita as trocas gasosas, essenciais para o metabolismo e o desenvolvimento do embrião (Peebles & Brake, 1985). A qualidade da casca, portanto, pode influenciar a eclodibilidade dos ovos (Gonzales et al., 1999).

A perdiz tem se apresentado como fonte alternativa e promissora de carne exótica, mas a falta de estudos básicos ainda dificulta a produção em escala comercial.

O presente estudo objetivou avaliar se a forma física da ração (farelada e peletizada) afeta a porosidade e a espessura da casca e a porcentagem de perda de água e de eclodibilidade dos ovos de perdiz.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Ovos e Incubação

Os ovos de perdizes Rhynchotus rufescens foram provenientes de fêmeas adultas que receberam água e ração fornecidas na forma farelada ou peletizada, ad libitum. As rações fornecidas foram balanceadas para atender às exigências das perdizes na fase de postura (Moro,1996). Os dados referentes à composição percentual e calculada das rações constam da Tabela 1. Os dados das análises bromatológicas das rações farelada e peletizada foram similares (MS: 89,7%; MSO: 89,7%; EE: 3,6%; FB: 4,4%; PB: 14,9%; MM: 10,0% e ENN: 56,8%).

Os ovos foram coletados logo após a postura e separados em cinco diferentes classes de intervalo de peso (35-45g, 46-50g, 51-55g, 56-60g e 61-70g).

Os ovos coletados, com a finalidade de avaliar a eclodibilidade e porcentagem de perda de água até a transferência para o nascedouro (16o dia) (60 ovos/classe/ração), foram pesados e desinfectados com solução de formol 1% + amônia quaternária 0,5% (Morita, 1990; Branco, 1990) por meio de pulverização manual. Após secagem, eles foram transferidos para incubadoras, com controle automático de temperatura e giro dos ovos (Premium Ecológica1), mantidas em sala refrigerada para melhor manutenção da temperatura (35,5oC) e umidade relativa (70%). No 16º dia de incubação, os ovos foram pesados e transferidos para o nascedouro (Premium Ecológica2), onde foram mantidos até a eclosão. A temperatura e a umidade nos nascedouros foram as mesmas utilizadas nas incubadoras.

Parâmetros analisados

Os parâmetros estudados, relacionados abaixo, foram analisados de acordo com o processamento da ração (farelada e peletizada):

a.Número de poros e espessura da casca: foram analisados de acordo com os intervalos de peso dos ovos (35-45g, 46-50g, 51-55g, 56-60g e 61-70g);

b.Eclodibilidade: foi calculada pela fórmula (número de ovos eclodidos x 100/número total de ovos férteis incubados). O cálculo da eclodibilidade foi efetuado após análise dos ovos não eclodidos e, conseqüentemente, exclusão dos brancos, e calculada em porcentagem;

c.Perda de água pelo ovo: foi calculada, em porcentagem, pela fórmula (peso do ovo na postura - peso do ovo na transferência x 100/ peso do ovo na postura), sendo que a transferência foi realizada no 16odia de incubação.

Porosidade da Casca

O número de poros das cascas foi avaliado nas regiões apical (extremidade afilada), equatorial e basal (extremidade alargada, que contém a câmara de ar) de 10 ovos/classe/ração, utilizando-se o método de Rahn et al. (1981). Amostras das cascas dos ovos foram fervidas por 10 minutos em solução aquosa de NaOH 5% para remoção da cutícula e membranas externas e internas da casca. Em seguida, foram lavadas em água e secadas à temperatura ambiente. As amostras foram, então, coradas com solução aquosa de azul de metileno (1%) por 2 minutos, lavadas rapidamente em água e secadas à temperatura ambiente. Os números médios de poros contidos em 4 áreas de 25 mm2 por região da casca foram contados sob estereomicroscópio, utilizando-se um retículo micrométrico quadriculado.

Espessura da Casca

A mensuração da espessura da casca dos ovos foi realizada com um micrômetro digital (Mitutoyo, resolução 0,001mm) em fragmentos retirados das regiões apical, equatorial e basal, a partir dos quais obteve-se a espessura média por ovo. Ao todo, foram analisados 10 ovos/classe/ração. As mensurações foram efetuadas após extração das membranas da casca, a qual foi efetuada fervendo os fragmentos em solução aquosa de NaOH, conforme acima descrito.

Análise Estatística

As análises foram realizadas através do SAS (Statistical Analyses System, 1998). Para tais análises estatísticas, foram empregadas: Análise de Variância e de Correlação, e teste de Tukey (nível de significância de 5%).

 

RESULTADOS

O número médio de poros encontrados na casca dos ovos provenientes de matrizes que receberam ração farelada é apresentado de acordo com os intervalos de peso dos ovos e diferentes regiões da casca (Tabela 2).

Comparações entre as classes de peso dos ovos não revelaram diferença significativa (p>0,05) quanto ao número de poros nas regiões apical e equatorial. Entretanto, número significativamente maior de poros (p<0,05) foi encontrado na região basal dos ovos com peso entre 56-60g, comparado aos demais intervalos.

Os números de poros nas três regiões da casca foram similares nos ovos pertencentes aos três menores intervalos de peso (35-45g; 46-50g e 51-55g). Entretanto, nos ovos dos dois maiores intervalos de peso, a região basal dos ovos apresentou número de poros significativamente maior do que a região equatorial e apical, as quais não diferiram entre si.

Os dados referentes ao número médio de poros dos ovos de matrizes alimentadas com ração peletizada também constam na Tabela 2. As comparações entre as regiões da casca, dentro de cada intervalo de peso dos ovos, mostraram que a região basal da casca dos ovos com 61-70g possui maior número de poros (p<0,01) do que as demais, e que a região equatorial de todos os ovos, exceção feita aos com peso entre 46-50g, apresenta o menor número. Os ovos com 46-50g não apresentaram diferença significativa no número de poros entre as regiões da casca. Ao contrário do observado para ovos de perdizes que receberam ração farelada, comparações entre as classes de peso dos ovos não revelaram diferença significativa quanto ao número de poros na região basal. Entretanto, um número significativamente maior de poros foi encontrado na região apical (p<0,05) dos ovos com 46-50g em relação aos com 61-70g e na região equatorial (p<0,01) em relação aos ovos com peso acima de 50g.

A Figura 1 representa o número médio de poros para cada intervalo de peso dos ovos, independentemente da região, nos dois tipos de processamento da ração. De acordo com os dados, ovos leves (35-50g) foram mais porosos quando a ração foi peletizada, enquanto que ovos com 56-60g foram mais porosos quando a ração foi farelada.

 

 

O efeito da forma física da ração (farelada e peletizada) sobre a espessura da casca dentro de cada intervalo de peso dos ovos é mostrado na Tabela 3. Ovos com 56-60g, provenientes de matrizes que receberam ração farelada, além de serem mais porosos, também apresentaram maior espessura (p<0,05) em relação aos ovos com 35-45g e 51-55g. Em relação aos ovos produzidos por matrizes alimentadas com ração peletizada, aqueles com peso acima de 45g apresentaram casca significativamente mais espessa (p<0,05) que os ovos mais leves (35-45g). Comparação entre as formas físicas da ração mostrou que ovos provenientes de matrizes alimentadas com ração peletizada apresentaram maior espessura da casca que os ovos de matrizes alimentadas com ração farelada, exceção feita aos ovos mais leves (35-45g), cuja espessura da casca não foi alterada.

Intervalo de peso dos ovos e porosidade da casca apresentaram uma baixa correlação negativa, independentemente da ração ser farelada (R: -0,1781) ou peletizada (R: -0,3934). Espessura e porosidade da casca também mostraram uma baixa correlação negativa, quando os ovos foram provenientes de matrizes que receberam ração peletizada (R: -0,3510), mas uma correlação positiva (R: 0,2758) quando a ração foi farelada.

Com o intuito de verificar se o aumento da espessura da casca dos ovos, resultante da ingestão de ração peletizada, afetava a taxa de eclosão e perda de água dos ovos, comparou-se esses parâmetros entre ovos com peso acima de 46 g, provenientes de perdizes alimentadas com ração farelada e peletizada, os quais apresentaram diferença significativa quanto à espessura da casca. Os dados referentes a essa análise são mostrados na Figura 2. No teste de independência (teste exato de Fisher) entre a forma física da ração e a eclosão não houve diferença significativa (p>0,05), permanecendo a eclosão ao redor de 67%. O mesmo ocorreu em relação à perda de água, a qual ficou em torno de 8%.

 

 

DISCUSSÃO E CONCLUSÃO

O presente estudo mostrou que ovos provenientes de perdizes que receberam ração farelada apresentaram maior número de poros na região basal do que nas regiões equatorial e apical, as quais apresentaram mesmo número de poros. Quando produzidos por perdizes alimentadas com ração peletizada, os ovos apresentaram número similar de poros em ambas as extremidades e número significativamente menor de poros na região equatorial. Esses dados de distribuição quantitativa de poros sobre a casca dos ovos de perdiz diferem dos observados para ovos de aves domésticas. Em ovos de frango, peru, ganso e pato, o número de poros decresce da região basal para a apical (Romanoff, 1943; Roktika & Rahn, 1987). Os dados também mostraram que o modelo de distribuição de poros na casca não é uma característica fixa, podendo variar com o tamanho do ovo e a forma física da ração, independentemente da região do ovo. Entretanto, a porosidade dos ovos leves (abaixo de 50g) foi maior quando perdizes receberam ração peletizada. Além disso, a porosidade dos ovos entre 46-50g e acima de 61g não foi afetada pela forma física da ração, mas os ovos entre 56-60g foram mais porosos quando a ração fornecida foi farelada. Esses resultados mostram que não há uma relação definida entre a forma física da ração e o número de poros na casca, indicando que não apenas a distribuição de poros, mas também a porosidade geral da casca pode variar com o tamanho do ovo e a forma física da ração.

A ingestão de ração peletizada promoveu claramente um aumento em espessura na casca dos ovos de perdiz no presente trabalho. Tais dados concordam com Washburn (1982) e Almirall et al. (1997), segundo os quais a ração peletizada melhora a qualidade dos ovos, o que deve estar relacionado com a menor ingestão seletiva dos componentes da ração (Cherry, 1982), maior consumo (Jensen et al., 1962) e/ou melhora na eficiência da ração (Almirall et al, 1997).

Aumento na espessura da casca é um fator positivo tanto para a produção de ovos para consumo, quanto para ovos destinados à produção de perdigotos, pois, como mencionado por Oba (2001), ela aumenta a resistência da casca, diminuindo a quantidade de ovos com cascas trincadas, reduzindo, portanto, perdas econômicas. Considerando que da casca provém o cálcio necessário para o desenvolvimento embrionário e fetal (Tuan, 1983; Grizzle et al., 1992), quanto maior a espessura da casca maior a disponibilidade desse mineral para o desenvolvimento in ovo. Além disso, espessura da casca e, portanto, comprimento dos poros são fatores que influenciam nas trocas gasosas da casca (Ancel & Girard, 1992) e perda de água pelo ovo. No caso específico da perda de água, aves domésticas (p.ex. frangos e perus) perdem normalmente de 12 à 14% de água durante o processo de incubação (Rahn et al., 1981). Porcentagens de perda de água acima desse intervalo podem causar morte embrionária por desidratação, enquanto que valores abaixo do mesmo podem resultar em super-hidratação embrionária (inchaço) e trocas gasosas deficientes devido à umidade excessiva das membranas do ovo, também levando à morte embrionária (Romanoff, 1930). Assim, do ponto de vista da produção de perdigotos, os dados originaram a questão se um aumento na espessura da casca dos ovos poderia afetar negativamente a eclodibilidade dos mesmos. No presente trabalho, a eclodibilidade e a porcentagem de perda de água dos ovos durante a incubação não foram alteradas, mostrando que o aumento em espessura de casca apresentado pelos ovos de perdizes alimentadas com ração peletizada não alterou tais parâmetros.

Em resumo, o presente estudo mostrou que, no caso de perdizes: o número de poros na casca pode variar com a região da mesma, peso do ovo e forma física da ração, e que a forma física da ração influencia a espessura da casca, porém, não altera a eclodibilidade e a porcentagem de perda de água do ovo durante a incubação.

 

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Endereço para correspondência
Isabel Cristina Boleli
Depto de Morfologia e Fisiologia Animal, FCAV / UNESP
Via de Acesso Profº Paulo Donato Castellani, Km 5
14884-900, Jaboticabal, SP, Brasil
E-mail: icboleli@fcav.unesp.br

1-Modelo: IP120, Fabricante: Premium Ecológica
2-Modelo: NP120, Fabricante: Premium Ecológica
Os autores agradecem ao Setor de Animais Silvestres, da FCAV / UNESP, Jaboticabal, pelos ovos cedidos e ao CNPq pela bolsa de Mestrado concedida a Eliana Saiuri Nakage

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