SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.9 número1Organic acids and/or compound with defined microorganisms to control Salmonella enterica serovar Enteritidis experimental infection in chickensCaracterísticas de qualidade óssea e desempenho de avestruzes índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

Compartilhar


Revista Brasileira de Ciência Avícola

versão impressa ISSN 1516-635Xversão On-line ISSN 1806-9061

Rev. Bras. Cienc. Avic. v.9 n.1 Campinas jan./mar. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-635X2007000100011 

Caracterização da degeneração femoral em frangos de corte por meio da densidade mineral óssea

 

 

ICL Almeida PazI, *; AA MendesI; A BalogII; ICL AlmeidaII; LC VulcanoI; CM KomiyamaIII

IDocente da FMVZ/UNESP
IIAluno de Graduação em Zooctenia – FMVZ/UNESP
IIIAluno de Pós-graduação em Zootecnia – FMVZ/UNESP. Botucatu, SP, Brasil

 

 

Introdução

Juntamente com a discondroplasia tibial a degeneração femoral é a principal anomalia associadas às causas do problema tradicionalmente chamado de "fraqueza das pernas". A incidência de ambas é muito alta, afetando 50 a 80% dos lotes (1). Ao estudar a incidência de necrose de cabeça de fêmur em diferentes linhagens comerciais de frangos de corte, no ano de 2006, foi possível encontrar inci-dência deste problema variando entre 64 e 97% das aves avaliadas, sendo que o aumento na ocorrência de necroses aumentou com a idade ao abate. O objetivo deste experi-mento foi caracterizar a degeneração femoral, em frangos de corte, por meio da densitometria óptica radiográfica.

 

Material e Métodos

Foram realizadas análises de densidade mineral óssea (DMO), incidência de degeneração femoral (IDF), resistência óssea (RO), índice Seedor (IS), teor de matéria seca (MS) em frangos de corte machos e fêmeas, das linhagens (A e B), aos 42 dias de idade, criadas no aviário experimental da FMVZ-UNESP. Utilizou-se 600 aves, alojadas em um galpão experimental, com 10 aves/m2. O delineamento experimental foi o fatorial inteiramente casualizado (2x2), com quatro tratamentos, sendo 2 linhagens (A e B) e 2 sexos, com 3 repetições de 50 aves. Após o abate das aves o fêmur foi deslocado e a região da cabeça e colo do osso foi submetida ao exame macros-cópico de DF. Para isso foram a eles atribuídos escores entre 1 e 5. O escore 1 correspondeu a ossos sem lesão, o 2 a lesões onde não há mais cartilagem sobre a cabeça do fêmur, o 3 foi atribuído a lesões onde a cabeça do fêmur estava sem cartilagem e parcialmente quebrada, o 4 correspondeu à lesões onde a cabeça do fêmur encontrava-se bastante danificada e com contorno parcial, para o 5 a cabeça do fêmur encontrava-se totalmente quebrada, sem reconhecimento de seu contorno. Logo após a análise macroscópica as peças, contendo ossos, músculo e pele foram levadas ao Hospital Veterinário da FMVZ, sendo radiografadas com um aparelho de raio-X, calibrado e com distância foco-filme de 90cm, a técnica radiográfica utilizada foi 36kVp X 1,6mA. As imagens radiográficas foram submetidas à avaliação de DMO utilizando-se o programa computacional CROMOX (2). Os fêmures, posteriormente, foram submetidos à análise de RO, IS e MS (2).

 

Resultados e Discussão

Na Tabela 1 encontra-se a IDF de todo o lote de aves. Foi possível verificar diferenças (p<0,05) na porcentagem de incidência de lesão entre os escores, porém esta diferença não foi verificada entre os sexos e linhagem. A porcentagem de incidência de lesão variou entre 81,67 e 85,00%. Os valores de qualidade óssea (DMO, RO, IS e MS) foram associados ao exame macroscópico e ao desempenho das aves. Na Tabela 2 estão os valores médios das características de qualidade de ossos das aves utilizadas para as coletas de imagens radiográficas e demais análises. Verificou-se que os valores médios de escore de DF, DMO, RO, IS e MS foram diferentes (p<0,05) para machos e fêmeas, independente da linhagem. Demonstrando que os machos são mais susceptíveis à esse problema que as fêmeas, provavelmente por apresentarem maior ganho de peso. O comportamento distinto entre DMO e RO pode ser explicado pela região onde seus valores foram obtidos, a DMO foi obtida na região da cabeça do fêmur e a RO foi verificada na região da diáfise femoral, o que demonstra que a DF não afeta a RO na diáfise do fêmur. Foi possível, ainda, estabelecer intervalos de confiança para os valores de DMO, associando-os ao escore macroscópico de lesão, permitindo a identificação de lesões por meio da DMO (Tabela 3).

 

 

 

 

 

 

Conclusão

A incidência de DF foi alta, maior que 81% e não foi influenciada por linhagem ou sexo das aves, demonstrando grande importância desta anomalia em frangos de corte. A técnica de densitometria óptica radiográfica pode ser utilizada para a avaliação da DF sem que seja necessário o abate das aves, sendo possível radiografá-las, ainda vivas e identificar a lesão.

 

Bibliografias

1. Bains BS, Brake JT, Pardue SL. Poultry Science 1998; 14(1):24-27.

2. Orban JI, Roland SR, Bryant MM. Poultry Science 1983; 72(3):437-56.

Creative Commons License Todo o conteúdo deste periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons