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Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

versão On-line ISSN 1982-0232

Rev. soc. bras. fonoaudiol. v.12 n.2 São Paulo abr./jun. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-80342007000200017 

RESUMO

 

Memória operacional fonológica e compreensão de orações em crianças com desenvolvimento típico de linguagem entre 3:0 e 6:11 anos

 

 

Amalia Rodrigues

Doutora em Semiótica e Lingüística Geral da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo – USP – São Paulo (SP), Brasil; Fonoaudióloga do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP – São Paulo (SP), Brasil

Endereço para correspondência

 

 

A memória fonológica possui relação com muitas habilidades de linguagem como, a aquisição vocabular, a compreensão da linguagem, o processamento sintático e a compreensão de leitura. A presente pesquisa teve como objetivo investigar a relação entre a memória operacional fonológica e a compreensão de orações a partir de três estudos. Os sujeitos foram 136 crianças em desenvolvimento típico de linguagem, falantes do Português do Brasil, com idade entre 3:0 e 6:11 anos. O primeiro estudo avaliou a memória operacional fonológica a partir de um teste de repetição de não-palavras, que variavam em extensão, entre uma e quatro sílabas. Os resultados indicaram que houve melhora no desempenho de repetição de não-palavras com o avanço da idade e efeito de extensão com o aumento do número de sílabas. Também foi verificada a correlação entre idade, Porcentagem de Consoantes Corretas-Revisada (PCC-R) e memória fonológica. As tipologias de erros de maior ocorrência no grupo total foram troca e contaminação de fonemas. No segundo estudo, verificou-se a compreensão de orações, não-redundantes e redundantes, em quatro estruturas frasais a partir de um teste de identificação de figuras. Observaram-se efeitos de complexidade sintática e de extensão nas quatro partes do teste. O acréscimo de redundância dificultou a compreensão de todas as orações, exceto as sentenças com dupla marcação de número nas idades de cinco e seis anos. Houve correlação significativa entre a idade, o vocabulário expressivo e a compreensão de orações. No terceiro estudo, foi investigada a correlação entre a memória operacional fonológica e a compreensão de orações. Os resultados demonstraram que as crianças foram melhores no teste de repetição de não-palavras do que no teste de compreensão de orações. Houve correlação moderada entre a memória operacional fonológica e a compreensão de orações para o grupo total de sujeitos.

 

 

Endereço para correspondência:
Amalia Rodrigues
R. Cipotânea, 51, Cidade Universitária
São Paulo – SP - CEP 05360-160
E-mail: amalia@usp.br

 

 

Trabalho realizado no Curso de Fonoaudiologia do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP, sob orientação da Profa. Dra. Debora Maria Befi-Lopes.

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