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Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

On-line version ISSN 1982-0232

Rev. soc. bras. fonoaudiol. vol.16 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-80342011000100012 

ARTIGO ORIGINAL

 

Relação entre dados ocupacionais, sintomas e avaliação vocal de operadores de telesserviços

 

 

Ana Paula Dassie-LeiteI; Luciana LourençoII; Mara BehlauIII

IDepartamento de Fonoaudiologia, Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO - Irati (PR), Brasil
IIDepartamento de Fonoaudiologia, Micelli Soluções em Saúde Empresarial - São Paulo (SP), Brasil
IIIPrograma de Pós-Graduação em Distúrbios da Comunicação Humana: Campo Fonoaudiológico, Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP - São Paulo (SP), Brasil; Curso de Especialização em Voz, Centro de Estudos da Voz - CEV - São Paulo (SP), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Relacionar dados referentes a gênero, idade e tempo na função com os sintomas vocais e os resultados da avaliação vocal de operadores de telesserviços.
MÉTODOS: Foi realizada análise retrospectiva e quantitativa de 404 prontuários referentes a avaliações periódicas de funcionários de instituições bancárias com centrais próprias constantes no arquivo de uma empresa de medicina ocupacional, 259 mulheres, 145 homens, com idades entre 18 e 53 anos (média 30,48). O estudo teve caráter exploratório descritivo.
RESULTADOS: Mulheres apresentam maior quantidade de sintomas vocais (média 1,69) e alteração de voz (n=33; 12,7%) do que homens (média 1,12 e n=6; 4,1%). Não houve diferença entre quantidade de sintomas vocais e dados da avaliação perceptivo-auditiva quando relacionados à faixa etária e tempo na função. Funcionários com vozes neutras (n=365; 90,35%) apresentaram menor número de sintomas (1,41) que funcionários com vozes não neutras (n=39, 9,65%, média 2,21). Dos 39 funcionários com qualidade vocal não-neutra, 34 (87,2%) apresentaram ressonância laringo-faríngea e 21 (53,8%) apresentaram pitch agravado. Operadores com alteração vocal de grau moderado (n=12; 2,97%) apresentaram maior ocorrência de loudness aumentada em relação aos operadores com alteração discreta.
CONCLUSÃO: Mulheres apresentam maiores índices de sintomas e alteração de voz. Não há relação entre o avanço da idade e maior tempo na função do teleoperador com o aumento do número de sintomas e alterações vocais. Alterações de pitch, loudness e ressonância têm relação com alterações de qualidade vocal.

Descritores: Voz; Qualidade da voz; Distúrbios da voz; Doenças profissionais; Serviços de atendimento


 

 

INTRODUÇÃO

A atuação fonoaudiológica junto a operadores de telesserviços e a busca pela melhoria do nível de saúde geral dos trabalhadores vêm ganhando espaço e projeção no país nos últimos anos devido à expansão deste segmento no mercado de trabalho. Recentemente, foi aprovado o Anexo II da Norma Regulamentadora (NR) 17 sobre trabalho em teleatendimento, que decreta que todos os trabalhadores de operação e gestão devem receber capacitação que proporcione conhecer as formas de adoecimento relacionadas à sua atividade, suas causas, e efeitos que possam estar relacionados às funções vocais(1).

De acordo com a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), nos últimos anos o setor alcançou 235% de crescimento, tornando-se um dos maiores empregadores do país. O principal setor contratante é o de serviços financeiros e 25,4% das empresas têm mais de quinhentas posições de atendimento (PAs). A maior parte dos teleoperadores é composta por mulheres (76,8%) e o tempo médio de treinamento antes de começarem a trabalhar é de 4,4 semanas. Aproximadamente 74% desses trabalhadores possuem o segundo grau e 22% têm curso superior(2).

O perfil do operador de telesserviços é de uma população jovem, com idade entre 20 e 40 anos, que acabou de concluir o ensino médio ou está cursando a universidade(3). Atualmente, algumas empresas têm investido em centrais próprias de atendimento e adotado planos de carreira aos operadores. Isso tem feito com que já existam profissionais mais velhos no mercado, com maior tempo na função e, em muitos casos, com formação superior.

As centrais próprias de atendimento, em geral, oferecem melhores condições de trabalho além de melhores salários aos teleoperadores. No entanto, as pesquisas voltadas à caracterização do perfil do profissional de teleatendimento não explicitam ou diferenciam esses profissionais de acordo com o seu local de atuação (centrais próprias ou empresas terceirizadas)(4,5). No presente estudo, acredita-se que essa diferenciação é fundamental, pois as condições de trabalho podem ter relação direta com a saúde vocal do teleoperador e, portanto, não se pode ter um perfil generalizado desse grupo de profissionais. Durante atuação fonoaudiológica na fase do diagnóstico, é fundamental conhecer a realidade e as necessidades específicas da empresa. A questão do ambiente físico exige uma análise profunda, já que em muitos casos ele é determinante para o sucesso de uma central de telesserviço e, outras vezes, considerado como um grande gerador de problemas(2). Por isso, a presente pesquisa justifica-se e torna-se relevante, uma vez que contribui para a reflexão a respeito da atuação fonoaudiológica dirigida aos operadores de telesserviços.

Hoje, tem-se buscado a excelência em qualidade de serviços prestados ao cliente, unida à qualidade de vida para o teleoperador. Atualmente, o telesserviço é uma área de muito valor nas empresas, já que uma comunicação adequada do teleoperador com o cliente pode contribuir para a construção da boa imagem da empresa. O teleoperador, sem o auxílio da comunicação facial e corporal, depende exclusivamente da voz para cativar o cliente e atingir a meta proposta(6).

Em recente estudo, fez-se um levantamento de vinte e cinco mil avaliações vocais realizadas por uma empresa de saúde ocupacional e concluiu-se que os operadores de telesserviços têm mais alterações de voz em exames periódicos do que em exames admissionais(7). Em estudo internacional, concluiu-se que o operador de telesserviços tem duas vezes mais chance de apresentar um ou mais sintomas vocais do que indivíduos que não exercem essa função(8). Isso pode ocorrer pelo fato de esse grupo de profissionais conhecer muito pouco sobre o uso profissional da voz, pois seus hábitos vão em direção contrária aos preconizados na literatura, desde poupar a voz até a necessidade de maior hidratação, principalmente quando se desempenha uma profissão em que a voz é um importante instrumento(5,9).

Estudos apontam alguns dos prováveis fatores relacionados às alterações vocais ocupacionais como condições ergonômicas inadequadas, acústica do ambiente insatisfatória, excessiva demanda de uso da voz, hábitos vocais inadequados, stress e esgotamento mental(10-14). Por isso, já existem estudos que mostram a relevância de atividades de treinamento vocal para operadores(15,16). Recente estudo avaliou a ocorrência de sintomas vocais pré e pós programa de treinamento vocal de oito semanas a operadores de telesserviços. Os participantes foram comparados com um grupo controle, composto por operadores que não participaram do treinamento, mas também responderam a um questionário de ocorrência de sintomas vocais nas duas ocasiões. As autoras concluíram que não houve redução dos sintomas dos participantes do grupo experimental pós treinamento, porém, o grupo controle (não treinado) apresentou maiores índices de sintomas após oito semanas, o que indica que programa de treinamento pode ser útil na prevenção de novos sintomas vocais(17).

Alguns dos sintomas e queixas vocais mais referidos pelos operadores são cansaço ao falar, incômodo na garganta, pigarro e rouquidão que podem acarretar alterações laríngeas ou potencializar a possibilidade de desestabilização vocal(8,10). Além disso, uma produção vocal em qualidade tensa, ressonância hipernasal, ressonância laringo-faríngea e loudness elevada podem fazer com que o cliente tenha uma impressão negativa do atendente(18). Por isso, conhecer melhor o perfil do operador de telesserviços pode contribuir para o delineamento da atuação fonoaudiológica junto a estes profissionais e para a criação de programas específicos de saúde vocal dirigidos a diferentes grupos, de acordo com suas necessidades.

O objetivo deste trabalho foi relacionar os dados ocupacionais referentes a gênero, idade e tempo na função com sintomas vocais e análise perceptivo-auditiva da voz de operadores de telesserviços, funcionários de centrais próprias de instituições bancárias, considerando que o ambiente e as condições de trabalho podem ter relação direta com o desenvolvimento de sintomas e alterações vocais.

 

MÉTODOS

A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética do Centro de Estudos da Voz - CEV/SP, sob número 0215/07. Trata-se de estudo retrospectivo, quantitativo, de caráter exploratório descritivo, cujo corpus foi constituído por 404 prontuários de uma empresa de Saúde Ocupacional da cidade de São Paulo. O diretor da empresa assinou Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), segundo os termos da Resolução 196/96 do CONEP.

Como critérios de inclusão para a pesquisa, os prontuários deveriam ser referentes a operadores de telesserviços de centrais próprias de instituições bancárias, com dados completos de identificação, faixa etária e tempo na função, relação de sinais e sintomas vocais e dados da avaliação perceptivo-auditiva da voz. Todos os teleoperadores deveriam ter, pelo menos, seis meses na função. A avaliação vocal deveria ter sido realizada por fonoaudiólogo funcionário/colaborador da empresa de Saúde Ocupacional com experiência comprovada na área de voz (aprimoramento, especialização ou mestrado na área). Foram excluídos prontuários com informações incompletas, em cargos de chefia ou supervisão, trabalhadores de centrais terceirizadas ou de empresas de prestação de serviços em teleatendimento.

Em cada prontuário, havia uma relação dos dez sintomas mais frequentes relatados por profissionais da voz e os operadores, caso tivessem queixas, poderiam assinalar quantas opções considerassem necessárias. Estavam listados como opções de sintomas para possível seleção dos operadores: rouquidão; perda da voz; dor ou ardor para falar; cansaço ou esforço para falar; garganta seca; pigarro; queimação no peito ou estômago; tensão no pescoço e ombros; rinite ou alergias; laringites, faringites ou sinusites.

Em relação à avaliação perceptivo-auditiva foram analisados os seguintes parâmetros: qualidade vocal; tipo de voz; grau de alteração; ressonância; pitch; loudness. Os dados da avaliação foram comparados estatisticamente com os dados de sinais e sintomas, faixa etária e tempo na função. Para análise estatística, foram utilizados os testes não paramétricos de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis, para comparação de duas variáveis, e Qui-Quadrado, para verificar se as duas variáveis e seus níveis possuíam dependência estatística. Adotou-se nível de significância de 0,05.

 

RESULTADOS

Os resultados mostram que as mulheres apresentaram maior quantidade de sintomas vocais (1,69) do que os homens (1,12), com diferença estatística (p<0,001). Além disso, houve diferença na comparação das variáveis gênero e qualidade vocal (p=0,005), havendo mais mulheres com qualidade vocal não-neutra (alterada) do que homens (Tabela 1).

Não houve relação entre quantidade de sintomas, faixa etária, tempo na função e dados da avaliação perceptivo-auditiva (Tabela 2). Portanto, os resultados evidenciam que não há maior referência de sintomas vocais, nem é observado maior número de casos de alteração de voz em trabalhadores com faixa etária mais avançada ou com maior tempo na função.

Os resultados mostram, ainda, a comparação entre a quantidade de sintomas referidos e os dados da avaliação perceptivo-auditiva da voz (Tabela 3).

 

 

Observa-se que funcionários com vozes consideradas neutras apresentam menor número de sintomas vocais em relação aos funcionários com vozes consideradas não neutras, com tendência a diferença entre os grupos. No entanto, não houve relação entre o número de sintomas e o grau de alteração vocal de funcionários que apresentavam qualidade vocal não neutra. Assim, operadores com grau discreto e moderado de alteração vocal apresentam quantidade de sintomas vocais semelhante.

Também foram realizadas correlações de dados obtidos na avaliação perceptivo-auditiva. O parâmetro qualidade vocal (com o grau de alteração) foi relacionado com os parâmetros pitch, loudness e ressonância (Tabela 4).

 

 

Quanto à comparação entre o parâmetro de pitch e ressonância, observou-se que dos 39 funcionários com qualidade vocal não-neutra a maioria apresentou ressonância laringo-faríngea e mais da metade apresentou pitch agravado. A tabela mostra, ainda, que dentre os operadores com alteração vocal de grau moderado, quase todos apresentaram loudness aumentada, alteração não observada nos operadores com alteração de grau discreto.

 

DISCUSSÃO

As primeiras pesquisas envolvendo o operador de telesserviços levavam em conta a análise do perfil vocal dessa população(3,5,8,11). No entanto, o segmento tem ampliado o mercado de trabalho fonoaudiológico e é importante que novas pesquisas sejam desenvolvidas para que se possa atuar com maior propriedade junto a essa categoria de trabalhadores.

Alguns dos resultados que geraram diferença estatística na presente pesquisa corroboram a literatura. Operadores do gênero feminino têm mais sintomas e, consequentemente, mais alterações vocais do que operadores do gênero masculino(19). No entanto, é importante destacar que este dado também se relaciona à predisposição feminina ao desenvolvimento de lesões decorrentes da fenda triangular posterior fisiológica(20).

A quantidade de sintomas referida pelos operadores é inferior aos números apontados em outros estudos, assim como o número de avaliações vocais alteradas(7,9). Com a diversificação dos tipos de operações de telesserviços, com diferentes necessidades, ambientes de trabalho e fatores de risco para a saúde ocupacional, os resultados para esse tipo de investigação podem ser bastante variáveis. Os resultados obtidos neste estudo refletem o perfil de operadores de telesserviços de centrais próprias e com plano de carreira e isso merece ser considerado.

Operadores com alterações vocais apresentam maior número de sintomas do que operadores sem alteração. Ainda assim, a média de sintomas apresentada por ambos os gêneros foi baixa quando comparada à média da população geral, o que pode sugerir que para que o profissional consiga permanecer por mais tempo na função/posição ele necessita de um aparelho fonador mais resistente e de uma produção vocal equilibrada.

Pessoas com mais tempo na função não apresentaram maior número de sintomas ou de alterações vocais do que operadores com menos tempo, sendo estes resultados considerados diferentes quando comparados a estudo que comparou aos resultados de avaliações vocais admissionais e periódicas de operadores de telesserviços(7). As autoras, no entanto, investigaram toda a população de operadores de telesserviços atendida em uma empresa de saúde ocupacional com perfis bastante diversificados.

Ainda considerando o fato de operadores mais velhos e com mais tempo de função não apresentarem aumento de sintomas relacionados ao uso da voz, é importante mencionar que este pode ser considerado um fator muito importante para que eles mantenham seus empregos por um longo período de tempo. Isso permite discutirmos a característica do trabalho de teleatendimento, que por muito tempo foi considerado como um emprego temporário e atualmente parece estar fornecendo oportunidades de crescimento profissional.

Quanto à avaliação perceptivo-auditiva, operadores com qualidade vocal não-neutra apresentaram vozes com loudness aumentada, ressonância laringo-faríngea e pitch grave. Estas características perceptivo-auditivas podem fornecer dados importantes sobre os possíveis candidatos a desenvolverem problemas de voz e devem ser consideradas durante a avaliação fonoaudiológica, mesmo que ainda não haja uma alteração na qualidade vocal propriamente dita.

Os dados perceptivo-auditivos reiteram a importância de pesquisas que identifiquem características que possam ser precursoras de problemas vocais futuros, como o estudo que detectou que há aumento na frequência fundamental da voz do operador ao longo do dia de trabalho, fator que pode sugerir aumento de tensão laríngea, fator de risco para o desenvolvimento de uma disfonia(21). A relação positiva entre as variáveis estudadas (ressonância e pitch X qualidade vocal e loudness X grau de alteração vocal) permitem inferir que alterações isoladas desses parâmetros poderiam ser precursoras de problema de voz e, nesse sentido, sua identificação precoce poderia ser crucial para a manutenção da saúde vocal dos trabalhadores.

 

CONCLUSÃO

Operadores de telesserviços de instituições bancárias com centrais de atendimento próprias apresentam baixo índice de sintomas e alterações vocais. Não há relação entre o avanço da idade e o aumento do tempo na função com o aumento dos índices de sintomas e de alterações vocais. Operadores com qualidade vocal não-neutra (alterada) apresentam maior número de sintomas vocais. Alterações de pitch, loudness e ressonância têm relação com alterações de qualidade vocal.

Os resultados permitem a inferência de que os dados da avaliação perceptivo-auditiva podem ser importantes para a identificação de possíveis candidatos a desenvolverem problemas vocais ao longo da carreira profissional. Para a confirmação de tal hipótese, são necessárias novas pesquisas, com variáveis melhor controladas e, preferencialmente, com dados referentes ao diagnóstico das alterações vocais dos operadores. A pesquisa aponta resultados diferentes dos obtidos em outros estudos, fator que reforça a idéia de que o ambiente de trabalho pode ter papel crucial no desenvolvimento de sintomas e alterações vocais. Por isso, os operadores de telesserviços devem ser avaliados em suas diferenças e heterogeneidades, para que, assim, se possa ter um diagnóstico mais preciso sobre esse grupo de trabalhadores.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Ana Paula Dassie-Leite
Rd. PR-156, Km 07, Riozinho
Irati (PR), Brasil
CEP: 84500-000
E-mail: pauladassie@hotmail.com

Recebido em: 8/5/2009
Aceito em: 8/9/2009

 

 

Trabalho realizado no Centro de Estudos da Voz - CEV - São Paulo (SP), Brasil, como pré-requisito para conclusão do curso de Especialização em Voz.
Não existem conflitos de interesse por parte dos autores e da empresa envolvida no estudo.

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