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Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

Print version ISSN 1516-8034

Rev. soc. bras. fonoaudiol. vol.16 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-80342011000100015 

ARTIGO ORIGINAL

 

Influência do tratamento ortodôntico-cirúrgico nos sinais e sintomas de disfunção temporomandibular em indivíduos com deformidades dentofaciais

 

 

Marcela Maria Alves da SilvaI; Amanda Tragueta FerreiraII; Renata Resina MigliorucciII; Hugo Nari FilhoIII; Giédre Berretin-FelixIV

IPrograma de Doutorado em Ciências Odontológicas Aplicadas da Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo - USP - Bauru (SP), Brasil
IIPrograma de Pós-Graduação (Mestrado) em Fonoaudiologia do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo - USP - Bauru (SP), Brasil
IIIUniversidade do Sagrado Coração - USC - Bauru (SP), Brasil
IVDepartamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo - USP - Bauru (SP), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Verificar se o tratamento ortodôntico-cirúrgico acarreta modificações nos sinais e sintomas de disfunção temporomandibular em indivíduos com deformidades dentofaciais.
MÉTODOS: Participaram do estudo 20 pacientes de ambos os gêneros (idades entre 15 e 44 anos), com diferentes características dento-oclusais e faciais, submetidos a osteotomias mandibulares e/ou maxilares. Todos os pacientes apresentavam pelo menos um sinal ou sintoma de disfunção temporomandibular, verificado por meio de entrevista e de avaliação clínica realizada pré e após 30 a 60 dias da cirurgia ortognática. Nesta última buscou-se dor à palpação dos músculos mastigatórios, cervicais e da articulação temporomandibular; foi realizada ausculta das articulações temporomandibulares e mediu-se movimentos mandibulares.
RESULTADOS: Quanto aos sintomas investigados na entrevista, os resultados demonstraram que após a cirurgia ortognática houve redução de todos os sintomas. No que diz respeito aos movimentos mandibulares, observou-se significante diminuição da abertura da boca no pós-operatório e pouca variação nas medidas de lateralidade mandibular. Em relação à presença de dor à palpação, notou-se diminuição da dor para os músculos cervicais.
CONCLUSÃO: O tratamento ortodôntico-cirúrgico acarretou, em curto prazo, diminuição dos sintomas investigados e dos sinais clínicos de dor à palpação na musculatura cervical e redução da abertura da boca em pacientes com deformidades dentofaciais. Registro de ensaio clínico: 083578.

Descritores: Desenvolvimento maxilofacial; Cirurgia bucal; Articulação temporomandibular/patologia; Má oclusão; Anormalidades dentárias


 

 

INTRODUÇÃO

A articulação temporomandibular (ATM) é responsável pelos movimentos mandibulares, acionados pelos músculos mastigatórios(1), e é considerada a mais complexa das articulações do corpo humano(2).

A ocorrência de situações desfavoráveis que afetam a ATM é frequente, pois essa articulação precisa acomodar adaptações oclusais, musculares e cervicais(3). Assim, condições de desequilíbrio podem resultar em quadros de disfunção, que corresponde ao termo genérico, disfunção temporomandibular (DTM), relacionado a um conjunto clínico de sinais e sintomas envolvendo os músculos mastigatórios, a própria articulação e estruturas associadas(4).

A etiologia das DTMs é multifatorial, compreendendo alterações oclusais, hábitos parafuncionais (como bruxismo e apertamento dentário), estresse, ansiedade, ou anormalidades no disco intra-articular. Tais fatores podem estar relacionados à ocorrência de inflamações articulares, danos e dores musculares ou espasmos(5).

Recentemente, muitas das teorias sobre o desenvolvimento das DTMs têm sido questionadas(5). Autores afirmam que a oclusão dentária anormal tende a ocorrer igualmente em pessoas com e sem sintomas de DTM(6,7); outros assumem que a oclusão normal não melhora, necessariamente, os sinais e sintomas desta disfunção(8,9).

Nesse sentido, alguns estudos têm verificado o impacto do tratamento ortodôntico-cirúrgico das deformidades dentofaciais na modificação dos sinais e sintomas de DTM(10-12).

Assim, é importante salientar que há contradições na literatura sobre a associação entre DTM e condições dento-oclusais. Daí resultam dificuldades de profissionais, no entendimento de propostas de reabilitação desta disfunção. Com isto, o objetivo deste estudo foi verificar se o tratamento ortodôntico-cirúrgico acarreta modificações nos sinais e sintomas relacionados ao quadro de DTM em indivíduos com deformidades dentofaciais.

 

MÉTODOS

A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade do Sagrado Coração, sob número 108/2005.

Foram incluídos no estudo 20 pacientes adultos jovens (com idades variando entre 15 e 44 anos, média de 25,5 anos); 17 eram do gênero feminino e três do masculino, com diferentes características dento-oclusais (relação molar classe II de Angle para 11 pacientes e classe III para nove) e faciais (tipo facial médio para 11 pacientes e dolicofacial para nove), submetidos à osteotomias mandibulares e/ou maxilares que possibilitaram os procedimentos de avanço ou recuo da mandíbula.

Todos os pacientes selecionados apresentavam pelo menos um sinal ou sintoma de DTM, verificado por meio de entrevista e avaliação clínica específica realizada colaborativamente pela equipe interdisciplinar, constituída por dentista, fisioterapeuta e fonoaudióloga especialista em motricidade orofacial, anteriormente à cirurgia ortognática. Os mesmos aspectos foram avaliados 30 a 60 dias após o procedimento cirúrgico.

Na entrevista foram investigados os seguintes sintomas: presença de cefaléia; dor na musculatura facial e/ou na ATM; presença de dor ao mastigar; aspectos auditivos e vestibulares (presença de otalgia, vertigem, tontura, zumbido, plenitude auricular e hipoacusia).

Na avaliação do sistema estomatognático foram mensurados os movimentos da abertura da boca e de lateralidade da mandíbula; realizou-se ausculta das articulações temporo-mandibulares durante abertura, fechamento, lateralidade e protrusão da mandíbula e registrou-se a presença de ruído articular reproduzível (estalidos ou crepitação), quando este foi encontrado em um ou mais dos movimentos mandibulares avaliados; investigou-se presença de dor à palpação dos músculos masseter superficial, masseter profundo, pterigóideo lateral, pterigóideo medial, temporal anterior, temporal médio, temporal posterior, ATM superior, ATM lateral e ATM posterior.

Os dados foram tabulados em banco de dados e submetidos à análise estatística por meio do teste de McNemar para os dados qualitativos e o Teste t de Student para os quantitativos. O nível de 5% de significância (p<0,05) foi adotado.

 

RESULTADOS

Os sintomas investigados por meio de entrevista podem ser visualizados na Tabela 1. Constata-se aí que após a cirurgia ortognática houve redução de todos os sintomas. No pré-operatório, 12 pacientes apresentaram queixa de cefaléia, não relatadas no pós-operatório (p=0,007). Quanto à dor na musculatura facial, cinco pacientes apresentaram queixa apenas no pré-operatório (p=0,00006). O mesmo aconteceu para três pacientes quanto à dor na ATM (p=0,00001). No que diz respeito à dor ao mastigar (p=0,007), sete pacientes queixaram-se no pré-operatório e dois desenvolveram dor no pós-operatório.

Quanto aos sintomas auditivos e vestibulares, cinco pacientes apresentaram queixa de plenitude auricular no pré-operatório e um paciente relatou otalgia no pós-operatório.

No que diz respeito aos movimentos mandibulares, observou-se diminuição da abertura da boca (p=0,00004) no pós-operatório quando comparado ao pré-operatório e pouca variação nas medidas de lateralidade mandibular (Tabela 2).

Quando comparado apenas o dado da presença de dor à palpação dos músculos mastigatórios, cervicais e ATM, antes e depois da cirurgia ortognática, notou-se diminuição para os músculos trapézio (p=0,00006) e esternocleidomastóideo (p=0,0005) (Figura 1).

 

 

Com relação aos ruídos articulares investigados no pré-operatório observou-se presença de ruídos articulares em oito pacientes (40%), enquanto no pós-operatório sete pacientes (35%) apresentaram tais sinais clínicos, resultado que não configurou diferença.

 

DISCUSSÃO

A verificação de quadros de DTM em indivíduos com alterações dento-oclusais justifica-se pela alta incidência de problemas funcionais e anatômicos das articulações temporomandibulares nestes casos(13); porém estudos que relacionam estas condições são contraditórios. Nesse sentido, o presente trabalho buscou investigar a ocorrência de sinais e sintomas de DTM em pacientes submetidos à correção dento-oclusal por meio de tratamento ortodôntico-cirúrgico.

A maior porcentagem dos pacientes investigados (85%) era do gênero feminino corroborando pesquisas que demonstram maior prevalência de DTM em mulheres(14,15). Estudos que relacionam a influência hormonal no aparecimento dos sinais e/ou sintomas de DTM têm encontrado associação entre esses aspectos(16,17).

No presente trabalho, foi observada presença considerável de sinais ou sintomas de DTM no pré-operatório, condição justificada pela redução da capacidade adaptativa do sistema estomatognático decorrente da alteração da oclusão dentária e da discrepância maxilomandibular(5,18).

Para os pacientes desse estudo, após o tratamento ortodôntico-cirúrgico houve redução significante na ocorrência dos sintomas de DTM, concordando com estudos da literatura(11,12). Entretanto, autores encontraram aparecimento de sintomas de DTM após o tratamento ortodôntico-cirúrgico(10,19) . Tal discordância pode estar relacionada ao tipo de procedimento cirúrgico realizado, uma vez que o primeiro investigou casos submetidos à osteotomia maxilar e o segundo autor avaliou casos de cirurgia de avanço mandibular. Neste estudo, os pacientes foram submetidos a diferentes tipos de intervenção mandibular com ou sem intervenção na maxila.

Com relação aos sintomas auditivos e vestibulares, no presente trabalho houve queixa de plenitude auricular em cinco pacientes no pré-operatório, concordando com um estudo que demonstrou relevante ocorrência deste sintoma em indivíduos com DTM(20). Houve também queixa de otalgia em um paciente no pós-operatório, o que pode estar relacionado à existência de dor à palpação do côndilo da mandíbula nos sujeitos com tal disfunção(21). É frequente encontrar na literatura estudos que associam otalgia, zumbido, hipoacusia, sensação de plenitude auricular e vertigem à presença da DTM(22-24).

Nesse trabalho encontramos redução importante da abertura de boca no pós-cirúrgico. De acordo com a literatura, após a cirurgia, os movimentos mandibulares tendem a apresentar-se reduzidos, assumindo valores normais no período de três a 14 meses pós-operatório(25,26). Há ainda um estudo no qual foram apresentados casos em que o quadro de prejuízo na motricidade orofacial melhorou três meses após a cirurgia ortognática, com aumento significante da protrusão e lateralização mandibular(27). Desse modo, a avaliação de curto prazo realizada nessa pesquisa (entre 30 e 60 dias após a intervenção cirúrgica), pode justificar as diferenças em relação aos estudos publicados previamente.

Com a cirurgia ortognática, verificou-se também redução da ocorrência de dor à palpação dos músculos cervicais. Não foram encontrados na literatura trabalhos que abordassem especificamente este aspecto, porém a má-oclusão dentária pode modificar compensatoriamente a postura cervical. Isto justificaria a redução de dor à palpação dos músculos cervicais após a correção ortodôntico-cirúrgica.

Nos pacientes avaliados neste estudo, observou-se que, apesar da correção estrutural resultante do tratamento ortodôntico cirúrgico, a reorganização do sistema estomatognático não ocorreu naturalmente; foi necessária intervenção fonoaudiológica para adequar as funções orofaciais. Nesse sentido, destaca-se a mastigação, cujo padrão geralmente é influenciado por quadros de disfunção temporomandibular, como também pela presença de alteração da mobilidade mandibular(18-28).

Outro aspecto não abordado nesse trabalho, mas que deve ser considerado é a alteração das sensibilidades térmica e tátil decorrente do procedimento de osteotomia mandibular, que pode ser transitória, mas acarreta prejuízos funcionais e sociais devido à sialorréia, acúmulo de saliva e alimento na comissura labial bem como dificuldade de movimentação dos lábios(29).

Assim, a melhora dos sinais ou sintomas de DTM após o tratamento ortodôntico-cirúrgico se deve ao equilíbrio morfofuncional estabelecido pelo tratamento bem como ao acompanhamento do paciente por uma equipe interdisciplinar. O trabalho em equipe, nestes casos, é de extrema importância visto que a etiologia da disfunção em questão é multifatorial e requer um gerenciamento de todos os fatores causais para um melhor prognóstico.

 

CONCLUSÃO

O tratamento ortodôntico-cirúrgico acarretou, em curto prazo, diminuição dos sintomas: cefaléia, dor na musculatura facial, dor na ATM, dor ao mastigar e dos sinais clínicos de dor à palpação na musculatura cervical; resultou, ainda, em redução da abertura da boca, em pacientes com deformidades dentofaciais.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Giédre Berretin-Felix
Al. Dr. Octavio Pinheiro Brisolla, 9-75
Bauru (SP), Brasil
CEP: 17012-901
E-mail: gfelix@usp.br

Recebido em: 5/11/2009
Aceito em: 4/5/2010

 

 

Trabalho realizado no Curso de Aperfeiçoamento em Fonoaudiologia e Cirurgia Ortognática, Universidade do Sagrado Coração - USC - Bauru (SP), Brasil.