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Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

versão On-line ISSN 1982-0232

Rev. soc. bras. fonoaudiol. vol.16 no.2 São Paulo abr./jun. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-80342011000200003 

ARTIGO ORIGINAL

 

Caracterização do perfil diagnóstico e fluxo de um ambulatório de Fonoaudiologia hospitalar na área de Linguagem infantil

 

Characterization of the diagnostic profile and flow of a Speech-Language Pathology service in child language within a public hospital

 

 

Patrícia Pupin MandráI; Marília Vieira DinizII

IDepartamento de Otorrinolaringologia, Oftalmologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - USP - Ribeirão Preto (SP), Brasil
IICurso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - USP - Ribeirão Preto (SP), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Caracterizar o perfil diagnóstico e o fluxo de usuários de um serviço de Fonoaudiologia de um hospital escola público.
MÉTODOS: A coleta foi realizada em documentos, arquivos de prontuário, selecionados por código no período entre outubro de 2007 e março de 2009. Após o registro, os resultados foram descritos estatisticamente.
RESULTADOS: Houve predomínio do gênero masculino (67,8%); em 58,95% a faixa etária estava entre 0 e 7 anos; 88,48% da população era procedente de municípios da região norte do estado de São Paulo; 43,2% vinham do serviço neurologia do hospital e 33,6% frequentavam escola. Quanto ao diagnóstico 27,5% eram de atraso de linguagem, 20,06% de distúrbios de linguagem e 15,51% de distúrbios da aprendizagem, com prevalências de 0,31, 0,17 e 0,23 casos em 273, respectivamente. As comorbidades foram: retardo do desenvolvimento neuropsicomotor (14,28%) e prematuridade (8,69%). Os encaminhamentos eram para Audiologia (24,77%) e Odontologia (20,18%) e 51,64% dos usuários estavam em lista de espera para terapia no local.
CONCLUSÃO: Prevaleceu o diagnóstico de atraso de linguagem em crianças do gênero masculino, com idade entre 0 e 6 anos e 11 meses. Foi identificado um fluxo externo proveniente de município da região e interno (ambulatorial). Parte da demanda foi absorvida pelo serviço, parte aguardava por reabilitação e uma parcela foi contra-referenciada às unidades de origem.

Descritores: Sistema Único de Saúde; Serviços de saúde; Ambulatório hospitalar; Pacientes ambulatoriais; Epidemiologia; Linguagem infantil


ABSTRACT

PURPOSE: To characterize the diagnostic profile and the users flow of a Speech-Language Pathology service within a public teaching hospital.
METHODS: Data were collected from documents and medical records selected by code between October 2007 and March 2009. Data were subjected to descriptive statistics.
RESULTS: There was a predominance of male individuals (67.80%); 58.95% of the patients/participants were children within the age range from 0 to 7 years; 88.48% came from cities in the northern region of the state of São Paulo; 43.2% were referred by the hospital's neurology service, and 33.6% were attending school. The diagnosis was language delay in 27.5% of cases, language disorder in 20.06%, and learning disorders in 15.51%, with prevalence rates of 0.31, 0.17 and 0.23 in 273 cases, respectively. The co-morbidities were delayed motor development (14.28%) and prematurity (8.69%). The referrals were for Audiology (24.77%) and Dentistry (20.18%), and 51.64% of the users were on the waiting list for treatment on site.
CONCLUSION: It was prevalent the diagnosis of language delay in male children with ages between 0 and 6 years and 11 months. It was identified an external flow coming from nearby cities and an internal flow (outpatient). Part of the demand was absorbed by the institution's Speech-Language Pathology Service, and part was in the waiting list or was counter-referred to their units of origin for follow-up.

Keywords: Universal Health Care System; Health care services; Outpatient clinics, hospital; Outpatients; Epidemiology; Child language


 

 

INTRODUÇÂO

O Sistema Único de Saúde (SUS) é constituído pelo conjunto das ações e dos serviços de saúde sob gestão pública, organizado em redes regionalizadas e hierarquizadas distribuídas em todo o território nacional. O sistema é dividido em níveis de atenção (primário, secundário e terciário) e complexidade (baixa, média e alta). No nível terciário, dos hospitais especializados, são realizados procedimentos de média e alta complexidade incluindo medidas de reabilitação(1).

Para consolidar a inserção do fonoaudiólogo nos diversos níveis de atenção e complexidade são necessárias estimativas epidemiológicas relacionadas à incidência, prevalência, comorbidade, entre outros, e a criação de indicadores de saúde fonoaudiológica(2). Esses dados são relevantes para a sistematização de critérios de regulação e organização para os diversos setores da saúde(2-10).

Na literatura nacional pesquisas na área de Fonoaudiologia descreveram algumas características epidemiológicas encontradas na população atendida em clínicas conveniadas ao SUS(3), clínicas escola de universidades(2-12), na atenção básica(2-12), em Núcleo de Atenção Psicopedagógica Infanto-juvenil(13) e em grupos específicos: de escolares(14), de prematuros e baixo peso(15-17), vítimas de violência familiar(18), com anemia(19) e com antecedentes de desnutrição(20). Não foram encontrados dados relacionados especificamente ao nível terciário. Os estudos foram realizados em diferentes regiões geográficas, tais como, Maceió (AL)(2), Recife (PE)(3), Piracicaba (SP)(11), São Paulo (SP)(12-15), Ribeirão das Neves (MG)(13), Porto Alegre (RS)(14), Rio de Janeiro (RJ)(18), Belo Horizonte (MG)(19) e Arapiraca (AL)(20).

A análise documental retrospectiva foi o método utilizado para obter os dados referentes à demanda atendida pelos serviços de Fonoaudiologia relacionados ao gênero, faixa etária, procedência, alterações de linguagem(2,3-13) e conduta de encaminhamento(2,3). Estudos também levantaram as queixas mais frequentes(3,13) e o tempo de espera para atendimento(2). Os resultados indicaram a maior ocorrência de alterações de linguagem em meninos(2,3-13), com faixa etária variando entre 0 e 11 anos(3), 4 a 9 anos(11), 5 a 10 anos(13), 6 a 12 anos(12) e média de 15,3 anos(2), maior frequência de diagnóstico de transtornos de fala(2,12) e de queixa de alteração na fala(13). Em uma clínica escola do setor primário verificou-se que o tempo de espera para o atendimento era de 7,04 meses em média(2) e durante o processo de diagnóstico de linguagem os usuários foram encaminhados para a Audiologia (32%) e Otorrinolaringologia (22,1%). Em um serviço de reabilitação conveniado ao SUS, constatou-se que 25,01% dos casos avaliados vieram de Pediatras e 16,31% de Otorrinolaringologista(3).

Pesquisas identificaram comorbidade entre as alterações de linguagem oral e escrita e a presença de otites médias(21-23), prematuridade e/ou de baixo peso(15-17), retardo do desenvolvimento neuropsicomotor (RDNPM)(24) e a epilepsia(25). Autores sugerem que a ocorrência dessas alterações coloca o desenvolvimento dos aspectos formais da linguagem em risco(15-17,24,25).

Não foram encontrados levantamentos relacionados especificamente a serviços de Fonoaudiologia hospitalar na área de linguagem infantil. Assim, o objetivo do estudo foi caracterizar o perfil diagnóstico e o fluxo dos usuários atendidos no serviço de Fonoaudiologia de um hospital público.

 

MÉTODOS

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) no dia 14 de outubro de 2008, sob protocolo nº10033/2008. A amostra analisada foi constituída de documentos institucionais conservados em arquivos de prontuários de usuários atendidos pela Fonoaudiologia do Hospital das Clínicas, na área de Linguagem Infantil, no período de outubro de 2007 a março de 2009, pois em 2007 ocorreu a informatização dos documentos (prontuários). A seleção dos documentos foi feita com a pesquisa dos códigos de cadastro no sistema institucional, 711 (linguagem infantil neurológico) e 718 (linguagem infantil/outros serviços). Os prontuários de usuários desligados do serviço antes da conclusão do diagnóstico e dos que não continham anotações quanto a algum dos itens pesquisados foram excluídos da amostra.

Os prontuários foram analisados em uma sala específica do hospital e os dados registrados em protocolo elaborado para esse fim. As variáveis selecionadas para análise foram: gênero, idade, escolaridade, diagnóstico, incidência, prevalência, conduta, comorbidade e fluxo da demanda. Os índices de prevalência e incidência, para o período estudado, foram calculados utilizando as seguintes fórmulas: prevalência=número total de casos/população avaliada, e incidência=número total de casos novos/unidade de intervalo de tempo(6).A análise foi descritiva, por meio de distribuição de frequências absolutas e relativas.

 

RESULTADOS

Foram selecionados e revisados 479 prontuários cadastrados pelos códigos 711 e 718 no período de 17 meses, porém 43% (n=206) da amostra foi excluída, dentre esses 61,1% (167) por não conter anotação quanto a escolaridade. Consequentemente, a amostra analisada foi de 273 prontuários.

Constatou-se prevalência de 0,68 para o gênero masculino e de 0,32 para o feminino, com faixa etária distribuída entre 0 e 14 anos e 4 meses, com 83,82% com idades entre 3 anos e 14 anos e 11 meses. A Tabela 1 representa os dados referentes ao gênero, faixa etária e escolaridade da população estudada.

 

 

A incidência de alterações de linguagem foi de 28,17 casos ao mês. Verificou-se o predomínio do diagnóstico de atraso de linguagem, seguido do distúrbio da linguagem e distúrbio de aprendizagem (Figura 1), com prevalências de 0,31, 0,17 e 0,22 casos respectivamente. O diagnóstico fonoaudiológico estava associado a outra doença, em 76,9% (n=209) (Tabela 2).

 

 

 

 

Após os procedimentos de avaliação e diagnóstico, a intervenção fonoaudiológica foi indicada para 94,84% dos casos, e os usuários encaminhados para instituições conforme dados registrados na Figura 2. Destaca-se que 51,64% aguardavam por reabilitação no serviço. Durante o período estudado 38,51% dos usuários foram encaminhados internamente para outras áreas de especialidade da Fonoaudiologia, Audiologia (28,43%), Motricidade Orofacial (8,25%) e Voz (1,83%), e para áreas da saúde como Odontologia (20,18%), Otorrinolaringologista (7,33) e Psicologia (6,42%). E, 32,09% foram encaminhamentos para profissionais de outras unidades de saúde.

 

 

Quanto ao fluxo (Figura 3) observou-se que os usuários chegaram ao serviço a partir de encaminhamentos de diversos ambulatórios (especialidades da saúde) do próprio hospital, com o predomínio de encaminhamentos realizados pela Neurologia (43,2%), seguido da Otorrinolaringologia (26,39%) e Pediatria (9,15%). Os usuários atendidos eram provenientes de diversas cidades do estado de São Paulo, pertencentes a diferentes Departamentos Regionais de Saúde (DRS), como: DRS III (Região de Araraquara) com 1,82% dos pacientes, DRS V (Região de Barretos) com 1,44% dos pacientes, DRS VIII (Região de Franca) com 5,81% dos pacientes, DRS X (Região de Piracicaba) com 0,73% dos pacientes, DRS XIII (Região de Ribeirão Preto) com 88,48% dos pacientes, DRS XIV(Região de São João da Boa Vista) com 1,09% e DRS XVII (Região de Taubaté) com 0,36% dos pacientes. Dos 88,48% usuários pertencentes a DRS XIII, composta por 26 municípios, 50,9% eram procedentes do município de Ribeirão Preto (Figura 4).

 

 

 

 

DISCUSSÃO

O predomínio de meninos com distúrbios da comunicação infantil foi encontrado em diversos estudos com percentual variando entre 54% a 66%(2,3,13), o que vem ao encontro do perfil dos usuários do serviço, pois 67,8% eram meninos. As justificativas encontradas estão vinculadas a fatores biológicos (genéticos) e sociais(3,12-15,23,24).

O diagnóstico ocorreu entre o nascimento e 6 anos e 11 meses em 76,53% dos usuários. Dados semelhantes já foram descritos(2,3), porém outros autores identificaram a ocorrência do diagnóstico na faixa etária entre 5 e 10 anos (60%)(13) e 6 e 12 anos (72%)(12). A variação da idade em que aconteceu o diagnóstico poderia ser justificada por diversos fatores, tais como, a origem do transtorno de linguagem (desenvolvimental ou adquirido), tempo entre a percepção do problema e a procura pelo atendimento, tempo de espera para receber atendimento no serviço público e pela setorialização dos níveis de atenção a saúde. Não se pode esquecer que os transtornos de linguagem devem ser identificados precocemente, principalmente em grupos em risco para ao desenvolvimento(15-20) para que haja possibilidade de intervenção fonoaudiológica.

Resultados de pesquisas(14,21) já indicaram maior percentual de casos de atraso de linguagem como neste estudo. Na amostra pesquisada constatou-se uma comorbidade de 76,9% e as associações de maior ocorrência foram com doenças neurológicas, retardo do desenvolvimento neuropsicomotor (RDNPM) e prematuridade, o que vem ao encontro do maior número de encaminhamentos realizados pelo Ambulatório de Neurologia (43,2%). O hospital em questão é referência para o acompanhamento de gestações de médio e alto risco, bem como para os partos. Em gestações de risco, mesmo quando acompanhadas, há grande chance dos bebês nascerem prematuros, e/ou com baixo peso, e/ou problemas graves de saúde(15-17,24) condições consideradas de risco para o desenvolvimento global e de linguagem.

Já a comorbidade com as otites, encontrada entre os usuários, poderia ocasionar perdas auditivas de grau leve a moderado, o que poderia originar uma estimulação sonora inconsistente do sistema nervoso auditivo central, dificultando a percepção dos sons da fala, e assim poderiam cursar com as alterações de linguagem e/ou fala(22,23).

O alto número de pacientes na lista interna de espera (51,67%) poderia estar relacionado a dois cenários. O primeiro interno, pois, apesar de contar com 14 fonoaudiólogos(10), distribuídos em diversas especialidades, durante o período estudado, dois eram especialistas em Linguagem Infantil e, portanto, não havia recursos humanos suficientes para atender a toda a demanda diagnosticada. E o segundo, externo, associado à quantidade insuficiente de fonoaudiólogos nas unidades/cidades de origem e à organização do fluxo de demanda nos níveis de atenção, situação já identificada em estudo anterior(10) realizado nos municípios da DRSXIII com sede em Ribeirão Preto, SP. Na literatura encontramos menção ao elevado tempo de espera em lista para atendimento público do primeiro setor(2).

Quanto ao fluxo, podemos considerar que a falta de critérios previamente estabelecidos, com base em níveis de complexidade, faz com que o serviço esteja aberto a atender casos que poderiam ser resolvidos na atenção básica, conforme princípios do SUS(2-5,10). Portanto, a criação de modelos de regulação para os serviços de Fonoaudiologia de acordo com o nível de complexidade(10) é condição importante para o acesso da população e para o aumento da resolutividade(1-3) e, consequentemente, a diminuição do tempo de espera pelo atendimento.

 

CONCLUSÃO

O perfil dos usuários do serviço terciário de Fonoaudiologia em questão foi de meninos, com idade 0 e 7 anos, frequentando escola, encaminhados pelo serviço de Neurologia, com maior ocorrência de atraso de linguagem e comorbidade em 76,9% dos usuários. O fluxo era proveniente dos municípios da DRS XIII, conforme princípios da regionalização dos serviços.

 

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Endereço para correspondência:
Patrícia Pupin Mandrá.
R. Walter Barreto Costa, 337
Brodowski (SP), Brasil
CEP: 14340-000.
E-mail:ppmandra@fmrp.usp.br

Recebido em: 4/12/2009
Aceito em: 9/9/2010

 

 

Trabalho de Conclusão de Curso realizado no Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - USP - Ribeirão Preto (SP), Brasil.

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