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Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

On-line version ISSN 1982-0232

Rev. soc. bras. fonoaudiol. vol.16 no.2 São Paulo Apr./June 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-80342011000200007 

ARTIGO ORIGINAL

 

Desvantagem vocal no canto: análise do protocolo Índice de Desvantagem para o Canto Moderno - IDCM

 

 

Felipe Moreti; Clara Rocha; Maria Cristina de Menezes Borrego; Mara Behlau

Centro de Estudos da Voz - CEV - São Paulo (SP), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Verificar a sensibilidade do protocolo italiano Modern Singing Handicap Index - MSHI, traduzido e culturalmente adaptado para o Português Brasileiro como Índice de Desvantagem para o Canto Moderno - IDCM, comparando os escores de coralistas amadores com e sem queixas vocais e de indivíduos não-cantores, de acordo com gênero, classificação vocal e atividades de canto.
MÉTODOS: Duzentos e vinte e seis indivíduos adultos, com idades entre 16 e 66 anos, foram distribuídos em três grupos: 58 cantores com queixas vocais - CCQ; 112 cantores sem queixas vocais - CSQ e 56 indivíduos não cantores e sem queixas vocais - GNC. Os cantores foram selecionados em cinco coros universitários de música popular brasileira, a capella, regidos pelo mesmo maestro. Os indivíduos não cantores foram recrutados nas mesmas instituições dos cantores, com características demográficas semelhantes. Os indivíduos preencheram individualmente o IDCM, questionário com 30 itens divididos em três subescalas: incapacidade (domínio funcional), desvantagem (domínio emocional) e defeito (domínio orgânico). Os cantores também realizaram uma auto-avaliação de suas atividades de canto.
RESULTADOS: A média dos escores do IDCM do CCQ (26,91) foi maior que a do o CSQ (16,61), e ambas maiores que a do GNC (7,79). Para os três grupos, a subescala defeito apresentou as maiores médias de escores, seguida por incapacidade e desvantagem. Não houve diferenças dos escores em relação ao gênero, classificação vocal e atividades de canto.
CONCLUSÃO: O protocolo mostrou-se sensível para cantores modernos com problemas de voz. Coralistas com queixas vocais apresentaram maior desvantagem auto-relatada em relação aos sem queixas e não cantores. Aspectos de natureza orgânica destacaram-se com maiores desvios.

Descritores: Voz; Qualidade de vida; Estudos de avaliação; Protocolos; Música; Saúde ocupacional; Questionários


 

 

INTRODUÇÃO

A Organização Mundial da Saúde define saúde como um estado completo de bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente como ausência de doença(1). Recentemente, este conceito foi ampliado, incluindo aspectos da qualidade de vida, atualmente definida como a percepção do indivíduo sobre sua posição na vida, em seu contexto cultural e de valores, com relação a seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações(1-4). Na avaliação da qualidade de vida, é imprescindível que a percepção do sujeito seja o foco do instrumento de análise. Desta forma, as principais ferramentas para a verificação de consequências variadas de um problema de saúde são questionários para quantificar a avaliação do indivíduo sobre o impacto de uma alteração em suas relações sociais, profissionais e financeiras(1).

A disfonia representa uma dificuldade ou desvio na produção vocal que, na maioria das vezes, não oferece risco iminente de morte ao indivíduo, sendo seu tratamento geralmente eletivo(5). Por ser um fenômeno multidimensional, a avaliação vocal deve incluir história pregressa da queixa, exame otorrinolaringológico e avaliação fonoaudiológica auditiva e acústica. Porém, a realização destas avaliações não garante a quantificação do problema de voz de acordo com a percepção do indivíduo(6-9).

Pesquisas em quadros vocais severos, como a disfonia espasmódica, reforçam a importância da auto-avaliação durante a avaliação vocal(10), pois nem sempre há relação direta entre a presença de um distúrbio vocal e uma redução na qualidade de vida.

Em casos de uso profissional da voz, a relação entre a presença de um distúrbio vocal e o comprometimento na qualidade de vida parece ser ainda mais complexa, pois em alguns casos como, por exemplo, professores, um desvio vocal pode não limitar sua atividade profissional; enquanto que em outros casos, como os cantores, por pertencerem à elite vocal, um pequeno desvio vocal pode causar grande impacto nos aspectos pessoais (físico, mental, social, emocional e comunicativo), profissionais e financeiros(11-13). Os problemas podem ocorrer na voz falada ou serem específicos da voz cantada. Embora todos os problemas na voz do cantor possam ser considerados graves, devido à grande demanda vocal, a percepção deste profissional em relação a sua desvantagem vocal é altamente variável, quer seja pela ampla diversidade do uso da voz em diferentes estilos de canto e horas semanais ou pelo fato de estarem mais atentos às alterações de voz, por usarem a voz como instrumento de trabalho, buscando tratamento adequado muitas vezes no início dos sintomas(14).

Na área de voz, o VHI (Voice Handicap Index)(15) é um dos mais conhecidos e utilizados protocolos de auto-avaliação do impacto de um problema de voz, desenvolvido nos Estados Unidos(16) e validado em quase 20 países(17), inclusive no Brasil, chamado de Índice de Desvantagem Vocal - IDV(18). Usualmente é aplicado em indivíduos adultos com queixas vocais(19) e avalia três diferentes aspectos: incapacidade, desvantagem e defeito vocal.

O termo defeito é definido como qualquer perda ou anormalidade psicológica, fisiológica, anatômica, estrutural, temporária ou permanente. Incapacidade significa qualquer restrição ou diminuição da habilidade de exercer uma atividade habitualmente esperada para o indivíduo. Já a desvantagem é resultante do defeito ou da incapacidade, caracterizada pela limitação ou impedimento no cumprimento de um papel esperado para o indivíduo, ocasionando consequências sociais, culturais, de desenvolvimento e econômicas(20,21).

Apesar da indiscutível validade e confiabilidade do IDV, sua sensibilidade para avaliar cantores é pobre, uma vez que os fatores associados à percepção do indivíduo sobre sua desvantagem na voz cantada não são abordados neste protocolo(22), que não contempla a consequência da disfonia na vida de cantores(14,23,24).

Para atender a essa população, foram desenvolvidas adaptações do IDV para a voz cantada(24,25). O foniatra italiano Franco Fussi propôs duas versões, após análise de mais de 400 cantores: o Modern Singing Handicap Index - MSHI (Índice de Desvantagem para o Canto Moderno - IDCM) e o Classical Singing Handicap Index - CSHI (Índice de Desvantagem para o Canto Clássico - IDCC)(26).

O objetivo do presente estudo é verificar a sensibilidade do protocolo italiano Modern Singing Handicap Index - MSHI, traduzido e culturalmente adaptado para o Português Brasileiro como Índice de Desvantagem do Canto Moderno - IDCM, comparando os escores de coralistas amadores de canto moderno, com e sem queixas de voz, com os de indivíduos não-cantores, de acordo com gênero, classificação vocal e atividades de canto.

 

MÉTODOS

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro de Estudo da Voz (CEP-CEV/ISEC 1215/07). Todos os sujeitos envolvidos (ou seus responsáveis) assinaram do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, consentindo, desta forma, com a realização e divulgação desta pesquisa e de seus resultados conforme Resolução 196/96 (BRASIL. Resolução MS/CNS/CNEP nº 196/96 de 10 de outubro de 1996).

Participaram 226 voluntários entre 16 e 66 anos de idade, distribuídos em três grupos: 58 cantores com queixas vocais - CCQ, 112 cantores sem queixas vocais - CSQ e 56 indivíduos não cantores e sem queixas vocais, o grupo não cantor - GNC. Os cantores eram homens (32 tenores e 48 baixos) e mulheres (49 sopranos e 41 contraltos), pertencentes a cinco coros universitários de música popular brasileira, a capella, regidos pelo mesmo maestro. Eles deveriam, obrigatoriamente, pertencer ao coro há pelo menos seis meses, com média de cinco horas de ensaio por semana, em dois dias alternados. Todos realizam aquecimento vocal com tempo variando entre 20 e 30 minutos. Os indivíduos do GNC foram recrutados nas mesmas instituições dos cantores, com características demográficas semelhantes.

Todos os coralistas amadores preencheram um questionário de auto-avaliação, contendo dados de identificação, gênero, data de nascimento, nome do coro, classificação vocal, tempo de canto, tempo de canto em coros, tempo no coro atual, horas de aula de canto e/ou técnica vocal por semana e horas semanais de ensaio do coro, presença de problemas vocais (não, sim, às vezes), sendo que em caso positivo (sim e às vezes) o indivíduo foi orientado a escrever desde quando e se há presença de sintomas na garganta (ardor, coceira, dor, sensação de secura, queimação, sensação de aperto ou bola).

O protocolo MSHI foi traduzido e culturalmente adaptado para o Português Brasileiro como Índice de Desvantagem para o Canto Moderno - IDCM(27) (Anexo 1) e aplicado individualmente. O IDCM é composto por 30 itens, distribuídos em três subescalas: incapacidade, desvantagem e defeito, que correspondem respectivamente aos domínios funcional (exemplo: "Por causa do meu problema de voz sou forçado a limitar meu tempo de estudo/ensaio"), emocional (exemplo: "Fico preocupado quando me pedem para repetir um vocalize ou uma frase musical") e orgânico (exemplo: "Tenho problemas com o controle da respiração para o canto"). As respostas foram assinaladas em uma escala de Likert de cinco pontos de acordo com a frequência de ocorrência: 0: nunca, 1: quase nunca, 2: às vezes, 3: quase sempre e 4: sempre. O IDCM apresenta quatro escores: incapacidade (funcional), desvantagem (emocional) e defeito (orgânico), cada um com valor máximo de 40 pontos e o total, composto pela somatória dos anteriores, com um desvio máximo de 120 pontos. Quanto maior a pontuação, maior a desvantagem percebida pelo indivíduo.

Os dados foram tabulados e analisados da seguinte forma: comparação das médias dos escores do IDCM entre os gêneros dos três grupos; comparação das médias dos escores do IDCM entre os naipes dos grupos de cantores com e sem queixas vocais; comparação das médias dos escores das três subescalas e total do IDCM dos três grupos e levantamento dos dados do questionário de auto-avaliação.

Para a análise estatística, adotou-se o nível de significância de 5% (0,05). Foram utilizados os testes não paramétricos de Mann-Whitney, Kruskal-Wallis, Friedman e Wilcoxon. Na complementação da análise descritiva, utilizou-se a técnica de Intervalo de Confiança para Média.

 

RESULTADOS

Os resultados do IDCM indicaram que as médias dos escores das subescalas (incapacidade, desvantagem e defeito) e total foram semelhantes entre os gêneros (feminino e masculino) e entre os naipes (baixo, contralto, soprano e tenor) (Tabelas 1 e 2).

 

 

Comparando as médias dos escores dos grupos CCQ, CSQ e GNC nas três subescalas do IDCM, incapacidade, desvantagem e defeito, observou-se diferenças significativas em todas as comparações, sendo a subescala defeito a que apresentou as maiores médias de escores, seguida pelas subescalas incapacidade e desvantagem (Tabela 3).

 

 

Comparou-se as médias dos escores dos três grupos em todas as subescalas e no total. Verificou-se que existe diferença significativa entre os grupos para todas as comparações (Tabela 4), sendo que o grupo CCQ teve sempre os maiores resultados e o GNC os menores.

 

 

Para finalizar, comparou-se as médias dos escores dos grupos CCQ e CSQ nos itens do questionário de auto-avaliação. Verificou-se que não existem diferenças significativas entre os grupos em nenhuma das respostas do questionário (Tabela 5).

 

 

DISCUSSÃO

Existe informação limitada a respeito dos problemas que afetam a qualidade de vida do profissional da voz, ainda mais no caso de cantores amadores. O que se sabe atualmente é que os distúrbios vocais nestes profissionais resultam em mudanças, adaptações e/ou interrupções na rotina diária. Além disto, o estilo de vida, o ambiente social e o local onde se utiliza profissionalmente a voz podem contribuir para o surgimento ou manutenção dos distúrbios vocais(11,12,28). O impacto de uma disfonia em profissionais da voz geralmente é muito grave e pode comprometer definitivamente a carreira(11) ou limitar seus hobbies ou atividades de lazer.

Embora se saiba que os distúrbios vocais podem causar impactos importantes nas atividades diárias e na qualidade de vida das pessoas, existem poucos instrumentos que quantifiquem adequadamente o impacto destes distúrbios na vida dos indivíduos(14,28), e mais especificamente em profissionais da voz.

Os coralistas amadores homens e mulheres, de diferentes naipes, apresentam dificuldades semelhantes, o que confirma a não interferência desses aspectos do canto, por fatores que podem envolver cuidado na classificação vocal pelo regente, distribuição homogênea nos diversos naipes e semelhanças na exigência vocal(14,28).

Os valores do IDCM foram claramente maiores para os cantores, mostrando a relevância de se ter um protocolo sensível à população na qual é aplicado(29). Na comparação entre as três subescalas, o defeito, que corresponde ao domínio orgânico, apresentou os maiores escores, seguido pelas subescalas incapacidade e desvantagem, que representam respectivamente os domínios funcional e emocional. Fatores como falta de domínio técnico, demanda vocal elevada na fala e limitada experiência no canto podem explicar esses resultados(28) e, consequentemente, colocar esses indivíduos em uma situação de risco vocal potencial(24). Os valores reduzidos do domínio emocional podem indicar que os coralistas amadores não dependem das atividades de canto para sobreviver e, assim, um pequeno desvio na qualidade vocal pode ser aceito sem produzir consequências psicológicas, o que não ocorre com o cantor profissional, em que, pelo fato de depender financeiramente de sua voz, qualquer alteração mínima na qualidade vocal gera grande impacto em sua qualidade de vida(14), principalmente na esfera psicológica(29).

A comparação dos escores do IDCM dos grupos CCQ, CSQ e GNC e também dos grupos entre si mostrou-se significativa em todas as análises, sendo que a presença de queixa vocal foi determinante na manifestação do desvio. Considerando que o protocolo IDCM quantifica a desvantagem vocal nas atividades de canto causada por um problema de voz de qualquer natureza, quanto maior a presença de queixas vocais no canto, maior a probabilidade dos escores do IDCM estarem aumentados, o que mostra a sensibilidade do protocolo para a população de cantores com queixas(14,28).

Por fim, as comparações dos grupos CCQ e CSQ, em relação ao questionário de auto-avaliação das atividades de canto, mostraram que queixas vocais presentes no grupo CCQ não podem ser explicadas por diferenças na rotina de uso da voz cantada, visto que ambos os grupos se comportam de maneira semelhante.

O uso incorreto da voz pelo cantor pode prejudicar sua saúde vocal. Assim, a compreensão sobre as dificuldades e queixas vocais de coralistas poderá auxiliar fonoaudiólogos, preparadores vocais e regentes a proporcionar condições saudáveis de uso da voz cantada a essa população.

 

CONCLUSÃO

Cantores modernos com queixas vocais apresentaram maior desvantagem auto-relatada em relação aos sem problemas de voz e não cantores. No relato dos cantores modernos com problemas, aspectos identificados como sendo de natureza orgânica destacaram-se com maiores desvios, refletindo o tipo de dificuldade desses indivíduos. O protocolo mostrou-se sensível para essa população, podendo ser utilizado para auxiliar fonoaudiólogos, preparadores vocais e regentes no mapeamento de problemas vocais.

 

AGRADECIMENTOS

Agradecemos ao Maestro Eduardo Gonçalves Fernandes, regente dos coros participantes desta pesquisa (Coral UNIFESP, Coralusp XI de Agosto, Coral Belas Artes, Coral FEA-USP e Coral da FAAM) pelo carinho, acolhimento, incentivo, apoio incondicional e a viabilidade da coleta da amostra durante os ensaios dos coros.

 

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Endereço para correspondência:
Felipe Moreti
R. Visconde de Mauá, 347
Vila Assunção, Santo André (SP), Brasil
CEP: 09030-530
E-mail: felipemoreti@uol.com.br

Recebido em: 18/7/2009
Aceito em: 29/10/2009

 

 

Trabalho realizado no Centro de Estudos da Voz - CEV - São Paulo (SP), Brasil, como pré-requisito para conclusão do Curso de Especialização em Voz.

 

 

ANEXO

 


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