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Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

versão On-line ISSN 1982-0232

Rev. soc. bras. fonoaudiol. vol.16 no.2 São Paulo abr./jun. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-80342011000200023 

RESUMO

 

Abordagens grupais no contexto da saúde coletiva

 

 

Angela Maria de Camargo

Programa de Pós-graduação (Mestrado) em Distúrbios da Comunicação, Universidade Tuiuti do Paraná

Endereço para correspondência

 

 

As discussões em torno de abordagens grupais ainda são práticas recentes, portanto carecem de discussões teórico-práticas, pois as mesmas vão ao encontro da proposta do SUS. O objetivo deste trabalho foi analisar a abordagem grupal, sua concepção e utilização no contexto da Saúde Coletiva, enfatizando a visão dos profissionais enfermeiros e dos usuários que participam desse tipo de abordagem. Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, conforme Protocolo de Registro, sob o número 00050/2008, CAAE n. 2573.0.000.080-08. Foi aplicado questionário semi-estruturado a 33 usuários e seis enfermeiros, e os dados coletados organizados em cinco temas: a) composição, funcionamento, organização e atividades referentes às abordagens grupais; b) diferença entre atendimento individual e grupal; c) avaliação das abordagens grupais; d) grupo e qualidade de vida e, e) ações em atenção primária. Observou-se que 66% dos profissionais utilizam a patologia como principal critério para composição do grupo; 83% referem utilizar referencial teórico para a formação e desenvolvimento do grupo, porém somente um sujeito citou qual; 100% afirmam encontrar dificuldades para desenvolver o trabalho, apontam diferenças entre atendimento grupal e individual e referem resultados positivos a partir da adoção de tal abordagem. Entre os usuários, 73% são trabalhadores rurais; 100% moram na comunidade há mais de 10 anos; 80% fazem parte do grupo de hipertensos e diabéticos; 79% relatam renda de até dois salários mínimos; 76% são mulheres; 63% não identificam diferença entre abordagens grupais e individuais, porém 100% referem resultados positivos alcançados nos grupos, relatam melhora na saúde física, emocional, na auto-estima, na vida social e familiar. Isso evidencia a importância de se buscar conhecimento sobre o tema e pelos resultados positivos alcançados, fica clara a contribuição dessas abordagens tanto para profissionais como para os usuários. Com este trabalho foi possível observar que ainda há muito o que aprender a respeito de abordagens grupais e que estas realmente são benéficas e precisam fazer parte de forma mais expressiva em Saúde Coletiva. Concluiu-se, com isso, que os profissionais da enfermagem estão desenvolvendo, ainda que com pouca ou nenhuma base teórica, abordagens grupais na saúde coletiva. Porém, ainda há muito o que fazer, constituindo-se este tema num leque aberto de possibilidades de novas pesquisas.Trabalho realizado no Programa de Mestrado em Distúrbios da Comunicação da Universidade Tuiuti do Paraná para obtenção do título de Mestre em Distúrbios da Comunicação, sob orientação da Profa. Dra. Ana Paula Berberian.

 

 

Endereço para correspondência:
Angela Maria de Camargo
R. Juvino Lara Galvão, 1087/01
Bonsucesso, Guarapuava (PR), Brasil
CEP: 85035-220
E-mail: angelacamargo@gmail.com

 

 

Camargo AM. Abordagens grupais em saúde coletiva [dissertação]. Curitiba: Universidade Tuiuti do Paraná ; 2010.

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