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Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

versión On-line ISSN 1982-0232

Rev. soc. bras. fonoaudiol. vol.16 no.3 São Paulo jul./set. 2011

https://doi.org/10.1590/S1516-80342011000300012 

ARTIGO ORIGINAL

 

Desempenho escolar de alunos com fissura labiopalatina no julgamento de seus professores

 

School performance of students with cleft lip and palate in their teachers' point of view

 

 

Ana Beatriz Cardoso DominguesI; Mirela Machado PicoliniII; José Roberto Pereira LaurisIII; Luciana Paula MaximinoIV

IPrograma de Pós-graduação (Mestrado) em Ciências da Reabilitação do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, Universidade de São Paulo - USP - Bauru (SP), Brasil
IIPrograma de Pós-graduação (Mestrado) em Fonoaudiologia, Departamento de Fonoaudiologia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo - USP - Bauru (SP), Brasil
IIIDepartamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo - USP - Bauru (SP), Brasil
IVDepartamento de Fonoaudiologia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo - USP - Bauru (SP), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Verificar o desempenho escolar de alunos com fissura labiopalatina sem anomalias associadas e correlacionar os possíveis fatores interferentes, segundo a opinião dos professores de 1ª a 8ª séries do Ensino Fundamental.
MÉTODOS: A metodologia deste estudo compreendeu duas etapas. Na primeira etapa foi realizada uma análise retrospectiva de 61 prontuários de pacientes com fissura labiopalatina sem anomalias associadas, regularmente matriculados em classes de 1ª a 8ª séries do Ensino Fundamental. Esta etapa foi realizada a fim de caracterizar o perfil dos mesmos, quanto ao gênero, nível socioeconômico, tipo de fissura, timpanometria e inteligibilidade de fala. A segunda etapa incluiu a aplicação de um questionário com o intuito de verificar a percepção dos professores sobre o desempenho escolar destes alunos. Os resultados foram analisados estatisticamente.
RESULTADOS: A análise dos questionários mostrou que somente 20,7% dos professores consideraram que seus alunos com fissura labiopalatina têm desempenho escolar abaixo da média da classe. Não foi encontrada diferença significativa na associação entre o desempenho escolar e os possíveis fatores interferentes, a saber, gênero, nível socioeconômico, tipo de fissura, timpanometria e inteligibilidade de fala.
CONCLUSÃO: O desempenho escolar da maioria dos alunos com fissura labiopalatina sem anomalias associadas foi percebido pelos respectivos professores como satisfatório, ou seja, dentro da média, considerando os demais alunos de sua sala de aula.

Descritores: Fenda labial; Transtornos da aprendizagem; Escolaridade; Ensino fundamental e médio; Percepção; Docentes; Baixo rendimento escolar


ABSTRACT

PURPOSE: To assess the school performance of students from 1st to 8th grade of Elementary School with cleft lip and palate without associated anomalies, and to correlate possible interfering factors, according to the opinion of their teachers.
METHODS: The methodology of this study was divided into two stages. The first stage was a retrospective analysis of 61 medical records of patients with cleft lip and palate without associated anomalies, regularly enrolled in Elementary School (1st to 8th grades). The first stage had the aim to characterize the profile of the participants regarding gender, socioeconomic status, type of cleft, tympanometry, and speech intelligibility. The second stage involved the application of a questionnaire to be answered by the teachers of these subjects, in order to verify their perceptions regarding the school performance of these students. Results were statistically analyzed.
RESULTS: The analysis of questionnaires showed that only 20.7% of the teachers believed that their students with cleft lip and palate have school performance below the average of the class. There was no significant difference in the association between school performance and the possible intervening factors, such as gender, socioeconomic status, type of cleft, tympanometry, and speech intelligibility.
CONCLUSION: The school performance of most students with cleft lip and palate without associated anomalies was considered satisfactory by their teachers, that is, within the average, considering the performance of other students in their classes.

Keywords: Cleft lip; Learning disorders; Educational status; Education, Primary and secondary; Perception; Faculty; Underachievement 


 

 

INTRODUÇÃO

Os termos "sucesso escolar", "rendimento escolar", "desempenho escolar" e "avaliação de desempenho" são referidos em trabalhos científicos(1,2) desenvolvidos na área da educação. A análise das múltiplas facetas do desempenho escolar pressupõe o conhecimento de todas as suas interfaces e, em especial, as particularidades de cada aluno, em seus diversos aspectos, como sujeitos únicos de um processo de desenvolvimento.

O desempenho escolar está intimamente relacionado não somente com as características do próprio aluno(3), mas também com as características físicas e pedagógicas da escola(4), com a interação bidirecional na relação professor-aluno(5) e com o envolvimento da família no processo de alfabetização dos seus filhos(6). Dessa forma, salienta-se que fatores intrínsecos e extrínsecos ao aluno, a saber, a fissura labiopalatina, pode ser considerada um fator de risco para o desempenho acadêmico destes escolares.

Em relação ao desempenho escolar de crianças com fissura labiopalatina, alguns estudos(7,8), relatam não haver indícios que relacionem deformidade facial e déficit intelectual. No entanto, outro estudo(9) constata diminuição da função intelectual e pior desempenho acadêmico em crianças com fissura labiopalatina. Este fracasso escolar pode ser causado por alterações da função auditiva(10-12) e/ou na fala(13-15), frequentemente encontradas nestas crianças e essenciais para o processo de aprendizagem.

É imprescindível que as condições sociais do ambiente escolar sejam favoráveis para o aprendizado de seus alunos, visto que a escola é o primeiro ambiente extra-familiar de convivência social da criança(16). Neste contexto, a falta de preparo das instituições de ensino para lidar com estas crianças(3) e seu acolhimento nesse ambiente(17) pode ser fator decisivo, influenciando sua vida social e acadêmica.

Ainda que nas últimas décadas o tema "desempenho escolar" tenha sido amplamente discutido, existem poucos estudos brasileiros sobre o desempenho escolar de crianças com fissura labiopalatina. Estudos desta natureza são relevantes, não somente devido à incidência no Brasil estar estimada em 0,19 por mil nascidos vivos, sendo as maiores taxas nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste(17), mas também pela escassez de publicações neste âmbito. O Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC/USP) é considerado um centro de referência internacional no tratamento de fissura labiopalatina e conta com um banco de dados de 73 mil casos registrados(18).

O objetivo do presente estudo foi verificar o desempenho escolar de seus alunos com fissura labiopalatina sem anomalias associadas e correlacionar os possíveis fatores interferentes, segundo a opinião dos professores de 1ª a 8ª séries do Ensino Fundamental.

 

MÉTODOS

Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HRAC/USP - Bauru, sob protocolo de nº. 015/2006.

A metodologia deste estudo compreendeu duas etapas. Na primeira etapa foi realizada uma análise retrospectiva de 61 prontuários de pacientes com fissura labiopalatina em idade escolar, residentes na cidade de Bauru e região, atendidos no HRAC/USP. Esta análise permitiu caracterizar o perfil dos participantes do estudo, quanto ao gênero, nível socioeconômico, tipo de fissura, audição e inteligibilidade de fala.

Após esta análise foi estabelecido contato com os pais e/ou responsáveis, para que fosse realizada a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, caso concordassem em participar do estudo. Neste momento, também foram coletadas informações relacionadas à escola de seus filhos como, por exemplo, o endereço e o nome da coordenadora responsável, a fim de facilitar o contato.

A segunda etapa incluiu a aplicação de um questionário (Anexo 1) com os professores das crianças com fissura labiopalatina atendidas na instituição. Este questionário teve o objetivo de verificar o desempenho escolar dos alunos com fissura labiopalatina, na opinião dos professores de 1ª a 8ª séries do Ensino Fundamental de Bauru e região. O questionário foi elaborado pelos pesquisadores do estudo abordando dados relativos à escola, ao professor e ao aluno.

Para a aplicação do questionário, foram selecionados os respectivos professores de 1ª a 4ª séries e de 5ª a 8ª séries das crianças com fissura labiopalatina. Dessa forma, os 43 professores selecionados de 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental foram os professores polivalentes, visto que na maioria das escolas do 1º Ciclo do Ensino Fundamental estes alunos contam com somente um professor. Com relação aos professores de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental, foram selecionados dois professores, um de Português e outro de Matemática, de cada aluno, num total de 36 professores. A escolha destes professores foi feita em razão de estas disciplinas corresponderem às duas grandes áreas do conhecimento, bem como pelo maior tempo destes em sala de aula.

Assim, o total previsto era de 79 professores, porém dois estavam de licença e seus substitutos não concordaram em participar do estudo.

Em resumo, a amostra foi constituída por 77 professores do Ensino Fundamental, 43 professores de 1ª a 4ª séries, 16 professores de 5ª a 8ª séries que ministravam a disciplina de Português e 18 professores de 5ª a 8ª séries que ministravam a disciplina de Matemática.

Para análise dos dados, os questionários foram agrupados, levando-se em consideração a classificação dos professores participantes. Dessa forma, eles foram divididos em três grupos: professores de 1ª a 4ª séries, professores de Português de 5ª a 8ª séries e professores de Matemática de 5ª a 8ª séries.

Para a estimativa de proporção de avaliação do desempenho foi utilizado o intervalo de confiança (IC), com nível de significância de 95%. Na análise bivariada, para avaliar a associação entre o perfil dos estudantes e o desempenho escolar, utilizou-se o teste Qui-quadrado, considerando também o nível de significância de 95% (p<0,05).

 

RESULTADOS

Os dados referentes à análise retrospectiva dos 61 prontuários permitiram verificar que: 43 (70,5%) dos pacientes estavam regularmente matriculados em classes de 1ª a 4ª séries e 18 (29,5%) em classes de 5ª a 8ª séries; 52% eram do gênero masculino; a média de idade era de 10 anos e 2 meses; a grande maioria residia na cidade de Bauru (84%); 54% do total da amostra tinham fissura de lábio e palato, 21% fissura de palato, 18% fissura de lábio e 7% fissura submucosa; na estratificação socioeconômica, 86% pertenciam ao nível socioeconômico baixo.

O resultado da análise dos 77 questionários possibilitou verificar a característica da escola: 52% dos alunos frequentavam escolas estaduais, 23% escolas municipais, 21% escolas particulares e 3% escolas da indústria.

Na opinião dos professores, pode-se observar que 94% dos alunos com fissura labiopalatina frequentam regularmente as aulas (Tabela 1). Com relação ao interesse do aluno pelo seu desempenho, pelos conteúdos desenvolvidos, pela participação nas atividades escolares e pela realização de tarefas, verificou-se que a maioria dos alunos encontra-se na média da classe, ou seja, 62%, 66%, 65% e 64% respectivamente. Quanto à comunicação em sala de aula, verificou-se que 88% dos alunos com fissura labiopalatina comunicam-se satisfatoriamente e 83% possuem bom relacionamento com os colegas de sala. A grande maioria dos professores (70%) não referiu queixas sobre o aluno em sala de aula.

Em relação às dificuldades escolares, foram questionadas somente as dificuldades relacionadas ao aprendizado da leitura e da escrita e do raciocínio matemático. Na opinião dos professores, a dificuldade escolar predominante no aluno com fissura labiopalatina está relacionada ao aprendizado da leitura e escrita (23%), seguido do raciocínio matemático (16%) (Tabela 2).

Pode-se observar que 21% dos professores relatam que o aluno com fissura labiopalatina apresenta desempenho escolar abaixo da média da classe, 58% relatam desempenho dentro da média da classe e 21% acima da média da classe (Tabela 3).

Somente 20,7% dos professores consideraram que seus alunos com fissura labiopalatina apresentavam desempenho abaixo da média escolar, com intervalo de confiança (IC) exato de 95% (Tabela 4).

 

 

A análise estatística demonstrou não haver associação entre o desempenho escolar dos alunos com os possíveis fatores interferentes, a saber, gênero, nível socioeconômico, tipo de fissura, timpanometria e inteligibilidade de fala (Tabela 5). Na opinião dos professores, 13 alunos com fissura labiopalatina apresentaram desempenho abaixo da média da classe.

Quanto à caracterização da amostra com baixo desempenho escolar houve prevalência do gênero feminino, do nível socioeconômico pertencente à classe baixa superior e de fissura de lábio e palato (Tabela 5). Especificamente no que se refere ao funcionamento da orelha média e à inteligibilidade de fala, a análise estatística aplicada considerou somente os alunos que realizaram os exames. Dessa forma, evidenciou-se que 60% dos alunos com baixo desempenho escolar apresentavam alteração no exame timpanométrico e 64% apresentavam inteligibilidade de fala prejudicada.

 

DISCUSSÃO

A caracterização do perfil dos participantes deste estudo corrobora a literatura consultada, pois, em relação à fissura labiopalatina, verifica-se predominância do gênero masculino(19) e maior ocorrência de fissura de lábio e palato(17,19). A caracterização da estratificação socioeconômica evidencia que a maioria dos pacientes atendidos na instituição está incluída nos estratos sociais economicamente menos favorecidos, de tal modo que a realidade do serviço reflete a realidade brasileira(20).

A maioria das escolas frequentadas pelos alunos com fissura labiopalatina no ano de 2006 tinha como mantenedor o governo do estado de São Paulo. Este dado pode ser correlacionado com a prevalência do nível socioeconômico baixo encontrado na amostra.

Sabe-se que para o bom aproveitamento acadêmico e desenvolvimento da criança na escola, segundo a Deliberação CEE 09/97(21) no artigo 4º, com relação à frequência escolar, as ausências não devem exceder o limite de 25%. Os dados do estudo demonstram que os alunos com fissura labiopalatina foram considerados assíduos por seus professores.

Com relação ao interesse do aluno por seu desempenho, pelos conteúdos desenvolvidos, pela participação nas atividades escolares e pela realização de tarefas, verificou-se que a maioria dos alunos foi considerada pelos professores dentro da média da classe. A priori, não há indícios que relacionem a deformidade facial e o déficit intelectual; assim, as crianças com fissura labiopalatina teriam condições intelectuais idênticas às de crianças consideradas normais para ter bom desempenho escolar(7,8). Um aluno com desempenho escolar satisfatório, além de ser mais eficaz no uso e na seleção de estratégias de aprendizagem, também é capaz de se ajustar e monitorar constantemente sua compreensão(22).

Verificou-se, em relação às dificuldades escolares, maior predomínio das dificuldades no aprendizado da leitura e da escrita, seguido das dificuldades no raciocínio matemático. Estes achados são concordantes com outros estudos que evidenciam a fissura labiopalatina como indicador de risco para distúrbios na aquisição de linguagem oral e escrita(11,15,23).

Quanto ao desempenho escolar, 58% dos professores referem que os alunos com fissura labiopalatina apresentam desempenho na média da classe. Podemos relacionar esse fato ao envolvimento da família na vida acadêmica do aluno, pois de acordo com a análise dos questionários, 65% dos professores referem à participação dos pais na alfabetização dos seus filhos, fornecendo assim suporte para o desempenho acadêmico dos mesmos(6) .

As estimativas da proporção de avaliação do desempenho abaixo da média evidenciaram que poucos professores consideraram que seus alunos com fissura labiopalatina apresentavam desempenho escolar abaixo da média.

A prevalência do gênero feminino não corrobora os dados apresentados em outro estudo(24) que constata desempenho escolar insatisfatório no gênero masculino. Uma possível causa dessa divergência poderia estar relacionada à inibição, maior grau de insatisfação e a preocupação com relação à aparência apresentadas por adolescentes do gênero feminino, que influenciaria no seu desempenho escolar(25).

Considerando o nível socioeconômico, verifica-se que 92% dos alunos com desempenho escolar insatisfatório pertencem ao nível socioeconômico baixo. Outro dado a ser considerado e que de forma indireta pode ter interferido neste achado, é o fato de que mais de 50% dos alunos estão matriculados em escolas estaduais.

Quanto ao tipo de fissura, constatou-se que 54% desses alunos tinham fissura de lábio e palato. Conforme a literatura, este tipo de fissura está comumente relacionada aos distúrbios de comunicação, que incluem a linguagem escrita(10,14).

As habilidades de comunicação, relacionadas à inteligibilidade de fala e alterações auditivas, foram outro aspecto pesquisado neste estudo. As alterações de fala têm sido apontadas como significativas para o processo de aprendizagem de crianças com fissura labiopalatina(11,14,26,27).

Os achados dos exames timpanométricos dos alunos com fissura labiopalatina denotaram o histórico positivo de alteração de orelha média em 60% destes. A audição periférica da população com fissura labiopalatina tem sido amplamente estudada, visto a importância da percepção sensorial e das habilidades auditivas para a aprendizagem(10-12,23).

Em suma, dos 61 alunos com fissura labiopalatina participantes deste estudo, apenas 13 (21%) apresentam desempenho escolar insatisfatório na visão de seus professores. Do total da amostra de professores somente 20,7% consideraram que seus alunos com fissura labiopalatina possuem desempenho escolar abaixo da média da classe.

 

CONCLUSÃO

Os resultados deste estudo permitiram concluir que o desempenho escolar da maioria dos alunos com fissura labiopalatina sem anomalias associadas, na visão dos seus respectivos professores, foi apontado como satisfatório, ou seja, dentro da média, considerando os demais alunos de sua sala de aula.

Na caracterização do perfil dos alunos com desempenho escolar abaixo da média houve prevalência do gênero feminino, do nível socioeconômico baixo superior, da fissura de lábio e palato, de alterações no exame timpanométrico e inteligibilidade de fala prejudicada.

Não foi encontrada associação entre o desempenho escolar e os possíveis fatores interferentes.

O conhecimento sobre o desempenho escolar de crianças com fissura labiopalatina pode fundamentar a efetivação de ações de intervenção e prevenção, dirigidas ao aluno, à escola e à família.

 

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Endereço para correspondência:
Luciana Paula Maximino
Faculdade de Odontologia de Bauru
Departamento de Fonoaudiologia
Al. Dr. Octávio Pinheiro Brisola, 9/75, Vila Universitária
Bauru (SP), Brasil
CEP: 17012-900
E-mail: lumaximino@uol.com.br

Recebido em: 25/8/2009
Aceito em: 22/3/2010

 

 

Trabalho realizado no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, Universidade de São Paulo - USP - Bauru (SP), Brasil.

 

 


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